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15 de Abril de 2010

 

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Oportunidade na crise

11 de agosto de 2011 | 17h00

José Paulo Kupfer

Muito boa a entrevista do ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, aos colegas Raquel Landim, Fabio Alves e Ricardo Grinbaum, no Estadão impresso desta quinta-feira. É leitura altamente recomendável para quem quer recolher subsídios para refletir sobre os desdobramentos possíveis da crise atual.

Meirelles considera as diferenças desta crise para a de 2008 (na verdade, a crise de hoje é uma espécie de outro lado da mesma moeda da crise de 2008) e, a partir delas, estabelece uma linha de eventual contágio da economia brasileira. Ele acha que o canal para isso é o setor externo, pela via de uma contração nas receitas de exportação.

O argumento de Meirelles se baseia na ideia bem disseminada de que a crise atual levará a um esfriamento da economia global, puxada por Estados Unidos e Europa. A menor demanda daí decorrente se combinaria com um período de maior aversão a riscos para impor freios às altas nos preços das commodities e, ao mesmo tempo, dificultar as vendas externas de manufaturados.

Uma queda consistente e prolongada nas cotações das commodities internacionais, que hoje respondem por três quartos das receitas de exportação brasileiras, ajudaria no combate à inflação e transportaria os riscos para o lado externo da economia. A possível folga nas pressões inflacionárias permitiria extrair da crise a oportunidade de reduzir os juros e, assim, ao estreitar a distância dos juros internacionais, mitigar a valorização do real.

Os desdobramentos  práticos desse diagnóstico não dão margem a dúvidas. O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal. Esta também é a visão do próprio governo e de economistas de prestígio, como o também ex-BC Persio Arida.

 

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65 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Alexandre

    Nada como uma crise para combater a inflação que no mundo de hoje pode ser exportada ou importada.

    Batendo na mesma tecla,não há como incluir no mercado de consumo 1 bilhao de chineses,1 bilhao de indianos,abarrotar americanos e europeus e mais alguns milhoes de brasileiros sem alguma consequencia.

    Não vai dar para todo mundo ter seu 1.0,ou importaremos minério de Marte.

  2. Enviado por: Jr.

    Reduzir os juros brasileiros foi tudo o que o Meirelles NÃO FEZ, quando teve a oportunidade de ouro de fazê-lo, logo após a crise de 2008. Os problemas da superapreciação cambial que o país hoje atravessa, entre outros, é resultado da INAÇÃO de Meirelles, que não agiu quando todos os outros países do mundo já haviam baixado os juros básicos, no final de 2008, tendo depois elevado a taxa SELIC de volta aos patamares de dois dígitos logo que pôde, no primeiro semestre do ano passado.

    Enquanto o Sr. Meirelles retornou os juros aos níveis pré-crise de 2008, a Turquia (paciência, Riccardo), aproveitou a oportunidade para derrubar os juros ainda mais, para o patamar de 6 %. Em 2008, a Turquia tinha juros de 16,75%. O Brasil tinha juros de 13,5%. Hoje, o Brasil tem juros de 12,5 % e a Turquia tem juros de 6 %.

    Sim, Kupfer, há oportunidade na crise. Mas é preciso aproveitar a oportunidade. A Turquia a aproveitou em 2008 e 2009. O Banco Central brasileiro, comandado pelo Sr. Meirelles, desperdiçou a oportunidade.

    Desta vez, o Tombini vai ter a mesma atitude que o Meirelles ou vai fazer diferente ?

    • Enviado por: speridião

      Concordo com você Jr. e complemento:Tudo o que este senhor fez junto com o seu maldito comitê foi presentear os seus amigos da casa com spreads sensacionais. Quem tem pago os lucros dos bancos, financeiras e demais compradores de dólar barato é o povo brasileiro pois o governo traidor de Lulla cambiava o barato para comprar de volta pagando as horrorosas taxas Selic.

      E POR INCRÍVEL QUE POSSA PARECER AINDA HÁ QUEM O ENALTEÇA

      Errar uma vez é humano, no segundo mandato burrice ou suspeição e pela terceira vez é imperdoável.

    • Enviado por: Werber Vieira

      Bem colocado Jr., Agora ele (Meireles) não é mais vidraça, e deveria ficar de boca fechada como é esperado de um ex-banco central, ele não fez o dever de casa quando teve oportunidade. Há algumas coisas que não voltam mais, é uma delas é a oportunidade perdida. Ele é o grande responsável pelos juros perversos e extratosféricos praticados na economia brasileira que só beneficia o setor bancário, haja vista os lucros dos bancos. Seria melhor que ele ficasse quieto, ganharia mais.
      Saudações

  3. Enviado por: Luiz

    Prezado JPK, tudo isto resulta em imprimir +moeda.

    Agora me explica pq dona dilma mandou os fundos de pensão comprarem açoes se estas com certeza absoluta só começaram a queda?

  4. Enviado por: Whatever

    “O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal”
    E vc acha q o governo vai conter o lado fiscal com eleicoes o ano q vem? Tolinho…

  5. Enviado por: Claudio Melo

    A mim fica a impressão de que a autoridade monetária brasileira, qualquer que seja ela, pensa que reduzir juros é sempre tarefa para oa outros

  6. Enviado por: Ferruccio

    Já tinha lido e também achei muito boa a entrevista do Meirelles.

