PIB abaixo do esperado derruba fatalidade da alta de juros em 2010
10 de dezembro de 2009 | 10h11
José Paulo Kupfer
O PIB do terceiro trimestre veio abaixo do esperado. Na verdade, veio bem abaixo. A expectativa, inclusive a declarada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, era de cerca de 2%. Veio 1,3%. A diferença, que é forte, fica clara quando se calcula a taxa anualizada – a nova moda, no Brasil. De uma projeção de crescimento de 8% anualizados, fica-se com 5,3%.
O mais importante talvez não seja isso. Junto com os resultados do terceiro trimestre, veio a revisão dos números do segundo trimestre. E aqui a coisa foi pesada. Para baixo.
Na primeira revisão, o IBGE reduziu a taxa de crescimento sobre o primeiro trimestre do ano de 1,9% para 1,1%. Significa, em termos anualizados, que, em lugar de ter crescido, no segundo trimestre, 7,8%, a economia avançou 4,4% – pouco mais da metade.
Disso tudo, tem-se o seguinte:
1) Poucos estavam prevendo a hipótese de, como dizem os economistas em seu exótico linguajar, crescimento negativo, em 2009. Mas essa hipótese, agora, é a mais provável;
2) Com a economia crescendo a 5% – e não a 8% -, a expectativa generalizada entre os economistas de mercado da necessidade de uma alta dos juros básicos em 2010, fica abalada. Raciocinando nos termos deles, o crescimento real não está distante do produto potencial, limitando as potenciais pressões inflacionárias que recomendariam apertar a política monetária.
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..some-se ao fato a SELIC mantida em 8,75% ..a resistência do “mercado” em aceitar que medidas regulatórias p/o câmbio sejam tomadas ..some-se ainda o fato de o ministério da Fazenda estar solitariamente se esforçando em tentar nos oxigenar com suas “bondades tarifárias e tributárias”
.
aí concluímos ..felizmente ainda estamos vivos ..apesar do BANCO CENTRAL do Brasil parecer não querer
O Banco Central, embora conservador, até que quer reduzir a taxa básica de juros. Porém, a gastança em período pré-eleitoral deve manter o BC ainda mais atendo pois, para o BC, é melhor puxar a corda do que empurra-la…
Em termos meu caro; o resultado desse PIB mostra consumo em alta e investimentos em queda. Não é uma receita para SELIC baixa. A inflação está ignorando a queda no PIB.
Como pauta, gostaria de sugerir uma entrevista com o pessoal da Construção Civil que questionaram os resultados do segundo trimestre .. agora nem se fala.
“O SindusCon-SP contesta um dado do IBGE: “a queda de 9,6% no PIB da construção civil no primeiro semestre de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008, foi calculada principalmente com base no declínio da produção física dos materiais de construção (de fato, bastante acentuado). Mas não retrata a visível recuperação da atividade das construtoras em 2009.”
O número pode mudar, antecipa o sindicato, quando o IBGE calcular as outras variáveis, como valor adicionado gerado pelas construtoras e o consumo de materiais pelas famílias, e apresentar o cálculo definitivo do PIB anual. “
Alexandre Porto,
Obrigado pela participação. Mas você precisa nos dizer onde você viu investimento em queda, nos números do terceiro trimestre. Queda em relação a 2008 não é um indicador tão interessante quanto a alta em relação aos trimestres anteriores, pois mostra o que vem ocorrendo depois do pico da crise.
Se eu estiver enganado, por favor, me corrija.
Abrs.
Kupfer,
a comparação dos investimentos com o mesmo trimestre anterior nesse caso é relevante, pois o aumento do consumo foi forte nessa mesma comparação. Há um hiato, na minha opinião, nada tranquilizador.
Os dados do IPCA de novembro, já mostram esse cenário, que é de certa forma novo em se tratando de crises. O consumo das famílias em serviços pressiona os salários (o que é ótimo) e isso vai bater no IPCA.
E reitero a questão da Construção Civil. Seria interessante um esclarecimento do setor.
A pergunta que não quer calar: por que manter a atual taxa de juros, então??????
Não que eu defenda, mas o BC mira inflação. E mesmo com PIB negativo ela resiste próximo a meta. Hoje, o Guilherme Barros em nota diz que os shoppings estão vendendo até 14% a mais em dezembro. E na mesma comparação, os investimentos caíram 12%.
Vejam o que ocorreu em 2003/2004 e projetem para 2009/2010. O patamar de juros é outro, bem mais baixo, mas a curva deverá ser a mesma.
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Essa notícia é um banho de agua fria nos defensores da alta na taxa básica de juros. Com esse crescimento como defender uma medida dessas? Aliás por ser o próximo ano um ano eleitoral muito provavelmente haverá pressões de todos os lados para que o BC caminhe para baixo com a selic. É esperar para ver!
