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José Paulo Kupfer
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José Paulo Kupfer

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Inadimplência no teto?

26 de maio de 2012 | 12h42

José Paulo Kupfer

A inadimplência nos financiamentos para a compra de veículos sobe em abril e bate recorde. A informação, divulgada na sexta-feira pelo Banco Central, pode dar a entender que o problema da inadimplência, no Brasil, se agrava.

Pode dar também a entender que, nesse ambiente, estimular mais a tomada de financiamentos para a compra de veículos, como quer o governo, além de não conseguir estimular muito coisa alguma, poderá levar a mais inadimplência. Trata-se, portanto, de uma estratégia errada e, pior, de potenciais consequências negativas para as famílias e a economia do País.

Os atrasos acima de 90 dias no pagamento das prestações têm, de fato, aumentado desde 2010. Mas – e aqui começa uma série de “mas” … – ainda é relativamente baixo. Um índice de 6% de atrasos no total dos contratos de financiamento, em condições normais de pressão e temperatura, não pode ser considerado perigoso.

Além disso, tanto quanto os atrasos acima de 90 dias apresentaram ligeiro aumento de março para abril, os atrasos entre 15 e 90 dias, que normalmente indicam a tendência futura da curva de inadimplência, observaram ligeiro recuo no mesmo período. No fim das contas, acertará mais quem entender que os índices de inadimplência podem ter entrado numa etapa de redução de ritmo e, relativamente, já apontariam para uma estabilidade.

O que há de perigoso nesse campo não é o nível da inadimplência e sim o ritmo de alta. Em 16 meses, o índice mais de que dobrou, saindo de um patamar baixíssimo, de 2,5%, em dezembro de 2010. De todo modo, a aceleração fica clara quando se verifica que, apenas nos primeiros quatro meses de 2012, a inadimplência nos financiamentos de veículos subiu quase um ponto. A ver, portanto, nos próximos meses, se a tendência de acalmar se confirma ou se ocorrerá uma nova aceleração.

Foi nesse ambiente mais tenso dos primeiros meses do ano que os bancos puxaram o freio nos empréstimos, a indústria e o varejo do setor acumularam estoques e o governo decidiu repetir a fórmula de cortar tributos e forçar os bancos a emprestar, valendo-se da força competitiva das instituições financeiras públicas.

Existem, no entanto, elementos novos nessa história. Um dos mais importantes é a trajetória de redução das taxas de juros. Elas vêm caindo, ainda que não na velocidade desejável, já há um nítido recuo nos juros. No mesmo relatório em que aponta o aumento da inadimplência acima de 90 dias, o BC registra que a taxa média nos empréstimos com crédito livre recuou de 37,3% ao ano em março para 35,3% ao ano em abril. A taxa é a menor desde dezembro de 2010, quando chegou a 35%.

Pode-se imaginar que taxas de juros mais baixas estimulam os consumidores a tomarem crédito, ampliando o potencial de aumento dos índices de inadimplência. Se algo assim pode acontecer, o mais provável é que, com juros menores, não só os novos empréstimos sejam de mais fácil pagamento, como ocorra um estímulo para a troca de financiamento velho – e mais caro – por novos – e mais baratos.

Antes de todas as considerações sobre as tendências futuras da inadimplência, é interessante observar que não há qualquer sinal de descontrole nesses índices. O endividamento do consumidor brasileiro tem crescido, mas ainda não passa de 20% do PIB – a relação só se torna aguda, segundo padrões internacionais, quando alcança 85% do PIB.

Além disso, o comprometimento da renda do brasileiro com dívidas estacionou há anos no intervalo entre 20% e 22%. A experiência de contratar financiamentos cuja prestação caiba no orçamento doméstico explica o fato. Como parte desse porcentual se deve aos juros altos, com as taxas em queda, esse comprometimento também pode vir a cair.

Com as informações de abril, não é possível apostar todas as fichas em que a inadimplência bateu no teto e agora tende a desinchar. Mas há bons indícios apontando nessa direção.

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107 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Pillon

    Nem uma coisa nem outra.
    O problema reside na renda do cidadão.
    Quando a renda supre as necessidades básicas, sobra para a poupança. Quando a poupança aumenta, o Ming e todos os demais param de bater nessa tecla e fazder comparações com a China (que não tem cabimento, diga-se de passagem).
    Com poupança, o cidadão tem condições de negociar um financiamento ou mesmo comprar à vista.
    Quando isso acontecer, não só no Brasil mas nos EUA e mesmo aqui na Alemanha (que anda perdendo feio em termos de poupança interna), podem riscar essa palavra do dicionário, inadimplência.
    Ah, os juros podem cair naturalmente sem bravejamento e politicagem.

    • Enviado por: Nick

      Concordo plenamente. E no artigo acima, o JPK citou mais um exemplo de influência governamental no mercado, ao mencionar que “[...] o governo decidiu repetir a fórmula de cortar tributos e forçar os bancos a emprestar [...]” — forçar bancos a emprestar…. pra que isso? Desde quando é essa a função de governos? Governos que fazem sua população dependente de suas ações e decisões, são os piores que existem. Não é função de governo a manipulação de mercados.

    • Enviado por: Pillon

      Touché!
      Se a economia é de mercado…
      Se não, do que se trata então?

  2. Enviado por: alexandre toledo

    Inadimplência no Brasil é ocasionada pelo spread altissimo e pela falta de interesse de renegociação de divídas por parte dos Bancos. Soluções: Continuar diminuindo a Selic, continuar diminuindo o spread dos Bancos públicos, facilitar portabilidade de empréstimos em geral.
    E quanto a Inflação? Se ela vier a subir, aumentar IOF para empréstimos consumo e restringir prazos para venda de produtos domésticos.

    • Enviado por: Pillon

      Esse ponto que você destaca precisa melhorar mesmo, o spread altíssimo.
      Você deve ter lido o que o Abel escreveu logo abaixo.
      O que acha?
      Se a inflação come uma perna do cidadão, custos adicionais, etc, como pode ele honrar seus compromissos?
      Se a economia é de mercado, reposição salarial acima dos índices de inflação. Senão, que haja serviços públicos razoáveis que lhe dê uma opção decente de se manter.
      Podemos até discutir um sistema hibrido, o que parecia ter começado no Brasil nos anos 70.
      Mas aí veio a tal globalização e privatização dos anos 90…

  3. Enviado por: Abel

    JPK eu acho que voce esta olhando a coisa pelo lado do economista e nao pelo lado da pessoa que esta comprando o carro.

