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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Centro tem novo projeto de revitalização

Categoria: Urbanismo

Reforma do Anhangabaú prevê bares e cafés (Foto: Nilton Fukuda/AE)

Tiago Dantas

O centro de São Paulo está prestes a ganhar mais um projeto de revitalização, enquanto planos antigos ainda não saíram do papel ou deixaram de ser executados dentro do prazo, mesmo com financiamento internacional. Técnicos da Prefeitura trabalham, atualmente, em uma proposta de reforma para o Vale do Anhangabaú, que prevê bares e cafés no calçadão e um espaço para shows embaixo do Viaduto do Chá.

Ainda não há data para o lançamento do edital para essas obras, nem uma estimativa de quanto elas custariam. Outras três intervenções discutidas há pelo menos cinco anos pelo poder público e lançadas recentemente para mudar o visual da região central aguardam a publicação de licitações: o projeto Nova Luz, a reurbanização do Parque Dom Pedro II e a reforma do entorno da Praça 14 Bis.

Fora isso, a Prefeitura ainda tem em caixa US$ 42,5 milhões (cerca de R$ 68,6 milhões) para gastar até julho de 2013 em um pacote de obras no centro por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O acordo, assinado em junho de 2004 e renovado em 2009, previa investimentos de US$ 167,4 milhões (R$ 270,3 milhões) em projetos de infraestrutura urbana, moradia, drenagem, mobilidade e patrimônio público.

“Vamos executar 100% do contrato”, promete o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Rubens Chammas. Ao explicar o tempo levado para gastar a verba do BID, planejado inicialmente para cinco anos, Chammas diz que o contrato passou por “ampla revisão” em 2005, o que deixou alguns projetos de lado, e que seu cumprimento se divide em três partes nos últimos sete anos: contratação de consultoria e auditoria, elaboração dos projetos e execução das obras.

Por meio desse programa, o Procentro, as praças da Sé e República foram reformadas. O excesso de anúncios de projetos do Prefeitura para o centro pode acabar encobrindo discussões mais importantes, como problemas de áreas que crescem desordenadamente na periferia, segundo o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Polis (entidade sem fins lucrativos que estuda políticas públicas).

“Estamos chegando a um nível de intervenções no centro perto do limite. Será que isso é necessário? Essa é uma pergunta chave. A insuficiência de discussão sobre prioridades faz com que as pessoas e até os governantes não tenham clareza para responder”, diz Nakano. “Enquanto isso, não se fala em solucionar os problemas da periferia”, completa.

1 Comentário Comente também
  • 28/08/2011 - 19:13
    Enviado por: Virgílio Melhado Passoni

    A revitalização do centro de uma metrôpolis é sempre complicado,principalmente em uma cidade como São Paulo onde nos últimos 50 anos pouco ou nada fora feito nesse seguimento

    responder este comentário denunciar abuso

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