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Muito chão pela frente

31 de janeiro de 2012 | 16h39

José Paulo Kupfer

Instituições econômicas globais despejaram, neste primeiro mês do ano, avalanches de prognósticos sombrios sobre a economia mundial. Banco Mundial, OCDE, FMI, no que são acompanhados por uma fieira de respeitáveis institutos internacionais, têm sido unânimes em vaticinar um 2012 de turbulências e recessão, com um longo e espinhoso processo até a recuperação. O clima é reforçado pelas agências de ratings que, uma após outra, não se cansam de rebaixar em série as notas de riscos dos países encalacrados, principalmente na zona do euro.

Aqui e ali, porém, surgem indicações de que nem tudo está tão perdido – ou, pelo menos, que é possível enxergar alguma luz no fim do túnel. As recentes ações do Banco Central Europeu, oferecendo suportes mais escancarados a governos e bancos privados, levam alguns a considerar agora como improváveis os antes tidos como quase inevitáveis colapsos de crédito, com suas conhecidas e devastadoras consequências. Nos Estados Unidos, sinais de recuperação se sucedem, com retomada do crescimento e redução da taxa de desemprego, ainda que em níveis modestos.

Tudo misturado e embaralhado, contudo, o que se pode realmente extrair como tendência consistente da massa de dados e análises oferecida ao distinto público? Uma resposta pelo menos mais organizada e atualizada vem de um levantamento do McKinsey Global Institute (MGI), braço de pesquisas da consultoria global de negócios McKinsey, publicado em janeiro, com dados de meados do ano passado. A conclusão é que o processo de desalavancagem caminha, mas em ritmos diferentes, conforme o país, a região e até mesmo o setor econômico.

A rearrumação das economias está apenas começando e, em geral, progride a passos lentos. Em meados de 2011, no conjunto das dez economias analisadas (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, Austrália, Canadá, Japão e Coreia do Sul) houve uma pequena queda de 2% na dívida privada e um aumento de 26% na dívida pública, em relação ao ponto máximo registrado em 2008. O resumo da história é que ainda tem muito chão pela frente.

O estudo concentrou foco nas economias dos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, considerando que cada uma representa subgrupos do conjunto. Tomou como ponto de referência a experiência histórica das crises financeiras e as bolhas de crédito ocorridas na Suécia e na Finlândia, na altura da década de 1990. Nesses episódios, a uma primeira fase de redução do endividamento privado, ainda com a economia em retração, seguiu-se outra, mais longa, de ajustes nas dívidas públicas e retomada do crescimento.

Só três das dez economias analisadas – Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul – já registram, três anos depois do pico do endividamento, redução da dívida total em relação ao PIB. Os Estados Unidos são os mais avançados nesse processo. Os débitos do setor financeiro americano recuaram para 40% do PIB, nível vigente em 2000, e, no caso das famílias, a compressão dos débitos, em proporção da renda disponível, foi ainda maior, equivalente a 15 pontos porcentuais, em relação à renda disponível. Mas não se deve esquecer que dois terços dessa redução são explicados simplesmente pelo não pagamento do que era devido.

Seguindo o roteiro histórico das crises financeiras e do estouro de bolhas de crédito, as dívidas totais ainda estão crescendo, em relação a 2008. É o caso tanto do Reino Unido quanto da Espanha. São bem diferentes, no entanto, os perfis e a composição do endividamento em cada caso.

Nos Estados Unidos, a maior parcela deriva do endividamento das famílias, enquanto no Reino Unido são as instituições financeiras que carregam o maior porcentual de endividamento em relação ao PIB. Na Espanha e na França, as empresas não financeiras respondem pela fatia mais relevante das respectivas dívidas totais. E no Japão, país que carrega um endividamento equivalente a 512% do seu PIB – o mais elevado entre as economias pesquisadas -, quase metade das dívidas é de responsabilidade do governo.

Curiosidade: a Alemanha, com sua aura de austeridade, carrega uma dívida total equivalente a 278% do PIB, dois terços dela dividida entre bancos e governo. Os alemães, proporcionalmente, estão tão endividados quanto os quebrados gregos.

 

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76 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Kançadu

    Realmente o Apocalipse ficou mais fácil de entender! E o Brasil? Continua nas mãos dos mesmos políticos que muito bem conhecemos. O que esperar? Oremos,pois nossa fragilidade é assustadora neste tiroteio, no entanto, ainda se encontra investidores, que para cá vem arriscar. Segura o saldo do balanço em conta corrente, até quando? Devo estar muito enganado e a análise é outra, tomara!

  2. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

    Kupfer
    Valeu o descanso. Voltou afiado e produziu um artigo interessante. Concordo com tudo. Na verdade nos últimos tempos, tenho me dedicado a acalmar empresários assustados com as informações negativas. Há um orquestramento catastrofista muito comum nas crises econômicas, e que os bancos usam para extrair mais benefícios dos governos.
    Quanto à posição da Alemanha se deve não só aos problemas de política interna, mas à consciência da própria fragilidade (endividamento etc…).
    Não existe uma forma de desalavancar que não seja lenta. Graças à Deus, pois nada mais perigoso que uma desalavancagem rápida.
    Esta crise pode ser o limiar de uma nova mudança, que deve afetar muito os padrões de consumo, como já expliquei outras vezes nestes “posts”. Infelizmente nosso governo trabalha com um horizonte muito curto, e se depender da esquerda do PT estamos fritos, pois são extremamente conservadores e estão sempre atrasados 100 anos com relação ao momento presente.
    Abraços

  3. Enviado por: Fazendeiro

    JPK sou um louco ….da roça…
    Estes paises deixaram de ser produtores de riquezas e passaram a ser consumidores da riqueza.Só se gasta em serviços se voce tem renda.Exportaram a renda para emergentes em especial China que vem da produçao e criaram esta dependencia dos serviços que vem do consumo.Hoje se compra um alicate corneta made in china porque se tornou mais barato produzir la, mas se enqueceram que transferiram quase toda cadeia produtiva sua renda e empregos e passaram a apenas consumir os alicates e no maximo algun vendedor com baixo salario se beneficiou.
    E o bem estar social europeu hoje sao de pessoas que produziram e a algun tempo sera de pessoas que consumiram produçoes, que geraram renda efetiva ou dinheiro de verdade em outros paises.Portanto sem renda divida so aumenta dizia meu avo.Para efeito de comparação, o peso do setor de serviços na economia americana beira os 80%, na França é de 77% e, na Alemanha, 70%.

    abs

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      A diferenca e que os EUA e Alemanha e Franca sao economias pos-industriais e o Brasil nao.

      Os paises com economias pos-industriais tem um setor de servicos maiores aqui nos desenhamos inventamos fazemos research e importamos a producao.Um otimo exemplo eh a Apple a Microsoft etc…

      O Brasil esta longe disto mas a unica coisa que cresce ai sao os lojistas vendendo bugigangas importadas.

      Por isto nao estou positivo no Brasil os sua explicacao da sua fazenda ilustra isto custos altissimos ate no interior mao de obra pessima mas cara em dolares.

      Ai a situacao vai ficar bem dificil ja-ja.

      abs

      • Enviado por: Jr.

        Nisso aí eu concordo com você Riccardo.
        Abs.

        • Enviado por: Alexandre

          Cade o otimismo Jr.? Ricca, nem tanto. A indústria esta aí, só que não cresce….

  4. Enviado por: Abel

    Jose desculpa a ignorancia da minha pergunta mas onde fica o Brasil nesse paralelo de experiencias? Eu so da epoca que comprar a prestacoes era no maximo em 4 vezes.Eu vejo muito gente dando calote ou “negociando” a divida.Que perigo real a curto ou longe prazo isso tem para o Brasil?Para onde esta indo esse credito podre?

  5. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    JPK,

    Como eh que estava Davos?

    O que voce falou concordo os EUA vao sair deste pepino mais rapido de todos.

    Se tivessemos um presidente melhor ja estariamos bem na frente.

    abs

    • Enviado por: Nick

      Riccardo, acorda… desde quando o JFK foi assassinado nenhum presidente aqui nos EUA manda em mais nada.

      • Enviado por: Riccardo(California,USA)

        E as conspiracoes continuam…

        • Enviado por: Davi

          EUA esta indo tão bem que o fed já vai pilotar o elicopero para jogar mais dinheiro pelo ralo viva EQ 3 o devo dizer mais inflação .

    • Enviado por: Nick

      Ué… quem manda no show desde aquela época são Zbigniew Brzezinski e Henry Kissinger, com mais uns paus mandados (Greenspan, Bernanke) de segundo escalão, coordenados pela agenda da família Rockefeller. Não tem conspiração nenhuma, é só ir pesquisar os “white papers” dos caras, nem tão escondendo mais…

  6. Enviado por: Nick

    JPK, seja bem vindo de volta!

    Eu sempre leio notícias e artigos partindo da perspectiva de que o fluxo de capital precisa ter origem em algum lugar.

    Eu creio que as pessoas ainda precisam questionar, pesquisar e entender o que são essas dívidas públicas e para exatamente quem é que se “deve” o principal da dívida e que é que está recebendo os juros. E claro, quem é que está pagando esses juros.

    A luz no fim do túnel mencionada no artigo é uma luz mutante. Pode ser uma luz pacificadora (se dinheiro e crédito voltarem a fluir) mas pode sem também uma locomotiva assassina.

    Quando o artigo menciona que houve queda de 2% na dívida privada e um aumento de 26% na dívida pública, é importante lembrar que a dívida pública é de todos, ou seja, a socialização de prejuízos continua. Para honrar essa dívida, cujos juros serão muito maiores, agora os “mestres” empurram ‘medidas de austeridade’ justamente para o pessoal que jamais deveria ser responsabilizado por essa falácia.

    O Brasil é a bola da vez no processo de alavancagem. O quebrado banco UBS, que recebeu trilhões de dólares impressos pelo FED (que colocou a população dos EUA em dívida com notas do tesouro) – está fincando os pés no Brasil, e já disseram que irão criar derivativos no mercado daí. Dilma, cuidado!!!

    Só uma observação, JPK: Tem certeza que o Japão tem dívida de 512% do seu PIB? Pensei que estivesse na casa dos 220% (o que é também horrível) – mas não tenho certeza se esse número é anterior ao terremoto e tsunami lá.

    Abraço

  7. Enviado por: Alexandre

    JPK, bem vindo novamente e agradecer novamente a oportunidade de disponibilização deste espaço.

    Principalmente no anterior….

    Seu comentário começa com um certo otimismo mas termina num impasse, pelo tamanho das dívidas.

  8. Enviado por: Jr.

    “Os Estados Unidos são os mais avançados nesse processo. Os débitos do setor financeiro americano recuaram para 40% do PIB, nível vigente em 2000, e, no caso das famílias, a compressão dos débitos, em proporção da renda disponível, foi ainda maior, equivalente a 15 pontos porcentuais, em relação à renda disponível. ”

    E aí, Riccardo, o Obama tem algum mérito nisso ? O Bush deixou a bomba, mas parece que o Obama conseguiu desarmá-la, não é verdade ?

    • Enviado por: Nick

      Caros… vocês ainda sinceramente acreditam que tanto Bush como Obama tem alguma influência na política monetária do país?… Vocês dois sabem bem, que política monetária é o que realmente importa né, o resto são apenas detalhes periféricos, que se ajustam em função da… grana.

    • Enviado por: Nick

      Outro fator meio fora de tópico, mas interessante: Lembra o Buffet né… é, aquele que fica dizendo que paga menos imposto do que a secretária dele. Muito bem. Vocês sabem que atividades relacionadas a extração, manuseio e processamento de petróleo são os setores que mais recebem incentivos/deduções em impostos nos EUA, certo? Isso é verdade, por que eu pesquisei a alguns meses atrás, quando estava pensando em comprar uns poços pequeninos de petróleo no texas só pra ajudar no pinga-pinga mensal.

      Ora, Buffet é um grande promotor de Obama, o suportou sempre. Obama proibiu a construção da linha de petróleo que iria transportar a produção do Canadá para o Texas, para refinaria. Mais ou menos um ano antes, Buffet comprou por vários Bilhões, ferrovias e operadoras de trens.

      Viu a conexão? Adivinha quem é que vai transportar o petróleo do Canadá, e por qual método? E quem é que vai usar 100% das despesas disso como dedução de imposto de renda? Adivinhou, o velhinho. Portanto, quando eu digo que Buffet é hipócrita, é por que eu não assisto televisão. Eu vou atrás dos fatos.

      Se o Buffet fosse realmente sincero em relação a aumentar impostos para ‘ricos’ (o que eu acho ridículo, por que ‘rico’ não está definido em ativos, mas sim em números fixos em dólar, que está inflacionando) – o certo seria ele então ou ele escrever um cheque para o IRS (coletores de impostos) ou passar uma lei para acabar com as deduções que ele usa.

      Enfim… só estou querendo acordar a turma… o buraco é mais embaixo. Muuuuuuuito mais embaixo…

      Abraço :D

      • Enviado por: Alexandre

        Bem vindo ào mundo dos bilionários e … influentes!

        Pô Nick, não precisa humilhar :)

        • Enviado por: Nick

          Sem humilhação… é pocinho pequeno, quase de balde mesmo… :D

    • Enviado por: Jr.

      Nick,
      Eu acho que o Buffet não é hipócrita, não. Se fosse hipócrita, não teria doado a maior parte da fortuna para a fundação de Bill Gates. E não é jogada de marketing: houve de fato a doação.

      Então, se ele tem essa sensibilidade filantrópica, para que vai ficar lançando mão de expedientes escusos para aumentar a fortuna ? Logo ele, que já está com 82 anos de idade. Se quissesse continuar ou ficar mais rico, não precisaria ter feito a doação.

      Com respeito ao fato dele criticar a política tributária americana, não é o fato dele assinar um cheque para a Receita Federal que vai mudar a legislação de lá, que é o verdadeiro objetivo dele. O fato dele vir a público e dizer que a secretária paga percentualmente menos do que ele é muito importante para mostrar a injustiça do imposto de renda americano. Só como exemplo, o Mitt Romney, que ganha milhões de dólares por ano, pagou apenas 14 % de Imposto de Renda nos EUA. É disso que o Buffet está falando. O fato dele preencher um cheque não faria o Mitt Romney pagar mais imposto.

      Quanto à sua suposição de que a recomendação do Depto. de Estado – para que a tubovia entre Alberta e o sul dos EUA não seja construída – deve-se a uma conspiração para beneficiar Buffet, acho que você deve rever as suas idéias, Nick. Existe um lobby ambiental fortíssimo contra a construção dessa ferrovia e o que a administração Obama pediu foi tempo para avaliar os impactos ambientais. Os Republicanos (que sempre foram financiados pela indústria do petróleo) estabeleceram um prazo arbitrário de dois meses para que a licença fosse concedido, o que na prática não permitiria que o estudo ambiental fosse realizado. Na prática, colocaram uma faca na garganta da administração Obama, o qual se recusou a ceder à chantagem republicana. A administração atual disse inclusive que pode analisar outros planos para a tubovia, desde que tenham uma abrangência mais ampla.

      Enxergar nisso uma forma de beneficiar empresas de Warren Buffet, a meu ver, é chegar a conclusões precipitadas.

    • Enviado por: Nick

      Caro Jr.,

      Fundações são um método aqui nos EUA de se proteger contra impostos imensas quantias de dinheiro que, são categorizadas como doações, e como tal são isentas de imposto de renda.

      Os imensos lucros obtidos tanto por Bill Gates como por Buffet, pagariam enormes quantias em dólares de impostos se fossem retirados da empresa como bonus ou “pro-labore”. A solução, quando se está nesse patamar bilionário, é criar uma fundação.

      Fundações não tem como objetivo lucros, portanto vivem de doações. Microsoft e Berkshire Hathaway (esta última a empresa de Buffet) fazem “doações” para a fundação. Essas doações imensas são 100% deduzíveis do imposto de renda das empresas acima mencionadas.

      Quando a fundação recebe o dinheiro, é taxada em 0% na entrada, pois é “non-profit”. As despesas que a fundação tem, também são completamente deduzíveis de imposto de renda, incluindo aí os pagamentos de “salário” dos donos, que nesse caso são o próprio Buffet e Bill Gates.

      Essa é uma prática muito comum aqui. Eu não possuo uma fundação (não tenho tanto dinheiro pra isso) mas possuo um “trust fund” que é mais ou menos a mesma coisa.

