Mais com menos
21 de fevereiro de 2012 | 12h03
José Paulo Kupfer
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês), mantido desde 2000 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dedicou a edição de fevereiro deste ano de seu boletim mensal Infocus a uma pergunta instigante: dinheiro compra um bom desempenho no PISA? A resposta negativa não chega a ser uma novidade, mas agora vem sustentada em uma profusão de dados mais do que convincentes.
Para concluir que o investimento em educação, sozinho, não garante os melhores resultados no aprendizado, o sistema PISA se vale de milhares de informações acumuladas na avaliação realizada em 2009 e 2010 com 470 mil alunos de 15 anos, em 65 países que representam 90% da economia mundial.
Ao reforçar a ideia de que mais do que o volume aplicado é o modo como se usa o dinheiro que define um sistema de ensino de boa qualidade, a OCDE, que reúne as economias mais ricas e algumas outras associadas, não esconde uma preocupação contemporânea: num mundo em que cortes nos orçamentos se tornaram regra, não deixa de ser oportuno lembrar que é possível fazer mais com menos.
Ainda que este seja um daqueles casos em que é muito mais fácil dizer do que fazer, a mensagem se apoia em experiências concretas. Os resultados do PISA revelam que não são os países mais ricos, nem os que aplicam maiores montantes de recursos, os que se saem melhor quando o objetivo é alcançar desempenho de ponta nas habilidades básicas para a formação de mão de obra qualificada.
O fato é que o desempenho estudantil nos Estados Unidos, Noruega, Suíça e Luxemburgo, que destinam mais de US$ 100 mil por aluno do ensino fundamental, não é melhor do que os obtidos em países que não gastam metade desse montante, caso da Estônia, da Polônia e da Nova Zelândia.
Onde então a destinação de um volume menor de investimento em educação pode fazer mais efeito? A resposta do PISA também não surpreende, mas não dá margem a dúvidas: o investimento deve ser feito, prioritariamente, no professor. O boletim Infocus menciona os exemplos da Coreia e de Hong Kong. Nesses países, a remuneração média dos professores é duas vezes superior ao da renda per capita nacional. E seu status social figura entre os mais elevados nas respectivas sociedades.
Na média dos países da OCDE, a remuneração dos professores se situa 20% acima da renda per capita. No Brasil, depois da lei que, em 2008, estabeleceu um salário mínimo nacional para professores – ainda não universalizado e enfrentando resistências, inclusive em estados mais desenvolvidos da região Sudeste –, a remuneração dos professores do ensino básico com formação superior, para 40 horas de trabalho semanais, não encosta na renda per capita.
O nível de remuneração dos professores, porém, segundo os relatórios do PISA, revela apenas uma parte do comprometimento de um país com a educação de suas crianças e jovens. Naqueles em que o desempenho escolar é superior, a sociedade coloca os professores em degraus mais altos da escala social, eles são igualados aos profissionais mais qualificados e as famílias gostam quando os filhos seguem a carreira do magistério.
“A qualidade de um sistema educacional não pode ser maior do que a de seus professores e diretores de escolas”, concluiu o documento do PISA, justificando a afirmação com a lembrança óbvia, mas muitas vezes esquecida, de que, no fim de tudo, é nas salas de aula que se transmite quase tudo que os estudantes aprendem.
Aplicados ao Brasil, os pontos relevantes destacados no relatório do PISA mostram o quanto estamos longe dos melhores. O próprio relatório destaca os “expressivos” avanços brasileiros, a partir de uma base muito fraca. Mas a distância é enorme e o caminho a percorrer, pedregoso. A começar pela qualidade do debate de ideias sobre o tema, que também deixa muito a desejar.
Somos especialistas em desperdiçar, além de recursos na educação, energia com falsas dicotomias. Por isso, o progresso vem em passos lentos e a custos elevados. Exemplo chocante é o destaque para aquela posição amplamente aceita que contrapõe os investimentos no ensino fundamental com os gastos no ensino superior.
A ideia de que é preciso cortar gastos no ensino superior e concentrar recursos no ensino básico é um sucesso de público, mas não resiste a um mínimo de lógica. Como seria possível oferecer um ensino básico de qualidade sem investir na qualidade da formação do professor, necessariamente obtida num ensino de terceiro grau qualificado?
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Que pergunta hein JPK? Tem universidade por aí que tem mais gente no administrativo do que dando aula…
A questão é priorizar o ensino que já foi muito bom no Brasil. O ensino básico público era o melhor!
À medida que a qualidade foi caindo, os extremos sociais foram aumentando, até chegarmos num ponto que as escolas particulares tornaram-se única opção, sem concorrencia, também caíram de qualidade.
Kupfer,
Enquanto os sucessivos governos brasileiros não dedicarem uma atenção prioritária aos professores (leia-se salários), não haverá perspectiva de qualquer mudança expressiva na qualidade da educação pública brasileira e nos resultados que possam advir do sistema.
O governo tem que pagar mais aos docentes e estimular, de fato, a carreira. O magistério tem que deixar de ser visto como “sacerdócio”.
Um país que deve ser visto como “benchmark”, como você citou, é a Coréia do Sul. Há 30 anos era apenas mais um país subdesenvolvido da Ásia. Hoje desenvolve tecnologia de ponta e exporta automóveis, telas de LCD, telefones celulares e muitos outros produtos de alto valor agregado. Isto se deve bastante ao maciço investimento em educação que houve por lá nas últimas décadas, que se reflete no status social elevado dos professores e nos salários por ele percebidos.
Abs.
É isto aí….nem capacidade de copiar tecnologia conseguimos desenvolver. Para isto dependemos de multinacionais, como se não houvesse um preço…
E como resultado o Duster na Itália está no Corrieri de hoje por E11.900 em 6x, na versão completa.Tarde demais? Vamos pegar na enxada? Acabou se o carnaval, graças!
Governo tem que sair do negócio da educação. A única razão pelas quais governo gasta em educação é para garantir que os alunos não aprendam certas coisas, e que sejam doutrinados.
Pode perceber que em absolutamente tudo que o governo tenta dar uma de administrador, o resultado é sempre o mesmo – menor qualidade e maiores custos. Exemplos: saúde e educação.
