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15 de Abril de 2010

 

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Parafusos espanados

24 de janeiro de 2012 | 11h57

José Paulo Kupfer

Sempre que se instala um período de valorização do câmbio – e esse tem sido um evento recorrente na história econômica brasileira recente -, recrudesce a polêmica sobre a tendência à desindustrialização no Brasil e a necessidade de “políticas industriais” capazes de revertê-la. É um debate sem fim e, pior, sem resultados práticos.

O indicador da suposta desindustrialização, de aceitação mais ou menos generalizada, é a gradual redução da participação da indústria no PIB. De fato, em 30 anos, a fatia da indústria caiu pela metade – de 30%, em 1980, para pouco mais de 15%. Nesse período, a indústria brasileira regrediu de uma produção que superava China, Coreia do Sul, Tailândia e Malásia somadas para apenas 15% do total do que elas produzem hoje.

Existe um diagnóstico também genérico a respeito do fenômeno. Ele se deveria a perdas de competitividade relativa, que dificultam exportações e facilitam importações substituidoras de produção doméstica. Daí em diante, porém, ninguém se entende.

De um lado, há quem encare essa situação com um misto de conformismo em relação à trajetória do câmbio, uma visão benigna do avanço dos serviços em detrimento da indústria no perfil da economia e críticas ao “custo Brasil” – conjunto de obstáculos tributários, trabalhistas e burocráticos muito maiores que os existentes nos competidores.

Há, de outro lado, os que concentram o foco da perda competitiva nos movimentos das cotações do dólar, recomendando compensá-la com ações de política cambial, defesa comercial e medidas específicas para as indústrias afetadas.

A verdade é que concluir que o País evolui para uma economia de serviços, replicando as sociedades pós-industriais, soa tão enganoso quanto insistir no ativismo cambial e no protecionismo comercial. Uma consulta às tabelas de ocupações e rendimentos por atividade do IBGE realça a esquisitice da tese da “economia de serviços”, ainda que os serviços já respondam por 70% do PIB e das ocupações. O que se constata é que essa “economia de serviços” é uma economia de serviços precários demais e dinâmicos de menos – trata-se antes de uma patologia derivada da baixa qualidade dos empregos e da mão de obra disponíveis.

Um terço dos trabalhadores do setor de serviços, no Brasil, é remunerado, em média, com menos de 2 salários mínimos mensais e metade não ganha mais de 3,5. Na economia americana, verdadeiramente pós-industrial, pelo menos um terço das ocupações remuneram, em média, dez vezes mais.

Também as “políticas industriais” de caráter protecionista parecem desprezar o processo de adensamento e alongamento das cadeias de produção industrial, com terceirizações, outsourcings e integrações típicos dos serviços.

A moral dessa história toda é que a polêmica da política industrial acaba se parecendo com o esforço para soltar um parafuso espanado – a insistência no método convencional só resulta em perda de energia.

É preciso formular e aplicar políticas para a indústria – como, aliás, é costumeiro em todos os cantos do mundo -, mas para a indústria de hoje, não a de ontem. Muitíssimo arriscado deixar a economia atrelada a fatores externos – no caso atual, cotações de commodities nos mercados externos e ingressos de recursos externos que vazam de um anômalo excesso de liquidez global.

Só que, para tanto, talvez não baste atacar distorções tributárias, trabalhistas, financeiras e burocráticas. Nada disso, nem em conjunto com taxas de câmbio desvalorizadas, impedirá perda de mercados, dentro e fora do País. Diante dos novos processos de produção, uma política competitiva eficaz terá também de alcançar o setor de serviços, abrindo espaço a empregos de mais qualidade, agregadores de valor à produção industrial.

Exemplo disso é o da indústria têxtil e de vestuário. Inútil competir com os chineses em tecidos básicos e camisetas padronizadas. Ou, como fez o governo, recentemente, baixar pacotes específicos de proteção. Mas, e se a indústria buscar mais valor, produzindo artigos de grife ou design diferenciado? Não é essa a explicação para o êxito internacional, com ou sem chineses, câmbio, carga tributária e todos os demais et cetera, da “moda praia” brasileira?

O poder de competição, nos tempos atuais, continua a depender do câmbio, de um ambiente propício aos negócios e de mão de obra qualificada. Depende, porém, mais ainda da integração das cadeias produtivas, nas quais a indústria desempenha o papel crucial de elo indutor de mais e mais partes interdependentes.

* * *

Aviso aos navegantes:

Vou dar uma saidinha, mas já volto. Na próxima terça, estou aí.

 

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288 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Alexandre

    Ai,Ai JPK, vou tentar:

    .A indústria nacional nunca foi instalada para fins de exportação e sim para atender o mercado interno

    .Este mercado interno nunca prosperou como devia por inúmeros motivos.

    .Foi um dos únicos setores que geravam e pagavam impostos, carteiras assinadas

    .O setor de serviços cresceu pela formalização

    .A produção agrícola cresceu mais, diminuindo a participação.

    .Os crescimentos brasileiros são de ciclos curtos e abruptos = dependencia da importação

    .A produtividade brasileira é baixa.

    .Os movimentos sindicais e encargos dificultam maiores investimentos

    Será o cambio que irá compensar tudo isto e mais algo que não mencionei?

    Insisto, na fase que o Brasil está, tem que haver protencionismo mesmo em muitos casos.

    O cambio ´´baixo´´ ajudará em muito nos investimentos, além de tornar maior o valor agregado das commodities exportadas e menor nos importados.

    • Enviado por: Alexandre

      Assim também como outros batem numa variável específica, eu vou bater na inflação.

      Voces não tem idéia do atraso que este indicador provoca nos investimentos de longom prazo, que é o que deveria ser discutido aqui.

      Não é o cambio, é estabilidade economica, da moeda, dos preços, é trabalho de formiguinhas e não de elefantes.

      • Enviado por: Alexandre

        Tem outro porém, no caso brasileiro deveríamos nos referir à indústria instalada aqui. Indútria nacional, nem todas. Não é nacionalismo, apenas um fato.

  2. Enviado por: Mario Pw

    “A verdade é que concluir que o País evolui para uma economia de serviços, replicando as sociedades pós-industriais, soa tão enganoso quanto insistir no ativismo cambial e no protecionismo comercial. ”

    MUITO BOM Kupfer.

  3. Enviado por: Mario Pw

    OK concordo:
    “É preciso formular e aplicar políticas para a indústria – como, aliás, é costumeiro em todos os cantos do mundo -, mas para a indústria de hoje, não a de ontem. ”
    Falando em indústrias e práticas de ontem, olhe as contas que vão cair ainda.

    http://www.valor.com.br/brasil/2489416/quando-emprestimo-vira-receita-primaria

  4. Enviado por: Carlos Eduardo

    Estranho é falar de indústria brasileira! é até covarde atribuir a nossa moeda a imcopetencia de nosso povo! soma-se a isso:

    – Impostos absurdos, encarece tudo no país.
    – O governo intrusivo, que decide quem vai ter sucesso ou não!
    – Burocracia ou seria burrocracia?, encarece o processo e com tempo da empresa.
    – Falta de competencia intelectual para gerir e para desenvolver, oque encarece qualquer processo no Brasil.

    Num mundo globalizado e feito de inovações e que volta a olhar para patentes “sopa”, falar em industria no Brazil é ridiculo!

    Somos platadores de cana e soja!
    o brasil é o pais da “Tecnologia da soja”

    Vendemos nossos recurso! aliás “O Eike que vende”

    mais vamos comemorar nosso “espirito de porco brasileiro”,
    tudo é samba, e tudo para o próprio umbigo

    E resta a ignorancia, que acha que capitar recursos para si mesmo é cuidar do proprio humbigo, até o dia que levar um tiro num semaforo de alguém que não tem nada a perder !

    desculpa o off-topic Kupfer…
    sou mais um indignado !

  5. Enviado por: renato

    O canadá tem um cambio atual de quase paridade (1CAD = 0,98 US), e a discussão sobre desindustrializaçao é a mesma. No brasil, de cambio de quase 2:1, a discussão sobre desindustrializaçao é a mesma; no japão, cujo cambio está na faixa dos 80:1, a discussão sobre sobre desindustrializaçaoé a mesma, etc. – ou seja … o problema não é só cambio… (isso sem mencionar que 15% de um PIB atual deve ser muito mais do que 30% de um PIB de 1980) uma coisa não tem nada a ver com outra…

  6. Enviado por: Durvalino

    num primeiro relance nao é pela redução participativa da industria na balança comercial que se prova a desindustrialização. a CNI ainda nao achou a “veia” desse assunto. se queixa de perda de espaço e deveria se apegar a dois fatores: reformas nacionais (que nenhum politico quer fazer) e cambio. no primeiro item tem de ir à Brasilia fazer panelaço na frente do congresso. no segundo, falta ousadia ao governo para criar algo como cambio prefixado, de modo a atender politicas de comercio exterior, de investimentos estrangeiros e principalmente por fim à farra dos brasileiros q apostam na desvalorização do Real e lucram muito….

  7. Enviado por: Nick

    É, o câmbio tem um papel importante nisso que foi citado no artigo. De novo cai naquela estória de quem é que está controlando o câmbio — ou pelo menos tentando manter uma faixa — já que o que estabelece a razão (ratio) entre duas moedas são suas quantidades.

    O discurso do OBozo inclusive, vai ser em torno da indústria manufatureira, por que ele sabe que já acabou nos EUA, e foi um fenômeno cujo controle é fora do alcance de qualquer presidente.

    Me parece que os EUA vai ser uma país que exporta tecnogia, a China manufaturas baratas, e o Brasil produtos agrícolas e minérios/petróleo.

    Mas salvo as características do solo de cada país, o que vai influenciar mesmo é grana e vontade.

    PS – China só vai continuar como está enquanto o câmbio lá é manipulado.

    • Enviado por: Alexandre

      Nick, o JPK saiu de férias…tens uma semana para provar e eu como advogado do diabo, literalmente. :)

  8. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Vamos ver que o Obama fala hoje.

    Vou ter que encher a cara pra aguentar.

    Alex, o que que voce quiz dizer ontem quando falou o peroleo e nosso?

    Nao entendi.

    abs

    • Enviado por: Jr.

      Riccardo,

      O Obama tá ficando mais forte com o aumento do emprego.

      E o GOP tá ficando cada vez mais fraco com essa carnificina entre o Mitt Romrom e o Níutie. Esse último tá até plantando a Calista ao seu lado, o tempo todo, pra ver se os eleitores deixam de olhar pra ele e olham pra ela. Aliás, estratégia muito boa …

      Abs.

  9. Enviado por: Empresário

    Eu como industrial tenho uma visão muita clara do que falta para o Brasil desenvolver sua indústria: falta gente!

    Falta gente qualificada, gente com conhecimento para desenvolver produtos com tecnologia, que possam competir em qualidade com concorrentes mundiais.

    A empresa da qual sou sócio produz aqui no Brasil um equipamento eletrônico que é vendido por R$1300. Um similar na Europa custa EUR 2500, e nos EUA USD 3000.
    Obviamente que não é um produto de consumo, senão seria fabricado na China e inviabilizaria a produção no Brasil.

    O fato é que existem dezenas de oportunidades de produtos a serem desenvolvidos na área eletrônica para o mercado brasileiro, cujos concorrente externos custam muito caro, não dão um suporte técnico adequado, etc. e tal.

    Só que infelizmente essas oportunidades não são aproveitadas porque não temos gente com conhecimento.

    Aqui no Brasil, trazer máquinas da China para montar IPAD numa fábrica que vai dar emprego para apertador de parafuso é assunto do Ministério de Ciência e Tecnologia.
    A FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos – é um órgão de burocratas e acadêmicos. Não tem nenhuma relação com as indústrias. Os caras que avaliam os projetos não tem a mínima noção do que é um projeto viável comercialmente. E por fim, a burocracia e a demora para conseguir verbas para pesquisa é tão grande, que quando o dinheiro sai o projeto já ficou obsoleto, já perdeu o “timing”.

    • Enviado por: nelson

      Incrível.
      Sou professor de escola técnica e sei o quanto é difícil motivar os alunos pra serem bons técnicos. Nesta cultura, valoriza-se demais o bacharelado acadêmico.As próprias famílias desestimulam o garoto que quer trabalhar e ser independente.Mas admita, você é uma exceção. O ex patrão da minha irmã prefere pagar um salário miserável pra um incompetente a remunerar bem um funcionário talentoso. Isso sem falar nas empresas familiares, que pra ser promovido só se for da família ou amigo do círculo pessoal dos controloadores.

      • Enviado por: silvio corrêa

        nelson

        compartilho com seu raciocínio.

        Penso que nosso padrão cultural esteja relacionado à nossa herança ao antigo apego português ao sistema de castas.

        Um ponto importante que voce disse (motivar os alunos para serem bons técnicos) vai em encontro ao que entendo como cerne da questão do post.

        ‘O poder da competição através da integração das cadeias produtivas’ indicado no texto do Kupfer, penso que é o desdobramento natural da produtividade do indivíduo.

        Diferentemente de ‘mão de obra qualificada’ , a produtividade do indivíduo entendo como o resultado da ação imediata após o vislumbre de ganhos financeiros para si mesmo ou sua corporação, através do perfeito entendimento entre o ambiente (corporativo e de mercado nesse caso) e seu conhecimento técnico.

        Penso que isso seja mais um atributo cultural que educacional, embora possa ser estimulado ou motivado nas escolas e empresas. Entendo como a diferença que definiu os destinos de Alemanha e Coreia com Espanha e México quandos todos se abriram.

        A produtividade do indivíduo entendo como peça fundamental na ‘integração de cadeias produtivas’ pois as mesmas necessitam mais de velocidade e vontade de implementação/alteração e menos de um bom ambiente (cambial, tributário) , senão é mais vantajoso continuar vindo tudo do exterior e então montamos, e talvez até a ‘moda praia’ brasileira, e digo isso mesmo com juros 0%. É uma questão que se agrega à vontade empresarial e políticas de governo.

        Finalizando, o reajuste do SM (o valor acima da inflação) sem a devida contrapartida em produtividade individual, além de inflacionário , pode criar distorções como a dita. Temos alguns serviços caros demais e de baixa qualidade.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Empresario,

      Voce produz um produto no ai que vende por R$ 1,300.00 que vende por $3,000.00 aqui? nos EUA.

      Eu quero entrar nesta com representacao financiamentos etc…

      Falando serio.

      abs

  10. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    A respeito do State of the Union Speech.

    O Obama ate que falou bonito eh um otimo orador.

    Porem falou falou falou e nao disse nada.

    abs

    • Enviado por: Jr.

      Riccardo,

      Eu ouvi o discurso. Falou em educação; falou em estimular a indústria americana para criar empregos (a Dilma e o Mantega deveriam ter ouvido); falou em energias limpas; falou que o Congresso precisa acabar com o “bipartisanship”; falou que quem ganha mais de um milhão de dólares por ano (como ele) não deve pagar menos que 30 % de IR (ao contrário do Romney, que pagou 14 %). Entre várias outras coisas.

      Ao contrário dos discursos do Bush, não usou a tribuna do Congresso para trombetear a guerra e ameaçar invadir países. Além de dizer que era o primeiro discuso State of the Union, em sete anos, que era feito sem tropas americanas no Iraque (que foi promessa de campanha dele).

      Olha, Riccardo, vai ser difícil para o GOP bater o Obama. Principalmente se o ritmo de crescimento de empregos aumentar. Assim como nós aguentamos o Zagallo, você vai ter que aguentar o Obama por mais quatro anos.

      Abs.

      • Enviado por: Alexandre

        Jr., não acompanho muito, não sei como anda o indice de popularidade do Obama.

        Aparentemente ele será reeleito por falhas republicanas, candidatos fracos, falta da 3a opção, não pelas suas realizações nestes 4 anos.

        A opção de mais impostos, para os mais ricos, enquanto o estado estiver gastando 1 trilhao em defesa e o crescimento baixo, não acho boa opção.

        Através dos mais ricos, este dinheiro serve melhor a economia, fica girando pela iniciativa privada.

        Melhor do que ter que passar pelo gigantismo do estado americano, burocracia.

    • Enviado por: Nick

      O inferno tá cheio de gente bem intencionada. Enquanto os fantoches que sobem nesse palanque não atacarem o real âmago da questão… podem continuar sendo “mouth pieces”. Aliás, o discurso dele foi classificado (comparado com cerca de 40 “State of the Union” discursos) como sendo de oitava série escolar. As palavras usadas refletem o nível cultural da nação. Se falar um pouco mais complicado, ninguém entende.

  11. Enviado por: Renato

    Lei da oferta e da demanda.

    Os americanos imprimiram muitos dólares.
    O mercado financeiro enviaram enxurradas de dólares ao Brasil.
    Os negócios de exportação nos traz mais dólares.

    O governo não tem poder de imprimir Reais.

    Se moeda fosse mercadoria, eu diria que há muito mais dólares em circulação do que Real. Logo dólar abundante é mercadoria barata em relação aos “poucos” Reais impressos nos últimos tempos.

    Vamos imprimir Reais?

    Vamos imprimir Reais!
    :-(

    • Enviado por: Renato

      Provavelmente haverá mais valor impresso em títulos do tesouro nacional (dívida do governo) do que valor impresso em papel moeda.

    • Enviado por: Renato

      Provavelmente haverá mais valor em circulação impresso em títulos do tesouro nacional (dívida do governo) do que valor em circulação impresso em papel moeda.

  12. Enviado por: Alexandre

    Riccardo, o petroleo é nosso, era um lema utilizado na época dos militares. Lema este obviamente redundante e nacionalista.

    Sempre foi nosso, entretanto o consumidor brasileiro paga bem carinho por uma gasolina de qualidade inferior.

  13. Enviado por: Paulo Xavier

    Kupfer,
    Acho muito pertinente seu artigo. O crescimento baseado em serviços resulta em contração com mesma velocidade quando o crédito for reduzido tal como na construção civil.
    Neste país o desenvolvimento industrial pós período militar é bastante limitado, tendo andado para trás em muitas áreas.
    Falta mão-de-obra qualificada (conforme colega Empresário), mas isso deve-se a falta de investimento durante décadas. A disposição do empresário brasileiro em correr riscos e inovar
    não é extamente arrojada.
    Nadamos, nadamos e voltamos a X da questão: Falta
    ciência, tecnologia e inovação. E por isso somos
    muito subdesenvolvidos.
    Gostaria de ressaltar um ponto: o parque industrial
    está concentrado na área litorânea. A indústria precisa ir para o interior e principalmente desenvolver a agroindústria. A concentração populacional na faixa litorânea é uma aberração.
    Mas para isso é preciso fazer investimento em portos
    estradas de ferro, transporte e armazenagem.
    Lembra-se que quando foi realizado o último investimento importante em infra-estrutura no Brasil?

