Mais lenha na guerra cambial
29 de fevereiro de 2012 | 20h17
José Paulo Kupfer
O Banco Central Europeu (BCE) levou a cabo com grande sucesso, nesta quarta-feira, a segunda operação de oferta de recursos de três anos, a juros de 1%, ao sistema financeiro europeu, dentro do programa de refinanciamento de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês). Oitocentos bancos tomaram um montante de 500 bilhões de euros, volume um pouco acima do previsto. Em três meses, o BCE injetou na praça 1 trilhão de euros. Desde 2008, foram mais de 3 trilhões.
Também nesta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um estudo de técnicos do seu departamento de pesquisas, sugerindo que, em certas circunstâncias, dentro de limites e por período não prolongado, já existem evidências de que intervenções no mercado cambial, nos países emergentes, podem trazer mais benefícios do que problemas tanto para a credibilidade dos bancos centrais quanto para seus esforços de cumprir as metas de inflação.
Foi, claro, simples coincidência o fato de a operação do BCE e o estudo do FMI terem aparecido quase no mesmo momento. Mas se não tivesse sido só coincidência, faria todo o sentido. A ação do BCE visa reanimar o crédito (no sentido estrito e no sentido figurado) na Europa, pela via do baixo custo, e promover uma troca de dívidas soberanas, nos países encalacrados da zona do euro, a preços menores. Mas, tanto quanto as operações de afrouxamento monetário, promovidas pelo Federal Reserve e pelo Banco do Japão, a injeção de liquidez pelo BCE amplia a liquidez financeira internacional.
Para as economias emergentes, menos afetadas pela crise e mais atraentes para investidores, o ingresso de enxurradas de dinheiro, com origem nas ações de injeção de liquidez, se traduz em pressões adicionais na direção da valorização das moedas locais. Se, por um tempo, isso ajuda no combate à inflação, também colabora para desarrumar a economia doméstica, e abrir avenidas para os importados (leia-se empregos nos mercados externos).
O estudo divulgado pelo FMI é uma reação a esse movimento de transferência de recursos, que provoca valorização cambial nos países receptores do dinheiro liberado pelos bancos centrais das economias maduras em crise. O estudo expressa um nível acima nas preocupações – e nas convicções – da instituição, em relação aos impactos deletérios do crescente ingresso de recursos nas economias emergentes. Há um ano, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, publicou um artigo, ressaltando que escrevia em caráter pessoal, em que lançava o debate sobre a validade da atuação dos bancos centrais na defesa das taxas de câmbio afetadas pela farta liquidez internacional. O estudo agora publicado, à luz de experiências vividas, recomenda a aplicação de medidas para evitar valorizações cambiais excessivas entre os emergentes.
A economia brasileira é uma das vítimas desse processo, mas o governo, até aqui, tem reagido com algumas providências de caráter tributário, impondo alíquotas majoradas de IOF na entrada de capitais externos, e alta estridência no discurso político.
Mas as pressões continuam e é possível esperar uma escalada de intervenções defensivas. Nos últimos dias, Fazenda e Banco Central anunciaram dispor de “arsenais” para enfrentar a valorização do real. Não revelaram, porém, as armas de que poderão dispor para evitar valorizações excessivas do câmbio.
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Pensem num Passat alemão, com todos os custos alemães, atravessa o Atlantico, para em Santos, paga não sei qtos pedágios e mesmo assim encontra mercado.
Não fosse a tributação já estariam desmontando a filial brasileira.
Tudo isto é cambio?
Kupfer:
Ótimo post, comentei sobre ele no meu blog (http://economiamarginal.blogspot.com/2012/02/fmi-informa-intervir-no-cambio-pode.html). Não deixa de ser divertido, de uma forma tremendamente perversa, ver páginas da ortodoxia econômica sendo rasgadas diante do esforço para manter a economia europeia de pé.
Abraços,
Lucas Murtinho
Kupfer,
estou ansioso para ver este “arsenal”.
Pois desde 2008 que estamos acompanhando este vulcão fervendo mas os passos tomados até setembro de 2011 foi correndo em direção ao vulcão e não fugindo dele.
O arsenal eh simples abaixa os juros
Na mosca, Riccardo.
Mas o que você acha se os juros no Brasil caírem para 6% a.a., continuariam atrativos? Considere que já houve negócio com papéis do governo aí com juros negativos.
Abs.
Você tá louco? Com o tamanho da dívida pública isso geraria a volta da inflação. Acho que morar nos estados unidos o fez esquecer a pressão inflacionária que temos
Não Marcelo, não enlouqueci!
Você descobrirá que o “capital” continuará entrando da mesma forma, mantendo o real valorizado.
Sabe porque? Ele não tem para onde ir! Voltar às origens? Nem pensar! Se há quem pague juros para ter títulos americanos, há quem se contente com 6%, podes crer!
Mas se a Russia continua pagando 8,25% o “capital” se desvia para lá, não é mesmo?
O real então perde o seu apelo e sua cotação volta a se equilibrar.
Qual benefício que esse equilíbrio poderia trazer à economia, depois de tanto investimento em IED?
Lembre-se que a saída desse capital se encarece que a força na permanência no investimento inicial…
curto e preciso ..na mosca Ricardo
o resto é trololó de quem tá levando com a barriga até a chegada da aposentadoria
Na situação atual dos juros mundiais, penso que somente a selic não resolverá, considerando que o cambio é o ´´problema´´.
mas é um excelente começo
ainda mais se acompanhado de OUTRAS e diversas políticas públicas de controle e contenção do aumento de preços
Eu também acredito que a redução dos juros é fator importante para redução do câmbio supervalorizado.
Nem todos os economistas e analistas concordam sobre as razões da valorização do real. Há uns dias atrás (21/02/12) o Ming fez um comentário no seu blog a respeito do assunto, mencionando quatro das possíveis causas da valorização do real. Resumindo:
1. Populismo cambial, para favorecer os segmentos da população que estão melhorando de vida no Brasil.
2. Doença holandesa. Entrada de dólares devidos às exportações. Teoria defendida pelo economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.
3. Guerra cambial. Os bancos centrais dos EUA e da União Européia despejando trilhões de dólares e euros no mercado. Teoria do ministro Mantega.
4. Âncora cambial. O governo federal e o BCB estariam mantendo o real propositadamente valorizado para ajudar no combate à inflação. Teoria que, acredito, tem o total apoio do nosso colega Ronaldo.
O interessante nessa análise é que o Ming, em nenhum momento, menciona os juros elevados como causa da entrada de dólares e conseqüente valorização do real.
Não sei onde voces querem chegar, o fato é aumento das despesas do governo em 8% e das receitas em 15%.
Bom? Depende do ponto de vista, uma vez que enxugo a liquidez do cidadão e ofereço credito em troca, com infla de 5% este ano e 6,5% em 2013.
O blog formalização deixou claro onde chegaremos e quem quiser acreditar que com o aumento da arrecadação a carga cairá…espero que sim.
O estado brasileiro tornou-se uma maquina arrecadatória para financiar o próprio estado.
como diria o warrior…..desde quando juros tem haver com inflação no brasil??????
pra abaixar os juros , o guidim tem que parar de aumentar a divida nos cento e tantos bilhões anuais…..
fazer o dever de casa , nunca foi prioridade de governos populistas……..
eu sempre disse que lulinha era e é o mais irresponsavel dos governantes………
E a previsão de impressão em massa de Euros se concretiza. Imprimiram na Europa o equivalente às reservas de 800 bancos da costa oeste dos EUA.
Um periodozinho de prosperidade na Europa vem aí. Mas cuidado, não vai durar. É só olhar para as notas do tesouro de portugal… as 10, 15, 20 e 30 anos TODAS acima de dois dígitos. Tão desesperados.
Ricc,
tem que chegar pelo menos até 8,5% o mais rápido possivel, o que voce acha ?
eu gostaria de ver o Real abaixar e estas falcatruas de manipulacao nunca dao certo.
A unica coisa seria abaixar os juros gradualmente para nao dar choques economicos nas empresas que importam ou exportam.
abs
Eu fui mais longe, 6%, porque esse é o piso formal no Brasil.
É Ricc, abaixando os juros o impacto nas empresas e operações saudáveis é menor do que se fosse ajustes via cambio. Mas nós estamos em tempos extraordinarios de pouco crescimento global, o mais interessante seria convidar gentilmente este ingresso de k externo para investimentos de infraestrutura de pequenos portes e temps de execução curto prazo. Montar um casamento legal, um fundo extraordinario.
Nick,
e olhe que Portugal supostamente já entrou nas reformas diferentemente da Grecia. Olhe o artigo abaixo e por que a publicação do relatorio do FMI:
“With its political consensus, labour agreements and reforms in progress, Portugal appears to be better off than Greece. But the threat of bankruptcy remains and a fresh turn of the screw is still possible, warns Expresso.
In Portugal, anyone who has watched the footage of pitched battles between demonstrators and police in Syntagma Square and heard the reports of political party disputes over the latest austerity package will have no trouble distinguishing between the respective situations of the two countries.
In Portugal, we have a political consensus backed by 80% of MPs, and a social agreement [between political parties and unions] on the implementation of labour market reforms demanded by the troika [the European Commission, European Central Bank, and the IMF], which include more flexible rules on individual lay-offs.
The government and its social partners have reached agreement on plans to reduce the number of public holidays and leave days. Unemployment benefit has been cut. The law on rents has been changed [to facilitate the eviction of non-paying tenants and put an end to rent ceilings], while the government stake in Energias de Portugal (EDP) and Rede Eléctrica Nacional (REN) has been sold to Chinese funds. And all of this (and more) has been done without agitation or trouble, and certainly without any violence.
For all these reasons, Portugal is clearly not Greece, but these reasons have not been enough to convince everyone of this fact. In particular, doubts have been expressed about Portugal’s ability to obtain renewed funding from the markets in 2013.
The conversation between the German and Portuguese finance ministers recorded by an indiscreet TVI camera is most edifying on this topic: Wolfgang Schäuble himself alludes to a possible readjustment of Portugal’s bailout and informs his opposite number that Germany would be in favour of such a move. “
A matéria que você colocou acima prova que o que acontece na Europa é basicamente o fim da individualidade e independência financeira (e conseqüentemente social) de cada um dos países participantes da União Européia que usam o Euro.
Diz que, apesar de o povo Português ter aceitado passivamente as regras impostas por tecnocratas financeiros não eleitos – da Goldman Sachs – não vai adiantar nada, pois as medidas de austeridade e baixa na qualidade de vida irão sem impostas e forçadas até o quanto o povo aguentar.
Isso é o fim da picada, e mostra que os Europeus dos países endividados de hoje, não tiveram a visão suficiente para perceber o tamanho da armadilha dentro da qual se meteram. Regra número UM de como jamais perder a soberania financeira, fiscal e social do próprio país é JAMAIS abrir mão do controle sobre a própria moeda. Se eu fosse Portugal, já teria voltado aos Escudos a muito tempo, e chutado os banqueiros defensores de uma moeda comum para fora do país. O mesmo vale para o resto dos países endividados. Nunca tiveram a visão sobre o quão importante é manter a própria moeda sob controle próprio.
Bom dia Nick,
Me permita discordar do seu ponto de vista. Estou meio sem tempo agora mas gostaria de elaborar melhor o meu ponto de vista sobre essa questão de soberania na UE.
Esse assunto vem sendo discutido aqui há muito tempo, desde os idos da CEE. Não começou agora e é um processo que vai colocando pingos nos “is”. Preciso ir.
Ate mais
Abs.
Ainda dá tempo para mais umas linhas.
O foco principal da UE é a integração e não o contrário. Além disso, temos que torcer para o sucesso do Euro para haja uma alternativa forte para um sistema mundial de reserva baseado numa cesta de moedas.
Essa intervenção nas economias que se desequilibraram (vamos deixar de lado por um momento, as causar desses desequilíbrios) vem na direção de uma “lei de responsabilidade fiscal” na Eurozona.
A Alemanha, França, Áustria aprendem também com esse processo porque se há desequilíbrios nas contas correntes, uma hora a casa cai.
Os emergentes precisam abrir os olhos! No fim, acabam pagando a conta com essa derrama de liquidez mundial.
Veja o caso da Russia, suas reservas chegaram a US$ 530 bi, das quais US$ 370 bi em moeda estrangeira (47% em euro, 41% em dólares, 10% em libras e 1% em yen) e o resto em ouro (US$ 17 bi) e SDR (7 bi) e mais alguma coisa.
Abs.
Esse deve ser o futuro das reservas mundiais
Pillon,
“temos que torcer para o sucesso do Euro para haja uma alternativa forte para um sistema mundial de reserva baseado numa cesta de moedas.”
Entendi errado ou você quer uma moeda única mundial no futuro? Por que a cesta de moedas criada pelo banco mundial e FMI – que já contém SDRs – é uma realidade apavoradora, pois implica em um banco central mundial só. Imagina a desgraça disso. Mundo controlado por um punhado pequeno de banqueiros, pior do que já é hoje…
Nick, eu concordo com você que há uma panelinha tomando conta do mundo, dominando o sistema financeiro. Há outras em outros setores, energia, telecomunicações, matérias-primas…
Qual é alternativa viável? Até que o mundo evolua para uma aceitável, o sistema baseado numa moeda fiat não pode continuar, tem que haver concorrência e é por isso que advogo conversibilidade, internacionalização de TODAS as moedas. E fortalecimento do euro – os americanos não querem e torcem para o euro ruir e eu afirmo que a Grécia não sai da Eurozona, nem Portugal, ninguém, haverá ainda ingresso de outros países, pode acreditar!
O Brasil, a Russia, a Índia, a China, e muitos outros deveriam já fazer isso, internacionalizar a moeda. Estão colaborando demais com essa situação.
Cadê o BRIC? Cadê o Lula que fazia uma $%*&# enganação nesse sentido encima dos brasileiros e não fez absolutamente nada, só conversa. Eu tô com esse cara atravessado na minha garganta. Ele e a panelinha dele. E ainda os caras veiculam isso na imprensa, Lula no Banco Mundial!!! (só deve ser matéria paga pela assessoria de imprensa desse…).
Hoje levantei revoltado! Desculpem-me.
Pillon,
Concordo com tudo que você disse, principalmente no que se refere à necessidade de haver uma moeda de reserva além do dólar, e no perigo de que, nessa crise, os emergentes acabem pagando a conta através da valorização de suas moedas.
Também concordo que fica difícil implementar reformas tão profundas como as recomendadas pelo Nick. São necessários líderes com coragem, estadistas.
Mas aí você introduz o Lula na conversa. Fiquei pensando o que o Lula tinha a ver com isso. Mas aí veio a luz: você pensou (no subconsciente) no Lula como o único líder com intuição, capacidade de convencimento, prestígio internacional e carisma suficientes para implementar essas reformas.
E aí voltei a concordar com você.
Abr
Bom dia JPK.
Acidentalmente coloquei dois links e caiu na moderação. Não precisa liberar. Eu repito com um link só. Grato e desculpe-me mais uma vez.
Nick,
Mandei dados desatualizados sobre a Russia. No link há um bem atual. A proporção de moedas continua mais ou menos a mesma.
http://www.imf.org/external/np/sta/ir/IRProcessWeb/data/rus/eng/currus.htm
Nós não podemos pensar neste momento numa ruptura drástica, uma revolução. Não há chances para isso e mesmo que houvesse, não há um consenso para onde se deve ir. O Ron Paul já fala sobre isso há tempo e ele quer voltar ao padrão-ouro. Já é um começo mas precisa haver conversibilidade de todas as moedas. É guerra cambial? Então, deixem a passividade de lado e entrem nela, emissão neles também!!!
By the way: então você também teve seu “Dia do FICO”?
Nick e Pillon, está ótimo o debate acima, explicativo e informativo, muito.
Fico aqui me perguntando como os ´´problematicos´´ conseguirão fazer os ajustes democráticamente uma vez que a questão cultural deve ser levada em conta.
Como brasileiro, é muito fácil enxergar as questões que estes países tem que enfrentar para enquadrarem-se à um padrão fiscal alemão, saõ as mesmas questões que inviabilizam um crescimento maior nosso.
O problema é conseguir produzir democráticamente estas reformas sem criar aquele sentimento de intervencionismo patriótico.