    Com a possível redução das exportações, mais produtos sobrarão para o mercado interno. Os preços irão cair. Grande oportunidade de reduzir os juros.

    Com a redução dos juros, mais dinheiro sobra para o governo enfrentar a crise.

    Jr, esquece tua bronca com o Meirelles. Os juros finalmente vão cair!

    Será?

    • Enviado por: speridião

      Discordo de sua análise Ferruccio pois o que o Brasil mais tem exportado são produtos primários que sequer seriam absorvidos pelo mercado interno. São excedentes.

      Sobrariam calçados de luxo que hoje vão para a China, muita soja, muito minério de ferro e muito frango e carne vermelha.

      Ainda têm-se que considerar se os produtores manteriam os atuais níveis de produção pois poderiam demitir em massa e reduzir suas despesas com a folha e demais custos e fazer o ajuste “por baixo” reajustando os preços ou os mantendo.

      De mercado esse banqueiro não entende nada. O que sabia mesmo é aumentar a Selic junto com aquele comitê.

    • Enviado por: hermes benaci

      Ferruccio, tens razão, cortar juros é sem duvida a melhor solução, já que a economia vai desacelerar, não devemos ter problemas com inflação, portanto juros baixos significa também facilidade para diminuir a divida pública. Temos que entender que se aqui os juros são absurdos não é só para desaquecer mas principalmente para satisfazer o lobie dos banqueiros;

    • Enviado por: Alexandre

      E eu da sua Speridião,

      A nossa inflação comeu solta,principalemente destas commodities alimentos básicos do brasileiro,não esqueça que o alcool esta relacionado ao preço do açucar no mercado internacional,o mercado interno já está desaquecendo,uma boa parte das familias contrairam dividas então nada como uma queda nos preços dos exportados para ajudar a equilibrar o orçamento,a perspectiva da queda dos juros pode se tornar real.

      A balança comercial podera pender para o outro lado,o dólar para alegria de muitos irá subir,os importados ficarão mais caros,a industria nacional irá festejar…

      Meu é só alegria e viva o capitalismo,uns perdem outros ganham!

    • Enviado por: Jr.

      Ferruccio,
      Eu posso até estar sendo preconceituoso, mas tudo que sai da boca desse cidadão me deixa de orelha em pé.

      Apesar de ovacionado pela mídia econômica, na minha opinião foi uma dos gestores mais prejudiciais ao País que tivemos nos últimos tempos.

      Não li a entrevista, mas pelo que ouço falar, ele não falou nada que não seja o óbvio. Pena que ele não colocou em práticas várias obviedades durante o mandato que teve à frente do BC.

      Como já discutimos aqui diversas vezes, há espaço para baixar juros no Brasil e nem precisa de crise externa pra “criar um ambiente propício” para isto, como muitos advogam. Basta usar o instrumento do aumento do compulsório bancário e outras medidas de contenção de crédito para conter uma eventual pressão inflacionária decorrente da redução da SELIC. Ficção ? Não. Mais uma vez, sem querer ser chato, foi isto que a Turquia fez. Com muito sucesso.

      Se o governo vai baixar os juros, vamos esperar pra ver. E, caso decida baixá-los, vamos ter que esperar mais ainda para ver se não é só uma redução temporária, como aquela praticada na gestão do Sr. Meirelles, em 2009, que logo em seguida empurrou-os novamente para cima, de uma só tacada, à taxa de 2% em apenas 90 dias, como aconteceu no primeiro semestre do ano passado.

      Abs.

    • Enviado por: speridião

      Jr. vc não está preconceituoso está sim fundado em fatos.
      Chegava a época de reunião do Copom esse senhor chegava a público e com aquela arrogância usual insinuava a insegurança preparando o público para mais um aumento de tx Selic.

      Tenho comentado muito sobre a necessidade de se extinguir o Copom.

      Certos males você não corta eliminando postos ou trocando pessoas. Tem é extirpar o tumor todo pois pode ocorrer a metástase.

      Assim mudando a estrutura do poder teria-se a esperança de cortar vícios adquiridos como possíveis tráficos de influência especialmente numa área tão sensível como das finanças.

      Esse senhor a meu ver conhece sim a matéria mas nunca esteve lá a serviço do país. As decisões eram desse maldito comitê mas o presidente do BC ainda que vote unitariamente tem muita influencia e a opinião do tal em epígrafe todos nós já sabemos: aumentar tx Selic, câmbio ao saber dos ventos e muito, muito spread para os gananciosos se fartarem. Quanto aos ex presidentes, incluo o da república, eu os considero um traidores dos interesses de todos os brasileiros.

    • Enviado por: Ferruccio

      Jr,
      você sabe que eu compartilho as opiniões sobre o Sr Meirelles. Eu fiquei surpreso porque ele não fez terorismo sobre a crise, com as costumeiras recomendações de cortes de gastos do governo. Pelo contrário, disse que a situação fiscal do Brasil é boa.

      Mas a fila anda, o Meirelles já não está mais aí e uma nova crise vem aí, segundo dizem.

      O título do blog “Oportunidade na crise” vem bem a propósito. As nossas preocupações devem ser as medidas a tomar para driblar a crise e, principalmente, aproveitar as oportunidades oferecidas por ela.

