Crânios e ossadas achados no jardim da São Marcos
- 31 de maio de 2012 |
- 23h57 |
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Categoria: Educação, Saúde Pública, Segurança
GIO MENDES
Policiais do Departamento de HomicÃdios e Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram, na tarde desta quinta-feira, ossadas e crânios humanos enterrados no jardim da Universidade São Marcos, na Rua Moreira e Costa, no Ipiranga, zona sul da capital. A descoberta aconteceu após denúncia anônima.
Segundo nota oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram localizados pelos policiais 15 crânios, vários ossos, três fetos, restos de uma criança sem cabeça e um cadáver adulto sem pernas. Segundo a reitora da universidade, Maria Aurélia Varella, que prestou depoimento na noite de ontem no DHPP, os restos mortais foram retirados do laboratório de anatomia da instituição, que está desativado há cerca de dois anos.
Maria Aurélia afirmou ainda que desconhecia o fato de o material ter sido enterrado naquele local. A São Marcos foi descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) em março deste ano por problemas administrativos que estavam afetando os cursos.
A polÃcia chegou aos restos mortais após denúncia anônima à 5.ª Delegacia de PolÃcia de Repressão a Crimes contra Crianças e Adolescentes do DHPP. A delegada CÃntia Tucunduva pediu autorização à Justiça para realizar buscas no local e pediu auxÃlio ao Canil da PM para localizar as ossadas.
Ainda segundo a nota da SSP, o auxiliar de manutenção da instituição, Percival Luiz Esperidião, teria confessado que enterrou os cadáveres. Ele teria dito ainda que a ordem para que o serviço fosse realizado partiu do coordenador administrativo Sérgio da Rocha Silva. Assim como Maria Aurélia, eles foram levados ao DHPP para prestar depoimento. Foi solicitada perÃcia para o local, que deve continuar nesta sexta-feira.
Maria Aurélia afirmou que ficou sabendo da existência dos ossos, crânios e restos mortais no fim de abril. Ela disse que, na ocasião, foi comunicada pela coordenadora de enfermagem da instituição sobre o risco de contaminação que o material armazenado no laboratório trazia. Antes de ser desativado, o laboratório era usado pelos alunos dos cursos de psicologia, ciências biológicas, fisioterapia e enfermagem.
Maria Aurélia contou que entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) para pedir orientação. Foi informada que o órgão não poderia fazer a retirada do material e que os restos mortais deveriam ser enterrados.
Maria Aurélia disse que solicitou à mantenedora da universidade para tomar as medidas para que os restos mortais fossem enterrados. “Mas enterro tem de ser feito em cemitérioâ€, disse ontem, alegando surpresa com o encontro das ossadas no terreno.
No prédio ao lado do local onde os restos mortais foram encontrados ainda são dadas aulas para turmas de cursos de Administração e Psicologia, entre outros. São estudantes que ainda não foram transferidos para outras universidades. De acordo com Maria Aurélia, as aulas dessas turmas serão suspensas, devendo ser retomadas somente na segunda-feira.
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Secretário vai ao MP atrás de Oscar Maroni
- 31 de maio de 2012 |
- 23h54 |
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Categoria: Administração
DIEGO ZANCHETTA
O secretário municipal de Controle Urbano, Orlando Almeida, de 64 anos, chegou nesta quinta-feira à sede do Ministério Público Estadual, no centro de São Paulo, cinco minutos após a abertura ao público, por volta das 11 horas. Com uma pasta preta cheia de documentos debaixo do braço, fazia a funcionários, PMs e outras pessoas com quem esbarrava pela frente as mesmas perguntas: “Cadê o Maroni, aquele dono do Bahamas? Vocês o viram por aqui?†Enfurecido, subiu de escada até a Promotoria de Patrimônio Público, no sétimo andar. Seria ali que o empresário Oscar Maroni Filho, de 61 anos, deixaria documentos que incriminariam Almeida, um dos responsáveis pelo fechamento em 2007 da Boate Bahamas.
Espantados, policiais seguiram o secretário até o sétimo andar. Um dos soldados questionou se ele havia marcado hora para audiência. O trio de policiais só sossegou após Almeida, homem de confiança do prefeito Gilberto Kassab (PSD), apresentar o crachá de secretário. Almeida ficou na Promotoria até as 13 horas. Ligou então para a redação. Um dia antes, ele havia dito que “quebraria a cara†do empresário. “Estou aqui esperando o Maroni. Ele não falou que luta boxe? Não dá para avisá-lo que estou aqui esperando ele?â€, perguntou à reportagem.
Àquela altura, Maroni registrava boletim de ocorrência de ameaça contra Orlando. “Não vou ao MP hoje, vou amanhã ou na segunda. Não gosto de briga de rua, sou um cara técnico. Quero lutar boxe com ele em um ringue inflável que vou montar no Viaduto do Chá.â€
Como Maroni não aparecia no MP, Almeida decidiu ir à Procuradoria-Geral do MunicÃpio. Queria achar o parecer jurÃdico que Maroni acusa o secretário de ter descumprido para manter a boate fechada. Duas horas depois, com o processo do Bahamas em mãos, Almeida chamou seu carro oficial e voltou ao Ministério Público.
