DNA ajuda a identificar vítimas
- 30 de janeiro de 2012 |
- 23h17 |
- Tweet este Post
Categoria: Geral
Exames de DNA realizados em fragmentos de ossos e dentes podem ser a única esperança para encerrar a angústia das famílias das vítimas do desabamento de três prédios no centro do Rio, na quarta-feira. A Polícia Civil coletou ontem a saliva de parentes das sete pessoas que ainda não foram identificadas entre os restos mortais encontrados nos escombros.
O impacto causado pelo desmoronamento de quase 50 mil toneladas foi tão grande que ainda não foi possível encontrar corpos que pudessem ser reconhecidos. Agentes do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF) vão comparar o DNA dos fragmentos das vítimas ao material coletado dos parentes para poder encerrar as buscas e declarar oficialmente os óbitos. Os resultados devem sair em uma ou duas semanas.
Para analisar os restos mortais, peritos precisam pulverizar os fragmentos de ossos e dentes encontrados pelos bombeiros, a partir de um procedimento que utiliza nitrogênio líquido para preservá-los. O material é dissolvido com enzimas, até que seja possível extrair o DNA de seus cromossomos.
“É um procedimento diferente de exames de paternidade, por exemplo, em que todas as pessoas envolvidas estão vivas e o material não está contaminado ou degradado”, compara Rodrigo Grazinoli Garrido, diretor do IPPGF. “Com o osso carbonizado ou o material em decomposição, há uma certa dificuldade de extrair o DNA.” Os peritos pretendem realizar exames até que todas as vítimas sejam encontradas. Será montado um banco de dados com as amostras de saliva coletadas.
Apesar da dificuldade de extração do DNA, os ossos são a maior esperança para a identificação. “Normalmente, um corpo carbonizado pode guardar ossos em boa qualidade para extração de DNA. Para evitar qualquer problema, preferimos trabalhar com esse material”, diz Garrido.
Restam sete vítimas ainda não identificadas. Daniel Amaral de Souza Jorge, de 26 anos, foi a 14.ª reconhecida, ontem à tarde. No fim da noite, a catadora de papel Marlene foi identificada pelas impressões digitais.
A Associação das Vítimas da 13 de Maio – que reúne parentes de vítimas e empresas lesadas pelo desabamento – obteve anteontem a primeira vitória na Justiça. Eles conseguiram a transferência imediata para local adequado e seguro de todos os bens encontrados, assim como dos corpos e restos mortais das vítimas, para que os parentes possam identificá-los.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
acidente, dentes, desaparecidos, escombros, esperança, exame de DNA, famílias, fragmentos de ossos, parentes, prédios, Rio de Janeiro, tragédia
- : Pedágio de SP terá planos pré-pagos http://t.co/CamM8BJh 6 mins ago
- : Rua Vergueiro terá plantio de 123 árvores http://t.co/bgY8pYLP 7 mins ago
- : Polícia resgata cão levado em roubo a prédio http://t.co/0NlvpRKb 8 mins ago
- : Comissão quer que bullying seja crime http://t.co/m6nEFgmV 9 mins ago
- : Só 1 em cada 3 fumantes consegue abandonar o vício http://t.co/ow8GjeSB 9 mins ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: