Por que não limitar o número de prestações?
29 de março de 2011 | 17h03
José Paulo Kupfer
Quando o então presidente do Banco Central Henrique Meirelles apareceu por aqui, no ano passado, com as já hoje famosas “políticas macroprudenciais”, pode ter havido quem imaginasse ser aquela mais uma expressão criada por Meirelles, dentro do estilo meio solene e enigmático que caracterizava seus depoimentos, palestras e entrevistas. Na verdade, a expressão “políticas macroprudenciais” é tão antiga quanto os bancos centrais e sempre fez parte daquele vocabulário particularíssimo usado pelas autoridades monetárias, nos textos e comunicados públicos, em todos os cantos do planeta.
O que ocorreu é que apenas voltou à cena, a partir da crise de 2008, depois de um longo período de hibernação. Não por coincidência aquele em que se formou a bolha especulativa que explodiu com a quebra do Lehman Brothers.
Aparentemente importada por Meirelles, a expressão parece, mas não é nem um anglicismo nem um neologismo – é, aliás, velha de guerra no idioma. Segundo o “Aurélio”, o adjetivo de dois gêneros “prudencial”, um sinônimo de “prudente”, entrou no vernáculo em 1623.
Corriqueira no jargão dos reguladores dos sistemas financeiros há algumas décadas, as políticas macroprudenciais clássicas visam atuar na prevenção da formação de riscos tanto na operação de bancos fornecedores de crédito quanto no comportamento dos tomadores de crédito. Desenvolve-se, atualmente, no mundo todo, intensa discussão sobre sua aplicação e eficácia, dentro da moldura da política monetária.
Esse debate tem levado a se repensar os alcances e limites da política monetária. Em que pese a resistência dos mais ortodoxos, ela está deixando de ser apenas uma ferramenta de estabilidade de preços – e voltando ao seu papel clássico – para mirar, concomitantemente, outros alvos, como o crescimento econômico e a estabilidade financeira. Para tanto, concluiu-se nos centros mais avançados de desenvolvimento do pensamento econômico, seu arcabouço precisa incorporar múltiplos instrumentos, inclusive as chamadas medidas macroprudenciais.
No Brasil, onde as novidades em geral e os achados da reflexão econômica sempre chegam com algum atraso, o Banco Central, depois de anos de obediência às ideias que levaram à crise global, saiu na frente do mercado, adotando uma visão mais contemporânea de política monetária. Mas, talvez pelo fogo de barragem conservador (seria o caso de classificar como “antiquado”?), muito intenso, tem agido, ainda que com a cautela e a moderação recomendadas, com excesso de timidez. Poderia, por exemplo, evoluir no que se começa a sugerir, no mundo global dos formuladores de política econômica, em relação a uma avaliação mais atualizada dos comportamentos econômicos e financeiros de massas consumidoras.
Os colegas Adriana Fernandes e Fabio Graner, do Estadão e da Agência Estado em Brasília, que acompanham cotidianamente a evolução dos indicadores econômicos oficiais, mostraram nesta terça-feira que as medidas de restrição do crédito, adotadas em fins de 2010, embora já estejam produzindo alguma acomodação, como observou o chefe-adjunto do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, não parecem capazes de desaquecer a concessão de financiamentos, pelo menos tanto quanto o próprio BC considera necessário.
Até fevereiro, de acordo com o próprio BC, nos últimos 12 meses, o volume de crédito aumentou 21%. Em recente depoimento no Senado, o presidente do BC, Alexandre Tombini, declarou que, no momento, uma ampliação do crédito em ritmo superior a 15% produziria indesejáveis desequilíbrios econômicos. Nada a acrescentar.
Dados do BC revelam que, em fevereiro, o volume médio diário de concessão de crédito continuou subindo, em comparação com os números de um ano atrás. Subiu também o prazo médio, em dias corridos, dos financiamentos – principalmente para a pessoa física. São hoje, em média, 18 meses, contra 16,5, em fevereiro de 2010. Subiram, igualmente, as taxas médias de juros e os spreads.
A moral da história é que quem financia está conseguindo manter os empréstimos com prazos longos, mesmo que a custos mais altos. Não é difícil perceber que os financiadores estão se valendo do conhecimento adquirido sobre o comportamento dos financiados.
