Provocações em torno dos discursos econômicos de Dilma e Serra
3 de março de 2010 | 16h01
José Paulo Kupfer
Reunidos na inauguração de uma fábrica de implementos agrícolas, em Sorocaba (SP), nesta terça-feira, Dilma Rousseff e José Serra, anteciparam, em seus discursos, fragmentos do debate econômico da campanha presidencial.
Dilma, obviamente, louvou a política de seu governo, que privilegiou o consumo interno e, para isso, incrementou as transferências de renda e o crédito.
Serra disse considerar falaciosa a tese de que o Brasil deve permanecer exportador de produtos primários e focar na economia de serviços, destacando que, sem o desenvolvimento da indústria, inclusive a exportadora, o País continuará a apresentar altas taxas de subemprego.
À primeira vista, uma visão pode não parecer ter nada com a outra, mas, para bom entendedor, do ponto de vista das políticas macroeconômicas, são caminhos para o desenvolvimento quase opostos, ainda que não excludentes.
É preciso fazer algumas ressalvas antes de prosseguir. Há risco evidente na tentativa de “traduzir” o pensamento econômico dos candidatos, a partir dos ligeiríssimos sinais emitidos em Sorocaba. Para começar, tem-se de apostar que Serra será candidato, o que parece inevitável, mas ainda não foi sacramentado. Depois, é o caso de não esquecer que os programas oficiais de campanha, formulados pelos partidos aliados, terão pouca aderência aos programas reais de governo. E, no fim das contas, resta a possibilidade de que, tanto Serra quanto Dilma peçam, caso cheguem lá, que se esqueça o que disseram e escreveram, como tem sido comum entre os políticos brasileiros.
Mesmo assim, talvez não seja um exercício inteiramente inútil avançar numa primeira interpretação dos “programas econômicos” dos candidatos. Nem que seja para provocar a imaginação dos leitores… Então, lá vai:
Ao mencionar “indústria” e “exportação de manufaturados”, como forma de combater o subemprego, Serra reafirma seu DNA desenvolvimentista clássico. Diferentemente do que possam defender seus aliados, o “programa” de Serra, se obedecesse a essa ideia, deveria contemplar um mix de políticas em que haveria ênfase num câmbio mais desvalorizado e em políticas industriais ativas, foco em infra-estrutura logística (estradas, portos, aeroportos), tendência protecionista, com acordos de comércio bilaterais, e redução da carga tributária nas exportações. Se quiserem rotular, o “programa”, em essência, configuraria um intervencionismo mitigado.
Herdeira do pensamento econômico pragmático de Lula, Dilma “sugeriu”, em Sorocaba, a formulação de um “programa” de intervenção estatal mais abrangente, na garantia de melhoria da infra-estrutura básica (energia, telecomunicações etc.). Esta teria de ser capaz de suportar a pressão produzida pela expansão do mercado interno, que, com o aprofundamento das políticas de renda (transferências, inclusive previdência, salário mínimo), continuaria avançando. Dilma exerceria menos pressão sobre as políticas monetária e fiscal, e impulsionaria, com incentivos ao setor de insumos, a produção de commodities metálicas e alimentares. Um “programa” intervencionista, com ênfase no gasto social.
É curioso, mas não uma novidade, que, quando se faz um exercício de interpretação como esse, aflorem sinais aparentemente trocados. Exemplos: o industrialismo abraçado por Serra é um ponto tradicional de apoiadores de Dilma; e o elogio do movimento do País na direção de uma economia de serviços, com grande protagonismo no mercado internacional de commodities, costuma ser discurso de aliados de Serra.
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A visão do Serra é correta : é preciso se incentivar as exportaçoes e tornar o país competitivo entre outras razões para gerar empregos e manter a nossa indústria atualizada com relação aos outros paises desenvolvidos
Só tem um problema nisso : O Governo Serra NÃO CUMPRE a Lei Kandir e não devolve o ICMS a que os exportadores tem direito !, existem empresas há anos tentando receber e , se o conseguirem será sem juros , multas e correções (naturalmente devidas se fosse o oposto ) . Portanto discurso é uma coisa , mas agir dentro da lei e da justiça é outra bem diferente !