    O fato de nao ter aumentando tanto e porque isso vai por etapas.O custo de vida e salarios no Brasil nao permite que as pessoas tenham carros da maneira tao aberta como e hoje em dia.Entrar e facil, manter e pagar a divida e que e dificil.

    Vamos por partes.

    Primeiro porque as pessoas facilitam a compra do carro o trabalhador que esta cansado de pegar onibus e metro cheio cai nessa.Bom agora ele tem ja divida.

    Depois disso ai vem o quanto custa para manter o carro.Ja na da mais para voltar no tempo porque ja assinou o contrato da divida.

    Gasolina,pedagio,reparo,revisao,IPVA seguro do carro.O marinheiro de primeiro viagem quando compra o carro nao nota que tera essa divida extra todo mes.

    Bom ,ai ele comeca acordar para a realidade.O precos das coisas subindo, ele gostou de usar o carro e agora esta comecando a apertar no contas a pagar da familia.

    A inflacao ta comendo o salario dele, sua categoria nao tem aumento, seu salario vale menos.Reajuste de tarifas e outro ano para renovar o ipva do carro.

    Agora ele ja esta afogando em contas a pagar e como nao quer largar mao do carro( pega um trem do suburbio as 6 da manha em francisco morato)comeca a atrasar nas contas.Passa um mes, dois meses tres meses.

    Finalmente o seu calote comeca a aparece nas estatisticas.

    Com gasolina a quase 8 dolares o galao,IPVA de um gol o mesmo preco de um mercedes nos eua e pedagios a todo lado manter um carro no Brasil nao e para qualquer um.

    E so questao de tempo ate que esses numeros aumentem.Fora e claro o malabarismo de tirar de pedro para pagar paulo.

    • Enviado por: Pillon

      Abel, acho que ninguém poderia ter sido mais abrangente que você. No que diz respeito ao automóvel, verdade verdadeira.
      Ainda bem que refrigerador, máquina de lavar, fogão, secadora, TV, não pagam um “IPVA”.
      Mas apesar de haver menos impostos desse tipo por aqui, TV e computador tem que pagar pelo número que há na casa (trimestral).
      Aquecimento central(aqui a água também aquece o piso e a máquina de lavar), anualmente temos que fazer uma checagem e regulagem (paga e cara) das emissões de CO2 pela queima de gás. O inverno no sul da Alemanha dura quase 6 meses.
      Chaminé tem que ser obrigatoriamente limpa por um “profissional” especializado, uma vez por ano.
      O automóvel precisa ser inspecionado a cada dois anos.
      E assim vai.
      Mas não temos pedágio e IPVA anual.
      Abs.

      • Enviado por: Abel

        Pilon no Brasil o kwatt hora eh 100% mais caro que no EUA .Pelo menos na Alemanha voce parece ter dinheiro para pagar o aquecedor.Eu presumo nao fazer crediario para ter aquecimentos… risos..

        Agora aqui no Brasil….
        Um calor que so rico e o JKF(risos) para ter ar condicionado ligado nos dias de calor.

        Como voce disse, ai(Alemanha) voce come dois frangos e aqui pagamos para o Estado comer 3.

    • Enviado por: Pillon

      Falando em custo de energia, estou com a conta aqui da minha casa, chegou esta semana. Para você ter uma ideia, a cidade (Stadtwerke Konstanz) cobra por estimativa mensalmente e uma vez por ano fazem a medição e manda um acerto de contas.
      Convertem o gás em kWh que custa 0,0556 centavos mais uma “assinatura” anual de 139,00 por ano mais imposto de 19%.
      A eletricidade já é mais complicada. Basicamente custa 0,20052 euros por kWh mais imposto de 0,0205/kWh mais uma sobretaxa de 0,00151/kWh. Há uma “assinatura” anual de 39 euros. Mais IVA de 19%.
      A água custa 1,80 euro/m3 mais 7% de imposto.
      Esgoto custa 2,47 euro/m3 e é isento de imposto (também cobrar imposto até nas que fazemos seria muito!)
      Abs.

      • Enviado por: Abel

        Voce esqueceu de dizer quanto voce usa,paga e quanto isso representa do seu salario mensal.

        Isso faz um grande diferenca na hora de pagar ass contas.Voce pelo que parece tem dinheiro para pagar aquecedor que presumo fica ligado o dia inteiro em epoca de frio, enquanto que nos aqui pobre mortais no Brasil nem sonhamos em ligar o ar condicionado.Se fizermos isso vai metade do salario so para pagar a conta da luz.Voce gasta metade do seu salario para pagar a conta de luz e gas na Alemanha?

  4. Enviado por: Luiz Coelho

    JPK, vc é um eterno otimista. O problema é muito sério. Já faz alguns anos que a economia do país cresce a base de artifícios (“hipertrofia financeira com anabolizanrtes”). Assim que cair a venda de veículos e a construção civil desacelerar as coisas mudarão (o desemprego vai crescer e a inadimplência crescerá mais). Se a China reduzir sua importação de minérios (alimentos não creio), nossa balança de pagamentos vai piorar além dos 3% do PIB. A infraestrutura do país continua a mesma de 2003, ou estou errado? O PISA (exame de educação) indica que ao redor de 44% dos estudantes de 1o. grau deveriam ter feito algo diferente de estudar, pois para estes, o ensino é apenas uma “merenda” e um bedel que os olha(o professor). Nós teríamos que estar desenvolvendo coisas mais sofisticadas, paramos na indústria do século XX. O século XXI é outro, são outros paradigmas. Vc sabe que nossa janela de oportunidade é nos próximos 10 anos. E sinceramente não será com estímulo de crédito que entraremos no século XXI.

    • Enviado por: jose carlos prado

      Tudo bem. Mas quantos no Brasil possuem ou possuiram um carro sem que tivesse recorrido a financiamento? Precisa colocar ele no museu!!! Admiro o positivismo do JPK apesar de ser cético. Crescimento “apenas” à base de demanda não acho uma boa idéia! Uma hora esse edifício balança!! Se pelo menos os investimentos prometidos ocorresem em ritmo “normal”…No fim , pelo jeito ficaremos com lindos estádios rodeados por congestionamentos!!!

