Estado.com.br
Sábado, 18 de Maio de 2013
Cidade
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Donos mandam empalhar pets

Categoria: Comportamento

MARICI CAPITELLI

Fotos e imagens já não são mais suficientes como recordação dos animais de estimação que morrem. Donos estão preservando também uma parte do corpo dos pets. Isso é possível com a taxidermia artística, popularmente conhecida como empalhamento. O que antes era restrito às espécies silvestres vem ganhando espaço entre os bichos domésticos. Para os proprietários, é a maneira encontrada de ter para sempre seus companheiros.

Mas é preciso ter estrutura psicológica para fazer essa escolha. O museólogo e taxidermista Emerson Boaventura, de 39 anos, faz papel de psicólogo antes de aceitar o trabalho de taxidermia de um pet. Isso porque já teve dono que taxidermizou o animal e enfrentou muito sofrimento emocional na hora de buscá-lo.

“É muito interessante. Se a pessoa chega e fica segurando o animal morto no colo sem conseguir se soltar dele e colocar na bancada é preciso conversar mais a fundo com esse cliente.” Nesses casos, Emerson orienta a deixar o corpo do animal com ele e pensar melhor. “O dono precisa entender que vai mudar a relação dele com aquele animal, que o cão taxidermizado vai expressar um cão e não o seu amigo cão.”

Passada a comoção inicial da perda do bicho e desse tempo para pensar, muitas pessoas acabam desistindo da taxidermia, segundo o profissional.

Mas para os que aceitam, Emerson também impõe uma condição: só faz o pet em posição como se estivesse dormindo. “Quando estão vivos é muito gostoso ver os bichos dormindo porque eles estão em paz. E vai ser essa sensação de prazer que vai ficar toda vez que ele olhar para o animal.”

Caso optasse por manter em posição de movimento, como se estivesse abanando a cauda ou andando, Emerson afirma que o proprietário, mesmo de maneira inconsciente, iria esperar uma reação quando se aproximasse do animal empalhado. “Como isso não vai acontecer, a pessoa pode ficar deprimida.”

Reação
O taxidermista Luis Carlos Mendes Antunes, de 41 anos, trabalha com o pet exatamente na posição escolhida pelo dono. “É dessa maneira que ele quer preservar seu animal e isso faz sentido para ele.” De acordo com o profissional, quando os proprietários vão buscar a peça pronta, costumam reagir com espanto e alegria. “É uma surpresa com o quanto ficou fiel ao animal original.”

Os dois taxidermistas são procurados por pessoas de todas as classes sociais e com as mais diversas histórias. Muitos vão logo avisando que pagam o que for preciso para que seu animal seja preservado. Mas Emerson também já preservou um periquito por R$ 50 de uma senhora muito humilde. Ela pagou cinco prestações de R$ 10.

Os preços também variam. Emerson cobra por um poodle em torno de R$ 1,2 mil. Um fila pode chegar a R$ 3,8 mil. Os gatos de pelo curto entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil. Um persa, R$ 1,6 mil. No estúdio de Luiz, um papagaio custa por volta de R$ 300, já um pinscher, em média R$ 600, e um pastor alemão, R$ 2 mil.

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

8 Comentários Comente também
  • 03/04/2011 - 12:46
    Enviado por: RONALDO

    Uma exelente idéia que surge.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 12/04/2011 - 21:49
    Enviado por: William

    Gostaria de saber onde Sr. Luis Antunes atende e se possivel o telefone.
    Grato

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/04/2011 - 16:04
    Enviado por: Ricardo Joris

    Eu sempre tratei meus pets com membros da família. Por isso não acho uma boa idéia empalhar um “parente”.

    Porém, não deixa de ser uma alternativa para quem achar conveniente ou apropriado ao seu modo de recordar o animal de estimação que partiu.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/06/2011 - 12:56
    Enviado por: Magdail

    Já fiz dois trabalhos com o Museólogo/taxidermista Emerson e foi perfeito, muito ético, competente e impressionante como o trabalho é perfeito.
    Recomendo a todos…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 04/09/2011 - 13:41
    Enviado por: Alex

    Parabéns pelo trabalho dos taxidermistas, eles perpetuam o amor aos nossos únicos amigos de verdade.
    Gostaria de entrar em contato com o senhor Luiz, agradeço a informação.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 04/09/2011 - 15:01
    Enviado por: Carolina

    Gostaria de saber como entrar em contato por tenho um pincher muito amado e velinho e quero te lo pra sempre
    Aguardo contato

    responder este comentário denunciar abuso

  • 15/09/2011 - 16:08
    Enviado por: Sônia C L Reis

    Olá! Tenho uma gata persa que está com uma doença incurável, e estou pensando na taxidermia para quando ela partir. Gostaria de poder entrar em contato com o taxidermista.Obrigada

    responder este comentário denunciar abuso

  • 29/10/2011 - 10:29
    Enviado por: Walkiria Martins

    Bom dia,
    Nessa manhã de sábado mau papagaio veio á óbito,e eu gostaria muito de empalhar ele….
    Gostaria do contato do Emerson…. URGENTE.
    vcs podem me encaminhar o contato???
    Grata.

    responder este comentário denunciar abuso

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.