Também no final das contas, é a mesma reclamaçao do
real valorizado, menos turismo, menos exportação…
Falando em turismo, Pillon, como estao os preços em euros para alugar um carro, hotel, alimentação, gasolina comparando Alemanha e o restante.
Ah, voce deve um vinho para o MarioPW, ele ainda não revelou seu email…
Pillon, acho também que o Nick argumenta que as panelinhas de outros setores estratégicos, são financiadas por bancos e por fundos que nínguém nunca sabe exatamente quem são.
Uma notícia interessante sobre a injeção feita pelo BCE, resolveram não divulgar a lista dos bancos tomadores, por questões de ´´segurança´´….que raios é isto?
Depois de ler tudo aí acima, minha posição continua inalterada: Sou contra unificação de moedas entre países. Sou contra por que isso é consolidação de poder na mão de menos pessoas ainda. Exemplo típico é isso que o Alexandre acabou de dizer, não vão revelar quais bancos receberam o que. Afinal de contas, o que é isso? Quem são essas pessoas que, não eleitas, estão controlando a vida dos países Europeus? Por que essa passividade?
Até agora só os Gregos é que foram para as ruas protestar. Deveriam continuar. Não sou a favor de violência, mas para o povo em geral que não sabe como funciona o sistema, e só reclama quando o problema os atinge via “medidas de austeridade”, não os resta alternativa.
Já perceberam o que está acontecendo? Há pessoas no poder, em vários países, incluindo os EUA, que não foram eleitas. Foram colocadas lá por uma tecnocracia, enquanto a criptocracia mantém o povo as cegas. Tudo isso tá acontecendo na frente de todos nós. Uns tem a atitude de “não há o que fazer”, outros tem a atitude “vamos quebrar tudo”, etc… Eu ainda acho que a melhor coisa a fazer é se informar, e espalhar a informação.
Os colonos nos EUA expulsaram os ingleses com apenas 3% da população revoltada. Os outros 97% sabiam que algo estava errado, não fizeram nada, mas se beneficiaram tremendamente do que os 3% fizeram.
Imagine só se 10% ou 50% tomarem as rédeas na mão e começarem a realmente definir quem é que vai mandar no país.
Se a Europa, incluindo a Alemanha, continuar nessa passividade, o Euro sim continuará existindo, e um grupo de tecnocratas contratados por bancos privados é que vai controlar todos os países ao mesmo tempo, através de total controle sobre a emissão e quantidade de uma moeda só, imposição de doutrinas fiscais únicas, e pode escrever o que eu estou dizendo: Em 10 ou 15 anos isso vai resultar na consolidação e realização da doutrina Marxista, onde o estado é Deus, e não existe propriedade privada. Cuidado, esse é um jogo de xadrez perigoso.
Eu ainda não entendo como que presidentes de países, que são pessoas supostamente inteligentes, concordaram em abrir mão do maior poder que podem possuir, que é controlar a própria moeda.
Bem Nick, você apresenta um argumento irresistível para um jovem estudante como eu que no fim da década de 70 queria também reformas do tipo “Fora FMI!” liderado pelos aspirantes sindicalistas da era Lula.
Para iniciar o processo que você sugere os países reunidos em federações devem passar por uma fragmentação e cada um com sua própria moeda, a começar pelos EUA em conjunto com a UE em seguida Brasil, China, Russia…
Aí acho que pode dar certo.
“Small is beautiful” dizia Schumacher.
Pillon,
Será que os banqueiros brasileiros querem saber deste SDR ? Considerando que 50% são instituições e bancos públicos, outros 30% são famílias brasileiras. Eu acho que não, vão dizer nem f_d_nd_ hehehe!!!!!
No momento IOF parece ser o melhor instrumento e já se mostrou eficiente para esse controle de fluxo cambial.
Em 2011 arrecadou R$32bi (somada incidência no crédito e câmbio), e penso que poderá ser uma farta fonte de recursos ‘extra’ para o governo neste ano.
A sim a uma alternativa para os investidores investir se a selic cai para 6% e ela e simples vai no mercado e compra bastante petróleo a cotação sobe gera inflação. No Brasil e aí e só comprar ações brasileira e pronto
Sabe pessoal…
Acompanho os comentários (das vezes igualmente interessantes aos artigos do JPK), mas tem um problema em tudo isso.
O Mantega não quer nem saber de resolver o real problema sobre o crescimento sólido desse país (e acreditem, conversei com ele semana passada), o Tombini ao que me parece, mais interessa a ele manter os bancos do que o povo (cai naquilo que o Nick vive dizendo), o que pareia igualmente os chefes de estado europeus, mais preocupados em manter o status de controle dos bancos que a soberania de seu povo.
Sinto dizer, mas quase tudo que é dito aqui não faz a mínima diferença pra quem realmente está com o dedo no botão.
Não quero desanimar ninguém. Nick, Riccardo, Pillon, vocês são mentes que mereceriam estar no comando desse país, dada a capacidade de pensar e a vontade de agir. Mas o fato é que quem está realmente mandando não enxerga um palmo na frente do nariz.
Esse enxuga gelo do Guido me enoja. Essa política de juros absurdo nesse país igualmente. Essa falta de controle sobre a emissão de moeda pelos bancos me revolta. Essa “falsa” política fiscal, esse controle virtual da inflação, o preço dos combustíveis 70% mais caros que NY me arrepia até o último fio de cabelo.
Mas o que podemos fazer além de assistir? Gralhar, rosnar, ladrar… as vezes penso que nós brasileiros não passamos de um bando de bobos, ricos ou pobres, marionetes nas mãos de pessoas mal preparadas, ou mal intencionadas, ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Concluindo, o que mais me assusta é que essa nova geração nem liga. Eles parecem zumbis tentando consumir mais e mais, sem se desenvolver culturalmente, sem pensar em produzir, sem tentar ao menos inovar, nem que seja em matéria de música. O que vamos ver daqui para 10 anos não está na história… é um remodelamento do que eu penso ser uma dominação feudal pós-moderna no Brasil (pessoas estudando sem aprender, trabalhando sem inovar, consumindo sem pensar, votando sem se importar).
Muito bom seu post. Eu o lí depois de ter escrito minha mais recente resposta acima. Acho que vai de encontro ao que você escreveu também.
A vida é uma roda gigante, esta chegando nossa hora,abaixar os juros a niveis nunca visto no Brasil vamos ver como o governo comporta ou melhor como a panelinha que manda se comporta.
A questão do câmbio tem outro componente:
dependência de insumos e produtos importados, especialmente matérias primas, comodities e insumos para a indústria como máquinas.
Isto cria uma espécie de indexação em relação ao dolar, e no caso de máquinas e tecnologia é resultado subdesenvolvimento técnico-científico.
Assim, a redução dos juros tenderia a causar diminuição da entrada de capitais, logo a desvalorização do câmbio, que por sua vez causaria aumento dos preços dos produtos nacionais dependentes de insumos e produtos importados, pressionando, portanto, a inflação.
O Tombini, o Ministro Mantega e a Presidente Dilma deveriam ouvir o Riccardo (que apesar de Republicano, não é burro).
Foi na mosca, Riccardo. Ao invés de ficarem lançando mão do “arsenal” de medidas paliativas e normalmente inócuas, como essa de hoje que elevou de dois para três anos o prazo dos empréstimos externos submetidos à tributação de 6 % de IOF, o governo (Banco Central inclusive, porque ele também é governo) deveria é baixar a taxa SELIC rapidamente para evitar que a apreciação do real continue deteriorando o parque produtivo brasileiro a passos largos, no contexto da guerra cambial global. Essa lentidão da queda da SELIC é injustificável em um contexto de inflação cadente e crescentes superávits fiscais.
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, em visita ao Brasil no ano passado, falou a mesma coisa para os jornalistas que o questionaram sobre a “guerra cambial” e o “quantitave easing” americano. Ele disse, em alto e bom tom, que os juros altos no Brasil é que eram o responsável pela apreciação da moeda brasileira e sugeriu que o Brasil fizesse o dever de casa e baixasse os juros básicos da economia antes de se queixar dos efeitos da política monetária americana.
Jr.
Sou totalmente a favor da redução dos juros. Mas, como fica a elevação de preço dos produtos importados importantes para o sistema produtivo do Brasil?
A indústria nacional investirá para produi-los aqui? Produtos com um pouco mais de tecnologia? Ou vamos continuar tentando produzir parafuso para competir com a China? Infelizmente, sou cético em relação a isso.
abrs
Paulo Xavier,
A taxa cambial irreal, consequência, em grande parte, dos juros estratosféricos, é que está fechando a linha de produção de muitas indústrias que preferem se tornar distribuidoras de produtos similares fabricados na China.
É o contrário. Temos que acabar com essa “meda”, essa “paúra” de inflação. Isso só serve a quem ganha com os juros altos. É usado por eles para amedrontar as pessoas, a fim de que elas continuem aceitando essa excrescência dos juros siderais.
Abs.
Jr,
Eu concordo com você. O câmbio está destruindo a indústria nacional, e entendo que os juros altos são em boa parte responsáveis por isso.
Mas, no meu ponto de vista o déficit técnico-científico expressos em produtos de baixo valor agregado, ou depêndência tecnológica de bens de produção são o X da questão.
Reduzindo os juros, reduz-se o câmbio aumentando a competitividade da indústria, e reduz as despesas com pagamentos dos juros dos títulos da dívida pública, que são um fardo muito pesado.
Mas três perguntas: Se os juros fossem substancialmente reduzidos?
a) esse cenário realmente vai induzir aumento do investimento na indústria?
b) a redução do pagamento de juros vai ser convertido em investimento em infra-estrutura?
c) a indústria vai tentar competir com a china na produção de parafusos?
A inflação tem também componentes sociais: reproduz um desejo de manutenção de um status quo social.
Jr,
Parabéns, você enriquece o debate. Com lucidez, arrematou muito bem, inflação em queda, arrecadação recorde…
E há aí a possibilidade de amortização da dívida que deixa de pressionar a taxa sobre os títulos públicos na renegociação…
Além disso, lembrando que uma grande parte deles remunera pelo índice de preços, cria o ambiente ideal!!
Mas insisto que há necessidade de uma reforma no sistema financeiro, passando inicialmente pela caderneta de poupança, e nessa questão da indexação que o Speridião e o Romanelli muito bem apontam.
Abs.
Pillon,
Você, o Speridião e o Romanelli estão corretos. Tem que atacar também a questão da indexação e encontrar uma fórmula para remunerar a caderneta de poupança que não sirva de entrave para a queda dos juros baixos até esse patamar próximo a 6 %.
O problema é que eles querem parar a queda dos juros em um patamar entre 9 % a 10 % ao ano. Fica a pergunta: por que ?
Abs.
Paulo Xavier,
Na verdade, são vários problemas diferentes, que emboram estejam interrelacionados, não se constituem em empecilho à redução dos juros básicos
É evidente que o primeiro problema, o mais importante de todos, é a queda dos juros.
O aumento do investimento na indústria é um segundo problema que certamente depende de taxa de juros menores.
A conversão dos recursos economizados em investimentos em infra-estrutura já é um terceiro problema que ninguém garante que irá acontecer, pois depende de definições de política de governo, mas o que não pode continuar é do jeito que está – jogando-se dinheiro fora, nos bolsos do sistema financeiro. Mesmo que a economia resultante da queda dos juros não seja convertida em infra-estrutura, reduzirá o déficit nominal das contas públicas e, consequentemente, a espiral de endividamento do governo.
E o último problema (da competição com a China em produtos de baixo valor agregado) depende do mercado e de uma possível política industrial – não vejo que isso seja nenhum empecilho à queda dos juros.
Abs.
Paulo Xavier
Entendo teu raciocínio, mas ele não se aplica à presente conjuntura industrial. Tenho andado em uma roda viva tentando impedir que indústrias do Rio Grande do Sul venham a sair para se instalar em outros países, se você propuser incentivo de juros negativos para que eles permaneçam aqui, mesmo assim eles irão embora, porque não há perspectiva de lucro futuro, e as políticas econômicas para a indústria não proporcionam a menor segurança. Outro erro frequentemente perpetrado pelos nossos companheiros de Blog é acreditar que a queda de juros vai impedir uma maior entrada de dólares. Não vai. Quem pensa assim está olhando uma paisagem já abandonada pelo trem da economia. O nível de liquidez dos organismos bancários é imenso e eles procuram onde investir com segurança, mesmo com baixa rentabilidade, pois não se dispõem a correr riscos na maioria dois países que seriam seus tomadores naturais. Estou sem tempo para participar mas gostaria de dizer que o nível das participações está muito bom.
Abraços
Amen.
Grande Ronaldo, uma visão com finesse nos faz bem.
Escrevi um post em cima antes de ler seu comentário.
Mantega precisa
Mantega precisa trabalhar mais…
Jr,
Mesmo que uma reforma seja exagero, leva tempo como tudo que tramita no Congresso, o governo até pode se beneficiar se houver migração das aplicações financeira para a poupança, mesmo pagando 6%.
Como?
Manda um MP urgente urgentíssima autorizando o Tesouro a buscar na poupança lastro para liquidar os títulos públicos nos seus vencimentos. E na mesma MP autoriza o CMN a fixar a taxa de remuneração das poupança periodicamente.
Sai de um lado e entra por outro, e acaba com o Copão.
Simples
Abs.
A maneira mais fácil de reduzir os juros é eliminar a emissão de notas do tesouro. Juros passariam a ser determinado pelo mercado.
… quis dizer determinados. (Digito rápido e fica parecendo que não entendo concordância verbal)
Pillon,
Eu não conheço o Ron Paul nem suas idéias, mas parece-me estranho ele defender a volta do padrão ouro. Os EUA são os maiores beneficiados com o “padrão dolar”. Estão dando calote à brasileira com a desvalorização do dolar.
Houve algumas conversas do Brasil, China e Índia de realizar comércio com suas próprias moedas, e também a idéia do comércio mundial de petróleo ser realizado com uma cesta de moedas.
Contudo, acho que isso nos levaria a uma grande guerra, e se não tomarmos cuidado esse pode ser o resultado dessa guerra cambial.
abrs
Xavier,
Aqui vai o link do senador Ron Paul
http://www.ronpaul.com/
Há um vídeo em que expõe suas idéias sobre moeda fiat.
Para você ver como, mesmo sendo americano, ele se posiciona de forma coerente.
Não só houve conversas, como o Brasil negociou com a China e Argentina, acredito também com a Russia em moedas locais.
A extinta União Soviética para negociar com resto do mundo adotou o “clearing dolar”, chamado no Brasil de dólar-convênio. Veja bem “dólar”. Utilizavam-se dele todos os países satélites, Polônia, Hungria, Bulgária, Alemanha Oriental, etc. e funcionou direitinho. Tratava-se de uma moeda escritural que não tinha curso internacional.
Porque a Russia, Brasil, China enfim todos os que já citei acima não se reúnem e peitam o sistema fiat?
Pillon,
Assisti video, e achei bem interessante mas vou precisar pesquisar e pensar mais, contudo:
Vejo duas questões:
a) a questão de valor que é um conceito complicado.
O valor é relativo, mas não há uma referência de valor. O que vale e quanto vale?
b) a economia roda em um sistema dinâmico, podendo trabalhar com déficits estáticos. Qual o maior déficit estático que permite manter o equilíbrio dinâmico? Aí entra a história das expectativas e crenças no sistemas e economias.
Vou pensar mais depois vou tentar escrever um pouco mais…
abrs.
Nick,
transmissão de pensamento, enquanto escrevia você postou a mesma coisa
Gosto muito das idéias do Ron Paul, mas sou completamente contra o padrão ouro. O problema do padrão ouro é que coloca o poder nas mãos daqueles que possuem o ouro. E isso é uma parcela muito pequena da população (bancos e bancos centrais).
Ron Paul quer o padrão ouro como ferramenta para controlar a quantidade de dinheiro circulando. A intenção é válida e muito importante, mas o método – padrão ouro – é errado. O que deve definir a quantidade de dinheiro circulando é o PIB. Não pode ser ouro, nem a capacidade de endividamento do país via notas do tesouro.
Xavier,
a) o peso da economia estabelece o valor da moeda, a qual deve sempre guardar correspondência com o PIB
b) porque pensar em déficits estáticos? temos que pensar em trabalhar com superávits dinâmicos!
abs.
Ferruccio,
Você resumiu muito bem as colocações do Ming. Não me estranha nem um pouco o fato de que ele não ter mencionado a alta taxa básica como outro fator.