“Na primeira revisão, o IBGE reduziu a taxa de crescimento sobre o primeiro trimestre do ano de 1,9% para 1,1%. Significa, em termos anualizados, que, em lugar de ter crescido, no segundo trimestre, 7,8%, a economia avançou 4,4% – pouco mais da metade.”
como confiar nos dados de um governo que tem como costume a manipulação e a mudança na forma de coletá-los ????????
será que o IBGE não virou um IPEA ????
depois do que foi feito no IPEA ….qualquer coisa é possivel…..
aperta daqui….expurga dali….até dar alguma coisa positiva…..
maneira de governar do PT…..
“não importa o que é….e sim como podemos fazer parecer ser “
Ué???
A revisão foi pra baixo, se o governo quisesse manipular algum dado seria melhor que fosse para cima,
ou não?????
tava tão super-estimada que tinha que baixar….sob risco de ser desmentida e ficar patética…..
Essas revisões (para cima em dois trimestres e para baixo em outros dois) são conequencia da revisão maior do PIB de 2007.
É assim desde que o IBGE é IBGE.
Se lerem ‘Dados podem gerar erro de diagnóstico’ do GUSTAVO PATU na Folha de hoje, entenderão.
“Desta vez, o que ajudou a derrubar as análises e as projeções do governo e dos especialistas foi a revisão dos resultados de 2007, tradicionalmente feitas no terceiro trimestre, quando informações mais detalhadas chegam ao IBGE.
Há um mês, anunciou-se, sem alarde, que o PIB de 2007 crescera 6,1%, e não os 5,7% calculados antes. A partir daí, foram revistos os dados de 2008, e descobriu-se que o crescimento do terceiro trimestre fora de 7,1%, e não de 6,8% -o que explica parte dos erros nas previsões.”
Até parece que estamos todos (economistas e jornalistas) gostosamente satisfeitos com uma taxa SELIC de 8,75% a.a. para inflação ainda baixa. O resultado da atual conjuntura é uma expectativa de alta dos juros (taxas no mercado de futuros). O mercado está a antecipar um repique inflacionário ainda em 2010! O governo é “o” problema, e não mais parte dele. Gasta prodigamente com vistas às eleições e a economia que se “exploda”. Nada de priorizar o investimento em infraestrutura. O consumo está sendo suplementado pelas importações e isso mantém os preços estáveis. Essa é uma situação recorrente para o Brasil em ano eleitoral, que agora tem o fortalecimento do Real motivado pela falta de opções de investimentos ao capital global. E haja aplicação no mercado financeiro por diversas vias. . .
Tudo o que o Ministério da Fazenda fala deve ser filtrado dez vezes por alta propensão à manipulação!!! Sabemos disso mesmo sem ser jornalista nem economista. Melhor observar os comunicados do BACEN (…)
Nada de priorizar investimento em infra-estrutura? E o PAC seria o que?
PAC é uma piada….não representa nada…..em relação ao PIB…teve que incluir investimento da Vale e da petrobrás….. que já eram metas internas de empresas de capital aberto….
ainda pegou emprestado investimentos de alguns estados…as contrapartidas e somou junto…..
peça de campanha ….só isso
não consigo acreditar que alguem que se considere minimamente instruido…ainda acredite em piadas como PAC….minha casa minha vida….prouni…..fome zero…..
eterna campanha….
e o lulinha ainda vem tirar onda aprovando a medida que trasforma corrupção em crime hediondo…..
vai mandar todos os cumpanherus do mensalão pra cadeia???
hipócrita …..essa atitude mostra falha de carater…..
Por favor, PAC é um programa de obras. É óbvio que seu impacto não pode ser medido pela comparação do montante investido em relação ao valor total do PIB.
compare com qualquer coisa ….
não muda nada…o fato é que deram nome a uma peça de campanha …só isso
Guilherme, o PAC não é somente uma “peça de campanha”, muitas obras fundamentais para a infra-estrutura do país estão sendo realizadas com recursos desse programa. Aliás, tanto não é peça de campanha que você sequer sabe disso. Pode acreditar que se o governo quisesse teria ali muito material para fazer propaganda na tv, inclusive de obras aqui em São Paulo.
então tá….
me diz como seu lulinha fez o PAC….????
foram desviados recursos de que rubrica…???
vieram novos recursos de onde ????
se não há resposta para essa pergunta então é peça de campanha …
obras já previstas e incluidas no orçamento , ou investimentos da vale e petrobras….que são 80 % do montante total do tal PAC ….transformadas em PEÇA DE CAMPANHA….. só isso…
Se a intenção fosse unicamente fazer campanha, Guilherme, não seria precisa criar um programa especial amarrando a aplicação dos recursos ao objeto pretendido, isto é, o desenvolvimento da infra-estrutura nacional. Para que todo esse trabalho? Poderia simplesmente usar o nome das empresas existentes semelhante ao que faz o governo de São Paulo que usa as marcas Sabesp e Metrô para fazer propaganda de obras que seriam feitas de qualquer forma, não é mesmo?
