Kassab promete teatros municipais reformados
- 10 de maio de 2011 |
- 23h26 |
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Categoria: Administração, Cultura
FELIPE FRAZÃO
Dos nove teatros distritais de São Paulo, quatro estão fechados por atraso em obras de revitalização. Em março de 2008, a Prefeitura anunciou reforma em cinco deles, com prazo de entrega em julho de 2009. Mas só uma terminou. Nesta terça-feira, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) dobrou a promessa: disse que, até o fim de sua gestão, em dezembro de 2012, vai entregar reformados todos os teatros da cidade: isso inclui, além dos quatro fechados, mais quatro em funcionamento.
“Depois de 50 anos, uma gestão se preocupa com reformas. Até o fim de 2012, temos grande chance de entregar todos os equipamentos reformados”, disse Kassab. Do compromisso assumido há três anos, no entanto, a Prefeitura entregou apenas o Teatro Cacilda Becker, na zona oeste. Os Teatros Flávio Império e Martins Penna, na zona leste, Alfredo Mesquita, norte, e Décio de Almeida Prado, na sul, deixaram de oferecer espetáculos a preço popular (R$ 10) e oficinas vocacionais gratuitas de interpretação, dança e música.
A pior situação é a do Flávio Império, em Cangaíba, onde as obras nem começaram. A Secretaria Municipal de Cultura fechou o teatro há 5 anos, porque goteiras molhavam a plateia. Mas o único sinal de reforma foi, há um mês, a chegada de poltronas, sacos de cimento e telhas. Tudo agora amontoado no palco e na plateia.
Na terça-feira o secretário Augusto Calil afirmou que a licitação para um “novo’’ Flávio Império sairá nesta semana. “Ele será refeito e terá parque aberto à população.” O mesmo prazo foi dado nas licitações de dois outros teatros, atualmente abertos ao público: o Paulo Eiró, em Santo Amaro, e o Arthur Azevedo, na Mooca.
Integrantes de movimentos culturais e alunos de projetos vocacionais criaram o manifesto SOS Flávio Império. “Não acreditamos mais na palavra deles para a reforma. Nunca foi cumprida”, disse Rogério Limonti, organizador do grupo.
A reforma da Casa de Cultura da Penha, onde fica o Martins Penna, começou em março do ano passado, com prazo de 180 dias e valor de mais de R$ 1,5 milhão. No entanto, ainda caminha em ritmo lento, com apenas seis funcionários.
Nesta terça-feira, Kassab visitou o Alfredo Mesquita, cujas obras começaram em 2009, por R$ 3,4 milhões. O prazo era de 270 dias, mas o andamento foi atrasado pela necessidade de um Termo de Ajustamento de Conduta para remanejar árvores do terreno.