      Parece que, diferentemente de 2008, não teremos uma crise de crédito no Brasil, o que é muito bom. A porta de entrada da crise, como foi dito, será a queda das exportações. Teremos que ficar de olho no crescimento do déficit do balanço de pagamentos, atualmente financiado pela entrada de dólares. Com a manutenção dos atuais níveis de juros nos EUA até metade de 2013, é possível que não haja uma fuga repentina dos dólares entrados no Brasil, de modo que será possível continuar financiando o déficit do balanço de pagamentos.

      O Speridião tem razão, em parte, quando fala que nem tudo que estamos exportando pode ser absorvido pelo mercado interno, principalmente commodities minerais. Mas mesmo a redução da exportação de minérios de ferro pode reduzir o custo da produção do aço local, reduzindo o custo, já bastante alto, das chapas de aço e outros produtos siderúrgicos.

      A maior oferta para o mercado interno deverá pressionar a inflação para baixo, e favorecer uma redução da taxa de juros. Grande economia pode ser feita com a redução do custo da dívida. O dinheiro sobrando poderá ser aplicado na melhoria da infraestrutura, educação, saúde, etc.
      A redução da taxa de juros irá reduzir o incentivo para a especulação externa e reduzirá a valorização do real. Com menos valorização do real, a corda no pescoço da indústria nacional será afrouxada um pouco.

      Quais as chances das coisas acontecerem da forma acima descrita? Poucas, mas se, no fim das contas, o Brasil conseguir reduzir sua taxa básica de juros, o maior problema na minha opinião, poderemos comemorar.

      Abrs

  7. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Este papinho de oportunidade me lembra de um ditado do Warren Buffett.

    “Be fearful when others are greedy, and be greedy when others are fearful.”

    (traduzindo mais ou menos.Seja cauteloso quando outros estao positivos,seja positivo quando a turma esta com medo).

    abs

    • Enviado por: Nick

      Greedy = ganancioso.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Quotando o Michael Douglas no primeiro filme Wall Street.

      GREED IS GOOOOOD

      abs

  8. Enviado por: Nick

    “O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansionista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal.”

    Você não pode estar falando sério né JPK…? De que lado você está? Da nação ou dos bancos? Expansão monetária é suicídio certo – por que todos nós sabemos que nunca houve, não há e nunca haverá “contenção fiscal” no Brasil.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      JPK,

      Honestamente as veses tenho pena de voce a turma nao deixa passar uma besteirinha.

      abs

    • Enviado por: Renan

      Não creio que seja uma besteira, na realidade é a “oportunidade”, não? Se ocorrer: ótimo, teremos juros baixos com gastos públicos mais saudáveis. Se não ocorrer: teremos perdido uma grande oportunidade de sair dos juros de dois dígitos.

  9. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Remedio que a Doutora Espanhola me deu para combater as dores dos meus sofrimentos.

    Jamon Crudo cortado bem fininho com uma bolachinha maravilhosa.

    E o primeiro debate dos Republicanos em Iowa comecando da agora.

    HOJE TA BOM DEMAIS!!!

  10. Enviado por: Alexandremk

    Podemos deduzir que as dificuldades com os manufaturados se refere a volta do protecionismo?
    Se me lembro na crise de 2008 o protecionismo foi a consequência.
    Se eu estiver errado, favor me corrija.

    • Enviado por: Nick

      Você está correto. Essa é uma das fases das crises históricas nas quais a humanidade passa.

      1 – Primeiro vem uma crise financeira;

      2 – Depois vem a guerra cambial;

      3 – Então vêm a guerra do comércio exterior (protecionismo);

      4 – Finalmente, vem a guerra real, militar.

      Tem sido assim desde quando a humanidade nasceu.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Agora você foi profético Nick. Mas infelizmente a humanidade não aprende nada e a história se repete.

    • Enviado por: Alexandre

      Guerra militar aonde?

      Vou bombardear as minhas próprias multis,bancos,executivos,imóveis,reservas internacionais e etc na China?Na falida Russia?Cuba?os super verdes alemães?Brasil?Quem?

      Vou matar o maior mercado consumidor do mundo?

      A globalização veio aí para isto.Todos estão ganhando dinheiro.Todos participantes deste comércio internacional estão mais ricos,uns mais outros menos,depende da administração de cada um,sendo esta sim a maior guerra,pela competencia,trabalho e principalmente tecnologia.

      E outra,mais vale uma bomba no WTC do que milhares de fuzileiros.Bin Laden provou isto.

    • Enviado por: Querty, o apocalíptico

      Poxa Nick, assim não vale né! Além de se chamar Nick ainda quer pegar carona no meu “nickname” de Apocalíptico… ;-)

      Não sei se chegaremos a uma guerra em termos globais mas com certeza o barril de pólvora que está virando a Europa com as crises fiscais soberanas e o alto custo do dever de casa a ser feito por causa da união monetária ao redor do Euro, que tira a autonomia/soberania das nações que nele se “grudaram”, farão as tensões naquela região serem cada vez mais explosivas. MUITO!!!

      Escutem o que eu digo. Ou alguém aqui acha que o finlandes, o alemão e o francês vão achar legal pagar pela conta dos ClubMeds (Grécia, Portugal, Espanha, Itália). O alemão não aguenta sequer o imigrante que está dentro da sua terra, quem dirá o que está fora e depende dele só por causa da moeda.