    • Enviado por: Hugo siqueira

      Luis coelho,
      Gostei mensalmente. Mas deixa eu por + lenha na fogueira:
      KEYNESIANOS
      Os carros continuam abarrotando os patios das montadoras e não aparece comprador. Queda de 10% em abril e continua em maio: vão ter de fazer liquidações como as da caixa: promoções de inverno.
      Os deputados quizeram roubar a cena da presidente com a maquiagem do texto aprovado por consenso no Senado. Aliás, um bom texto do comunista Aldo Rebelo que surprendeu agradando a gregos e baianos.
      Agora que a presidente está empenhada na baixa dos juros da Selic; tentando desmontar a bomba relógio da previdência, cabe a ela representar a ópera bufa da Rio+20 (que nome ridículo!!!) onde vão se apresentar as figuras pitorescas desta nova seita.
      Se já não bastassem as ameaças apocalípticas da eternidade das seitas religiosas às quais ninguem mais dá crédito, vamo ter de aturar as profecias dos gurus do meio ambiente, estas sim, muito mais ameaçadoras da vida concreta e que, até hoje, felizmente não se cumpriram (Malthus, Clube de Roma e tantas outras bobagens).
      Por aqui – vale a pena ver de novo – a reedição da velha cena desbotada que não cola.
      Com o afrouxamento do compulsório vão acabar revertendo a tendência de queda na Selic – anunciado como algo em torno de ½ por cento – dado o aumento da inadimplência e ameaça de greves e + inflação.
      O quê se poderia esperar desta unanimidade de sindicalistas, ruralistas e evangélicos. Eles que têm prática que se entendam: vão ter de tomar conta do galinheiro.

  5. Enviado por: Nick

    A não ser que seja um veículo comercial que trabalhe para se pagar, financiamento de automóvel é a maior besteira que existe. Não se adquire dívida em cima bem de consumo. Por que pagar juros em cima de algo que perde valor diariamente? É burrice. Pelo menos eu, quando não tenho dinheiro para comprar um bem de consumo a vista, não compro.

    • Enviado por: Pillon

      Mais uma grande verdade!
      Complementando, nos USA veículo já verde 20% do valor assim que sai da concessionária.
      No leasing americano ainda há a possibilidade de ir pagando o IVA sobre cada parcela. Mas num financiamento normal, lá o imposto é todinho cobrado “in advance”.

    • Enviado por: Pillon

      “perde 20%”

  6. Enviado por: Adalto

    O Brasil não está melhor do que nossos vizinhos, uma vez que, a taxa de impostos no Brasil é enorme.Além de ser aplicado com desprezo, parte do imposto vai para as contas da corrupção.Assim, se os demais paises da América do sul tivessem a mesma porcentagem de arrecadação de imposto que tem o Brasil, nós estariamos entre as piores economia da América do sul.Também temos a crise externa que deixa a impressão de estarmos crescendo, quando na verdade, são os paises ricos que estão movimentando a gangorra do nosso lado para cima.
    O governo consegue rolar sua divida e mostrar um resultado econômico mediocre graças a ração mensal miserável paga ao povo assalariado.Portanto, nem o governo Lula e, menos ainda o de Fernando Henrique, tem mérito algum.

  7. Enviado por: Pillon

    Alexandre, bom retorno do exílio!
    Para seu deleite e de quem gostaria de conhecer a Alemanha

    http://www.dw.de/popups/popup_single_mediaplayer/0,,15978511_type_video_struct_0_contentId_15970248,00.html

    Abs

    • Enviado por: Alexandre

      Tenha dó Pillon! Estou aqui me segurando em consideração ao JPK……

    • Enviado por: Pillon

      Que bobagem Alexandre!
      Se você se refere à polêmica do seu comentário sobre a comissão da verdade, bobagem!
      Há um filósofo paulistano muito culto, “antenado”, inteligente, muito observador e muitas coisas meritórias, professor da USP, etc. Pois então, quando aquela criança foi arrastada até a morte, presa no cinto de segurança do carro, por aqueles marginais, o Janine Ribeiro se envolveu na questão e expôs seu ponto de vista e eu dei razão à ele, como daria a qualquer um outro, independente de quem seja.
      Mas aí pensamos se isso não resultado da sociedade que vivemos, que eles no fundo, no fundo não têm culpa do que fizeram por não terem noção da atrocidade que cometeram.
      Então me lembro daquele austríaco que encarcerou sua filha durante anos e anos e cometeu aquelas barbaridades. Dá nojo só de lembrar.
      É melhor parar por aqui, não quero iniciar um off topic nem me estender muito, preciso cumprir com algumas etapas do “anger management” que iniciei.
      Abs.
      PS Procurei na net e achei isto:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Renato_Janine_Ribeiro#Pol.C3.AAmica

      • Enviado por: Alexandre

        Pillon, grato colega, o artigo é mais ou menos da maneira que penso uma vez que não temos mais desculpas pelo período que já temos de democracia cujo ensino básico foi abandonado por dirigentes formados e cultos. Não é possível construir um país visando apenas o famoso tripé economico e expandindo gastos que não sejam na educação e segurança, já que antiga cpmf era para a saúde, substituída pelo IOF maior.

        Digo isto porque a situação da segurança, minha média de assaltos à mão armada em 20 anos esta em 1,5/ano no meu comércio/regiao(não é mais porque pagamos segurança privada), sendo que todos no meu ramo ainda estamos contratando e aqueles que aparecem eu tenho que ensinar a escrever, literalmente, estando eles cursando ou formados no colegial no estado mais rico do país, é dramático e tragicomico.

        Estou dentro daquelas estatisticas que 70% das contratações formais do primeiro trimestre foram pelas micro e pequenas empresas.

        Mas, a consideração pelo blog do JPK vai além disto. Uma vez que ele já deixou claro que este não é um espaço para politização de debates e, concordando com ele, podemos começar a alimentar certos extremismos. Discordo apenas que quem insiste em levantar esta bola é o próprio governo ào invés de olhar para a frente.