“Serra disse considerar falaciosa a tese de que o Brasil deve permanecer exportador de produtos primários… ”
Se ele disse isso quem cometeu falácia foi ele já que ninguém, fora ou dentro do governo, defende tal posição.
eu tenho uma grande duvida…..
como o estadão , que é um jornal de tend~^encia mais pra centro e neutro , contrata um cara lulista envergonhado como o jpk…..
envergonhado não é desmerecedor……é apenas a constatação de que jpk não assume , mas por vezes não consegue disfarçar…..
é obvio que pra qualquer economista serio e desvinculado do ufanismo lulista delirante a proposta de serra tem muito mais logica e embazamento do que o populismo irresponsavel da petezada…..
“Herdeira do pensamento econômico pragmático de Lula, Dilma “sugeriu”, em Sorocaba, a formulação de um “programa” de intervenção estatal mais abrangente, na garantia de melhoria da infra-estrutura básica (energia, telecomunicações etc.).”
essa frase resume os dois comentários….o do kupfer e o meu…….
infra-estrutura???????
depois de oito anos vir falar disso é uma piada de pessimo gosto….
visto que as consequencias da imobilidade foram crueis com o pais…..
e pelo amor de deus…não me venham falar de PAC….
é uma piada maior…..
Guilherme,
Desde o IG que eu sei que você não passa de um mero provocador. Por isso, não respondo aos seus comentários. Aqui a gente se esforça para ter um lugar legal de debate. Não de provocações bocós.
Os demais leitores também já perceberam isso e te deixam falando sozinho.
Agora, será que entendi bem? Você está pedindo a minha cabeça? É isso? Que nojo!
Fique frio. Você poderá aproveitar a democracia que nos abriga aqui para destilar suas ideias anti-democráticas.
Mas vai continuar falando sozinho.
não sr kupfer… quem sou eu senão um reles provocador…?????
não pedi sua cabeça…nem tenho essa pretensão…. só acho que vc deveria assumir uma posição que reluta em mostrar mas já é clara…
quando estava no ig era claro o lulismo de todo o site …nassif , cocho , favre(?????) , e vc um pouco mais moderado e brilhantemente democratico , porem sempre protegendo o governo , inclusive nas criticas , vc sempre economizou nas palavras e usou de condicionantes….
ai vc veio pra cá….eu comemorei no primeiro post….
e continua a proteger o governo e principalmente o mantega…..
confesso que não entendo a posição do estadão nessa….
participar do seu espaço foi muito bom pra mim…aprendi muito com vc e com seus principais leitores , quase colaboradores , acho que vc usa seus conhecimentos e sua cultura economica em prol de um projeto que perdeu as mascaras a muito tempo…..
gostaria de continuar aprendendo nesse espaço sem ter que….”provocar” vc….
e acho que vc confundiu…. nunca disse nada que fosse anti-democratico….muito pelo contrário uma das maiores criticas que faço a esse governo é sobre o distanciamento da democracia que vem ocorrendo e que periga aumentar com a dilminha no poder…..
Olá Guilherme, a título de recordação, poderia o sr. explicar quais são os males do populismo? Getúlio Vargas era de esquerda? É o conflito entre o panelismo(direita) e o populismo(esquerda)?
Kupfer, não sei como você consegue ter tanta paciência.
Parabéns e continue nos brindando com seus textos claros e muito bem formulados.
Não sei de qual política econômica desenvolvimentista eu tenho mais medo.
Serra é adepto de um desenvolvimentismo intervencionista exportador a qualquer custo. Quero dizer, exportações fruto de fortes políticas tributárias e de incentivo fiscal (transferencias de renda imbutidas) e um cãmbio forçadamente desvalorizado (não sei quanto isto é possível). Resumindo, forçar exportações que NÃO são fruto de eficiências e vantagens competitivas reais, e gerando ineficiências em outros setores da economia, por causa do câmbio sobrevalorizado.
Prefiro uma política econômica que valorize o Brasil como megacentro financeiro, polo de turismo e eventos culturais, biotecnologia e pesquisas na medicina de última geração, na área do conhecimento.
Meu medo mesmo é que após as eleições acirradas PT x PSDB, as reformas fiscais e política não avançem por falta de diálogo e liderança junto ao Congresso e a sociedade. Será bom ter o AECIO como Presidente do Congresso.
Vejo que você dá quase certa a escolha de Aécio para a Presidência do Senado. Tal fato tende a ser difícil de ser concretizado. O PMDB deve continuar com a maior bancada, tendo o direito de indicar o nome para a cadeira. Teremos dois cenários, se Dilma vencer, as chances de Aécio são mínimas, já que o governo não iria querer um oposicionista no comando do Congresso. Caso Serra vença, as chances são maiores. Entretanto, creio que para essa segunda hipótese aconteça, Aécia tenha que se prontificar como Vice na chapa do PSBB à Presidência da República.