      Bendita a “Rainha” que não deixou a Inglaterra entrar nesta. A velhota não é boba não…

      Acho que os alemães conseguirão, enfim, dominar a Europa melhor que o Führer. Vão dominar pela moeda pois vão ter, de qualquer forma, que botar todas as nações da Zona do Euro pra rezar na cartilha do BCE. Ou seja, quem vai mandar é quem vai custear?? Quem é a principal custeadora???

      Um baixinho pigodudo safado não deve estar se aguentando lá nas profundezas…

  11. Enviado por: Tonhão

    A opinião é acertada, mas quanto ao aperto fiscal é difícil crer que seja feito a contento.

  12. Enviado por: speridião

    Esse entrevistado tem todos os requisitos para trabalhar na Fifa como ela é hoje após esta experiência, e que fique bem longe da economia brasileira, por favor.

  13. Enviado por: Marcelo Aguiar

    A crise atual, se é que ela realmente existe, não tem o mínimo sequer de comparação com o que houve em 2008. O mais provável desta suposta crise é de ter um efeito inverso ao que o Sr Meireles anuncia no que toca a exportações das commodities. Não há razões para baixas nos valores das commodities que ainda levam altas significativas em 12 meses. Se vier um QE3 então é que os efeitos na economia brasileira não existiram no sentido negativo, muito pelo contrário. A alta de quarta feira na bovespa já é um pequeno sinal de que o fluxo de capitais em direção ao Brasil não só não deverá se reduzir como ainda aumentar. Mesmo que haja uma contínua estagnação na economia no 1º mundo, o que acho pouco provável, a exportação de commodities deve se manter pelo menos no mesmo patamar. A primeira semana de agosto nas exportações seguiu com alta na média dia útil e já estamos falando de indice de commodities mais baixa que há alguns meses. Alguns paises europeus vão precisar mudar seu perfil importador nos proximos anos se quiserem que parte do seu setor industrial sobreviva e aí o Brasil pode aumentar claramente suas exportações. O proximo trimestre já vai mostrar recuperação na Europa, meio tímida, mas vai se recuperar. A base de 2010 era de uma recuperação forte devido a baixa de 2009 e isso distorceu os numeros, mas o normal vai voltar e o mercado financeiro já começou a se acostumar com o mundo novo de EUA sem triple A. A primeira vez não se esquece mas se acostuma. Essa queda no rating foi uma boa notícia que trará novas e promissoras reações para a economia global, até porque reflete melhor a realidade. Acho que não haverá recessão na economia global com diz o Roubini, acho eu. Tudo dentro dos padroes normais.

  14. Enviado por: Leme

    Eh inacreditavel que o Brasil tem uma oportunidade singular de se tornar um pais digno de ser respeitado pelo mundo (coisa que nunca foi) e provavelmente vai deixar isso escapar.

    A oportunidade advem da abundancia de capital pairando pelo mundo sem ter lugar seguro para onde ir, isso leva os a ir para lugares que rendem um pouco pois os lugares seguros nao rendem quase nada.

    O Brasil estah no topo da lista ambos em rendimento e destino, mas ao contrario de aproveitar isso para abaixar o juro (oque reduziria o fluxo de entradas) ele estah aumentando ainda mais as reservas e mantendo o fluxo alto.

    O fluxo viria do mesmo jeito com um juro menor pois esse capital nao tem muito para onde ir no momento, mas um juro menor ajudaria a baixar o servico da divida para niveis mais civilizados e consequentemente entrar numa expiral de reducao da divida/PIB que atrairia ainda mais recursos permitindo a reducao maior dos juros.

    Agora vem ai o QE3 e mais dinheiro no mercado para jorrar ainda mais para dentro do Brasil, isso mostra mesmo que essa dinherama nao tem para onde ir e que os fluxos escoam para onde ha menos pressao, entao ou o Brasil pensa seriamente no que fazer para aumentar a barreira a entrada ou vai perder a chance singular de se tornar um pais de bem.

    Aumento dos juros no momento eh a ultima coisa que diminui a inflacao (talvez diminui somente as previsoes dos economistas que ganham dinheiro com isso, juro alto), mesmo porque nao adianta enchugar o dinheiro do mercado se os bancos estao pegando dinheiro lah fora para aumentar o credito aqui dentro (en como enchugar gelo no sol, ou vc tira do sol ou deixa molhar).

    Entao se o Brasil nao seguir a receita agora de parar de gastar reduzir o juro e comecar pagar a divida com pressa das taxas para baixo, uma outra oportunidade como essa (dinheiro com fartura no mundo todo) podera demorar mais um seculo.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      É verdade. Isso sim seria oportunidade na crise, e não a reação em reflexo condicionado do nosso superministro Mantega.

      Um governo composto de ministros medíocres com posições muito acima de suas capacidades jamais tomaria qualquer medida fora do convencional.

      E olha que Mantega é um dos que se destacam, mas infelizmente não vai estar a altura do desafio, e se equivoca em quase tudo. Vai implementar medidas SUICIDAS de protecionismo, controle de capitais, desvalorização do real.