Eu me pergunto o que o governo faz de bom? Além de abrigar políticos horrorosos, que estabelecem uma monarquia hábil em saquear o máximo que pode de quem produz? Só pode ser o conluio entre os nobres para se perpetuarem no poder. Ácido? Verdadeiro.
So aumentar um salario de um professor de quinta qualidade nao adianta nada.
Concordo com o Nick privatiza as escolas primarias e cria-se um “voucher system” da onde qualquer aluno pode escolher a escola que quer ir e a escola recebe pagamento do governo por alunos que tem criando uma competicao entre escolas.
Dai as escolas melhoram.
abs
E que tal se o governo lhe pagar para dar uma educação básica para seus próprios filhos?
Você também se beneficiaria porque vai ter que estudar para ensinar, não?
As escolas iriam ter que competir com os pais.
Responda rápido, qual é o teorema de tales?
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O ensino fundamental, em minha cidade, passa por um processo de municipalização, algumas escolas que eram estaduais, passaram a ser administradas pelo município, porém o Estado (unidade da federação) supre estas escolas municipalizadas com professores funcionários públicos estaduais. Até que há alguma disputa de candidatos à vaga de professor, isto é bom, salários melhores atraem os melhores profissionais.
O mal do funcionalismo público é que lá dentro não se pode falar mal de ninguém, pois acaba-se descobrindo que o fulano é parente do chefe. Chega a ter três gerações da mesma família trabalhando juntas. Todo mundo é parente de todo mundo. E isto nada tem a ver com o assunto do post.
Um grande problema da educação está na família. Não é culpa da escola e nem do professor. O grau de pobreza da família é tanto que os pais passam os problemas que não tem recurso para resolver para as costas dos filhos. Mandam as criança trabalharem, puxar carrinho de papelão reciclável na rua, pedir esmolas, etc.
A proteção que o menor deveria receber dos pais, acaba não acontecendo. Pior. Invertem-se os papéis. O fato do pai ser um saco de bosta que não tem condição de manter a família, ainda faz com que os filhos ajudem na proteção do pai. Em vez do pai defender o filho, é o filho que acaba defendendo o pai, já que este não tem dinheiro para proteger o filho, mas o dinheiro da marvada nunca falta. De vez em quando a mãe manda o filho carregar o pai de lá do boteco onde o mesmo encontra-se caido.
Aí a criança carrega todos os problemas dos pais adultos para a escola e torna-se uma criança violenta e traumatizada. O representante do conselho tutelar vai lá no barraco da família para tentar uma solução e mal consegue se comunicar com os pais, pois estão bebados ou drogados.
Eu queria ver uma escola de grife, privatizada, ter lucro num bairro de favela, onde falta dinheiro até para a comida.
Sugestão de curso:
Curso de Formação de Pais.
Renato
Se alguma vez alguém te criticar por dizer besteira aqui do blog, pode apresentar tua intervenção acima: Curso de Formação de Pais, como atestado de criatividade e bom senso. Para dirigir um carro você precisa de certificado de habilitação; para ser massagista, certificado de conclusão de curso; para ser padeiro, curso do Senai: mas para ser pai basta ter órgãos reprodutores. Quem já trabalhou, como eu em indústrias com mais de 1000 funcionários, sabe a gigantesca legião de mulheres que lutam, no dia a dia, para criar seus filhos sozinhas, sem falar em outra enorme legião de famílias em que, embora o pai esteja presente, melhor seria se não estivesse lá. Um curso destes, que também orientasse os pais para suas responsabilidades civis e incluísse aspectos práticos sobre educação e saúde,
poderia ajudar muitos pais nos primeiros anos de vida dos filhos.
Abraços
Renato,
Bem realistas os seus comentários.
O desafio que a escola tem é se apresentar como uma perspectiva de um futuro melhor para essas crianças, em contraponto com a realidade dura que eles tem que enfrentar em casa no dia-a-dia. Daí a importância de professores motivados e comprometidos com os alunos e que compreendam a realidade social na qual eles estão inseridos. E motivação passa inevitavelmente por bons salários.
Independente de qualquer coisa, essa é uma tarefa hercúlea numa sociedade como a nossa onde o “benchmark” para as crianças são jogadores de futebol e estrelas do pagode e do axé.
Abs.
e, muito importante, de Mães!
Eu sugiro a todos a assistirem, aqueles que dominam inglês, a série “Connections” que o blogueador Cleber nos enviou num link.
Eu os assisti todos durante estes dias de Fastnacht aqui na Alemanha. São longos documentários sobre como se desenvolver tecnologia, as mudanças que se processam.
Não há um invento que não tenha sido resultado de outras experiências.
Nisso a preservação do conhecimento prevalece, quer seja na memória de um indivíduo, na de um professor ou na da coletividade.
Assitam, muito bom.
Aqui vai o primeiro:
http://www.youtube.com/watch?v=OcSxL8GUn-g
Kupfer,
Foi simplesmente brilhante trazer este fato à tona:
1-” Os resultados do PISA revelam que não são os países mais ricos, nem os que aplicam maiores montantes de recursos, os que se saem melhor quando o objetivo é alcançar desempenho de ponta nas habilidades básicas para a formação de mão de obra qualificada”
2-“ o investimento deve ser feito, prioritariamente, no professor”
Já nesta afirmação abaixo não concordo muito:
3-“ Naqueles em que o desempenho escolar é superior, a sociedade coloca os professores em degraus mais altos da escala social, eles são igualados aos profissionais mais qualificados”.
A conclusão deveria ser: “naqueles em que o desempenho escolar é superior verificou-se que os professores são profissionais altamente qualificados tanto academicamente como em termos de conhecimentos de mercado ou tecnológico”.
À sua pergunta: – Como seria possível oferecer um ensino básico de qualidade sem investir na qualidade da formação do professor, necessariamente obtida num ensino de terceiro grau qualificado?
Recrutar bons professores ? Claro que é possível. Aqui vou humildemente defender que quando há vontade política dá para recrutar os melhores professores no mercado, vindo de outros setores e não necessariamente do magistério ou vindo do próprio setor educacional .Temos leis que dizem que professor na escola tem que ter formação pedagogica para tal , mas aí paradoxalmente recrutamos os profissionais “restantes” que não se qualificaram para as vagas mais disputadas em outros setores. Generalizando, ficamos com os “não melhores profissionais”.
Estamos entrando numa década de estagnação, vai ter muita gente chorando pedindo pão, ou seja, muito pedido de investimentos em que não vai haver retorno. É dinheiro desperdiçado pelo ralo há décadas.
Se é para ter escola pública, que sejam no nível fundamental. Prefiro que sejam colocadas as crianças na escola fundamental do que manter as universidades públicas e outras entidades governamentais.
Kupfer, eu sei que você vai defender universidade pública porque você fez USP. Mas fazer o quê, discordamos.
Quanto aos depoimentos do Renato, eles mostram como nossos políticos foram e continuam ineptos e inescupulosos nesta área.
O que vem a ser vontade política?
Eu já tive vontade de comer um sorvete. Comi.
Eu já tive vontade de ir ao W.C. Fui.
Muito vago. Vontade política significa o quê?
Como se faz para saciar vontade política?
Muito abstrato.
O mundo existe enquanto vontade.
Hoje acordei com vontade política. À tardinha já tinha passado a minha vontade política.
Vontade política é um sentimento que dói e não se sente, é um contentamento descontente…
.
Renato,
A vontade política ocorre quando há um compromisso para fazer ou operar ou viabilizar algo, assim como comer o seu sorvete. Tem que ter um financiador ou financiadores para viabilizar o negócio, no caso uma escola ou uma universidade.
Mario Pw, desculpe as brincadeiras, mas é que soa estranho para mim, este jargão de “vontade política”.
No caso destas novas escolas e faculdades financiadas ainda haverá DP’s ou vai ser na base da progressão continuada?
.
Renato,
Acho que partimos de pontos diferentes. Eu parto da constatação que o nosso sistema educacional não desempenhou o seu papel nestas 2 últimas décadas. Por outro lado vi que o setor privado para compensar esta falha criou escolas e universidades privadas de qualidade. Vontade política é compromisso, não significa que há governo envolvido.
Voce pode ter uma escola ou universidade que contrata excelentes professores, mesmo sendo convidados e autônomos, e ter neles formadores de excelentes alunos.
Há também outra possibilidade. Pode ser que a comunidade ou sociedade decida por “mão invisível” ou “vontade política” formar uma universidade, e captar recursos e atrair também alunos,voltada para uma pesquisa de inovação em determinados segmentos de tecnologia ou conhecimentos. É um compromisso.
DP não deveria existir. Voce já pensou um estudante de engenharia tirar 3 na matéria de cálculo estrutural, ficou de DP, e depois reestudou e tirou 5,5…eu acho um absurdo. Que conste lá aproveitamento 3. E faça qualquer outro trabalho que não seja erguer edifícios.
“Como seria possível oferecer um ensino básico de qualidade sem investir na qualidade da formação do professor, necessariamente obtida num ensino de terceiro grau qualificado?”
Senhor José Paulo não sei a sua idade mas pela sua foto eu me sinto seguro em afirmar que fez escola pública nos bons tempos onde quem ia para as escolas particulares eram os que não conseguiam acompanhar o currículo oficial, gerando aquela frase “pagou, passou”. Naqueles tempos àqueles que se dirigiam ao magistério faziam o curso Normal que equivaleria ao Científico ou atual Colegial e eram mais capazes do que os atuais profissionais que atendem políticas de promoção automática e culminou no quadro deprimente de hoje.
Fui criado numa família onde se o professor mandasse um bilhete para os pais, que deveria ser retornado ao professor devidamente assinado com o “ciente”, eu tomaria uma bela surra (que pena ainda não existia o ECA para dar direitos aos adolescentes mas não cobrar nenhum dever); hoje se um professor tomar igual iniciativa o aluno vai para o Conselho Tutelar para denunciar o professor por qualquer modalidade de assédio.
Ao tomar uma China, Coréia ou Japão como exemplos, veja que os alunos usam obrigatoriamente uniformes como um princípio básico de disciplina. Tentar solucionar o problema educacional passa por melhorar inclusive a conduta social, mas como fazer isto se os fabricantes de leis e os executivos também produzem mensalão, corrupção e outros vícios nefastos?
É por isso que eu sempre digo, não é papel de governo administrar educação. Nem saúde. Nem mesmo correios. Governo tem que ser limitado, é uma questão de definir qual é o papel desse grupo de pessoas que se dispõe a servir a população.
É preciso entender que o governo não produz nada, absolutamente nada, nem mesmo o dinheiro que precisa para poder existir. Cumpre a todos nós exigir que esses nossos empregados desempenhem seu trabalho direito. Mas enquanto Tiriricas da vida forem eleitos, não adianta esperar resultados diferentes.
Aliás, o fato de o Tiririca ter sido eleito, mostra como o sistema educacional gerido pelo governo está funcionando exatamente como eles querem – mantendo todos ignorantes. É mais fácil controlar as massas dessa maneira.
É isso aí Nick, governo “o menos” e o menor possível.
Impostos também!!!!
Nick, fiquei com a impressão de que você pensa que o Deputado Tiririca faz parte do executivo. Saiba que ele faz parte do legislativo. O legislativo tem a função de escrever as leis, logo, o Tiririca ajuda na redação das leis. Gestão é função do executivo. No fundo tudo é governo, mas o governo é dividido, ou melhor, é composto por três poderes.
Não poderia ser melhor: Um analfabeto escrevendo as leis do país.
Tetsuo Shimura,
A ditadura militar no Brasil, cometeu muitos erros mas um mérito tiveram.Antigamente o ensino público tinha um bom nível, mas era elitizado( possível só para poucas pessoas) infelizmente a massificaçao do ensino ´publico pelos governos militares foi acompanhado de uma diminuiçao no nível, algo lamentavel mas natural.
E antigamente que ia para as escolas particulares nao era para “pagar e passar” e sim porquê nao consiguia vagas nas públicas pois nao tinha “QI”( quem indique)ou nao era aprovado nos vestibulinhos de admissao nas públicas.Como justamente ocorre hoje nas universidades públicas: quem tem perfíl socioeconômico mais elevado ingressa, e quem nao, tem de trabalhar durante o dia para pagar uma universidade particular e estudar à noite.
Abrç.
Caro Vicente tentar atribuir culpas ou responsabilidades a terceiros pelos nossos fracasssos deve ser uma característica bem humana, mas dàquilo que voce escreveu, posso lhe garantir que jamais precisei de “costa larga” para matricular-me nos cursos. Durante o colegial, trabalhei na antiga Varig no aeroporto de Congonhas e fiz sim, curso noturno em salas mal iluminadas. Durante a faculdade de engenharia, trabalhei como motorista de taxi à noite para pagar mensalidades.
Ao atribuirmos culpas ou responsabilidades à terceiros pelos nosso fracassos é bem mais confortável então ao contrário de Maomé ir para a montanha, queremos que a montanha venha a Maomé, ou ainda, como o ex-presidente atribuia em sua fase de sindicalista a culpa pelos baixos salários às empresas multinacionais, mas em oito anos ele não conseguiu fazer absolutamente nada para melhorar a CLT. Já a vidinha dêle? Que maravilha! E ao povo, top, top.
Tetsuo Shimura,
Nunca estudei en uma instituiçao de ensino privada(1º,2º e 3º grau) e também concatenei estudos com trabalho.
Oquê me pareceu injusto da sua parte foi atribuir às pessoas que estudaram em escolas privadas( na época em que o ensino público era melhor que o privado, ou seja antes dos ditadores militares massificarem o ensino público)o desejo de “pagar e passar”.
Particularmente minha mae estudou numa escola privada quando criança, pois simplismente nao haviam vagas na pública.
Abrç.
Nick,
O fato do Tiririca ter sido eleito tem mais a aver com esta estubidez do voto obrigatorio em contraposto do voto voluntario nos Paises mais modernos.
abs
Não sei não viu… sendo voto obrigatório ou não, as pessoas foram lá e colocaram um “X” do lado do nome do palhaço. E o resultado está aí, o povo tem os palhaços que querem no poder. Não adianta reclamar depois.
Na urna eletronica, a gente digita o número, aparece a foto (mais ou menos no estilo das fotos do Ming) e depois aperta a tecla verde. Não se escreve “X”, x é coisa do passado. Revelou sua idade, meu velho.
Renato,
Nos EUA (pelo menos aonde moro) ainda escrevemos um “X” no papel dai voce deposita o papel num scanner a razao disto e que se tiver alguma disputa a eleicao pode ser contada a mao.
Nick,
Como voce sabe nos EUA menos do que 50% das pessoas que podem votar votam a turma que nao leva a serio fica em casa.
Dai o voto fica para as pessoas que levam a serio e nao vao jogar o seu voto fora.
abs
Não sei como funciona aí nos EUA, o que significa jogar voto fora? Você votou no Obama ou seu candidato perdeu?
No Brasil houve uma época em que aqueles que votavam em candidatos perdedores, achavam que tinham jogado o voto fora. Também têm aqueles que se decepcionam com o desempenho de seu candidato vencedor e se arrependem, acham de desperdiçaram o voto. Têm também aqueles que anulam o voto ou votam em branco, não sei se isto também significa jogar o voto fora.
Não entendo nada da política americana, mas tenho a impressão de que a eleição de presidentes americanos é uma eleição indireta.
Um voto como o meu, é um voto em cem milhões, então a importância do meu poder político é 0,01ppm, quer dizer, se meu voto acertou ou não tem pouca importância, mas contribui com um pedacinho de nada para o processo. Não esquento a cabeça com isto.
Tem que votar em quem você julga ser o melhor e pronto. E tá certo, aqui nos EUA o pessoal usa papel por que é a única maneira de comprovar alguma coisa. Voto eletrônico é muito fácil de adulterar, colocou um zero a mais ou a menos no número, pode mudar o destino do país. Acho que já tentaram esse negócio de urna eletrônica aqui mas há oposição grande por causa da possibilidade de fraude instantânea. Hehe sou mais jovem do que vocês pensam!
Concordo, voto eletronico não da para recontar….
Renato,
O Nick tem aproximadamente 45 anos … rsrsrsrs.
Abs.
Agora sez leram o artigo neste fim de semana que ate os livros didaticos estao sendo importados da China.
Beleza…
Beleza é ler um manual de equipamento escrito em português da China.
Jr,
Acabei de assistir na estacao PBS os anos do Bill Clinton se tiver a oportunidade de assistir isto na tv ai veja porque foi muito interessante.
Voce iria gostar.
abs
Riccardo,
Obrigado pela dica. Vou tentar ver. Segue o link do programa para aqueles que queiram ler mais um pouco.
http://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/trailer/clinton-preview/
Abs.
Ola J.P.
Artigo interessante !
Excepcional “gancho” de abertura para “entrar de cabeça” na campanha do Haddad .
Vamos acompanhar os proximos artigos sobre economia educacional ( ou educação economica ???!!! ) .
Saudações
João Flávio
Caro Kupfer,
Acho que este tema está bem colocado entre as questões de redução dos gastos públicos.
No Brasil não gasta-se tão pouco com educação fundamental, ou mesmo superior. Mas, gasta-se anualmente mais com um presidiário que com um estudante universitário, por exemplo.
Falta investimento em educação? Sim.
O aumento de investimento produz melhoria na educação? Não necessariamente.
Deve-se levar em consideração que a qualidade da
educação não depende apenas da qualidade do sistema
de educação.
Condições civilizatórias mínimas são necessárias
para que haja possibilidade de um sistema educacional
de qualidade.
Piaget já havia observado que seu teste de QI apresentava resultados distintos em locais com diferentes condições sócio-econômicas.
Habitação, urbanização, e principalmente FAMÍLIA são
condições sine qua non para possibilitar melhoria do
desempenho da qualidade da educação no país.
Mas, o brasileiro valoriza a educação e o trabalho?