      Agora, voltando ao Gates e Buffet, todos os projetos executados via suas fundações, tem como objetivo — mostrado na TV e mídia — em ajudar as pessoas, e não há nada errado nisso. O que eu questiono são os métodos, pois na África por exemplo, essas fundações estão usando os coitados lá para testar vacinas, com muitas mortes que passam impunes, pois Africa é fora da jurisdição dos EUA. O mesmo ocorre no Peru.

      Leia obras do Bill Gates, para saber o quão ele está envolvido em pesquisas genéticas. Questiono se é para o bem da humanidade ou não. O que é preciso considerar é que quando se chega nesse nível de riqueza monetária, é preciso ir pesquisar qual é a “agenda” dessas organizações.

      Lembre-se que eu não sou partidário. Coloco o Romney na mesma roda. Esse negócio de partidos nos EUA é apenas um show para as massas. Há uma pequena diferença ideológica entre os dois mas por trás da cortina do palco todos estão em apertos de mão.

      Eu sugiro que pesquisem… Jamais se sabe exatamente quais são as motivações das instituições e das pessoas que as criam. Com raríssimas exceções – como Madre Teresa – uma boa dose de ceticismo é sempre benéfica. Força confronto com a realidade, que na maioria das vezes é bem diferente do que esperamos.

  9. Enviado por: uma curiosa

    Já já transferem Davos pra Porto Alegre, na linha de um outro mundo é possível…

  10. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    O Warren Buffett virou um bunda mesmo, lembra quando ele emprestou os 5 bi pra Goldman Sachs dai o Lehmann foi a falencia e a Goldman nao.

    Agora ele me dah estas da ferrovia.

    E outra porque que ele nao da um bom aumento pra secretaria dele.

    Demagogia total…ele tambem pode pagar mais impostos se quiser.

    verdade…

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …lembram tambem quando o Obama ameacou de aumentar os impostos nos jatinhos privados ele chiou pra caramba…

      Demagogia total

    • Enviado por: Ferruccio

      Riccardo,

      O que nós estamos interessados em saber é se os super ricos nos EUA pagam mais ou menos impostos do que o trabalhador comum.

      Se pagam menos impostos, como parece ser o caso, a pergunta normal é: porque?

      O Bush reduziu os impostos do mais ricos, baseado na justificativa que o dinheiro que sobrava para eles era investido em fábricas, promovendo mais empregos e mais riqueza.

      Isso aconteceu? Ou será que o dinheiro que sobrou foi investido no mercado financeiro e na especulação?

      • Enviado por: Alexandre

        Ferruccio, aí está uma boa pergunta assumindo a transferencia de riqueza para o mercado financeiro, especula-se muito, produz-se pouco, juros inadequados, dinheiro muito barato.

        Pode ser que parte investiu na China, não nos EUA por questões de custos, que a América também terá que resolver.

        Pensando na industria lá, aumenta-se os impostos para o mercado financeiro e diminui-se para quem quer produzir.

        Entretanto, na situação que eles se encontram, financeiramente, talvez seja inviável neste momento.

  11. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Eeeeee Jr, o Romney ganhou…. :)

    • Enviado por: Jr.

      Newt said: 46 states to go.

      Como você percebeu, virei Tea Party. Desde criancinha. ehehehe.

    • Enviado por: Ferruccio

      Romney ou Newt, qual a diferença?

      Provavelmente os dois são a favor da invasão do Irã e mais guerras.

      Li em algum lugar que 50% dos americanos são a favor da invasão do Irã.

      Há alguma esperança para o mundo?

    • Enviado por: Jr.

      Ferruccio,
      Eu tou torcendo pelo Newt porque ele é mais fácil de ser batido pelo Obama. Ele é tão negativo e ferino e os segmentos que o apóiam são tão conservadores que a maioria do povo americano vai rejeitar uma turma dessa na Casa Branca nas eleições de Novembro.
      O Riccardo sabe disso.
      O Romney, apesar de fazer “flip-flop” em tudo, é mais palatável para os eleitores centristas.
      Como nós não queremos a vitória do PFL dos Estados Unidos (ooops, do Partido Republicano), torcemos para que eles escolham Newt agora. Pra facilitar a vida do Obama em Novembro.
      Abs.

  12. Enviado por: Alexandre
  13. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Jr,

    O que eu gosto de voce e porque es um sonhador.

    O Romney e muito bem classificado para ser presidente.

    Ele foi muito bem sucedido no governo como governador na industria privada e na organizacao das Olimpiadas de inverno que estavam numa pessima situacao e ele fez uma turn around braba.

    Agora eu estou pensando em virar Mormon. Sez viram quanto mulher gostosa tinha na plateia dele?

    Bom Demais!!!…

    • Enviado por: Jr.

      Riccardo,
      Então eu lhe aconselho a vender tudo em Santa Bárbara e se mudar para Salt Lake. Lá você pode ter várias mulheres dessas aí dentro da mesma casa ::)
      Abs.

  14. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA
    • Enviado por: Alexandre

      Muito bom, é um outro enfoque, no começo pensei que tratava-se do Brasil.

      Distribuição de renda via impostos já sabemos que não dá em nada, fica parado na burocracia, tira o incentivo de crescer.

      Concordo, a base está no ensino que cria oportunidades para todos, um bom ensino, excelente, superbo, ensinar a raciocinar, reprovar quem não estuda…

      • Enviado por: Alexandre

        Que raios de sociedade criamos!…Tô ficando velho.

    • Enviado por: Ferruccio

      Alleluia! Finalmenter achamos alguém que descobriu a causa da crise de 2008: foram os 99% que tomaram decisões erradas.

      Estas decisões erradas foram:

      1. Tentar fazer uma faculdade privada, que poderia ajudar a obter melhores empregos
      2. Comprar casas financiadas. Os bancos que concederam os créditos não tiveram nenhuma culpa, não tomaram nenhuma decisão errada.
      3. Idosos que não compraram planos de saúde. Talvez não tivessem renda suficiente.

