Brasileiro rejeita mais crianças na adoção que estrangeiros
- 6 de fevereiro de 2011 |
- 23h41 |
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Categoria: Geral
Isis Brum
Os brasileiros põem mais obstáculos à adoção de crianças que os estrangeiros que vêm ao País interessados em aumentar a família. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ–SP), a maioria dos casais ‘nacionais’ considera como impeditivos fatores ligados a problemas de saúde, cor da pele e histórico familiar.
A recusa para crianças pretas, pardas ou indígenas, por exemplo, é de 100%. Vítimas de estupro são rejeitadas por 61% dos casais. Além disso, 86% não querem crianças com distúrbios mentais, mesmo leves.
No caso dos estrangeiros, embora haja mais rejeição a vítimas de estupro (85% ante 61% dos brasileiros), os maiores porcentuais de recusa se resumem a problemas de saúde. Nesse grupo, a maioria não faz distinção em relação à cor da pele nem rejeita crianças geradas por incesto ou que tenham pais portadores de HIV. Esse último item é o único que a maioria dos brasileiros não vê como impeditivo para adoção.
“Os pais que vão para a adoção já tiveram parte de um sonho destruído. E recomeçam suas expectativas do filho ideal, saudável, que vai para a faculdade, se casa e lhes dão netos”, explica Halia Pauliv, autora de vários livros sobre a adoção e presidente da ONG Adoção Consciente.
Para a professora de Psicologia da PUC-SP Miriam Debieux Rosa, também autora de livro sobre adoção, as restrições dos brasileiros vêm de uma necessidade cultural de apagar “evidências de que a criança vem de outra origem”.
“Na visão dos pais, isso facilita tomar essa criança como filho. O caminho para essa identificação passa pela cor da pele e pela recusa da criança que traga um passado ‘impresso’. O exemplo do HIV é bem esse”, diz Rosa. “Em alguns países, há lei que permite ao filho adotivo saber quem são os pais biológicos, o que não existe aqui.”
A ONG Cruz Verde, na Vila Clementino, zona sul, cuida de 206 crianças internas com doenças mentais ou neurológicas graves, como paralisia cerebral. A superintendente da ONG, Marilena Pacios, é contrária à adoção de crianças nessas condições.
“Elas não têm perspectiva. Não vão andar, falar ou se reabilitar. Muitas têm agravos clínicos. Por exemplo, precisam ser higienizadas 14 vezes por dia, usam balão de oxigênio 24 horas ou bolsa de colostomia”, diz Marilena. “Elas precisam de atendimento especializado o tempo todo. Aqui, estão melhor amparadas”, acredita.
Não há estimativas de quantos rejeitados há em São Paulo ou no Brasil. Hoje, o cadastro de interessados em uma adoção é nacional e contabiliza 31 mil casais para 8.014 crianças disponíveis. “A desproporção se deve ao fato de que a preferência inicial dos casais ainda é adotar menina, recém-nascida e branca”, resume o desembargador Antônio Carlos Malheiros, do TJ-SP.
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07/02/2011 - 12:10 Enviado por: José Luiz Albuquerque
Acho que é um direito de cada um escolher quem vai adotar. Afinal, adoção é uma coisa muito séria.
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07/02/2011 - 12:11 Enviado por: José Luiz Albuquerque
É um direito de cada casal escolher quem vai adotar. E cada um tem seus critérios.
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07/02/2011 - 15:14 Enviado por: Elizete
Esta certo que adoçâo é algum muito seri,mais nâo se equese,uma criança negra ou parda tambem é um ser humano. afinal voce quer um fihlo ou bebelo.
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09/05/2011 - 20:51 Enviado por: viviane(uberlandia mg)
Elizete concordo com voce sou mae de uma criança que nao gerei mas amo como se estivece nacido da minha barriga ele e pardo e nao tem diferença nemhuma filho e filho. e se uma mulher branca tivece um filho com um negro ela abortaria por nao ser o bebe ideal para ela?
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