  8. Enviado por: jose carlos prado

    Folha/UOL: Tem uma crítica hoje no mercado que é o seguinte: o Ministério da Fazenda está procurando levantar o crédito, só que hoje em dia você tem alto endividamento das famílias, a inadimplência é maior… Esse modelo de crescimento forte do país baseado no aumento do consumo não está esgotado?

    Guido Mantega: Olha, eu acho isso quase uma piada, dizer que o nosso modelo está esgotado. Em primeiro lugar, o endividamento das famílias brasileiras é dos menores do mundo. Sabe qual é o comprometimento de orçamento familiar das famílias brasileiras? Em torno de 20% a 22%. Sabe quanto é nos Estados Unidos? Na maioria dos países é acima de 80%. Portanto nós somos o lanterninha em termos de endividamento. Em segundo lugar, a economia brasileira continua gerando empregos. Vocês viram hoje o desemprego mais uma vez caindo. Portanto, uma das poucas economias do mundo que gera emprego. Massa salarial, isso é consumo, capacidade de consumo. A pesquisa de comércio varejista, a PMC, nos diz que o comércio varejista está crescendo 7% em 12 meses, portanto o mercado brasileiro está crescendo. O endividamento da população brasileira do ponto de vista relativo é baixo. Não sei com quem você vai comparar, mas se comparar, eu tenho aqui uma lista, depois te mostro a lista, todos os países tem um endividamento maior que o nosso.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/1096026-leia-a-integra-da-entrevista-de-guido-mantega-a-folha-e-ao-uol.shtml

    • Enviado por: Pillon

      O Abel responde, Prado, logo acima.
      São os custos adicionais.
      Nem vamos considerar a estatística de endividamento, até meio fajutada.
      Eu como dois frangos e você nenhum.
      Mas para o Mantega você comeu um!

  9. Enviado por: Pillon

    Olá Fazendeiro, boa noite (daqui)
    Porque o Reino Unido não acolheu o euro?
    Simples, eles investem pesadamente e primordialmente nos EUA!!! Numero um em IED americano!!!
    Qual a moeda que querem que prevaleça?
    Abs.

    • Enviado por: Pillon

      E vamos por um ponto final nessa discussão de que a Alemanha se beneficiou do 1023,1uro.
      Tradicionalmente eles importam e distribuem produtos pela Europa continental. O marco já foi moeda forte, nem por isso dificultou as suas exportações.
      Se fosse o caso de voltar ao marco, cito a recente experiência da Suíça que fixou o franco ao mínimo de 1,20 por EURO (e não ao dólar!). O franco, como moeda conversível, o negociam diariamente no mercado, tanto local como fora. Isso torna o controle do preço da moeda mais difícil pois a negociam em todas as partes do planeta. No entanto, desde que o BC suíço decidiu pela parida fixa, tem sido a mesma desde então.
      Quero enfatizar que basta bum BC competente para manter na moeda onde quer.
      Se o caso de voltar ao marco a Alemanha não vai ter dificuldades de manter seu comércio ativo só porque o câmbio lhe impõe um empecilho.
      Conversa fiada.

    • Enviado por: Pillon

      “se beneficiou do euro”
      “se decidiu pela paridade fixa”
      “basta um bom BC”

    • Enviado por: Jr.

      Amigo Pillon,
      Espero que esteja tudo bem aí em Konstanz nesse em finzinho de primavera.
      Em relação ao tema que você abordou sobre a competividade do marco/euro, respeitosamente eu queria dizer que tenho uma opinião diferente.
      Dê uma olhada nesse artigo do Sílvio Crespo que enfoca este problema.
      Um abraço.

    • Enviado por: Pillon

      Bom dia Jr
      Eu já discordo da abordagem do Crespo. Ingênua.
      Todos os países que entraram no Mercado Comum Europeu se beneficiaram dele, assinaram o tratado, converteram a moeda ao euro, entraram na UE e só a Alemanha sabia disso, que era dela um golpe para se beneficiar? E tem mais países pleiteando para entrar? Que loucura!
      Quê isso gente, ninguém desconfiava de nada?
      Só a Alemanha fez tudo sozinha? A França, a Itália, a Áustria e a Espanha não podiam prever isso mesmo sabendo que o MCE, há muito tempo, já previa a unificação monetária? Não era nada que não fosse conhecido e bem explicado.
      Mesmo naquela época, com o marco, a Alemanha tinha a atual zona do euro como sua maior freguesa.
      Se lermos as estatísticas da Holanda, já concluímos que ela é a maior importadora da Europa? Não é! Sabe por onde a Alemanha importa? Por Rotterdam que oferece um dos mais baratos custos de logística da Europa continental! Porque não só por Le Havre, ou só Bremen ou só Hamburg?
      Desconfio dos ingleses, que na minha opinião querem o fim do euro e fomentam essa discussão.

      • Enviado por: Javier Vidal

        Prezado Pillon
        !Como gosta de “encher o saco”, si me permite a expresao, con a bagunza da Espanha.¿Que quere que lhe diga?.Asim e como fican as coisas.Tamen aqui se fala con inquietude da situaçao, como comprenderá, e tamen se fala da oscura perespectiva economica da Alemania nos prosimos dois anos,ela tamen vai diminuir o seu crecemento ata chegar, si a coisa segue asim, a ficr deprimida, como tuda europa.Voçe fala do mal que fica Espanha, o que e correto, pero nao entende que os tres maiores socios comerciais da Alemania sao Francia, Italia e Espanha.¿A quen lhe vai vender Alemania na UE se os 170 milhoes de Italianos, franceses e espanhois acaban encalacrados?.Di que se Alemania volve a o marco nao pasaria nada.¿Fica tan seguro?.Pode que fai 15 anos o marco fora competitivo, pero no seculo xxi nao.e ademais ¿que peso teria calquer pais da europa, incluida Alemania no panorama de gandes bloques coemerciais do seculo XXI, con chineses, norteamericanos ou Sudamericanos?.Ninguno.Os alemaes foron os primeiros interesados en ter o euro, nao so por motivos de ter unha moeda mais competitiva, e aforrar costes de alfandegas con tuda europa, se nao tamen por ter unha moeda de ambito global.Sim a crise nascida nos EEUU o euro nao ficaria con tantos problemas.Tamen haberia que ter en conta que o euro e un recen nascido, so ten 11 anos de vida e nao ficaba preparado pra algo asim.Hay que deixar tempo ao tempo.Voltar as moedas nacionais, como voçe fala, so beneficia a EEUU, en primeiro lugar,e a os chineses.O euro e unha cuestion de supervivencia da europa.Sin el, europa nao e nada.E os alemaes o saben melhor que ninguen.Isso sin contar as enormes necesidades da banca alemana pra recuperar os dinheiros que gastou comprndo deuda griega.¡como a cobrarian en dracmas?.
        En fin, e un assunto moi complicado, a verdade.
        Por certo, moi bonito Constanza, e abusando da sua paciencia, eu lhe mando un video do sito donde estou morando por unhos dias.Chamase Bilbao, ao norte da Espanha, e unha das cidades mais ricas e industralizadas da europa, por si nao sabia.No video se conta moi ven como ela supo adptarse a os tempos.Por si pensa que aqui e tudo ladrillo.Foi presentado na expo de Shanghai e foi un dos mais vistos na China.