      O Cristiano Costa não explicou porque o 1% paga menos impostos do que os 99%.

      Também não explicou porque a renda do 1% aumentou 275% entre 1979 e 2007, enquanto a renda média subiu 45%. Deve ser por causa da meritocracia: os 1% trabalharam muito mais do que os 99%.

      O Cristiano descobriu os culpados.

  15. Enviado por: Nick

    Já que vocês estão falando de impostos federais… aqui vai a minha visão:

    Eu já estive dos dois lados “sociais” nos EUA. Eu já fui empregado, e hoje sou dono do meu próprio negócio.

    A minha conclusão é a seguinte:

    Governo Federal não faz absolutamente NADA direito. Dispensando a discussão sobre a origem do dinheiro, que se fosse certa eliminaria a necessidade de imposto de renda, vamos ao quadro atual:

    1) Como empregado – o imposto é retido na fonte. O governo é pago antes de você ser pago. Ou seja, o seu trabalho é taxado. Qual é a vantagem? Nenhuma, a não ser o fato de o empregado poder largar a caneta as 6 e ir pra casa sem se preocupar com a empresa.

    2) Como dono – o imposto não é retido na fonte. O governo federal é pago depois que a empresa recebe e deduz certas despesas (não todas). Porém, há uma outra leva de impostos estaduais e também locais, além de uma enorme quantia de taxas e “fees” e “surcharges” que são embutidas ou explícitas, dependendo do setor em que a empresa atua. O “salário” do dono da empresa, se ele se paga dessa forma, segue o mesmo critério para impostos do que o empregado.

    Há essa percepção de que donos de empresas pagam menos, mas é relativo. Os empresários são os seres humanos que tem apetite a risco. São eles que vão se alavancar junto aos bancos, para criar uma empresa, e gerar empregos.

    Para expulsar essas pessoas do país, o método mais rápido é aumento de impostos. Por quê eu, como empresário, vou ser penalizado ao criar empregos? Por quê eu, como a pessoa que assumiu riscos e gerou empregos, e que pode perder tudo se a empresa falir e não honrar seus compromissos, vou ser penalizado mais ainda com carga tributária federal?

    É por isso que os empresários tentam proteger o dinheiro que é fruto de seu trabalho, a todo custo. Seja ilhas Caymans ou fundações e “trusts” – faz muito mais sentido colocar esse dinheiro na própria empresa, expandindo-a, gerando ainda mais empregos, do que simplesmente dar ao governo Federal, que já provou por décadas que não tem a mínima idéia em como usar recursos de forma eficiente.

    Portanto… se quiser ser empregado, e ter uma vida bem menos estressada, livre das responsabilidades de tocar uma empresa, o imposto de renda é um pequeno preço a se pagar.

    Se quiser sem empresário, prepare-se para trabalhar muito mais horas, com muito mais stress. Um dos incentivos é pagar menos impostos. Não vejo nada errado nisso.

    A minha opinião sincera é que Imposto de Renda Federal simplesmente não deveria existir. E isso é possível somente com a mudança que defendo na política monetária.

    • Enviado por: Alexandre

      Bom Nick, com a qtde de vezes que a gente comenta, vão achar que empresário não faz nada…. :)

      Puxa, o começo foi bom o final é incompreensível. O governo sem impostos vai viver do que?

    • Enviado por: Ferruccio

      Nick,

      Desculpa, não resisti…

      Se a vida de empregado é melhor, você pode mudar de empresário para empregado.

      Compra de ouro não gera emprego (ou gera?).

      • Enviado por: Alexandre

        Judiou Ferruccio, a vida de empregado é mais acomodada, não necessáriamente ruim, dependendo do cargo.

        Para ser empresário, alguns padrões devem ser quebrados, como final de semana ou picar cartão, tem muito assalariado também nesta situação, geralmente gerentes para cima.

        Óbvio que por trás disto tem a ambição, não somente pelo dinheiro, este é relativo. Muito disto é busca por segurança, medo, insegurança, a caricatura de muitos empresários ou executivos escondem isto.

        Aproveito para dizer que sou contra dívidas, físicas e jurídicas, a grande ilusão está aí, as consequencias economicas também.

  16. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    O Nick esta mais que certo nesta.

    Ainda tenho saudades de quando era empregado quando eu trabalhei na Bacardi era bom demais como um Public Relations Manager eu so ficava passeando no escritorio ficava no “water cooler” falando de football e paquerando a recepcionista de vez em quando tinha que fingir que estava trabalhando.

    Saudades…

    • Enviado por: Alexandre

      Acabei de falar que gerente trabalha mais e voce me dá uma desta!

      • Enviado por: Alexandre

        Ferruccio, favor não considerar RP e Marketing como gerentes normais. São como o governo, levam todo o budget e não produzem nada….alienados!

        Deviam colocar todos como entregadores nas ruas para saberem da realidade do mercado. :)

  17. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Ferruccio,

    Nos Eua um porcento da populacao paga 40% dos impostos federais.

    50% da populacao nao paga imposto nenhum e pelo contrario recebem beneficios do governo.

    abs

    • Enviado por: Ferruccio

      Riccardo,

      Para completar a informação, qual é a renda desse 1% que paga 40% de impostos e

      qual é a renda e o valor pago pelos restantes 49% que pagam impostos.

      Com essas informações podemos calcular qual a porcentagem de imposto paga por cada grupo.