Em razão de uma longa história de convivência com necessidades de consumo não atendidas, em ambiente de inflação e juros altos, os brasileiros aprenderam a decidir por consumo financiado, a partir não dos níveis dos juros e do número de prestações, mas de duas outras variáveis: o encaixe do valor da prestação no orçamento e as perspectivas de sustentação de volume de renda suficiente para absorver os crediários.
Por tudo isso, é de se perguntar por que, como medida capaz de atender às exigências macroprudenciais e, antes disso, reduzir a pressão do consumo na economia, o BC não determina limites ao número de prestações nos financiamentos ao consumidor. Afinal, numa conjuntura em que o otimismo em relação à geração de renda futura se mantém elevado, o número de prestações, se deixado sem freios, tende ao infinito.
Os que acumulam mais quilometragem sabem muito bem que nem inovadora uma medida como essa seria.
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Kupfer,
Isso que você defendeu acima é o Óbvio Ululante, como dizia o Nélson Rodrigues. Não estou desmerecendo o seu artigo e a sua conclusão, pelo contrário. O fato de você chamar a atenção sobre fato, a partir do seu blog (que é muito lido) é muito importante. A crítica se refere à (in)capacidade dos responsáveis pela política monetária de não enxergarem este fato óbvio.
Abs.
Incapacidade – ou desinteresse, visto que juros altos -> mais arrecadação (num primeiro momento) -> mais lucros para bancos, etc, etc, etc
Tudo é conhecido e antigo. Esquecido quando conveniente e lembrado da mesma forma.
JPK,
Nisso eu concordo um jeito simples de diminuir o credito seria de aumentar a porcentagem do pagamento minimo mensal em porcentagem da divida.
Nao e grande novidade mas funciona.
Talvez aumentara a inadimplencia um pouco mas se as pessoas forem avisadas com uma antecedencia adequada acho que nao seria um granda problema.
abs
É mesmo? Uau, quanta sabedoria. Porque não fazem o mesmo aí no país do iOU, quando precisam conter o crescimento disso ou daquilo? Alias quando isso aconteceu? Me conta que eu e meus conterrâneos querem saber.
Kupfer,
Limitar o numero de prestações é quase a mesma coisa que dizer: só as pessoas com mais poder aquisitivo poderão ser prestamistas. Ou seja, é redefinir a “classe média”. E pergunto: e a propaganda do governo que diz que aumentou a faixa da classe média? Você acha que vão destruir o que alardearam para o mundo todo ouvir?
Abraços
O brasileiro se acostumou a consumir a qualquer custo e parece não entender que precisa por um freio nos gastos e cridiários para colaborar.
A mentalidade é cada um por si e que “se dane” o resto.
Quem financia, toma dinheiro emprestado no exterior a juros baixos e dolar muito baixo e empresta aqui com juros alto grande negocio! No varejo, o consumidor nao olha a taxa de juros mas o valor das prestacoes, mesmo que tenha que pagar, por exemplo, um tenis em 36 meses.
KUPFER
Sem dúvida esta é uma medida saudável, e deve ser estimulada, mas enquanto se mantiver esta margem de ganho dos bancos com o dólar captado no exterior, vai ser difícil conter o aumento dos meios de pagamento gerado pela constante ingresso de dólares por intermédio dos bancos.Você deve lembrar que este recuso (limitação de prestações) já foi usado antes no Brasil e os bancos rapidamente inventaram dois ou três modos de contornar o problema. Acho que talvez o BC devesse procurar utilizar uma taxa que tirasse este enorme ganho na arbitragem do qual os bancos hoje se prevalecem.
Ronaldo,
Em vez de limitar prestacoes que na verdade seria dificil de controlar,e muito mais facil de aumentar o pagamento minimo do cartao.exemplo se hoje a pagamento minimo seja 5% ao mes dai se o BC aumentar este minimo pagamento para 10% a divida iria abaixar mas o consumidor iria poder continuar rolando a sua divida se ele quiser. (isto eh soh um exemplo)
certo
Amigo, dê palpites na sua economia, Você está enchendo o saco do pessoal lá no Brasil!
Pillon,
Eu falo umas verdades pra turma acordar,se isto te irrita o problema e seu em vez de soh falar ignorancias e grocerias tenta aprender um pouco.
abs
A mensagem era ao Riccardo. Um ignorante que se acha inteklectual!
Riccardo
Sua proposta também tem lógica.Porém quando foi aplicada no Brasil pela primeira vez (há 40 anos), em pouco tempo também foi contornada pelos bancos. É preciso também ter em vista que a grande massa de compra à crédito que se agregou ao mercado nos últimos anos, não usa cartão de crédito e negocia diretamente nas financeiras das grandes redes comerciais.. Logo após eu mandar o meu post li na internet que o governo taxou com 6% de iof a tomada de crédito no exterior para até 360 dias. Ainda não li a resolução , mas se for assim mesmo como diz o jornal amanhã mesmo os bancos estarão tomando crédito a 365 dias.. Neste nível de taxação, pelos meus cálculos, os bancos ainda tem um ganho de arbitragem de 2%. Periga ainda algum banco aumentar a operação para melhorar a lucratividade. Na verdade o que vai determinar a posição do banco é sua crença na estabilidade ou depreciação do dólar (risco cambial). Pelo conjunto de cenários, (interno e externo) eu estou com os que creem que a atual cotação sofrerá poucas alterações no futuro próximo e teremos que voltar a escavar nossos custos com reformas, como por exemplo na área tributária, mais o ataque frontal aos outros itens do Custo Brasil.Assim, “continua tudo como antes no castel de Abrantes”.
Ronaldo,
Os bancos sempre acham um meio de contornar limitações ao crédito pessoal e ao consumo determinadas pelo BC simplesmente porque é ali que está a sua mina de ouro.
O custo do funding de recursos livres dos bancos, seja com recursos proprios (regulados pelo BC em 11%) ou captados no mercado (limitados via Compulsorio do BC) é o mesmo para todos os tipos de créditos a PJs e a PFs . Ao mesmo custo, é obvio que os bancos sempre acharão um meio de contornar as limitações ao crédito às PFs, muito mais rentável que o crédito à produção.
A saida para o BC seria vincular o seu Compulsorio ( aí sim como verdadeiro instrumento de politica ´macroprudencial´) não mais aos recursos captados via depositos (o que é politica monetaria), mas sim aos créditos concedidos, e variando conforme as prioridades estabelecidas pelo BC para os respectivos componentes dessas carteiras. Os requisitos de capital seriam idem determinados como multiplicador de risco das respectivas carteiras.
Essas medidas resultariam em requisitos totais menores para instituições que priorizam o crédito à produção de menor risco e penalizando aquelas que priorizam o crédito de maior risco. Um multiplicador ideal seria de entre 3,0 e 4,0 vezes as taxas de risco.
Comparando os dois extremos, é absurdo exigir do BNDES, que tem taxa de risco menor que 0,5%, um requisito de capital de 11% da sua carteira de crédito, o mesmo percentual exigido para o Panamericano.
Aí sim, os respectivos custos para os bancos seriam comensuraveis com as respectivas taxas de juros cobradas dos mutuarios, e esses não teriam mais interesse em priorizar a expansão do credito pessoal para consumo, em detrimento do crédito à produção.
Isso sim é politica macroprudencial usando o jargão do Meirelles, e ao mesmo tempo microprudencial, porque aplicaria o bisturi exatamente aonde precisa cortar recursos indesajados
Elie R. Levy
Gostei muito de sua sugestão, parece que seria uma forma mais de administrar o crédito. Já tinha pensado muito no assunto mas não vislumbrei sua solução. Muito bem!
Elie R. Levy
Errata: parece que seria uma forma melhor de administrar o crédito.
Só queria saber para onde vai a economia de livre mercado: Ou seja, é o BACEN que está financiando? Cadê aquela velha máxima que diz: O dinheiro é meu. Empresto ou dou a quem quizer e da forma que eu quizer e ao cliente aceitar. Antes de criticar os prazos devemos lembrar que estamos numa economia de livre mercado.
Pega quem quer? Empresta quem pode?…
Então tá…
Boa Curiosa!
Jose Carlos,
O que? Mercados livres no Brasil! Aonde?
E tudo controlado taxado e manipulado, com excessao de uns dois blogueadores aqui incluindo eu,falar de liberdade (financeira ou politica)aqui se soh leva bordoada.
eheheheh…
Caro Riccardo,
Não está longe o dia em que os bravos intervencionistas, esses seres superiores e magnânimos, que tudo sabem, tudo conhecem e tudo vêem, vão querer estabelecer preços mínimos e máximos para a venda de carro usado e, quem sabe?, o valor da mesada dos nossos filhos. Tudo em nome do desenvolvimento sustentável e da estabilidade monetária, claro…
Mas é sintomático que esses mesmos que pretendem ditar aos pobres mortais como estes devem cuidar dos próprios negócios, sem se endividar demais ou comprar em prestações a perder de vista, nunca conseguem manter as contas do governo em ordem, gastam sempre muito mais do que arrecadam e são, de longe, os maiores devedores da praça, sem falar que já hipotecaram, desde hoje, boa parte dos salários dos nossos netos…
É incrível como a liberdade, tão cara para alguns poucos, não tem o menor valor para muitos. Lamentável!
O interessante entre a maioria dos apologistas do livre mercado e do não intervencionismo é que, dada uma situação como a atual em que se queixam de que o crédito continua aumentando, eles sempre vem com a mesma solução (também intervencionista): aumentem os juros.
Neo, guerreiro..
Sabia que vc ia aparecer por aqui….rs
Parece que continuamos enxergando as intervenções e liberdades de maneira completamente diferente…
Anda muito sumido!
Abs
“Mas, talvez pelo fogo de barragem conservador (seria o caso de classificar como “antiquado”?), muito intenso, tem agido, ainda que com a cautela e a moderação recomendadas, com excesso de timidez. ”
EXISTEM FORÇAS OCULTAS QUE ATRAPALHAM O DESENVOLVIMENTO DO PAIS…….
caramba , até tu brutus….
até vc , jpk , vai cair nesse lenga-lenga petista , usado pra explicar a incompetencia e a inercia governista …
alem de tratar o BC como um orgão que atua contra as vontades do todo poderoso lulinha…..
piada
se não foi feito foi porque não quiseram ou não souberam…..
os dois muito comuns nesse governo….
Os que acumulam mais quilometragem sabem muito bem que nem inovadora uma medida como essa seria
Que eufemismo para velhice, eh, eh
Ainda cheguei a comprar em 24 meses na antiga Mesbla… santa idiotice juvenil…
Aí, baixou-se até chegar a 6 meses… então, os bancos inventaram o leasing… leasing com promessa de compra… e por aí vai…
Raça desgraçada, a de banqueiros…
Falou Ricardo, mas como disse um circense americano, a cada dia nasce um trouxa. Você com certeza não é um deles. E os que não são como você?
Muita coisa óbvia só se torna óbvia quando pronunciada. Por isso, JPK merece nosso elogio.
O problema é que quando as medidas começam a conter a atividade – e as receitas – dos bancos, a coisa complica. O mercado quer apenas o aumento dos juros. A redução do número de prestações e o contingenciamento são boas medidas.
Isso parece sugestão de Português. Deixa o governo fora do mercado, quanto menos meter o bedêlho melhor. O certo é o governo EDUCAR a população sobre como usar crédito. Isso sim resolveria o problema. Demora mais, mas resolveria.
JPK diz: “Brasileiros aprenderam a decidir por consumo financiado a partir não dos níveis dos juros e do número de prestações, mas de duas outras variáveis: o encaixe do valor da prestação no orçamento e as perspectivas de sustentação de volume de renda suficiente para absorver os crediários.”
Ou seja, entra o salário e sai ao mesmo tempo, nada sobra. É a clássica fórmula que venho comentando já a tanto tempo aqui – é escravidão econômica! Será que ninguém percebe isso? O “querer” monte de bugingangas é mais importante do que ser financeiramente livre? Brasileiros querem ser como Americanos, mas sem possuir moeda reserva mundial. É suicídio.
Onde você mora Nick? No EUA? Eles ensinam isso nas escolas, EDUCAM os imigrantes ilegais assim?
Aqui na Europa, estão se esforçando nesse sentido. Mas quer saber da minha realidade?
Eu moro nos EUA desde 1998. Sou empregador aqui, tenho empresa própia. Aqui as escolas públicas NÃO educam financeiramente. É por isso que poucos aqui entendem juros, e muitos estão endividados. Como eu nasci num Brasil onde as pessoas compravam tudo a vista e dever dinheiro sempre foi algo abominável, eu tive uma grande vantagem aqui, pois entendo exatamente como o sistema funciona. Aí no Brasil o sistema está sendo implementado exatamente como aqui, e isso é um PERIGO sem tamanho a longo prazo.
Ricardo,
Existe um ditado em ingles que diz:
No good deed goes unpunished
Nao perca com seu tempo com quem nao quer ouvir.
Nick, I was just pulling your leg!
Ô ô ô ô ô, os alquimistas estão chegando, estão chegando os alquimistas, estão chegando os alquimistas, ô ô ô ô! Eles são discretos e silenciosos. Evitam relações com pessoas de temperamento sórdido? Mesmo?
Educação de fato é a prioridade. No tempo da inflação “galopante” misturada com ditadura militar, eu trabalhava com comércio exterior em São Paulo numa indústria de café solúvel, exportadora, pois café solúvel naquela época era uma heresia ao paladar do brasileiro.
Ninguém lá, desde os proprietários e os diretores sabiam teorizar o problema. Três deles eram “Delfin´s boys”. Só quando saí do país e morei na Califórnia, pude entender estabilidade da moeda e de preços. E o custo de um financiamento (15% ao ano num automóvel, nem pensar!)
Hoje, muita gente viaja e pode verificar isso. Mas o que fazem?
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Teste do vocabulário demodê
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Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª
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1. Camarinha__________(__) Quarto de casal
2. Alcova_____________(__) Condutor de bestas de carga
3. Almocreve__________(__) Quarto
4. Macroprudencial____(__) Sutiã
5. Califon____________(__) Preservativo GG
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No pós real o crédito teve ligeiro incentivo, muitos investiram e pegaram crédito, com o corte de crédito e a paulada nos juros famílias e empresas quebraram(razão verdadeira do fracasso tucano nas urnas depois disso).
Fazer isso agora quando o crédito já é amplamente utilizado e passou da metade do PIB seria uma quebradeira de proporções jamais imaginadas, recessão em dose cavalar.
Tá na hora de sair da receita de sempre, a saída é crescer ou crescer, o pé no freio em alta velocidade para o carro mas os efeitos colaterais machucam muita gente.
O que falta é os economistas sem propostas alternativas assumirem e dizerem que é desemprego que querem, a receita de sempre que não funcionou entre 80 e 2002 e agora dizem que é a correta.
NaoDigo Ha 1 dia sobre censura
Se o Banco Central fizesse isso seria a mais estúpida ingerência na liberdade negocial entre as partes. Indo mais a fundo é provável que se conclua até inconstitucional pois as partes banco e interessado combinam as taxas e prazo cada um com suas disponibilidades, possibilidades e confiança e nada mais. No entanto se há excesso de oferta pelas instituições é porque há excesso de liquidez, isso sim está no escopo funcional do BACEN, e porque não tomar atitude nessa direção? aumentar o IOF proporcional ao prazo parece ser uma boa saída, maior o prazo maior o IOF, bacana né? O sujeito trabalhou, manteve a ficha limpa e impecável vai ao banco, poderia financiar em 100 meses e vem um burocrata e diz que pode no máximo em 24 meses…total absurdo. A tomada de risco é da instituição nesse momento. Se o Bacen fizesse estaríamos de novo na ditadura.
Speridiao,
Se voce me dar a gentilesa gostaria de esclarecer algumas coisas que voce falou sobre mim no “post” anterior.
Eu sei que eu desafiei a sua absurda proposta de aumentar os impostos de Brasileiros que viajam ao exterior,tudo bem se voce discorda mas por favor nao questione a minha cidadania,sim eu tenho cidadania dupla e amo os dois Paises se isto e dificil de voce entender eh um problema seu.
A respeito de fazer turismo no Brasil eu desafio qualquer blogueador deste post que conhecem o territorio Brasileiro melhor do que eu.
Eu ja velejei a costa Brasileira inteira incluindo Fernando de Noronha no ano passado eu fui numa expedicao com uns amigos Americanos e subimos o Rio Negro acampamos com indios etc…etc…
Ja andei de motocross nos lencois do Maranhao.
E mais importante ainda eu ja representei o Brasil em regatas internacionais,na Argentina,na Europa,no Brasil e nos EUA na Florida e na California, o meu team mate o famoso Guga (agora falecido num acidente de Iatismo) nao soh ganhou 9 campeonatos Brasileiros da vela ele representou o Brasil duas vezes nas Olimpiadas e eu fui um assistente dele nas Olimpiadas da Coreia em 1988,quando eu tinha 12 anos de idade eu representava o Brasil na vela e tinha izencao de escola do ministerio dos esportes para competir internacionalmente se fosse hoje eu me qualificaria para receber a bolsa atleta.
Eu critico as decisoes do governo Brasileiro porque acredito que eles estao afundando a minha Patria Amada,mas por favor nao deh de gostosinho por falar que voce eh mais Brasilleiro do que eu.
Eu sei que voce eh uma boa pessoa e ateh gosto dos seus comentarios mas por favor nao questione as minhas intencoes sobre a minha cidadania.
abs
Riccardo, você é um cara bem intencionado, claro, dá para perceber. Mas seja mais cuidadoso com a seleção de expressões e palavras. Não use expressões que dêem tom pessoal, como “vocês”. Aceite a sugestão do Marcelo Rubens Paiva: quando beber não dirija, não mande e-mails e não escreva em blogs, você pode se arrepender no dia seguinte.
Outra dica, faça sugestões (você entende da matéria) em vez de criticar. Use “talvez”, “quem sabe”, ou expressões semelhantes. Não seja tão “professoral”, porque estando fora do Brasil, como eu (também cometo as mesmas faux-pas, me redimo e toco prá frente) fica fácil achar soluções.
Um abraço e dá o dedinho, ok?
Prezado Riccardo(CA), o Pillon acertou na caçapa sem encaçapar a bola branca. Os “nick names” de blogs nem sempre retratam o nome verdadeiro. Então discutem-se as idéias e suas formulações, preocupado com os problemas brasileiros dou importância menor aos casos pessoais, se assim tivesse que fazer pediria o Email do indivíduo e faríamos os acertos off-line. O uso do “vocês” a meu ver teve a intenção de auto excluir-se logo não havia como não enquadrá-lo no famoso “pés em duas canoas” que retira o pé daquela que ameaça afundar, já que você é do ramo náutico sabe que se a segunda canoa não estiver bem amarrada as pernas abrem e terminamos tomando um banho indesejado. Nós aqui da América Central e do Sul já estamos fartos desses caras que tal como happers chegam com seus carrões incrementados em péssimo gosto estético, alguns até esbanjam desperdício colocando aquelas repugnantes molas hidráulicas ativas para balançar os carros, aqueles correntões dourados e em geral acompanhados de gatas para mostrar que estão podendo, imaginando que confundimos Brasil com México(seu ex-governador da CA) e que Brasília seria capital da Bolívia, coisas também de americanos do norte que em matéria cultural, aqueles que aparecem na mídia, são uma lástima. Você viu como brilham as tomadas de ar e detalhes da fuselagem do Air Force 1? Entendemos…..existe gosto para tudo! Já que você é um cara bacana descolado e gosta da natureza e de coisas caras já que velejar dessa maneira não é para qualquer um , com toda certeza saberá que o spread bancário no Brasil é um absurdo e prefiro sim mil vezes ver o dinheiro do tomador ir para as mãos do governo do que para os bancos, já que o risco com o prazo mais longo deixa de ser apenas da instituição e passa para a sociedade. Daí a idéia de aumentando o IOF(ou mesmo criando novo imposto) progressivamente aumentando o custo do empréstimo conforme aumenta o prazo automaticamente haveria desestímulo à tomada diferentemente de o BACEN de forma autoritária mandar não emprestar. Se o tomador for um empresário este saberá fazer o cálculo de viabilidade, os outros iriam pensar melhor e procurar aconselhamento.
No tocante à dupla cidadania sua, parabéns pois conquistou ainda que isto dependa mais de sua genética do que competência, mais liberdade e isto é muito bom. Ao velejar novamente em Ilha Bela desejo-lhe satisfação sem aquele indesejável vento de sudoeste.
Uau Speridião, cê vai longe!
Respekt!
Prezados, O Riccardo replicou meus comentários que estavam em outro post desencadeando tréplica, então para quem leva a sério não ficar confuso fica aqui a reprodução e tirem suas próprias conclusões:
29/03/2011 – 14:48
Enviado por: speridião
Prezado Riccardo(CA), como não possuo dupla nacionalidade como você só posso falar dos brasileiros incluindo-me seja nas virtudes ou nos defeitos, não posso por exemplo esconder a minha raça dizendo “vocês brasileiros” pois o sou e não nego o que inclusive reforça a crítica quando me incluo a auto crítica. Mas essa doutrinação ideológica é papo yanke de épocas distantes, diálogo flácido para sonecar bovinos.
