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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Anvisa interdita lotes de 3 marcas de sal

Categoria: Saúde

Lotes das marcas de sal Cisne, União e Salmonte foram interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por apresentarem irregularidades na quantidade de iodo adicionada aos produtos. Em uma das marcas, foi encontrado um composto proibido pela lei brasileira.

A amostra analisada do sal Cisne trazia teor abaixo do que é determinado pela agência: pelo menos 20 miligramas em cada quilo de produto. No caso do sal União, havia dois problemas distintos: um lote apresentava quantidade menor de iodo que o teor recomendado pela Anvisa e outro trazia a substância em excesso. O limite máximo de iodo fixado pela Anvisa é de 60 miligramas.

Outra determinação da Anvisa foi a interdição cautelar do sal Marlin, que trazia em sua composição carbonato de sódio, um aditivo proibido pela legislação sanitária do País.

O gerente jurídico da empresa fabricante do sal Cisne, Antonio Carlos Santana, admitiu o desvio de padrão no produto e afirmou que o produto já começou a ser recolhido do mercado. Santana atribuiu o problema a um “comportamento anômalo” das máquinas.

“Não foi constatado nenhum defeito. Tanto é que a produção que se seguiu está em conformidade com os padrões exigidos pela Anvisa”, esclarece Santana.

“Tão logo tivemos notícia do resultado laboratorial entramos em contato com distribuidores”. A expectativa é de que, dentro dos próximos 15 dias, o restante do lote seja recolhido.

Saúde prejudicada

Procurada pela reportagem, a empresa fabricante do sal União não se manifestou. A adição de iodo no sal é obrigatória no País desde 1995. A medida começou a ser adotada pelas autoridades para tentar evitar a carência da substância no organismo, mais frequente entre pessoas que vivem em regiões afastadas do mar.

A deficiência de iodo está associada a algumas doenças, como o bócio – no caso das gestantes, essa carência pode levar ao nascimento de crianças com rebaixamento mental e surdez.

O excesso de iodo, assim como sua falta, também é prejudicial para a saúde do corpo. Níveis elevados da substância estão relacionados a várias disfunções na glândula tireoide (tais como casos de tireoidite de Hashimoto e também hipotireoidismo).

Lígia Formenti

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