    • Enviado por: Nick

      Tem dois aspectos que impedem que essa oportunidade seja utilizada:

      1 – Cultural;

      2 – Dirigente do Banco Central;

  15. Enviado por: songamonga

    JPK, parabéns pelos estudos e pesquisas. Creio que esta é a direção e o caminho sustentável….juros baixos. Agora temos que aproveitar a oportunidade para reduzir o custo Brasil e fazer muita faxina. Somos um povo muito trabalhador, muito pacato também diante dos desmandos e injustiças que vivemos no dia a dia , mas temos evoluido. Existem milhares de indicadores e estatísticas para acompanhar no entanto precisamos mirar os jovens que devem estar empregados e crianças na escola.Existe uma janela de 4 a 5 anos para se trabalhar nisto enquanto os mercados financeiros estão se ajustando depois disso perderemos nosso poder de fogo.

  16. Enviado por: Luiz

    JPK, bolha imobiliaria e de crédito prestes a estourar e vc ainda nesse autoengano de oportunidades???

    Me desculpa, mas o senhro perdeu o bonde da história faz alguns meses. Já quase não leio mais.

    Dá uma olhada hj nos números do mercado, veja o que a inflação fez com os balanços das construtoras, ah tah, mas na Turquia vai bem só a inflação que explodiu.

    Boa sorte!

    • Enviado por: Alexandre

      Eh,Eh, há de se considerar também.

      Mas assim como nosso crescimento não é sério,o estouro da bolha também não será.

      A mãezona governo do brasil,vai refinanciar,salvar,injetar…tudo com o dinheiro do nosso BNDES.

      Rapaz,ainda não entendi as fontes destes recursos inesgotáveis,captação externa ou emissão?

    • Enviado por: Luiz

      as fontes somos nós, governo imprime dinheiro, mas quem cria valor é a gente.

      Vamos pagar via inflação, acontece um porém,?Alex, quanto maior inflação mais se deteriora o caixa das construtoras, mais sobe o valor dos ativos imobiliários, mais cai a venda, portanto, neste caso específico, a solução não resolve.

      Puxa vida, o tal do ciclo inflacionario negativo, perverso, a tal da inércia… década de 80 não foi?

    • Enviado por: Alexandre

      Uh se foi!Pagamos até hoje.

      Mas o governo quer brincar com a inflação.Aqui muda-se as regras constantemente no sentido de arrecadar mais uma vez que as despesas aumentam mais que o crescimento do PIB.Na falta de reformas é só o que ele faz.

      Já os EUA fizeram o impensável para um país que prega a 200 anos o livre mercado.Interviram pesadamente gerando uma dívida para 2 gerações no mínimo.Nem o Bush e o Obama quiseram ficar com a batata.Foram covardes e autorizaram o FED a salvarem os especuladores.

      Quero dizer que os americanos tiveram um contágio de algum virus brasileiro na política economica.

    • Enviado por: Alexandre

      Desculpe,substitua especuladores por bancos,financeiras,GM,Ford e se não me engano a GE.

    • Enviado por: Alexandre

      Para haver uma guerra alguém tem que sair vitorioso ou achar vantagem em declarar uma guerra.Para que conquistar um territorio se eu já conquistei sua economia?

      Estas revoltas que vemos agora são de meia duzia de gatos pingados e de muitos preguiçosos drogados.Estes sim serão a primeira leva num eventual conflito provavelmente por petroleo no polo norte,longe de quem trabalha.

      Até vejo benefício nestes protestos uma vez que pressionam os governos a fazerem algo,como gastar menos com armas e mais com educação e combate as drogas por exemplo.

      Mesmo numa taxa de desemprego alta,digamos 20%,ainda 80% estão trabalhando felizes com seus televisores.

  17. Enviado por: Querty, o apocalíptico

    Nick, assim não vale né! Além de se chamar Nick ainda quer pegar carona no meu “nickname” de Apocalíptico… ;-)

    Não sei se chegaremos a uma guerra em termos globais mas com certeza o barril de pólvora que está virando a Europa com as crises fiscais soberanas e o alto custo do dever de casa a ser feito por causa da união monetária ao redor do Euro, que tira a autonomia/soberania das nações que nele se “grudaram”, farão as tensões naquela região serem cada vez mais explosivas. MUITO!!!

    Escutem o que eu digo. Ou alguém aqui acha que o finlandes, o alemão e o francês vão achar legal pagar pela conta dos ClubMeds (Grécia, Portugal, Espanha, Itália). O alemão não aguenta sequer o imigrante que está dentro da sua terra, quem dirá o que está fora e depende dele só por causa da moeda.

    Bendita a “Rainha” que não deixou a Inglaterra entrar nesta. A velhota não é boba não…

    Acho que os alemães conseguirão, enfim, dominar a Europa melhor que o Führer. Vão dominar pela moeda pois vão ter, de qualquer forma, que botar todas as nações da Zona do Euro pra rezar na cartilha do BCE. Ou seja, quem vai mandar é quem vai custear?? Quem é a principal custeadora???

    Um baixinho pigodudo safado não deve estar se aguentando lá nas profundezas…

    • Enviado por: Luiz

      as proximas guerras não serão no campo, serão nas ruas.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Algumas futuras razões para conflitos, na atual situação da crise.

      - retorno da carestia, protestos dos mais pobres sofrendo com o aumento no custo de vida e desemprego, protestos anti-impostos dos que vão sofrer o impacto de impostos de emergência, protestos dos que recebiam subsídios ou dependiam de esquemas de pirâmide, e que vão perder o que consideravam benefícios adquiridos, protestos dos que eventualmente perderem depósitos em contas bancárias, ou tiverem economias feitas em uma moeda convertida em outra mais fraca.

