Cumbica: trem perto da área de embarque
- 8 de fevereiro de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Aviação
CAIO DO VALLE
O Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão definindo como farão o acesso de suas estações aos aeroportos de Congonhas, na zona sul, e Cumbica, em Guarulhos. Nos próximos anos, duas linhas planejadas pelas estatais facilitarão a chegada dos passageiros aos terminais aéreos de São Paulo. As soluções encontradas para ambos os projetos são bastante diferentes.
No caso da Linha 13-Jade, que conectará São Paulo a Cumbica, os trens da CPTM deverão parar em uma estação a ser construída no mesmo nível da área de embarque para os aviões, no segundo andar do aeroporto. A concepção ainda é preliminar, e está sujeita a alterações, mas, de acordo com Jurandir Fernandes, secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, os trilhos deverão chegar ao aeroporto em uma via elevada.
Pelo estágio atual do projeto, a intenção do governo é construir a parada sobre uma parte do estacionamento. Essa área deve ser cedida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero). Procurada na tarde de ontem, a estatal não confirmou a medida.
Nove dos onze quilômetros previstos para a Linha 13-Jade devem ser em uma via elevada. Essa foi a escolha para superar obstáculos no caminho. “(O trem) sai da (Estação) Engenheiro Goulart e tem que se elevar logo para passar o Rio Tietê, a Dutra, a Ayrton Senna e uma série de viadutos. Depois, em vez de baixar ao nível do solo, uma das hipóteses é que ele continue elevado”, afirma Fernandes.
A estrutura pode acompanhar o traçado da Rodovia Hélio Smidt, e ser montada ao lado do Rio Baquirivu-Guaçu. Ao todo, 120 mil pessoas deverão ser transportadas por dia na Linha 13, que custará R$ 1,2 bilhão. A entrega está prevista para 2014. Serão três estações: Engenheiro Goulart – conectada à Linha 12-Safira da CPTM –, Parque Cecap e Aeroporto. No futuro, o governo planeja estender a linha até o Brás, na região central.
Durante a semana passada, o consórcio EPC Linha 13 foi homologado pelo governo do Estado para desenvolver os projetos básico e funcional desse ramal, a um custo de cerca de R$ 22,2 milhões.
Túnel
O outro projeto se insere na concepção do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, que será construída nas zonas sul e oeste da capital. O ramal terá uma estação ao lado do Aeroporto de Congonhas. Para garantir a transferência das pessoas entre o Metrô e o terminal aéreo, um túnel de 100 metros de extensão será construído abaixo da Avenida Washington Luís.
Ele se conectará à futura Estação Congonhas, elevada, que ficará na esquina com a Rua Rafael Iório, em um terreno onde há um quartel do Corpo de Bombeiros.
A previsão é de que, em 2014, passem pela estação 5,2 mil diariamente. A Linha 17 custará R$ 3,2 bilhões e terá 18 estações e 17,9 km de comprimento, entre as estações Jabaquara, conectada à Linha 1-Azul, e São Paulo-Morumbi, na Linha 4-Amarela.
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