  14. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

    Pessoal
    O gato saiu de férias, a ratalhada está convocada para fazer a maior festa. Acho que estamos liberados para falar do que quisermos. Como tenho malhado com gosto a política cambial e não tenho obtido apoio no Blog, gostaria de tentar retomar o assunto.
    Todo o mundo com certeza sabe que desde setembro do ano passado o governo tem estado ausente dos leilões de dólar, deixando o real por conta própria. Permitir uma queda do real este mês foi uma grande bobagem, pois mandou um sinal errado para o mercado. Lógico, os bancos adoraram, pois lhes permitiu ganhar na arbitragem do câmbio além de ganhar na dos juros. Tá na hora de acabar com a ancoragem cambial da inflação. E os bancos ganharam dinheiro, nos últimos 9 anos, como nunca antes na história deste país. Gostaria de lembrar que a incúria cambial levou os bancos a buscar dinheiro no exterior, o que aumentou o nível de exposição dos mesmos a risco cambial em mais de 300%. O que cria um desnecessário nível de insegurança nas cassas bancárias nacionais.
    Para vocês terem uma ideia, os bancos devem ao exterior mais de 50 % das reservas acumuladas pelo governo. Aqui vai um endereço com mais informações.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,real-esta-entre-as-moedas-mais-caras-de-emergentes-calcula-ing,100561,0.htm
    Abraços

    • Enviado por: Alexandre

      Ronaldo, eu com a inflação…puxa, reparou que mesmo com o PIB em queda a inflação não cede?

      Reparou que o Brasil foi o 4o à receber mais dólares?

      Qto mais acertamos economicamente maior será o valor da nossa humilde moeda?

      Vamos então fazer caca para compensar as importações?

      Proponha então um cambio fixo, já tivemos, não deu em nada…

      Cambio flutuante pressupõe vir acompanhado de reformas, além do que o dólar está desvalorizado.

      Este é o ano de pisar em cacos de vidro, a coisa pode inverter-se.

      Talvez o BC veja algo ou não queira arriscar, formar um colchão cambial. Havendo movimentos muito abruptos pode haver quebradeira, endividados, uma vez que o mercado interno parou de crescer.

      Lembram da Sadia que especulou com cambio, salva pelo BNDES?

    • Enviado por: Nick

      Essas mazelas no câmbio são só um sintoma.

      Nos afastemos um pouco dos detalhes, e vamos tentar ver as coisas de cima, com uma lente bem aberta.

      O grupinho que controla a torneira é que manda em tudo.

      Aliás Alexandre… gostaria que você me explicasse qual é o seu raciocínio que diz que se alavancagem de bancos desaparece, e é substituída por dinheiro, faz os juros aumentarem. Eu acho que é ao contrário, juros seriam forçados a cair, por pura competição entre bancos. Lembre-se que essa minha opinião é também condicional – só vale se governo for proibido de pegar emprestado. (Não precisará, pois é quem emite moeda, exclusivamente).

      Me explica seu raciocínio…

      E mais, creio que problemas e mazelas cambiais também se resolveriam com o tempo, naturalmente.

      • Enviado por: Alexandre

        Nick,

        Menor a alavancagem, menor disponibilizaçao de crédito, maior os juros. Oferta x Procura, OK?

        Seu argumento supõe que esta menor oferta seja substituída por emissão pelo governo, que os bancos tomariam emprestados. Já não fazem isto,sendo os bancos apenas agentes financeiros, repassadores?

        Continua…

        • Enviado por: Alexandre

          O governo sendo proibido de emprestar, acho uma maravilha, concordo plenamente!

          Mas caso ele precise, sem especificar motivos, voce diz que ele emitiria para ele mesmo. Correto?

          Primeiro,eu já acho que ele faz isto, em termos economicos não saberia explicar.

          Segundo, se ele imprime ào invés de pegar nos bancos um dinheiro que já foi impresso, que está parado lá, ele governo gerará mais inflação.

          O problema, à meu ver, está:

          . No tamanho das dívidas.

          . Gerar dívidas para pagar dívidas

          . Alavancagem, neste item saio em defesa dos bancos.

          O governo foi co-autor desta medida, livrando sua cara e jogando a culpa nos bancos, podem até estatizá-los ào invés de salvá-los, se quiserem.

          • Enviado por: Alexandre

            Qdo disse governo emprestar, leia proibido de pedir emprestado.

        • Enviado por: Vicente

          Alexandre & Nick,

          Acho que posso esclarecer oquê o Nick esta tentando explicar( PREDICADOR, se nao for assim , me corrija).

          A grana entraria en circulaçao, quando o governo a “imprimisse”, e pagasse seus provedores e compromissos.E estes depositariam nos bancos.

          Os bancos, só teriam disponivel a grana dos depósitos de seus correntistas( acabou a alavancagem), mas o volume de recursos disponíveis na praça seria o mesmo, da época em que era permitida a a lavancagem, pois o governo estaria imprimindo dinheiro em quantidade suficiente para repor oque nao estaria mais disponivel, pela ausencia( proibiçao ) da alavancagem dos bancos.

          Assim , nao só os bancos teriam de competir mais entre sí ( juros mais altos para os poupadores, bem como juros menores para os que solicitassem empréstimos), pois sua maneira de ter dinheiro seria atraindo depósitos.E nao mais alavancando.

          Outro fator que contribuiria para disminuir ainda mais os juros para quem solicitasse um empréstimo(acho que este é o cerne da “teoria” do Nick) , seria que: uma vez que o dinheiro”gerado ” pelo governo nasceria sem que o governo tivesse que pedir emprestado para ninguém(imprime, e pronto), essa grana nao teria de “pagar nada por nascer.

          Assim os juros pagos por quem pegasse emprestado de um banco, só seriam os juros estabelecidos pelo banco, e nao a somatória dos juros exigidos pelo banco, adicionados aos juros atrelados ao “nascimento” do dinheiro pelo fato do governo ter de pagar juros para por grana em circulaçao, como é hoje.
          Pois o governo nao estaria pedindo emprestado para ninguém, ele imprimiria oque fosse nescesário e pronto.

          Olha que loucura que é a situaçao atual: os bancos podem alavancar(e ganham muito com isso), e o governo nao pode alavancar, ele tem de pedir emprestado( e pagar juros, é lógico) justamente para quem pode alavancar(criar dinheiro do nada!!!)OS BANCOS.

          Ou seja, atualmente os bancos podem “imprimir” dinheiro(alavancagem), mas os governos nao podem imprimir dinheiro!!!, os governos tem de pedir emprestado para os bancos(emissao de títulos), e pagar juros por isso.

          Nick, realmente vc tem toda razao, a situaçao actual esta totalmente invertida,atualmente é a banana comendo o macaco, e nao o macaco comendo a banana.

          Abraços

          • Enviado por: Alexandre

            Bem vindo caro Vicente! Veio com tudo! Estava sumido!

            Tem mais na teoria do Nick que gera esta confusão.

            Aproveitando seu retorno, voce acha que o BC é controlado por bancos ou pelo governo? Ambos?

            Este é parte do problema, senão o maior.

          • Enviado por: Vicente

            Alexandre, Nick,

            No 4º paragrafo suprimam:

            “Assim , nao só”

            Abraços.

  15. Enviado por: Alexandre

    Qto à competição pelos juros, como já disse, falando de EUA, não sei como hoje alguém poderia reclamar deles, nem sei como os bancos sobrevivem com estas taxas reais negativas.

    • Enviado por: Alexandre

      A questão cambial nunca irá resolver-se enquanto devemos para outros países. Lembro que falava-se em pagar o principal da dívida, sem gerar ou rolar outras.

      Nossa moeda ficaria livre de dívidas, livre da oscilação cambial, cujo valor poderia ser, como muitos gostariam, determinado.

      Este princípio está errado?

  16. Enviado por: mario miura

    Preliminarmente,
    o Brasil nesses últimos 60 anos andou na contra-mão da história em uma porção de coisas. Para
    citar algumas coisas, como por exemplo, os meios de transporte, aqui, rodoviário-ferroviário-hidroviário, enquanto lá fora o inverso, hidroviário-ferroviário-rodoviário. Outro exemplo: a educação. Ou antes ou depois de 1940, enquanto outros países nacionalmente sistematizaram o ensino técnico-profissionalizante, dotando a escola de 2º grau de aparelhamento e laboratórios, além mais de seus governos se cuidando de seus financiamentos para acolher o batalhão de jovens assim formados, aqui pelo mque saiba, quando ainda jovem estudante,
    sem querer imprimir um tom de desabafo em nada até aqui, à época o que podia vir ao ouvido é que para
    criar tal escola seria muito dispendioso.
    Mais recentemente e me compartindo agora com o assunto abordado pelo douto articulista, há um ano ou não chega a tanto, de pouco de que vou falar, o Brasil não se atrelou no câmbio comercial por cuja flutuação acima do patamar foi jogado por ar muitos negócios, afora empresas, haja visto, que venderam seus ativos para refazer o seu fôlego.
    …………………………………………..

  17. Enviado por: Vicente

    Alexandre,

    Leia isto com bastante calma.

    Olha que loucura que é a situaçao atual: os bancos podem alavancar(e ganham muito com isso), e o governo nao pode alavancar, ele tem de pedir emprestado( e pagar juros, é lógico) justamente para quem pode alavancar(criar dinheiro do nada!!!)OS BANCOS.

    Ou seja, atualmente os bancos podem “imprimir” dinheiro(alavancagem), mas os governos nao podem imprimir dinheiro!!!, os governos tem de pedir emprestado para os bancos(emissao de títulos), e pagar juros por isso.

    Nick, realmente vc tem toda razao, a situaçao actual esta totalmente invertida,atualmente é a banana comendo o macaco, e nao o macaco comendo a banana.

    Abraços

    • Enviado por: Vicente

      Alexandre,

      Eu diria que os bancos centrais sao controlados pelos “interesses dos bancos” e nao pelos “interesses dos cidadaos” das naçoes às quais esses bancos centrais pentencem.

      Abrç.

      • Enviado por: Alexandre

        Vicente,

        Veja também pelo lado que o dinheiro dos bancos é nosso, não é dos bancos.

        O governo além dos impostos, ainda tem que pedir emprestado de alguém.

        Quem está errado neste conceito, governo ou bancos?

        A alavancagem, até agora, serviu muito bem o interesse de ambos, governo e bancos.

        • Enviado por: Alexandre

          No entanto, bancos privados quebram, governos não.

          Demitiram um monte de gente, outrora contratados, governo não.

          • Enviado por: Vicente

            Alexandre,

            Isso de que banco quebra, só é valido para bancos pequenos, os bancos grandes ao ponto de serem considerados sistemícos( grandes ao ponto de causarem um colapso no caso de quebrarem)nao quebram, sao resgatados a qualquer custo, mesmo tendo sido incopetentes ou negligentes.Aparentemente esta acontecendo isso de maneira disimulada.

            Por exemplo: os bancos aqui na europa estiveram pegaram meio trilhao de euros emprestados do banco central europeu a 1%( nos últimos dias), e adivinhe para que?Para emprestar a5% para os mesmos paises os quais aportam o dinheiro para o Banco central europeu.Ou seja eu te empresto meio trilhao a 1% para voce me emprestar a 3,4,5,6%.E isso mascarado por leis europeias que tornam essa loucura totalmente legal.

            Loucura nao? Realmente os parafusos em muitas cabeças estao espanados!

            Abrç.

          • Enviado por: Vicente

            Alexandre,

            E isso de que só a iniciativa privada demite , também é mito.Aqui na Europa estiveram demitindo funcionários públicos, e vao demitir muitos mais.Estou falando de demissoes mesmo.

            E existem outros mecanismos de ” demitir” de maneira encuberta, que é nao repor funcionários quando se aposentam.

            Agora isso nao quer dizer que eu nao ache que as máquinas públicas estejam inchadas, ou pelomenos cheias de pessoas que trabalham mal.Ou pelomenos poderia dizer que os frutos do trabalho dos funcionários públicos de maneira geral nao sao nada satisfatórios.

            Abrç.

        • Enviado por: Vicente

          Alexandre,

          Por exemplo: Se a alavancagem for de 5 para um, poderiamos dizer que só 20% do dinheiro que esta nos bancos é”nosso”, e os outros 80% eles criaram do nada, e emprestam para quem eles quiserem, ao custo que eles quiserem.Ai esta o problema, se é para alguem lucrar com o direito de “criar dinheiro do nada”(alavancagem), melhor que sejam os governos( na verdade nós, os cidadaos).

          Abrç.

          • Enviado por: Alexandre

            Vicente,

            Eu, voce e o Nick, como brasileiros, deveríamos pensar 150 vezes antes de permitir que o governo imprima dinheiro. Incrível como voces esquecem dos períodos inflacionários deste país….

            No meu ponto de vista, os BCs vieram para impedir isto.

            Considerando a disputa privado x publico, senão um equilíbrio, ainda fico com o privado. Para isto, é óbvio que que tenho que desconsiderar um grupo dominante, posso estar errado.

            Qto à alavancagem, concordo, sou contra, à partir do momento que temos, através de impostos, salvar os bancos.

            Por outro lado, como disse, o dinheiro é nosso, salvamos nós mesmos… e a alavancagem foi com aval do governo, eleito.

    • Enviado por: Carnaval

      São dívidas diferentes. O governo controla dois bancos, o BB e a CEF, portanto consegue alavancar sim. O BC é controlado pelos bancos na medida em que o BC garante liquidez indefinida aos sistema financeiro e, como não pode deixar a coisa desandar, vira refém. É pior o governo imprimir dinheiro para cobrir suas necessidades de financiamento. Mas o BC também controla os bancos, que dependem dele. Ou seja uma troca de favores. A inflação se descontrolaria (lembre-se do período em que Rui Barbosa foi ministro). As despesas do governo são engessadas pela Constituição e pela corrupção. Os títulos servem para “desengessar” isso. Como uma DRU que paga juros.

      • Enviado por: Nick

        Carnaval,

        Rui Barbosa foi um Keynesiano e defensor de moeda FIAT num período em que o Brasil ainda utilizava o padrão ouro de lastreamento da moeda. Esse exemplo não pode ser usado. Hoje em dia no Brasil ainda temos uma moeda FIAT, lastrada por absolutamente nada, o para mim tudo bem, moedas não precisam ser lastreadas por nada a não ser o PIB do país. Hoje em dia, além de termos a moeda FIAT, esta é criada como dívida que deve ser remunerada a juros, o que é pior ainda. Pior por que invariavelmente, sempre, para honrar esses compromissos, mais dinheiro precisa ser impresso, e quem sofre com isso são os poupadores — ou seja — o povo que vive de salário.

    • Enviado por: Nick

      —————————-

      O Vicente acima simplesmente matou a charada. Alexandre, se você ler com calma o que ele escreveu, é exatamente o que eu tenho dito aqui sem parar.

      O maior medo de todos que são contra a minha teoria é de que o governo, de posse da impressora, vai imprimir sem parar e causar inflação. Não é verdade, pois é preciso obedecer o PIB para estabelecer qual é a quantidade de dinheiro circulando a qualquer momento. Outro fator é que o governo ainda consegue fundos de volta (depois que imprime) via alguns impostos, e eventualmente não precisa imprimir mais tão freqüentemente. Essa estabilidade na moeda faz com que as pessoas possam planejar seus futuros, e usar o dinheiro apenas como instrumento de troca, o que é o certo.

      Abraço Alex, e obrigado Vicente por ter explicado de forma simples o que eu venho tentando explicar a meses!

      ———————

      • Enviado por: Vicente

        Nick,

        Porquê as pessoas nao tem essa mesma percepçao do efeito inflacionário dos bancos alavancarem????

        Se os bancos multiplicam o dinheiro dos correstistas en forma de créditos, isso nao aquece os mercados , imobiliário por exemplo(e todos os outros indiretos e associados)???

        Será que a alavancagem bancaria nao tem um efeito inflacionário tao ou mais potente que a tao temida emissao de moeda pelo governo???

        Abrç.

    • Enviado por: Nick

      É lógico que tem!… E o que é pior, esse pessoal pode simplesmente decidir parar de emprestar esse “dinheiro” alavancado e imediatamente criar deflação. Deflação faz o preço dos imóveis cair (imóveis é só um exemplo) e aí quem tem dinheiro de verdade (como eu) compram imóveis a preço de banana. É a tal transferência de riquezas dos que não tem muito, para os que já tem um monte.

      É um sistema desumano, perverso, disfarçado de governo (mas não é) e todos nós somos vítimas dele.

      Períodos de crescimento só acontecem quando os bancos decidem criar dinheiro e disponibilizar na praça. A questão é, desde quando banco é governo? Por que bancos tem esse poder imenso? É hora de retornar esse poder para quem nunca deveria tê-lo perdido, que é o governo ELEITO, que somos todos nós.

      • Enviado por: Vicente

        Nick,

        E como se desmonta esse sistema de forma ordenada e gradual?Pois um simples decretaço retirando o direito de alavancagem dos bancos de forma abrupta teria efeitos devastadores , pelomenos a curto prazo, nao?

        Imagino que deveria ser feito de maneira escalonada e gradual.Se vc tiver paciência de explicar, se possível com exemplos e paralelos,tenho curiosidade de saber como poderia ser implementada essa trasnsferencia ” do poder de criar dinheiro” dos bancos para o governo.Senado?Ministério de economia?Câmara dos deputados?

        Abrç.

        • Enviado por: Nick

          Isso pode ser feito em alguns estágios:

          1) Elege-se um presidente que terá vontade política de peitar os bancos e seus lobbies;

          2) Esse presidente em primeiro lugar, passa a chave da casa da moeda das mãos do BC para as mãos do Congresso.

          3) Passa-se uma lei que proíba governo de tomar empréstimos, para sempre, eternamente, independente de quem seja eleito para qualquer cargo no congresso e presidência da república.