      - povos de culturas diferentes, vivendo sob regimes que se mantém apenas durante a bolha. Quando começam os cortes, começam as diferenças a se acentuar. Não vão possuir coesão política para atravessar inteiros a crise. Podem eleger alguns grupos como bode-expiatório.

      Isto pode se manifestar de maneira negociada ou como uma crise política em lugares mais civilizados, ou de maneira caótica e sangrenta nos países em que não há outra forma de aliviar estas pressões.

      - redução do orçamento militar americano, com certeza algumas potências regionais podem tentar tirar vantagem disso.

      Para estas três coisas podemos nos lembrar do que aconteceu depois do colapso da URSS.

      - controle político do mercado de commodities, como o economista de esquerda defendia no artigo postado pelo Ferrucio. Exatamente o tipo de condições que se seguiu após a grande depressão e que acabou na busca de ‘espaço vital’ por potências militaristas.

      Na última crise dos alimentos já vimos amostras disso, com o comércio internacional de alimentos sendo substituído pelo escambo entre soberanos. Um sistema primitivo, baseado em alianças pessoais, e que induz ao conflito militar.

      - corrida para a compra de ativos reais feita por soberanos asiáticos e do oriente médio para se proteger da desvalorização do dólar e dos títulos do tesouro americano, apenas para serem vedadas por governos ocidentais.

      Induz à guerra pelo mesmo motivo anterior. Estas potências vão usar todas as formas de coação possíveis para obter que é delas de direito.

    • Enviado por: Nick

      Juliano, excelente! É isso aí mesmo que você escreveu.

      Querty, mas é ou não é assim mesmo? A história se repete. Quando as diferenças entre os que tem e os que não tem começam a ficar muito acentuadas no mundo como um todo, incluindo aí o hemisfério norte, não há como evitar o sangue nas ruas. De uma forma ou de outra, isso é perigoso pois cria um ambiente onde pode surgir a qualquer momento um “líder” que prometa resolver todos os problemas, como já aconteceu na história várias vezes.

      A Inglaterra e Suíça sabem muito bem que entrando no Euro perderiam sua soberania e controle sobre seus destinos. Há uma enorme pressão dos banqueiros internacionais sobre essas duas nações para que entrem no Euro, mas hoje essas pressões estão enfraquecidas por que os EUA venderam os Credit Default Swaps para eles e os principais bancos defensores do Euro na Alemanha e França estão pendurados pelo cabelo dos dentes.

      A tática desses bancos vai ser fazer a população arcar com a despesa, criando revolta popular… não preciso nem contar o final do filme né…

    • Enviado por: Alexandre

      Revolta popular!Só porque o riccardo levou umas porradas dos turcos.

      Vá até a praça central de Munique numa tarde desta e voce vai ver o alemão revoltadíssimo com o peso da caneca de chopp.Vai lá falar para ele vestir um uniforme e subir os Alpes a pé…Ainda mais para os europeus,vai lá falar em guerra.Muitos ainda são vivos da II Guerra.

    • Enviado por: Alexandre

      Digo,sobreviventes da II.

      E outra,acabaram-se os argumentos economicos?Espero que nenhum dos Srs candidate-se ao cargo de diplomata.

    • Enviado por: Querty, o apocalíptico

      Alexandre, depois que o Brasil elegeu Celso Amorim para Ministro das Relações Exteriores e agora o alçou a Ministro da Defesa, eu acho que não precisamos falar mais nada sobre diplomacia, né não?

      O que eu, o Nick e o Juliano queremos dizer é que a situação está preta e a ficha do mundo andou caindo nestes últimos dias de que uma recessão européia e um crescimento pífio americano pelos próximos bons anos é inexorável. Para bom entendedor, meia palavra basta…

      Lembra-se de quando no final de 2007 e início de 2008 ficávamos lendo se a economia americana teria um soft ou hard landing? Pois é, quando transbordou, foi de uma vez só.

      Estamos em uma fase muito ruim de lideranças políticas mundiais e na Europa, ano que vem, as importantes lideranças começam a ser trocadas. A pressão popular será grande pelas insatisfações que estão sendo geradas. Vide o que ocorreu em Portugal há um mês atrás. Campo fértil para obscuridades políticas, xenofobismos e fanatismos.

      Fico até alegre quando ouço nossa Presidenta e nossa Min. Fazenda falando, inclusive no Congresso, que temos que nos unir pra resolver nossos problemas internos e blindarmos ainda mais nosso país. Mas ao mesmo tempo, fico decepcionado em saber que temos uma corja de políticos vagabundos que só pensam nos seus currais eleitorais. Cést La Vie.

  18. Enviado por: Otto

    Não entendo como as commodities “alimentícias” podem cair de preço. A população do mundo está aumentando e o que tem valor mesmo é a comida.
    Áreas que tem muita gente morando e não produzem alimentos vão querer comprar a todo custo, aumentando os preços.
    Será que estou errado?

    • Enviado por: Alexandre

      Na crise come-se menos,principalmente os desenvolvidos que comem por 3 subdesenvolvidos.

    • Enviado por: Ferruccio

      Otto,

      Vou tentar responder.