Não vejo nenhum governo brasileiro assumir o encargo de implantar uma política de longo prazo visando o desenvolvimento do País, em todas as áreas, social, educacional, econômica, de saúde, etc. Eles costumam ir a reboque do que acontece no mundo. Serra e Dilma devem ter o mesmo comportamento. Sou cético.
Eu acho que Serra vai ter que redigir uma Carta aos Brasileiros, como Lula, já que defender as indústrias exportadoras, como ele diz, em outras palavras significa intervir no câmbio e deixá-la desvalorizada. Só que, como todos sabem, não há almoço grátis. O câmbio desvalorizado, ajuda a defender as indústrias na exportação e na briga com os importados, mas prejudica os consumidores e a importação de tecnologia vital para o desenvolvimento de novas indústrias, como o setor de energia limpa. Além disso, para desvalorizar o câmbio, Serra terá que retirar a autonomia do BACEN, acabar com a meta de inflação e implementar um controle de capitais. Acho totalmente errôneo associar serviços e subemprego. Eles não são necessariamente irmãos gêmeos: se o País investir em tecnologia, inovação e capital humano, pode virar um grande exportador de serviços, aliado a trabalho formal. Espero que o novo presidente abra uma nova agenda para o País em vez de ficar apagando incêndio tentando defender indústrias ineficientes do avanço chinês, que é inexorável no setor de manufaturas.
Sua análise foi um pouco longe. A independência do Bacen, as metas de inflação e o câmbio flutuante são pilares que não serão mexidos certamente. Não vejo porque Serra deveria escrever um Carta aos Brasileiros, afinal, ele não precisa renegar nenhuma de suas convicções para ser Presidente. O mercado já o conhece e ele pertence a um partido que nunca inspirou preocupações aos investidores, nem muito menos temor de rompimento de contratos.
Kupfer, parabéns!!!
Escreva o que pensar e nunca o que vai agradar.
Ler que o Governador Serra afirma que devemos mudar as políticas para acabar com o SUBEMPREGO NO BRASIL, é ralmente uma retórica descabida e mentirosa, frente as políticas do Estado de São Paulo junto a categoria dos professores. O PSDB em seus vários mandatos destruiram uma das profissdões mais importantes de todas. a dos PROFESSORES. Transformou todos em SUBEMPREGADOS DO ESTADO, que para sobrevirem tiveram que trabalhar em diversas escolas, tanto privadas quando das prefeituras municipais, na busca pela qualidade de vida de seus familiares. Basta conhecer a condição dos chamados professores “OFAS”, conhecido mais por temporários. São pessoas que estão a 15, 20 25 anos trabalhando como temporários no estado de São Paulo, sem garantias nehumas que rezam a constituição brasileira, como fundo de garantia pelo tempo de serviço, e nem seguros desempregos quando perdem as suas aulas junto de suas Unidades escolares. São verdadeiros párias criadas pelo mais rico estado brasileiro, e ainda são imputados como os responsáveis pela baixa qualidade do ensino público. Realmente, homens que não medem o que falam, sempre se contradizem nos mais “ditos” momentos de visibilidade dado pela mídia brasileira. E o governador Serra acaba de cometer mais um dos seus inequívocos arrobos ao fazer4 tanhama afirmativa, enquanto os fatos dizem exatamente o contrário. É esta a plataforma dele? Então começe a coloca-la em pratica em sua administração em São Paulo, caro governador.
A defesa do serra é essa, Estado mínimo na sociedade. Isto é, sem professores, sem fiscais, sem médicos, sem agentes de saúde (quem se lembra quantas mortes por dengue no Rio em 2002), sem etc.
Jorge, creio que você deveria estudar um pouco de lógica. Qual a relação entre a dengue no Rio em 2002 e o Serra? Se for assim, o que dizer da epidemia que vem se alastrando em todos os Estados do Brasil no últimos anos? Nunca vi no país ninguém sendo partidário do Estado Mínimo. O necessário é um Estado eficiente, com servidores bem capacitados e em cargos compatíveis. Não deixe que a ideologia interfira na sua capacidade de análise.
