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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Games podem substituir as provas em aula

Categoria: Comportamento, Educação

ISIS BRUM

Jogos online desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Araraquara, podem se tornar instrumentos de avaliação dos professores em sala de aula.

Como num tabuleiro, o estudante seleciona um avatar e a disciplina que vai testar. No ensino médio, estão no ar os desafios para matemática, química, física, biologia, história e geografia.

Totalmente gratuito – e disponível em quatro versões no endereço: www.ludoeducativo.com.br –, o Instituto ainda criou uma edição especial de combate à dengue, por meio do qual a criança só avança se destruir os focos da doença e não se deixar picar pelo mosquito contaminado.

“As crianças gostam de jogos que dão tiros, mas nós queremos formar cidadãos”, explica Elson Longo, coordenador do instituto da Unesp e do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos. A previsão é que até o fim do ano mais quatro games estejam disponíveis, entre eles, um voltado para a proteção do meio ambiente.

O programa virtual criado para medir o aprendizado do aluno permite identificar os melhores colocados. Como no tabuleiro, há um dado virtual. O jogador anda o número de casas correspondentes e é feita uma pergunta sobre o tema escolhido em forma de teste.

Se errar, volta o número de casas que andou e perde pontos. No total, são 2,1 mil questões de ensino médio e 6,3 mil para o fundamental 1 e 2 juntos. O sistema não exclui perguntas, só inclui.

“O professor pode usar o jogo para verificar como os alunos estão na disciplina”, sugere Longo. “Estatísticas de cada situação de acerto ou erro permitem ao professor saber com segurança o que o aluno precisa saber mais ou não”, afirma o pesquisador.

Há 3 anos, uma empresa, em parceria com universidades públicas e agências de fomento em Recife, capital de Pernambuco, desenvolveu um projeto chamado Olimpíadas de Jogos Digitais e Educação (OjE).

Com 100 mil alunos cadastrados naquele Estado e no Rio de Janeiro, o site se tornou uma verdadeira rede social, com a diferença de que, nesse caso, compartilham conhecimento.

Segundo Luciano Meira, professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do OjE, o game une jogos casuais tematizados e enigmas. Há, por exemplo, uma aventura em uma nave na corrente sanguínea. O nível das questões é elevado. “O jogo é para o estudante se encantar com o mistério e ir atrás das respostas”, define Meira.

8 Comentários Comente também
  • 13/08/2011 - 12:08
    Enviado por: Raul

    Não é de hoje que “especialistas” da área tentam enfiar jogos educacionais na sala de aula. Se tem uma coisa que estes “especialistas” deveriam fazer é ler o livro Homo Ludens de Huizinga, que mostra a essência do jogo, porque o homem tem a necessidade de jogo e que este por sua vez antecede a própria cultura, e não uma comparação raza de “Se as crianças gostam de jogos que dão tiros vão gostar de jogo Educacionais”. Além de Homo Ludens, existe uma série de livros que ajudam reais profissionais da área (Game Designers e afins), a fazer com que seus jogos sejam antes de mais nada DIVERTIDOS. E é isso do que se trata jogo: diversão, e nada mais.

    Ninguém joga alguma coisa se não estiver atrás de diversão, e é aqui que os “especialistas” se enganam. Pois pensam logicamente, não posso negar, da seguinte forma: O individuo gasta horas na frente de um jogo eletrônico, como transferir este potencial para a educação, já que o individuo não pega o livro para nada? E a resposta seria: Vamos fazer a educação ser eletrônica, pois é isso que atrai o individuo. Não culpo estes “especialistas” pela sua ignorância, a educação precisa de apoio, ainda mais em um país como o nosso.

    Então, munidos com sua maior inteligencia, fazem algumas animações toscas, com alguma interação, enfiam um quiz no meio e acham que isso é jogo, e que todos vão gostar ou vão jogar. A resposta eu já sei, mas vamos esperar o tempo dizer para os “especialistas” porque que o individuo não largou o console para ir jogar para aprender…

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    • 15/08/2011 - 23:10
      Enviado por: Iuri

      Raul, você está radicalizando. Vou dar um exemplo partindo de mim: quando criança e adolescente, eu jogava diversos jogos digitais no computador, entre eles alguns jogos de estratégia que apresentavam mapas de países e continentes que, tenho certeza, me ajudaram bastante na aprendizagem de geografia e de história.