Nervoso, ao abrir a porta do carro, derrubou um motoboy na calçada em frente ao MP. Eram 15h30. “Olha só: por causa de um cafetão sem famÃlia, imoral, acabei machucando uma pessoa inocente, um trabalhador… Tenho famÃlia, hombridade, caráter. Esse é meu patrimônio.â€
Com o processo em mãos, Almeida disse que era impossÃvel conceder licença à boate – Maroni diz que lhe pediram R$ 170 mil de propina para reabrir a boate, que foi liberada anteontem pelo Tribunal de Justiça. O secretário esperou Maroni até as 18 horas. “Se ele falou que vai vir amanhã (hoje), não tem problema. Posso voltar.â€
PolÃcia flagra 295 mercados com comida imprópria
- 31 de maio de 2012 |
- 23h39 |
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Categoria: Saúde Pública, Segurança
CAMILLA HADDAD
Os alimentos expostos nas prateleiras dos mercados podem ser armadilhas para os clientes. Nos últimos três anos, 295 estabelecimentos foram flagrados pela polÃcia vendendo comida imprópria para o consumo na cidade de São Paulo. Nem as grandes redes escaparam das operações do Departamento de PolÃcia e Proteção à Cidadania (DPPC), que começou suas atividades em 2009.
As irregularidades encontradas nos mercados foram mercadorias com prazo de validade vencido, troca da etiqueta que indica a validade por outra com nova data e comidas sem identificação de origem. Algumas vezes, o armazenamento ocorria em locais com precárias condições de higiene.
Queijo, carnes e frangos são os recordistas em apresentar problemas, principalmente por causa da forma como são refrigerados.
O delegado Fernando Schmidt de Paula, titular do setor de Inteligência do DPPC, explica que as denúncias chegam por telefone e pessoalmente. Há casos em que investigadores descobrem as falhas e levam o caso ao departamento especializado.
Desde 2009, o DPPC flagrou 661 locais com irregularidades. Desse total, 295 eram mercados. O restante são padarias, bares e restaurantes, açougues e avÃcolas.
No fim do ano passado, uma equipe esteve em um mercado da zona leste e apreendeu 600 quilos de frango estragado e uma máquina de fabricação de gelo suja que usava água de um poço artesiano clandestino. O dono do local, um comerciante de 43 anos, foi preso e, segundo Schmidt de Paula, não teve direito a pagar fiança.
Hoje, quem oferece alimentos impróprios para consumo responde por crime contra as relações de consumo, que não é afiançável e cuja pena vai de um a cinco anos de prisão. Mas há casos de pessoas autuadas e soltas no mesmo dia. Isso porque, segundo o delegado, um parágrafo da lei permite que o caso seja registrado como uma conduta dolosa (com intenção) ou culposa (sem intenção). Nesse último, o indiciado é solto.
“Na maioria das vezes interpretamos como culposo, pois entendemos como uma negligência do comerciante que deveria agir para os produtos estarem bonsâ€, conta o delegado. Segundo o policial, antes da criação do departamento especializado, as delegacias de área faziam esse serviço.
Vice-presidente e diretor da Ãrea de Segurança Alimentar da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Marcio Milan, explica que a população paulistana não costuma checar as etiquetas dos produtos antes de passar no caixa. “No ano passado, criamos uma campanha de incentivo’’, disse. Segundo ele, quem encontrar produto vencido pode procurar o gerente para fazer a troca.
Para Milan, a carne é o item que mais necessita atenção do consumidor, em especial aquelas mantidas em bandejas de isopor. Outro alerta feito por ele é em relação a comidas preparadas no próprio mercado, o que tem sido uma prática cada vez mais comum. “Os mercados têm nutricionistas que supervisionam esse preparo.â€
Quem se alimenta de produtos estragados ou armazenados de forma inadequada a ponto de serem contaminadas costuma apresentar dores abdominais e diarreias. É o que diz o infectologista e professor da Faculdade de Medicina do ABC Juvêncio Furtado. Segundo a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), periodicamente, estabelecimentos que vendem comida são inspecionados. Os que não estiverem em condições podem ser advertidos, multados ou interditados
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Em game, ‘Itaquerão’ fica no Butantã
- 31 de maio de 2012 |
- 23h35 |
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Categoria: Comportamento, Lazer
DENIZE GUEDES
Imagine uma São Paulo em que pedestres andam com a camisa do Fluminense, favelas lembram morros cariocas, milÃcias apavoram comunidades e policiais de elite encarnam o personagem Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Essa “Sampario†é o cenário de um game que tem dado o que falar nas redes sociais.
Max Payne 3 mostra a continuação da saga do ex-detetive de mesmo nome do Departamento de PolÃcia de Nova York (NYPD). Enquanto as primeiras versões da série se passam nos Estados Unidos, na terceira Max aceita ser segurança de Rodrigo Branco, magnata do setor imobiliário local, e se mete em tiroteios e perseguições após a mulher de Branco ser sequestrada.