tudo bem….
mas me diz qual é o programa????
criou-se uma verba nova ???
vc realmente sabe o que é o PAC???
não foi criado nada….
reuniram algumas ações que , ou já existiam ou estavam previstas e deram nome de PAC…..
criaram mais um filho pra dilminha ternurinha…
não tem programa de obras…..
o governo investe uma ninharia ,,,,perto do que era necessário….para sustentar um crescimento real
lulinha gasta muito mal….a unica diferença é que ele tem mais dinheiro que qualquer outro governante anterior….e faz um alarde muitissimo maior que todos os outros juntos….é só ver as verbas de propaganda
Guilherme, eu não sou contadora e não sei nada de classificação contábil de recursos, o que eu sei é que aqui na minha mesa despenca um monte de requisições de contratação cujos recursos vêm do PAC. Essas contratações sairiam sem o PAC? Pelo histórico que conheço não. Por isso é que entendo o programa menos como uma ferramenta eleitoreira que como um mecanismo contábil que “obriga” a aplicação de recursos especificamente em obras de infra-estrutura. Talvez você ache pouco, mas certamente entre essas obras que você despreza devem existir algumas que estavam há pelo menos 30 anos na fila. Por que não sairam antes se eram coisas tão simples? E, honestamente, você se incomoda tanto com as propagandas do governo de São Paulo sobre obras que deveriam ser feitas de qualquer forma quanto se incomoda com o PAC cujas propagandas estranhamente não vejo na tv ou em qualquer outra mídia?
Só acrescentando que obras de infra-estrutura são historicamente relegadas porque, normalmente invisíveis, não são capazes de atrair tantos votos quanto certas perfumarias que se vê por aí até cansar.
obras relegadas…????
em que pais vc vive ????
de onde vc acha que vem o dinheiro das campanhas ????
do bolso do nobre lulinha/??
vc acha que ele vai vender as fazendas do Pará ????
“obriga” a aplicação de recursos especificamente em obras de infra-estrutura.”
quanto mais eu rezo…….
Ai meu deus, dai me paciência…obras de infra-estrutura não significa a ampliação da marginal Tietê, o alargamento da calha do Tietê, a ampliação do metrô, Guilherminho. São redes de água, de esgoto, de águas pluviais, tratamento de esgotos, estradas em Estados pobres e nas quais não se poderá cobrar pedágios escorchantes, coisas desse tipo, entende?
É disso que se trata o PAC.
claudinha….
vou te passar um dever de casa…..
vá ao site do contas abertas , e pesquise sobre gastos com saneamento basico…..
vou te adiantar alguns dados…..
em sete anos de lulinha ,apenas 41,3% do orçamento foram efetivamente gastos…..ou seja 58,7% do que o proprio governo se comprometeu a gastar com esgotos , foram desviados ……
só este ano , dos 3.1 bi previstos , apenas 1.35 foram gastos……
isso porque 47,5% da população brasuca não tem esgoto…..
vou te dar outro dado…..morre-se muito mais de desinteria do que de fome nesse pais……
a falta de esgotos e de higiene basica mata mais que a tal fome da propaganda eleitoral lulense….
outra informação importante…..esses esgotos vão pra natureza e causam um dano ambiental maior que o tal desmatamento………
e pior compromete as fontes de agua que os nossos filhos irão beber…..
então vc me diz que lulinha faz coisas que não aparecem????????
obras que não dão propaganda?????
essa semana ele falou em tirar o povo da merda……
a mesma em que ele colocou por ter cortado averba de saneamento basico……
por falar em merda….ele tbm falou sobre corrupção…..como se o mensalão nunca tivesse existido…..
tire suas conclusões…..
O Paulo Guedes respondeu a SUA lição de casa que você espertamente tenta passar aos outros mas mesmo assim vou deixar minha contribuição. A coisa funciona assim, o governo de São Paulo, por exemplo, por si próprio ou através de suas empresas (autarquias, economias mistas, etc) resolve contratar uma determinada obra, digamos, a construção de uma estação de tratamento de esgotos para a qual evidentemente precisará de recursos financeiros. O PAC disponibiliza uma linha de crédito facilitada e preferencial para esse tipo de obra. Mediante determinadas comprovações o governo de São Paulo vai lá e toma esse dinheiro, E assim para qualquer governo estadual ou municipal que são as autoridades legítimas as quais cabe decidir como, quando e quais obras públicas serão realizados. Ou seja, essa linha de crédito chamada PAC não pode obrigar o governo municipal ou estadual a utilizar a grana disponível, somente pode auxiliar financeiramente os setores que quer ver contemplados. Então, Guilherme, sinto muito lhe informar que o índice de utilização dos recursos não é culpa do Lula.
