Você tem certeza de que já é hora de puxar o freio na economia?
4 de março de 2010 | 18h42
José Paulo Kupfer
Meu comentário desta quinta-feira para a TV Estadão é sobre os resultados da indústria em janeiro. Os números do IBGE mostram um super-crescimento, em relação a janeiro de 2009, o maior de um mês de janeiro desde 1995. Mas aí não vale porque janeiro de 2009 foi o fundo do poço da crise para a indústria.
O que vale notar, observando os números em comparação com dezembro e, em especial, as médias móveis trimestrais até janeiro, é uma certa desaceleração no ritmo de expansão. Os levantamentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostram uma certa redução no ritmo de crescimento, com a absorção de estoques pelo mercado. Há, para completar a tendência, uma freada na produção de bens de capital, que vinha em aceleração há seis meses.
O sinal é de que a atividade econômica, no início do ano, veio um pouco menos quente do que o previsto. Não quer dizer que não haverá crescimento, ou mesmo um reaquecimento, mais para a frente. Mas, não está, pelo menos por enquanto, tão claro que já é o caso de puxa o freio da atividade econômica.
Aqui está o vídeo em que converso com a colega Yolanda Fordelone, do site E&N do portal Estadão.
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Certos setores industriais mostrão em fevereiro uma melhoria em relação a janeiro, e voltando proximo do nivel anterior a crise, mas agumentão possuirem bastante folego para crescer, certo é que precisam fazer melhorias técnologicas, em produção e ou no tempo dos seus processos, setores esperaram crescimento coisa parecida com meia duzia de pontos.
Minha aposta é que o próximo Copom aumente juros em 0,5%, para segurar a inflação dentro da meta estabelecida.
Prezado “Pra frente Brasil”, talvez você seja novo e não tenha vivido a época em que a inflação atingiu até mais que 80% ao mês. Hoje o terrorismo da informação atormenta a todos com essa maravilha de inflação baixa totalmente administrável com recursos diferentes da taxa taxa Selic que embora não seja nítido como chega ao tomador final repercute tal como um câncer em toda a economia. Existem outros mecanismos para “controlar” a inflação mas todos eles requerem trabalho, empenho, dedicação e isto nem passa pelas cabeças dos desidiosos burocratas que aterrorizam as pessoas. O país ficou bom demais para os brasileiros então vão fazer de tudo para estragar, essa é a nossa história e tem sido a nossa sina.
Só um povo ignorante aceita a ditadura econômica que nos está sendo imposta. Torça para aumentarem a Selic depois veja seu parente, vizinho, ou quem sabe você mesmo perdendo o emprego e vendendo suas coisas para pagar dívidas…..pense bem você está sendo enganado! Acorde e veja que não poderá ir “Prá frente Brasil” engatando a marcha a ré!
Speridião,
As opiniões emitidas a meu respeito são meras alucinações suas, porque você não me conhece. Mas o espaço é democrático, temos todos que conviver com as palavras.
Apenas afirmei o que eu acho que será a decisão do BC na próxima reunião do Copom. Somente isso. Você não deve ter lido com atenção.
Se o Brasil quer mesmo uma taxa de juros de primeiro mundo, com papéis de até 30 anos no mercado, como existe nos EUA, é bom fazer uma ampla reforma fiscal, que inclua a Previdência, o Sistema tributário, a descentralização da arrecadação no Governo Federal e a discussão federativa do papel de Estados e Municípios.
Hoje, os Governos são muito ineficientes, corruptos, e sem fiscalização. O Sistema tributário é de alta complexidade e gerador de ineficiências na economia, contendo muitas injustiças sociais inclusive.
Posso te assegurar que ignorância e falta de respeito não levarão o Brasil para a frente.
Agora a entrevista ficou perfeita! Parabéns!
Se as forças contrárias do nosso sistema bancário permitirem o BACEN manterá a SELIC.
A análise da conjuntura exige o estudo de inúmeras variáveis e suas tendências. Mas uma historicamente é a melhor medida da febre (a tendência das taxas de juros de mercado). É a medida de quanto a taxa básica terá que subir. Que a Selic em 8,75% é insustentável no tempo é sabido de todos. O DI 360 em dez./2009 estava em 10,12%. Ontem já estava em 10,77% (vai subir mais se nada for feito). Quer dizer que o aumento da Selic que teria que ir somente até 10,25%, se o processo de aumento tivesse iniciado em dez., terá que ir até 11% ou 11,25% agora. O processo inflacionário que teria sido seguro no início agora já começa a preocupar. É uma escolha entre mais cedo e menos ou mais tarde e mais (além da redução do poder de compra dos salários).
Seria maravilhoso se houvesse o crescimento necessário do investimento em infraestrutura e em atividades produtivas. Não adianta expansão monetária eleiçoeira com descontrole dos gastos de custeio. Não adianta aumentar o crédito e o consumo e esquecer de que as importações têm limites em conter as pressões inflacionárias. O preço de esculhambar o miraculoso “Plano Real” é incomensurável. Mas, Deus é muito grande. Muito maior do que a ignorância e a insensatez humana.