Com relação ao Lula, não faz mesmo sentido? Ele tinha todos os atributos, ainda no segundo mandato, para reunir esses países e convidar a Turquia, Coréia, África do Sul, Rússia, enfim um rol de importantes economias e promover essa reforma. Se a tivesse implementado, se consagraria como um estadista de fato. Então eu seria o primeiro a indica-lo para a presidência do Banco Mundial.
Perdeu o bonde da história e se consagrou como um grande engodo.
Abs.
Pillon,
Veja esta: a Dilma tem que ousar mais. Os cortes dos juros promovidos pelo BC estão muito tímidos. Não adianta fazer como avestruz, enterrar a cabeça na areia e ficar culpando os outros por uma problema que ela pode resolver (se quiser peitar alguns). É só mandar o Tombini cortar logo 1 % (no mínimo) na próxima reunião do COPOm.
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201203011541_TRR_80928816
As reformas que você sugeriu poderiam ir tramitando já, mas os juros podem ser baixados hoje até um patamar de 8 %, independentemente dessa reformas (que são importantes, volto a insistir).
Abs.
Jr
Tua posição faz todo o sentido.Dificilmente teremos outro momento tão oportuno para baixar os juros de forma mais forte, devido ao alto grau de liquidez internacional. O problema da poupança existe, como existiu em outras vezes, discute-se o problema da remuneração do dinheiro. Ninguém esta tocando num problema mais importante que é o nível de renumeração, vis à vis com uma liquidez quase diária.
Mas tem solução, o problema é convencer o Mantega a trabalhar.
Abraços
Caro Jr
Tua posição faz todo o sentido.Dificilmente teremos outro momento tão oportuno para baixar os juros de forma mais forte, devido ao alto grau de liquidez internacional. O problema da poupança existe, como existiu em outras vezes, discute-se o problema da remuneração do dinheiro. Ninguém esta tocando num problema mais importante que é o nível de renumeração, vis à vis com uma liquidez quase diária.
Mas tem solução, o problema é convencer o Mantega a trabalhar.
Abraços
Pois é, Jr, como disse o Romanelli aí em cima é o mesmo trolóló de sempre. Essa taxação nem resolve porque se a captação lá fora é feita a 1 ou 2% e o BC mantém a taxa em 9%, ou mesmo 8% o custo fica amortizado. Falam que o IOF taxa o capital que entra. Ledo engano, taxa o RENDIMENTO que sai, quando sai. Ou seja, os 6% saem aproximadamente 0,5% sobre o capital principal.
Caro Ronaldo,
Conversando a gente se entende.
A poupança não tem liquides diária, concordo mas pode receber uma taxação de IOF numa tabela gradual, de 1 a 30 dias por exemplo, mais alta no início e zero no aniversário do depósito, estimulando (ou forçando) sua permanência.
Como ela ainda goza da isenção de IR sobre os rendimentos, passa a ser mais atrativa ainda.
Caro Ronaldo,
Acho que não fui muito claro.
Para incentivar (ou forçar) a permanência em depósito por um prazo mais longo, a poupança pode ter rendimento diário, ou liquides diária, porém sofre uma taxação de IOF numa tabela regressiva. No primeiro dia, o rendimento recebe uma alíquota alta, reduzida diariamente até chegar a zero no aniversário da conta, quando o rendimento é integral.
Mantém-se a isenção de IR sobre os rendimentos.
Abs.
Pillon
Como eu disse o Mantega tem que trabalhar. Esta solução que você propôs já foi usada num dos planos de transição econômica, altera o ganho mas não a característica chave de disponibilidade imediata para qualquer momento. Cada depósito deveria ter uma carência mínima de 60 dias para saque para melhorar o planejamento do sistema financeiro e se contrapor menos aos títulos públicos.
Abraços
Ronaldo,
A ideia vai no sentido de contrapor aos títulos para que o aplicador se desinteresse por eles, sem que haja descrédito no governo, pois, afinal, é ele quem emite a moeda. Senão todos correriam para outros ativos, commodities, bolsa, vira um pandemônio, ninguém vai querer reais.
A alternativa da poupança permite uma transição suave de aplicação sem que haja uma bolha noutros segmentos.
Além disso, os títulos de curto prazo e os de vencimento próximo serão pagos com a primeira e única emissão de reais, a qual será reposta ao longo do processo.
Bem, por hoje basta.
Boa noite a todos.
Nick,
Com relação aos títulos do governo, você tem razão, na mesma MP desautoriza o Tesouro a emiti-los.
Mas o que fazer com os que o público detém, com vencimento a 5, 10, sei lá, 20 anos? Conforme vão vencendo, o pessoal quer o dinheiro para outra aplicação.
Há os remunerados por índices, os por ME e os pela Selic. Esta, quando começar a cair de vez, já põe os títulos na rua. Os em ME não assustam mas os por índices são perigosíssimos. Bem, como o Tesouro não pode mais emiti-los, imagino que passariam a valer mais no mercado e que os tem não abrem mão ou se o fizeram negociarão com ágio. Serão os últimos a serem descontados.
Veja que buscando recursos na poupança, o Tesouro não precisa emitir!
Na medida em que os títulos vão vencendo, o governo os honra, por que afinal, sem emissão de títulos, ele terá que ter o poder de emitir moeda. Ou seja, o governo para de emitir títulos, e paga os velhos que irão vencendo com dinheiro que emite. Até não haver mais títulos em circulação. É simples. Inflação? Que nada. Nessas alturas o PIB estará estourando, pois não há mais dívida nacional.
Minha sugestão evita essa discussão sobre emissão que pode causar inflação. Mantendo a poupança nos 6%, autorizando o Tesouro a buscar lastro nela e não permitindo mais emissão de títulos como você propôs, a emissão inicial se extingue no processo porque os recursos presos nos títulos migram para a poupança automaticamente, pois o público aplicador em geral é conservador e recebe orientação do agente do banco.
Sim, só que a quantia em títulos é maior do que a quantia em poupança, então o governo (não o BC) vai ter que emitir pra comprar esses títulos de volta e incinerá-los. Isso não vai causar inflação. Vai só trocar títulos por moeda, mais nada. Essa moeda vai procurar outras formas de remuneração, como por exemplo, produção… OBA!
Eu acho perigosa a sua sugestão de passar tudo para a emissão…
Não vai direto para a produção, só se for via IPO´s, canalizados por um fundo de ações ou algo assim. Tem que haver IPO´s senão a bolsa infla.
Inicialmente, há necessidade de um canal amortizador desse capital que cai na praça. Fazendo isso através da poupança, cria-se uma passagem suave para o que você propõe.
Sim, pode ser a poupança… desde que não seja o governo que remunere. Os bancos é que trabalhem para oferecer a melhor “garagem” para os que querem estacionar dinheiro em poupança, CDs, etc…
É uma idiotice o governo ter que emitir títulos em vez de emitir dinheiro. Só essa mudança já eliminaria BC e COPOM, e finalmente a economia poderia respirar e desamarrar o verdadeiro potencial que tem. Governo ter que cobrar impostos pra pagar juros em títulos que emitiu por que precisa de dinheiro, é um sitema tão estúpido, não sei como esse pessoal no congresso e senado se deixam enganar assim tão idioticamente.
Caramba! que evolução dos comentários, de todos…vou ficar horas tentando entender.
Concordo que, continuando assim, estamos indo para um capitalismo marxista, sustentado pelo tripé governo, bancos e corporações, todos cada vez maiores.
Este movimento está muito claro, impostos, credito e inflação, é um massacre.
Em resumo Nick, há solução para a redução da taxa básica que passa a ser ditada pelo mercado.
Toda mudança brusca no mercado financeiro dispara uma reação de igual intensidade. O governo perde credibilidade se torra os papéis.
Quando o plano real iniciou, veio no bojo das mudanças uma ampla indexação pela URV a que passou paulatinamente a “precificar”. Ninguém escrevia tabelas ou etiquetas de preços em URV mas se baseavam nela. A mudança veio gradualmente até o dia em que se fez a conversão.
Numa situação em que vive o Brasil hoje, num primeiro momento, o governo precisa pagar os juros da caderneta de poupança porque ela vai remunerar os títulos que lançaram para retirar do mercado (esterilizar, enxugar, congelar) o dinheiro que uma vez lá atrás foi emitido para financiar os investimentos e gastos governamentais. Transformou-se numa dívida para que aquela expansão não causasse inflação. Não vou entrar no mérito aqui de quem se beneficia com isso. No entanto, a inflação veio do mesmo jeito porque o crédito se expandiu…
Enquanto o governo não puder dar lastro, através da arrecadação superavitária, ao dinheiro que se deposita na poupança, ele precisa arcar com o ônus. Mas vai ficar mais barato, a 6% ou até menos!
E vai por aí…
Abs.
Como período de transição, concordo com você. Com o tempo porém, o governo (que somos nós) precisa se retirar do negócio de remuneração de papéis. Isso por que, uma vez de posse do controle sobre emissão de moeda, não mais precisará entrar em nenhum tipo de dívida para arcar com suas despesas.
Para o povo em geral, nada muda. O dinheiro continua circulando, etc… pode ser remunerado no mercado, com os diversos produtos que os bancos oferecem.
O desafio é grande por que os bancos estão acostumados com a mamadeira que são as notas do tesouro. É um papel de “risco zero” – pois quem o lastreia é a população, via impostos. Então, bancos vão resmungar e reclamar que a festa acabou quando títulos deixarem de existir. Mas que seja! Que trabalhem para conquistar os depósitos dos clientes, e que trabalhem por seus spreads. Que atraiam depósitos para poder então emprestar no mercado e ficar com a diferença. Mas emprestar ao governo?? Esqueçam, governo não precisa de empréstimos, pois emite. Aí entram todos aqueles que dizem “ah, mas governo imprimindo vai gerar hiper-inflação” – não, não vai, se houverem regras específicas sobre a QUANTIDADE de dinheiro que pode ser emitida.
Do jeito que está, as URVs que você mencionou podem voltar a qualquer momento. Basta o Banco Central abrir a torneira. Eles é que estão no controle desde 1964. Eles podem fazer a história se repetir quando quiserem. Podem criar inflação e deflação a bel prazer.
O governo (e todos nós) somos escravos desse pessoal, pois somos FORÇADOS a emitir títulos (dívidas) para ter o dinheiro que precisamos para manter o país funcionando. Tá tudo errado.
O resumo completo da questão é a seguinte: Na idade média, os Reis se associavam a igreja para manter o poder sobre a massa a ser manipulada, onde a ferramenta de controle era a crença e o medo de castigos divinos.Atualmente os governos se submetem aos controladores financeiros para manterem a população endividada e escravizada monetariamente. Democracias e idioticracias a parte, nada mudou no mundo nos ultimos 5000 anos.
Alexandre,
Eu concordo com o Nick em tudo que ele expõe sobre a dominação pelo dinheiro. Mesmo aqui há também o mesmo problema. Não divulgar a lista por exemplo já põe dúvida quanto a transparência do processo.
Eu já comprei o vinho mas como o Mario não apareceu, vou abri-lo agora mesmo. Hoje o dia rendeu!
Boa noite a todos.
Risos…..bem que eu desconfiava das suas posições ideológicas, abaixo FMI, e os juros nem eram tão ruins assim…
Acredite se quiser, mas também tive uma fase desta, por melhores salários, incentivei os analistas num depto de uma multi para serem promovidos de analistas juniores para plenos, todos foram eu não….diria que a ideologia ficou um tanto abalada e ainda tive que trabalhar para caramba para compensar a burrada. No final passei todos, mas a lição foi aprendida.
Pillon,
moro em Tamboré-Alphaville e pego transito desgraçado.
Voce tomou uma overdose de pílulas é?
Mas estava pensando em banho maria a questão da proposta do Nick, né? É simples de um lado ou melhor dizer naif….hehehe.Mas voce vê como este tipo de exercício é extremamente positivo.Voce mira uma suposta utopia e vai pensando como chegar nela e durante o caminho do exercício voce descobre um montão de coisas e sobretudo as “ancas” do sistema.
me desculpem mas o comentário foi no lugar errado….segue agora….
como diria o warrior…..desde quando juros tem haver com inflação no brasil??????
pra abaixar os juros , o guidim tem que parar de aumentar a divida nos cento e tantos bilhões anuais…..
fazer o dever de casa , nunca foi prioridade de governos populistas……..
eu sempre disse que lulinha era e é o mais irresponsavel dos governantes………
Mas é isso mesmo, Guilherme. A pressão sobre os juros vem da dívida astronômica e não tem nada a ver com inflação.
Reduzi-la deveria fazer parte do tripé, não apenas superavit para honrar juros mas para a sua amortização.
E digo mais, não tem muito a ver com a apreciação do real mesmo pagando juros a 6% continua vantajoso mandar o ingresso de ME para aplicar no mercado financeiro.
Além disso, nem todo esse ingresso desemboca no mercado financeiro. Há investimento em ações, em produção, bens de capital, etc.
O que não pode é desembocar no credito direto ao consumidor. Aí, não!
Abs.
Uff! Faz tempo que não ouço ´´amortização´´, mundialmente, segundo o JPK elas continuam crescendo.
Alex, ainda estou por aqui saboreando um Riesling Sekt do ano passado muito bom. É um champanhe alemão seco.
Não entendi sua colocação sobre amortização.
Pelo jeito o Mario não gosta de vinho….
Quero dizer que faz muito tempo que não se fala em amortização e/ou pagto do principal da dívida.
Num dos blogs o JPK informou que as dívidas continuavam crescendo, o que nos leva à crer que no longo prazo serão amortizadas apenas pela inflação.
Qto áos investimentos em produção, para serem maiores e menos especulativos, temos que falar daquele bom e velho saudável lucro.
O lucro das empresas vieram encolhendo desde a implantação do real, exceto no primeiro e talvez segundo ano com aquela loucura do consumo gerada pela conversão, não muito bem assimilada pela população.
Corrigindo, leia margens de lucro, voltando à ser ideólogo, podemos dizer que qto menores melhor, certo? Errado!
Concordo, em termos, dependendo da escala de produção.
Pillon, falando especificamente de Brasiuiuiu….com todas suas maracutaias juridicas e tributárias, sindicalismos, justça do trabalho que custa mais do que vale que eu e voce tanto apoiamos, no passado, para investir sériamente em trabalholholho, tem que oferecer margens, a economia de escala vem depois.
Caso contrário, sobe desce, tira daqui põe ali, mágicas, dívidas cada vez maiores, privadas e públicas.
Dado interessante, 89% dos empregos formais no Brasil estão nas mãos de micro e pequenas empresas, obviamente a maioria nos serviços, que agora o governo está ´´formalizando´´ com carga de 35%.
Fizeram o mesmo com a indústria….
Você tem razão, maximizar o lucro é prioridade. Em épocas de vacas-magras as gorduras ajudam a manter a empresa em atividade.
Em resumo, repito, podemos ver que a redução dos juros é possível não só teórica como tecnicamente.
Mas realmente, com taxas líquidas de 5,5% haverá um influxo de moeda estrangeira no Brasil?
Não, enquanto a garantia de pagamento provem do governo federal, retirada da arrecadação mensal.
E quanto a apreciação do real? Bem, como já disse, se a Rússia e outros países pagam acima de 8%, pode haver uma migração dos “investimentos” no Brasil para esses países. Nesse caso, há boas perspectivas para que o real se reequilibre. Quais investimentos? Aqueles que ingressaram disfarçados de IED, que ficaram presos em títulos públicos, os mais voláteis.
Para que isso se torne realidade e não cause um impacto inflacionário, basta o governo sinalizar nesse sentido, criar uma política industrial nacional que atenda a demanda potencial.
Outra providência importante: proibir preço de bens semi-duráveis e duráveis, todos aqueles passíveis de financiamento, que na etiqueta contenham embutido acréscimo de juros. Elas deverão declarar preços líquidos, cujos produtos o consumidor desejar financiar deverão obrigatoriamente sofrer os acréscimos respectivos, destacados no boleto de financiamento.
Haverá deflação.
Com certeza.
Ai o Jr vai prá galera!!!
Pillon,
Sugerir ao governo traçar política industrial, nem pensar! Estou dando graças a Deus que esta volatilidade do cambio tenha dado um tempo naquele plano que anunciaram de Brasil Grande ou sei lá o quê.
Tem é que “represar” gentilmente este k externo que entra, e acabar com a história de emissão de títulos públicos.
É mesmo…
Bom então a Fiesp com os sindicatos patronais ou talvez o BNDES…
Não tenho aqui de momento uma sugestão, mas tem que haver uma política nesse sentido de recuperação e revigoração do parque industrial, senão…
Prost! (saúde)
Pillon,
concentremo-nos n k os superavits dinamicos, em fundos específicos para este k externo, ter um de menos curto prazo para fazer funding de infraestrutura de pequenos portes e prazos (2 anos, estradas, hub de armazens) onde empresas privadas podem captar. Se der certo e este fundo se estabelecer e a credibilidade do governo idem, aí sim faz um de longo prazo para energia e infra pesada.
Quis dizer refluxo, saída de capital.
Porque não adotar o dolar como moeda. Resolviamos alguns problemas não? Quando deixarem de emitir tanto dinheiro voltariamos ao REAL ou Lual quem sabe, como o Brasil já teve tantas outras moedas mais uma não faria diferença.
Peracio,
Você já deve ter ouvido falar no “corralito” argentino.
Não é um tango, mas muitos dançaram naquela época, num outro ritmo.
Dolarização tira a soberania do país, o controle da sua moeda.
O Brasil tem condições hoje de se posicionar melhor, basta tornar sua moeda conversível e entrar na guerra cambial. Como também tem a Rússia, a Índia, a África do Sul, a China…
Abs.
Eu acho que para conter a desvalorização do dolar, tem que ser feito algo no sentido de diminuir a volatilidade da bolsa. Aumento de IOF sobre operações de curto prazo em bolsa.
Incentivar IPO´s através de fundos específicos parece-me uma melhor alternativa, Renato, não acha?
Já houve isso no Brasil, mas como não havia uma regulamentação adequada, acabou em pó. Mesmo assim, os fundos aplicavam em ações já consagradas no mercado e, lógico, nas “blue chips”.
A via mais fácil, impostos, ao meu ver, cerceia a especulação mas não estimula o investimento.
Então não vamos estranhar se todos continuam a reclamar do custo Brasil.
Abs.
Não acho. O mercado não quer novas ações. Pois se você lança novas ações, acaba por provocar uma queda no valor das ações. Lei da oferta e da procura, quanto mais ações em oferta, menor é o preço médio das ações. Foi o que aconteceu com as ações da petrobrás. Na capitalização da petrobrás foram lançadas mais ações, então todo mundo tem ações da Petrobrás, virou carne de vaca, tem em qualquer esquina e o preço da ação caiu.
O mercado quer especular com ações velhas, ações novas não são benvindas pois derrubam os preços do mercado.
Se o governo criar uma nova empresa atraente e lançar toneladas de ações no mercado, fará com que haja concorrência com velhas ações, o preço cai e acaba por reduzir a volatilidade.
Não acho que o mercado vai deixar aparecerem novas ações por aí.
Foi um erro diminuir IOF sobre bolsa.
Especulador adora volatilidade e detesta imposto.
Qual é o especulador que gosta de pagar imposto para o governo?
Um aumentinho de ipizinho sobre produtos importados não seria nada mau. É tudo o que eles não gostam.
Resumindo: não creio que o mercado dê a menor bola para investimento, na verdade o que eles querem é somente especular.
Bom dia Renato,
IPO é a sigla em inglês que quer dizer em português, oferta pública INICIAL, uma empresa nova na Bolsa com lançamento novo de ações (oferta primária). Não se aplica às já negociadas na Bolsa, as quais podem promover um aumento de capital e lançar novas ações na praça – um dos casos chama-se subscrição de ações e isso é reservado para os acionistas.
Para as empresas de capital fechado chama-se lançamento de debentures.
Aqui vai um exemplo:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,btg-se-firma-entre-grupos-mais-valiosos-do-pais-com-ipo,104638,0.htm
Abs.
Pillon, foi somente para um momento de descontração. Afinal ninguem é de ferro.
É uma pena que com tantas informações úteis, nosso governantes pensem ao contrário. Infelizmente estão voltados para o Capital que favorecem apenas alguns e não uma economia como o todo. Se tivessemos a economia voltada para todo o cidadão, com educação adequada, industrialização sem apadrinhamento e com investimentos sérios, poderiamos sim tornamos uma grande potência. Mas hoje com o custo de uma máquina a 56000,00 Euros ao entrar no Brasil este valor chega aos 104000,00 Euros. Só ai temos algo a ser alterado para termos uma industria competitiva.
Tudo bem, percebi pela sugestão “Lual”, muito legal, sul da Califórnia, à noite, na praia, com um “fire pit”, cervejinha, boa companhia…
Já tá meio tarde aqui, preciso me despedir
Se puder, retorne amanhã que eu gostaria de destrinchar o custo dessa máquina que você citou, se for possível.
Abs.
oK Pillon, estarei viajando amanhã mas gostaria realmente de entender esta condição.
Bom dia Peracio,
Essa máquina não beneficia café, não?
Abs.
De qualquer maneira, não precisamos nos apavorar, pois nos últimos trinta dias o dólar variou 0,5% para cima e 0,5% para baixo, algo como + ou – 1 centavo.
Por outro lado: Ou se aumenta o IPI sobre importados agora já ou estaremos mortos fritos em óleo quente.
Horário de verão acabou no domingo passado.
agora:21:25:20
Não entendo como que numa Europa em crise o BCE faz brotar do nada 1 trilhão. Eles devem ter uma varinha de condão poderosa. Pluft!
Será que o BC do B não tem varinha de condão?
Um exemplo de como se derruba o custo Brasil:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1055495-gigantes-do-setor-de-cana-ampliam-sistema-ferroviario.shtml
Bom dia Mário,
Notei agora o seu complemento
“concentremo-nos n k os superavits dinamicos, em fundos específicos para este k externo, ter um de menos curto prazo para fazer funding de infraestrutura de pequenos portes e prazos (2 anos, estradas, hub de armazens) onde empresas privadas podem captar. Se der certo e este fundo se estabelecer e a credibilidade do governo idem, aí sim faz um de longo prazo para energia e infra pesada.”
O setor canavieiro já deu a largada aí no link acima.
E eles podem até terceirizar o gerenciamento da ferrovia para que outros interessados se beneficiem do sistema.
Amén! Já era tempo. Seu xará, o Garnero, tinha um projeto arrojado de revigorar a malha ferroviária paulista. Porque o BNDES não olha para esse setor?
E o fluvial, navegação pelo Tietê e Paranasão?
Isso derruba custo, evita o pagamento de pedágios, etc.
Na Europa trens de carga, trafegam a 100 km/h, foi só aumentar a bitola dos trilhos.
Abs.
Isso não ajuda a infra industrial?
http://www.caixa.gov.br/pj/pj_comercial/mp/linha_credito/financiamentos/finame/saiba_mais.asp
Um primo no agro-negócio comprou uma colheitadeira zero pelo finame e outras máquinas agrícolas, até um sistema de irrigação pivotado! Genial. Reclamam o tempo todo, mas tão pagando tudo em dia.
pillon , tabela price , juros sobre juros , o banco vira socio majoritário do produtor , poucos produtores usam o banco em cem por cento de sua safra , tem sempre alguma coisa de capital proprio , só é bom pra ganhar escala , porque não temos , num setor tão estratégico os mesmos juros do BNDES e sistema SAC…??????
porque os bancos mandam no banco central….o uso da tabela price criou uma industria de ações judiciais , e com isso departamentos juridicos gigantescos nos bancos…..
será que ninguem tem coragem de acabar com isso?????
dinheiro pra produzir alimento e superavit , tinha que ser mais barato
Certa vez li um economista americano numa entrevista dizendo que, como em muitas atividades sociais, humanas, há visões otimistas e pessimistas. Se nos ativermos a argumentação de cada uma dessas visões percebemos que ambas encontram motivos de sobra para se sustentarem.
Qual a diferença entre uma e outra. No caso dele, como otimista inveterado, sua vida era bem melhor, positiva, prá cima. Quando algo dá errado, já pensa na solução e toca prá frente.
Já o pessimista, joga contra, torce para dar tudo errado para fazer sua opinião prevalecer.
Xô, agorento.
Retiro o Xô agorento, extrapolei.
É saudável o embate de opiniões contrastantes.
… mas o Ming não ajuda em nada com esse último post.
Concordo, o otimista procura soluções, o pessimista entrega os pontos…muito bem!
Nisto o Lula não foi tão mal…deu um animo na economia, devo reconhecer.
Só que a realidade deste primeiro trimestre, conversando com fornecedores e meus números não andam muito animadores, não estranharia um encolhimento do PIB já que estamos em Março.
Esta dependencia do agronegocio, hum….sem querer ser agourento.
Alexandre
Concordo vamos ter uma freada, agora o agronegocio é uma industria a ceu aberto muito risco, no meu caso cafe esta despencando em 30dias 100reais por saca, e nao teremos uma boa safra.
Pois é, primeiro massacramos a indústria nacional fazendo eles perderem tempo com tantas burocracias e ideologias, lembro bem deste período, agora reclamamos, cade a indústria nacional? Puxa, encolheu, por que será? Empresário é acomodado não…Cada uma!
Como se uma VW não quisesse vender o dobro, IBM que era proibida de produzir micros no Brasil em plena revolução da informática, soca tributos neles, greves…
Multis eram exploradoras, empresário nacional era ladrão…para que indústria?
Da IBM lembro bem que eu estava fazendo estágio nela naquela época, eles não podiam produzir micros aqui, apenas mainframes, enquanto isto entrava micro contrabandeado de todo o lugar do Brasil.
O mesmo está acontecendo com os produtos chineses, e lembro também que niguém falava de cambio, por isto que acho que não é o real, são problemas estruturais internos enormes.
Ainda não saímos da fazse colonial, incrível!
Fazendeiro, 100,00 em 30 dias? Veja bem, alimentos subiram muito, sem dúvida acompanhados pelo aumento de custos, eu defendo uma desalavancada, ciente do risco de uma quebradeira, o que não desejo, obvio, para nenhum empresário.
Como ja lhe disse o mercado do cafe é o primeiro a precificar riscos, estão enchergando algumas nuvens no cambio ou algo que nao sabemos.Vc sabe acho nosso maior poblema o cambio, mas nao torço para um grande salto aumentaria meus custos tambem, mas alguma coisa mais real, algo entre 1,80 e 1,90.
pois é Alexandre, em meados dos anos oitenta, recem formado vim para fazenda comprei meu primeiro computador, um caixote sempre fui autodidata em informatica, comecei a rodar folhas de pagamento para a Fazenda foi um sucesso,sempre montei minhas maquinas, quase tudo muanba do paraguai, que dificuldade, perdemos muito tempo.
Ainda perdemos tempo, tem muita ideologia envolvida nas decisões economicas, reclamam dos milicos, que foram os mais ideólogos, nada como o tempo para colocar a história no seu devido lugar.
Bom, qto ào cambio, ouvi algo em torno de 2,00, mas ele não disse qdo….eu ficaria com os 1,90, mas ainda temos ameaça de mais uma injeção do FED, que pode ser compensado com um desempenho fraco interno complicando nossas contas.
Pillon
Nos agricultores somos eternos otimistas
Corrigindo, compensado com um desempenho fraco interno e externo.
A última iniciativa expressiva no campo econômico que o governo brasileiro tomou foi a implantação do Plano Real, no governo Itamar Franco.
De lá para cá, só tem sido apenas mais do mesmo. Presidentes da República, Ministros da Fazenda e presidentes do Banco Central tem se dobrado a conveniências e imposições e tem continuado aplicando aquele velho tipo de gestão “feijão com arroz”, celebrizado por um ex-ministro da era Sarney, na época em que a inflação mensal no Brasil era de 80%.
Pois bem: a inflação está em queda, o governo registra contínuos superávits nas contas públicas, o “tsunami” monetário ameaça as cotações do real e a sobrevivência da indústria nacional e a economia brasileira ainda se encontra semi-paralisada, tendo registrado um crescimento pífio em torno de 3 % no ano passado (mesma taxa registrada por economias maduras como a Alemanha).
Mesmo assim, o Estadão de hoje registra que o COPOM pode cometer a “grande ousadia” de baixar a SELIC em “extraordinários 0,75%”. Vai ser ousado assim nos raios que o partam !!!
A SELIC tinha que baixar agora era no mínimo 1 %, tendo em vista todas essas condições extremamente favoráveis, conforme enumeramos acima.
Estão com medo de que ? Por que cortam a SELIC mais fortemente ? Cadê a presidenta Dilma, que não traduz em ações expressivas e reais a indignação demonstrada verbalmente por ela ao criticar a Europa e os Estados Unidos, criando a expressão “tsunami financeiro”, ontem ?
Errata acima; Por que não cortam a SELIC mais fortemente ?
Jr., voce bate nos juros eu vou bater no chines. Por trás disto tudo estão eles com seu cambio e custos de produção.
Alexandre,
Acho que é mais produtivos nos concentrarmos naquilo que nós podemos mudar, como os juros internos. Não podemos mudar a China.
Tem razão…
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,secretario-geral-da-fifa-condena-morosidade-e-burocracia-da-copa-de-2014,843267,0.htm
Está na cara que ele não conhece o Brasil, calma Sr….no último mes aprontamos tudo!
Marcelo,
O que falei la encima a respeito de abaixar os juros e o seguinte as condicoes dentro do Brasil mudaram uma para o melhor e varias para o pior.
O melhor que de acordo a este jornal o Brasil esta na meta de ter um superavit do orcamento positivo no cheio (incluindo juros) isto tira um pouco da pressao na inflacao.
Mas tambem na area ruim a industria parou ja faz seis meses o nivel de desemprego em sete das maiores regioes produtoras do Pais ja passou de 9,5% (mais alto do que a alta do desemprego nos EUA na pior parte da nossa crise)na regiao de SP,Minas Gerais, Porto Alegre e Fortalesa entre outras.
E o Real ainda continua valorizado nao necessariamente pelos quantitave easings dos EUA e agora Europa mas por causa do juro elevado.
E outra se todos estes IEDs que os amigos pensam que esta indo para a industria, porque entao a producao industrial esta se recuando e porque estes IEDs estao indo para os juros, disfarcados como capital de juros, dinheiro no caixa etc…
Como o Sherlock Holmes gostava de falar.
Elementary my Dear Watson.
abs
Oops…quiz dizer Capital de Giro e nao de juro…
O IED industrial vai para a China, assim como algumas empresas brasileiras, o Ronaldo está com uma tarefa árdua tentando segurar algumas.
Aqui é serviços, primeiro mundo.
Que ponto que chegamos…
Amigos amanha estou indo para Aspen.
Na verdade vou para Denver e ja que o tempo esta claro vou guiando delah para Aspen sem neve no chao da tres horas de carro.
Dai eu volto na quarta.
porem nao se preocupam tou levando o meu tablet.
Nao vao fazer mierda enquanto eu tou fora neh.
abs
Riccardo
Azar o seu que não vai poder passar, como eu o fim de semana em Cidreira.
Abraços
Onde fica Cidreira?
Alexandre
Ha 55 anos passei 20 dias de férias lá, na casa de um amigo, com ele e outro colega. Era uma praia quase sem fim, cheia de cômoros que se moviam de lugar, uma faixa de areia de mais de 300 m. No verão que estive lá batia uma tal de corrente da Antártida que vinha rente a costa da América do Sul, com 5 minutos na água a gente virava picolé. Não tinha bar na praia, restaurante ou vendinha. Nem tinha alguém vendendo caipirinha, camarão, peixe frito. Um dia levantamos e o vento tinha soprado um cômoro de areia sobre a casa. Só conseguimos abrir uma janela dos fundos para sair. O prefeito mandou uma escavadeira e dois dias depois já conseguíamos entrar pela porta da frente. Olhando agora, até que foi divertido, mas sei que sinto mais falta da minha juventude do que da minha história. Que Aspen que nada! Gostaria de ter de novo 17 anos e veranear em Cidreira. Nunca voltei para lá, deve estar tudo diferente.
li aí que o Bradesco sozinho já truxe mais de um bilhão.
seu Alexandre, num mi admiru nem um tiquinho si naquela lista lá do banco central dos europeu num tá cheio de banco brasileiro e banco di otros país tambem.
é pur segurança mesmu purque si não vai ter uma bruta confusão.
óia num sei não, o dinheiro é barato devi ter até murtinacionar tambem. o seu Kupfer falo que é 1% . o bancos trais aqui e cobra um montaõ. pelo qui eu li ai emcima isso fais a taxa do real difirculta pros industriais purque os que importa trás produto mais barato. e os brasileiro podem compra carros alemaõ franceis italiano porque facilita pros europeu essa taxa. e pros americano e japoneis tambem.
esquici dos chineis
Nem imaginava que haviam 800 bancos na Europa, todos com problemas….
Qto à lista discordo, aparentemente é para evitar correria.
Concordo que possa ter banco brasileiro, mas no mundo de hoje tanto faz, um empresta para o outro numa velocidade incrível, os governos estão como baratas tontas neste processo.
É complicada esta questão da valorização do dólar, a crise do euro e a posição do Brasil em relação a tudo isso. De certa maneira, o governo brasileiro tem conseguido reagir bem a toda a situação, promovendo certo crescimento e atingindo níveis interessantes nos setores, mas há decisões que geram insegurança e nos fazem pensar se, daqui a alguns anos, isso tudo não vai acabar se refletindo negativamente – quase como o “milagre econômico” dos anos 1970.
Alguns pontos do artigo da Carta Capital sobre a reindustrialização:
.Não deve-se focar apenas no cambio, administrá-lo para evitar variações bruscas
.Pelas condições economicas mundiais a indústria deve focar o mercado interno
.Aproveitar-se do agronegócio, mineração e agora o pré-sal para corrigir as distorções tributárias
.Equilíbrio do orçamento e ampliação do orçamento para investimento.
.Preservação do seu sistema público de financiamento
.Distribuição de renda
Bom, com o Jader Barbalho recem empossado no Senado, estou mais tranquilo.
Jr., da mesma revista, o Tombini quer mandar os juros lá embaixo e quem agora segura é o Mantega.
Motivo, Selic menor esbarra no spread bancário elevado, o que retiraria a eficacia da política monetária.
A inflação cedeu, mas poderia voltar em 2013 e os juros abaixo de 8,5% trariam problemas ào mercado financeiro, à começar pelo rendimento da poupança.
Agora não te entendi Alexandre: o argumento, ainda que a meu ver falso, para as elevadas taxas de juros ao tomador final têm como premissa a alta taxa Selic que está na base da formação das taxas.
Então se despencar a taxa Selic, seguindo a falsa lógica, teriam que baixar os juros finais, não é isso?
Minha discordância com seu raciocínio está na falsa vinculação entre taxa Selic e taxas para o tomador final . O spread é alto porque entre bancos existe sim a competição para atrair clientes endinheirados mas quando se trata de taxas parece que há um concenço comum algo parecido assim como se fosse combinado de alguma forma.
A respeito do spread, ora essa, falta um governo de pulso que regule as margens de lucro pois o mercado financeiro é diferente de mercado de produtos que sente a concorrência internacional.
O governo tem cartas nas mangas que não usa pois sempre andou em cumplicidade com os financistas.
Quer carta mais forte que a concessão de cartas patentes para instalação de novas agências?
Dinheiro não é como produtos e serviços e tem que ter um tratamento regulatório diferenciado, digo, margens de lucro controladas.
Diga-me, se você fosse um rei entregaria o poder aos senhores feudais para submeterem seus súditos em mercado cativo aos prazeres dos senhores feudais?
Aqui entregam!
Speridião, qto ào spread bancário eu pessoalmente não entendi também, talvez alguém possa explicar.
Qto ào rendimento da poupança como qualquer rendimento tem a ver com a inflação, não havendo rendimento, menos poupança, mais consumo, mais inflação.
O raciocínio não foi meu, apenas colei a noticia.
Controlar margens mesmo de bancos privados, pense bem, não faz sentido.
Alex, você fugiu do ponto principal, divagou.
Não é nada disso.
Também não é teoria de conspiração. É pura negociata como dizia meu falecido pai.
Atenha-se na questão do QE europeu, na entrada de k como empréstimo, que o valor da dívida privada é quase o das reservas e você vai ver que o que o Clever falou faz muito sentido.
O Speridião tem muita razão Alexandre.
Esses números cabalísticos de que há taxa natural é trololó como dizia o Romanelli.
O Clever me abriu a cabeça agora.
Se um Bradesco pega dinheiro a 1% EMPRESTADO, não ingressa como IED, não ingressa como investimento na bolsa, é puro crédito ao consumidor, é EMPRÉSTIMO. O banco se capitaliza ganha uma fortuna e faz o jogo do inimigo. Enquanto a taxa de câmbio, naquele joguinho de derivativos, ficar na média que eles precisam para devolver o dinheiro, é reclinar a poltrona, dar uma baforado no charuto e degustar um 20 anos.
Não é atoa que a dívida externa brasileira privada é quase a reserva!
Esse dinheiro pode pagar 6, 7, 8, 20% de IOF que vai entrar da mesma forma porque o spread é imenso.
Pense nisso.
Pillon, é aquilo que falamos, o problema de juros iguais ou abaixo da infla é a demanda por crédito.
Não esqueça que falamos de um indice oficial de inflação médio, ou seja, para alguns tipos de consumo, imoveis por exemplo, sabemos que sobem bem acima dos 6% oficiais, então vamos gerando mais e mais crédito. Até carro sobe mais que 6% ào ano, pelo menos aqui.
Vou falar por experiencia de novo e voce com seu conhecimento pode extrapolar.
Qdo trabalhava numa multi de cartões de crédito, que não deixa de ser um banco, lembro que qdo o item inadimplencia chegava àos 5%, já era motivo de preocupação, uma vez que as margens do sistema financeiro não são grandes, são mínimas, o que nos deixa espantados são os lucros em termos de números, economia em escala financeira.
E o Renato mostrou o caminho das pedras. Usaram a varinha de condão, criaram dinheiro do nada, como diz o Nick, e os bancos ESTRANGEIROS, russos, brasileiros, indianos, sul-africanos, etc. pegam o k, como diz o Mario Pw, e internam em seus países para empréstimos locais.
O curioso disso tudo é que, suspeito, o chineses ficam de fora. Eles queram manter a deles desvalorizada.
Êta esquemão!
Desculpe, qual era o ponto principal?
Concordo com voce, que estão aproveitando a liquidez externa com a perspectiva de cambio equilibrado, por que não fariam? 0% por mais 2/3 anos!
Lembre que o crédito para consumo destina-se à pessoas que nem sabem o que é juros, mas não foi o governo passado que quis assim, o Meirelles segurou o que pode, até ameaçou de sair.
Alex, meu último post entrou fora de ordem porque cliquei errado na resposta.
Aqui vai na sequencia
Alex, você fugiu do ponto principal, divagou.
Não é nada disso.
Também não é teoria de conspiração. É pura negociata como dizia meu falecido pai.
Atenha-se na questão do QE europeu, na entrada de k como empréstimo, que o valor da dívida privada é quase o das reservas e você vai ver que o que o Clever falou faz muito sentido.
E essa disputa entre Tombini e o Mantega não passa de puro teatro porque se baixar a taxa Selic para 3% não impede que o k estrangeiro entre! Ele não vai para os títulos não, vai para o crédito ao consumidor.
DESVIARAM NOSSA ATENÇÃO O TEMPO TODO!
Entendi o ponto agora, concordo plenamente.
O que estamos perdendo tempo é não aproveitarmos a oportunidade do cambio e juros externos para os investimentos, aí que a burocracia emperra tudo, até aprovar algo a janela fechou-se, o mundo deu mais uma volta.
Uma das críticas à Dilma era esta, privilegiando ainda o consumo.
Speridião, o sistema tributário brasileiro é pior que o feudal, estes srs pelo menos ofereciam segurança….
Sou até favorável à mais uma rodada de endividamento em infraestrutura como aconteceu em 1970, por que não? crescemos e estamos menos expostos, desde que não desviem as verbas…lógico…esquece…estou sonhando.
Agora embananou…vou esperar voce ler o meu logo acima do seu…
Estou escrevendo mais rápido que posso com dois dedos!
Tudo faz sentido prá mim, o que o Nick falou, o Renato , o Jr, o Speridião, o Romanelli…
E o CLEVER!
Vou segurar meus dedos e ver se desembanano a história.
Eu pesquisei a dívida externa PRIVADA brasileira e encontrei um número 50 bi abaixo do valor das reservas, uns US$ 330 bi. Porque esse número é tão alto? São EMPRÉSTIMOS, por isso estão na rubrica de DÍVIDA.
Esses valores não ingressaram como IED e bolsa (não são dívidas, são investimentos), bem como não entraram para comprar títulos públicos (também não são investimento, são aplicação financeira).
Toda discussão em torno da arbitragem, do IED disfarçado, do controle de inflação pela taxa Selic, só nos desviou a atenção. A do “beggar thy neighbor” só poderia ter efeito se houvesse colaboração interna. Foi possível porque tá todo mundo bem azeitado!
E tenho dito!
Não faça mais este exercício, perde a graça…..:)
Alex, vamos refletir um pouco.
Porque nos preocupamos com o valor do real em relação ao dólar e euro? Porque destrói o parque industrial nacional? Porque favorece renda e emprego em outros países? E impede a sua renda de prosperar? Podemos enumerar aqui outras razões não menos importantes.
A proposta do Jr, em reduzir drasticamente os juros básicos surgiu da discussão de quanto se gastava com juros, valores que impediam mais investimento em infra-estrutura, educação e saúde (que reduziriam o custo Brasil). E sugeria essas propostas nos debates.
continua
Redução de juros favorece o custo da dívida que permite a amortização do principal, em especial agora que a arrecadação bate recorde.
Mas se o BC reduzir dessa forma e o real continuar valorizado, a tal teoria arbitragem vai pro espaço!
Não concorda?
…reduzir dessa forma os juros…
Então ele não pode reduzir os juros drasticamente sob pena de se colocar numa posição constrangedora, se não é arbitragem, o que é BC?
Não seria ME barata disponível para quem quiser pegar (menos eu, é claro, não faço parte da panela) que entra para financiar consumo?
E segundo o Delfim, “se não precisava pagar eu teria endividado pais ainda mais”, eles vão secos ao pote d´água? É dinheiro de mentira mesmo!
Se não pagar, não vai fazer falta.
E se a inflação reduz sua escalada e passa a apresentar regressão, conjugada com a redução dos juros, a teoria do controle da inflação por juros altos vai pro espaço também! Veja a tabela que o Renato mostrou um dia desses que mereceu aplausos.
Pausa para o jantar!
Sabe porque o pessoal de auto-peças não reclama?
E o da confecção?
Eu me refiro aos grandes.
teste
Encerro por aqui, cqd como dizia meu professor de geometria nos seus teoremas.
Quem quiser me contestar, manda que agora eu respondo!
A D.Ângela Merkel acabou concordando com a D.Dilma e sua expressão “tsunami de Euros”.
Dessa vez tanto BC nem MF não vão escapar, vão mesmo ter que vestir o jaleco de comerciante e abandonar de vez essa conversa fiada de câmbio boiante dito flutuante pois inconcebível um país em plena desindustrialização e voltando aos primórdios da colonização pois com a balança economica sustentada por exportação de gêneros primários assistir à valorização artificial de sua moeda.
Essa jogada dos ricos nos faz lembrar dos imigrantes italianos que aqui chegaram cheios de motivação e se enfiaram nos regimes de servidão impostos pelos fazendeiros que a eles tudo vendiam a créditos impagáveis pelos seus ganhos, ficando presos às fazendas pois não podiam mudar de emprego deixando débitos.
Se o Brasil não der um tapa na mesa e dizer ” basta! dinheiro dessa origem não aceito” logo logo a festa vai acabar e alguém vai ter que pagar a conta.
Deixando o macro e olhando para os micros, as companhias aéreas têm que aumentar as despesas com combustível pois os vôos, especialmente de Miami vêm superlotados de roupas e outras coisas…..é claro ficou barato e a diferença será cobrada depois e de outros. Instalou-se aí injustiça social .
Será que o PT quer fazer média com a burguesia?
E daí Speridião? Desculpe-me, D. Angela Merkel concordou com D.Dilma mas continua o tsunami e a esbravejadora D. Dilma continua aceitando com 6% de IOF.
Nem 20% de IOF vai resolver o problema da valorização do real.
Nem a redução da taxa Selic, mesmo a 3%.
São todos argumentos para justificar a entrada desse capital, senão como justificá-los?
Abrá
Vamos ver mesmo se vestem o jaleco…
Já pusemos as cartas na mesa
Não adianta só abaixar a taxa de juros, não adianta só reduzir a inflação, não adianta só taxar o capital de empréstimo a 50% de IOF sobre o rendimento mais IR…
Um momento, tudo isso junto ajuda não é mesmo?
Errado!
Em geral muitos de nós teriam vergonha de afirmar especialmente pelo fato da China ter aquele sistema político e forçar os seus trabalhadores mas sem dúvida eles acertaram em cheio administrando o câmbio pois ganharam participação invejável no mercado internacional com produtos de alto valor agregado e agora usufruem dos resultados da conquista.
De fato D. Ângela concordou com D.Dilma mas o bolo já havia sido retirado do forno com a decisão tomada e tudo não passou de retórica sobre fatos passados.
Portanto Pillon, baixar a Selic é questão higiênica para acabar com essa sujeita dos últimos anos e deve ser feito independentemente dos problemas com o câmbio e esse deve ser administrado. Se o governo trabalhar com câmbio fixo por períodos variáveis(é melhor nem sequer fixar a períodicidade) mas ajustando-o a cada dois a três meses o mercado produtivo reagiria bem pois mais confiante, melhor do que ficar na insegurança da “boiância”.
Quanto à poupança Alexandre, ela está atrelada à TR que varia em função das aplicações em renda fixa que tanderiam a render menos com a Selic mais baixa. E quem disse que o rendimento das Saving Accounts é alto lá fora? Só aqui queremos inflação baixa e rendimentos altos, gostamos muito dos spreads não é? mesmo os não banqueiros…pura ilusão.
Mas milagres não existem além do imaginário dos religiosos.
Bem, antes de me retirar, digo o seguinte, que a taxa de juros alta justifica (ou melhor, disfarça) a entrada de capital emprestado, mas não o remunera. Esse capital vai para o consumo.
Uma vantagem é de que seu custo vai se reduzindo conforme vai entrando e conforme o tomam de maneira mais gradual. Esse é um dos componentes mais importantes da inflação! Disponibilidade de dinheiro.
Mais munição na guerra cambial.
Pillon, fiquei sem energia 3 horas, um baita temporal….
A questão saõ os Ifs, os se o governo usasse a economia dos juros para isto, se suas despesas não aumentassem….Já discuti muito isto com o Jr., dizendo que o custo inflacionário era maior que a economia com os juros, que caíram de 24% para 10% em 10 anos, sendo que apenas uma parte da dívida é selicada, outra é pela inflação.
MAS, concordo com voce que pode baixar os juros que o cambio não mudará muito, outros fatores externos sim, o deterioração de nossas contas, que podem muito bem serem como a grega, já que não temos FMI mais nos controlando.
Continua…
Putz, descurpe a vergonha que passei, “if’s”, to rindo aqui da minha santa ignorância…
Eu achava que você se referia a algum termo econômico, kkkkk…
A culpa é do Mario Pw que começou a escrever k prá capital…
Caiu a ficha!
KKKKK!
Não sei o que são Ifs. Talvez saiba mas não caiu a ficha.
Certíssimo Alex, se…
Se o governo aplica a economia que fez com o pagamento com juros, pelo menos na amortização da dívida…
O Jr já mostrou que houve redução e que se for uma coisa consistente, um futuro promissor se abre ai…
A resistência é muito grande e aposto que há muita gente do setor financeiro que debocha das propostas que expomos aqui, uma delas, de acabar com títulos da dívida pública. É o ganha-pão deles, não vão querer que isso acabe. Estão tão embolados nesse sistema que acham tudo isso absurdo.
Abs.
Qto ào crédito ào consumo, spread enorme, boa parte porque no Brasil não pergunta-se a taxa e sim fica felizinho qdo é aprovado, concordo também que deveriam ser explicitados no valor do produto.
É aí que começa o problema, não são os juros, e sim a aprovação do crédito para todo mundo independente da capacidade de pgto, nisto concordo também que o sistema foi azeitado.
Outra hora vou explicar como está a capacidade de crédito para investimento no setor de serviços, a alavancada que se consegue junto àos bancos sobre o faturamento, não perguntam sobre o lucro…voce já pode começar a imaginar a mer…da que dará.
Também acho que a janela para os juros estão aí, pelo menos este ano…Entretanto, lembre que o Lula/Meirelles em 2008 acharam que o mundo ia quebrar e forçou a barra resultando num crescimento, pelo consumo até o primeiro semestre de 2011, estourando a inflação.
Não contavam com a liquidez promovida pelo FED, podendo vir outra por aí, pelo que li.
Onde le-se, não são os juros, leia não são SOMENTE os juros…senão vão me chamar de rentista.
Óbvio qto maiores os juros maior pode ser a inadimplencia, o bom pagador cobre o mal, e vice-versa.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,aumenta-pressao-por-mudanca-na-poupanca,104821,0.htm
Speridião e Pillon.
Então, Alex, já começou errado, esse Copão tem que fechar. Quem tem que decidir isso é o CMN, qual a remuneração da poupança e qual a taxa Selic, esta que iria acabar se não houver mais títulos do governo.
Viu quanta dificuldade os caras criam?
A poupança não é um CONTRATO, caramba, é um depósito mensal a juros, que pode ser sacado ou não a qualquer momento, só não recebe os juros, não há impedimento algum. Se fosse um contrato deveria haver PENALIDADE pelo saque antes do prazo estipulado. Que absurdo!
Se quem não gostar das novas regras que procure outra APLICAÇÃO financeira ou vá investir em algo produtivo!
Reportando da linda geladeira que eh Denver,Co:
Agora gostei da Dilma.
Nova lei trabalhista garante carteira assinada a empregado eventual e por hora.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,nova-lei-trabalhista-garante-carteira-assinada-a-empregado-eventual-e-por-hora-,104828,0.htm
Nunca entendi porque funcionarios no Brasil nao podem receber por hora.
As vezes a Dilma faz umas coisas certas viu…
Bom dia,
Tá muito frio aí, Riccardo?
Aqui já está passando e o tempo melhora durante o dia.
Tá ficando bom.
Você tocou num ponto muito interessante, pagar por hora.
Mas eu tenho uma pergunta para você. Um empregado na Califórnia, tempo integral (full time), pode ganhar digamos, $4 por hora, que dá +/- $160 por semana e $ 8,320.00 ao ano?
Qual o salário anual nos EUA que está isento de IR federal?
Grato
Abs.
Parece que o governo le muitos apelos deste blog….
Já temos uma lei de part-time mas não compensa, pois salárialmente encosta muito no full-time.
Horista, já era tempo! Vampos esperar o que aprovam para verificar se não é mais uma medida de caráter arrecadatório ou se não fizerem a besteira de estipular um mínimo para este horista.
Voltar a lei de trabalho a partir dos 14 anos também. Melhor que escola de bandido.
Bom dia Speridião,
Você se posicionou muito bem neste seu último post.
Não acho, entretanto, que o sistema de câmbio flutuante seja o fator de desequilíbrio do real, já o administram informalmente. Explico mais abaixo. Também não convém advogar controle exagerados como o da China, mas um câmbio mais realista do que o atual no Brasil seria saudável para a economia. Depois disso equacionado, câmbio no seu devido lugar, as medidas pontuais precisam tomar corpo.
Eu já havia mencionado essa questão da poupança com rendimento fixo mais TR, e não adianta mudar as regras numa medida pontual como pretendem agora.
Depois que fiz essa avaliação da dívida privada e empréstimos de curto prazo diminuindo, isso explica o porque da pressão na taxa de câmbio e ineficácia do IOF sobre esses empréstimo, só alonga o prazo e como o imposto só é cobrado na saída, até lá…
Portanto esse componente adicional dos empréstimos precisa receber melhor atenção do CMN.
Em resumo, para resolver a questão da disparidade no câmbio o governo precisa urgentemente mandar uma MP em caráter de emergência:
1. Desautorizando o Tesouro a emitir títulos da dívida pública em reais e em ME;
2. Reunindo todos os títulos emitidos em reais com remuneração pela taxa Selic;
3. Autorizando o Tesouro a buscar fundos na poupança para lastrear a recompra dos títulos da dívida pública conforme vão vencendo;
4. Determinando ao CMN a decisão de sobre qual é taxa básica e qual a remuneração da caderneta de poupança a vigorar;
5. Acabando com poupança atrelada a TR e a taxa básica atrelada ao IPCA; o CMN deve fixar regras para a poupança ter liquidez diária, com IOF regressivo;
6. Suspendendo temporariamente empréstimos de curto e médio prazo que não venham a atender ao financiamento de máquinas, equipamentos, exportação, enfim, monitorar os empréstimos e só autorizar os de interesse específicos que atendam necessidades prioritárias.
Há mais o que fazer. Essas sugestões reúnem as condições para evitar o tsunami momentâneo porém já vêm muito tarde.
Com o real menos valorizado, a importação se retrai, o que pode pressionar os preços. Há munição pontual como redução do II ou IPI para equilibrar o suprimento até que a indústria nacional se recomponha.
A redução paulatina da taxa básica e da poupança a níveis internacionais será extremamente benéfico para as contas do governo, além do que a substituição dos títulos públicos pela poupança resolve de vez o piso formal hoje de 6%. O qual pode continuar vigorando por um determinado prazo, diga-se de passagem, para que não haja um impacto negativo perante o público. Já vai ser uma economia de 4,5% ao ano!
Resta saber se vão aplicar os superávits que surgirão no que o país necessita…
A propósito, tenho uma poupança (Sparkonto) no Sparkasse que me paga 0,9% ao ano. Nem por isso me descabelo e saio por ai queimando dinheiro.
Você tem toda razão!
Abs.
Onde se lê dívida privada e empréstimos, eu me refiro aos externos, em ME. Está subentendido mas…
Bom dia Alexandre,
Como disse acima, as medidas contra o tsunami já vem muito tarde. Essa sugestões que fiz não abrangem o problema mas vai no caminho de uma reforma nas finanças.
Só lamento que D. Dilma não tenha reclamado da mesma forma contra o FED, o Geithner e o Obama. Quando os EUA inundou o mercado com o primeiro QE as providências foram mínimas, quase nulas. A propósito, essa questão de liquidez internacional já vem de longa data e não começou apenas de pois de 2008, vem desde os tempos do FHC.
Agora que a Eurozona entra pesado na guerra cambial, a D. Dilma esbraveja. Muito conveniente!
A presidente que tome suas providências internas e pare de culpar os outros pelo que não faz.
Solução há!
Abs
inundaram…
Pillon,, vamos pensar melhor e novamente nos perguntar qual o problema do real valorizado?
De várias sugestões que voce deu, a cesta de moedas de países emergentes, foi a pior.
Pense que estes países são competidores entre si e este corpo mole diplomatico e comercial brasileiro com os chineses, ruim hein?
Afirmo que o cambio como está é perfeito! Chora-se daqui e dali mas outras variáveis estão razoavelmente equilibradas.
A indústria nacional não foi feita para exportação e durante décadas tivemos um cambio desvalorizado e nem por isto ela desenvolveu-se como deveria considerando este PIB potencial.
Se pensarmos que boa parte desta indústria é multinacional, pior, esbarra-se aí no interesse das filiais exportarem para suas matrizes.
Como multinacionais elas remetem lucros e demandam investimentos.
Qto mais valorizado o real mais todo mundo fica feliz, a multi, o investimento (que depende da renda e estabilidade), o governo que produz menos reais para compensar as remessas.
Qto à poupança, como voce mesmo deve ter lido, é a aplicação mais comum feita pela maioria dos brasileiros, extingui-la sem ainda termos uma estabilidade economica é complicado.
Vamos pensar também que várias teorias economicas são ou foram formuladas para países credores ou possuidores de moeda reserva.
Pillon,
Ate que nao esta muito frio nao so precisei de um dia pra acostumar.
O SM da California e $8 por hora ou $320 por semana ou aprox $16,000 por ano.
Tambem levem em consideracao que somente 5% da populacao recebe o minimo e muitos destes sao garcoes, entregadores de pizza a maioria dos quais recebem boas gorjetas tambem.
Porem o mais importante de se ganhar por hora e a flexibilidade que se cria tanto para o empregado como ao empregador.
O empregador ganha a flexibilidade de ter a mao de obra quando precisa.
Mas quem realmente ganha e o empregado que tem a oportunidade de se quiser ter varios empregos part time como e comum aqui nos restaurantes tambem abre a flexibilidade de estudantes universitarios a pegarem uns bicos e ganharem uma renda tambem comum aqui.
No barzinho que tenho aqui todos os meus funcionarios incluindo gerencia sao Universitarios…
Umas gatinhas bonitinhas…eheheh…
verdade
Tambem e importante deixar a turma da bolsa familia ter uma renda part time sem perder os beneficios ate um certo ponto da renda e depois prde los gradualmente
Blogueiros
O que venho alertando sempre, incansavelmente (lógico que não tanto como o Nick), está entrando em um grande processo de intensificação. O blog abaixo pode esclarecer melhor e vocês podem acessar o link, mas antes gostaria de mostrar um trecho que deixa claro o que temos dito:
“Não por acaso, Paulo Skaf, o anfitrião do encontro de trabalhadores e empresários na Fiesp, pinçou, no meio das estatísticas, o dado que calou fundo: de cada quatro produtos consumidos hoje no País, um é importado. Fechando o pacote de perdas, o presidente do Grupo
Marcopolo, a maior fabricante brasileira de carroceria de ônibus, José Antônio Fernandes Martins, fez o desabafo: “Meu custo de produção na Índia é de R$ 14 por hora; no Brasil, R$ 52″. Conclusão: o Brasil apresenta-se como a alternativa menos confortável entre os sete países que abrigam o grupo, fruto dos males que afligem a indústria: concorrência predatória de outros países, câmbio flutuante, alta taxa de juros, pesada carga tributária e logística “podre”.”
http://arquivoetc.blogspot.com/2012/03/capital-e-trabalho-unidos-gaudencio.html
Abraços
Ps.:
E o nosso amigo Ferrúccio acha que eu persigo o Mantega, este lamentável mini-stro.
Kupfer
Num pais de analfabetos funcionais um bom exemplo vale por mil palavras, veja a cópia abaixo de um artigo do Gilberto Dimenstein.
“Haddad, Chalita e a ignorância
Um exemplo da devastadora falta de educação do brasileiro está num detalhe da pesquisa Datafolha sobre a eleição municipal: Fernando Haddad e Gabriel Chalita, apesar de terem muito destaque na mídia na área da educação, são desconhecidos. Impossível maior prova de ignorância.
Haddad é desconhecido de 59% dos eleitores; Chalita, de 48%. Note-se que estamos falando da cidade de São Paulo, a mais rica do Brasil. No caso de Haddad, ele está no noticiário (e em péssimas manchetes, como a crise da Enem) por muito tempo.
Vemos como o brasileiro não acompanha o que ocorre no país, distante do mundo oficial. Muito menos acompanha processos, atenta-se a fatos episódicos.
E, com consequência, não acompanha o que se passa pela educação que, na minha visão, deveria ser a prioridade das prioridades para um país mais justo e democrático.
Isso faz com que a opinião pública pressione menos por educação de qualidade.
Um bom exemplo disso acaba de ocorrer: o governo Alckmin contratou professores que foram reprovados num teste de mérito. Algum escândalo? Algum sinal de indignação popular?
Tentem colocar um jogador ruim na seleção brasileira para ver o que ocorre com o técnico.”
Como tudo foi dito, despeço-me
Abraços
Pão e circo.
Ronaldo,
E por isto que o voto nao deveria ser obrigatorio e sim voluntario.
abs
Bom dia a todos,
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,india-e-china-querem-um-fmi-dos-brics,104834,0.htm
Alex,
Eu não disse especificamente que deveria haver uma moeda mundial baseada numa cesta de moeda. Afirmei que deveria haver concorrência ao dólar como moeda reserva. Para isso, fortalecer o euro e a promover a conversão de todas as moedas. Real, rublo, a rupi, etc são moedas ainda inconversíveis.
Não sei até que ponto a proposta da Índia, de criar o FMI dos emergentes, pode ajudar nesse sentido.
Onde você leu que eu propus acabar com a poupança!!??
Concordei com o Nick que os títulos da dívida pública precisam acabar. E o governo financiar a dívida através da poupança a 6% ao ano, sem essa de TR. Depois de acomodada a situação, o CMN determina o rendimento da poupança periodicamente, que passa ser a taxa básica, sem também estabelecer vínculo com índices de qualquer espécie (desindexar).
Abs.
Pillon, entendi errado, mas baixar sua remuneração que já é baixa….
Qto às moedas conversíveis, ok, entendi melhor, mas se para isto dependemos de nos unir àos outros dos Brics, pense novamente, qual a vantagem da união com estes países, até no bla-bla-bla diplomatico ?
Podem me xingar, mas dolariza tudo que seria mais fácil, mais lógico, aproveitando o dolar desvalorizado.
Ultimamente os amigos estao tao fora da realidade que eu pergunto se eu sou o unico daqui com uma licensa legal de fumar um baseado.
O que que voces estao fumando?
abs…
Nada, nem bebendo, talvez seja este o problema…
Bom dia Riccardo, eu respondi ao seu post sobre o salário mínimo na Califórnia e entrou na “twilight zone” do publicador. Se não entrar mais tarde eu repito.
Inflação: vejam matéria abaixo.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,indice-de-precos-em-sao-paulo-tem-deflacao-de-007-em-fevereiro,104851,0.htm
Se o IPCA seguir a mesma tendência e ficar perto de zero, o índice de inflação oficial acumulado em 12 meses despencará para próximo a 5,5 %, que é mais ou menos a taxa projetada pelo famigerado relatório Focus para o fim do ano. Ou seja, estamos 10 meses adiantados, em termos de inflação.
Vale lembrar que os meses de janeiro e fevereiro, tradicionalmente, tem inflação alta em função dos reajustes de mensalidades escolares, preço de material escolar, passagens de ônibus e sazonalidades agrícolas. Ou seja, espera-se que nos próximos meses a tendência de uma inflação baixa continue e que o centro da meta de inflação seja atingido bem mais rapidamente.
O que é o que o COPOM tá esperando pra derrubar os juros em, no mínimo, 1 % na próxima reunião ? Ao invés de viajar para a Alemanha para se queixar da Ângela Merkel sobre o “tsunami financeiro”, ela deveria era ter chamado o Tombini ao Palácio do Planalta e dado ordens a ele pra derrubar os juros JÁ.
Ferruccio,
Você leu este post do Celso Ming ? É incrível a má vontade subliminar que percebemos no artigo dele contra a política de corte de juros do Banco Central (mesmo que fraca e tímida).
http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/
Abs.
JR
Lembra-se do meu clube das pessoas que tem certezas monolíticas? Você o Riccardo eram sócios fundadores. Estou autorizando o ingresso do Nick e do Ming 8).
Abraços
Riccardo, sabe qual o unico país no mundo que passou pelo mesmo processo de desinsdustrialização após a globalização, relativo a Brasil?
EUA, ambos, saíram dos 30% para os 13%?
Alexandre
Quando uma sociedade fica madura, com boas condições de vida e salários relativamente altos, é normal que a participação da indústria do PIB decresça porcentualmente, porque o crescimento industrial se dá a taxas muito menores que a de crescimento dos serviços, fenômeno que já ocorreu com a agricultura nestes mesmos países. Desindustrialização ocorre quando existe perdas reais (descontando a inflação), no montante de recursos aplicados na indústria. Não tenho os números para avaliar isto, mas acredito que não está acontecendo no Brasil este tipo de desindustrialização. O crescimento perceptível da indústria da construção civil, naval, extrativa mineral, e agroindústria deve conter este movimento. O que está acontecendo é muito pior que isto é a perda de capitais aplicados em setores industriais de alta tecnologia, em setores mais dinâmicos e difusores de conhecimento que são fundamentais para o bom desenvolvimento no futuro. O mesmo acontece com alguns setores tradicionais, grandes empregadores, como textil, confecções e a indústria de calçados.
Outra, desde 2008 o Brasil foi um dos que menos utilizou-se de medidas protencionistas, colocando europa, eua, china neste bolo…
Não somente má vontade, mas malintencionado.