E a crise internacional, não tem qualquer peso sobre esses números?
Não adianta refutar o Guilherme, ele já tem opinião formada.
concretada….pelo PAC
Um dos problemas de desembolso de recursos do PAC é a falta de projetos de infra-estrutura. Simplesmente, por falta de recursos ou vontade política de achá-los, desde os anos ’80 o país – esfera federal, estadual e municipal – deixou de projetar. Qdo o governo federal lançou o PAC, prevendo investimentos maciços – em termos de Brasil – em infra-estrutura, ninguém tinha projetos atualizados para implementar. E pior, aqueles q poderiam fazê-los, na maioria já haviam vestido pijama e sentado na varanda. Esgoto, tratamento de água e drenagem são responsabilidade de estados e municipios. Cabe a essas instancias prover projetos e buscar recursos para implementá-los. O PAC analisa a viabilidade dos projetos apresentados por estados e municípios e provê os recursos necessários para viabilizá-los. Ou seja, o governo federal fomenta o desenvolvimento, quem vai aplicar e gerenciar os recursos são os parceiros estaduais e municipais. Por exemplo: o Rodanel paulista. Tem recursos federais (25%); estaduais (25%) e privados (50% – via concessão onerosa do trecho já em uso). Sem os recursos federais, dificilmente o estado teria condições de executar a obra – pelo menos não para as eleições de 2010.
Ou seja, o PAC está trazendo um outro benefício ao país: a necessidade de projetar o amanhã.
E prá terminar: se o PAC é só um programa eleitoreiro, q não vai a lugar nenhum, pq toda essa preocupação em desmerecê-lo?
Vamos a um aspecto específico da incompetência dessa administração quanto a investimentos em infraestrutura. Vejam que não estamos considerando o PAC como um PLANO DE AUMENTO DA CORRUPÇÃO. Apenas focando a questão sem emoção política. A Infraero está reduzindo o número de pousos e decolagens em nos aeroportos de São Paulo, Rio, Minas e outros por falta de investimentos em infraestrutura. Será que só agora o Ministro da Defesa e o Comando da Aeronáutica descobriram essa grave falha de gerenciamento decente dos investimentos em infraestrutura aeroportuária ??? Há um projeto para uma grande cidade aeroportuária em Natal, RN para funcionar como um centro de distribuição de frete aéreo de importanção e exportação, um grande aeroporto de passageiros de turismo para as viagens de e para a Europa,África e Costa Leste Norte-Americana. A obra se arrasta a vários anos com orçamento magro pelo pequeno apelo para fins do “vale-tudo” eleitoral . . . O mesmo vale para o portos marítimos, para as estradas, etc para ficarmos apenas na área de logística e transportes. Creio ser desnecessário falar muito sobre esse “buraco negro” a destruir a competitividade brasileira nos mercados globalizados. Lamentável!
O PAC, que era para blindar e acelerar a economia, está deixando o crescimento que está divulgado para 2009, até o terceiro trimestre. Quanto à crise internacional, fica cada vez mais claro que não foi marola e ainda há reflexos.
A junção de câmbio valorizado e juros altos começa a ter seus efeitos na economia, com visão mais crítica, avaliados até mesmo por economistas ligados ao governo.
Pagar juros internos de 8,75% a.a. e com esse dinheiro comprar títulos do govêrno americano e receber um rendimento de 0,25% a.a., custa ao país 8,5% de 230 bilhões e dólres ao ano, que equivale a 19,5 bilhões de dolares ou 34 bilhões de Reais que é mais de três vezes mais que a Bolsa Fámília da qual o governo tanto se gaba.
Esta é sem dúvida a Bolsa Banqueiro, que a Senadora Heloisa Helena cansou se businar nos ouvidos do nosso Senado, que fez ouvidos moucos.
Muito mais do que 17 vezes o déficit, de 2 bi causado à previdência, se desse um “reajuste”, cujo nome correto é reembolso do saque aplicado aos aposentados da iniciativa privada brasileira, vez que os aposentados do serviço público, responsáveis por 84% do déficit da previdência, continuam recebendo reajustes automáticos simultâneos aos reajustes da ativa, como se nela estivessem.
Muito mais de três vezes, os 13 bi alardeados pelo nosso govêrno para investimentos nesse ano de 2.009.
Outra verdade é aquela que diz que a 2º taxa de juros mais alta do mundo é causada pelo déficit orçamentário provindo do inchaço da máquina pública para contratar militantes do PT, que recolhem aos cofres do partido até 20% dos seus salários, nunca pela demanda, pressão do consumo, risco de inflação, ou qualquer outra explicação que queiram dar.
Pode-se argumentar que: a estabilidade do dolar pode garantir a atividade econômica e a quitação dos financiamentos mais caros do mundo, bem como os depósitos bancários e a estabilidade do sistema.
A venda das nossas divisas e o resgate dos títulos da dívida interna, daria liquidez ao Real, baixaria os juros e estimularia os investimentos da iniciativa privada e portanto o afrouxamento da política monetária e nos levaria ao progresso.
O tempo dirá o que teria sido melhor.
Quer dizer que o déficit orçamentário federal é causado pelo inchaço da máquina com militantes do PT?
waaaaaal. Vou me filiar no PT, agora mesmo.
José Paulo Kupfer,
Concordo com sua resposta, enviada em 10/12/2009 às 16:16 para comentário de Alexandre Porto de 10/12/2009 às 11:47, principalmente quando você diz:
“Queda em relação a 2008 não é um indicador tão interessante quanto a alta em relação aos trimestres anteriores, pois mostra o que vem ocorrendo depois do pico da crise”.
Só que se meu comentário tivesse sido enviado eu teria pregado o mesmo alerta de Alexandre Porto. Para mim, a fatalidade da alta de juro em 2010 não foi derrubada porque o consumo cresceu expressivos 2%, a indústria cresceu preocupantes 2,9% e a agropecuária decresceu. Ai há para mim ingredientes de inflação. Até porque a queda da agropecuária além de diminuir a taxa do PIB é inflacionária, pois significa menos oferta.
Eu até que sou defensor da inflação, mas como fico sozinho no mundo na defesa da inflação não me preocupo muito com a minha causa (Roma locuta causa finita). Assim, procuro entender a razão daqueles que dizem que a inflação é um inimigo a ser exterminado. Eles querem acabar com a inflação por razões políticas. A inflação dá ao povo a percepção de que o governo é corrupto e que está em conluio com os empresários que aumentam o preço ao bel prazer deles. Assim é de interesse do governo manter a inflação baixa.
O grande problema que eu vejo nesse modelo de combate à inflação um tanto no estilo “Stop and Go” é que se o crescimento fosse continuado haveria tendência crescente nos investimentos. Os empresários demoram a tomar a decisão pelo investimento. Quando eles começam a tomar há um aumento do juro. Por isso que penso que para atender aqueles que querem combater a inflação pelo malefício político que a inflação alta causa ao governo, deve-se antecipar o processo de combate à inflação, subindo o juro no início da retomada, ou antes que a retomada ganhe fôlego maior de tal modo que o crescimento no início de uma arrancada seja mais lento e lá na frente quando ele for maior os investimentos estejam também no pico.
Só que a decisão é política. O governo quer saber qual é a maior taxa de geração de empregos que se pode ter nas vésperas da eleição com a inflação mais baixa possível sendo indiferente a taxa de juro, pois a população sente se há ou não geração de emprego, sente ou não se há aumento de inflação, mas não sente o tamanho da taxa de juro. Infelizmente essa montagem pode gerar dividendos políticos mas ser ruim economicamente para o país, exatamente pelos efeitos na taxa de investimentos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/12/2009
A questão da queda do PIB agropecuário se deve mais a questões de menor demanda internacional e não tanto de oferta. Vide queda das exportações. O grande problema da agropecuária é outro: falta de planejamento estratégico (anticíclico). Por exemplo: quando há excesso de um determinado produto e queda de preços, ou falta e elevação, era hora do governo intervir; porém infelizmente isso até ocorre, mas de forma muito tímida, sem visão estratégica de longo prazo. Digamos que haja excesso de produção de leite. Era hora do governo diminuir impostos de consumo do produto e incentivar o consumo, por exemplo, na merenda escolar. Com tanta TI, será que não ficaria fácil de se acompanhar tudo isso. Depende muito mais de decisôes políticas e planejamento. Me irrita quando vejo o Brasil importando, por exemplo, algodão. Que absurdo! Mas sabem por que disso? Falta de planejamento estratégico. Onde está o estoque regulador?
Márcio Martins (12/12/2009 às 18:40),
Há falhas do governo na questão da agropecuária, mas, falo até como um pequeno produtor no nordeste de Minas Gerais, é difícil o governo conseguir um caminho que o afaste de políticas enganosas para o setor.
Primeiro, o setor agropecuário em todo o mundo tem uma tendência a ter cada vez mais menor participação no PIB. Quanto maior for a taxa de crescimento maior será a queda na participação. Na China, por exemplo, nos últimos 30 anos essa participação quase que foi pulverizada.
