Cadeira tinha defeito, diz funcionário
- 29 de fevereiro de 2012 |
- 23h45 |
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Categoria: Geral
TATIANA FÃVARO
As investigações sobre o acidente que matou a adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, sexta-feira no Parque Hopi Hari, em Vinhedo, teve uma reviravolta ontem. Dois funcionários que trabalhavam no brinquedo La Tour Eiffel, do qual a menina caiu, disseram em depoimento que a cadeira usada pela garota estava com defeito e não poderia ter sido liberada. O advogado da famÃlia da vÃtima, Ademar Gomes, também diz que a perÃcia foi feita na cadeira errada.
Os operadores Vitor Igor Espinucci de Oliveira, de 24 anos, e Marcos Antônio Tomás Leal, de 18 anos, disseram ao advogado Bichir Ale Bichir Júnior que avisaram um superior sobre o fato de a cadeira apresentar problema 15 minutos antes de o brinquedo entrar em funcionamento, mas não obtiveram resposta sobre o que fazer.
Gabriella teria sido a primeira a usar a cadeira no dia. “Eles (funcionários) não têm autonomia para parar um brinquedo. Quem tem, não parou. Talvez por visar muito o lucroâ€, disse o advogado.
O depoimento dos funcionários contraria a versão do Hopi Hari e a principal linha de investigação da PolÃcia Civil e do Ministério Público de São Paulo que, após a segunda perÃcia feita no brinquedo, na segunda-feira, afirmaram ser maior a possibilidade de falha humana. Na terça-feira, um engenheiro de manutenção do parque, que não teve o nome divulgado, disse em depoimento ser impossÃvel uma falha mecânica.
Bichir Júnior não informou qual função ocupava ou o nome deste superior, mas disse que a cadeira deveria ter sido, no mÃnimo, interditada.
Segundo informaram os funcionários a seu advogado, o problema estaria na trava de segurança e na falta de um cinto que seria um segundo dispositivo de segurança. A cadeira defeituosa, segundo Bichir Júnior, é a primeira à esquerda para quem olha de fora. Extraoficialmente, funcionários do parque disseram no dia do acidente que a cadeira estava desativada.
Em nota, o Hopi Hari disse que “em relação aos novos fatos, o parque reitera veementemente a cooperação absoluta com todos os órgãos responsáveis na apuração definitiva deste casoâ€.
Gomes disse ter anexado ao processo foto de Gabriella na cadeira que, de acordo com informações com as quais trabalhava a polÃcia, estaria vazia. O advogado disse que pedirá nova perÃcia. E afirmou que vai investigar a identidade do engenheiro que depôs, pois desconfia que ele seja estrangeiro e não tenha registro no Brasil. O advogado do Hopi Hari, Alberto Toron, disse que o engenheiro é suÃço e exerce função no parque, mas quem responde tecnicamente pelo brinquedo é um brasileiro.
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Linha-4 culpa passageiros por pane
- 29 de fevereiro de 2012 |
- 23h36 |
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Categoria: Metrô
FELIPE TAU
O consórcio ViaQuatro, que opera a Linha 4-Amarela, responsabilizou os usuários pela paralisação de 40 minutos ocorrida ontem em toda a extensão da malha, entre as 8h20 e as 9h. Em nota, a empresa informou que a interrupção do sistema ocorreu por conta da falha na alimentação elétrica de um trem perto da Estação Faria Lima, que levou toda a linha a parar. O consórcio afirma que o problema teria sido resolvido em sete minutos se os usuários que estavam em outro trem, parado sem energia a 50 metros da estação, não tivessem acionado o sistema de emergência e descido nos trilhos.
Segundo a ViaQuatro, parte dos passageiros que desceu na via teve de ser reconduzida aos vagões pelos funcionários da estação e desembarcou na Estação Faria Lima. Isso teria aumentado o tempo de paralisação.
De acordo com a passageira Maria Almeida, que estava no trem evacuado, o sinal de emergência foi dado porque o vagão estava “superlotado†e as pessoas não conseguiam respirar, já que o ar-condicionado desligou. “O ar começou a ficar rarefeito, e as pessoas começaram a ter inÃcio de claustrofobia após 10 minutosâ€, relata. “O descaso com os passageiros me surpreendeuâ€, completa ela, que reclamou da falta de informações. A ViaQuatro disse que forneceu informações pelos alto-falantes.
A paralisação ocorrida ontem é a sexta desde que a linha foi inaugurada, em maio de 2010, e afetou 16 mil pessoas, segundo a ViaQuatro. Nas plataformas, usuários enfrentaram lotação mais uma vez. Por conta das aglomerações, as entradas das seis estações da Linha 4 foram fechadas às 8h40, vinte minutos depois da pane. Segundo usuários, o atraso no aumentou a confusão.
“O pessoal ia chegando, achava que a circulação ia voltar logo e ainda tentava entrar nos trensâ€, disse a gerente de banco Taise Aguemi Pires, de 36 anos, pega de surpresa quando caminhava para o embarque na Estação Paulista, à s 8h15. Grávida de 5 meses, Taise esperou na plataforma até a operação voltar e chegou ao trabalho, na Avenida Faria Lima, zona sul, com 45 minutos de atraso.