Este aqui Jr, nem tem nada de subliminar.
http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2012/02/20/sob-mira-as-cadernetas/
Há um outro artigo recente do próprio estadão online que mistura depósito em caderneta de poupança com contrato, que pode sofrer ações na justiça.
Quando criaram a caderneta de poupança nos tempos do BNH ela não rendia 6%, rendia 3% ao ano. Houve aumento para 6% e nos tempos de inflação e hiper-inflação, o governo publicava uma tabela com os respectivos rendimentos para cada aniversário, lembra disso?.
Eu me recordo bem de uma manchete do JT, sobre um desses aniversários que pagaria juros recordes, no dia seguinte:
“Quem corocô, corocô, quem num corocô, num coroca mais”
No plano Real atrelaram ao rendimento a variação da TR.
Se tudo isso pode ser feito, agora, em outros tempos, de redução de juros, também vale a recíproca, o inverso.
Abs
Você tem razão, Pillon.
E, voltando ao assunto da D. Dilma, o interessante é perceber que ela, com o jeito “diplomático” que possui, tem peitado os militares da reserva e vários políticos que fazem parte da “base de apoio” do governo no Congresso. A briga mais recente foi com setores do PMDB.
O mais “interessante” de tudo é que ela peita todo mundo, mais quando o assunto são os juros e a relação com o sistema financeiro, ela é todo “pianinho”. Veja o artigo abaixo:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20nternaconal,dilma-diz-que-quem-fala-sobre-juros-e-tombini,104881,0.htm
Errata: “…MAS quando o assunto são os juros …
O mais novo alvo da metralhadora verbal da D. Dilma é o BCE. Por que ela não chiou também contra o Ben Bernanke ? Por que ela não aumenta o IOF para 30 % ? Por que ela não dá um tapa nos juros ? E, ao invés disso, vai chorar e esbravejar em Hannover ? O Brasil e seus dirigentes precisam amadurecer. Já não basta a reação infantil do governo às críticas sobre a procrastinação das obras preparatórias para a Copa de 2014 ? Tem antes que fazer o dever de casa, ao invés de ficar jogando a culpa nos outros.
Só para complementar que os Banco privados brasileiros acham uma beleza esse “tsunami” monetário que está ocorrendo lá fora. Aproveitam para captar recursos a juros baixíssimos e os trazem para o País para canalizá-los para o consumo, valorizando o real e engordando os seus polpudos lucros. Vamos lá, D. Dilma, o que a senhora vem fazendo em relação a isso ? 6 % de IOF é pouco. Não já deu para perceber ? Pare de espernear. Aja !!!!
A Dilma reclama do ECB mais do que reclama do FED por que o Brasil exporta mais para a Europa. Euro valendo menos torna os produtos BR mais caros, reduz exportações.
Eu caí na malha fina, textos maiores que uma linha não entram, tem uma “twilight zone” aí no publicador.
Faz sentido Nick, faz sentido.
Mas há um ditado que diz (não sei se está certo) “o cão ladra e a caravana passa”.
´´Patriotism ruins history´´, Goethe
Mas ela não peita o BC. O Jr. tem toda razão.
Na época das intervenções do FMI no Brasil, tudo o que se impunha de sacrifício: culpa do FMI. Demonizaram-no (era mais fácil fazer isso e pega-lo como bode expiatório) e desviavam a ira do povo. Mas quem causou o problema?
Hoje o bode é a liquidez internacional causada pelo euro e pelo dólar.
Como é que alguém em sã consciencia pode reclamar de liquidez? Cabe aproveitar-se dela para investimentos e não refrigeradores para a classe baixa…
Voce está certo Pillon, é jogo de cena.
http://www.dol.gov/whd/minwage/america.htm
Riccardo, grato pelas informações sobre o salário mínimo na Califórnia.
Vale a pena também checar o site do US Department of Labor, ai no link acima.
Jr., a anistia foi dada, novamente estamos perdendo tempo com uma polemica do regime militar apenas para gerar indenizações milionárias contra o estado, assim como alguns já recebem bolsa extraditados.
Para que?
Vamos demonizar os militares, patriotas, 70% de economia estatal e enaltecer a esquerda privatizadora? Aberta à qualquer capital?
Veja como a história inverteu-se?
Alexandre
O que ninguém comenta, é que os revolucionários não visavam combater a ditadura e impor uma democracia. A própria facção da Dilma visava como as outras, a implantação de uma ditadura de esquerda. Assim nós, brasileiros, estamos pagando indenização para pessoas que pretendiam nos submeter a uma ditadura de esquerda, que, como todas deste tipo que se implantaram no mundo faria um enorme percentual de mortos dentro da população. Em resumo, como contribuinte estou indenizando alguém que queria me submeter ao um regime ilegal de ditadura, com imensos riscos a minha segurança pessoal.
Abraços
Concordo plenamente, Ronaldo. Outras épocas também, o mundo dividia-se entre americanos e soviéticos.
O Brasil como sempre mal resolvido que é, deu um golpe de direita e estabeleceu um regime economico de esquerda. Os americanos devem ter se perguntado:
´´É este pessoal que eu apoiei?´´
Uma confa mesmo!
Quem está por trás de todas essas indenizações, que não são baratas, chegam a 2/3 bi é aquele advogado do Lula, que o tirava da cadeia nos tempos de sindicalismo, depois virou político, alguma coisa berg.
Falou e disse, Alex!
Aproveitar a oportunidade para se equipar, renovar tecnologia, etc.
Câmbio favorável, liquidez de moeda reserva, importação flexível…
Mas desde quando isso já ocorre no Brasil?
4, 6, 8, 10 anos?
Mas não é esse o ponto, Alex e você matou a xarada quando disse que houve desindustrialização nos EUA também.
Continua…
Essa tendência já vem de algum tempo quando já não se fabricava mais TV nos EUA. Rádio, então…
Mas uma revolução ocorreu quando o Bill Gates passou a perna na Apple iniciando a produção de computadores fora do país. E não havia outro produto importante para os americanos que automóvel? Quem fabricava eletrônicos e automóvel?
Acertou, Japão.
continua
Sabem o quer dizer JVC, aquele fabricante de eletrônicos japonês?
Bem, a indústria engloba desde alfinete a Airbus A380!
Qual dos setores “in between” sofreu desindustrialização?
E no Brasil? Quais? Você leu o que o Ronaldo escreveu acima, os depoimentos do industriais brasileiros?
“Meu custo de produção na Índia é de R$ 14 por hora; no Brasil, R$ 52″. Conclusão: o Brasil apresenta-se como a alternativa menos confortável entre os sete países que abrigam o grupo…”
MAS ELE CONTINUA AÍ! Se há outros cinco países onde ele tem indústria, porque não cita os custos de cada um deles também?
continua
Ele pega o rupi a 50 por dólar e quer comparar custos com o real sobrevalorizado? Tenha paciência!
MAS ELE CONTINUA AÍ!
Tenha dó! Esperei tudo isto para esta conclusão?
Ele mostrou uma relação de 4:1 e somente o cambio vai compensar?
Todo o parque industrial foi afetado pelos CUSTOS, maiores serão se houver desvalorização.
Pegue o exemplo de automóveis que produzem 90% de carrinhos de brinquedo, 1.0, não produzem mais carros de luxo pela renda e pelos impostos que incidem sobre os ´´luxuosos´´.
Feche a importação de setores que eu queira alavancar e desonere, mas para isto, a reforma teria que ser profunda e gradual, falta estradas, infra, mesmo para atender apenas o mercado interno.
Indentifique áreas de maior pobreza, que são muitas, não em São Paulo, implante industrias, mesmo artesanais…teríamos que na verdade ser mais chineses neste aspecto e menos democráticos, infelizmente.
O JPK, muito experiente, já nos alertou: cuidado com os agregadores!
Alexandre,
Quando voce diz:
“Riccardo, sabe qual o unico país no mundo que passou pelo mesmo processo de desinsdustrialização após a globalização, relativo a Brasil?
EUA, ambos, saíram dos 30% para os 13%”
Esta enganado totaRmente.
Uma economia pos-industrial como os EUA nao quer dizer que a industria contraiu e sim que outros setores da economia cresceram mais rapidamente.
O “output” da industria americana hoje e mais alta do que era em 2008 os EUA ainda sao o maior exportador e produtor de manufaturados do mundo.
No caso Brasil muito pelo contrario o “output” da industria esta encolhendo.
E o Brasil nao esta numa era pos-industrial porque ela ainda compete com a China, India etc…
Os EUA nao aqui produzimos produtos diferentes e desenvolvemos a ponta da tecnologia.
Bem diferente.
Isso mesmo e isso não significa que o que a indústria produz tem importância equivalente para todos os seus segmentos. Há os mais lucrativos e os menos…
Ok, entendido, é outra maneira de ver, no entanto voce concorda que a participação no PIB encolhendo a renda também, considerando que a indústria abriga melhores salários, ou não?
A sua observação em relação ào Brasil, concordo.
O que voce falou tambem e verdade o Brasil esta criando empregos no comercio (salarios minimos) e eliminando empregos de manufaturados com salarios e oportunidades maiores.
abs
Ah, ah! Você mudou de opinião, Riccardo!?
Vou guardar essa no congelador!
Jr
Estou insistindo na caderneta de poupança porque há um piso formal fixo de 6% que precisa ser flexibilizado.
Imagine um desses empolados da Paulista, numa festa falar em juros da poupança em vez da taxa Selic, Selic soa mais sexy, mais importante, mais intelectual, rende emprego bom…
Que ideia de gerico trocar a Seeeliiic por juros de poupança?
JVC e Japan Victor Compamy são a mesma empresa. A RCA Victor americana tem um histórico nessa área fenomenal, hoje pertence a GE.
Calma Alexandre!!!
O que eu quis dizer, o Riccardo já disse, não há desindustrialização generalizada. Se o fabricante com 52 reais de custos não encontra mercado no Brasil, se ele importa o seu próprio ônibus da Índia para suprir o mercado brasileiro, ele continua em businnes, trazendo dinheiro para o Brasil!
Venderia tecnologia para o indianos, produzia lá com custos mais baratos e proporcionaria a vocês aqueles ônibus super confortáveis!
É isso o que ele faz?
Não conheço detalhes da empresa de ônibus do cidadão, não sei se dá para importar um ônibus da Índia ou China, meio grandão, não!
Talvez em KDB, para remontagem aí. Ouro custo…
Mas enfim, ele pode até se mudar para um desses países, onde tem empresas, indústrias, mas prefere sentar numa sala de reunião no Brasil e reclamar dos custos daí!
Amigo, sente-se la na sala dum desses outros países e elogie o que eles estão fazendo. Esquece o Brasil, o país onde você começou!
O país que lhe deu régua e compasso.
Pillon, não houve expansão da indústria, mesmo com todo o ´´crescimento´´, bobos eles não são, imagine se eles tivessem investido em ampliações nas promessas do governo….estariam agora amargando prejuízos pelos investimentos, endividados.
Toda a vez que a indústria emplaca algo, o governo vai lá e sobretaxa o produto, é uma constancia fenomenal na política economica basileira. Até o IOF sobre o IED é para isto, arrecadatório.
Chama-se de ´´fazer o social com o chapéu dos outros´´
De que forma poderíamos media a expansão ou retração da indústria?
Em relação ao PIB?
Então, se, digamos, 25% de 1 trilhão de reais ontem, hoje significam 75% desse mesmo trilhão, depois de descontada a inflação, houve retração da atividade, permaneceu ou ela expandiu? Os 25% são os mesmos, mas sobre 3 trilhões de reais hoje, os 250 milhões de ontem são 750 milhões agora, muita grana, mais ainda em dólar!
Não houve alteração na indústria em relação ao PIB, mas o lucro…
Mesmo depois do desastre da Sadia e da Aracruz ocm os derivativos, faliram?
Pillon, este é outro problema, abriram o capital e oligoporizaram-se, Sadia = Perdigão = Rezende….
4 ou 5 frigoríficos, bois, capital aberto….quem toma no ´´cabeça´´ é o consumidor, brasileiro.
Desvaloriza e voce vai ver onde os preços irão!
Colonia ainda, colonia…
Sei que pensando apenas no mercado financeiro, ótimo, o cara em New York, ´´puxa estamos recebendo dividendos em dólares, mesmo com valorização do real, ainda estamos faturando, até que a carne do Brasil não é tão ruim, gostei´´.
Não é outro problema. São empresas resilientes que apesar de uma estar no mercado de matéria-prima a outra estar na de produtos alimentícios de consumo, conseguiram ultrapassar o problema, mesmo com o custo Brasil.
Reclamam do custo Brasil?
Raios Pillon! Favor considerar um pouco o consumidor nas suas análises, de preferencia o brasileiro…..
Ah, descuRpa, como diz o Ricc.
Cola do Ronaldo:
Alexandre
Quando uma sociedade fica madura, com boas condições de vida e salários relativamente altos, é normal que a participação da indústria do PIB decresça porcentualmente, porque o crescimento industrial se dá a taxas muito menores que a de crescimento dos serviços, fenômeno que já ocorreu com a agricultura nestes mesmos países. Desindustrialização ocorre quando existe perdas reais (descontando a inflação), no montante de recursos aplicados na indústria. Não tenho os números para avaliar isto, mas acredito que não está acontecendo no Brasil este tipo de desindustrialização. O crescimento perceptível da indústria da construção civil, naval, extrativa mineral, e agroindústria deve conter este movimento. O que está acontecendo é muito pior que isto é a perda de capitais aplicados em setores industriais de alta tecnologia, em setores mais dinâmicos e difusores de conhecimento que são fundamentais para o bom desenvolvimento no futuro. O mesmo acontece com alguns setores tradicionais, grandes empregadores, como textil, confecções e a indústria de calçados
Mas aí reside o enfoque de onde há de fato desindustrialização. Nem ele pode precisar porque não tem números. Vamos apelar, então, para a teoria do Riccardo de economias pós-industriais.
Como medir a retração ou expansão da industria?
Se o Brasil instala uma fábrica de ônibus na Índia, não vendeu uma fábrica, não vendeu tecnologia, não fatura em cima dos indianos e ao final não transfere os lucros para a Suíça?
Mas a venda da fábrica e da tecnologia gerou uma renda ao Brasil. E os lucros na Suíça ele usa para cobrir os prejuízos aí no Brasil do mesmo jeito que o pessoal da bolsa justifica a saída de ME para cobrir prejuízos deles lá fora.
É tudo super simples nessa economia global!
O problema então seria a qtde de Marcopolos?
Sei lá! Estou só provocando o Ronaldo para ver se ele entra com alguma argumentação pró ou contra, ou muito pelo contrário…
José Paulo Kupfer gostaria que a equipe econômica do Estadão escrevesse matérias sem o uso do economês, explicando os principais motivos da mantenção da taxa Selic em níveis estratosféricos se comparado com as economias européia, americana e/ou japonesa. Entendo que a dita taxa é a remuneração paga pelo governo aos bancos na captação de recursos para rolar suas dívidas; o que os governos Lula e Dilma têm feitos para a redução desta dívida. Se não fazem nada e mal administram os recursos então a declarada “guerra cambial” é apenas uma desculpa esfarrapada por não fazer a lição de casa. Será que o Brasil não está mais uma vez perdendo o trem da história?
Essa batalha de redução da dívida já vem de longa data, Shimura.
Com arrecadações recordes e redução dos juros básicos a dívida deveria diminuir. Se os juros se reduzirem para percentuais aceitáveis, ao nível dos internacionais, daqueles sobre o dólar, o euro, o yen e a libra, haverá ainda uma maior economia, que reflete no chamado superávit nominal, aquele que vem depois do primário, que o destinado a pagar somente os juros da dívida.
Você vê que a prioridade é pagar os juros da dívida, de manter a inflação na meta e manter o câmbio flexível, ou melhor, flutuante. O resto é secundário ou terciário ou sem importância.
Tudo o mais que é importante na vida do cidadão se resumiu num tripé monetário. Ele come câmbio, veste inflação e paga juros.
Se fosse uma sociedade budista, esse seria o aspecto secundário.