        http://www.youtube.com/watch?v=cRYlt5uPIfI&feature=related
        Saudos e disculpe o discurso.

    • Enviado por: Pillon

      Viu como sou um teimoso cabeça-dura, Jr? :)

      O texto dele é impecável.

      Gostaria de encontrar um outro ângulo para rebate-lo mas nada me ocorre no momento. Bem, tem a competitividade e qualidade alemã mas nesse aspecto tem os asiáticos…

      Só acrescento que sobre os volumes exportados o governo alemão não recebeu um tostão de imposto (arrecadou sobre o que importou, certo). Cada governo do país importador levou vantagem porque arrecadou o IVA na venda interna, o qual poderíamos estimar aplicando as alíquotas de cada um sobre os saldos acumulados mencionados no artigo.

      Abs

    • Enviado por: Pillon

      Olá Javier
      I come in peace! :) :)
      Verdade, tô enchendo o saco mesmo! :D
      Não tenho contra a Espanha, nem com Grécia, nem com nenhum dos amigos da UE.
      Mas tenho um pequena antipatia pelos ingleses, não ao povo que é muito amável e simpático mas aos homens de negócio, governo e banqueiros (por estes últimos há uma grande antipatia generalizada).
      Você tem razão, não sei o que será da Alemanha se seus grandes parceiros comerciais da eurozona falirem.
      Não temo pelos bancos porque já receberam o seu mas temo pelas pessoas que possuem grandes somas poupadas, pode haver um pânico generalizado.
      Mas sou otimista vão encontrar uma saída e fazer o euro continuar.
      Acho que desvalorizando-o já começaria bem.
      Agora vou assistir o seu vídeo.
      Abs.

      • Enviado por: Javier Vidal

        Caro Pillon
        Concordo con voçe respeito a desvaloriçaçao ¿por que nao se planteia isso xa?.E tamen concordo con o seu optimismo, mais ben querer ver o copo meio cheio, nao meio vacio.Que conste que gosto das suas brincadeiras, nao me importan, nao fico revolto pra nada, ao contrario, voçe e moi experto en moitos puntos de vista.
        O que di das persoas, nao dos bancos, e verdade.Aqui, na Espanha xa pode imaginar.Meu pai ten 91 anos, viveu tudo, a guerra civil, a guerra mundial, a reconstruçao da europa, os dourados anos 60,as excesiva velocidade con que se fixo o euro, a excesiva velocidade con que se ampliou a UE nos ultimos dez anos, casi sin ter en conta a maturitade de certos paises…..ele sempre me di que nao lembra unha epoca tan asustadora….excetuando os anos trinta.Y en aquela epoca tudo desmoronouse en unhos meses.Como tamen desmoronouse a Union sovietica en semanas.Xa sei que nao e o mesmo, pero as coisas tardan moito en facerse (no caso de UE xa sesenta anos) e moi pouco en derrubarse.Eu nao lhe voto a culpa a Alemania de tudo isto.Tudos tiveron culpa, eso que di e certo.E Alemania a o fin so pide os axustes estructurais que ela mesmo tivo que facer fai 8 anos.Para mi o problema e a excesiva velocidade con a que quere obrigar a o axuste, e decir que tudos os paises deben ter un deficit publico do 3% en 2014.Isso e o problema, o tempo demasiado curto pra facelo.De ahi venhen tudos os problemas.
        Saudos.

    • Enviado por: Pillon

      Que beleza Javier, parabéns.
      Me comove ver tanto progresso, beleza arquitetônica e imponência de uma cidade como Bilbao, deve ser um orgulho para o povo basco.
      É um porto importante da Espanha (aliás um super-porto) pois quando importava vinhos e conhaque espanhóis embarcávamos por aí.
      Beleza, parabéns novamente!

      • Enviado por: Alexandre

        Por isto que falei para o Javier que não tem sentido criticar a política de ´´austeridade´´ dos alemães, que eles queiram derrubar o mercado destes países intencionalmente. Esta ´´austeridade´´, para mim austeridade de verdade é deixa quebrar, é consequencia da falta de consumo insolúvel no curto prazo. Na Europa o problema é mais grave pois não tem muito onde investir, a não ser que queiram reformar com novos prédios e fazer um túnel embaixo do lago lá em Konstanz.

        È mais ou menos como o Brasil, injeta crédito para consumo e a balança vai para o espaço, só que aqui tem muito investimento para ser feito, então ficamos no positivismo.

        • Enviado por: Javier Vidal

          Caro Alexandre
          Xa lhe dixen varias veces que a mi a austeridade gostame moito, nao so nada consumista, gracias a Deus,nin nada codicioso.Pero o que quere imponer Merkel e unha austeridade extrema y en moi pocos anos (apenas dois), moi abrupta e rapida, que esta a provocar mais paro, mais pobreza e menos crecemento.En europa, tamto socialdemocratas como conservadores estan a favor de certos axustes,como xa lhe dixen moitas veces,aeroportos, portos, exceso de infraestructuras, exceso de obras absurdas,privatizaçao de certos organismos publicos gigantescos,privatizaçao de certos ambitos estrategicos e moitas coisas mais.A mi, e a tudos, isso nos parece correto, por isso ganhou Rajoy con maioria absoluta.Pero Merkel, a traves do europarlamento, nao merkel sosinha, que nao pode,pretende imponerlo sen darlle a mais minima importancia a favorecer o crecemento economico, sen darlle importancia a o tempo pra acometer as reformas e con a espada de damocles dos especualadores contra o euro, e dicir fondos de inversion dos EEUU, como black-rock,e moitos outros que presionan seguido, e incluso apostan, contra a caida do euro,como seguro que sabe.
          Por outro lado, ningun conservador da europa prtende, Alexandre, parecerse a un neoliberal dos republicanos dos EEUU.Por suerte isso, de momento, nao existe na europa.O estado de bienestar alemao , e o de tudos os paises da europa, fica a anos luz do sistema republicano dos EEUU.Sao coisas diferentes, aqui ninguen quere ser como EEUU, nin siquera os mais conservadores.Europa e outra coisa.

          • Enviado por: Alexandre

            Javier, quebraram, injetaram 1 trilhao, injetar mais onde num sistema que vai pegar este dinheiro para salvar a pele daqueles poucos, os mesmos….a situação é feia, pior que lemos, estão desalavancando em etapas, banco por banco, país por país, os governos não sabem exatamente o tamanho do rombo….todos os PIBs estão encolhendo, não tem como um unico país resolver esta parada.

            A impressão que tenho é que aquilo que noticiam é a ponta do iceberg.

          • Enviado por: Alexandre

            Javier, pessoalmente se eu fosse para escolher onde morar eu iria para a europa, mas sou eu.

            Pensando na unificação europeia para competir com o restante do mundo, acho que muita coisa por aí terá que mudar, se olharmos o longo prazo.

            Talvez toda esta crise esteja pondo um freio na globalização e as coisas voltem a ser como antes, não sei.

  10. Enviado por: Pillon

    Ou vai, ou racha!

    Eu acho que racha, ruim para quem sai NO rachado. Para quem racha, tudo bem! No caso a Alemanha.

    Javier, só ler a mídia espanhola deixa um bitolado!

  11. Enviado por: Jr.

    Kupfer,
    Olha aí essa matéria do Estadão de hoje sobre a questão da inadimplência. O sonho do carro novo (ou usado) parece ter virado um pesadelo para muitos. Acho que chegou a hora de mudar o modelo da economia, apesar do Mantega dizer que não está esgotado.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,carro-de-consumidor-inadimplente-sai-por-menos-que-uma-bicicleta-em-leilao,113934,0.htm

    Abs.

    • Enviado por: Jr.

      E sobre a questão do modelo de crescimento da economia, segue outro artigo do Armínio Fraga, que a meu ver focaliza o tema de forma muito adequada.

      http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-poderia-crescer-de-5-a-6-diz-arminio,113942,0.htm

    • Enviado por: José Paulo Kupfer

      Jr.,

      Também acho que se deve tirar a pressão do consumo e mudar para o investimento. Mas sei que não é da noite para dia e que, sem consumo, também não dá para mudar o foco.

      A turma parece que só conhece 8 ou 80. A mesma coisa quando alguns sacam a ideia de que é preciso colocar todas as fichas no ensino básico e deixar de investir no ensino superior. Querem educação de qualidade, mas sem professores com nível superior de qualidade. Talvez em Saturno. Querem hospitais e escolas, mas não querem servidores públicos. Onde?

      Quanto a essa história de carro de inadimplente leiloado a preço menor do que bicicleta, tudo bem. Mas depende do carro e da bicicleta. Um Uno 1985 x uma bicicleta como vi, de R$ 30 mil, é argumento?

      Calma…

      Abrs.

      • Enviado por: Abel

        Mas JPK para a maioria dos pobres mortais, ou mortais pobres a coisa e oito ou oitenta.

        Ou voce tem dinheiro para pagar a prestacao ou nao tem.O pobre nao tem como fazer “contabilidade criativa” com o salario.

        Por isso o problema

      • Enviado por: Mario Pw

        Kupfer,

        eu sou aquele que defende ferrenhamente o ensino basico para todos, e ainda que este sistema seja informatizado e centralizado para não jogar recursos pelo ralo. Se a Serpro criou sistemas para a receita federal tão eficientes porque não consegue criar para as crianças e jovens.

        O sistema atual em cima de distribuição de verbas para varios níveis precisa cair….por bem ou por mal.

    • Enviado por: Jr.

      Kupfer,

      Sobre o artigo do Armínio Fraga, eu só me referi ao artigo em si, cujo texto eu achei muito adequado às circunstâncias. Em relação a outras questões que alguns neoliberais defendem, eu também sou contra. Mas não vi ligação do texto do artigo com essas questões que você mencionou.

      Sobre a bicicleta de 30 mil, eu não vi isso no artigo. A bicicleta era de 10 mil e o carro era ano 2004.

      Sobre a mudança do enfoque de se focalizar mais nos investimentos ao invés do consumo, eu concordo que não é da noite para o dia. Mas tem que começar em alguns instante, não é mesmo ?

      Abs e bom domingo.

  12. Enviado por: jose carlos prado

    Pensem bem! Se a inadimplência esta em alta agora com pleno emprego e mercado de trabalho e salários bombando o que acontecerá se houver um soluço? Morre engasgado? Reformas que possam atrair o investimento em infra-estrutura ninguem houve falar a tempos!! Virou palavra maldita! Continuo cetíco!!

  13. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

    JR
    Acho que os bancos levaram um “toco”
    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/depositos-compulsorios
    Abs

  14. Enviado por: speridião

    O spread bancário financeiro, ainda que absurdamente alto, não pode ser acusado pela inadimplência isto porque no momento da contratação ele já era alto e o os contratantes já sabiam das condições de partida para o financiamento.

    Existem outras causas além do desejo natural de adquirir o bem que podem ter levado à inadimplência:

    1) Nos bens adquiridos por contratos que preveem a tabela price infectada pela inserção artificial de índices inflacionários ( a tabela price foi contruida a partir de juros fixos sem inflação e sem indexação) . Maracutaias 1000 são praticadas no cálculo de amortização e cálculo de saldo devedor por empresas criminosas.