      • Enviado por: Alexandre

        Velha conversa de maneira nova, os 49% só pagam impostos porque os 1% empregam. Os 49% que pagam impostos deveriam eleger gente melhor, para saber onde vão os impostos, não querer tirar dos 1% que pagam e geram impostos.

        • Enviado por: Alexandre

          Digo, os 49% deveriam exigir mais de seus impostos.

  18. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Ferruccio,

    Outro mito e que os ricos pagam menos impostos em porcentagem em comparacao aos pobres ou classe media.

    Nos EUA e deve ser o mesmo ai no Brasil pagamos dois tipos de impostos federais o imposto que pagamos dos frutos do nosso trabalho (o income tax) e o que ganhamos dos frutos de nossa poupanca e investimentos (o Capital gains Tax) o Income Tax o top rate e mais alto(25%) que o capital gains tax que e sempre 15%.

    Naturalmente quanto o mais rico o individuo ele tera a maior parte da sua renda em investimentos e eh por isto que o marginal tax rate abaixa o papo do Bunda Buffett que ele so paga 15%.

    Porem quando voce combina os dois e o que voce realmente paga e isto e chamado o effective rate (lembre tambem que o top income tax rate sao para pessoas que ganham mais de $110,000 para uma pessoa solteira que nem eu. A media americana de $50,000 paga bem menos principalmente depois das deductions)

    Entao o EFFECTIVE rate e o que eh importante o que as pessoas realmente pagam em porcentagem de suas proprias rendas e mesmo nisto em porcentage os ricos pagam mais.

    Veja o grafico do effective rate como porcentagem na renda de todas as faixas economicas.

    http://www.theatlantic.com/business/archive/2011/09/chart-of-the-day-do-the-rich-really-pay-less-in-taxes/245531/

    Muito interessante

    Em outras palavras uma pessoa com uma renda de mais de um milhao de dolares por ano paga um effective rate de 23.5%.

    Uma pessoa de renda media de $50,000 paga um effective rate de uns 13%.

    abs.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Correcao: uma pessoa com a renda de mais de $1 milhao paga um effective rate de 30% e uma pessoa com a renda de $50,000 paga menos de 13%.

      verdade…

      • Enviado por: Alexandre

        Riccardo, já fizeram esta conta, dá algo de 60 bi/ano sobre os mais ricos, vai ajudar quem, diluir dentro do próprio esado? É demagogia.

        O pior aqui é a aliquota progressiva sobre os salários, definitivamente não tem sentido nenhum.

        Pune-se o mais competente.

    • Enviado por: Nick

      Isso que você falou acima tá certo.

      Ô Ferruccio, valeu pela espetada! hehe :D A questão do Ouro é só pra proteger contra inflação, e o dinheiro que eu uso para comprar Ouro é “post tax” ou seja, já paguei imposto sobre essa grana.

      Alexandre… de novo a mesma pergunta? “Sem imposto o governo vai viver do que”?… última vez que repito: Se criasse o próprio dinheiro em vez de pedir emprestado, não precisaria taxar a população. Tô falando só de imposto de renda federal.

      Nesse assunto ainda de impostos, eu não sei por que existe essa noção, e nem sei de onde vem, de que retirando de quem ganhou honestamente, e dando para quem não tem — via canal governamental — vai de alguma forma ajudar em alguma coisa. Acho que realmente é uma questão ideológica. Robin Hood.

      Outra coisa que a maior parte das pessoas não conseguem ver: A partir do momento em que nós permitimos que o trabalho ser taxado via impostos, estamos na verdade aceitando a idéia de que a remuneração do SEU trabalho pertence 100% ao governo, e que ele deixa você ficar com uma parte, um percentual, de acordo com as regras que ELE determina.

      É ou não é verdade? Por acaso você paga voluntariamente, ou paga por que senão será auditado e irá ser atormentado até o fim e talvez perder tudo e ainda ir para a cadeia? Esse sistema social tá todo errado. Inteiro. Impostos são a coisa mais idiótica que existe.

      • Enviado por: Alexandre

        Nick, Niiiiick,… voce vai fazer eu perder o resto dos cabelos!

        Já li, reeli, já sei onde voce quer chegar, a sociedade teria que ser estruturada de outra maneira, seria quase uma economia paralela, governo e inciativa privada.

        Tem alternativas, venho insistindo, seria uma sociedade sem dívidas, para continuar com este padrão de consumo, teria que aumentar os ganhos reais de todos, a competição seria mais justa entre as empresas, o que está distorcendo é a facilidade de emprestar dinheiro.

        Até no interior de Minas, é mole!

        Muito do que voce fala faz sentido, lembro do board da ultima empresa que trabalhei, gente influente, politicamente, faziam parte de outras, os CEOs são escolhidos por eles, é a turma que não aparece, nem gosta.

        • Enviado por: Alexandre

          Falei besteira, voce vem insistindo e eu resistindo.

    • Enviado por: Nick

      A propósito, o James Cameron – criador dos filmes Titanic e Avatar, disse que vai sair fora dos EUA e vai para a Nova Zelândia morar lá. Comprou uma fazenda. Ele sabe que inflação vai mandar o preço as commodities pro espaço, e sabe que impostos nos EUA vão subir pra quem tem grana. Isso sem mencionar essa lei NDAA que o Obama assinou em 31/12/2011 quando ninguém tava prestando atenção. Nem vou dizer o que tá escrito na página 488 dessa lei pra não assustar.

      • Enviado por: Riccardo(California,USA)

        Drudgereport…

        • Enviado por: Nick

          Associate Press. Drudge é bom também! Centraliza tudo lá…

  19. Enviado por: Didi

    Resumo da obra: Mundo mentiroso e inconsequente – a máscara está prestes a cair!