          4) Governo gradualmente coloca dinheiro em circulação via gastos com projetos que beneficiem a população, ao mesmo tempo em que — proporcionalmente — a alavancagem bancária é diminuída para zero. Uma vez que a alavancagem termina, a lei que proíbe bancos de se alavancarem entra automaticamente em vigor, com validade eterna.

          5) Uma vez que os estágios acima forem completados, elimina-se a existência do Banco Central. Se for mantido, que tenha apenas a função de casa de compensação de cheques, mais nada.

          Para a população, nada mudará logo de cara. O que acontecerá é apenas uma fase de prosperidade jamais vista, com PIB aumentando, juros baixando naturalmente via concorrência entre bancos, e câmbio se estabilizando naturalmente em função da produção de bens exportados pela nação. É isso…

          A luta não é fácil, e eu nunca disse que seria. Mas é de enorme importância se quisermos ter algum controle sobre as riquezas naturais do país.

          • Enviado por: Mario Pw

            Nick,

            passos 1,2,3 e 4 já ocorrem de certa maneira na China e podem se intensificar.

            E a sua teoria já foi posta na prática pelo FED que vem imprimindo até certo teto e por isto juros zero até 2014 senão mais tempo até.

  18. Enviado por: Vicente

    Alexandre,

    Leia meu primeiro post, varias vezes , e com calma.E vamos tentar permanecer só nesse tema( a teoria do Nick) por uns dois dias(pois se misturamos vários assuntos, será difícil .
    Logo-logo o Nick entra na conversa.Se nos concentrarmos só na “teoria” dele talvês vc mude de opiniao, ou vc muda a nossa.Pq acho que entendi oquê o Nick esta tao obsesivamente tentando explicar.

    Abrç.

    • Enviado por: Nick

      Correto. E Alexandre, lembre-se que os períodos de hiper-inflação no Brasil aconteceram sob a tutela do BC. O BC nasceu em 1964 e tomou o poder de imprimir dinheiro das mãos do governo. Acho que o que você não está conseguindo aceitar é o fato de que Bancos Centrais NÃO SÃO governo. Mas mandam em tudo, junto com seus alavancados comparsas.

      Foi por isso que eu perguntei se alguém sabia qual foi a inflação no Brasil até 1964. Ninguém respondeu, e creio que sei por que: A moeda era muito mais estável até então.

  19. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Amigos voces estao misturando ALHOS com Bugalhos de novo.

    Vicente o seu post nao fez sentido os do nosso amigo Nick faz sentido depois nao faz mais.

    Ja que o JPK nao esta aqui vou abrir a escolinha de economia do Riccardo a UCRF (University California Riccardo Fundament)e vou tentar explicar devagarsinho.

    O jeito que o Nick pensa que como os bancos funcionam NAO e verdade!!!…

    Outro dia so para ter absoluta certesa do que estou falando (o que ja sabia) fui ver um amigo meu que e vice-presidente de um pequeno banco local e batemos um papo nesta area ele pensou que eu estava brincando.

    Primeiro o Banco nao cria dinheiro nenhum nunca vai e nunca fez aqueles videosinhos na youtube sao fantasias pra quem gosta de conspiracao.

    O que o banco faz e o seguinte ele empresta 90% dos depositos e fica com 10% no caixa para atividades diarias.

    E verdade que ele empresta 10 veses mais do que o seu capital e esta alavancada e feita com os depositos dos clientes.

    ENTENDERAM por favor falem que sim…

    Nick o que voce fala dos BCs ai e verdade eles podem criar dinheiro e isto e inflacionario porque dilui a moeda.Mas os Bancos nao.

    Vicente,

    Deixa eu te explicar o que e uma alavancagem.

    O alavanco nao quer dizer que estamos criando dinheiro do nada e sim emprestando dinheiro da poupanca de outros. SIMPLES.

    Se voces entenderam finalmente este assunto a gente passa para outro.

    Ou talvez eu ateh explique como eu sei com certesa que o Nick mora em Oregon (top secret).

    abs… :)

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …agora se eu soh conseguice ensinar o Jr, como que nao da pra abaixar os juros na marra…

      Dai seria bom demais!!!…

      • Enviado por: Alexandre

        Salvo pelo Ricca!

        Pelo que entendi, o Nick e o Vicente podem confirmar, a teoria elimina um atravessador do ciclo do dinheiro (bancos/juros), uma vez que os donos$ somos nós mesmos e infelizmente o governo somos nós….

        É isto? Diga que sim!

    • Enviado por: Nick

      Riccardo,

      Dá uma lida no documento do FED chamado “Modern Money Mechanics” e depois me explica o que você leu. Aproveita e leva uma cópia lá pro seu amigo do banquinho – ele nunca vai admitir o que eu digo, por que afinal ele é parte do grupo. :)

    • Enviado por: Vicente

      Ricardo,

      Valeu pela explicaçao, se realmente os bancos nao multiplicam o valor dos depositos, em emprestimos meu texto nao tem a menor lógica.

      Abrç.

    • Enviado por: Vicente

      Ricardo,

      Vou tentar me informar como é a alavancagem por aqui.Imanino que na verdade deve ser igual em quase todo mundo,só mantendo diferenças quanto às porcentagens.

      Abrç.

      • Enviado por: Alexandre

        Nick, Niiiiiiiick! Acorda, postei logo abaixo do Ricca……

        Vicente! Sua teimosia é maior que a minha… :)

        • Enviado por: Nick

          Caros,

          Vou dar um exemplo bem simples de como bancos criam dinheiro: Quando você recebe um cartão de crédito. Essa é apenas uma maneira pelas quais bancos criam dinheiro do nada. Se você pega um cartão com um limite de, por exemplo, 20 mil – o banco não possui esses 20 mil em caixa. Ele não possui esse dinheiro em lugar nenhum. Quando você usa o “dinheiro” desse cartão, ele dilui o valor dos dólares já existentes. Mais ainda se você pagar apenas o mínimo da fatura. E por aí vai… esse é só um exemplo pequeno. Imagine por exemplo um empréstimo para compra de um imóvel de 1 milhão. Você entra com 200 mil vindos do seu suor e trabalho, e o banco entra com 800 mil que ele não tem e nunca teve. É só um número em um contrato. Dinheiro atrelado a dívida foi criado, pelo banco, não lastreado por depósito nenhum. Foi por isso que a crise de 2007/2008 aconteceu. A real razão.

          • Enviado por: SFN

            Oi Nick, a instituição tem de lastrear o crédito. Não funciona assim. Senão qualquer banco pequeno poderia se alavancar em níveis absurdos. Outra coisa, o problema de alavancagem de um banco é qual a qualidade desses créditos, por exemplo, subprimes tinham lastro financeiro em créditos advindos de um modelo pirâmide. Ou seja, bancos que contabilizavam retornos enormes com as aplicações tinham dívidas, na verdade. O problema não é quem imprime dinheiro, mas qual o objetivo, sejam bancos centrais ou Tesouros. Não dá para comparar cenários antes do BC e pós BC. Há registros de inflação de 90% ao ano nos anos 50. Não havia muitos indicadores e o controle dos preços era precário.
            Quem tem idade vai se lembrar do famigerado ágio cobrado por automóveis que eram escondidos pelas concessionárias, ou da tragicômica epopeia de se buscar o boi no pasto. Inflação tem muito a ver com ciclos econômicos, competitividade dos setores e controle da base monetária (novamente, quem faz isso importa menos que ter ciência das consequências).
            O Brasil não tem mais hiperinflação, mas nossos preços são um dos mais altos do mundo. Foi o preço da estabilidade. Se o Brasil cresce acima de 5% a inflação dispara. Esse é um dos motivos de os preços serem tão altos.

    • Enviado por: Nick

      SFN,

      Existe uma grande diferença em como o dinheiro é criado. Se ele é criado apenas e tão somente como empréstimos — seja ao governo via emissão de notas do tesouro, ou ao público via empréstimos fracionários — esse dinheiro terá que ser ‘devolvido’ e sempre carregará uma carga remuneradora (juros) criada em sua origem por quem o emitiu. Isso imediatamente se traduz em o governo (que não produz nada, nem mesmo seu próprio dinheiro) ter que apelar para impostos sobre salários.

      Os problemas do ágio, boi no pasto, etc… que você citou acima, tem suas causa mais no fato de capitalismo livre não existir do que qualquer outra coisa. Mas esse é outro assunto. Abraço!

  20. Enviado por: Vicente

    Alexandre,Nick,Riccardo,

    Vou dormir,pois o Riccardo meteu um prego na bola…rsrsr

    E já é quase três da matina , por aqui.

    Bom descanço para voces.

  21. Enviado por: Mario Pw

    Ricc,
    Muito Boa esta sua explicação.

    Nick e/ou Vicente confundiram muito nos post acima : Tesouro , Banco Central e atividades bancarias, todos estes agentes alavancam. E todos alavancam sobre uma base,não criam exatamente do nada. Alavancam para multiplicar a quantidade de dinheiro em circulação e diminuir o custo deste dinheiro. O Tesouro, que é do governo, alavanca em tese sobre o superavit do país. Qual é a fonte de receita principal de um Tesouro ou governo, não são seus impostos? O desequilíbrio neste caso cria débitos.
    A proposta do Nick pelo que pude entender é que se elimine não só estes débitos, como também a função do Tesouro e dos superávits. Supondo que nosso governo queira perfurar o pré-sal agora, então ele emite o dinheiro necessário sem empenhar ou hipotecar nossos impostos de hoje, nem de amanhã, nem dar nenhum colateral ou garantia. Supondo que este esquema seja possível,e o dinheiro “nasça” depois que o Congresso aprovar, sem necessidade de captação através dos sistemas financeiros (via BCs), qualquer poço pode viabilizado. Politicamente, devido a interesses variados, ao invés de 1 pode se chegar a 20, 30 até 100 poços. Nick,até aqui estou entendendo ou não ?

    E Ricc,coloquei um link ( mas para acessar tem um paywall para proteger direitos autorais) de uma reportagem no valor econômico que mostra bem esta alavancagem do tesouro desde 2008 para as estatais inclusive do BNDES. E o artigo mostrou o por quê destas decisões tomadas antes estão amarrando na redução agressiva da Selic

    • Enviado por: Mario Pw

      Ricc,
      será que o Nick não esta em Chicago ou talvez mais perto em Miami ?

    • Enviado por: Nick

      “A proposta do Nick pelo que pude entender é que se elimine não só estes débitos, como também a função do Tesouro e dos superávits.”

      EXATAMENTE. Isso é tão importante, que automaticamente elimina também a necessidade de o governo federal IMPOR um imposto sobre salários. O salário que o trabalhador ganha, proveniente da troca do seu tempo por dinheiro, não deve em hipótese alguma ser taxado. Qualquer imposto sobre salários parte da premissa de que o governo federal é dono do seu salário inteiro, mas o deixa ficar com uma porcentagem (que aliás pode mudar a qualquer momento). Um exemplo disso foi durante a segunda guerra mundial: Imposto de Renda nos EUA foi para 98%. Não acredita?… É só pesquisar.

      • Enviado por: Mario Pw

        Nick,

        eu estou com baita jetlag….mas acordado ainda. Vamos suspender um pouco o raciocínio passado e passar para Scott Thompson e PayPal, ele criou do ar certo?

        • Enviado por: Riccardo(California,USA)

          Nick,

          Agora na area de impostos concordo com voce.

          Na area da grana a unica area que voce pode criar dinheiro e se voce escrever um cheque pre datado porque ele nao pode ser usado agora mas tem um valor porque voce pode passa lo para frente com um desconto e esta pratica e proibida nos EUA.

          abs

  22. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Nick,

    Ok

    Acabei de ler o Modern Money Mechanics muito bem escrito.

    Agora entendo o erro que voce esta fazendo.

    O M1 (dinheiro em circulacao) dependendo nas reservas exigidas pelo BC (no nosso exemplo 10%)

    Sim eh um decimo do dinheiro e eh o unico que e fisico (em moeda)o resto “nao” existe fisicamente e eh por isto que eh uma divida de um outro depositante.

    Mas nao quer dizer que nao e um fruto de um outro depositante.

    Sorry…

    • Enviado por: Nick

      É um Ponzy Scheme Riccardo. M1 (10%) é verdadeiro, os outros 90% que você admite que é dívida de outro depositante, é usado pelo outro banco do mesmo jeito, e pior, esse outro banco considera 10% desses 90% que já eram inexistentes como “verdadeiros” e cria mais 90% de mentira de novo. É um imenso ponzy scheme. Gigantesco. Quem está fazendo o erro… não sou eu. Sorry!! :) :)

    • Enviado por: Nick

      Transcrevendo da página 3 no começo do documento:

      “Who Creates Money?
      Changes in the quantity of money may originate with actions of the Federal Reserve System (the central bank), depository institutions (principally commercial banks), or the public. The major control, however, rests with the central bank. The actual process of money creation takes place primarily in banks.”

      Tradução:
      “Mudanças na quantidade de dinheiro podem ser originadas pelas ações do Banco Central, bancos comerciais, ou o público. O maior controle está com o Banco Central. O real processo de criação de dinheiro acontece primeiramente em bancos.”

      Por isso que digo: Desde quando bancos são governo?

      PS: O público somente consegue aumentar ou diminuir a quantia de dinheiro circulando, via ou segurando-o literalmente embaixo do colchão, ou utilizando-o para compras de uma vez, após a “segurada”. Esse impacto é mínimo hoje em dia, pois dinheiro físico está cada vez menos sendo utilizado. (O que na minha opinião é uma péssima tendência).

  23. Enviado por: Nick

    OPA! OPA!…

    Não sou só eu quem diz que o DOW vai cair…

    Esse cara chamado Joseph Granville, analista técnico a mais de 40 anos, disse agora no dia 23 passado que o DOW pode cair 4.000 pontos.

    Eu acho que vai ser pior, não vai “cair” 4.000 pontos. Vai “cair para” 5.000 pontos – hoje tá em 12.757 (impulsionado pelos QEs) – isso é igual a uma queda de 7.000 pontos. Isso vai causar valorização do dólar. Todo mundo trocando ações pelas verdinhas.

    Aí vai o link:

    http://www.bloomberg.com/video/84758540/

    • Enviado por: Mario Pw

      Outros comentadores da Bloomberg já vinham notando o tal “volume” decrescente desde publicação dos resultados dos bancos.Estamos em pleno desmonte do Ponzi Planet.

      • Enviado por: Mario Pw

        Nick e Ricc, continuem pensando no PayPal, e na economia chinesa que aceitam investimentos estrangeiros mas tem suas finanças semi-fechadas e que agora vai se fechar mais certo? Veja as tendencias.

        • Enviado por: Mario Pw

          Ricc e Nick,

          Tem faltado aquele 10%, ou 15 ou 20% do M1 que é obtido da produtividade e poupança….vamos descobrindo que este valor se situa hoje em torno dos 3%.

          E Jr esse negócio da Foxconn é pegar ou largar, com tantos miseráveis no planeta é melhor pegar.

  24. Enviado por: Antonio Silva

    …“ as “políticas industriais” de caráter protecionista parecem desprezar o processo de adensamento e alongamento das cadeias de produção industrial, com terceirizações, outsourcings e integrações típicos dos serviços” “a polêmica da política industrial acaba se parecendo com o esforço para soltar um parafuso espanado – a insistência no método convencional só resulta em perda de energia” “Inútil competir com os chineses em tecidos básicos e camisetas padronizadas. Ou, como fez o governo, recentemente, baixar pacotes específicos de proteção. Mas, e se a indústria buscar mais valor, produzindo artigos de grife ou design diferenciado? Não é essa a explicação para o êxito internacional, com ou sem chineses, câmbio, carga tributária e todos os demais et cetera, da “moda praia” brasileira?”“O poder de competição, nos tempos atuais, … Depende, porém, mais ainda da integração das cadeias produtivas, nas quais a indústria desempenha o papel crucial de elo indutor de mais e mais partes interdependentes”.
    Comentário equilibrado

    • Enviado por: Paulo Xavier

      Caro Antonio Silva,

      Eu comentei acima da importância da agroindústria.
      Nesta área existem os chamados complexos agroindustriais, que seria toda a cadeia produtiva,
      elvolvendo desde a produção primária, até a industrialização do produto. Neste setor observa-se, por exemplo, empresas como Nestle, Parmalat… impedindo o produtor de leite que venda e distribua seu produto através de vários artificios, incluindo leis e ações do poder público
      vigilância sanitária…são verdadeiros cartéis.
      Conseqüência, a redução na oferta de leite, aumento
      do preço, e possivelmente redução do consumo de leite e derivados. Pergunto: vale a pena produzir leite neste sistema “integrado”?
      abrs

  25. Enviado por: Jr.

    Riccardo,

    http://www.nytimes.com/2012/01/26/business/ieconomy-apples-ipad-and-the-human-costs-for-workers-in-china.html?hp&gwh=0AB982380A3EC127556B05044652E8A4

    A reportagem do link acima mostra o lado obscuro do Steve Jobs. Ao mesmo tempo em que se consagrou pelo seu gênio criativo e capacidade de inovação, não fez nada para impedir a mais brutal exploração da mão-de-obra que fabrica os produtos que o tornaram célebre. Com o poder que tinha em mãos, poderia tê-lo usado para forçar os fornecedores da Apple na China a melhorar as condições de trabalho e higiene ocupacional – saúde e segurança – dos trabalhadores que fabricam os iPads e iPods que ele adorava apresentar nas suas conferências públicas.

    Outra questão que vem a público é: o governo tá trazendo a FoxConn para o Brasil para que ela possa explorar os trabalhadores brasileiros da mesma forma que os explora na China ?

    Abs.

    • Enviado por: silvio corrêa

      Jr

      Entendo que nessa empreitada nosso governo perdeu feio , na troca por postos de trabalho, desonerou demais. A matemática deveria ter previsto ao menos a vinda dos principais fornecedores de componentes coreanos, japoneses e norte-americanos. Li recentemente que estes fornecedores estão diretamente ligados a 41% do custo de produção.

      Penso que seguirá a lógica dos celulares, grande importação de componentes, pouca arrecadação de impostos e agora nosso mercado que já é de 34milhoes de celurares/ano não há absolutamente nenhuma ação que penso vem de encontro ao assunto do post , ‘integração das cadeias produtivas’. Será que a gente não consegue fazer um projeto e produzir aqui ao menos o plastiquinho que protege a tela do celular?