CARO PAULO XAVIER
Na minha opniao as avalaçoes da OCDE cada vez fican mais inestabeis e pouco creibles en moitos items.Aqui na Europa nao se lhe da un crédito tan alto, entre outras coisas porque mide items moi cuestionabeis,e deixa de lado outros moi importantes.
Si un ve o listado do programa PISA apenas ten importancia as universidades alemas ou francesas,pero si se lhe da moita importancia as universidades chinesas ou coreanas.Eu tenho a experincia da universidade de Shangai, unha das que sempre saen entre as 100 mellores: mentira, nao acredita nada,tanto a sua politica educativa brutal, como os seus investigadores, como os seus profesores, estan nunha situaçao ben inferior a calquer democracía occidental, en liberdade, salarios, politica educativa e I+D.
O mesmo diría en outras moitas que saen nestes listados, onde o que mais prima e o numero de publicaçaos en revistas (estadounidenses, e claro) ou o feito cuestionable de que un premio nóbel traballe na institucion.
Nao acredito nas listas de PISA, que conhoço ben.Elas fican arbitrarias en moitos items que perjudican a Europa e benefician as universidades privadas dos EEUU.
Ao final o que importa e o practico,o feito que o dinheiro instido, sexa publico ou privado, tenha retorno,ou a lo menos, tenha practicidade no pais.
Isso nao sucede entre os universitarios chineses, que ten o sonho de fuxir do seu pais a os EEUU ou Europa a trabalhar, se pode,porque o tema do control dos profesores chineses daria para moito.E o mesmo diria dos rusos,os Coreanos (que sempre acabn indo a EEUU) e os Indianos,que tenhen o sono de trabalhar nunha multinacional occidental, se poden.
Nao e só ter boas universidades,e ter logo boos trabalhos o que nao sempre pasa, como agora na Espanha,por exemplo,que ten un altissimo nível de licenciados que tenhen que ir a Alemanha a trabalhar ( e por algo sera que Alemanha prefere a os cientificos espanhois).
As coisas sao do color que un as quere ver.
Saudos.
Caro Javier Vidal,
Eu não conheço estas pesquisas muito bem, mas já notei que universidades americanas e inglesas aparecem entre as dez melhores e são maioria absoluta entre as 100 primeiras. Há certamente muitos países com excelentes universidades além dessas.
Indubitavelmente, a educação deve refletir na formação de pessoas, ciência e tecnologia no próprio país. Mas para isso é necessário investimento em
educação mas também no setor produtivo.
No Brasil, os empreendedores reclamam que não há mão-de-obra qualificada. Mas pergunte a eles há quanto
tempo não se investe no setor que eles atuam.
abrs
Acredito que neste artigo, foi tocado um tema muito importante, nao é só o aumento do gasto que melhora o nível do sistema educativo.
Particularmente, acredito que deveriam priorizar o ensino básico e a modernizaçao dos temas abordados, como por exemplo incluir uma sólida educaçao financeira, assim evitando que no futuro essaS crianças sejam consumidores irresponsaveis e despreparados.
Tenho muito claro que há uma inversao nas prioridades, me parece que para lecionar para crianças(ensino básico) um maestro deveria ter melhor preparo e remuneraçao do que quando o faz para adultos(universitários), nao?
Abrç.
São somente 3 setores que um governo deve preocupar-se, saúde, educação e segurança. O resto é consequencia.
Como já disse, estes 3 no Brasil são aberrações pela carga tributária. Ganham bem os ´´administrativos´´, não a turma da linha de frente, responsáveis pela população.
Para compensar a falta de des
Para compensar a falta dos serviços básicos, estão empurrando celular, carro, geladeira…..antes de educar, como se isto fosse sinonimo de qualidade de vida.
Inversão de valores, populismos.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,gagos-tem-desconto-no-celular-em-mato-grosso-do-sul,103684,0.htm
J…J…PK, v….vo…vou que…rer…um…desc….conto!
concordo com o Jr; vamos seguir o exemplo da Coréia do Sul, com alguns ajustes.
Herr Pillon, que raios de revolução voce defende para o sistema financeiro brasiliero.
O mesmo sistema falido do primiero mundo?
Pilula vermelha, é?
Riccardo,
Debate:
Reporter a Ron Paul: Por que você diz que Santorum é um falso?
Ron Paul: Por que ele É um falso!
[aplausos da platéia]
Apesar de eu não simpatizar com o Partido Republicano, do Ron Paul eu até que gosto. O velhinho é sincero e idealista, ao contrário dos outros fanfarrões.
Esse debate tá lindo por que tão dando corda pro Santorum e ele tá se enforcando… hahaha
Tou assistindo…tou assistindo…
E bom demais!!!…
O vovo ta arrebentando…
Debate foi bom.
O “Frothy Santorum” se esperniou.
O Vovo foi divertido…
Mas o meu voto continua com o Romney.
Porque ele ganha do Obama.
abs
Pra quem nao entende o que significa “frothy Santorum” Google it
Caros,
Eu torço por Ron Paul porque se ele permanecer ele vai obrigar o Romney a “melhorar”…..e por consequencia vai pressionar mais o pessoal do Obama.
E quanto mais os planos de Romney “subirem” melhor para o Brasil.
Javier Vidal, voce matou a charada do “sistema educacional”.
Caro Mario
Nao lhe entendi, o sinto.
O problema da educacao ruim no Brasil serve a varios senhores, de maneira a manter as coisas exatamente do jeito que estao. A midia/mercado se beneficia do desdentado ignorante que compra uma tv de plasma, com juros altissimos. Os politicos, nem se fala. Pao e circo. Quem esperneia, a industria, mas essa, coitada, jah nao representa nada num pais que exporta frango, soja e minerio de ferro bruto.
Agora grande parcela de culpa eh do povo. Lembrando – o SENAI em SP frequentemente tem de anunciar vagas em seus cursos em outdoors, pois nao ha interessados. Os garotos pobres tem outros interesses maiores que fazer um curso tecnico e receber seus 2 paus por mes de maneira honesta.