José Paulo Kupfer,
Ser oposição no Brasil desde 1994 não tem sido fácil. Ontem o Luis Nassif repercutiu a celeuma do estudo comparativo do ajuste fiscal de São Paulo com o ajuste do governo Federal feito pelo Alexandre Schwartsman pelo Banco Santander em que o Alexandre Schwartsman teria reconhecido que errou. O post no blog do Luis Nassif é “A reincidência do professor de Deus” de 02/03/2010 às 19:51.
Eu fiz lá o seguinte comentário que enviei em 02/03/2010 às 21:47:
“Luis Nassif,
Fico pensando na campanha José Serra balançando as folhas do jornal com o desmentido de Alexandre Schwartsman e dizendo:
“Estão vendo, aqui está a prova de que eu fiz diferente. Eu sou diferente do governo federal. Comigo a recuperação da economia seria diferente.”
Vai ter um efeito de arrasar quarteirão.”
Como Lula enfrentando FHC em 1994 e depois em 1998, quando FHC estava fazendo tudo errado e Lula não podia dizer isso, assim estará José Serra em 2010. Fica como um réu que tem o direito de ficar calado e que sabe que tudo que disser poderá ser usado contra ele.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/03/2010
Mas você acha, Clever, que Serra se calará sobre isso na campanha? Eu não acho.
Cláudia (04/03/2010 às 10:48),
Eu acho que não é inteligente fazer esse discurso. Que voto ele conquistará se proceder assim. Talvez só na semana que vem quando se falará que o PIB de 2009 foi negativo (Na verdade a taxa de inclinação do PIB em 2009 foi algo próximo de 5%, mas dada a crise no quarto trimestre de 2008 haverá por mero efeito estatístico uma redução do PIB) e os jornais darem manchetes falando mal do governo haverá certa receptividade para esse discursos. Daqui três meses com os novos valores do PIB para o primeiro trimestre de 2010 tudo já estará de vento em popa para Lula a não ser que a inflação volte a subir.
Agora penso que José Serra não precisa deste discursos. Ele sabe que para o que é importante ele contará com a força eleitoral de São Paulo unido e a fraqueza eleitoral da Dilma Rousseff.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/03/2010
Ler que o Governador Serra afirma que devemos mudar as políticas para acabar com o SUBEMPREGO NO BRASIL, é realmente uma retórica descabida e mentirosa, frente às políticas do Estado de São Paulo junto a categoria dos professores. O PSDB, em seus vários mandatos, destruíram uma das profissões mais importantes de todas, a dos PROFESSORES. Transformou todos em SUBEMPREGADOS DO ESTADO, que para sobrevirem tiveram que trabalhar em diversas escolas, tanto privadas quando das prefeituras municipais, na busca pela qualidade de vida de seus familiares. Basta conhecer a condição dos chamados professores “OFAS”, conhecido mais por temporários. São pessoas que estão a 15, 20 e 25 anos trabalhando como temporários no estado de São Paulo. Sem nenhuma das garantia contida a Constituição Brasileira, direitos estes como fundo de garantia pelo tempo de serviço, e nem seguros desempregos quando perdem as suas aulas junto de suas Unidades escolares. São verdadeiros parias criados pelo mais rico estado brasileiro, e a eles ainda são imputados à responsabilidade pela baixa qualidade do ensino público. Realmente, estes Srs que não medem o que falam, sempre se contradizem nos “ditos” momentos de visibilidade dado pela mídia brasileira. E o governador Serra acaba de cometer mais um dos seus inequívocos arrobos ao fazer tamanha afirmativa, enquanto os fatos dizem exatamente o contrário. Então que o Serra a coloque em prática no estado que está sob a seu controle, acabe com o SUBEMPREGO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO, ou isto tudo não passa de retórica de palanque?
Duas componentes se bem analisadas derrubariam quaisquer argumentos eleitoreiros de qualquer dos candidatos:
1) O tamanho do mercado interno brasileiro
2) A fartura de recursos naturais do pais assim como a baixa incidência de catástrofes, exceto aquelas que nós mesmos provocamos com nossa incompetência e falta de seriedade.