      A questão trabalhista que voce citou é grave, no Brasil poderemos ter problemas se a meta deles for deixar por aqui míseros U$8,00 (como na China) do preço do aparelho. A gente sempre parte do princípio da boa conduta mas temos a experiência da Zara…

    • Enviado por: JOrge

      Oi Jr, tenho uma visão diferente em relação à Foxconn. Que as condições nas facilidades chineses são criminosas, não há dúvida. Mas a legislação brazuca é muito diferente. A Justiça trabalhista é uma das mais atuantes pró-trabalhador. Aqui 90% dos processos de ex-empregados contra empresas incluem hoje o tal dano moral. E em torno de 30% das sentenças de alguns anos para cá têm incluído na conta essa indenização de bullying trabalhista. Se estão certos ou não, deixo pra outra discussão.
      O que quero dizer é que a companhia deve ter feito contas e visto que o mercado interno (+Mercosul) valia a pena. Afinal, praticamente toda a produção de iPhones e iPads da Ásia vai para abastecer os EUA e Europa+Japão. Aqui os poucos aparelhos que chegam, vêm com sobrepreço. O balanço da Apple mostra que eles venderam em um trimestre 37 milhões de iPhones.
      É a mesma lógica usada pelas montadoras de automóveis. Quem vai perder mercado aliás são as marcas importadas.

  26. Enviado por: Alexandre

    Nick,

    Qdo falei acorda, não era para abrir os olhos em relação à teoria, e sim pelo horário que estávamos debatendo, que ficou melhor ainda, com mais adeptos, muito bom.

    Sim, concordo que a alavancagem é uma forma de criar dinheiro, não papel moeda, e sim mais dívidas, desta maneira reduzindo os juros.

    Coloquei também, que bancos como prestadores de serviço tornaram-se um setor intermediário na circulação do dinheiro, com um custo.

    A questão do dinheiro eletronico é bem levantada, a questão segurança passa a ser inócua.

    Não sei de de uma maneira geral é isto que voce quer dizer.

    • Enviado por: Nick

      “concordo que a alavancagem é uma forma de criar dinheiro, não papel moeda, e sim mais dívidas, desta maneira reduzindo os juros.”

      ….desisto :(

      Não é possível que você não entenda que é ao contrário. Juros estão baixos hoje nos EUA por artifício do FED, são eles que definem o preço do dinheiro, e os definem quando e como quiserem.

      Mas… eu encerro minhas tentativas de explicar. Perdi a paciência. Acho que cada um precisa ir pesquisar por sí mesmo e então chegar à conclusão de que a ORIGEM do dinheiro é o que importa. Como o dinheiro nasce, por quem é criado, e quem controla (ou tem poder de controlar) sua quantidade.

  27. Enviado por: Pillon

    Seguindo a lógica do Nick, fiz aqui uma pequena simulação considerando um depósito compulsório de 25%. Vou jogar os números do excel aí embaixo meio embaralhado, mas a conclusão é a seguinte (corrijam-me se algo estiver errado), o tal de multiplicador bancário:
    De 100.00 depositados em um banco menos os 25% de depósito, sobram 75.00. O banco reserva 10% para garantir os saques e empresta a diferença 67.50. Esse valor gera um novo depósito/crédito no sistema. Repetindo o procedimento, o sistema recolhe o depósito compulsório sobre esse valor, reserva 10% e pode emprestar 45,5625 gerando outro crédito e assim sucessivamente até que os 10% de reserva técnica cheguem ao mínimo possível 0,01.
    Dos 100,00 originais gerou-se (230.64 – 75.00) 155.64 em depósitos e créditos adicionais que permitiram o sistema emprestar (207.57 – 67.50) = 140,07 adicionais. Ou seja 140,07% sobre os 100.00 originais.
    Se os juros nominais forem de 1% (sobre o total emprestado, 207.57) ao mês fatura-se bruto 2,0757% reais (sobre o inicial depositado 100.00). Sobre o inicial disponível, 75.00 a taxa bruta real sobe para 2,768%. Correto?
    Se sim, imaginem para uma taxa nominal de 5% ou 10% ao mês…

    Abs.

    100.00 25% 25.00 75.00 10% 7.50 67.50
    67.50 25% 16.88 50.63 10% 5.06 45.5625
    45.56 25% 11.39 34.17 10% 3.42 30.7547
    30.75 25% 7.69 23.07 10% 2.31 20.7594
    20.76 25% 5.19 15.57 10% 1.56 14.0126
    14.01 25% 3.50 10.51 10% 1.05 9.4585
    9.46 25% 2.36 7.09 10% 0.71 6.3845
    6.38 25% 1.60 4.79 10% 0.48 4.3095
    4.31 25% 1.08 3.23 10% 0.32 2.9089
    2.91 25% 0.73 2.18 10% 0.22 1.9635
    1.96 25% 0.49 1.47 10% 0.15 1.3254
    1.33 25% 0.33 0.99 10% 0.10 0.8946
    0.89 25% 0.22 0.67 10% 0.07 0.6039
    0.60 25% 0.15 0.45 10% 0.05 0.4076
    0.41 25% 0.10 0.31 10% 0.03 0.2751
    0.28 25% 0.07 0.21 10% 0.02 0.1857
    0.19 25% 0.05 0.14 10% 0.01 0.1254
    0.13 25% 0.03 0.09 10% 0.01 0.0846
    0.08 25% 0.02 0.06 10% 0.01 0.0571
    Total de depósitos compulsórios: 76.88
    Total de depósitos créditos: 230.64
    Total de reserva técnica: 23.06
    Total emprestado: 207.57

    • Enviado por: Pillon

      Para evitar que isso ocorra, o depósito compulsório precisa ser de 90%!

      • Enviado por: Nick

        Minha teoria diz 100% – para acabar com essa tabela aí em cima, e que além de ser 100%, quem emite a moeda que vai parar nos bancos tem que ser o GOVEEEEERRRRRNOOOOOOOOOOOOO e não o Banco Central.

    • Enviado por: Pillon

      É isso aí.
      Enquanto banco e BC controlam e expandem o dinheiro na praça, forçam os governos a emitirem títulos para “enxugar” ou “esterilizar” o excesso e controlar a inflação.
      Ao final posso até concluir que uma parcela, talvez uma grande, da dívida do governo não foi contraída para gastos/investimento mas apenas para represar a expansão monetária, pagando juros que saem do bolso do contribuinte.

    • Enviado por: SFN

      A extrapolação está correta, mas a premissa, não.

      O crédito não gera novo depósito/crédito no sistema. O lucro ou spread, sim.

    • Enviado por: Pillon

      Obrigado pela atenção SFN, mas me esclareça qual é a premissa do multiplicador bancário.

      • Enviado por: SFN

        O conceito usado está correto. Mas não é tão linear. Bancos definem o multiplicador. O estudo é feito em cima do spread e da demanda por notas. Em geral se situa em torno de 5 para 1 para pessoas físicas. Aumenta se for interbancário.

        • Enviado por: Alexandre

          Caramba! É isto que acontece com meu dinheirinho?

    • Enviado por: Pillon

      SFN, demorei para responder porque estou em outro fuso horário e tive um dia cheio hoje.
      Não… não é “tão” linear assim (ou é ou não é, diga-me!) tanto que ao final do processo o compulsório de 25% se transforma num de 76,88% do valor inicial depositado ou 33,33% do total de créditos criados.
      Mas você não respondeu minha pergunta. Qual é a premissa do multiplicador bancário uma vez que você apontou que a minha premissa (um empréstimo gera um crédito no sistema) era incorreta.
      Perdão mas a sua resposta é pouco didática, hermética.

      • Enviado por: SFN

        A premissa incorreta é considerar que o crédito necessariamente gera um depósito. O multiplicador então varia conforme categorias. Pode ser “puro” se for entre instituições. Mas tem de ser aplicado um redutor no caso por exemplo de pessoa física. Além disso, quanto maior o multiplicador, mais riscos corre a instituição. Dessa forma, o próprio banco tem de determinar qual o nível de alavancagem possível, sem comprometer se expor a riscos de quebra. Por exemplo, foi citado o valor de R$ 100. Em tese, é possível emprestar todos os R$ 100. Mas como há demanda fiduciária (cédulas em espécie), a instituição deve manter x em seu sistema. Esse x é regulado pelos compulsórios exigidos pelo BC.

  28. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    A turma da conspiracao eh incorrigivel.

    Eu explico explico e eles nao entendem nada.

    Se o Obama conseguir aumentar o capital gains tax para 30% em vez do 15% que e agora dai concordo a Dow vai cair bastante.

    Jr. este papinho da Foxconn ja e papo velho.

    Jorge a justica trabalhista Brasileira e uma das razoes que o Brasil vive na miseria e a producao fabril cada ano e mais baixa.

    Nick, so porque o dinheiro nao e fisico nao quer dizer ele nao pertence a alguem por isto que e uma divida e nao e criado do nada.

    Que mais…

    • Enviado por: Nick

      “Nick, so porque o dinheiro nao e fisico nao quer dizer ele nao pertence a alguem por isto que e uma divida e nao e criado do nada.”

      Riccardo, pela última vez….

      O dinheiro “não físico” pode pertencer a alguém sim, por isso que é uma dívida sim, mas esse dinheiro não físico foi criado do nada sim, pois como explicado aqui 300 vezes, é proveniente da alvancagem que é permitida por lei. Você Riccardo, com $100 no seu bolso, pode me emprestar $900 que você não possui, apenas criando um contrato no papel, que eu assino com minha casa de garantia (por exemplo). E ao mesmo tempo você Riccardo manda via “wire” uma entrada de $900 para o outro banco onde teoricamente eu vou colocar esse “dinheiro” que eu tomei emprestado. Assim que esse “wire” acontecer, o outro banco repete o processo para outra pessoa. Entendeu caro colega?… entendeu o tamanho do Ponzi Scheme, e como a quantia de “dinheiro” foi expandida?

      Agora chega… cansei de tentar dizer que bancos é que criam dinheiro via esse artifício. Deveria ser o governo. As implicações são enormes. Abraço!

      • Enviado por: Alexandre

        Muito bem Nick! Gera um desgaste enorme. Não fruste-se, por favor.

        A alavancagem está muito bem explicada.

        A solução é que sofre resistencia, admitindo que os governos iriam suprir as necessidades economicas, principalmente na velocidade exigida hoje.

        • Enviado por: Nick

          Imagina só um governo que pode imprimir o próprio dinheiro… coloca esse dinheiro em circulação criando ferrovias, rodovias, hidro-elétricas, etc.. etc.. sem precisar pegar um tostão sequer emprestado, sem precisar emitir uma nota do tesouro sequer… sem ter que pagar um centavo de juros sequer… e de quebra gera milhares de empregos… e o dinheiro que o trabalhador recebe, movimenta a economia, gera mais PIB… Vou me canditatar a presidente. :D :D

    • Enviado por: Jorge

      Oi Riccardo, não discuto a Justiça trabalhista. O ponto é que, com JT pró-trabalhador ou não, as empresas multinacionais ganham dinheiro por aqui. E sem trabalho escravo e o escambau. Os metalúrgicos, categoria sindical mais organizada do país, estão aí para provar. Ou a Ford, VW, Fiat e cia perdem dinheiro por aqui?

      Concordo em linhas gerais com o post do JPK “Reformar é preciso”.

      A questão da multiplicação do dinheiro não é conspiração. Há uns dois séculos se “vende” notas promissórias. Na verdade o dinheiro em si não se cria. O que acontece é que vendemos o “amanhã” (para parafrasear o Gianetti da Fonseca).

      Quem tiver um tempinho, recomendo a leitura desse artigo do Andre Lara Resende (que não é conspiracionista):

      http://www.valor.com.br/cultura/2491926/os-novos-limites-do-possivel

      • Enviado por: Ferruccio

        Excelente o artigo do Lara Rezende.

        Apenas duas observações. A teoria de Keynes não previa somente gastos do governo para sustentar a demanda. Quando a demanda era forte, Keynes recomendava o rigor fiscal. Se os governos só pensaram na expansão dos gastos, não foi culpa da teoria do Keynes.

        A outra observação é que não há nenhuma referência à desregulamentação dos mercados financeiros a partir dos anos 80 e o surgimento do neoliberalimso como causas mais próximas da crise de 2008.

        • Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

          Ferruccio.
          Os economistas precisam aprender que os políticos só usam a parte da teoria que os interessa.

    • Enviado por: Jorge

      Mas, Riccardo, na verdade, concordo com você em relação aos bancos. Alavancagem não é criar dinheiro. E, em um nível equilibrado, ajuda a alavancar por tabela a economia. Uso o termo equilibrado porque em finanças há uma máxima que diz muito: quanto maior o ganho, maior o risco.

      Então o problema é o risco sistêmico. Tanto que a cada revisão da Basiléia as exigências de capital Tier 1 (que assegura liquidez rápida) são mais rígidas.

      Então se um dos bancões resolve ser um tanto mais ganancioso, basta uma pequena derrapada para o risco sistêmico tornar o tombo generalizado.

      O Fed injetou liquidez a torto e a direito em todas as últimas bolhas e repassou a conta pra Europa (em um post do Krugman há um gráfico que mostra que antes do subprime a relação dívida PIB dos países europeus estava caindo)

      O BCE podia fazer o mesmo, mas a UE não é um país e tende a agir como uma hidra de várias cabeças semi-independendes.

      • Enviado por: Alexandre

        A questão é desenvolver mais regiões, industrializá-las. Muitos dos encargos e ´´ganhos´´ trabalhistas obtidos foram em cima de empresas já instaladas e faturando, empresas incentivadas numa região e ramo específico.

        A criação da JT(impostos) somada à criação de sindicatos para tudo, fazendo parte de um sindicato maior, extrapolou estas leis para o restante do país, não ajudando na criação de mais empresas, além da constante elevação dos impostos.

        Claro, o famigerado custo Brasil não limita-se à isto e estamos disfarçando-o novamente com a inflação e mais recentemente com a alavancagem.

      • Enviado por: Nick

        Jorge,

        Leia 26 de janeiro de 2012 – 15:58

        • Enviado por: Jorge

          Oi Nick, você está certíssimo na sua explicação e premissa. Não discordo. Tanto que o shadow market movimenta centenas de trilhões de dólares por ano – você mesmo já havia levantado isso em outros posts. Mas, ao mesmo tempo, acredito, sem piadas, please, em uma “alavancagem do bem”. Por quê? Porque dinamiza a economia em determinado nível. Empresas sem dívidas, por incrível que pareça, não são necessariamente empresas saudáveis. Porque às vezes o custo operacional é maior do que da dívida.

          • Enviado por: Nick

            Caro Jorge,

            Acho que é importante não confundir financiamentos particulares com alavancagem de bancos, que os dá poderes de controlar a quantidade de dinheiro circulando.

            Se você tem uma empresa por exemplo, que precisa de capital, nada errado em ir ao banco e pegar um empréstimo a juros para ajudar em expansão, fluxo de caixa ou seja o que for.

            O que digo é que o banco precisa ter esse dinheiro lá disponível, emprestar o que realmente tem. E para ter, esse banco precisa competir por depósitos das pessoas e empresas, em vez de ter essa capacidade Divina de simplesmente se alavancarem a bel prazer. Só isso… é apenas um detalhe, mas olha, faria uma diferença enorme na sociedade.

      • Enviado por: Renato

        Nos últimos tempos o BCE injetou quatrocentos e tantos bilhões de pesetas no sistema bancário europeu, tal qual um quantitative easing. Mesma solução que EUA. Para mim, Merkel, Sarcosi e Lagarde ajudam a organizar a “organização”. Tudo fantoche. E não se pode confiar no FMI.

        Dolar e Euro em queda depois de QE-euro. Está na hora de um QE em reais.

        • Enviado por: Pillon

          Sim Renato, tá na hora…
          Mas se depender desses perna-de-pau vão entender QE como Quero Emprestar!

        • Enviado por: Pillon

          Ou Quanto Emprestar!

  29. Enviado por: Alexandre

    Nick, tem alguma coisa que não captei sabendo que voce é uma pessoa contra a intervenção do governo na economia.

    Jorge, excelente o artigo do Rezende, espero que o Jr. leia, as soluções vão de encontro.

    Penso que estaremos seguindo os 3 caminhos, crescimento forçado, recessão e rupturas, em momentos e regiões diferentes, talvez seja este problema, a hidra mundial.

    • Enviado por: Nick

      “Nick, tem alguma coisa que não captei sabendo que voce é uma pessoa contra a intervenção do governo na economia.”

      Ué, há projetos de infra-estrutura que não são privatizáveis. Por que não realizar esses projetos sem precisar pedir dinheiro emprestado? O que tá difícil de o pessoal entender é que o governo Federal não tem necessidade nenhuma de ter dívidas. Absolutamente nenhuma…

  30. Enviado por: speridião

    Concordo com JPK, até porque uma economia para se chamar “de serviço” tem que arranjar recursos para pagar por eles, exceto se esses serviços forem tão especializados a ponto de serem exportados o que não está ocorrendo.

    É uma baboseira depois da outra o que se ouve. Veja o caso da região metropolitana de São Paulo, incluindo o ABCD: a desindustrialização da região devido a fuga de empresas mais pelos benefícios fiscais de outras regiões do que pela competência em produzir gerou distorções enormes e uma quantidade grande de imóveis vazios…e cérebros perdidos.

    E o que diziam os comentaristas metidos a grandiosas análises….era exatamente isso que a região estava se tornando prestadora de serviços. Na verdade muita competência técnica se perdeu, muitas vocações nem sequer se desenvolveram e os estudantes de engenharia já sabiam seu destino: era ocupar um carguinho insignificante e burocrático nas empresas que sobraram, prestar concurso público ou então ir trabalhar no mercado financeiro.

    O que se têm visto é a total incompetência tanto de empresários como governo para lidar com o assunto.

    Enquanto isso vamos assistindo aos asiáticos que de produtores de quinquilharias se tornaram produtores de produtos de tecnologia com alto grau de automação nos processos trazendo os preços a níveis inatingíveis…..é triste mas estamos novamente perdendo o bonde da história!

    Mas é isso aí….dizem que zeus é brasileiro…e é bom que seja mesmo porque os que acreditam vão precisar muito!

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      A interiorizacao da economia e benefico para a sociedade.

      Mas no resto concordo com voce.

      abs

  31. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Eeeeeeee,

    Acho que estou com uma febre danada estou delirando.

    Porque pela primeira vez na vida concordo com o Obama.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,obama-defende-uso-de-gas-natural-em-veiculos,100763,0.htm

    Ja deveriamos estar fazendo isto faz tempo…

    • Enviado por: Nick

      hehe sem problemas Riccardo… ele é um político, e como todos eles, fala o que os outros querem ouvir, e o que o ajudará a mantê-lo no cargo. Dureza é ficar aguentando Mittney e Newtcase falando sobre assuntos irrelevantes entre sí, e aguantar um SantoTorum embolando o meio de campo….

  32. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Nick,

    Acorda o debate ta bom demais na CNN

    • Enviado por: Nick

      É, mas ninguém deixa o velhinho antológico falar pô…

      • Enviado por: Alexandre

        TV faz mal para crianças….ainda mais à esta hora.

        Ricca, o Nick tem razão, é só ler as conversas do Pillon e do SFN, correção daqui e dali, mas repare o que acontece qdo o seu dinheiro entra no banco, multiplica, ´´efeito multiplicador´´.

        As alternativas é que são meio obscuras, ainda…seria outra fase de discussão.

    • Enviado por: Jr.

      Essa notícia é pra quem ainda acredita em Papai Noel. A CVM parece ter descoberto que Papai Noel não existe.

      http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,mercado-de-juro-tem-movimento-atipico-as-vesperas-de-copons-que-surpreendem,100772,0.htm

    • Enviado por: Jr.

      O comentário acima entrou no lugar errado. Mas, de qualquer forma, aproveite o debate, Riccardo. Vc só vai ter até novembro pra ouvir os discursos do Romrom e do Níutie. Depois disso, só os próximos “State of the Union” do Obama, por mais 4 anos … ehehehe.

    • Enviado por: Jr.

      Riccardo,
      Mas como você já tá começando a concordar com ele, acredito que passar mais 4 anos ouvindo ele não vai ser nenhuma tortura, não é verdade ?
      Abs.

    • Enviado por: Nick

      Pelo amor de Deus, alguém desligue os microfones do SantoTorum embolador… não dá pra aguentar!… :D

      • Enviado por: Nick

        Perdão pelo meu comentário acima aos que não estão assistindo o debate na CNN… vou me ater a assuntos do Brasil neste respeitado Jornal Brasileiro.

  33. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    O Romney vai ganhaaa…

    E o Jr, vai choraaa…

    E o Jr, vai choraaa…

    E o Jr, vai choraaa…

    • Enviado por: Nick

      Você percebeu que o Romni tá usando o discurso do Paul? Ele sabe que o povo quer o Paul. Há desespero por parte dos outros 3. A diferença é que fora o Paul, os outros três são todos cascas, falam o que o eleitorado quer ouvir no momento. Ninguém tem a consistência de Paul. Ele tem mantido seus princípios a mais de 30 anos.

      Lembra quando o Obama entrou prometendo “Change” e “Yes, we can”?… O Romney não é nada diferente. Prometer é fácil, mas nenhum deles tem a mão nos recursos (grana) pra cumprir promessa nenhuma. :)

      • Enviado por: Riccardo(California,USA)

        Nick,

        Se sabe que eu gosto muito do Ron Paul, economicamente eu sou libertario mas o Pais ainda nao esta preparado para um Libertario absoluto ele eh uma otima influencia no partido Republicano.

        Mas o track record do Romney eh muito bom ele e bem sucedido e mais pragmatico.

        Ele ganha do Obama tranquilo.

        abs

        • Enviado por: Riccardo(California,USA)

          O Romney nao esta prometendo presentinho pra ninguem pelo contrario.

          A meta e diminuir o tamanho do governo.

          • Enviado por: Mario Pw

            Taí,gostei do Romney neste último debate. Colonia lunar, nem pensar. Corporate America´s big ideas not always good ones…..ouch!!!!!

            É uma pena que Paul esteja se enfraquecendo antes do tempo,ele poderia desafiar mais o Romney. Mas quem sabe este possa lhe honrar o que seria muito bom para os republicanos.

            Obama&Clintons é uma aliança forte, mas por incrível que possa ser , para o Brasil um Romney seria mais interessante.

            Ricc, e agora vai para o Manning ou Brady? The revenge, quem diria hein ?

    • Enviado por: Nick

      Você me engana uma vez, (Bush) a vergonha é sua. Você me engana pela segunda vez, (Obama) a vergonha é minha.

      Agora, cair que nem pato em uma terceira enganação (Romni) – a vergonha é de ambos, do político e dos eleitores.

      RON PAUL 2012

      • Enviado por: Mario Pw

        hehehe….eu não acho que devamos ir à lua, penso que devemos mandar uns políticos para lá……foi fantástico!!!! Mas acho que não vai ser suficiente, e Santorum ou Newt ,nem pensar!!!

    • Enviado por: Pillon

      No fim das contas, lá, quem ganha (aliás, ganhar uma eleição parece corrida de cavalo, coisa de Las Vegas, de parque de diversões, tiro ao alvo, olimpíadas, campeonato de futebol, tele-catch, bem contra o mal, o bom contra o bandido, o bonito contra o feio, democratas contra republicanos, que m…)
      Paro por aqui.

  34. Enviado por: andré

    Quando surgir um presidente da República com a mínima intenção de não deixar o estado se endividar via emissão de títulos será trucidado política ou fisicamente inclusive…

  35. Enviado por: Ferruccio

    Acabei de ler o blog do Ming, aí ao lado, onde diz que o índice de desemprego no Brasil está em 4,7%.

    O Ming diz:

    “Toda política econômica em regimes democráticos persegue situação de pleno emprego – que é, ao mesmo tempo, garantia de paz social e de bom retorno eleitoral. Desse ponto de vista, nada melhor do que forte crescimento dos postos de trabalho. Mas isso também cobra seu preço”.

    P reço seria o avanço da inflação, o que não está acontecendo.

    O índice de desemprego é talvez o melhor indicador de como uma economia está indo.

    Penso numa fábrica. Se todo mundo está trabalhando, isto significa que estamos utilizando ao máximo os fatores de produção, capital e trabalho, resultando numa produção máxima. Penso que isso pode ser estendido à economia como um todo.

    Digo isso, pensando nos críticos habituais da condução da economia brasileira. Quantos países gostariam de estar nesta situação de pleno emprego?

    Riccardo, já sei, você (e outros) não acredita muito nesse pleno emprego. Para dizer a verdade, eu também não. Ou melhor, devemos reconhecer que muitos desses empregos são de baixa produtividade.

    Mesmo assim…

    • Enviado por: Nick

      Ferruccio,

      Para mim, não tem segredo. A dinâmica do emprego está intimamente relacionada a política monetária. Tome como exemplo os EUA… enquanto havia muito dinheiro na praça (sim, estava em forma de crédito, mas estava) a economia parecia subir sem parar, desemprego era baixo.

      Assim que secou a quantia de grana circulando (crédito diminuiu) o desemprego foi para cima, e rápido.

      O Brasil passa por uma fase de expansão da moeda (via crédito) e é isso que mantém o desemprego baixo. Cai de novo na minha incansável frase de quem controla a quantidade de dinheiro circulando, controla tudo (inclusive níveis de emprego/desemprego).

      Abraço

  36. Enviado por: speridião

    Os brasileiros e laboratórios locais colaboraram decisivamente na execução do projeto Genoma dando provas indiscutíveis de que com recursos e boa coordenação eles podem sim desenvolver e aplicar técnicas de padrão internacional.

    No entanto historicamente e por “forças ocultas” a pesquisa tecnológica por aqui não deslancha (salvo algumas raras exceções como plantas de cana de alta produtividade)….acabaram importando e pagando royalties até para soja transgênica!

    Este país sempre foi comandado por controle remoto no que se refere ao desenvolvimento tecnológico, dizem historiadores que um dos pontos de apoio para o golpe de 64 era a formação de mercado mais ávido ao consumo ( e não para pensar e fazer). Vejam que a TV a cores no Brasil foi implantada sob regime de exceção, lembram? A maravilha, que também aprecio, servia para estimular o consumo e entreter o povo mas para a informação ….censura prévia!

    Dou aqui uma sugestão : procurem saber donde veio a expressão popular “para inglês ver” …vejam doque descendemos culturalmente.

    Formamos aqui uma massa de apreciadores de coisas mentalizadas por outros e se os parafusos estão frouxos tal como diz JPK é a meu ver porque não colocam pessoas que entendem do assunto naqueles postos que têm poder decisório.

    • Enviado por: Pillon

      Speridião, você me fez lembrar Geraldo Vandré: “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

      • Enviado por: Alexandre

        Speridião, é mais ou menos isto. Nas multis que trabalhei qdo vinham os ´´ingleses´´ todo mundo corria para trabalhar….deve ser problema dos trópicos.

        • Enviado por: Alexandre

          Lembrei agora de uma fabrica no sul que chamou haitianos para trabalhar, falta de mao de obra, 4,7% de desemprego da FORÇA DE TRABALHO. Eta forçinha franca…

          • Enviado por: Alexandre

            fraca…

    • Enviado por: speridião

      Alexandre, não se desespere. A expressão popular tem origem na época da colonização em que os portugueses faziam acordos com os ingleses onde os portugueses se comprometiam em não desenvolver indústrias ficando deles dependendentes nessa área. Como os acordos não teriam sido cumpridos mas constava no papel então desses se diziam “para ingles ver”, não tem nada de xenófobo, são fatos. Aliás diziam meus antepassados que enquanto a Fepasa era administrada pelos ingleses ia tudo muito bem mas depois que passou ao Estado sobrou o que se podia(?) ver ,se não foi tudo comido pela ferrugem , nos pátios da Fepasa em Itirapina e Araraquara (SP).

      Enquanto em outros países as ferrovias são muito bem cuidadas o Brasil dá-se ao luxo de sucateá-las.

    • Enviado por: speridião

      OBSERVAÇÃO: Verificando outras fontes sobre a expressão “para ingles ver” vi que existe uma certa divergência sobre o tipo de acordo entre Portugal e Inglaterra , uns dizendo que seria da obrigatoriedade não cumprida por Portugal de não trazer mais escravos ao Brasil além daquela de meu conhecimento por outra fonte.

      Para o sentido do comentado ambas as versões servem, ou seja: O descumprimento de acordos por parte de Portugal diante de seus compromissos assumidos com a Inglaterra, ou seja, existiam só no papel e na prática disfarçados “só para ingles ver”

  37. Enviado por: Pillon

    Nick, eu estou encantado (epa, não me leve a mau!) com sua explicação e tese sobre a criação de dinheiro.
    Acrescentou muito ao que eu já havia elaborando acerca das ações de bancos na economia.

    O SNA, bem-vindo ao blog, me rebateu dizendo que minha premissa na extrapolação aí acima era incorreta, mas que o conceito estava correto, porém não era “tão” linear assim.

    Bem, como não há uma jovem “tão” nem “ligeiramente” gravida assim, como é que se explica isso!

    • Enviado por: Alexandre

      SFN, Pillon, provavelmente Sistema Financeiro Nacional…Como está a Alemanha, vai ou não garantir esta dívida dos gregos? Coitados!

      O Ricca que me desculpe, terá que explicar melhor a alavancagem com os depósitos dos clientes. Extender a aula mais um pouco, colocar-me de recuperação, DP….

      Nick, governo imprimindo à revelia sem gerar inflação?

      • Enviado por: Jorge

        Oi Alexandre, se me permitir entrar nessa conversa, a Alemanha não vai pagar a conta. O Zoellick, presidente do banco Mundial, já andou dizendo que o foco sobre a Grécia era excessivo… que o país representa apenas 2% da zona do euro. A Lagarde, do FMI, nesta semana já declarou que não vê possível acordo da dívida com credores privados como suficiente…
        A Merkel, em Davos, disse que não vai assinar cheques em branco…
        Parece que o cenário que se configura nas próximas semanas é de acordo com credores privados, alívio momentâneo no mercado, liberação de mais uma tranche do primeiro pacote para a Grécia saldar os compromissos em março, e mais tempo para um futuro default mais “suave”, mais tempo pra estudar opções de saída da Grécia. O vi declarações do Stiglitz, aqui mesmo no Estadão, dizendo que a Grécia não tinha solução a não ser que a UE conseguisse estimular o crescimento do país. Mas pra “Hydra” é melhor cortar a cabeça. Nascem outras duas.

    • Enviado por: Pillon

      Olá Alexandre,
      andei saboreando muito vinho (dos bons) ultimamente e escrevendo pouca coisa de conteúdo.
      Neste momento, saboreio uma “loira” gelada lá fora, no tempo. O inverno aqui ajuda nesse pormenor (eheh).
      Olha, o papo aqui na TV e nos jornais não ajuda muito porque é uma enrolação que não tem tamanho. Parece aí!!!
      O Renato disse uma coisa certa que o BCE despejou no mercado mas parece que a descarga do FED disparou!!! Chama a Hydra prá regular a válvula!
      Continua…

      • Enviado por: Alexandre

        Boa esta da Hydra! Apesar dos chineses ainda é a melhor válvula, nacional.

        Lembrou-me também eu com 12 latas de ´´loiras´´ chegando em Minnesota no inverno, a sogra nem perdeu tempo, pois tudo do lado de fora. Como brasileiro, perguntei, não vão roubar não?

        Pois é, dever pouco é bobagem, soca dinheiro no mercado. Alguma inflação neste rígido país?

        • Enviado por: Alexandre

          desculpe pelo pois, escapa às vezes, colocou…

        • Enviado por: Alexandre

          desculpe pelo pois, colocou, escapa as vezes….

    • Enviado por: Pillon

      Lembra do mercadinho? O Penny… É, lá tá tudo no mesmo e um deles fica aqui bem ao lado.
      Fizeram uma campanha de quem comprasse 5EUR ganhava um selinho. Com 50 deles, o candidato ganhava dois copos de cristal no valor de 15EUR, vinho, agua, champanhe, cerveja, etc. Os de vinho eram assim, taça para burgundy, taça para chadourney…
      Eu só colecionei os de…

      • Enviado por: Alexandre

        Sim o Penny, lembro. Falar o que? Inútil comparar.

        Aqui virou o ano mudaram as ´´tabelas´´, para cima claro, juros mais baixos, expectativa maior.

        Se voce falar que da sua cidade dá para ver os Alpes, nem que seja de longe, vendo tudo e mudo-me para aí….

    • Enviado por: Pillon

      Ué, você não é descendente de austríacos?
      Pede o passaporte, meu, não perde tempo, aqui é maravilha, vem prá cá. Vende tudo aí, aproveita a onda de supervalorização dos imóveis, dólar e euro favoráveis…
      Vem prá cá cavar neve no inverno, pagar um monte de imposto, pagar faturas de serviços obrigatórios como testar a chaminé todos os anos, testar o queimador de gás do aquecedor geral, também todos os anos…
      Quando precisar do seguro de enfermeiros que vc paga uma nota todos os meses, o custo é maior do que o limite segurado…
      Não vale a pena?
      Bem, eu durmo de portas abertas…

  38. Enviado por: cassio

    Nos Estados Unidos aconteceu a mesma coisa. O que não se vê é que ainda há espaço para a indústria, já que os chineses não tem competência para fabricar e agradar a todos os gostos. A nossa visão não deve ser centrada, devemos deixar os chineses vender guarda-chuvas e não tentar concorrer com eles, há outros setores para explorar, novas tecnologia e necessidades que vão surgir, ele não tem capacidade de atender todo mundo!

  39. Enviado por: Pillon

    Transportei para cá o que o SFN replicou e vou selecionar a primeira frase:
    “A premissa incorreta é considerar que o crédito necessariamente gera um depósito”.
    Segue depois:
    “O multiplicador então varia conforme categorias. Pode ser “puro” se for entre instituições. Mas tem de ser aplicado um redutor no caso por exemplo de pessoa física. Além disso, quanto maior o multiplicador, mais riscos corre a instituição. Dessa forma, o próprio banco tem de determinar qual o nível de alavancagem possível, sem comprometer se expor a riscos de quebra. Por exemplo, foi citado o valor de R$ 100. Em tese, é possível emprestar todos os R$ 100. Mas como há demanda fiduciária (cédulas em espécie), a instituição deve manter x em seu sistema. Esse x é regulado pelos compulsórios exigidos pelo BC.”

    Responder

    • Enviado por: Pillon

      Desculpe-me mas o SNA não passa de um doutrinado!

    • Enviado por: Pillon

      Ele precisa da pílula! Qual é a cor dela, Nick?

      • Enviado por: Alexandre

        Para ajudar na teoria, o Nick merece, nem que seja pela paciencia, considere que a demanda por cédulas deve ter caido muito com a utilização dos cartoes.

        Tem outra, quem no final das contas está controlando todo este fluxo de dinheiro mundial, quem garante os valores informados, balanços?

      • Enviado por: Nick

        Vermelha. Dinheiro nasce em bancos e sempre retorna aos bancos. Nasce via empréstimos fracionários, e retorna aos bancos como dinheiro real após principal e juros serem pagos com o suor do povo. Se você ver bem, o banco recebe mais do que emprestou por causa dos juros que cobra. Após receber esses juros, ele pode alavancar ainda mais.

        Como eu havia comentado, o fato de bancos possuírem o poder de expandir (ou contrair) a quantidade de moeda de um país, os dá controle completo sobre a economia e sobre o emprego/desemprego.

        Se esse privilégio acabar, e ao mesmo tempo governo passar a imprimir, a escravidão desaparece e a liberdade (controle sobre o país) é recuperada.