é isso ai , sr shimura , a divida brasileira vem aumentando todo ano na mesma proporção , pra esse governinho de fachada torrar mais dinheiro , ou doar mais dinheiro , pros pobres(justo) , pros bancos , pros empreiteros(amigos) , publicitários(nunca tão amigos), e pros proprios bolsos , já que a pelegada não se contenta mais só com o empreguinho publico……
se dilminha tivesse feito o dever de casa , ou lulinha , nossos juros ja estariam numa faixa aceitavel , e essa crise passaria ao longe….
mas , fazer o que????? segundo a religião petista , tudo que não é amigo , conspira contra eles….então , o mundo é muito malvado e quer sacanear o nosso pais………
partindo dessa logica….eu acho que o proximo passo é falar que a sra merkel e o sr obama são do PSDb , aqueles bandidos comedores de criancinha………kkkkkkkkkkkk
Ô Guilherme, meu caro!
A dívida diminuiu no mês passado. Pergunta pro Jr.
Aumenta na mesma proporção? do que? do PIB? O PIB não aumenta também?
Podemos até nos envolver nas suas esbrabejadas a la Dilma (eh, vade retro, né mesmo?)…
Qual crise vc se refere? A brasileira? A grega?
divida liquida , relação divida/PIB , pra mim é conversa pra boi dormir , o governo tem salario , e é com ele que tem que pagar as contas…
aumenta em cento e tantos bilhões todo ano desde o começo do governinho petista , isso é na mesma proporção….
qual crise???? vc ta de brincadeira …… grega? espanhola???? americana???? guerra mundial por empregos???? , crise do sistema capitalista , ou do sistema bancario???? …..qualquer uma delas serve , com o governeco , o risco de nos afetar é o mesmo…..
Sei lá, Alex, estou só provocando o Ronaldo para ver se ele tem uma resposta pró contra ou muito pelo contrário…
E eu voce….
O Ronaldo não entra em provocações, ele expõe e se manda….
Procure provocar o Javier, fácil, é só falar de colonialismo, ele vem com um monte de jamon na mão!
E eu voce….risos…
O Ronaldo não entra em provocações, ele expõe e se manda.
Provoque o Javier, mais fácil, ainda mais voce estando na Alemanha, fale que a Espanha só produz jamon….
2x o mesmo comnetário? O Javier vai fiar uma fera!
CARO ALEXANDRE
Nao vou ficar unha fera, nao.E menos coa Alemanaia, tercer socio comercial da Espanha.Eles tamen venden salchicha e chucrut!!!.Ademais, necesitan o mercado espanhol como si fora oxigeno!!.Se equivoca, Espanha e Alemania se levan moi ben, tenhen unha perfeitas relaçoes comerciais e participan en proxectos de altisima tecnologia xuntos, donde dependen uns de outros, como Airbus,ma fabrica de Sevilha, CERN na Suiza,ou o novo telescopia de Chile, o maior do mundo, fabricado por certo, entre Espanha e Alemania.
Eu acho que voé nao conhoçe moi ben a relaçao dos dous.
Pero si lhe resulta engraçado, nao hai problema.
Saudos!!!
Me parece que lhe tenho que invitar a Espanha, para que entenda poirque somos unha das 8 maiores potencias tecnoloxicas do mundo.Tenho un cuarto pra voçe!!
Ele vem de jamon eu mando um kasseler de volta!
(kasseler defumado fica bom na feijoada!)
Tens feijão preto aí? pelo que eu sei panela de pressão não,…. perigoso
Tem um suiço aqui perto, em Louveira-SP, que faz um kassler excelente! Caro para nós, usamos a costelinha suina defumada, fica muito bom também.
Bom dia Alex, tem feijão preto importado da CHINA.
E tem panela de pressão sim, mas eu não faço feijoada assim, eu deixo o feijão de molho à noite e depois sigo o procedimento normal.
Aqui coloco, linguiça defumada Mattenden, uma outra que imita o paio Cabanossi, toucinho defumado, Kasseler (costelinha e ombro defumados), posso por também o joelho defumado mas é demais.
A farinha de mandioca vem da India, Gari, meio forte que misturo com um pouco de farinha de rosca para suavizar o sabor.
Humm, vou fazer feijoada amanhã. Servidos?
Ah, e a couve, pego folhas de um legume que se chama Kohlrabi que o mercado dá de graça, porque o pessoal aqui usa para alimentar coelho. Depois de refogada, fica igualzinha a couve brasileira.
Abs
Fui.
Bom Dia Pillon, realmente…esta dando agua na boca esta feijoada com ingredintes de todos os lugares, gostei da solução da couve, claro, refoga, acredito que adiciona um excelente azeite e suponho que haja um alho….
Qto à carne de porco sei que é de excelente qualidade….
Claro, claro, como diz uma portuguesa conhecida, com todos os adubos (temperos).
Ela me pergunta quais adubos eu uso na feijoada (risos).
Abs
Eeeee ja comecou…
Eu acredito que o Brasil vai se arrepender de ter a Dlimpiada e a Copa assim como a Africa do Sul se arrependeu.
A critica vai ser intenca…e depois disto o Brasil nao vai ser mais visto com emergente ou a terra simpatica das tanguinhas e caipirinhas.
E o Jr. vai comecar o NYT que ja comecou e vai com frequencia meter a bala, na primeira pagina televisao entao vixe maria.
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/03/05/new-york-times-favelas-desafiam-projeto-olimpico-do-brasil/#respond
A imprensa estrangeira meteu tanto o pau na Africa do Sul pelos mesmos problemas que temos ai que hoje o turismo americano pra la caiu pela metade.
verdade…
Jr,
Quis dizer que voce vai detestar o NYT depois da Copa.
Verdade…
A maior atracao para os turistas estrangeiros serah subir a rocinha naquele teleferico tirando fotografias daquela miseria.
Outra verdade
E vão meter o pau no Brasil, quem é que vai construir hotéis apenas para a Copa? E depois? O desejo populista vai sobrepujar a razão? Serão estas infraestruturas financiadas pelo estado para depois ficarem abandonadas e sobrarem as dívidas para nós?
Riccardo,
Por mim essa Copa não teria vindo para o Brasil.
Abs.
SUGESTÃO DE POST
Prezado João Paulo Kupfer,
Em semana de COPOM, trago uma questão que até hoje ninguém conseguiu me explicar, seguinte:
1. Sabendo que o taxa Selic tem influência direta sobre a Dívida Pública (títulos indexados à Selic), por que o BACEN não baixa a SELIC para níveis de 1º mundo e, para restringir o crédito (e evitar inflação) não aumenta o compulsório até o limite, diminuindo o multiplicador bancário ? Ou seja, por que não utiliza o compulsório dos bancos como uma ferramenta também principal para a política monetária?
2. Por que o governo não aproveita o excesso de líquidez internacional com juros baixíssimos e capta tipo, R$ 200 bilhões de reais para trocar parte da dívida que temos com taxas de juros bem maiores? Isso diminuiria o gasto com juros e iria ao encontro de realizar superávit nominal, permitindo a queda da Selic a níveis de 1º mundo.
Grato por qualquer resposta, visto que nunca encontrei, mesmo entre acadêmicos, alguém que me explicasse sobretudo a primeira questão.
Bem, Guilherme (bom dia!), sobre o Brasil eu recebo informações de americanos que se mudaram para aí para trabalhar em construtoras, empresas de engenharia (empreiteiras), mercado financeiro.
Essas pessoas tem ligação com o Brasil através das esposas brasileiras. Voltam para a Califórnia para visitar parentes. Só trazem notícias de que o país anda à toda, bombando, falta gente especializada. Quando retornam, assustam com os preços nos USA porque em real tudo lá fica mais barato.
A crise financeira do sub-prime atingiu o setor de construção e o automobilístico, estratégicos para a economia americana. Mesmo assim, os USA cresceram, pouco mas cresceram. Estão meio na moita ultimamente.
Preciso ir agora.
Abs
Olha aí, 2,7% de crescimento em 2011. O ´´bom´´ disto tudo que com toda a expansão imobiliária, o credito deste setor ainda é apenas 5% do PIB, comparado com os 80 e poucos % de Inglaterra e EUA.
Tantos anos sem crédito o brasileiro se virou de outra maneira, casas menores, barracos, sonegando e etc. mas pagos. Sendo otimista, não deixa de ser uma solução ´´brasileira´´.
O Brasil está engessado neste crescimento, sem maior capacidade do estado de investir, forçar a barra com juros e liberação de credito para o Mickey Mouse é besteira.
A maioria da população ainda é simples, deixa estar, sem forçar… invista em educação, combata a violenca, que será de ótimo tamanho. Países tropicais não precisam de muito para se viver bem.
Veja que nossa capacidade de investir nem produz meia dúzia de estádios de futebol, nem aprovar uma lei tão simples este congresso faz…
Pois é, agora que faz falta um parque industrial mais diversificado e maior, sendo que o agronegocio parou de crescer, junto com o setor imobiliario, junto com a China.
NOSSA ALEXANDRE
Fica voçe moi pessimista.Nao sera para tanto.Xa nos gostaria a nos crescer o 2,7% anual!!
Por certo, lhe respondi acerca do “jamom espanhol”mai arriba.
Saudos.
Realista, é a média dos ultimos 20 anos, mesmo assim com inflação que considero altíssima, da mesma maneira que o Jr. acha os juros altíssimos, são mesmo, assim como a inflação, que num sistema de crédito socializado leva à quebradeira, daí o poupador tem que pagar para o especulador, se deixassem quebrar, tudo bem, joga os juros lá embaixo….
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2093&id_pagina=1&titulo=Em-2011,-PIB-cresce-2,7%-e-totaliza-R$-4,143-trilhoes
Renato,
Fracasso total. Crescer só 2,7 % é um desastre absoluto para um país emergente como o Brasil. Quando começaram a aumentar os juros (sem motivo), todos nós sabíamos que iria dar nisso.
Resta agora o leite derramado. E a reunião do COPOM. Vão ou não vão derrubar os juros em pelo menos 1 % ? Se não fizerem isto, é preciso uma boa explicação. Por que não o fazem ? Olhem só os fatos:
-O IPC-S de São Paulo registrou deflação em fevereiro (ao que tudo indica, o IPCA seguirá a mesma tendência). Então, com a inflação descendente, medo da inflação não é mais desculpa para juros altos.
-A liquidez mundial (tsunami monetário) garante recursos de sobra para aquisição dos títulos brasileiros a juros muito baixos. Então, a necessidade de atrair recursos para comprar os títulos brasileiros também não é mais uma desculpa para manter os juros nas alturas.
-O PIB de 2011 foi ridículo. É urgente que se retome o crescimento do País, o que pode ser influenciado pela queda drástica da taxa SELIC.
-As cotações do real estão muito pressionadas pelo “tsunami financeiro”, o que recomenda também uma queda drástica das taxas de juros, a fim de que as cotações do real se recuperem (pelo menos um pouco) e não continuem a provocar o estrago que tem ocorrido no parque industrial brasileiro.
-O governo tem obtido crescentes e contínuos superávits fiscais, o que também favorece a redução dos juros.
Em sendo assim, por que o COPOM vai continuar tímido e cortar a SELIC somente em 0,5 % ou, no máximo, 0,75 %. Não há justificativa para essa timidez, especialmente depois da catilinária da presidente Dilma contra o “tsunami financeiro” europeu.
Abs.
Complementando: só para se ter uma idéia de quão ridículo foi o crescimento deste membro do BRICS (no passado sugeriram ao Jim O´Neill que retirasse o Brasil dessa sigla, durante a funesta gestão meireliana), a Alemanha (um país com economia madura) cresceu 3 %. Ou seja, nós que somos um país tido como emergente, que teoricamente deveria estar crescendo a taxas elevadas, tivemos um crescimento menor do que economias que normalmente crescem modestamente, como a madura economia alemã.
em bilhões de reais
PIB – 4143,0 = 100%
agropec – 192,7 = 4,65% do PIB
indus – 972,2 = 26,46% do PIB
serv – 2366,1 = 57,11% do PIB
FBCF – 798,7 = 19,27% do PIB
cons fam – 2499,5 = 60,33% do PIB
cons gov – 856,6 = 20,67 do PIB
somando tudo dá 168,49% do PIB
conclusões:
- a soma das partes é maior do que o todo
- a produção da indústria é 5,7 vezes maior do que a produção agrícola.
- que mais? …
Menor que a de seviços, isto que discute-se, interrompemos a industrialização precocemente onerando-a e enfiando goela abaixo não sei qtos planos economicos, todos recessivos.
Ponha aí um gráfico de crescimento do estado e voce irá estabelecer uma relação.
Por ordem de importância:
1 – 60,33% – cons fam – 2499,5
2 – 57,11% – serv – 2366,1
3 – 26,46% – indus – 972,2
4 – 20,67% – cons gov – 856,6
5 – 19,27% – FBCF – 798,7
6 – 04,65% – agropec – 192,7
- consumo das famílias é 13 vezes maior do que produção agropecuária.
- ou seja agropecuária significa menos de um vigésimo do PIB brasileiro
- os caras comem mortadela, mas arrotam caviar…
Javier, muito bem, está de bom humor hein? Agradeço profundamente o convite, mas sabe como é, dois filhos pequenos, é muito incomodo, 14 horas de avião com eles, meu amigo….uma vez fiz uma besteira incrível…dei dramin infantil para o menino que nem acordou qdo o aviao pousou, tive que carregá-lo por todo o aeroporto.
Repare que a provocação sempre gera uma informação, grato.
O convite é recíproco, tenho um pequeno apto em casa que fiz para a mama, que nunca quis morar comigo, não sei porque…..sogra e nora, hum!
Pillon
Olha só essa pérola. A Dilma está exagerando. Ela se queixar do “tsunami financeiro” pelas cotações do Real, ainda é algo que podemos ouvir (mesmo que discordando).
Agora, ela se queixar do que aconteceu na Europa para justificar os pífios 2,7% de crescimento no PIB é um insulto à inteligência alheia, especialmente à inteligência dos brasileiros.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral-economia,dilma-culpa-crise-europeia-por-baixo-crescimento-e-cobra-solucao-de-merkel,105018,0.htm
D.Dilma, o PIB caiu por causa da sua política monetária a partir de janeiro do ano passado, você se esqueceu ? Pare de botar a culpa nos outros. Ponha os seus auxiliares para trabalhar e fazer o que tem que ser feito.
Abs.
Sabe Jr que ela acertou que havia um culpado pelo resultado de 2011, que não ela. Mas errou o alvo. Como eu já disse, a D. Dilma fez do tsunami, que era MAROLA, o bode expiatório.
E você tá mais uma vez certo. Claro que não é a Merkel a culpada, mas aquela dupla intragável que colocou a D. Dilma no “puder”.
Como diz o Ricc
Tô certo
Abs.
Riccardo,
Pode dar gargalhadas. Todo mundo dizendo que os EUA estão em crise e vocês cresceram 3 %, superior à merreca de 2,7 % do ano passado aqui no Brasil. D. Dilma, essa daí tá atravessada na garganta.
Em janeiro de 2011, nós dizíamos aqui que a política monetária iniciada pelo Tombini (dando continuidade aos preparativos para aumento de juros levados a cabo no apagar das luzes da gestão meireliana, através do famigerado e injustificável relatório trimestral) iria dar no que deu. Dizíamos, na época, que ela deveria aplicar algumas medidas macroprudenciais mas reduzir os juros, ao invés de aumentá-los. Estávamos errados ? Não, estávamos absolutamente certos, apesar de muitos aqui, no próprio blog, contestarem e dizerem que havia fortes pressões de demanda inflacionárias e etc.
O resultado, INFELIZMENTE, foi o que nós alertamos. PIB merreca e medíocre, menor do que o dos EUA e Alemanha. Absolutamente inconsistente com as previsões retumbantes do Mantega e do Tombini, que antecipavam um PIB entre 4 % e 5 %. E inconsistente sobretudo com o status de país BRICS emergente.
Não adianta plantar feijão e querer colher arroz. Só vai nascer feijão mesmo…
Orientação ao novo ingressante no PT:
“A marola agora pode ser um tsunami amanhã”
Orientação ao recém integrante ao P a artido dos Tr a b a lhadores:
“A marola de agora pode ser o tsunami amanhã”
Riccardo (porque você mencionou a pobreza no Brasil) e demais bloguistas.
Fiquei chocado de ver esta foto.
http://www.zeit.de/index
Esta no final da página.
Eu traduzo depois a legenda.
Deem uma olhada, isso é em Madri.