Quem utilizava a Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também sentiu os reflexos da pane. Para não superlotar a Estação Pinheiros, que faz integração com a Linha 9, a CPTM aumentou o intervalo entre os trens e tornou mais longa a espera dos usuários.
A circulação na Linha 4 foi parcialmente restabelecida às 8h45, no sentido Paulista/Luz. O sentido oposto, entre Paulista e Butantã, só foi retomado às 9h, depois de uma varredura para checar se ainda havia gente nos trilhos. Segundo a ViaQuatro, 900 pessoas tiveram os bilhetes devolvidos e não houve necessidade de acionar o plano de Emergência (Paese) que coloca mais ônibus em circulação no trecho afetado.
A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos disse que o contrato com a ViaQuatro prevê perda de receita da empresa no caso de falhas ou paralisações.
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Projeto de túnel no Jabaquara já provoca assédio imobiliário
- 29 de fevereiro de 2012 |
- 23h28 |
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Categoria: Urbanismo
LUISA ALCALDE
Dois anos antes de ficar pronta – segundo previsão da Prefeitura –, a obra que vai ligar por meio de um túnel a Avenida Jornalista Roberto Marinho com a Rodovia dos Imigrantes já está causando especulação imobiliária na zona sul da capital. O que tem chamado a atenção do mercado é a construção de um parque de 638 mil metros quadrados no entorno do empreendimento.
O dono de uma casa em um terreno de 900 metros quadrados na Rua Artemis, na Vila Babilônia, na região do Jabaquara, já foi visitado nos últimos quatro meses por dois especialistas em prospecção e compra de áreas para implantação de empreendimentos imobiliários. A última delas ocorreu há duas semanas.
O interesse pelo imóvel é explicado pelo fato de o terreno, quando concluÃda a obra, ficar em frente ao futuro parque. Os vizinhos contam que em outubro uma imobiliária ofereceu R$ 1,5 milhão pelo terreno. Na ocasião, ainda segundo vizinhos, o proprietário teria pedido R$ 2 milhões. O interessado não voltou mais. O dono do imóvel não quis dar entrevista.
Há duas semanas, ele recebeu uma carta da G. Terry Associados, apresentando-se como uma empresa em busca de terrenos, a serviço de uma grande empreiteira nacional com objetivo de fazer negócios na região. Por curiosidade, o dono do imóvel ligou para saber do que se tratava, mesmo determinado a não vender o terreno. Recebeu, desta vez, uma proposta bem menor. Cerca de R$ 400 mil.
Assim como o morador da Rua Artemis, donos de imóveis nas ruas Itaciba e Ipaobi receberam a mesma carta ou foram abordados pelo especialista em prospecção imobiliária, Jorge Terry, dono da G. Terry Associados.
É o caso da vendedora Gilda Jussara de Siqueira, de 53 anos, moradora da Rua Ipaobi. “Em um domingo de manhã, estava de saÃda e me abordaram. Mas como o corretor disse que só estava interessado no terreno, nem continuei a conversa, porque não quero vender mais a casaâ€, disse. Em janeiro, Gilda havia colocado a propriedade à venda e pedia R$ 500mil. “São duas casas e fiz várias reformas que não seriam valorizadas.â€
O soldador Isak Luiz da Silva, de 39 anos, cujo irmão é dono de uma oficina mecânica na Rua Ipaobi, também recebeu a visita do corretor. “Ele nem chegou a fazer a proposta porque o meu irmão já foi logo dizendo que não estava interessadoâ€, afirmou. “Nem quis falar de preço.â€
A dona de casa Suzana Florindo, de 43 anos, moradora da mesma rua é outra que nem pensa em vender seu imóvel. “Jogaram essa carta aqui falando do interesse de uma empreiteira, mas nem liguei para saber do que se trata.â€
Jorge Terry, dono da G. Terry Associados, afirma ter começado a visitar a região há quatro meses. Ele busca áreas que juntas somem ao menos 4 mil metros quadrados para uma empreiteira que está interessada em construir prédios residenciais. Segundo a avaliação dele, o metro quadrado na área vale de R$ 800 a R$ 1 mil.
“Que a região vai melhorar depois da obra da Prefeitura vai. Mas também não vai ser uma Vila Nova Conceição. A valorização será para empreendimentos de médio padrãoâ€, analisou. “Penso em uma valorização como ocorreu no caso do Tatuapé ou Vila Carrãoâ€, comparou.
“Mas é um tiro no escuro. Se a obra pública vingar, a intenção é construir apartamentos de até R$ 200 mil. Se não, os terrenos serão usados para erguer moradias popularesâ€, explica Terry. O corretor teve alguns retornos de moradores da região visitada, mas, segundo ele, não há nenhum negócio concretizado até agora.