    2) Na campanha presidencial o pré sal foi anunciado como a tábua de salvação do país pregando e prometendo maravilhas iludindo o cidadão menos esclarecido podendo tê-lo levado ao exagero nas compras (foi o ápice do ufanismo lulista).

    3) Os bancos e financiadores teriam afrouxado os critérios pois cobrando taxas absurdas de todos os tomadores podem suportar inda com imensos lucros os inadimplentes, ou melhor, quem os suporta são os bons pagadores que esfolados (conscientemente) pagam elevadas taxas para que a instituição atinja seus objetivos.

    4) O aumento constante no uso do cartão de crédito, ou seja, antigamente as empresas tinham um setor só para análise de crédito que era um tanto burocrático. Com a modernização e automação essa operação terceirizada promove maior facilidade na compra facilitando a compra por impulso.

    5) O brasileiro surrado por inúmeros golpes inclusive na caderneta de poupança aprendeu a não deixar para amanhã o prazer que pode ter hoje e compra mesmo. Compra e perde o controle e quando estoura o crédito de um cartão usa o outro.

    6)……….Mas a bomba que parece que está para estourar não foi comprada com cartão de crédito mas é muito maior e mais cara e feita de tijolos e concreto.

    Os lamentos bancários que se vê aqui e acolá são como lágrimas de crocodilos pois com as taxas cobradas os bancos ainda têm lucros líquidos após imposto de renda fantásticos.

    • Enviado por: Pillon

      Perfeito comentário, Speridião!
      Juntamos o do Abel logo acima e temos uma foto do problema.
      Quando ainda podíamos comentar no Ming, escrevemos lá uma brincadeira com o pré-sal, que havia uma fonte de energia ainda mais barata, a pré-crosta. Só bastava montar a MAGMABRAS, fazer propaganda e aguardar os acontecimentos.
      Pois é.
      Essa gente “num presta”!

      • Enviado por: Alexandre

        Speridião, qdo ele assumiu a dívida a renda dele era x. Hoje, a renda dele é x-inflação = inadimplencia assumindo que sairam milhoes para a classe media cujos bens de consumo e alimentos básicos sofreram reajustes acima dos 6,5% em 2011 em cima dos 5,5% de 2010. Arrisco dizer que o pessoal sofreu uma pancada de uns 30% neste período com reajustes salariais da ordem de uns 15%.

        È o seguinte também, lemos muito que a tx de inadimplencia não assusta etc. e etc. mas repare que este pequeno percentual em relação ào universo representa bilhoes de reais mesmo tendo 95% de pagadores.

    • Enviado por: speridião

      Alexandre, também critico ações e inações do governo mas é rigorosamente incompatível com a desejada economia de mercado essa choradeira salarial.

      O governo nada tem a ver com o assunto salarial quando a relação é entre o contratante e o contratado fora do serviço público.

      Não se pode desejar um governo centralizador como nas tão criticadas economias comunistas e ao mesmo tempo ter os benefícios da economia de mercado.

      É uma coisa ou outra, senão fica incoerente e inconsistente.

      Se o camarada contrai uma dívida, especialmente de longo e médio prazos, tem que levar em conta os tropeços que certamente terá ao longo de tantos anos. As teorias de direito preveem algo que se não me engano é a teoria da imprevisibilidade mas isso é judicial, e aí você entra num mundo mais cheio de erros do que acertos, é o advogado que comete erros, o juiz que erra, etc….fica nas mãos dos outros.

      É rigorosamente descabido responsabilizar o governo pelos azares privados, exceto se, tal como aconteceu nos planos econômicos que retendo as poupanças o governo sacaneou a ala mais honesta do país, ou seja, aqueles que ajuntam para depois gastar. Houve casos até de ataques cardíacos, etc. verdadeiro crime de estado.

      Fora disso seria paternalismo estatal, com dinheiro público é claro. É porrisso que defendo a postura rigorosa da Angela Merkel.

  15. Enviado por: Romanelli

    Pois é ..eu tb sou dos que pensa que o modelo de crescimento a custa do endividamento pra comprar bem de consumo esta esgotado

    GENTE ..em que pese o número macro, verdade é que no caso a caso inúmeras famílias foram e/ou ainda são abusadas (via cheque especial e cartão rotativo por ex, ou pelo IOF que quase dobra o custo do consignado) ..e essa turma, ao contrário de passado recente, já não tem forças pra responder aos apelos dos “desesperados” no governo

    Aqui faço coro com a turma que prefere planejamento, oferta e investimento em infra

    Dos comentários que li ninguém lembrou que os Estados dependem muito da receita com as “charangas” ..é ICMS na venda, impostos nos combustíveis ..fora o IPVA lembrado pela maioria ..e isso pra não desesperar lembrando que tem uns criminosos que querem cobrar pedágio ANTES mesmo de ofertar transporte público de mínima qualidade

    pausa pra desopilar..

    ..vcs repararam que em SP as ruas e grandes avenidas continuam as mesmas desde os anos 70, e que de lá pra cá a frota multiplicou enquanto suas faixas foram dadas como exclusivas ora pra ônibus, depois pra motos e agora, parece, até pra bicicleta e depois, quem sabe, pedestres ? ..isso pra não falarmos no excesso de faróis e cruzamentos, tartarugas, olho e gato, barreiras, afunilamentos ?! ..e depois vem os JÊNIOS falarem em congestionamento ? ..será que algum deles não pensa que deveríamos priorizar ao invés de metrô os MONOTRILHOS suspensos pelos canteiros, um sistema mais barato pois não teria buraco nem desapropriação, limpo, rápido e que LIVRARIA as pistas novamente pros autos? ;;e sobre se proibir estacionamento no meio fio em ruas que passam ônibus, hein?