Segundo é um setor que o governo tem que durante uns vinte anos ainda estabelecer uma política de incentivo a agricultura familiar para desafogar a imensa concentração populacional nos grandes centros urbanos.
Terceiro, só quando o PIB da agricultura for praticamente desprezível na composição do PIB total o país tem condições de fazer uma política de subsídio indispensável para o setor ser atrativo como é a indústria e os serviços. Enfim, a política de subsídio adotada pelos Estados Unidos e pela Europa é a política correta até para atender a demanda mundial de alimentos. Se não houver o incentivo, as melhores terras do mundo: as planícies dos Estados Unidos, as planícies da Europa e também as da Ucrânia e Rússia e as da China não serão aproveitadas e a produção de alimentos no mundo será deficitária. Os preços dos alimentos subirão ao ponto de não atrair a produção das áreas mais férteis, mas ao ponto de matar de fome as pessoas mais pobres.
E quarto, para um país ainda na etapa de pais em desenvolvimento, em que o mais recomendável seria uma política de crescimento puxado pelo mercado externo via desvalorização da moeda (A esquerda até recentemente favorecia o crescimento induzido pelo mercado interno), e que tem um grande potencial agropecuário é necessário fazer a taxação das exportações para que não favoreça muito um setor já bastante concentrador de renda e evite que os lucros do setor forçam uma valorização da moeda que prejudique o setor industrial.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/12/2009
GUILHERME L (10/12/2009 às 16:18),
Você tem toda razão em ficar desconfiado. eu também desconfio, mas acho que no curto prazo o governo tem todo o direito de realizar essas jogadas se elas trouxerem benefícios para o país.
Assim, se no primeiro momento ele aumentar a taxa de crescimento do PIB do segundo semestre para incentivar o empresário a fazer investimento e agora no terceiro trimestre ele manipula a taxa para ficar menor de tal modo que não amedronte o Banco Central e isso trouxer um crescimento mais contínuo para a economia não seria de se aplaudir a manipulação?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/12/2009
os fins justificam os meios??????
muito arriscado pro meu gosto……
esse governo não usa manipulação em prol do pais…..só pelo projeto de poder do zé dirceu…
Pemita-me, mas manipulações não devem ser aplaudidas nunca.
Guilherme l (11/12/2009 às 10:54) e Swamoro Songhay (12/12/2009 às 15:20).
Concordo com vocês. Pensei apenas sob o aspecto de investimento e controle do juro e o benefício que isso poderia gerar para o Brasil. E levei em conta que os dados do IBGE são provisórios e sobre um passado já um tanto distante, podendo ser corrigidos na primeira oportunidade de apresentação de dados definitivos.
Para que a manipulação não seja utilizada com outras intenções o melhor é afirmar como Swamoro Songhay e dizer que as “manipulações não devem ser aplaudidas nunca”. De todo modo, o governo pode fazer um outro tipo de atuação. Antes a informação sobre o PIB de um trimestre era repassada na última semana do segundo mês após o trimestre agora é na segunda semana do terceiro mês. Nesse período o governo pode criar expectativas falsas para induzir algum comportamento. O governo corre o risco de ficar desacreditado, mas sabendo usar ele pode tirar bons proveitos para o país sem manipular dados.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/12/2009
Como é que muitos aqui estão dizendo que o PIB mostra investimento em queda se a taxa foi de 6,5% de investimentos?
Muitos economistas estavam achando errado as desonerações do governo dizendo: se há crescimento para que desonerar? Quando é agora estão criticando o governo por prometer um PIB maior e ele vir menor. Ora os analistas deveriam enxergar o que estava acontecendo. Porque ninguém suspeitou falando: Se o governo está aumentando as desonerações e incentivando o consumo e com isso a produção tem alguma coisa aí.
O Governo sabe muito bem o que está fazendo e os analista precisam saber ao menos perguntar ao ministro: Se há crescimento porque a desoneração? Ele responderia: Queremos que o país cresça mais.
Ao menos os comentarista não estariam se achando uns bobos agora com uma resposta tão óbvia.
É de comentários como esse que se vê que há vida inteligente (analítica) na Net. Parabéns!
Seria interessante também tentar saber se o Governo tinha dados suficientes para crer em crescimento melhor em 2009, como anunciava. Ao que aparenta, também foi pego de surpresa.
Que numero otimo ! Tão ruim que é otimo !
O do proximo trimestre deveria vir mais baixo , pior ainda !
E o acumulado do ano , deveria ser mesmo negativo !
Para ver se o pessoal da ponte de comando enxerga que :
- o que passou foi o panico . a crise só começou
- desoneração de 0,2% do pib na carga triutaria é uma piada gorda num pais em que a carga tributaria é de 40%
- segurar o real valorizado é uma utopia que só vai levar a um desastre maior . desvalorização JÀ .