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100 mil pontos na CNH e ele não sabia
- 29 de fevereiro de 2012 |
- 23h20 |
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Categoria: Sem categoria
GIO MENDES
“Espero que polÃcia descubra como isso foi feito, pois sou ‘laranja’ nessa históriaâ€. A afirmação é do marceneiro Luiz Carlos Ribeiro, de 37 anos, que acumulou 100 mil pontos de multas em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele foi ouvido ontem à tarde, na Delegacia de Crimes de Trânsito (DCT), no centro de São Paulo, e negou fazer parte de uma quadrilha que recebe dinheiro para transferir pontos de multas entre motoristas. O caso de Ribeiro foi revelado com exclusividade pelo JT na segunda-feira.
Policiais da DCT foram até PeruÃbe, no litoral, para intimar Ribeiro a prestar depoimento na capital paulista. “Eles apareceram no meu trabalho dizendo que eu era testemunha de um acidente em São Paulo. Só ao chegar na delegacia, fiquei sabendo desses pontos na minha carteira. Estou surpreso até agoraâ€, disse Ribeiro.
Segundo o delegado José Sampaio Lopes Filho, a fraude na carteira do marceneiro veio à tona enquanto a DCT investigava o caso de um motorista de 30 anos, residente em Pindamonhangaba, no interior paulista, que tinha 85 mil pontos na CNH. Uma motorista da capital paulista teve pontos de multas transferidos para os dois condutores suspeitos de receber algum tipo de benefÃcio.
“Vamos pedir a quebra do sigilo bancário do marceneiro para saber se ele recebeu vários depósitos em dinheiro na contaâ€, disse Lopes Filho. Ele não acredita que Ribeiro não soubesse da fraude. “É muito remota a possibilidade de ele ser vÃtima. Por enquanto, ele é suspeito de participar da fraudeâ€, afirmou o delegado.
De acordo com Lopes Filho, um funcionário da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) é suspeito de usar sua senha para apagar as multas que constavam na carteira de Ribeiro. A DCT conseguiu rastrear a exclusão e descobriu que o prontuário do marceneiro tinha mais de 1.500 páginas de pontuação entre os anos de 2007 e 2010. O servidor público também será ouvido pela polÃcia.
A habilitação de Ribeiro é categoria A, ou seja, só para pilotar motos. Mesmo assim foram transferidas multas de carros, ônibus e caminhões para a CNH dele. “A polÃcia disse que só faltou ter pontos de avião na minha carteira. Estou com a consciência tranquila, pois não sabia de nadaâ€, disse Ribeiro.
O marceneiro não foi indiciado ainda, pois a DCT quer encontrar motoristas que admitam ter pago pela transferência das multas. Ribeiro pode responder por falsidade ideológica e formação de quadrilha. “Claro que preocupa ser acusado dissoâ€, disse Ribeiro.
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MP denuncia motorista do Camaro por acidentes
- 29 de fevereiro de 2012 |
- 20h49 |
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Categoria: Justiça
O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça o estudante Felipe de Lorena Infante Arenzon, que provocou um acidente e causou a morte de Edson Roberto Domingues, 56, no dia 30 de setembro de 2011. A denúncia foi oferecida no
 último dia 17 e o órgão divulgou a informação nesta quarta-feira, 29.
Arenzon foi denunciado por homicÃdio triplamente qualificado e três tentativas de homicÃdio porque dirigia seu veÃculo Camaro 2SS em alta velocidade, provocando uma série de acidentes num percurso de cerca de 10 quilômetros entre as zonas oeste e norte da cidade.
Ele estava embriagado e fugiu sem prestar socorro à s vÃtimas. Felipe Arenzon deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri. De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça André LuÃs Bogado Cunha, do 2º Tribunal do Júri, Arenzon ficou até pouco depois das 6 da manhã na casa de shows Villa Country, na Ãgua Branca, onde consumiu grande quantidade de bebidas  alcoólicas.
Ele saiu do local dirigindo seu automóvel Camaro em alta velocidade e na Avenida Sumaré, em Perdizes, atingiu a lateral de um carro e fugiu. Mais adiante, na mesma avenida, ele bateu seu veÃculo na lateral esquerda de outro veÃculo e fugiu
novamente do local.
Ainda em alta velocidade, na Avenida Pompeia, o Camaro de Arenzon atingiu um terceiro veÃculo que estava estacionado. Mais uma vez o  motorista não parou, até que na Avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó, atingiu a traseira de um veÃculo que aguardava a abertura do semáforo. Com o impacto, o carro pegou fogo.
Edson morreu após passar cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva  (UTI) do Hospital das ClÃnicas. O Camaro ainda atingiu outro automóvel, provocando ferimento em seus três pessoas. Felipe Arenzon fugiu sem prestar socorro à s vÃtimas e se escondeu em uma residência nas proximidades.
Ele foi localizado após indicações de moradores do bairro. O  estudante ficou preso no 72° Distrito Policial da Vila Penteado, mas foi liberado após sua famÃlia pagar a fiança de R$ 245 mil. O valor foi determinado com base no preço do Camaro.
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