Marcelão,
Você lembrou bem. O poder de fogo da indústria hoje caiu significativamente. A força da FIESP, por exemplo, já não é mais a mesma de há 20 anos atrás. O Brasil hoje é dominado pelo setor financeiro e pelos seus interesses. Outros setores de menor porte, mas também expressivos, como o agronegócio, ganharam força nos últimos anos e reduziram a influência do setor industrial na definição das políticas públicas do País.
Realmente, quanto mais ignorante e alienada for a população, melhor pra aqueles que continuam a empurrar os maiores juros do população goela abaixo da população. Um povo ignorante que não sabe calcular quanto de juros está embutido na prestação da máquina de lavar gera, com facilidade, lucros bilionários nos resultados das instituições financeiras.
Isso tudo ajudado pela máquina de idiotização da grande mídia, que segue azeitada a alimentar o contínuo espetáculo circense alienante do carnaval, do futebol e das novelas.
Enquanto isso, os alemães, os coreanos, os japoneses e os chineses estão estudando, fazendo pesquisa e desenvolvimento e lançando novos produtos industriais de alta tecnologia continuamente no mercado, garantindo renda e empregos de alta qualidade pra sua população.
Errata acima:
… maiores juros do planeta …
Ronaldo,
O link abaixo mostra o resultado da (falta de) liderança da Sra. Ângela Merkel.
http://www.nytimes.com/reuters/2012/02/23/business/23reuters-eu-economy-forecasts.html?hp
A Alemanha, que cresceu perto de 3 % em 2011, deverá crescer somente 0,6 % neste ano. Aqueles na Alemanha que se recusaram a emprestar 30 bilhões de euros à Grécia em janeiro de 2010 provavelmente perderão muito mais neste ano em consequência da redução do ritmo econômico alemão.
Sofrimento absolutamente desnecessário.
Abs.
CARO JR
Concordo con voçe 100%.Angela Mrekel e un desastre absoluto pra Alemania e Europa.Nao e so que Alemania nao vai crescer no 2012, se nao que a precariedade economica cresce sen parar.Alemania ten xa 7 milhoes de traballadores que ganhan menos de 400 €/mes con os “minijobs”y os seus traballadores, contrariamnte ao que se pensa, perden competitividade, nao a melloran.
O tema dos prestamo Alemao a Grecia, que e o 23% da deuda total de Grecia, foi o problema que levou a UE a situaçao atual.Se a mulher esta nao ficase un ano dubitando, provocando tuda clase de enfrentamentos na UE hoxe a situaçao seria ben melhor.França ten que pagar 22 bilhoes de deuda griega, e España ten que pagar 15 bilhoes da deuda griega e nao fixeron tanto alrde de inoperancia e falñta de solidaridade.
Angela Merkel e a pior gobernante da historia da Alemania.
Javier,
E em janeiro de 2010, segundo os percentuais que você expõe, o que a Alemanha deveria desembolsar seria então 23 % de 30 bilhões, ou seja, em torno de 6 bilhões de Euros.
Ou seja, por causa de 6 bilhões de Euros, a Alemanha estará perdendo em 2012 a seguinte cifra:
PIB alemão atual = aproximadamente 3,2 trilhões de dólares.
Queda no crescimento do PIB de 2012 em relação a 2011: 3% – 0,6% = 2,4%
Então, o PIB alemão deixará de crescer em 2012: 3,2 trilhões x 2,4 % = 76,8 bilhões de dólares = 58 bilhões de Euros.
58 bilhões de Euros. Este será o prejuízo alemão aproximado somente em 2012. Corresponde a 10 vezes mais do que a Alemanha teria que emprestar à Grécia em 2010.
Isto tudo pra fazer os gregos sofrerem e dar a eles uma lição de moral: se vocês quiserem dinheiro nosso emprestado, tem que demitir gente, reduzir os seus salários, vender as suas belas ilhas se aposentar com a mesma idade com a qual nos aposentamos. Análise econômica perfeita !
Abs.
Complementando:
Isto tudo sem falar que hoje a Alemanha empresta perto de 30 bilhões de Euros à Grécia. Ou seja, o que eram 6 bilhões de Euros em janeiro de 2010 (que a Ângela Merkel se negou a emprestar), se transformaram em uma quantia quase 5 vezes maior no final de 2011. Ou seja, além do prejuízo resultante da redução do crescimento do PIB alemão, o empréstimo teve que ser feito de qualquer forma e custou aproximadamente 20 bilhões de Euros a mais do que seria necessário se a Sra. Merkel tivese respondido prontamente ao problema grego no início de 2010.
Teimosia e cabeça dura tem um preço. Muitas vezes altíssimo.
Li na Exame 2 artigos pertinentes, um sobre o mercado imobiliário brasileiro e a perda de valor das construtoras de capital aberto que chegaram à 68% de endividamento e entregas atrasadas. A situação não é pior porque o credito imobiliário no Brasil ainda representa 5% do PIB. Destaque para aquelas que foram para o mercado de baixa renda sem grandes resultados.
O outro artigo era sobre a Grécia e seus empréstimos em euros para realizar a Olimpíada, além de cada 4, 1 trabalha direta ou indiretamente para o governo, sonegação enorme e evasão de divisas. Pelo que li são famosos pelos seus calotes também. Não seria a primeira vez.
JR
O que eu tenho dito e afirmado é que não adianta cobrar da Merkel algo que ela não tem condições de entregar. Afinal estamos tratando de coisas reais. Se ela agir diferentemente do que faz, perderá o cargo, pois seus atos são a expressão da vontade do povo alemão (que ela representa). Quem a suceder faria exatamente igual ao que a Merkel hoje faz. O resto são exercícios de imaginação, na procura de uma realidade paralela, onde os alemães não sejam alemães. É algo sem nenhum valor prático para o problema em questão. Quanto a achar que tudo seria resolvido com trinta dinheiros em 2010, acho que também é um pensamento fora da realidade. Acho que estaríamos no mesmo ponto que hoje estamos, pois os gregos aceitariam o dinheiro sem condicionalidades, torrariam tudo na festa , e hoje estariam com o chapéu na mão pedindo mais.