- a guerra de vaidades entre Bacen e Min Faz tem que acabar em prol do BRAZIL
- a População tem que ser mais importante do que a ELEIÇAO
- temos que parar de tentar resolver os problemas lá de fora e , pensar e resolver os NOSSOS problemas . Como a China esta fazendo .
- temos que jogar no lixo TODAS as normas destinadas a conter o nosso desenvolvimento , doa a quem doer .
Lá na frente , consertamos os estrago .
Ainda dá tempo . É só querer !
jpk ,
perdão pelo comentário off-topic…..como vc gosta de usar….
mas é irresístivel…..
esse governo será marcado por alguns grandes MICOS…..NA VERDADE MAIS PRA KING KONG…..
a eleição do severino cavalcanti….de longe o maior de todos….
mas o zelaya pedindo pra sair….acaba de incluir a trapalhada “honduras “no “top five” do governo…..
vejam como estamos expostos à comunidade internacional…….
confundir esquerdinha de sindicato com politica externa…….é muito arriscado….e dá nisso….
parabens marco aurélio top-top garcia…..por mais um vexame em que vc nos coloca…..
só falta almadinejad declarar guerra aos EUA…..aí ia ficar lindo……
vou iniciar uma campanha….marco top-top para embaixador em cuba……..
e pode levar o cocho e o nassif como assessores…..
para assuntos charutisticos……..
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Infelizmente o Banco Central ganhou e o Brasil, mais uma vez, perdeu por dar atenção a esses “magos do mercado”.
Baião de dois
A política fiscal expansionista não deveria incentivar a demanda agregada com um todo? Por que os investimentos não estão reagindo?
Caro Felipe,
E quem te disse que o investimento não está reagindo? Chegou 17,7% do PIB neste terceiro trimestre e tinha batido em 16%, no trimestre anterior. E a tendência, segundo todas as projeções, é ficar mais alto nos próximos trimestres.
Abrs
Caro José Paulo
Não sou economista. Daí a dúvida. Esta estória de “anualizar” a taxa da inflação não vai ressuscitar uma tal de “inflação inercial” que tínhamos no passado ?
Alberto Neto,
Não vai, não. Isso é só um modo de interpretar o movimento dos índices de preços.
A inércia depende de um mecanismo que retire dos preços os efeitos da conjuntura de mercado. Como era a nossa correção monetária, que corrigia preços administrados por um fator anterior, independentemente da maior ou menor demanda e/ou oferta.
Ainda há um pouco de indexação na economia brasileira, mas, a partir do Plano Real, é muito menos generalizada do que era.
Abrs
Com permissão para observações sem muita relação com o tópico. Não dá para entender conceitos emamnados em comentários que associam empresas públicas estaduais, notadamente de São Paulo com verbas federais. Sempre que há obras com a participação de recursos federais há placas indicando o valor da obra e os respectivos órgãos federais e estaduais participantes do projeto. As placas são públicas. Colocadas onde as obras estão sendo realizadas, além de publicadas no DOU e presentes no OGU. É lei. Da mesma forma, quando obras em municípios, governados ou não pelo partido do governador ou aliados, recebem recursos do Estado, há a divulgação pública (placas, DOE, Orçamento Estadual etc.). É lei. Ainda cumpre esclarecer que repasses de verbas, convênios, aval da União para financiamentos a estados ou municípios etc. não são benesse alguma. São preceitos legais que devem ser seguidos por qualquer governante. Não mencionar isto é no mínimo querer mistificar ou querer transformar o irrevogável em revogável.
Correção: emanados. Se o PIB não cresceu o previsto ou o desejado, inclusive pelo tão demonizado “mercado” que alinhou-se com as expectativas do Governo neste caso. Tal fato deve ser saldado como um choque de realidade. Pode ser que a retórica ceda algum lugar à coerência e à coragem de assumir que há o que ajustar na economia e que o que for adotado não terá efeito neutro. Haverá prejudicados e favorecidos. O problema é que parece estar-se vendendo que sempre haverá só beneficiados por qualquer medida adotada na área econômica.
Estamos “deitando falação” sem que tenhamos lido os comunicados e atas das reuniões do COPOM e demais documentos técnicos e sérios do Banco Central do Brasil. Os ministros ocupam cargo “político”. E, nessa administração, o sofisma grassa livre adubado pela irresponsabilidade e pelo descompromisso com os resultados no futuro. Lembrem-se do que disse o SR. José Sérgio Gabrielli no programa Roda-Viva da TV Cultura de São Paulo há alguns meses: “A estratégia para a eleição de Dilma é a do VALE-TUDO” . . . Não sei se fui muito claro . . .