      A idéia é que, se houver uma retração da economia, o que é ainda especulação, muita gente perderá o emprego. Portanto, a demanda agregada, inclusive por comida, irá diminuir, fazendo com que os preços dos alimentos também tendam a diminuir.

      É preciso lembrar que demanda significa poder de compra, dinheiro. Podemos ter mais gente nascendo e mais bocas para alimentar, mas se esse pessoal não tiver renda, isto é, emprego, não pode ser incluído no grupo da “demanda”.

      Não sistema capitalista, essas pessoas não contam, não fazem parte do tal “mercado”.

      Exagerando um pouco, é isso aí.

      Abrs

    • Enviado por: Nick

      Eu acho que se a economia melhorar, a demanda por commodities vai aumentar. Se a economia piorar, os gênios de todos os bancos centrais vão imprimir dinheiro, e as commodities ainda serão um excelente lugar para hedge. Fora que com ou sem crise, nasce mais gente do que morre nesse planeta.

  19. Enviado por: Alexandre

    Vou aproveitar para dar uma sugestão a todos aqui.

    Eu lá em cima fiz besteira e citei o nome de um individuo das arabias,outro aqui citou um individuo alemão e etc.

    A internet é vigiada sabe-se lá por quem e eu não quero nenhum agente batendo na minha porta pedindo explicações,isto se ele perguntar antes.

    • Enviado por: Querty, o apocalíptico

      Se acontecer, use sua dita diplomacia, kkk!

    • Enviado por: Alexandre

      È,sou eu que quero declarar guerra…Boa esta!Agora entendi o sentido ´´apocalíptico´´.

    • Enviado por: Alexandre

      Este seu kkk é risada ou Klu-Klus Klan?Acho que entendi errado sua sugestão…Sorry!

      Também fica falando de conspiração!

  20. Enviado por: Ferruccio

    Alguns amigos aqui já estão especulando sobre a terceira guerra mundial.

    Sugiro abaixar um pouco a bola, e falar de problemas mais imediatos e concretos.

    O Leme, lá em cima, questionou porque o Brasil não se aproveita da excepcional liquidez internacional, para resolver alguns dos seus problemas. Nesta linha de pensamento, eu também perguntaria: porque, com tanta liquidez no mercado internacional, o Brasil precisa pagar mais de 12% de juros para rolar sua dívida?

    Alguém sabe a resposta?

    • Enviado por: Alexandre

      Ora esta é fácil,o apocaliptico me deu a ideia.Deflagra-se a III guerra e não haverá mais ninguem para emprestar,daí os juros caem….

  21. Enviado por: Alexandre

    Até tu Brutus?Voce juliano com todo seu conhecimento e argumentos racionais vem falar em conflito?

    Sabe voce muito bem que muito mais barato e efetivo seria até um calote,alongamento das dívidas,intervenção estatal,aumento de impostos,frentes de trabalho,o expansionismo do Krugman…tudo isto antes desta conspiração elaborada ainda mais por quem,pelos bancos?

    • Enviado por: juliano camargo

      Alexandre, não defendo guerras, não há nada de positivo que saia delas. Não há melhora em uma guerra ou conflito civil sério, é simplesmente uma piora, uma fase posterior a um colapso que alguns países podem atravessar.

      imagine o colapso dos sistemas de assistência social, incluindo, é claro, INSS e similares. A população atônita, protestos em todas as capitais, o governo imprimindo dinheiro, as pessoas correndo para as lojas para comprar antes que os outros comprem, desabastecimento de alimentos e de combustível.

      Eu vivi um pouco situações que beiravam este pesadelo, e cidadãos de vários outros países que se imaginavam imunes a situações como esta vão se ver em situações parecidas. Espero que não, mas as crises financeiras graves não ficam só nas capas dos cadernos de finanças.

      Conflito como guerra mesmo acho que não chega a acontecer, embora a tensão shia-sunni preocupe no oriente médio. O mundo árabe está em conflito civil há algum tempo, e não acho que a coisa vá acabar com urnas, porque estes países vivem colapsos econômicos, e os anseios da população não serão satisfeitos por quem tome o poder.

    • Enviado por: Alexandre

      Juliano,

      Voce esta esquecendo uma diferença fundamental.Hoje as soluções virão da mesa de negociação.A dependencia comercial e financeira entre os países é TOTAL!Até da moeda!

      Nem ideológicamente e muito menos religiosamente existe motivos para um evento maior.Além de muitos países possuirem a peacemaker…

      Um dos maiores avanços da globalização,além de tirar milhões da miséria,foi jogar os conflitos para os auditórios economicos.

      Sim,muitos perderão seus empregos,mas uma vez que sentiu-se o gosto pelo comforto,este irá deseperadamente procurar outro ou alguma forma de manter o padrão conquistado.

      Esta crise é e esta sendo nescessária para promover os ajustes neste mundo novo,que deveriam ter sido feitos em 2008.

      Quanto ao mundo arabe,desde que minha avo saiu de lá 100 anos atrás eles brigam.Gostam disto,na falta de ter o que fazer,literalmente.Lá não existem fábricas e nem terra para plantar.