Também acho muito interessante e divertida a ideia de que a futura queda prevista (vai acontecer?) será 100 por cento devida a recusa de emprestar os 30 dinheiros em 2010. Este mundo paralelo é realmente muito mais simples que o nosso. Mas afinal se acharem produtivo continuar demonizando a Merkel, por mim tudo bem. u só acho que não leva para lugar nenhum.
http://arquivoetc.blogspot.com/2012/02/nao-culpa-nao-e-do-mercado-carlos.html
Abraços
JR
Sabe aquele partido de direita, cujos integrantes montaram toda aquela tratantada na Grécia? Está sendo cotado como vencedor nas próximas eleições. Penso que os alemães devem achar tudo muito divertido.
Abaixo mais um link interessante.
http://arquivoetc.blogspot.com/2012/02/pacote-grego-nao-convence-alberto-tamer.html
Abraços
Ronaldo,
Se o partido de direita corrupto que levou a Grécia à situação atual ganhar de novo, isso acontecerá novamente graças à Sra. Ângela Merkel, que inviabilizou a gestão do primeiro ministro Papandreou ao bloquear o resgate das finanças gregas logo no início de 2010. Papandreou estava propondo sanear financeiramente o país devastado pela corrupção e falsificação promovida por esse partido de direita que você informou. Encontrou um rombo enorme, foi honesto e transparente, denunciou as fraudes e pediu ajudar a seus sócios europeus para por a casa em ordem. Apesar de ter contado com a boa vontade de vários países-membros do Euro, não foi bem recebido pelo governo da Sra. Merkel, cuja procrastinação e inação, combinadas com a especulação promovida pelo mercado, inflaram a dívida grega dos 30 bilhões de “dinheiros” daquela época para mais de 200 bilhões de “dinheiros”.
Para pagar os 30 bilhões de dinheiros, Papandreou iria exigir dos gregos que vendessem os chapéus. Como os 30 bilhões de transforamram em 200, Papandreou teve então que pedir aos gregos que vendessem não somente os chapéus, mas também os casacos, as camisas, as calças, as meias, os sapatos e as cuecas. O resultado disso é que o partido de Papandreou se tornou extremamente impopular, pois, ao querer fazer a coisa certa na hora certa, teve a sua ação bloqueada pelo principal sócio da zona do Euro. Como o povo tende a votar em protesto contra o arrocho (o mesmo princípio que serviu para eleger o Lula em 2002), é bem possível sim que os desonestos retornem ao poder.
Na verdade, a dívida grega é impagável e a Grécia vai ter que sair da zona do Euro mais cedo ou mais tarde. É só uma questão de tempo. A situação chegou a um ponto tal que a agonia está sendo apenas prolongada.
Ronaldo,
Eu não sei como os alemães possam achar divertido o partido de direita corrupto voltar ao poder na Grécia se os próprios alemães estão sofrendo na carne os efeitos da falta de habilidade da sua chanceler. Se você conferir os meus cálculos acima, a Alemanha está perdendo quase 60 bilhões de Euros por causa da desaceleração econômica (só este ano) – fato que não precisava ter acontecido.
Ronaldo,
Ainda sobre a Sra. Merkel: desde que o episódio da Grécia pipocou no início de 2010, ela já perdeu as eleições regionais nos importantes estados de Baden-Würtemberg e Nord Rhein Westphalia, além de perder também na sua terra, a Mecklenburg-Vorpommern. Isso tudo independentemente da questão grega.
A coalizão de Ângela Merkel perdeu os governos regionais para a coalizão SPD/Partido Verde na Nord Rhein Westphalia, para o SPD na Mecklenburg-Vorpommern e para os verdes em Baden Wurtemberg.
O líder do principal partido de oposição (o SPD), Frank-Walter Stenmeier, tem sido um crítico incisivo da postura da Sra. Merkel, chamando-a de lenta e vacilante. Os líderes do partido verde, a exemplo de Cem Özdemir, também tem criticado a postura dela.
Não é seguro querer vincular os resultados eleitorais alemães à atitude do governo federal em relação à questão grega. Embora a Sra. Ângela Merkel faça esse cálculo político, a realidade tem demonstrado ao contrário. Os principais partidos de oposição que são a favor da ajuda à Grécia (SPD e Verdes) tem tido resultados melhores que o da Sra. Ângela Merkel nas eleições regionais.
Então, a sua conclusão de que outro primeiro-ministro que a substituísse faria a mesma coisa não é tão correta. Pois mesmo o mentor da Sra. Merkel, Helmut Kohl, também do mesmo partido que ela, tem criticado muito a postura dela no episódio da Grécia.
* O Carnaval no Rio é o que há de melhor nesse mundo *
Sobre o post,
O Renato disse tudo lá em cima, curso de formação de pais.
Esse curso, penso que esteja ocorrendo no nosso país, conforme essa desigualdade e alto índice de miséria se amenizam.
Precisamos fazer o cidadão acreditar que pode ser produtivo e gerarmos demanda por empregos melhores, e não apenas acreditarmos que ele será produtivo com educação.
Melhorar salários dos professores, essa fórmula funciona para países como o nosso, onde o salário do professor ainda ronda a subexistência mas apenas porque a nossa base educacional pública (com exceções) ainda é muito ruim.
Para os desenvolvidos ou emergentes que têm índices bem melhores que o nosso, , penso que a diferença que há nos gastos entre eles está mais relacionada a como seus cidadãos (ou pais) encaram o ensino fundamental ou seja a diferença está na questão cultural. Para estes a melhor remuneração do professor terá pouco efeito.
Sílvio,
O Carnaval do Rio e de outros lugares no Brasil é ótimo. O ruim é o uso que os senhores do Brasil fazem dele.
Abs.
Jr.
O carnaval do RJ é o melhor espetáculo, mas os de Pernambuco, Bahia e Minas gerais sao os melhores para “pular”.
Abrç.
Por mim acabava com esse carnaval. Vamos ser honestos, os gringos vem aqui atras do easy sex, pago ou gratuito. Ponto. Bebida, droga e mulher, isso eh o que se procura por aqui. Carnaval eh apenas o pano de fundo.