Ninguém gosta de taxa de juros alta, exceto os banqueiros e a Receita Federal. Porém, abunda irresponsabilidade de quem diz que age em nome de melhor distribuição de renda, criação de empregos e outras explicações pelo engodo. Os banqueiros e o governo são cúmplices em manipular e escravizar a massa ignara. Há uma trama maldita no financiamento da produção e do consumo no Brasil. Esse país é o paraíso encantado de quem vive de intermediação financeira. Tomam emprestado dinheiro de quem poupa, seja brasileiro ou estrangeiro, e emprestam para o “des”governo Federal. Isso é a tão falada ciranda financeira? Aquela situação que o governo não consegue pagar nem os juros da dívida pública e depende de mais e mais empréstimos?
Os recursos que sobram são aqueles poucos tostões usados para todas as atividades produtivas da agricultura, indústria a comércio. E o preço dos juros é uma pornografia impublicável. Simples assim. Será que está entendida a tal “neblina no ar” ? Podemos falar de um triste processo de “desindustrialização” do Brasil?
Não tem que frear nada! A micro economia não pode viver sob a rédea curta imposta por burocratas que não entendem de negócios não bancários. Deveria ser cassada a autonomia do Banco Central em definir a taxa de juros(inclusive o Copom). O povo votou num presidente da república e que tem a seus serviços um Ministro da Fazenda escolhido por ele. O povo que neles votou não deve se submeter aos assim chamados estudos econômicos baseados em teorias desatualizadas que em geral só são mencionadas para dar aparência científica. Qualquer um sabe que certos produtos têm demanda inelástica e serão consumidos aumentem ou não os preços e além disso existem consumidores abastados que não estão nem aí com taxas de juros e eles puxarão ainda mais para cima a inflação. A conclusão é muito clara: taxas de juros Celic não são remédio eficaz para controlar coisa nenhuma e é um ato ditatorial deixar que um comitê se reuna a portas fechadas para tomar decisões que tanto interferem na vida das pessoas. Pela cassação dos poderes do Copom já! e que o Ministro da Fazenda tome posição mais ativa na condução da economia, pelo menos se o acerto não for o ótimo pelo menos o foi pelas vias democráticas e não por um politburo tal qual fazia a URSS, que aliás nem mais existe . O povo que trabalhar e consumir e manter seus empregos vamos mandar esses burocratas pentearem macacos!
Selic e não Celic.
“Pra frente Brasil” agradeço pela correção e pela atenção em ter lido o comentário. Emendo com mais uma correção de outro erro meu: leiam-se “o povo quer trabalhar…”
esse bla-bla-bla teria sentido se a selic fosse usada só pra fins de inflação…….
com governo populista em ano de eleição , a rolagem da divida vem em primeiro lugar.
responsabilidade fiscal pro lula é história da carochinha….com ch ou x …..
Ja ja quando o capital exterior se retornar a bolha da Bovespa vai estourar assim com as outras bolas mundiais tambem estouraram.Essa e uma hora de cautela.Mais tambem otimismo porque acho que o Brasil esta bem situado para um “world rebound”juro “not withstanding”
Esse dado de 16% jan09-jan10 é um ponto relativo fora da reta e deve ser descartado assim como ocorre com a pior e a melhor nota dos quesitos julgados de uma escola de samba. Ao invés de um gráfico mês a mês, relativo ao ano anterior, talvez fosse melhor utilizar gráfico trimestral e em pontos (tipo variação de pontos bovespa), provavelmente teríamos uma curva suavizada pela média trimestral. Seria interessante também, ver um gráfico de variação trimestral do pib. Quanto as taxas de juros, penso que Guido Mantega acabou com a arbitragem cambial em bolsa e agora resta aos investidores aplicarem em renda fixa ou em aumento de produção para fazer o dinheiro render. Daí vem o aumento da torcida pela alta da selic.
Não creio em bolha assassina, bolha discreta, fico torcendo pelo aumento da produção e baixas taxas de juros.
Bom dia Renato, acreditar ou não é matéria de crença mas que os títulos que o governo vem vendendo às custas de promessa de pagamento de juros de agiota(quando comparados com todos os outros países do mundo) terão que ser pagos é matéria de fato. Veja a saia justa em que se meteram a Grécia e Portugal. Óbvio que queremos juros baixos para financiar a atividade produtiva e que aumentem os impostos de importação dos artigos não produtivos.
Relação déficit público x taxa básica de juro x taxa de juro de mercado: o déficit público influencia as taxas de juro de mercado através da demanda por crédito pelo estado ou da monetização da economia, por extensão a taxa básica.
BOLHA (NO FIM SEMPRE PREJUIZO E CRISE):
MOEDA X OUTROS ATIVOS (FORMAÇÃO DE BOLHAS): A escolha dos agentes econômicos (consumidores, investidores e poupadores) entre a Moeda e outros Ativos financeiros ou não é fundamental (isto é aceito por todos, keynesianos e clássicos). Se a Moeda pátria não é aceita como Reserva de Valor (Moeda mais Juros) a turma foge para outros ativos (bolsa, imóveis, moedas estrangeiras, etc.), podendo formar bolhas (véspera da crise). Não existe nada pior para uma economia do que a desmoralização de sua moeda (bom senso). A combinação taxa básica expansionista e negativa (menor do que a inflação) é a receita para formação de bolhas (é o que podemos definir como política monetária expansionista e imprudente).