  20. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    “On Wednesday, the U.S. House of Representatives voted overwhelmingly to freeze wages for federal civilian workers until 2013, a move that will save taxpayers $26 billion”

    VIVA a Tea Party um pequeno passo para arrumar o orcamento Americano.

  21. Enviado por: Javier Vidal

    CARO KUPFER
    Artigo mito bon.E xustamente o que eu levo falando desde que entrei neste posts.O que pasa e que a min ninguen me fixo caso….
    Caro Ricardo: economias post-industriales son tudas as europeas, nao so Alemania (que entrou 50 anos despois que a França,ou Italia na industrialiçaçao.E prossuposto Espanha, Holanda, Italia e moitois mais.
    A revoluçao industrial chegou a Espanha a meiados do seculo XIX, en Asturias,Pais Vasco e Cataluña.Antes que en Alemania e antes que en França, xa que seus socios eran os britanicos e a industria siderurgica.Nesa çepoca Alemania como pais nao existia.
    Por outro lado, as contas de Alemania fican moi maquilladas.Su deuda e moito maior:

    http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief-cover/981671-divida-oculta-da-alemanha

    Saudos

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Javier Vidal,

      Verdade os paises da Europa sao pos-industriais tambem eu so comentei nos tres Paises que o artigo introduziu.

      Na area do turismo depois dos EUA a Espanha recebe mais visitantes do que qualquer Pais do mundo mais do que a sua propria populacao por ano de turistas estrangeiros.

      abs

  22. Enviado por: Alexandre

    http://congressoemfoco.uol.com.br/servico-publico-tem-ao-menos-39-mil-supersalarios.html

    Speridiao, esta é para voce, divulgaram alguma coisa daquele estudo, bom sinal.

  23. Enviado por: Imagine

    Nick, o que você quer é fazer a sociedade retroceder à época da Grécia superpotência (lá pelos anos 10 a.C). Goste ou não, de consequências boas ou ruins, a multiplicação do dinheiro está ligada diretamente ao desenvolvimento da civilização. O problema é que há efeitos colaterais. O comunismo, por exemplo, tentou montar uma “sociedade sem dívidas”, como você cita. Mas essas nações travaram justamente na questão de evolução tecnológica e, por tabela, econômica. Se fossem aldeias indígenas poderiam se manter até hoje, isoladas da civilização.
    A crise de 2008 vei escancarar esses efeitos colaterais da multiplicação do dinheiro. É um encruzilhada.

    • Enviado por: Nick

      Discordo. Não tem nada a ver com voltar à época da Grécia.

      Me explique qual é o argumento que diz que o sistema monetário atual é melhor do que aquele que existia antes de 1964 no Brasil e antes de 1913 nos EUA.

      Me explica como é que Bancos Centrais, criando dinheiro apenas quando é criada uma dívida – que quem tem que carregar é a população – é melhor do que dinheiro sendo criado sem ser atrelado a dívida nenhuma.

      Me explica como é que é melhor dar aos bancos o total poder de expandir e contrair a liquidez da moeda do país, via artifício do crédito alavancado, em vez de forçá-los a apenas emprestar o que realmente possuem.

      Me explique como é melhor o governo federal (e por tabela todos nós) termos uma dívida nacional, quando de fato não há necessidade alguma de essa dívida existir.

      Abraço

    • Enviado por: Vicente

      Imagine,

      O actual modelo esta baseado num crescimento eterno (extelionato piramidal).

      Este modelo econômico talvês tenha tido sua validade numa determinada época.Algo temos de mudar.

      Abrç.

      • Enviado por: Alexandre

        Imagine! Crescimento fundamentado em dívidas, nada é seu, que raios de compra é esta, financiamento de 30/40 anos no país mais rico do mundo para ´´casa própria´´ = aluguel. Faz sentido?

        Para mim fazia mais sentido o Brasil antes da alavancagem. Trabalha, junta, compra. Quer mais? Trabalha mais, monte seu negócio, gere emprego, com recurso próprio

        Tem que poupar, não só sou eu dizendo isto, tem muito economista de renome afirmando o mesmo, poupar para derrubar a inflação = ganhos reais.

        Mas vamos admitir, o nível de consumo cairá drásticamente, não sabemos ainda até onde a sociedade atual suportará o desemprego e perda de seus benefícios.

