E o metrô virou palco de dança
- 2 de abril de 2011 |
- 22h46 |
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Categoria: Comportamento, Saúde, Transporte
MARIANA LENHARO
Dezoito horas de uma quinta-feira, horário de pico nas ruas e debaixo delas, nos subterrâneos de São Paulo. Enquanto uma multidão se acotovela para embarcar no próximo trem, um grupo de cerca de 50 pessoas participa de uma aula de dança em plena Estação Paraíso do Metrô.
Dançar é um jeito divertido de se exercitar, dizem os médicos. E também de driblar o estresse. Na semana passada, o ritmo da aula aberta no Encontros Culturais no Metrô foi o kathak, uma das oito danças clássicas da Índia. “É uma dança de cunho devocional que explora muito a percussão dos pés e os giros. É divertido dançar: o contato dos pés descalços com o chão é uma delícia”, diz a professora Úrsula Corrêa, que pratica a modalidade há cinco anos.
Entre as alunas que aceitaram o desafio de tirar os sapatos e reproduzir os gestos complexos demonstrados por Úrsula, o destaque foi a empregada doméstica Iolanda Fátima de Oliveira, de 57 anos, que já se tornou assídua nas aulas de dança do Metrô. Ela conta que já aprendeu samba, tango, flamenco e chachachá. “Desde que comecei a dançar, ganhei mais agilidade e não fico mais ofegante quando subo a escada”, garante Iolanda, que fez amigos e agora vê a dança como “um vício do bem”.
A geógrafa Valdelice Lima, de 47 anos, nunca tinha frequentado as aulas de dança da Estação Paraíso, conexão entre as linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô. Na última quinta, resolveu arriscar alguns movimentos quando se deparou com a atividade. “Hoje, peguei o metrô por acaso e quando ouvi a música indiana tive que parar para ver. Muito interessante porque a aula atrai crianças, velhos, todo mundo junto.”
Para o ortopedista Marcos Britto da Silva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a dança é excelente atividade física aeróbica: tonifica a musculatura, melhora postura, equilíbrio, autoestima e permite que o praticante se relacione com outras pessoas.
Sem estresse
A propriedade antiestresse também é ressaltada por Simone Sant’Anna, diretora da academia de dança paulistana Pulsarte. “Com a música e a dança, você é transportado a outros pensamentos e esquece os problemas do dia a dia”, diz.
O que mais Simone escuta dos alunos que experimentam a dança é que eles se sentem mais leves, tanto com relação ao corpo quanto com relação às emoções.
Há quem defenda que a dança também ajuda a “agir no mundo”, objetivo da aula de Reeducação dos Movimentos, ministrada pela professora Ana Paula Mastrodi, discípula do dançarino e fisioterapeuta Ivaldo Bertazzo. A aula busca melhorar o repertório gestual, eliminar vícios posturais, aliviar dores musculares e aumentar a capacidade respiratória. “Por meio da dança, o seu corpo vai contar um pouco de você. A dança põe o corpo para dialogar com o mundo de forma alegre”, diz Ana Paula.
Ritmo próprio
E quem acha que não tem ritmo se engana. “Todos temos um ritmo próprio. O homem aprendeu a dançar antes mesmo de falar e escrever”, diz Simone. Segundo ela, para escolher uma dança para praticar, é interessante levar em conta o gosto musical. “A música que mais encanta a pessoa é a mais agradável de dançar.”
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30/05/2011 - 15:48 Enviado por: Afonso Trotsvar
Querendo mais informações visite http://www.marcosbritto.com
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06/07/2011 - 14:49 Enviado por: vanessa pedrosa alcantar
eu acho ótimo essas aulas no metro e não perco nenhuma é uma forma de sairmos da rotina
obrigado
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