Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Enem: órgãos pedem acesso geral à redação
- 10 de janeiro de 2012 |
- 23h47 |
- Tweet este Post
Categoria: Educação
O Ministério Público Federal no Ceará e a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro querem que o acesso à correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja estendido a todos os estudantes que fizeram a prova em 2011 – cerca de 4 milhões. Os dois órgão entraram ontem com o pedido na Justiça Federal dos respectivos Estados.
Já são 71 os alunos que conseguiram ter acesso à cópia das redações, segundo informou o Ministério da Educação (MEC). Todos eles reclamavam da avaliação dos textos – distante de seus perfis na escola. Até agora, no entanto, apenas um aluno de um colégio paulistano teve sua nota modificada.
Em resposta à solicitação, a Justiça Federal no Ceará deu cinco dias para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), braço do MEC responsável pelo Enem, se pronuncie sobre pedido do MPF. A mesma decisão impõe cinco dias para que o Inep explique quais foram os critérios para a atribuição da nota da prova objetiva aos alunos do Colégio Christus, de Fortaleza. Ao todo, 1139 alunos do colégio e curso pré-vestibular tiveram 14 questões anuladas porque tiveram acesso antecipado ao conteúdo. O MEC defende que, mesmo com número desigual de questões analisadas, é possível manter equilíbrio na nota em função do modelo de correção adotado no Enem.
Reclamações
A Defensoria do Rio, que recebeu mais de 30 reclamações relacionadas à redação, ainda pede na ação civil pública que seja aberto um prazo de 10 dias para recurso após a vista da prova e também que seja prorrogado o prazo de inscrições no Sistema de Seleção Unificado (Sisu)– ferramenta online do MEC que distribui vagas nas instituições públicas com base na nota do Enem.
Mesmo na iminência de uma chuva de processos, o MEC, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que encaminhar a redação a todos os estudantes “é inviável”. O órgão diz ter analisado a revisão de notas em 27 casos e somente no caso do aluno paulista ocorreu a alteração. Segundo a pasta, o aluno beneficiado, um estudante de 17 anos do Colégio Lourenço Castanho, teve acesso à cópia de seu texto e às folhas de correção ontem. A pasta se recusava a mostrar a prova, mesmo já tendo alterado a avaliação do aluno de “anulada” para 880 pontos.
As cópias mostram que houve dois erros: na primeira leitura, o corretor anulou a prova por fuga ao tema – situação em que deveria ter dado nota zero. Apesar de os outros dois corretores terem atribuído nota 880, devendo valer a última correção, o aluno acabou ficando com a primeira avaliação, que estava errada.
Paulo Saldaña
- : Pedágio de SP terá planos pré-pagos http://t.co/CamM8BJh 9 mins ago
- : Rua Vergueiro terá plantio de 123 árvores http://t.co/bgY8pYLP 10 mins ago
- : Polícia resgata cão levado em roubo a prédio http://t.co/0NlvpRKb 11 mins ago
- : Comissão quer que bullying seja crime http://t.co/m6nEFgmV 12 mins ago
- : Só 1 em cada 3 fumantes consegue abandonar o vício http://t.co/ow8GjeSB 12 mins ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: