Estadão.com.br
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Cidade
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Caixa divulga os números da Mega da Virada

Categoria: Sem categoria

A Caixa Econômica Federal divulgou na noite deste sábado, 31, os números do concurso número 1350, da Mega Sena da Virada. As dezenas sorteadas foram: 03, 04, 29, 36, 45 e 55. O prêmio, de R$ 177,6 milhões, superou as expectativas.  Até as 21h de sábado, não havia informações sobre quem faturou a bolada.

De acordo com a Caixa, 88 milhões de bilhetes foram vendidos. Os R$ 177,6 milhões, se aplicados em uma poupança, renderiam cerca de R$ 35 mil por dia.

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

Ano novo começa com chuva na capital

Categoria: Sem categoria

O primeiro dia de 2012 começará chuvoso. Essa é a previsão do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), da Prefeitura. No último dia de 2011, a capital chegou a entrar em estado de atenção por conta das chuvas. Foram registrados três pontos de alagamento, um deles intransitável.

De acordo com o CGE, o ano começa com muita nebulosidade e chuvas isoladas, alternadas com períodos de melhoria. Dessa forma, o sol até aparece entre muitas nuvens, especialmente no período da tarde, enquanto que as chuvas devem se concentrar entre a madrugada e a manhã. Os termômetros variam entre mínimas de 18ºC e máximas de 24ºC na Grande São Paulo.

A nebulosidade ocorre devido a um sistema de baixa pressão que se formou próximo ao Estado de São Paulo, segundo o CGE. Isso favorece a formação de nuvens com chuvas. Na segunda-feira o sol retorna, mas os ventos que passam a soprar do sul ainda causam muita variação de nuvens ao longo do dia. Assim as temperaturas máximas não superam os 25ºC.
A chuva que atingiu a capital no início da manhã de ontem deixou intransitável a Praça Ibrahim Nobre, na região da Avenida Pedro Ãlvares Cabral no sentido do centro, próximo ao Parque do Ibirapuera. A Avenida 23 de Maio e a Radial Leste também tiveram pontos de alagamento.  ::

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

Litoral norte: luxo marca o verão

Categoria: Sem categoria

Valéria França

O turista acostumado a passar férias em pousadas descoladas do litoral norte paulista vai ter uma surpresa nesta temporada. Nas praias mais badaladas de São Sebastião e Ilhabela, aumentaram as opções de hospedagem, onde o luxo é o diferencial. Heliponto, suítes de até 200 m² e carta de vinhos com mais de 40 rótulos são alguns dos itens que esses novos negócios oferecem. São instalações e serviços que não deixam nada a dever para hotéis de primeira linha em São Paulo.

Inaugurado em dezembro, o NauRoyal, em Camburi, é o primeiro hotel butique de São Sebastião. Com linhas arquitetônicas que privilegiam a visão da paisagem, o prédio foi construído com conceitos de sustentabilidade. E, antes mesmo de o hotel abrir as portas, o projeto, assinado pelo arquiteto Sergio Coelho, já havia ganhado prêmios do setor.

Em um terreno de 950 m² , o projeto tem 15 suítes com terraços que funcionam como brises, protegendo o interior dos quartos do aquecimento da luz solar. No lugar do banheiro, o que se vê é uma sala de banho muito parecida à de um spa, além de closet e cama king size. No segundo andar – as suítes maiores , de 72 m², são dúplex – , há um deck equipado com TV de LED, Blu-Ray e toda a tecnologia atual necessária, além de um ofurô. “Já tenho um hotel na região. Abri o Nau porque perdia hóspedes que procuravam mais do que uma pousada descoladaâ€, conta o proprietário, Roberto Ibrahim, de 41 anos.

Anteontem, abriu as portas próximo da Praia do Veloso o Siquini Beach Parador, com heliponto próprio e atracadouro para barcos. “Posso até buscar o hóspede com helicópteroâ€, diz o proprietário, Claudemir Siquini. Ali vai funcionar o Spa Sete Voltas, de Myrian Abicair, e dois restaurantes. O hotel foi concebido apenas para casais. “Aqui é ideal para quem procura sossego, mas ao mesmo tempo não pretende ficar isolado do mundoâ€, diz Patrícia Teixeira, de 38 anos, que foi para lá com uma amiga e se hospedou em um quarto de 160 m².

O hotel tem dois restaurantes, um de comida japonesa. Ambos contam com carta de vinhos com 40 rótulos, entre eles o italiano Brunello di Montalcino.

 

 

 

 

 

 

 

 
Turistas em hotel de Ilhabela (Reginaldo Pupo/AE)

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

Minha família, minha vida

Categoria: Saúde

Felipe Oda

Neste momento, quase 13 mil paulistas aguardam por um doador compatível na fila de transplantes. Mas a espera já terminou para Aline, Nair e Sueli. O ano de 2012 começa hoje na casa de cada uma delas com a esperança de iniciar uma vida de fato nova, com órgãos doados por familiares ainda vivos. Na capital, a cada duas horas, alguém recebe a notícia de que a sua chance de recomeçar também chegou.

Por aqui, o número de transplantes cresceu 104% entre 2000 e 2010, chegando a 2.907 órgãos transplantados – levando-se em conta procedimentos que envolvem coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e medula óssea. Desses, podem ser doados em vida apenas parte do fígado, um dos rins e uma porção da medula.

Com uma taxa de doadores de 21,2 por milhão de habitantes em 2010, o Estado de São Paulo se aproxima dos índices encontrados em países desenvolvidos e se coloca muito acima da média que o Ministério da Saúde projeta para o País até 2017: 20 doadores por milhão de brasileiros, uma proporção que, hoje, não chega a 10 por milhão. Na Austrália, por exemplo, esse índice é de 13,8, passando a 25 nos Estados Unidos.