        Alexandre, já expliquei várias vezes essa questão da inflação. Vai lá em cima ler… :D

        • Enviado por: Pillon

          Nick, tanto é verdade o que você está dizendo que num financiamento aí pela tabela price funciona assim:
          Digamos que você aí no Oregon (foi Ricck, com dois cês, quem disse) compre uma casa de 5 milhões (eu acho que você pode) com 30% de down payment (continuo achando que você pode). Pela tabela price, seu primeiro pagamento sobre $3.500.000,00 a juros de 5% ao ano para um financiamento de 30 anos, será…
          Peraí, deixa eu fazer o cálculo…

          • Enviado por: Alexandre

            Não Pillon, como austríaco é fria. Tem que chegar como brasileiro investidor. A última vez que cheguei com austríaco tinha que servir o exército, voltei…

          • Enviado por: Nick

            Pilon,

            Nem precisa fazer a conta. É isso mesmo. E adiciono que o outro banco que recebeu os 70% também o vai expandir. É um esquema incrível, e o que está em questão na minha opinião não é nem a sacanagem em sí, mas o tamanho do poder que esses bancos possuem no que se refere a quantidade de moeda na economia. Seja ela espécie ou crédito, não importa. É uma sacanagem mesmo, que coloca o povo de qualquer país vítima desse esquema em escravidão completa, sem que saibam.

  40. Enviado por: Alexandre

    Jorge, grato pela explanação, sem dúvida, o problema é abrir precedentes caso ajudem a Grécia sem um compromisso claro, sendo que às vezes o problema não é só dinheiro.

    Nick, o governo imprimindo o que precisa, está mais difícil de entender que a alavancagem….

    • Enviado por: Nick

      Você tá me zoando né Alex?… Vai ler lá em cima vai… :) Não vou repetir. :D

  41. Enviado por: Pillon

    Ok a 12C com pilha fraca finalmente chegou aos 18.788,75 ao mês (Nick, ainda acho que você pode pagar).

    Muito bem, o banco libera 3.500.000,00 que gera um depósito na conta do construtor.
    Dos 18.788,75 merrecas, 14.583.33 são juros. Meu, eu juro que são!
    No mês seguinte é um pouco menos mas é dinheiro que o banco do nada realizou e pode usar para se alavancar, morou?

    • Enviado por: Pillon

      É nisso que o SNA “se cafundiu”-se todo com essa baboseira de que o banco deve determinar o nível de alavancagem possível, blá, blá, blá, uuuuugoooo!

    • Enviado por: Nick

      É isso aí… e eu já respondi acima também… e repondí para o ‘Carnaval’ acima também.

      Só pra clarear… Não estou em Oregon!! :)

      • Enviado por: Alexandre

        Se estivesse no Oregon, ia mandar meu cunhado xarope visitá-lo, ia adorar as teorias, formou-se em História, imagine, mudou-se para lá.

    • Enviado por: Pillon

      Ah, mas se eu fosse você moraria no Oregon!
      Mesmo que fosse para satisfazer o Ricck!

      • Enviado por: Alexandre

        Sim, não conheço, o cunhadinho nem tão pequeno, não quer sair mais de lá, lua de mel eterna, comparado com Minnesota…

  42. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Ai gente eu vou ter que abrir a escolhinha de novo.

    Nao da neh!!!…

    Sez repitiram a materia nao tem jeito.

    • Enviado por: Nick

      Ricca… nem precisa… vai ler os posts novos acima com calma… o que importa é que, qualquer que seja o nível de alavancagem por parte dos bancos, ela existe, e isso é poder de expandir ou contrair moeda. É o maior poder que existe em um país, pois determina diretamente o nível de atividade econômica, e consequentemente emprego/desemprego.

      • Enviado por: Alexandre

        Ricca, sou todo ouvidos e olhos!

        Nick, com quase 200 comentários, qual deles?

        • Enviado por: Alexandre

          Pode chamar de preguiçoso, depois de meses, cria-se uma intimidade…no bom sentido.

          • Enviado por: Nick

            “Ctrl-F” e procure pela palavra inflação :D

  43. Enviado por: Pillon

    Que fria Alexandre, servir o exercito austríaco, não!?
    Que que vocês iriam fazer, treinar guerra contra a Suíça? Liechtenstein? Croacia? Não precisava fugir, o exército suíço é formado por milícias. Os caras até hoje fazem tiro-ao-alvo uma vez por ano. Nas 51 semanas seguintes dedicam-se a comer Rostli e Cevelat e beber cerveja e vinho.

    • Enviado por: Alexandre

      Pillon,….risos,risos, até marinha tinha ou tem a Austria, é mole?

      O serviço era obrigatorio, ate 35, não preciso mais.Qdo fui fiz de tudo para não pegar, não teve jeito, carimbo ´´tauglich´´, queriam meu passaporte brasileiro, voltei sem avisar.

      Mas acredite, os impostos pagos aqui devem estar no nível de voces, além do que trabalho que nem um doido para bens de consumo que custam a metade ai.

      Solução, desvalorizar o real…fica mais pobre ai e aqui…cada uma!

  44. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    So pra ver se o Javier Vidal esta por ai:

    “O desemprego na Espanha,o pior da Europa, atingiu em dezembro seu recorde histórico. Alcançou quase 600 mil pessoas (ou 22,85% da força de trabalho).

    Somente no último trimestre de 2011 foram fechados 348 mil postos de trabalho. Desde fins de 2007 (início da crise global) a Espanha perdeu 2,7 milhões de empregos”

  45. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    So pra ver se o Javier Vidal esta por ai!!!…

    “O desemprego na Espanha,o pior da Europa, atingiu em dezembro seu recorde histórico. Alcançou quase 600 mil pessoas (ou 22,85% da força de trabalho).

    Balanço doloroso. Somente no último trimestre de 2011 foram fechados 348 mil postos de trabalho. Desde fins de 2007 (início da crise global) a Espanha perdeu 2,7 milhões de empregos”

    • Enviado por: Nick

      Sabe por que o desemprego tá alto lá?… Por que os bancos fecharam as torneiras!

    • Enviado por: Nick

      E só para corrigir algo que o SNF escreveu lá pra cima, ele disse “Oi Nick, a instituição tem de lastrear o crédito. Não funciona assim. Senão qualquer banco pequeno poderia se alavancar em níveis absurdos.”

      Sabe como eles lastreiam o dinheiro inexistente que emprestam? Usando o próprio imóvel que estão financiando, como garantia. E foi exatamente isso que aconteceu, bancos (pequenos e grandes) se alavancaram em níveis absurdos, e a bolha explodiu em 2008. POOWW!

    • Enviado por: speridião

      Logo logo vão pedir apoio aos EUA pois os apoiaram de corpo e alma na invasão no Iraque. Puxaram o saco e ele irá vazio. IHHHHH! Bem ainda resta o fmi se a lagarta conseguir passar o chapéu( ou “dar o chapéu”) nos trouxas subdesenvolvidos.

  46. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Speridiao,

    Na coluna do Ming outra razao do alto custo Brasil.

    “A maioria dos países produz energia elétrica a partir de matéria-prima cada vez mais cara: petróleo, gás, urânio enriquecido ou carvão mineral. No Brasil, 75% da geração provém de recursos obtidos a custo operacional próximo de zero: água de rios ou vento.

    Seria o suficiente para garantir a tarifa mais barata do mundo. Mas, desgraçadamente, acontece o contrário: a energia elétrica tupiniquim para a indústria já é a quarta mais cara (veja tabela). É um dos itens que mais derrubam a competitividade da produção nacional”

    • Enviado por: speridião

      De fato Riccardo, infelizmente a desonestidade intrínseca ainda(parece estar diminuindo) está muito forte quando se trata de operações públicoprivadas. Em passado recente foi feito um rateio para financiar alegados prejuizos do setor de geração e distribuição de energia elétrica, pago pelos consumidores.

      Fizeram os cálculos rateando os alegados prejuízos pela base de consumidores da época. A base foi crescendo mas mantida fixa para efeito de cálculo de forma a multiplicar injustamente o montante recebido .

      Falaram-se aqui e ali em obrigatoriedade de devolução mas até agora nada e parece que terminará em nada.

      Houve até o outro caso da represa/barragem de Barra Bonita(SP) vendida a uma empresa multinacional com financiamento do BNDES. Ao invés de entrada de IED o que vimos foi a desestatização financiada pelo próprio Estado. Se não foi ato de burrice ou incompetência administrativa, foi algo muito pior!

      Isso aqui continua sendo um paraíso na mão de otários expostos à cobiça de corsários.

  47. Enviado por: Alexandre

    Ricca, pense assim, se bancos tem que ser salvos é porque fizeram algo errado, muito errado, porque bancos devem ser as instituições mais sólidas que existem. Não são fábricas de automóveis que às vezes podem trabalhar no vermelho, nem devem.

    Para mim isto já estava claro faz tempo, questionava a maneira que foi feita a meleca.

    O nível de alavancagem não importa, concordo com o Nick/Pillon. É um sistema que permite apenas crescimentos, recessões ou estagnações nunca!(Lara Rezende)

    Fico com a pulga ainda com a participação do governo, com BCs independentes ou não, antes de culpar 100% o setor.

  48. Enviado por: Alexandre

    Nick, depois de trocentas infla iguais, achei.

    Voce SUPOE que o governo ira imprimir = PIB?

    Governo democrático com forte oposição precisando ganhar eleição?

    Não ficamos na mesma?

    • Enviado por: Nick

      Eu não suponho que isso aconteça sozinho e por boa vontade dos eleitos. Há de existir regras claras. Veja, uma vez que esses banqueiros estejam fora do jogo de criação de dinheiro, talvez possamos eleger pessoas que realmente se interessem em proteger os interesses do país e de seu povo. Tá, pode ser sonho da minha parte na atual conjuntura, mas de alguma maneira precisa começar. E minha sugestão para esse começo é essa transferência de poder, dos bancos para todos nos, que somos representados pelo governo que elegemos. É preciso se envolver… reclamar só, não adianta. É como diz o ditado, “freedom is not free”.

      E encerro aqui com a seguinte frase:

      “Uma mentira precisa viajar o mundo inteiro várias vezes, antes que a verdade apareça pelo quarteirão.”

      Abraço!

    • Enviado por: Alexandre

      Outra Nick, criar dinheiro do nada mesmo sendo governo = alavancagem dos bancos.

      Será que vou ter que ir até a estratosfera para ver algo que não estou vendo daqui ou terei que mergulhar naquela fase pre-sono?

      • Enviado por: Nick

        “criar dinheiro do nada mesmo sendo governo = alavancagem dos bancos.”

        Errado.

        Nem vou explicar por que. Tá tudo lá em cima nos outros posts. :)

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Cansei de falar dos bancos sez nao querem aprender como realmente as coisas funcionam!!!…

      Desisto… :(

      • Enviado por: Alexandre

        O prof. ficou bravo, OK, entendo, somente o governo pode criar do nada.

        Mas emprestar o que não tem é uma forma, já que o dinheiro emprestado está lastreado por uma dívida ainda não paga.

        Se os bancos estao precisando ser capitalizados, emprestaram o que não tinham, já que muitos pararam de pagar seus emprestimos, diminuiu o fluxo de capital, supoe-se que bancos devam ter uma reserva para estes momentos.

        • Enviado por: Mario Pw

          Alex,

          voce escreve muita coisa, mas aprendeu a mais valiosa lição, e por isto insisto com Nick sobre governos pequenos, enxutos e que só zela pela proteção dos direitos dos seus cidadãos. Governos não devem ser empresas ou bancos estatais:
          “28 de janeiro de 2012 – 7:36
          Enviado por: Alexandre
          O prof. ficou bravo, OK, entendo, somente o governo pode criar do nada.”

    • Enviado por: Pillon

      Bem, Ricck, ensinar a pensar deve ser a motivação primeira de um professor. Doutrinar… é outra coisa.

  49. Enviado por: Riccardo(California,USA)
    • Enviado por: Pillon

      Meu, pensei que o cara ia ter um colapso!
      A mão deve tá ardendo ainda (kkkk…)

      Veja bem, esses surtados, essa gente aí acusando e xingando o povo brasileiro, não resolvem nada. Só ficam nesse blá, blá, blá. Não tem iniciativa nenhuma. Não se reúne com os outros surtados para tomar providência. São uns b-mole e só sabem ser valentes atrás de câmeras.

      Lembram-se do Paulo Francis? Peitou a Petrobrás e não aguentou o tranco, teve um colapso. Eu o conheci em NY em 1982. Tinha a mesma empáfia que demonstrava na TV e cumprimentava com uma mão de maria-mole. Se achou tanto que levou uma invertida e ninguém lhe deu guarida (porque sabiam o terreno que iriam pisar). Vou esclarecer que a iniciativa dele foi muito válida, mas ficou pendurado na broxa…

      Os caras falam, falam, escrevem, escrevem, mas providência que é bom, amigos, necas de pitibiribas.

      Tudo é culpa do…

      • Enviado por: Pillon

        Acabo de consultar meu pai e broxa é com xis mesmo.

        • Enviado por: Ferruccio

          Pillon,
          Concordo com você.
          Esse aí é mais um demagogo.

  50. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    E este sao para o Jr, e Ferruccio que adoram o Governo.

    http://www.youtube.com/watch?v=DWfxQr0XxHg&feature=related

    Beleza…

  51. Enviado por: Pillon

    Bom dia a todos.

    Alex, quando você citou o BC independente me veio na ideia convidar o Gabeira para ser presidente lá.
    Independente não sei, mas seria um BC “descolado”!

    • Enviado por: Alexandre

      Já acordado tomando cafe olhando aqueles morrinhos alpinos?

      O Gabeira, que ve as coisas de cima, mais amplamente, com certeza aguentaria mais a pressão de baixar os juros. Até o Meirelles aguentou mais tempo!

      • Enviado por: Alexandre

        Tombini, muito novinho ainda, vi muito deles, ambiciosos…Cuidado com o Tombão!

        • Enviado por: Alexandre

          Vou até extender-me, antes de trabalhar, senão sou eu que vou ter que pedir emprestado….

          Olhando a circulação do dinheiro bem lá de cima, junto com o Gabeira, ve-se claramente que tem setor na economia sobrando, considerando toda a informatização.

          Na verdade são dois setores, cada um com pesos diferentes.

          Não proponho extingui-los, apenas enxugá-los.

    • Enviado por: Pillon

      Hoje o tempo não anda bom, nublado e instável, Alex! Andei hoje de manhã na Seestrasse à beira do lago e é só neblina no lado Suíço. Nevou esta noite mas muito pouco, a primeira do ano que cobriu o chão mas já derreteu. O inverno este ano anda meio borocochô… Está bem frio, já bateu 5 graus negativos, hoje anda a zero, 1+.
      Quando tempo abre, de lá dessa rua tem-se uma panorâmica dos Alpes que é simplesmente uma maravilha.
      Abs e um bom (e lucrativo) sábado.

    • Enviado por: Jr.

      Alex,
      Desculpe-me, mas quem defende juros altos no Brasil, só pode ser enquadrado em dois grupos: o grupo dos ingênuos e o grupo dos que tiram proveito da situação. Como você é comerciante, parece-me que você se enquadra no primeiro grupo. Já é hora de acordar, Alex. Você não ganha nada com juros altos. Só quem ganha com isso, é uma meia dúzia de pessoas que sabem muito bem o que quer e que vive distribuindo argumentos furados e fajutos na mídia para tentar manter o status quo e, consequentemente, preservar os seus ganhos indolentes. Acorda, Alex. Acaba com essa teimosia ingênua.

      • Enviado por: Jr.

        errata gramatical acima: … que sabe muito bem …

        • Enviado por: Alexandre

          Jr., deu pau no 1o…. :( , resumindo….quem ganha dinheiro com juros baixos é quem aplica na bolsa, empresta para aplicar.

          Alavanco meu negócio com recurso próprio. Este recurso está nos bancos brasileiros, que me deixam feliz qdo anunciam GANHOS, não PERDAS.

          Com tanta discussão em torno da alavancagem, chegando ào ponto de terem que salvar os bancos voce poderia dar um pouco o braço à torcer.

          Defendo juros adequados, nem baixos e nem altos, que variam com a capacidade de produzir ou importar de cada país. A perda com a inflação é maior que a capacidade do governo de investir com os juros baixos, ainda mais no Brasil.

          Outra, renda fixa nunca pagou inflação, seja os juros que forem.

          • Enviado por: Alexandre

            Inflação real, daqui dos terráqueos, não este número ridículo que apresentaram este ano, como todos, mas este foi descarado.

          • Enviado por: Mario Pw

            coloquei um post lá em cima para voce mas vou colocar novamente aqui:

            28 de janeiro de 2012 – 10:10
            Enviado por: Mario Pw
            Alex,

            voce escreve muita coisa, mas aprendeu a mais valiosa lição, e por isto insisto com Nick sobre governos pequenos, enxutos e que só zela pela proteção dos direitos dos seus cidadãos.
            Governos não devem ser empresas ou bancos estatais que alavancam:
            “28 de janeiro de 2012 – 7:36
            Enviado por: Alexandre
            O prof. ficou bravo, OK, entendo, somente o governo pode criar do nada.”

  52. Enviado por: Alexandre

    Mario,

    Vou dar um exemplo prático de como os juros inadequados e/ou a facilidade de tomar emprestado podem distorcer a economia real.

    Ouço muitas conversas de pessoas que alavancaram seus negócios junto àos bancos.

    Quero dizer que eu, com recursos próprios, gastaria 100, eles 500, como exemplo. Não todos, lógico.

    Qual o resultado desta operação ào longo de 5,10 ou 20 anos? Extrapole para o resto do mundo?

    De onde vieram tantos iates e jatinhos? Suando para trabalhar ou devendo para alguém? …

    O raciocínio atual predominante é aparentemente o seguinte:

    Morro aqui, as dívidas morrem no céu.

    • Enviado por: Mario Pw

      Alex,

      Mas tem mudado, porque muitos foram para o buraco, e continuam indo, pequenos e grandes. Voce não viu lá em cima no post do Nick do trading volume decrescente, ninguem quer ter “divida” ou ter que pagar dividendos, recompra as ações, e pequenos investidores preferem cash.

      É que esta atmosfera não chegou com tudo no Brasil,ainda.

      • Enviado por: Alexandre

        Mario, não sou pessimista. Diria que a economia real está bem por aqui e vai ficar para os menos endividados.

        Vacinados que somos, as empresas e nossos bancos possuem uma liquidez maior, além do que a crise eclodiu qdo ìamos começar uma alavancagem mais agressiva ou começamos depois da crise, não sei dizer exatamente.

        • Enviado por: Alexandre

          Quero dizer que não estou pessimista, tratando-se de Brasil, como também afirmar que a alavancadinha promovida pelo governo anterior deu um animo na economia, de vez em qdo faz bem, mas com limites.

          Na minha opinião, agora estão forçando. A prioridade deveria ser a inflação.

          • Enviado por: Mario Pw

            Alex,
            Já falamos sobre isso, lembra que os meios de financiamento no nosso país são deturpados; então combate à inflaçao na verdade é medida restritiva que derruba demanda agregada.
            Com o planeta tendo capacidade ociosa e medidas de desalavancagem que derrubam demanda e preços, por que é que voce acha que a gente precisa combater inflação ?

  53. Enviado por: Alexandre

    Pillon, invejo-o, imagino a vista.

    Para comfortá-lo um pouco mais neste inverno vou dar um exemplo do nosso verão.

    Vou para a praia, 200km daqui, pago 8 pedágios ida e volta. São uns 25 radares de velocidade fixos, mais os móveis, todos na reta, nunca em curvas. Perdi a carteira 2x.

    A estrada é boa, com ondulações, comparadas com as alemãs, no entanto, meu carro que suei para comprar, parece uma lesma à 110km/h.

    Para evitar de roubarem suas havaianas na areia da praia (2x também), tem que ir para praias ´´fechadas´´, cujo valor do imóvel está em R$8.000/m2.

    Dá para relaxar?

  54. Enviado por: speridião

    Se a dona Cristine Lagarde vier pedir de novo dinheiro do Brasil o governo deveria convidá-la para dar uma voltinha nas cidades satélite de Brasília, na cracolândia de São Paulo , nas favelas que existem por aí antes de dizer um sonoro NÃO….viu PT?

    Brasileiro paga a vida toda para ter aposentadoria de merreca não é como na Europa….

    Passar a bolsa, dar um chapéu….é muita cara de páu dessa gerentona.

    • Enviado por: Alexandre

      Pô Speridião, não tens consideração com o Pillon? :)

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Speridiao,

      Falou e disse.

      abs

  55. Enviado por: Alexandre

    Jr., continuando…considerando que os juros são as margens de lucro dos bancos, sendo eles muito baixos podem levá-los à falta de liquidez.

    A colocação do SFN, neste sentido foi oportuna, em relação ào spread e o lucro.

    Outra coisa que nunca fiz, foi tomar emprestado para capital de giro, que obrigaria a trabalhar com menores margens de lucro, para girar mais rápido, pagar o banco, capital este constantenmente oferecido, mas nunca verificado se este dinheiro realmente será utilizado para tal fim.

    Então veja, qto menores os juros mais alimenta-se este sistema, mais empurra-se a sociedade ào endividamento.

    Empresas e trabalhadores tem que ter ganhos reais, aquele que fica no banco e daqui um tempo ele vale o mesmo, poupar.

  56. Enviado por: Javier Vidal

    CAROS VICENTE,RICCARDO,ALEXANDRE:
    Bon día.
    Arriscando a que pensen que tudos os espanhois somos como os que van ver,lhe mando este link,que ven moi a conta do que falaron.E unha brutal descripçao do que pasou na Espanha.Unho dos melhores documentais con tuda a verdade,exata,da crisis na Espanha, nos EEUU e na Europa.Sinto moito, ele e en espanhol, mais os dibuxos dan pra entender.Que alguen tome nota si algunhas coisas, nao tudas, nao lembran un pouco ao Brasil atual.Espero que nao chegue a isto.E a morte dun pais. Saudos

    http://www.lasexta.com/lasextaon/lasextacolumna

    • Enviado por: Nick

      Javier,

      A raíz dos problemas Espanhóis, assim como dos problemas dos outros países que fazem parte da união européia e que utilizam o Euro, é o fato de que todos eles abriram mão de controlar a emissão de sua própria moeda. Parece um discurso repetitivo isso que eu digo, mas é o âmago da questão.

      Isso por que, o crescimento Espanhol até 2008 aconteceu usando dinheiro emprestado, impresso por um grupinho de mafiosos. Esse grupinho de mafiosos infiltrou agentes nos escalões políticos desses países, agentes esses que estavam lá para assegurar que dinheiro tivesse sido tomado emprestado, e gasto.

      No momento apropriado, esse grupinho fechou as torneiras do crédito ao mesmo tempo que começou a cobrar pelo recebimento as dívidas criadas. Hoje quem está pagando é você e todo o povo do seu país, com as tais “medidas de austeridade”. É preciso expulsar esses mafiosos financeiros do poder, e re-conquistar o controle sobre emissão da moeda do país.

      • Enviado por: Javier Vidal

        PREZADO NICK
        Ten tuda a raçao,foi como un casino.O problema e que o casino continua.E como si fora un xogo, e o documental di ben claramente quen esta detras.Isto continuara.porque os mercados sao abertos,que e o que interesa.¿Cal sera o seguinte na lista?

  57. Enviado por: Gonde

    Antes de sair leia a coluna do Celso Ming,energia 329,00 a 142,00 China e 91,5 Rússia.Só energia.Fora o resto!!!É mais fácil importar badulaque e ganhar eleição via consumo,o resto vamos empurrando com a barriga!!!!!

  58. Enviado por: Alexandre

    Javier, muito bom. Infelizmente a primeira parte tem muita semelhança com o Brasil de hoje…até no anuncio que bateremos o PIB alemão…ai,ai.

    Engraçado que o percentual da industria no PIB é bem semelhante também.

  59. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Javier Vidal,

    Gostei do video (se bem que um pouco longo).

    A Espanha passou por uma bolha classica.

    Que nem o Greenspan falava uma “irrational exuberance” total porem o que agrava a situacao hoje e a Espanha esta no Euro deste modo fica muito mais dificil de se recuperar.

    Acredito que o Brasil vai passar pelo mesma situacao as condicoes la estao bem parecidas com os Paises ricos estavam em 2007.

    Uma exuberancia irracional e a turma gastando o que nao tem em produtos superfluos.

    abs

    • Enviado por: Alexandre

      Ricca, a intensidade será menor…voce como brasileiro deve saber como as dívidas são tratadas aqui, para cobrá-las….difícil hein? A justiça aqui ainda favorece o devedor.

      Preocupa-me sim insistir no erro cometido lá fora, ou seja, daqui para frente.

    • Enviado por: Javier Vidal

      PREZADO RICCARDO:
      Lhe mandei o link pra que vera que o euro nao ten nada a ver con a crise.O que ten que ver foi o consumo irracional, o credito baixo,a burbulha inmobiliaria,oa especuladores da bolsa e o neoliberalismo que dominou europa y EEUU nos ultimos anos,e nao falo de politicos sino de formas de manejar a economia.
      Se nao fora polo euro Espanha, Italia ou a França inclusive, xa estarian intervenidas polo FMI.
      O problema foi o sistema neoliberal, nao a moeda.Con EEUU pasou o mesmo e nao ten euros, ten dollares.

  60. Enviado por: Nick

    Nós ficamos aqui, com mais de 200 comentários, tentando entender e talvez explicar por que nosso mundo anda como anda, através das lentes da economia.

    Eu tento ser sempre bastante otimista em relação a que está por vir, mas em termos temporais históricos, as coisas acontecem devagar, e creio que iremos passar por mais maus pedaços antes de a fase realmente boa re-começar.

    Eu sinceramente e infelizmente, creio que o cartel de bancos vai conseguir destruir os EUA, e com ele boa parte do resto do mundo. E, esperando que eu esteja completamente errado, explico por que:

    Eu não acredito que há uma só evidência razoável de esperança para os EUA ou até mesmo para o mundo.

    Isso por que as pessoas em geral são muito estúpidas, com exceção claro dos caros leitores desse jornal. Elas são muito mal informadas, ignorantes, lêem pouco, são centradas em sí mesmas, egoístas, materialistas, e principalmente… Não dão a mínima.

    Falando francamente, as grande maioria das pessoas não dão a mínima. Ludwig Heinrich Edler Von Mises, hoje com 92 anos, em um dos seus livros, diz que em todas as eras e em todos os países, as populações de todos os países suportaram e apoiaram, em algum ponto no tempo, seus ditadores. E elas (população) sempre o farão.

    Não há nenhum exemplo apenas, na história da humanidade inteira, em que a população se revoltou como um todo, e demandaram liberdade e justiça para todos. Nem mesmo nos EUA isso aconteceu. 97% da população dos EUA na época da revolução civil, que expulsou os banqueiros ingleses do país, fizeram alguma coisa. Foram apenas 3% da população que pegou as armas e agiu. E foram eles que deram ao país uma pequena amostra de liberdade, que durou até 1913. Infelizmente, eu acredito que isso nunca mais vai acontecer.

    Grande abraço a todos.

    • Enviado por: Nick

      Correção: Quis dizer Ludwig Heinrich Edler Von Mises MORREU com 92 anos. (Faleceu em 1973).

  61. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Pillon,

    Da um pulinho la em Davos e da uma reportada pra gente.

    abs

  62. Enviado por: Ferruccio

    Andei acompanhando com interesse a discussão sobre alavancagem dos bancos. Com tantas opiniões diferentes, achei que mais uma opinião não iria fazer mal. Lá vai.

    O banco só pode emprestar com base nos depósitos recebidos dos clientes. A cada empréstimo oferecido pelo banco (que consta como recebível, no lado esquerdo do balanço) corresponde uma dívida (exigível, do lado direito do Balanço). O banco não “cria dinheiro do nada”.

    Neste ponto, concordo com o Riccardo.

    Quem cria dinheiro do nada é o Banco Central, através da compra de ativos financeiros ou empréstimos a instituições financeiras. O dinheiro introduzido pelo BC é multiplicado pelo sistema bancário através do “fractional reserve banking”. O que determina o fator de multiplicação é a porcentagem de reserva exigida pelo BC. Através do controle da reserva exigida, o BC controla a base monetária.

    A alavancagem máxima dos bancos, portanto, é estabelecida pelo BC.

    Entretanto, devido à criatividade dos bancos (shadow banking) e à omissão do controle do estado, os bancos conseguiram alavancar muito mais do que seria permitido, o que resultou na crise de 2008.

    Tenho dito.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Finarmente alguem me entendeu.

      Ferruccio na realidade no seu ultimo paragrafo o alavancamento dos bancos continuaram os mesmos 20 por 1.

      O problema foi nas casas de investimento Lehman Bros, IAG, Goldmann Sachs.

      A Lehmann estava alavancada 60 por 1 quando faliu.

      Nota 10 Ferruccio.

      abs

      • Enviado por: Alexandre

        Excelente Ferruccio, finalmente uma explicação didática que podemos entender.

        Entretanto, o resultado final foi o mesmo. Pior, confirma as teorias do Nick em relação àos BCs.

        Ricca, da próxima pode explicar em ingles, nois fala pouco, mais quebra o gaio….

        Eu ainda acho que BC,Governo e grandes bancos são um só, mas sei onde ele quer chegar.

        • Enviado por: Nick

          Ferruccio,

          “fractional reserve banking” é criação de dinheiro. Só por que o banco cria uma entrada na coluna da esquerda do balancete, não quer dizer que representa dinheiro de verdade.

          Se “fractional reserve banking” não fosse criação de dinheiro, seria chamado apenas “reserve banking” – o que seria o certo. A sua afirmação de que bancos só podem emprestar com base nos depósitos recebidos por clientes é verdadeira apenas em parte. Além dos depósitos dos clientes (que o banco alavanca em 10×1) o banco usa também o que considera “patrimônio”. É por isso que bancos são donos dos maiores prédios da cidade, e abrem agências em todos os lugares. Eles também alavancam essas propriedades.

          O Congresso deveria passar uma lei proibindo bancos de alavancar. Enfim… não vou repetir tudo que já escreví acima…

          Grande abraço!

          • Enviado por: Alexandre

            Nick, para ajudar, sendo purista, nem reserve banking, estes deveriam ser também com os depósitos.

  63. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Alex e amigos,

    Sabe aquelas maquinas de dar multa nas estradas da patria amada.

    Sao fabricadas pelo nosso amigo blogueador o Empresario.

    Empresario nao fica bravo comigo nao eu dedei.

    Mas a fabrica dele la na Curitiba eh impressionate.

    Nao vou dizer o nome nao nem se preocupe.

    abs

    • Enviado por: Alexandre

      Ricca, deixa ele voltar e vai ouvir poucas e boas!

      Os radares estão mal aferidos:

      . 180km/h no carro = 174km/h radar
      . 160km/h = 155 km/h
      . 140km/h = 133 km/h

      Não paro de levar multa, assim não dá.

      Além do que são anti-democráticos, não conseguimos discutir… :)

      Tens radar fixo na Califórnia?

      • Enviado por: Alexandre

        Ahhhhh, saudades das Autobahns, eu à 180km/h achando-me o máximo e tinha gente dando farol para passar por mim….isto sim é democracia! Além de bons carros.

        Pillon, já encheu a cara?

  64. Enviado por: Riccardo(California,USA)
  65. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Ja que e domingo um video pra voces.

    O mais popular da youtube.

    Honey Badger don’t care.

    http://www.youtube.com/watch?v=4r7wHMg5Yjg

    bom demais…

  66. Enviado por: Javier Vidal

    PRA TUDOS VOÇES
    Obrigado por ver o documental que, e certo, e un pouco longo.
    Vou pasar un dia maravilhoso na natureza.
    Que tenhan un bo domingo!!

  67. Enviado por: Alexandre

    Nick, para ´´animar seu domingo´´ veja a coisa por outro lado também.

    .Tinhamos antes um sistema de troca-troca de produtos, injusto pois quem produzia alimentos sempre saia ganhando.

    .Depois foi criado o dinheiro, esta fase não lembro muito, quem cunhava a moeda. Mas lembro que dinheiro era dificílimo de ser obtido.

    .Depois entramos no padrão ouro, injusto também, não tem sentido ficar medindo ou travando o desenvolvimento por um metal.

    .Finalmente agora temos dinheiro para todos, basta produzir um pouco que alavanco um montão. Juros? Piada, baixissimos, negativos!

    Exceto no Brasil para alegria do Jr.

  68. Enviado por: Ferruccio

    Nick,

    O “fractional reserve banking” é sem dúvida criação de dinheiro. Ou melhor, o sistema bancário multiplica por um fator o dinheiro inicial emitido pelo BC. Sem essa emissão inicial, não há como aumentar a base monetária. O “fractional reserve banking” permite que o BC, através de uma pequena quantia, controle uma grande quantia da base monetária. É como uma pequena válvula que controla um grande fluxo de corrente. Se não houvesse esse multiplicador, outro sistema precisaria ser inventado para controlar a base monetária.

    Esse sistema funcionou bem durante muito tempo. A coisa saiu dos trilhos a partir da liberalização dos controles bancários nos anos 80. Com a liberação, o mercado financeiro cresceu fora de proporção com o crescimento da economia em geral, promovendo uma enorme transferência de renda do setor produtivo para o especulativo, resultando numa enorme concentração de renda e criação de dívidas, como você já explicou muitas vezes.

    Acho que até este ponto não há discordância entre nós. Concordamos no diagnóstico.

    A discussão é sobre o remédio.

    O seu tratamento é um tratamento radical, não experimentado na prática. Você propõe o término da alavancagem dos bancos e o términa da dívida pública do Estado, pela emissão do dinheiro diretamente pelo Congresso. A proposta é tão radical que fica até difícil concordar ou discordar.

    A minha proposta é mais tradicional. O governo precisa voltar a controlar mais rigorosamente o sistema bancário, o que implica mais intervenção do Estado, justamente o que você não quer.

    Grande abraço!

    • Enviado por: Alexandre

      Otimo Ferruccio, com valvulas Hydra chegaremos lá!

      Não gosto de responder pelos outros, mas acho que o Nick refere-se à estados enxutos, custos menores, não na capacidade de intervir.

      • Enviado por: Alexandre

        Sendo que capacidade de intervir, não quer dizer intervencionismo.

      • Enviado por: Ferruccio

        Pode ser que você tenha razão,Alex.

        Vamos fazer um teste com o Nick. Vamos ver se ele concorda em impor regras mais severas para os bancos.
        Abr.

    • Enviado por: Jr.

      Ferruccio e Nick,
      A proposta do Nick, até certo ponto, resolveria muitos problemas. A questão é que o funcionamento do capitalismo atual já está tão consolidado em torno do modelo atualmente usado que a adoção da proposta aqui formulada pelo Nick (e que tem sido difundida por várias outras pessoas recentemente, incluindo o Ron Paul), fica um pouco no campo da teoria e do idealismo. As forças que controlam o mundo hoje dificilmente concordariam com uma solução desse tipo.

      Agora, que o modelo de “Bancos Centrais independentes” favorece a manipulação global pelo capitalismo financeiro, isso é uma verdade. Vejam o exemplo da Hungria, que atualmente está sendo governada por um partido de extrema direita. Esse governo tomou várias medidas para restringir as liberdades do judiciário, da imprensa e dos cidadãos. No bojo dessas medidas, o governo também tentou restringir a “independência” do banco central húngaro. Resultado: as reações internacionais mais fortes estampadas da mídia mundial foram aquelas que se insurgiam contra a perda de independência do Banco Central. Sanções internacionais foram propostas, o que levou o governo húngaro a recuar dessa iniciativa. Quanto aos demais elementos do abuso de poder (restrição à imprensa, à liberdade do judiciário, etc.), ouvimos pouquíssimas reações. O que demonstra, na prática, que o que importa mesmo é o controle da grana. O governo húngaro tocou no calcanhar de Aquiles dos esquemas de poder mundiais. Se tivesse cerceado todas as outras liberdades, mas não tivesse mexido no vespeiro da independência do Banco Central, provavelmente ninguém teria sequer ouvido falar do conjunto de medidas fascistas desse Partido Fidesz hoje no poder em Budapeste.
      Abs.

      • Enviado por: Ferruccio

        Jr,

        Muito bem observado. É em casos como este que percebemos o poder do sistema financeiro mundial.

        Abr

      • Enviado por: Imagine

        Moçada, a discussão aqui é meio surreal. Criar dinheiro não é problema, pelo contrário. Lá em Cuba ninguém tem dívida, oficialmente, mas todo mundo negocia em dólares. Imprimir dinheiro com lastro no PIB? E como o PIB cresce? Num mundo de economias globalizadas? Francamente!

  69. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Se bem que o Ferruccio explicou muito bem deixa eu tentar clarificar um pouco pro Nick que esta fazendo Alhos com Bugalhos com esta criacao do dinheiro.