        • Enviado por: Imagine

          Nick, Vicente e Alexandre eu gosto de polêmicas. Não levem a mal. Assim como o Nick advoga sua teoria do dinheiro sem dívida (tá bom ele vai dizer que o mundo já teve experiências disso e portanto não é teoria), eu penso diferente. Acho saudável o fórum que se tornou o blog do JPK. O debate mostra um quadro amplo em que todos os assuntos estão interligados ou tem a mesma raiz.
          Vou começar com uma reposta pro Vicente. Eu concordo que o modelo está esgotado. Temos de evoluir. Mas não concordo que seja o modelo proposto pelo Nick. Só pelo fato que nenhum país poderia fazer isso sozinho. As economias são interdependentes. Proibir bancos de emprestar, por exemplo, isolaria o país do resto do mundo, no mínimo. Também faço coro com o Nick que as pessoas são “escravas” do sistema financeiro. A solução pra isso implica em um nível de controle que nenhum governo quer pagar pra ver. Essa é uma época perigosíssima. Quando a população se sente vitimizada abre o flanco para o surgimento dos falsos pais da nação, ou seja, ditadura, fascismo etc.
          Agora Alexandre, o crescimento não precisa ser baseado em dívidas. Digo que temos que tomar cuidado para não generalizar o particular. É um clichê mesmo: não pegar a parte pelo todo. A ilusão de sempre refinanciar a divida eternamente é que vitimou os americanos e, de certo modo, os europeus via governos paternalistas. O nosso caso é um pouco diferente. Aqui os preços são muito altos. E isso faz as pessoas terem que financiar. A inflação baixa influenciou as pessoas a pararem de poupar. Os bancos viram a janela e incentivaram as pessoas a se endividar. Mas não porque o banco oferece crédito que eu tenho que pegar. Lá no início dos anos 2000 se em vez de pegar um financiamento que cobra mais de 100% de juros ao ano alguém tivesse pegado o dinheiro comprado um título do tesouro e fosse poupando para conseguir o que queria (tipo comprar um carro, uma casa), ou seja, em lugar do imediatismo de financiar, teria tido em 10 anos um retorno de mais de 300% sobre o que investiu. Some os 100% de juros ou, no caso dos financiamentos imobiliários, 20% a 30% ao ano e veja que a pessoa poderia ter comprado dois ou três do que queria.
          Nick, para mim você defende uma utopia. Seria fantástico. Mas, faço questão de reforçar, é minha opinião. A multiplicação do dinheiro fez o mundo se desenvolver. O problema é que há interesses pouco “humanos” por trás desse dinheiro. O que acontece hoje na Europa essa polarização entre economias centrais e os Piigs é o que sempre aconteceu em maior escala na dualidade mundo desenvolvido e terceiro mundo. O dinheiro vai sempre numa direção, ou seja, naquela mais rentável. Isso gera grande riqueza de um lado e extrema pobreza de outro. Não dá para culpar ninguém. Se você tem dinheiro vai querer multiplicá-lo. Não vai investir em projetos para resolver a miséria. Mesmo os grandes filantropos dispensam pequenas parcelas de suas fortunas. Ao menos enquanto estiverem vivos.
          Não sei se é retórica, mas achei legal o Zukerberg ter escrito uma carta aos futuros acionista em que diz que o objetivo principal da empresa não é o retorno, mas sim o desenvolvimento social.

    • Enviado por: Nick

      Imagine,

      Eu não vejo nada de utópico no que proponho. Se você vem acompanhando meu raciocínio, e se você entende como dinheiro é criado atualmente, creio não haver utopia nenhuma em passar leis que proíbam bancos de emprestar alvancado, e que proíbam bancos de emprestar ao governo. Isso claro, depois de o governo recuperar o poder de imprimir a moeda do país, e de controlar sua quantidade em circulação. Pense bem nisso, Bancos Centrais e bancos comerciais hoje é que possuem completo poder nos países em que atuam. Nem sempre foi assim, e não é preciso ir tão para trás na história. Talvez você chame minhas idéias de utópicas por que não consegue imaginar esse imenso poder fora das mãos desses mafiosos, mas como eu disse anteriormente, não é uma luta fácil. Porém, precisa acontecer, mais cedo ou mais tarde.

  24. Enviado por: Renato

    Caro Nick,

    Eu deveria ficar quieto, pois o tenho sempre em alta conta, mas tenho que perguntar:

    Você emprestaria seu próprio dinheiro sem ter a expectativa de receber juros ou algo em troca?

    • Enviado por: Nick

      ————–
      Renato,

      Não, claro que não. E não acho que bancos não devam emprestar a juros para quem quiser, EXCETO o governo. Por que isso? Por que eu parto da premissa de que o governo, quando conseguir de volta o poder de imprimir dinheiro, não vai precisar pedir emprestado para ninguém, nem bancos comerciais, nem banco central. O que eu digo está tudo centrado em torno de quem é que cria dinheiro, lá na origem, lá em cima. Só isso. No varejo bancos podem tentar emprestar o quanto quiserem. Lei de mercado. Os que oferecerem menores juros ganham mais clientes tomadores.
      —————-

      • Enviado por: Renato

        Entendi. Assim você, eu também não emprestaria meu rico dinheirinho se não fosse em troca de algum rendimento.

        Como fomos criados em países capitalistas e não temos a noção de como era antes de 1913 (quase cem anos), seria necessário (para mim) estudar como como funcionava o sistema econômico antes dele ser dominado pelos banqueiros Rothchild, Barclays, JPMorgan, Goldman Sachs, etc.

        abrs.

        • Enviado por: Nick

          É por aí mesmo… Capitalismo existe a muito mais tempo do que bancos centrais. A única diferença foi que o dinheiro era criado para o benefício dos participantes, e não como ferramenta de controle usada por bancos. E não existia imposto de renda sobre trabalho. Existia sim imposto sobre empresas, isso é normal e tem que continuar. Mas imposto sobre o trabalhador… antes da criação do banco central nos EUA em 1913, não existia.

          Abs

  25. Enviado por: Renato

    Agora que eu já enchi a cara de Ypioca, vou colocar meus pensamentos aqui.

    Eu acho que o dinheiro nasce de várias maneiras:

    Primeiro e principal:
    Em sua maior parte o dinheiro é herdado. O dinheiro foi deixado e acumulado por várias gerações de “nossos” antepassados.

    Segundo: O dinheiro nasceu mais pela ação empreendedora privada da exploração do extrativismo e trabalho braçal.

    Terceiro: depois da abolição da escravatura, o dinheiro também passou a nascer como contrapartida ao pagamento do trabalho. Os seres têm necessidade de bens e serviços e em troca vendem seu trabalho por dinheiro (remédio antidepressivo).

    Quarto: estágio atual de quem já tem de montão para emprestar, o dinheiro nasce como dívida. Alguém almeja aquilo que estava na vontade represada e endoidecido pede emprestado a troco de juros.

    quinto: quando foi mesmo que o governo gerou dinheiro por vontade própria?

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