    • Enviado por: Alexandre

      Quero dizer,para que vou fazer guerra se já estou fazendo amor com o mercado.Grandes bancos voltaram a ter lucro,alguns até devolveram o dinheiro para o FED,as pessoas continuarão a comer,a inflação voltará a ser controlada,haverão acordos para pgto das hipotecas,o dinheiro fujão das bolsas está indo para rolagem da dívida…não estou vendo ainda este mundo tão preto.

      Ontem estava assistindo o talk show do Bill Maher.O Anthony Bourdain,renomado chef de cozinha que viaja o mundo inteiro,disse algo interessante como em 20 anos nunca nenhum americano nato havia procurado emprego em sua cozinha.

      Refere-se ele à acomodação e preconceito do jovem americano em executar tarefas consideradas sub-emprego,apesar dos US$ 2.000,00 pagos para um dish washer.

      Quem sabe esta crise mude isto.

    • Enviado por: Alexandre

      Esqueci,quanto as passeatas nas ruas,estas que venham,desde que pacíficas e não impeçam aqueles que estão trabalhando e nem depredem o patrimonio alheio.

      Como ocorreu na Inglaterra,este tipo não tem legitimidade nenhuma e está muito relacionada as drogas,este sim um cancer que deveria ser extirpado da sociedade,pois está destruindo a juventude além de gerar um custo absurdo para o estado,assim como o alcool e o cigarro.

    • Enviado por: juliano camargo

      Vamos ver como as coisas se desenrolam na Europa. Espero que você tenha razão, mas estou pessimista, até porque vários focos de conflitos já começaram. Porque agora? Por causa da crise, por diversos caminhos de transmissão, como diz o Meirelles.

      Isso dá uma perspectiva para as dores da austeridade e ajustes : melhor austeridade e cortes do que uma deterioração brusca caso acontecam eventos de baixa probabilidade.

      Imagine a pouca margem de manobra que o mundo hoje tem para lidar com um conflito inesperado, com uma catástrofe inesperada. Déficits orçamentários e dívidas públicas que antigamente apareciam por causa de guerras hoje existem em tempo de paz, dentro do processo de auto-destruição fiscal da maioria das nações contemporâneas.

    • Enviado por: Walter

      Alexandre,

      Só um “porém” na sua argumentação.

      Tudo isso aconteceria SE houvesse consenso, e não foi feito justamente porque as democracias americanas e européias estão divididos sobre o que proteger, se os direitos adquiridos pelos investidores (Economia) ou se os direitos adquiridos pelos eleitores (Politica).

      A “lerdeza” para lidar com o problema é devida à falta de consenso.Vide o Celso Ming que vira e mexe clama por “lideranças fortes” para resolver o problema.

      É o caldo de cultura especial para surgir totalitários.

  22. Enviado por: Antonio CASAGRANDE

    Precisamos baixar os juros, melhorar a infraestrutura de portos, aeroportos, estradas, ferrovias,melhorar a educação, investir em pesquisa, desonerar a produção e a exportação, desburocratizar a arrecadação, dar mais confiança jurídica aos investidores, combater a corrupção endêmica, enfrentar os problemas da previdência, mudar o sistema politico-eleitoral……..Será que dá prá fazer isso urgente…..

  23. Enviado por: juliano camargo

    Exato, até parece que não há nada para fazer. Ficam se preocupando com algemas ou com a intervenção da semana ao invés de planejar medidas que realmente surtem efeito.

    Como fica a segurança jurídica se da boca do nosso super-ministro saem frases como ‘esperem de mim uma surpresa fiscal por mês’.

    Uns dias atrás eles espantaram os investidores que acreditavam no real. Agora eles podem apostar do outro lado, e em outra jurisdição. Aí vai fazer o que.

    Entraram um tempo atrás nessa queda de braço com Vale e usineiros de cana. Imagine onde deixarão este país se obtiverem sucesso em suas tentativas de atrapalhar as indústrias que sustentam este país. Quanto mais dinheiro no setor, mais os petistas as cercam, porque os políticos desonestos tem um interesse bem especial por aqueles setores que podem ser ordenhados.

    Para piorar ainda mais temos figuras demagógicas dentro do próprio partido que hoje governa e que deveria ser austero em benefício próprio. Prometem benefícios como se não houvesse amanhã e fosse sair do bolso deles. Aprovaram recentemente ‘aposentadoria’ para dona de casa contribuindo dois anos.

    Do ritmo que a coisa vai, daqui a uns 5 anos vamos ter praticamente todos os brasileiros recebendo algum tipo de aposentadoria, bolsa ou outra espécie de direito adquirido.

    Ou seja, vejo oportunidade no Brasil no médio prazo. Pode ter problemas no curto prazo, vai se recuperar no médio prazo. Mas no longo prazo é que estamos em uma situação ainda pior que Grécia e equivalentes. Vai ser impossível pagar e vai ser impossível tirar todos estes benefícios adquiridos das pessoas. Resultado – financiamento automático de todas essas pirâmides pelo tesouro, com a volta inevitável de altos níveis de inflação que reduzam estes benefícios para algo que possa ser suportado.

    É só ligar a rádio no horário que eles te obrigam a ouvir as porcarias que eles inventam em Brasília para ver como está sendo mal-gasto de maneira absurda todo o dinheiro que arrecadam. Mas os brasileiros achariam bom! Ainda somos um país em processo civilizatório, as pessoas são bastante ingênuas. Vão ter que aprender da forma mais brutal possível, pela experiência.

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