“Não é um retrato tão fiel. É como se fosse uma cidade fictÃcia que mescla São Paulo e Rio. Mas é um jogo bem feito para a complexidade do PaÃsâ€, diz o rapper Emicida, que compôs a canção 9 CÃrculos para a trilha do game.
Em seu site, a produtora Rockstar diz que, “em uma série de viagens a São Paulo, desenvolvedores e o time de pesquisa estudaram altos e baixos da vida na cidade para dar subsÃdios a personagens, enredo e situações com os quais Max se depararia, com muita autenticidadeâ€.
Apesar de ter visitado a periferia e favelas da capital, como a “Japiaçu/Favela do Noveâ€, perto da Avenida Doutor Gastão Vidigal, na zona oeste, a estética da fictÃcia Favela Nova Esperança tem toques de morros do Rio – há até uma favela chamada Vila do Beija-Flor.
“É difÃcil traduzir a realidade perfeitamente. A periferia de São Paulo não foi tão exposta como a do Rio. Lá fora, eles ainda estão muito impressionados com o filme Cidade de Deusâ€, avalia o publicitário Ricardo Dias, de 22 anos, carioca que mudou para São Paulo em 2011 e tem um site de games. Não faltam, porém, momentos em que Max Payne 3 acerta a mão. “O Club Moderno (onde há o sequestro da mulher do magnata) lembra a The Edge, na Barra Funda, zona oeste. E em uma cena com traficantes aparece até o oxi (substrato do crack)â€, comenta o paulistano Pedro Falcão, de 25 anos, formado em Cinema e VÃdeo Game.
“Documentamos tudo, do glamour e da exclusividade de áreas elegantes, como a Avenida Morumbi, os Jardins e a Avenida Paulista, até locais de alta criminalidade, como a Favela Japiaçu e o EdifÃcio São Vito, o Treme Treme ou Favela Vertical (demolido em 2011)â€, conta a produtora no site.
Ainda foi criado o Club Galatians FC, inspirado no Corinthians. Galatians, em inglês, vem do livro bÃblico Gálatas, enquanto o nome do time do Parque São Jorge é baseado na Carta de São Paulo aos CorÃntios. Só que, em vez de em Itaquera, zona leste, colocaram o estádio no Butantã, zona oeste…
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Faculdade da USP pode ter catraca
- 31 de maio de 2012 |
- 23h32 |
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Categoria: Segurança
FELIPE TAU
A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) pode ganhar catracas nas entradas do prédio, na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. A medida, polêmica no câmpus, está sendo submetida a um plebiscito desde segunda-feira e a votação se encerra hoje (dia 1º), às 21 horas. O resultado será divulgado no site da faculdade na segunda-feira e vai definir as ações da diretoria.
O projeto de colocação das roletas ganhou força depois que um estudante de 24 anos foi assassinado no estacionamento da unidade, em maio do ano passado. Por restringir o acesso a um prédio público, a medida tem divido opiniões, motivo pelo qual foi feito o plebiscito.
Estão aptos a votar todos que têm vÃnculos com a faculdade: 3,5 mil estudantes da graduação e da pós-graduação, 185 professores e 140 funcionários. O resultado em cada categoria tem o mesmo peso e vale um voto na decisão final, ou seja, é preciso que duas ou mais categorias aprovem as catracas para que elas sejam colocadas.
De acordo com Reinaldo Guerreiro, diretor da FEA, a ideia é discutida desde fevereiro de 2011, quando foi criada a comissão de segurança da unidade. Ele nega que as catracas visem barrar pessoas na porta.
“Se não soubermos quem está no prédio, não adianta ter câmeras (são 250 na FEA). O conceito não é impedir ninguém de entrar, mas fazer as pessoas se identificaremâ€, explica. Segundo ele, alunos, professores e funcionários da USP com crachá passariam automaticamente. Já os não alunos teriam de informar seus dados a recepcionistas.
Para o Centro Acadêmico Visconde de Cairu, da FEA, que solicitou a votação, as catracas não são bem-vindas. “É nÃtido que mecanismos de controle de acesso têm como consequência o isolamento de áreas públicas e o possÃvel cerceamento de ações espontâneas da comunidade acadêmicaâ€, diz um trecho do manifesto oficial divulgado pelo grêmio.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP tem a mesma visão. “A USP é uma universidade pública e, por isso, o acesso também tem de ser público. A circulação de pessoas é que traz a segurançaâ€, opinou a estudante Paula Kaufmann, de 20 anos, do 4.º ano de Ciências Sociais.
Entre alunos da FEA, quatro, de seis ouvidos, eram contra as catracas. “O problema é lá fora, não aqui dentro. A iluminação deveria ser a prioridadeâ€, disse Pedro Jordano, de 19 anos, do 1º ano de administração. O edital para ampliar a iluminação foi suspenso em maio por irregularidades.
Para Natacha Perez, de 24 anos, do 5º ano de Economia, as catracas devem existir. “O cara que matou o estudante circulou por aqui antes. O acesso deveria ser só para quem é da USPâ€, defendeu.