      E mais: esses jogos me fizeram aprender inglês, sem que eu precisasse pagar por cursos particulares.

      Claro que há jogos que não são efetivos na aprendizagem, mas é possível utilizá-los sim, porém, para isso, é necessário pesquisar estratégias para o uso da competitividade e do entretenimento em determinadas ações pedagógicas.

      A diversão pura é o grande motivador por trás dos jogos, mas isso não significa que ela não possa servir de motivador para a aprendizagem. Relativize os seus argumentos.

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  • 13/08/2011 - 18:36
    Enviado por: Duda Carrara

    Raul, que bela confusão você está fazendo. Você está caindo na posição que o Huizinga critica tanto: da perda da leveza e do prazer na construção cultural. Dá outra lida.

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  • 15/08/2011 - 07:56
    Enviado por: del nero

    O PREÇO DA MODERNIDADE É ALTA
    Algum momento entre 1959 e 2011.

    Pessoal,

    essa é a realidade, Professores sendo deletados.

    Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.

    Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranqüilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.

    Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita Rivotril. Transforma-se num zumbí. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.

    Cenário 2: Luiz, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.

    Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro… A Luiz nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova “cagada”, cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.

    Ano 2011: Prendem o pai de Luiz por maus tratos. Condenado a 5 anos de reclusão e, abster-se de ver seu filho por 15 anos . Sem o guia de uma figura paterna, Luiz se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.

    Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo…

    Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.

    Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida…

    Cenário 4: Disciplina escolar

    Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe… O professor nos dava uma boa “mijada” e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.

    Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

    Cenário 5: Horário de Verão.

    Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.

    Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

    Cenário 6: Fim das férias.

    Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

    Ano 2011: Depois de voltar de Cancún, numa viagem ‘all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, “panic attack”, seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação…

    Cenário 7: Saúde.

    Ano 1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS, aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.

    Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando temos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

    Cenário 8: Trabalho.

    Ano 1959: O funcionário era “pego” na cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.

    Ano 2011: O funcionário pego “desestressando” é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

    Cenário 9: Assédio.

    Ano 1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.

    Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.

    Pergunta-se:

    EM QUE MOMENTO FOI ENTRE 1959 E 2011 QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE IDIOTAS?

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    • 15/08/2011 - 10:26
      Enviado por: Gregor Samsa

      No momento em que ganhamos o direito de votar mas não o exercemos direito. Pois lembre-se que nos anos 60, tivemos o golpe militar e que se ainda estivéssemos nele, rastreariam seu comentário, iriam na sua casa e te levar para um quartel e te torturar na falta do que fazer.

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    • 15/08/2011 - 23:35
      Enviado por: Rafa

      Essa nostalgia de um passado que nunca existiu me irrita. Porque sempre se esquecem de eventos como esses:

      Ano 1959:
      Maria apanha constantemente do marido, que sempre volta bêbado para casa, por motivos fúteis como o excesso de sal no arroz ou uma camisa mal passada.
      Após ir parar várias vezes no hospital pelas surras que levava, cujo motivo era sempre por “cair da escada”, resolve se separar e sair de casa.
      Toda a sociedade passa a discriminá-la e a tratar como pior que prostituta. Os pais morrem de vergonha dela e, na igreja e em eventos sociais, todo mundo vira a cara.

      Ano 2011:
      Maria, após sofrer abusos físicos do marido, procura uma entidade de assistência e o processa pela Lei Maria da Penha. Ela recebe todo o apoio da família, da comunidade e pode continuar sua própria vida, livre para procurar um relacionamento onde ela seja melhor tratada. Enquanto isso, o maridão é preso e obrigado a pagar indenizações.

      Ano 1959:
      Sandra é uma garota de 8 anos filha de mãe solteira e pobre que foi abandonada por um cafajeste. Por não conseguir criar a filha, ela recebe ajuda de uma respeitada família de bem que resolve “adotá-la” como empregada doméstica.
      A partir daí, a moça, considerada “da família”, passa a trabalhar, desde criança, sem nenhum tipo de direito além de uma cama para dormir e um prato de comida.

