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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Centro ganhará vagas para 1.500 carros

Categoria: Transporte, Trânsito, Transporte, Urbanismo

TIAGO DANTAS

O centro de São Paulo pode ganhar 1.500 vagas de estacionamento nos próximos dois anos. A Prefeitura promete lançar, até dezembro, edital para a construção de três garagens subterrâneas, que ficarão sob o Mercado Municipal e as praças Fernando Costa e Roosevelt. Se tudo correr dentro do planejado pelo governo municipal, as obras serão entregues no primeiro semestre de 2013.

A proposta da Prefeitura é que uma empresa construa os três estacionamentos em troca da possibilidade de explorá-los comercialmente por 30 anos. O negócio pode gerar um faturamento de R$ 22 milhões por ano, segundos estimativas iniciais. O valor das diárias ainda não foi definido. Hoje, motoristas que param em ruas próximas ao Mercadão pagam cerca de R$ 15 na primeira hora.

Os consumidores dizem recorrer a estacionamentos privados e flanelinhas pois não conseguem entrar na garagem do centro de compras. “Fica uma fila imensa do lado de fora, em volta do mercado. É insuportável. Prefiro parar na rua porque posso levar a chave, mas aí tenho que pagar o flanelinha”, afirma o produtor de TV Luciano Peixoto, de 32 anos, que vai ao local toda semana.

Frequentadores da região da Rua 25 de Março aguardam a construção de uma garagem embaixo da Praça Fernando Costa para também se livrarem dos flanelinhas. “Aqui quase não tem vaga. O povo tem que levar as sacolas no trem ou achar um lugar para parar na rua mesmo”, diz a vendedora Elvira França, de 24 anos.

Na Praça Roosevelt, a empresa que for escolhida pela Prefeitura não precisará fazer muitas obras, já que o complexo tem um estacionamento subterrâneo que funcionou até pouco tempo. Os estacionamentos da praça cobram R$ 8 pela primeira hora. A expectativa do presidente da Ação Local Roosevelt, Luís Cuza, é de que esses valores caiam.

A Prefeitura pretende lançar, ano que vem, licitações para pelo menos mais sete estacionamentos. Os endereços dessas novas garagens ainda não foram definidos, mas o governo trabalha com pelo menos 20 possibilidades, todos próximos a estações de Metrô, de trem ou a terminais de ônibus.

O número de vagas criadas pelo governo municipal ficará abaixo do que foi divulgado em novembro de 2009, quando o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) havia proposto a construção de 64 edifícios-garagem. Os prédios fariam o número de vagas de Zona Azul subir dos atuais 35 mil para 70 mil.

“Vamos deixar pronta uma política de estacionamento para a cidade, que analise áreas carentes e demandas. Vai servir como um guia para a próxima administração construir as novas garagens”, alega o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra.

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