Em todo o País, cerca de 36 mil pessoas aguardam por um transplante. E, se por um lado as dificuldades de compatibilidade existem, por outro a solidariedade abre portas. No Brasil, 70% das famílias abordadas pelos profissionais de saúde aceitam fazer a doação, índice que é de apenas 53% na Argentina, por exemplo.

Conheça uma das histórias de gente que, graças à generosidade dos parentes, vai ter a chance de viver um ano realmente novo, livre de internações, dores e sofrimento.

Depoimento de Nair de Castro Packer, 66 anos, aposentada

“O meu genro me doou parte de seu fígado, é graças a ele que hoje eu posso contar a nossa história. Em 2001, comecei a ter problemas nos joelhos e fiz uma bateria de exames. Foi quando descobri que meu fígado estava todo comprometido porque eu tinha sido infectada pela hepatite C. Nunca soube disso antes, a hepatite C é uma doença silenciosa e sem nenhum sintoma. Imagino que eu tenha contraído a doença em 1974, quando sofri um acidente com álcool na casa de minha mãe e acabei ficando dois meses e meio internada. Recebi bolsas de sangue e, dizem os médicos, naquela época não havia muito controle do sangue nas transfusões.

Dois anos depois de receber o diagnóstico do problema no fígado, os médicos disseram que não poderiam fazer mais nada. Disseram que eu iria morrer. Imagina como eu fiquei? Procurei a opinião de outros médicos e o pessoal do Einstein (Hospital Israelita Albert Einstein) me animou: eles me deram mais cinco anos de vida. Nesse tempo, eu deveria esperar por um transplante.

Mas não precisei esperar muito. Meu genro se ofereceu para doar parte de seu fígado, ele me salvou. Era atlético, saudável e compatível. Os médicos perguntaram diversas vezes para ele se estava certo em doar o fígado para a sogra. Virou até motivo de piada.

Hoje, considero o Ramalho (José Ramalho Oliveira Neto) um filho e também um pai. Afinal, ele me devolveu a vida. Depois de tudo, até brincamos com a situação: um genro salvando a sogra? É mesmo bem engraçado, não?

 

Falta controle do plantio de árvores em SP

Categoria: Administração

DIEGO ZANCHETTA
RODRIGO BURGARELLI

O site oficial da Prefeitura de São Paulo divulga que mais de 1,3 milhão de mudas de árvores foi plantado entre 2005 e 2010. O mesmo número foi exaltado em cartilhas municipais e propagandas do governo. Não é possível afirmar, porém, que esse número é real. Segundo relatos de administradores municipais, não há fiscalização oficial para saber se os plantios realmente ocorreram ou se as mudas viraram árvores.

O descontrole na contabilidade do programa de arborização urbana da capital foi detalhado pelo atual chefe de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Carlos Roberto Fortner. Ele é ex-representante do Departamento de Ãreas Verdes (Depave) no Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) e presidiu uma das seções do conselho no meio deste ano. A reportagem também circulou por vias da cidade onde mudas foram plantadas entre os anos de 2007 e 2009 e constatou que boa parte delas não vingou.

As atas da reunião do Cades ocorrida em 21 de setembro foram publicadas no Diário Oficial da Cidade em dezembro deste ano. Nelas, a representante de uma ONG da região sul da cidade perguntou ao presidente do conselho quanto do 1,3 milhão de mudas plantadas realmente virou árvore e exerce hoje função ambiental nas ruas da capital.

Fortner respondeu que todo empreendedor, ao solicitar autorização para cortar árvores, é obrigado a plantar mudas de compensação, mas admite que não há fiscalização caso a caso.

“Não é tão fácil de fiscalizar tudo isso aí, a gente imaginar uma fiscalização de 500 mil árvores em um ano ou um milhão e tantas nos últimos 12 meses (…). É humanamente impossível, não tem corpo fiscalizatório (sic) suficiente para issoâ€, afirmou Fortner. Além disso, ele admitiu que o ganho ambiental desses plantios só serão sentidos daqui a 10 ou 15 anos – tempo necessário para a muda formar uma copa grande. “Isso vai ter um resultado a médio e longo prazosâ€, disse o chefe de gabinete da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

De acordo com especialistas, a morte de mudas plantadas antes que virem árvores é algo comum se não é feito um acompanhamento. No verão entre 2009 e 2010, por exemplo, cerca de 266 mudas foram plantadas pela Subprefeitura da Mooca na região do Belenzinho, na zona leste.

A reportagem percorreu as mesmas vias no mês passado e constatou que pelo menos 25 canteiros estavam vazios. “As crianças passam aqui e arrancam as mudinhas. E ninguém da Prefeitura já voltou para ver se a árvore vingou ou nãoâ€, afirma a cozinheira Rose França, de 46 anos, que mora na Rua Catumbi.

A uma quadra dali, na Rua Marcos Arruda, duas mudas estão secas e quase mortas após um carro ter subido no passeio e as arrancado do solo. Os moradores fizeram o replantio e escoraram os caules, mas afirmam que nenhum funcionário da Prefeitura voltou ao local para verificar a situação.

De acordo com o ambientalista Carlos Bocuhy, a falta de fiscalização e do acompanhamento do crescimento das mudas ocasiona o chamado “plantio virtualâ€. “A Prefeitura alardeia esses números, mas qual é o reflexo disso para a cidade? Era melhor se tivéssemos um número menor, mas que correspondesse ao que vemos nas nossas avenidasâ€, comenta Bocuhy. Segundo o ambientalista, o ideal é que houvesse uma política de planejamento ambiental para acompanhar todo o processo de plantio.