A questão do câmbio quando nos referimos à competitividade interna seria facilmente resolvida sem mover uma pena no banco central(que faria melhor se ficasse imóvel): bastaria aumentar as alíquotas dos impostos na importação que estão ao alcance do executivo. Ocorre que como bons e tradicionais brasileiros o atual presidente assim como seu antecessor parecem que querem se candidatar a “presidentes da terra” e querem ficar de bem com todos evitando tocar nos pontos que poderiam ser taxados de protecionistas. Ora, como pode um país que coloca no mercado de trabalho mais de um milhão de pessoas por ano ocupar a todos se não forem tomadas medidas eficazes para aumentarem-se de fato os postos de trabalho? Neste sentido Serra parece ter muito mais solidez enquanto a outra que sabe-se lá se teria saúde para exercer o mandato tem claramente uma política empreguista nas mãos do governo. Alguém aí atrás falou de G. Vargas…ora e não foi lá que tudo começou? Quando foi implantada a CLT esta não atingiu os trabalhadores rurais o que provocou o êxodo rural por motivos óbvios. As propostas, se é que podem ser assim chamadas do PT só nos remetem ao précapitalismo enquanto o mundo mais avançado preocupa-se com a missão social das empresas no que ousaria chamar de póscapitalistas. Ao comentar sobre Dr.Mindlin neste blog, JPK com brilhante percepção enalteceu a visão daquele intelectual empresário para a Pesquisa e Desenvolvimento e prova da importância disso é o avanço da Coréia do Sul, Japão e os outros quatro. Quanto à concorrência com o China nem precisamos nos preocupar, já perdemos a batalha, pois já passou o Japão em produção industrial e já ocupa o 2º lugar. Então com câmbio ou sem câmbio vamos sim comprar dos chineses mas não serão sandalhinhas fajutas ou enfeites para casa pintados com tinta à base de chumbo serão sim produtos high tech, dêem uma olhada nos componentes do seu micro e vejam de onde vêm……Não são de nenhuma estatal chinesa…então a proposta Serra é muito mais concreta e duradoura pois seria feita pela sociedade e não por um ali babá e 40 indiciados.
Acho que falta atividade econômica no campo para que se evite o êxodo rural. Uns dizem que vive-se melhor nas grandes cidades, outros dizem qua a vida no campo é mais saudável e pacata. Acho que o governo deveria criar novos polos econômicos no sertão, algo que prendesse a população em atividades econômicas. Ou então não se terá o que fazer, literalmente e ao pé da letra.
parabens, a sua leitura, é uma leitura correta, que deveria ser entendida na hora de depositarmos o nosso voto, porem poucos ainda tem acesso ou não querem ler este tipo de pagina, e por isso acreditam apenas naquilo que é interessante aos governantes mostrar ou falar. Industrias fortes…geração de emprego, divisas ao pais, combate a miseria. Mas infelizmente o populismo esta ai…
Por quê o populismo é crime? Tem a ver com ditadura?
“Populismo é uma forma de governar em que o governante utiliza de vários recursos para obter apoio popular. O populista utiliza uma linguagem simples e popular, usa e abusa da propaganda pessoal, afirma não ser igual aos outros políticos, toma medidas autoritárias, não respeita os partidos políticos e instituições democráticas, diz que é capaz de resolver todos os problemas e possui um comportamento bem carismático. É muito comum encontrarmos governos populistas em países com grandes diferenças sociais e presença de pobreza e miséria.”
“sentido de “populismo” que passou para a história tem uma carga semântica altamente negativa. Os políticos populistas são estigmatizados como enganadores do povo, por suas promessas jamais cumpridas e como aqueles capazes de articular retórica fácil com falta de caráter (GOMES, 2001). O sentido negativo não diz respeito apenas à figura do político populista, mas ao fenômeno como um todo, pois só é possível a eleição de um populista por eleitores que não sabem votar ou que sempre se comportam de maneira dependente, como se estivessem à espera do “príncipe encantado”. “
Quanto à questão da produção industrial, penso eu que no momento em que os investidores perceberem que a especulação já não está mais tão abundantemente rentável e que as necessidades de consumo da crescente população mundial tendem eternamente a aumentar, estes investidores começarão a investir em produção para ter retorno lucrativo. O problema é que os chineses tomaram a dianteira do páreo.
A China é uma nova inglaterra, em se tratando de revolução industrial, exporta manufaturas e capital, não importa ópio e sim comoditties. Chega de abobrinhas, bom dia para todos e vamos ao trabalho.
não tem solução pra dois candidatos tão fraco para a posição de presidentes, pode ser que Serra tenha sim condições de assumir uma presidência mas não tem carisma de líder e nem pé firme em suas decisões, e Dilma que só se ouve de seu passado negro com nenhuma experiência administrativa, a não ser o atual ministério, e que de carísma não tem um pingo.