O que de fato existiu no Chile foi muito trabalho técnica, ciência e apesar das interferências imperialistas de seu pais (aquele que você idolatra, isto é o da Wall Street, Vietnã, Fanie Mae e Fred Mac, etc.), que é dado como suspeito de eliminar seu ex presidente, conseguiram se levantar e se fizeram acordos é porque sua economia primeiro se posicionou e depois sim pode entrar para uma sociedade de consumo globalizada. É claro que no Brasil existem pessoas ricas para colocar no chinelo a maior parte dos cidadãos americanos mas são poucos e é um verdadeiro absurdo dizer que os cidadãos brasileiros de forma geral sejam ricos ou com alto poder aquisitivo pois estamos colocados entre os primeiros lugares em matéria de concentração de renda no mundo. Sem essa de abrir para levar, fique você com essa lição econômica pois parece papo de cemelô. Em que pese o Obama ser uma dádiva acima do quilate americano, por sê-lo não foi assim tão bem recebido na sua visita prova de que a receita lá não é made in USA.
Este comentário é para indicar uma resposta ao Ferruccio e ao Jr. quando alguns dias atrás, eles criticaram a minha falta de humildade e as minhas certezas em relação ao Livre Mercado. O artigo pode ser visto em frypl.blog.br
Abraço a todos!
Francisco,
Respondi no teu blog.
Abs
o que dizer ?
..vcs já disseram tudo ..infelizmente pras autoridades brasileiras não importa se esta prática de “prestação de bolso” com prazos longos e com JUROS CRESCENTES (vide cartões) drena recursos preciosos do pobre, concentra riqueza e dissemina pobreza ..quem vier depois que “pague” a conta
Mas o legal destas discussões nossas é que percebemos que embora parecesse, na verdade não somos tão poucos que pensam assim ..agora é pressionar e cobrar ..apesar da nossa democracia não dar muita chance de sermos ouvidos (bem ..mas isso é um outro capítulo)
abrá
A quebradeira vai começar breve, apesar do grande esforço midiatico feito por empresários, banqueiros, alguns jornalistas bobocas, proprietarios de imóveis, imobiliarias.
Agaurdem e verão.
Nos EUA e no caso do Panamericano tambem nada havia de anomalia , mas depois ………….
A resposta é fácil caro Kupfer, não se limita o número de parcelas pois isso resolveria o problema, e não aumentaria a arrecadação.
Ultimamente todas as medidas tomadas pelo governo tem o simples intuito de aumentar a arrecadação e não de resolver os problemas econômicos que começam a despontar.
Depois na campanha eleitoral virão a público dizer que não aumentaram um imposto sequer e que os aumentos na arrecadação são simplesmente decorrentes do crescimento e da maior eficiência da Receita na cobrança.
Caro Kupfer,
Infelizmente moramos em um país onde o governo não sabe administrar e seu povo além de não saber escolher seus reprensentantes também não sabe planejar, os brasileiros em geral primeiro fazem dívida e depois se perguntam porque compraram, temos uma das menores taxas de poupança, aliás poupar pra que ? deixar de ter dois carros porque ? deixar de ter 3 TV´s de lcd porque ? somos um povo mediocre que depois de velho iremos chorar pelo leite derramado.
Umas 6 prestações tá de bom tamanho.
Ou então IOF progressivo. Mas tem que ser BEM progressivo. Pra qualquer um perceber sem ter que fazer muita conta.
Casa própria fica de fora.
Cartão de crédito só com parcela de no mínimo 20% da fatura.
Cheque especial com ALTÍSSIMO IOF
E sim, só avaliam se a prestação cabe no salário. Mais nada é importante.
Nosso Governo, assim como grande parte da população, pensa apenas no ‘agora’ e deixa o amanhã para… amanhã.
Além do mais, a ilusão de melhoria de padrão de vida gerada pelas compras a crédito em prazos longos faz parte da política de geração de votos do Governo atual, e se no futuro houver quebradeira, o mesmo povo que não entende os mecanismos econômicos envolvidos na compra em 48 meses da sua TV LCD tampouco irá perceber qual a origem desta futura derrocada… a culpa sempre será das ‘elites’.
Carro 1.0 comprado em 60 meses, TV LCD em 48, Nike em 12… quem vai reclamar que a educação, segurança, saúde etc está ruim? Olha só como a vida melhorou…