    E isto que querem dizer:

    Vamos dizer que eu abra um banco e para isto eu tenho que introduzir um capital(equity) vamos dizer $100 dollares com estes 100 dollares o BC deixa eu emprestar 1000 dollares e eh esta a multiplicacao de que se referem.

    Porem aonde o Nick esta enganado e que eu so posso emprestar estes 1000 dollares se eu tiver esta quantidade em depositos de clientes.

    O deposito dos clientes nao e considerado capital.

    CAPICHE!!!…

    E o que o Nick infere e que um cliente deposita 1000 no banco e o Banco empresta 10000 isto simplismente nao e verdade.

    Quando o BC aumenta o compulsorio quer dizer que com o meu capital de $100 e so posso emprestar digamos $500 em vez de 1000 (isto e so um exemplo).

    Por favor finaRmente me digam que entenderam.

    LIFE IS GOOD.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …se nao eu vou guiar pra Sao Francisco e vou pular da Golden Gate…

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Em outras palavras voces estao confundindo o Capital do banco com os Depositos do banco.

      pronto

    • Enviado por: Nick

      Eu entendi tudo o que vocês comentaram acima desde a minha resposta ao Ferruccio. O problema é que, independente das tecnicalidades, bancos hoje possuem a capacidade de expandir e contrair a quantidade de moeda circulando, e essa é que é a questão.

      A minha proposta que é caracterizada de radical nem é tanto assim, apesar de ser radicalíssima para quem hoje detém o poder de controlar a quantia de dinheiro circulando, pois estes perderiam esse poder.

      E não é só o Banco Central. O que os BCs do mundo controlam sim, é o preço do dinheiro que emitem em troca de notas do tesouro. Todos concordamos que essas notas do tesouro são dívidas públicas criadas para arrecadar dinheiro neceessário, para seja lá o que for que o governo precisa. Nós todos, cidadãos, somos forçados a pagar essa dívida via impostos. Por isso que um estado grande e influente que mete a mão em tudo (educação, energia, etc) está sempre precisando de dinheiro, e sempre ficará a mercê desses bancos centrais.

      Ao mesmo tempo, os bancos comerciais controlam crédito, que é um tipo de dinheiro, e é por isso que eles é que criam os ciclos de prosperidade e crise (inclusive guerras), quando bem entendem.

      Minha solução simplesmente ELIMINA a dívida pública federal. ELIMINA o empréstimo feito por bancos baseado em alavancagem, desta forma retirando dos bancos o poder de contrair e expandir prosperidade.

      Eu defendo dinheiro em abundância na economia, feito de material barato (se forem moedas, que seja latão ou qualquer outro metal abundante) se for papel moeda, que sua quantidade e emissão seja controlada pelo governo, não por bancos centrais. Não é tão radical assim. Até mesmo corrupção diminuiria com o tempo, se a quantidade de dinheiro (real) é próxima do volume do PIB do país.

      Com dinheiro em abundância na economia, os preços são definidos por oferta e demanda do ítem/serviço sendo comercializado, e com um governo MENOR, é impossível a formação de monopólios.

      Esse sistema monetário já existiu antes na história da humanidade, e durou mais de 700 anos na Europa. Foi apenas quando banqueiros descobriram que nem todos os depositantes vinham sacar seu dinheiro ao mesmo tempo, que eles começaram a diminuir a quantidade deste, e substituir por alavancagem. Foi dessa forma que eles (bancos) passaram a controlar a quantidade de dinheiro circulando, e com isso, obteram o poder de criar ciclos econômicos violentos e artificiais. Quando bancos centrais foram criados, a emissão de dinheiro passou a não ser mais de responsabilidade do governo.

      É preciso estudar história… :) :D

      • Enviado por: Nick

        Só pra finalizar, pra quem gosta de estudar esse tipo de assunto (que sinceramente deveria ser todo mundo na minha opinião) — recomendo a leitura (em inglês) das primeiras páginas do livreto “Modern Money Mechanics” onde os seguintes pontos são explicados:

        1) O que é dinheiro;

        2) O que faz o dinheiro ter valor;

        3) Quem cria dinheiro;

        4) O que limita a quantia de dinheiro que bancos podem criar;

        Se lerem com calma, irão perceber o tamanho da farsa.

        • Enviado por: Alexandre

          Pois é, e todo este sistema precisa de idiotas poupadores que não pedem emprestado, não são adequadamente remunerados e ainda por cima perdem o valor de seu dinheiro….

          Vamos ser honestos, a coisa saiu de controle, nem sabem o tamanho do rombo.

          Ricca, bancos tornaram-se uma parafernália de serviços e papeis incontroláveis. As regras descritas que eles deveriam seguir foram bem explicadas por voces, mas como toda regra….

  70. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Nick,

    Ja li aquele panfleto umas tres vezes ja.

    Ja que hoje eh o ultimo dia da folia o Supremo JPK volta amanha.

    Deem uma olhada no aviao que o meu cunhado esta fazendo ai no Brasil, e disso que eu renho saudades da patria amada a turma sempre esta aprontando.

    http://www.tudoquevoa.com/messages.aspx?TopicID=5

    Tambem hoje apreendi porque esta todo o mundo amuado ai, de acordo com a minha irma ai esta chovendo faz 20 dias aqui eh inverno mas esta o maior sol.

    abs

  71. Enviado por: Nick

    Riccardo,

    Essa é pra você…

    Durante a administração do Obama:

    1. Federal debt has increased by 43% from $10.6 trillion to $15 trillion.

    2. Americans living in poverty have increased by 16% from 39.8 million to 46.2 million.

    3. Total unemployment (U6) has increased by 68% from 13.7 million to 23 million.

    4. Price of gasoline has increased by 80% from $1.86/gal to $3.35/gal.

    5. Americans on food stamps have increased 42% from 31.8 million to 45.2 million.

    6. Home foreclosures per year have increased by 34% from 850,000 to 1,140,000.

    7. Total bankruptcy filings per year have increased by 42% from 1,117,641 to 1,593,081.

    8. Median Household incomes have declined by 4%.

    9. Average selling price of new homes has declined by 10%.

    10. US dollar compared to foreign currencies has declined by 8.7%. [US dollar index of 85.9 in Jan 2009 to 78.5 in Dec 2011.]

    11. US dollar compared to gold has declined 105%. ($855/ounce to $1750/ounce)

    ——
    Mas… agora sabemos que fica difícil culpar o fantoche, quando sabemos que ele é o fantoche, e foi antecedido por outro fantoche. Quem será o próximo marionete que vai entrar na casa branca?

  72. Enviado por: Alexandre
    • Enviado por: Nick

      Isso sem mencionar que a França gostou da idéia Brasileira chamada CPMF e o “Saco-Zí” já tá querendo implantar lá… O Vaticano tá a todo vapor mesmo!

      • Enviado por: Alexandre

        Nick, fizemos a festa, amanha o JPK volta, deve ter ido para algum lugar incomunicavel… :)

  73. Enviado por: Fazendeiro

    Nick, Alexandre e Riccardo,

    Acompanho sempre seus debates, gostaria de pedir uma opiniao, sou um produtor de café e me encontro num dilema.O preço do cafe esta em patamares 275 a 300 dolares a saca, mas estou enchergando falta de mao de obra, poblemas climaticos e os custos trabalhistas la no alto.Gostaria de sair da atividade mas com esta crise onde coloco o dinheiro?Obrigado.

    • Enviado por: Alexandre

      Sim, tenho sentido o aumento do café por aqui.

      Difícil sugerir onde por seu dinheiro, além da responsabilidade, depende muito das oportunidades, região, ramo e plano de investimentos para a empresa, uma vez que alimentos sempre vendem, variam o preço.

      • Enviado por: Alexandre

        Esqueci, analisar a concorrencia e como ela atua é muito importante também.

        Neste sentido, o Brasil é grande e carente ainda.

        É pena ver jovens capacitados gastando seu potencial em multis e no setor público ào invés de abrirem suas próprias empresas.

  74. Enviado por: Alexandre

    Ricca e Ferruccio, muito bem, lendo com calma como os bancos devem atuar, ficou, meu dinheiro depositado está sempre garantido, exceto pelo valor…

    Podemos então, aproveitando o último dia, tentar explicar quem foi o genio que criou seguros de empréstimos e de onde vem este dinheiro?

    Já sei que estão embutidos na parcela do financiamento, mas também não foi suficiente.

  75. Enviado por: Rogério Barbosa

    O diminuição do custo Brasil trará competitividade a indústria, até lá o governo poderia tirar do papel as ZPEs que poderiam alterar a atual conjuntura. Não existe uma única solução e nem a curto prazo. Devemos escolher que país queremos, país do trabalho e do estudo ou da bebida e da festa.

  76. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Fazenderio,

    Sempre digo aos meus amigos que se morasse no Brasil queria ser fazenderio e uma das poucas atividades no Brasil que esta indo bem.

    Eu sei que o preco do alqueire ai esta em alta mas que nem voce diz vai botar o dinheiro aonde.

    A minha posicao a este respeito e de que a nao ser que esteja perto da aposentadoria e os filhos (as) nao tiverem interesse na ocupacao.Eu compraria mais fazendas ainda em outras atividades para se diversificar.

    Porem acredito que no Brasil o fazendeiro tem um bom futuro.

    A nao ser que que o MST invada a sua propriedade ai o papo e diferente.

    abs e boa sorte.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …um cunhado meu tem um amigo que tem um cafezal em Sao Paulo e ele esta feliz da vida…

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      E Fazendeiro,

      A razao que as pessoas das cidades estao indo bem sao por causa de pessoas como voce que trabalham no campo.

      Agora se voce quiser me mandar um quilo dum cafe gostoso. Aceito.

      E por favor comenta mais da sua perspectiva porque gosto de saber deste setor da economia.

      abs

      • Enviado por: Fazendeiro

        Riccardo

        No momentos os preços estao exelentes mas estamos como falta de mao de obra e a mecanizaçao nao sao para todas as areas, A tendencia sao os custos para colheita manual explodirem nesta safra.Como minha regiao nao tem como mecanizar 100% das lavouras ando com o pe atras, qualndo o mercado do cafe inverter ficara inviavel. Estou no sul de minas, numa pequena cidade de 15,000 habitantes, mas proximas de grandes centros.Hoje a contruçao civel e vendas de imoveis comanda a cidade, por exemplo uma pequena casa de 100m2 esta na faixa de U$80.000 casas tamanho padrao U$200.000 casas maiores de alto padrao de U$300.00 U$ 700.00 acho que é muito dinheiro para uma cidade do interior.
        O preço de terras, o alqueire com cafe U$30.000.
        Ate 2007 minha cidae tinha mais de 2.000 pessoas na America e isto injetava muita grana.Minha cidade mesmo pequena teria um otimo padrao falndo-se de Brasil.O credito domins tudo.
        Quanto ao cafe terei o maior prazer em envia-lo
        Um verdadeiro Cafe produzido no sul de Mianas Gerais
        abraços

  77. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Nick,

    As estatisticas que se mandou pra mim eu acho que sao mais pro Jr.

    Pra ele aprender.

    Eheheheheh…

    • Enviado por: Nick

      Teste… minhas mensagens pararam de ser publicadas… respondi para o fazendeiro, mas não foi publicado.

      Talvez seja por isso que o Jr não entrou ainda… :(

    • Enviado por: Jr.

      My friend Richard,
      Faltou o Nick colocar as estatísticas para o período Bush.

      A propósito, o Gringich tá ficando mais forte. Já recebeu o apoio do Cain e a Sarah Palin tá fazendo campanha pra ele. Logo, logo, o Santorum sai do páreo e vai apoiá-lo também.

      Aí vou ficar de camarote vendo o embate entre a facção Tea Party x Resto do G.O.P.

      O Obama também vai ficar de camarote. ehehehe.

      Abs.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Jr,Jr,Jr,

      Voce eh incorrigivel.

      Vamos ver o que acontece amanha… :)

      Nick nao vai falar pro Fazendeiro vende e comprar ouro nao, deixa ele queto!!!…

      Amanha o Patrao volta e acabou a folia… :(

      abs

  78. Enviado por: Fazendeiro

    Riccardo

    Mudando de assunto, voltando ao cambio gostaria de comparar o preço de uma pizza de minha cidade esta na faixa de U$13.00 e por ai? Um sanduba em um trailer U$ 3.90 (nao é Macdonalds,,)..minha conta de energia U$ 228.00.
    Lembrando estou falando do interior do Brasil…..

    abraços

  79. Enviado por: Fazendeiro

    Riccardo

    Esqueci…um trabalhador na colheita de cafe ganhou na ultima safra uma media de U$ 2.000 mensais( sem encargos) . ok
    Gostaria de saber qual a devalorizaçao do dolar nos ultimos 10 anos?

    abs

    • Enviado por: Alexandre

      Perdão intrometer-me, mas de todos os preços que voce falou, ainda acho o alqueire com café o mais barato. Entretanto, digo isso sem saber a produtividade do alqueire.

      Tratando-se de uma cidade do interior, os preços de imóveis estão ´´altos´´. Tenho lido sobre este mercado, as opiniões divergem muito.

      Uma pergunta. O preço da saca do café aumentou por conta da oferta ou do aumento do consumo, voce tem como analisar isto comparando com os ultimos anos?

      Desta reposta voce podera deduzir algum nível de especulação e assim determinar uma possível queda nos preços.

      Enquanto a construção civil continuar crescendo faltará M.O. nos outros setores, que não exigem especialização.

      • Enviado por: Fazendeiro

        Alexandre

        o grande fator no aumento do preço do cafe foi a queda na produçao e na produtividade nos ultimos anos, isto falando de varios paises produtores e nao só do Brasil. Houve tambem aumento no consumo, mas a produtividade das lavouras cairam muito, primeiro pelos ultimos 5 anos os preços nao foram remuneradores tendo os produtores diminuido os tratos da lavoura em segundo e principalmente o fator cimatico acentuou a queda na produtividade, note-se que estou falando de produtividade, nao em produçao pois se ela voltar ao normal o mercado desaba.Agora quase toda cafeicultura ainda esta alavancada do grande ao pequeno via pronaf.A sete anos atras o preço do cafe eatava em torno de U$150
        de um ano para ca entre U$250,00 U$300,00 mas com este cambio e aumento de salarios e a queda na produtividade ficou justo mesmo com preços em dolares nas alturas. Este é meu medo.E outra estao plantando muito cafe que so vira ao mercado daqui a tres anos.Uma pergunta que sempre me faço é qual seria o preço que passaria a desestimular o consumo.
        Por ouro lado o brasileiro bebe somente residuos, milho triturado e nao sei mais o que, pois se bebesse cafe puro nao teriamos mais cafe para beber.

        • Enviado por: Alexandre

          Tente calcular o pior cenário de preços, com os mesmos custos. Dando para obter lucros, mesmo que menores….. Pelo que entendi existe uma boa demanda para produto com qualidade.

          Sei que a coisa é mais complexa, mas no dia dia do empresário às vezes não visualizamos coisas simples.

          Boa esta que bebemos apenas os resíduos.

          Voce já pensou em criar sua marca, beneficiar o grão?

          Grandes centros de SP tem muita demanda por artesanais. O problema é a distribuição e vendedores nas ruas, péssimos.

  80. Enviado por: Fazendeiro

    riccardo

    outra coisa que me preocupa por aqui, finaciamento de imoveis. Porque? adulteraçao do comprovante de renda,no interior mais de 70% dos casos.
    Preços dos imoveis em alta + renda inflada = ?

    • Enviado por: Alexandre

      Ai, Ai….por aqui as financeiras aprovaram prestações de automóveis com 50% da renda comprovada e informada corretamente, nem precisaram mentir.

      Tenho alguns funcionários nesta situação.

      Diferença, os juros são tão altos que considerando a entrada e mais 24x o bem automaticamente estará pago, caso a instituição consiga reave-lo, mais os ganhos financeiros com aqueles que pagam religiosamente.

      Caso de imóveis, primeira e única casa, não sei como a justiça está atuando.

  81. Enviado por: Fazendeiro

    Alexandre

    Um salario minimo rural aqui no sul de minas tem um custo total hoje de U$542 o poblema é que foi muito rapido o aumento, e o crescimento de outros setores(Nao quero politizar este valor e nen estar dizendo que é pouco).Mas o sul de minas nao suporta a mecanizaçao intensiva das lavouras e este seria o caminho.este é meu outro medo. Quando o vento virar sofreremos uma desvalorizaçao de nossa terras.
    Perguntando este cambio e real, nossa nova realidade?

    abs

  82. Enviado por: Fazendeiro

    Alexandre

    a produtividade media de um alquire é de 60 sacas mas com poblemas climaticos dos ultimos anos ocila em torno de 45 ou seja de U$15.000 em media ano.

    • Enviado por: Alexandre

      Neste caso a terra está cara se comparada com a produtividade…caramba hein! Que sinuca.

      È o mesmo problema que tenho na minha região para investir.

      Tinha um terreno ào lado para ampliação de meu negócio, o propietário tirou de venda ´para especular mais ainda…

  83. Enviado por: Fazendeiro

    ao JPK e todos

    na minha humilde opinião…todos os poblemas vistos no mundo nos ultimos anos crise americana e europeia e demais poblemas se deriva de um monstro que nao temos como frear…competiçao(salarios baixos, grande poder de compra)..produtividade(sem leis trabalhistas e jornadas de trabalho, bem estar social) e qualidade(pessima) e seu oposto que se chama CHINA.Estamos apenas começando a sentir seu peso.copiaram tudo e talvez copiem estas crises….

    abs a todos

  84. Enviado por: Fazendeiro

    alenxandre

    Grande poder de fogo…vai dizimar

    veja isto
    Eike deve investir em produção de café
    O empresário bilionário comprou fazendas do grão em Minas Gerais
    http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-deve-investir-em-producao-de-cafe

    • Enviado por: Alexandre

      Falar o que? Voce sabe e eu sei das dificuldades de produzir, pagar todos os custos e obter lucros.

      A alavancagem distorceu requisitos básicos de um empreendedor, uma vez que não perguntam se a pessoa tem a mínima noção do negócio em que está entrando.

      • Enviado por: Alexandre

        Neste caso que voce apresentou, não duvido se o grande negócio em si é a especulação da terra e não a venda de café.

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