Que merda.
depois de 8 anos de fhc e 8 nos de lula teremos 4 anos de ambos.
que merda
O problema do Serra é que ele não cumpriu sua palavra que terminaria o mandato de prefeito de São Paulo, o que o macula com a suspeita de ser mero carreirista mas é incomparavelmente mais equilibrado e culto no âmbito administrativo do que sua opositora que concordo não demonstra nada além de ter um certo pique autoritário, e reconheçamos, boas intenções tal como muitos militares idealistas que não se alinhavam muito com o regimão de 64. No tocante à não firmeza nas decisões isto não é característica do Serra e sim uma tradição no partido (em cima do muro). No entanto não teria mais 4 anos de FHC pois eles visivelmnente não se bicam muito tanto que FHC com sua habilidade oratória sempre lhe dá algum apoio com uma mão e retira com a outra nas ressalvas (preste bem atenção quando ele fala e verás) seguramente Serra não toca o coração de FHC como Dilma toca Lula. Mas o mais chocante é ver um partidão como o PMDB não ter um cabramacho para entrar na competição….lamentável!
Tem, mas corre dele. É o governador do Paraná, Roberto Requião.
Comentando o dito por Marcos Paulo: veja Marcos para o funcionamento da democracia todos os partidos deveriam ser obrigados por lei(sei que não são) a apresentar candidatos especialmente para presidente. Ficam fazendo essas coligações com troca de favores em comércio antiético e diria até imoral. O que precisamos é da disputa e depois os que perderam passam à fiscalisação. A única oportunidade matematicamente insignificante que o cidadão tem de interferir no seu futuro é pelo voto mas se as cartas estão marcadas logo do início fica um faz de conta insuportável. Se for o candidato do Paraná ou de qualquer unidade da federação pois que venha e será bem vindo pois legitimará o processo e diminuirá os conchavos.
Esta eleição será decidida na TV e nos debates. Os dois candidatos (a) têm bom currículo, partidos fortes a apoiá-los. Serra espera sair de SP com 7 milhões de votos de frente (se sair será o vencedor). O prestígio de Aécio (frente ao prestígio de Lula) deverá fazer o Serra sair de MG com pequena frente (o Lula venceu em MG).
Não podemos esquecer que a Dilma estudou em MG até a universidade (deve utilizar isto na campanha). Vai visitar colégios, as univeersidades, isto dá notícia e votos. Ainda tem muitos conhecidos e pode ressucitar o jeitinho mineiro (mais moderado e conciliador).
Prezado leitores,
Estou excluindo um link para um video no youtube totalmente fora do assunto do post. Foi colocado nos comentários pelo leitor Guilherme, hoje, 04/03/2010, às 11h41.
Trata-se de um video com uma tentativa pífia de analogia entre o presidente Lula e Adolf Hitler.
Se o leitor Guilherme insistir com provocações e atitudes anti-democráticas, ele será excluído.
Conto com a compreensão de todos.
Abrs
fui questionado sobre populismo , e postei um video amplamente divulgado na internet que não é de minha autoria e que ilustrava perfeitamente a teoria de populismo…
hitler usou de tecnicas que são largamente utilizadas pelo governoe , e isso é uma questão sociologica , e não de proselitismo vagabundo….
agora se quiser me excuir por atitudes “anti-democraticas” , pelo menos me diga qual atitude é anti- qualquer coisa , critico esse governo e sou coerente com o que falo….não sou anti-democratico….
o exercício da democracia é muito dificil , meu caro , nem sempre o contraditório nos agrada…..
não é mesmo ????
e democraticamente , se vc acha que meus comentários não são benvindos , basta pedir….
não tem necessidade de exclusão….
me calo ……democraticamente…..é só pedir
Caro guilherme, fico grato por seu empenho em esclarecer o significado de populismo empregado no jargão da política. Assisti ao vídeo indicado. Fica difícil estabelecer um vínculo entre Lula e Hitler, uma vez que não foram contemporâneos e Lula não tenha ancestrais germânicos. Ficou aparente um certo receio de ditadura a ser executada por um líder populista. Temos pluralidade partidária no Brasil. Mesmo porque o pt é um partido pequeno se compararmos com o pmdb.
Se Serra prega o fomento da industria e o setor de serviços perdeu uma ótima oportunidade de demonstrar seu empenho no governo de São Paulo. São Paulo é a unidade da federação que mais importa tecnologia e produtos de alto valor agregado.