Se querem movimentar recursos de turistas, que abram cassinos e os encham com prostitutas de luxo semi nuas, mao de obra nao falta. Ao menos assim a esbornia fica entre quatro paredes.
Lembrando – o prefeito Kassab destinou 700 mil reais a cada escola do grupo especial de SP. Vamos ver quanto foi destinado a escolas e educacao infantil (tema desse post a proposito).
No momento, parece, ainda a Educação no Brasil está cuidando de remendar o que foi feito na última gestão. Isso considerando a fala do novo ministro, que propõe conceder bônus para as escolas que alfabetizarem as crianças no tempo correto. Ou seja, as crianças estariam saindo do ensino fundamental sem estarem alfabetizadas? Ou “inadequadamente” alfabetizadas?
Por estes dias circulou um edital de concursos, supostamente, de um concurso público de um Estado da Região CO do Brasil. Lá constavam salários para professores, menores do que os que seriam pagos para trabalhadores com ensino fundamental completo.
Não colocado os dados pelo fato de não ter sido possível verificar a autenticidade do edital.
Porém, é um aspecto que pode realmente vir a ocorrer. Infelizmente.
Jr,
Que burrada eh esta porque que a Alemanha tem que pagar a conta dos outros incompetentes?
burraldice extrema
Porque foi ela que criou o probrema, seu Riccardo, ela se sente na obrigração de resorvê o pobrema.
Mas não, não é ela que paga, nem seu povo, são os otários que armazenam euros e dólar, como a Russia, por exemplo, que vende gás pros alemão e francês a preço nde banana, e tão com euro até as tampa, amigão.
O resto do mundo também, veja nosso caso aqui quanto dolar esses merda armazenaram que no fim não valem bosta nenhuma.
Riccardo,
E quem disse que é a Alemanha que paga ? Veja o comentário do Javier acima. A Alemanha paga somente uma parte (em torno de 20 %). Os 80 % restantes são pagos pelos outros países da zona do Euro, incluindo Espanha e França, cujos valores foram informados pelo Javier.
Agora, o único que faz alarde é o governo da Sra. Merkel. Queria ver se ela faria alarde é se fosse primeira-ministra no pós-guerra. Queria ver se ela iria recusar a ajuda que vocês americanos deram para a Europa através do Plano Marshall. Inclusive para a Alemanha, que foi a adversária na guerra.
O Plano Marshall não foi somente um exemplo de solidariedade, mas foi um retumbante sucesso econômico que resgatou todo um continente dos escombros, reconstruiu-o e ajudou a vida de milhões de pessoas. Inclusive nos Estados Unidos, que tiveram a oportunidade de exportar bastante. O dinheiro do contribuinte americano, usado no Plano Marshall, ofereceu um grande retorno para os EUA.
Essa é uma das coisas que eu admiro no seu país, Riccardo.
Agora, se fosse a Sra. Merkel no lugar do Harry Truman, a Europa até hoje seria uma pilha de escombros.
Abs.
Uns cinco anos atras, apos visitar Praga e verificar o contraste com a Alemanha, vizinha proxima, perguntei a um empresario alemao o sentido de mandar milhoes e milhoes de euros para grotoes (ex. Grecia, Portugal, Romenia, etc). Arrogantemente ele dizia que a Alemanha tomaria tudo isso com juros e correcao monetaria alguns anos apos. Pelo visto, o tiro saiu pela culatra.
http://www.youtube.com/watch?v=vSE87_PadA8&feature=related
culpados são eles…tá bom que euro e dólar não valem nada.
16 pessoas….onde vou arrumar tantos amigos?
Alexandre,
Emitindo dolares e euros, o valor se disolve.
Abrç.
Risos…..o raciocínio é este mesmo…como é que chegaram no ponto que a casa da moeda trabalha mais que a fábrica de automóveis? Multiplicação de dinheiro, alavancagem….aaaaahhh no futuro a empresa vai dar lucro, mas embolsa os ganhos futuros já!
E querem empurrar a mesma coisa para cá….tou com dó do caipira que tinha um fogão à lenha. Coitado do Clever…
Alexandre
Você andou fazendo algumas perguntas sobre o lance dos aeroportos que eu não tinha informações para te responder. Achei este artigo do Serra que me pareceu bastante completo, e sem as omissões dos comunicados oficiais. Naturalmente tem uma estocada, aqui e ali, contra o governo. Mas você tem bom senso suficiente para julgas por si mesmo.
http://arquivoetc.blogspot.com/2012/02/mitos-e-equivocos-jose-serra.html
Abraços
Ronaldo, o Serra confirma aquilo que suspeitávamos, o valor pago foi muito alto pelo faturamento, a manutenção da Infraero é o suporte financeiro necessário para a ´´viabilidade´´ do ´´negócio´´.
O faturamento de um aeroporto, exclusivo, não dobra do dia para a noite, mesmo aumentando em tamanho, melhora os serviços não o faturamento, exceto talvez o pico curtíssimo da copa e da olimpíada.
Inviável também o número de ´´sócios´´ envolvidos.
No geral o Serra tem razão, mas a privatizações feitas pelo seu partido nas estradas, considerando os valores dos pedágios e a qtde deles, prejudicando moradores de cidades e suburbios, deixa a desejar, foram mal negociadas, deveriam ter incluído a manutençao das vicinais também.
Telefonia e Vale, são indiscutivelmente um sucesso.
Cutucada dada no Eike hein?
O trem bala é uma piada! Teóricamente vão melhorar os aeroportos, a ponte aérea vai ser mais rápida e o cara vai de trem bala?
São aqueles megaprojetos, como do São Francisco, que quebram nossas pernas…Ufff, lembra da transamazonica, usina nuclear e etc?
Estamos voltando à estaca zero!
Não entendi também da obrigatoriedade de haver uma administradora estrangeira no negócio, sendo assim, deveriam então ter privatizado a Infraero, digo isto sem conhecer o passivo desta estatal.
Como a maioria das coisas estatais aqui, são enroladas demais, dão um nó no bom senso.
Num outro artigo que li, falava da Sudene, reaberta pelo Lula, 150 funcionários que consomem 80% do orçamento do orgão…