Gaviões da Fiel vai expulsar incendiários
- 24 de fevereiro de 2012 |
- 23h24 |
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Categoria: Carnaval
CAMILLA HADDAD
A Gaviões da Fiel vai ajudar a Polícia Civil a identificar os três integrantes da agremiação suspeitos de incendiar um carro alegórico e também prometeu expulsá-los. A alegoria atingida no dia da apuração estava na dispersão do sambódromo e pertencia à Pérola Negra, rebaixada neste ano.
“O Wagner (Costa), vice-presidente da Gaviões, se comprometeu a tentar localizar os responsáveis e expulsá-los. Isso não pode acontecer”, disse ontem advogado que representa a escola, David Gebara Junior, ao falar sobre a sequência de atos de vandalismo na apuração do carnaval paulistano. Ele acompanhou Wagner, que à tarde prestou depoimento de uma hora na Delegacia do Turista (Deatur), no centro.
Na saída da Deatur, o vice-presidente da agremiação tentou explicar os motivos que o levaram a entrar na área restrita do sambódromo – onde ficavam as notas dadas pelos jurados e onde houve um tumulto logo após a leitura de algumas notas. “Como dirigente, queria conversar com os integrantes da Liga das Escolas. Não era cabível aquele 8,9”, disse Wagner, sobre uma nota de evolução.
Depois de Wagner foi a vez de Edilson Casal, presidente da Pérola Negra, que caiu para o Grupo de Acesso, depor. Ele ficou cerca de duas horas na Deatur. O advogado de Casal, Isidro Branco, disse que não procede a informação de que seu cliente entrou na área restrita para fazer tumulto. “A suposta invasão não se aplica a ele. Como presidente, ele tem livre acesso àquela área, tem autorização para ficar lá”, disse o advogado.
Segundo Branco, Wagner tentou entrar pelo portão, o segurança autorizou a entrada, e o tumulto veio atrás do presidente. Sobre o carro alegórico incendiado, o advogado disse que está em análise um pedido de ressarcimento à Gaviões da Fiel. Ele estima que o prejuízo tenha sido de R$ 80 mil.
Na quinta-feira, o diretor de Carnaval da Camisa Verde e Branco, Alexandre Salomão, o Teta, foi o primeiro dirigente de escola de samba indiciado pela polícia. Segundo o delegado Osvaldo Nico, Teta vai responder em liberdade por supressão de documentos. Ele foi flagrado por imagens de TV rasgando e chutando papéis que estavam no júri, em área considerada restrita pela Liga.
A polícia investiga se houve uma ação orquestrada entre a cúpula das agremiações antes de Tiago Faria pular o alambrado e rasgar os envelopes com as notas.
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