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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Mais duas mortes na CPTM

Categoria: Geral

CRISTIANE BOMFIM
LUÍSA ALCALDE

Dois funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) morreram atropelados por um trem enquanto faziam uma vistoria nos trilhos entre as estações Antônio João e Barueri, na Linha 8-Diamante, na Região Metropolitana de São Paulo, às 10h30. É o segundo acidente do tipo em menos de uma semana. No domingo, três funcionários da CPTM morreram na região do Belém, enquanto caminhavam pela linha férrea, próximo a estação Tatuapé, na 11-Coral.

Antônio Camilo Severino, de 63 anos, e Edgar Antônio Dalbo, de 55 anos, inspecionavam os trilhos de uma das vias, onde as composições circulam no sentido à Estação Barueri. Edgar já estava aposentado e o parceiro se aposentaria em janeiro.

A composição saiu da parada Antônio João com passageiros no sentido Itapevi. Ao chegar à parada seguinte, o maquinista foi informado de que o trem seria recolhido e levado para uma oficina de manutenção na Estação Presidente Altino e pediu que os passageiros deixassem os vagões. O trem voltou pela mesma via e depois de uma curva, na altura do km 26 da linha, atingiu os trabalhadores, que estavam de costas.

O presidente do Sindicato dos Funcionários da Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, Everson Craveiro, disse que vai fazer uma investigação paralela sobre o acidente e encaminhar o resultado à polícia.

O gerente-geral de manutenção da CPTM, Evaldo José dos Reis Ferreira, afirma que os funcionários não deveriam estar sobre os trilhos. “Para o trabalho, eles devem caminhar ao lado da via fazendo uma inspeção visual, anotando os possíveis problemas para depois uma equipe de manutenção realizar o serviço”, explica.

Ele diz ainda que Antônio Camilo e Severino, ambos com 34 anos de empresa, passaram por curso de reciclagem em manutenção nas vias em outubro e que eles eram capacitados para saber “que os trens podem vir em qualquer sentido” e que a central de manutenção sabia da presença deles no trecho.

No início da tarde, o sobrinho de Antônio Camilo, Fernando Oliveira, de 44 anos, disse que a CPTM ainda não tinha procurado a família, que soube do acidente por alguém que viu o caso pela TV. “Minha tia está em choque.”

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