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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Maioria apoia PM na cracolândia

Categoria: Administração

BRUNO PAES MANSO

A Operação Centro Legal, iniciada há um mês na cracolândia, é apoiada por 84,7% da população da cidade de São Paulo. Em compensação, 67,9% dos entrevistados dizem não acreditar que as medidas tomadas por governo do Estado e Prefeitura serão suficientes para resolver o problema do tráfico na região.

Os resultados são da pesquisa feita pelo Instituto Informa. Foram ouvidas 1 mil pessoas, entre os dias 27 e 30 de janeiro.

As medidas adotadas pela polícia na cracolândia também recebem aplausos: 63,2% aprovam totalmente, enquanto 4,5% aprovam. Apenas 15,2% reprovam.

De acordo com balanço divulgado pelo governo, um mês depois do começo da operação, 216 pessoas e 55 foragidos foram presos. Ainda foram internadas 186 pessoas em clínicas de saúde. Isso significa que 457 pessoas que frequentavam a cracolândia foram retiradas de circulação. No início da operação, a polícia calculava que 400 pessoas estavam na região. A população flutuante podia chegar a 2 mil pessoas.

“O problema pode simplesmente ter sido adiado. Para onde vão essas pessoas depois que saírem da prisão e das internações? Talvez elas tenham sido somente retiradas de vista e podem depois retornar para o mesmo lugar onde estavam”, pondera a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, Daniela Skromov.

Ainda de acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados afirmam que a operação dispersou os dependentes de droga para outras regiões da cidade.

Segundo um mapa da Polícia Militar, publicado em reportagem do Jornal da Tarde do último sábado, mostra que usuários de drogas apareceram em pelo menos 27 bairros da capital. Entre os dias 10 e 22 de janeiro, a PM recebeu, pelo telefone 190, 1.038 ligações de moradores de várias regiões da cidade reclamando de ‘noias’ na porta de casa. Alguns desses lugares já eram ocupados por usuários de drogas e agora estão com movimento mais intenso, como nas ruas Guaianases e Apa. “Creio que conseguimos quebrar a espinha do tráfico, apesar de ainda existirem traficantes no local. Prendemos muitos pequenos traficantes, o que causa um imenso prejuízo para aqueles que vendiam por lá”, diz o delegado Edison de Santi, responsável pelo Setor de Inteligência do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).

Para secretária estadual de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, a cracolândia acabou. “Aquela cracolândia de antes da operação, que chegava a reunir 800 pessoas, não existe mais”, afirma.

“Há pequenas aglomerações na Guaianases, Rua Vitória, Apa, que já estão sendo alvo dos policiais, agentes de saúde e assistência social. Mas são grupos incomparáveis com os que haviam.”

A pesquisa mostra também a população dividida em relação à internação à força dos usuários de droga: 49,8% são a favor e 49,4%, contra.

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