joseph pulitzer, o sr. sergio gabrielli é uma pessoa que tem de ser perdoado,ele é “complexo” no caso da petrobrás na bolivia ele teve um enredo fraco. afinal a coisa não foi explicada. ele têm mesmo que ir para o vale tudo, com o seu partido para eleger a amiga da roseane sarney. dilma não eleita, não só ele, o povo vai alcançar o valor correto do prejuízo do nosso patimônio na bolivia, e outros fatos relevantes, que o pt. e a famosa “base” não permitem na cpi da petrobrás vir ao conhecimento do povo brasileiro. outra contribuição que o sr. sergio poderia dar ao brasil, parar de sujeitar os brasileiros a tanta propaganda da estatal. reduzir o percentual para os gastos em propagana seria um atitude a ser tomada num futuro proxima, ai os sergios deixariam de falar tolice.
meus caros amigos, fico feliz da oportunidade que todos têm de se manifestarem. fico preocupado com o vai e não vai do nosso ministro mantega. ele fala pelos cotovelos, devia ser mais discreto e não atropelar as coisa. o pedro malan precisava pegar este barco, que pode ir a deriva, ai quem ganhar a eleição vai naufragar em aguas profundas. não se trata de criticar o gov. pac “programa de aceleração a corrupção” mentiras sob pib, empregos, não vai levar este país a nada. vamos trab. pelo longo prazo com segurança, precisamos da infra estrutura com investimentos de retorno. veja o exemplo da agricultura todo ano é a mesma coisa, produz, não tem ponte, estrada, porto congestionado e preços. fala-se em safra maior de 4% em relação a anterior, o fato relevante é que não tivemos uma tecnologia de adubação correta, a aplicação dos fertilizante chega a 25% menor em relação a safra passada. os calculos da conab estão sendo feitos pela area plantada, que de fato aumentou, e a produtivida? só para clarear o numero de hectares sem adubação nesta safra ultrapassa a 10 milhões. o gov. gasta muito em programas sem retorno, quer o imediatismo fico pensando como pode pensar somente na vaidade de eleger o suscessor, e o país! o que vai oferecer nos proximos anos a sua população? tenho viajado e recebo informações de outros países, o engodo aqui é muito grande, lá fora nem sabem quem é lula, só aparecemos em razão do bom futebol, alias nossos jovens estão pagando mico, estudando e têm que sair, e pegar o que oferem, com salários ridiculos. vamos pensar brasil, e deixar a demagogia e vaidade fora do contexto.
José Paulo Kupfer,
Esquecendo o problema do IBOPE ter feito a pesquisa sobre a popularidade dos presidenciáveis e do governo Lula antes da divulgação do PIB, mas na expectativa de que o crescimento do PIB fosse alto, e não dando atenção para o fato de que em março quando a queda do PIB seria alto o IBOPE preferiu fazer a pesquisa depois que os jornais deram a repercussão da queda e não lembrando que o IBOPE aproveitou que fazer a pesquisa exatamente quando o PSDB fez a propaganda eleitoral na televisão e algum partido que maldosamente não se identificou fez propaganda contra a Dilma não é de se admirar o novo padrão de exigência dos jornalões brasileiros que deram o resultado de um crescimento anualizado de 5,2% como pífio? Antes de Lula todos noticiariam que o crescimento foi assombroso.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/12/2009
José Paulo Kupfer,
O que mais favoreceu para que eu fosse também enganado nas expectativas foi ter aceitado o crescimento de 1,9% do segundo trimestre em relação ao primeiro como sendo um dado real. Aqueles valores estavam absurdamente altos. Se em um ano você tem um crescimento de 10% e no ano seguinte você tem um crescimento de 10%, esse crescimento de 10% no ano seguinte é bem próximo do crescimento que de fato existiu. No entanto se em um ano o crescimento é zero e no ano seguinte o crescimento é 10% na verdade o crescimento de 10% corresponde a quase um crescimento de 20%.
Assim se no primeiro trimestre o PIB tivesse ficado aproximadamente estagnado, o crescimento de 1,9% do primeiro para o segundo que corresponde a 7,6% anualizado na verdade deveria ser considerado como se tivesse sido um crescimento de quase 3,8% que daria 15,2% anualizado. Esses valores seriam absurdos e um analista mais atento deveria duvidar da qualidade deles. Espero que o erro tenha sido sem culpa e se por culpa que tenha sido por imperícia ou negligência e não tenha sido com a intenção de se criar uma espírito febril de investimento muito bom para o país, mas evidentemente a custa do engodo dos espíritos mais ingênuos e da prática da manipulação de dados que conforme disseram Guilherme l em 11/12/2009 às 10:54 e Swamoro Songhay em 12/12/2009 às 15:20 junto ao meu comentário de 11/12/2009 às 01:59 não se trata de prática saudável.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/12/2009
fui fura fuba fofo e acabei me ????????
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