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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Ciclovia da marginal é ampliada

Categoria: Geral

RODRIGO BRANCATELLI

A ciclovia da Marginal do Pinheiros vai ganhar na manhã de hoje mais 4,8 quilômetros de extensão, ligando as estações Vila Olímpia e Cidade Universitária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Também serão inaugurados dois novos acessos, em Santo Amaro e na ponte Cidade Universitária, além de três pontos de apoio para ciclistas, em Santo Amaro, Cidade Jardim e Cidade Universitária.

Inaugurada em fevereiro de 2010 com 14,8 quilômetros de extensão, a ciclovia da Marginal do Pinheiros liga a estação Vila Olímpia e a Avenida Miguel Yunes, em Jurubatuba, na zona sul de São Paulo, ocupando a margem do rio no sentido Cidade Universitária, paralela à Linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú). De acordo com a CPTM, a via já recebeu cerca de 500 mil ciclistas desde o início de sua operação. O maior movimento é registrado aos domingos, com média de 2 mil ciclistas. No sábado esse número cai pela metade, mil ciclistas. Já durante o meio de semana a média é de 300 por dia.

Pela promessa da companhia, a segunda fase da ciclovia seria entregue em dezembro de 2011, com uma extensão maior e com mais acessos. O prazo de conclusão agora foi para o segundo semestre – estão previstos mais dois quilômetros da ciclovia, chegando até a Estação Jaguaré/Villa Lobos, além de três novos acessos: na Estação Morumbi, no Parque Villa Lobos e no Parque do Povo.

Os usuários da ciclovia lutam agora por melhorias na via. A primeira demanda já foi resolvida: a tinta usada no asfalto. Antes, os ciclistas reclamavam da alta frequência de quedas e derrapagens provocadas por falta de aderência, principalmente em dias de chuva. O novo trecho da ciclovia conta com uma tinta vermelha antiderrapante. “É uma tinta certificada pela CET. Ela é mais áspera. A ciclovia está se consolidando como uma alternativa de transporte, e isso é muito importante”, avalia o ciclista e diretor do Instituto Ciclo-BR, André Pasqualini.

Os ciclistas que utilizam a via querem também que a CPTM resolva o problema da iluminação – hoje, a ciclovia só funciona até as 19h15. “A iluminação é o pulo do gato da ciclovia, quando ela existir o local será realmente uma ciclovia de transporte e de lazer”, diz Pasqualini. A CPTM tem projeto para a instalação de cerca de 700 postes iluminados por energia solar, mas falta patrocínio para tirar a ideia do papel. “Temos que brigar pela iluminação, a CPTM não pode ficar esperando um patrocinador, tem que comprar e colocar logo.”

O cicloativista Willian Cruz, autor do blog “Vá de bike” elogiou o acesso para a Cidade Universitária. Ele destacou que o novo acesso é pouco inclinado, o que deve agradar crianças e idosos que tinham dificuldade para subir no acesso da Vila Olímpia.

Cruz chegou a pedalar em parte da nova pista junto com funcionários da CPTM em 25 de janeiro. “A extensão é bem vinda, claro. Seria legal, inclusive, se pudesse chegar até a Marginal do Tietê’”, afirma.

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