      Ano 2011:
      Caso uma criança de 8 anos seja encontrada trabalhando para uma família nessas condições, os responsáveis são condenados por abuso de menor, cárcere privado e incentivo ao trabalho escravo.
      O Conselho Tutelar dá assistência para a criança e tenta reinseri-la num lar em que ela seja realmente tratada como uma filha e não como uma “negrinha escrava”.

      Ano 1959:
      Paulo é o tio de Regina, uma garota de 12 anos que já chama a atenção por sua beleza. Aproveitando-se da confiança que a família deposita nele, ele passa a abusar sexualmente da menina.
      Quando esse fato é descoberto, a garota apanha dos pais e é escondida num quarto para que a família não passe tamanha vergonha. Paulo continua vivendo livremente, pois a polícia considerou que a garota o seduziu.

      Ano 2011:
      Paulo abusa de sua sobrinha de 12 anos. O fato é descoberto pela família, que imediatamente contacta a autoridade policial. Ele é preso por pedofilia e descobre-se que havia maltratado outras meninas de idade semelhante e fazia parte de uma rede de abuso de menores.
      A garota recebe auxílio psicológico para tentar superar o trauma, ainda que uma marca como essa seja difícil de apagar e permitir uma vida minimamente normal.

      Ano 1959:
      Ricardo é um pai-de-família respeitado, tem 32 anos e 3 filhos. Está atualmente desempregado, mas tem boas referências de todos os seus empregos anteriores. Porém, há um problema: ele é negro.
      Ele disputa uma vaga numa empresa com um garoto de 16 anos branco, que ainda mora com os pais e que vai gastar todo o dinheiro no “puteiro” e no futebol. Por causa de sua cor, o menino inexperiente é contratado.
      Ricardo não pode reclamar.

      Ano 2011:
      Na mesma situação, caso Ricardo perceba que foi passado pra trás por questões raciais, pode processar a empresa por racismo e garantir uma grande indenização.
      A péssima repercussão disso na imprensa e na sociedade ao redor faz com que o gerente seja demitido e uma nova administração assuma o lugar, garantindo políticas mais idôneas de contratação.

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  • 15/08/2011 - 10:22
    Enviado por: Gregor Samsa

    Pelo visto, nota-se uma grande demanda para aproximar a escola do aluno: jogos no lugar de provas, letras das músicas dos Engenheiros do Hawaii no Enem (nada contra Engenheiros. Eu adoro), etc.

    Não querendo ser um quadrado conservador, mas quando vão aproximar o aluno da escola..? Será que os alunos sabem que se Harry Potter viajou pelo mundo para matar Voldemort, Os Lusíadas tem uma viagem ainda mais épica? E que Romeu e Julieta tem uma história de amor que deixa Crepúsculo comendo poeira?

    Acho que está na hora de nos concientizarmos que os novos tempos chegaram, mas que os clássicos que fundaram as bases de nossa cultura merecem atenção.

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  • 18/08/2011 - 08:32
    Enviado por: clelia eugenia

    Tive oportunidade de trabalhar com jogos junto aos meus alunos. Foi um trabalho desgastante para o professor, porém divertido e produtivo. Na verdade foi um projeto que desenvolvir.Como todo projeto, quando bomdevemos cotinuar, porém fiquei impossibilitada de retornaar pois a escola não dispõe de recursos para o caso. LEMBRETE; Quando fiz isto na escola tinha uns 17 computadores funcionando precariaente e com uma internet parente da “tartaruga”. Hoje temos uma sala contendo uns 5 computadores que não servem para nada e que não podemos nem tirá-los do local por conta de uma “tal” fiscalização segundo os gestores da escola.
    Bem eu quero fazer um bom trabalho, mas………….milagres só na época de Jesus Cristo.
    Fiz vários cursos envolvendo as mídias………..estou parada sem poder apicá-los por conta da falta dos recursos.

    Voltando aos jogos. Não quero tirar o mérito de ninguem, mas lendo os comentários dos participantes, “selecionando claro os que dizem respeito a matéria”.Devemos inserir o novol, porém não devemos deixar de lado o velho que ja foi muito útil e formou profissionais competentes. Hoje não estamos formando ninguém. As Escolas estão gerando diplomas e colocando no mercado de trabalho pessoas com poucas qualificações.

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