    ..continuando o desabafo

    Aqui o custo de vida é MUITO caro proporcional a renda, ou seja, a margem pra amortização é menor e mais vulnerável, pouco elástica alguns diriam ..só de IPVA um indivíduo, ao final do ciclo, paga OUTRO CARRO, isso pq já pagou um pra montadora e outro pro banco

    e as multas hein ? Li aqui que na Alemanha a inspeção é bianual, pois é, aqui é ANUAL e custa com promotoria ameaçando de CADEIA, custa agora US$ 25

    O resultado desta orgia é o que a imprensa já publicou, que 30% (TRINTA) dos carros que circulam por SP (imagine noutros lugares) esta inadimplente com O ESTADO – fora bancos – e deveriam ser recolhidos pra pagar dividas (de licenciamento, DPVAT, IPVA, vistoria, MULTAS) ..só que não temos legislação, nem páteo e/ou fiscalização, muito menos coragem política ..ou seja, o adimplente e HONESTO nesta terra sofre uma barbaridade

    A propósito, viesse mais este EMBRULHO recheado de estímulo para a oferta de carro compactos e não poluentes, com impostos civilizados, justamente pra expulsar a porcaria e vícios do mercado, talvez eu pudesse acreditar que atrás deste REMENDO tinha algum pensamento e ação estratégica de LP ..mas não, agora, entra ano e sai ano é sempre assim, mais do mesmo

    pra mim, um entusiasta de LULA Primeiro (2003-06) já deu viu ?!

  16. Enviado por: Antonio Silva

    …a trajetória de redução das taxas de juros. Elas vêm caindo… já há um nítido recuo nos juros.  …com juros menores, não só os novos empréstimos sejam de mais fácil pagamento, como ocorra um estímulo para a troca de financiamento velho – e mais caro – por novos – e mais baratos…. não há qualquer sinal de descontrole … O endividamento do consumidor brasileiro…não passa de 20% do PIB ….o comprometimento da renda do brasileiro com dívidas estacionou há anos no intervalo entre 20% e 22%. … com as taxas em queda, esse comprometimento ( da renda) pode vir a cair.

    Análise equilibrada. Parabens Kupfer

  17. Enviado por: Antônio

    Uma vantagem que temos de não termos uma bolha por aqui é que o brasileiro é muito, mas muito mais modesto em seus sonhos do que os norte-americanos e europeus, até por conta do nosso histórico de durezas. Um exemplo é que a modalidade de se alavancar dinheiro através de hipoteca imobiliária aqui é quase desconhecido. Lá continuaram se endividando mesmo quando sabiam que não poderiam mais pagar, tentando estender ao máximo o elevado padrão de vida com que estavam (mal) acostumados, pois gastavam sem responsabilidade. Já o brasileiro tem por hábito tirar o pé do freio quando perde o controle das contas, pois para ele manter o crédito é uma das poucas maneiras de realizar seus sonhos, ainda que modestos.
    Apesar de acreditar numa possível recessão por conta da queda no consumo, não acredito em bolhas, pois estamos tão acostumados com os tempos bicudos que não nos damos o direito de sonhar com coisas grandes e impossíveis.

  18. Enviado por: speridião

    Num comentário dos acima vi uma coisa que não bate com a realidade:

    Sem sentimentalismos, os pobres são melhores pagadores que os bem aquinhoados.

    Ao longo desses democráticos anos tenho acompanhado as notícias sobre inadimplência e sempre soou uníssono: os pobres, sejam por formação ético moral ou até insuficiência de recursos para pagar sua defesa são os mais pontuais nos pagamentos.

    Isso tem razão de ser: um bem aquinhoado mal pagador poderá levar uma ação de cobrança até o STJ ou se for o caso ao STF dando um trabalhão e tanto.
    Já o coitado do pobre já fica sujo nas listas de proteção ao crédito, não conseguirá novos financiamentos e terá seu nome exposto. Portanto o pobre tem muito menos possibilidade de ser caloteiro que o rico e ainda tem o bem leiloado e ainda vai ter que continuar pagando a diferença.

    Então atribuir aos pobres a questão da inadimplência sem um dado concreto que conteste a história é no mínimo preconceituoso.

    O problema pode ser ( e aí necessitamos de estatísticas de confiança) muito maior quando atingir o ramo imobiliário pois no governo Lulla foram abertas artificialmente as comportas do crédito imobiliário e a multidão de todas as classes saiu comprando imóveis como se fossem eletrodomésticos nas casas Bahiano e assinaram dezenas de milhares de contratos de longo prazo.

    Esperemos que a desgraça não aconteça, óbvio, e que a esta opinião esteja errada, mas que tem cheiro de bolha isso tem! E não é prestação de pobre não!

  19. Enviado por: Qwerty

    Eu falei sobre isto ha um ano atras… Os alemaes nao concordarao com Eurobonus. O ultimo paragrafo resume bem tudo! Comportamento humano se sobrepoe a logica economica. Sem falar em rupturas naturais/black swans.

    Boa sorte a todos, em especial aos europeus e ainda mais aos PIIGS.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,trauma-da-reunificacao-explica-a-resistencia-alema-a-estimular-gregos-,113943,0.htm

    Meus euros ja estariam migrando para algo diferente nesta altura…

    • Enviado por: Javier Vidal

      qWERTY
      O que o “Spiegel”, que e un xornal do partido conservador alemao, esqueze e a cuantidade de trilloes de euros que europa tivo que ponher pra a unificaçao alema.E tudos os beneficios, axudas de tudo tipo , subvençoes, condonaçao de deudas que Alemania recebeu dende os anos 90.E dun cinismo tremendo dicir que alemania ten que pagar algo, cando tudos pagan o mesmo e alemania e o pais mais endevidadodos grandes.A deuda publica alema e a suma de a deuda publica grega multiplicada por 10, 3 bilhoes de euros, mais que o PIB do Brasil e Argentina xuntos.Os alemaes sao uns hipocritas e uns mentirosos.

      • Enviado por: Qwerty

        Javier, justamente o q eu disse: compotamento humano. Somos ou nao hipocritas por natureza? Sim, principalmente quando trata-se da logica capitalista.

        Infelizmente vivemos de hipocrisias, demagogias e cinismos. Vc realmente acha que na condicao atual os alemaes irao dar suporte para os “necessitados”, avalizando os que nao fizeram o “dever de casa”? Eu sei que de todos os paises da UE, a Alemanha que mais se beneficiou com a criacao do Euro. Mas nao tiro o merito dela que se preparou para ficar nesta posicao, digam o que quiserem, mas eles foram eficazes enquanto os demais sucumbiram na tentativa.

        E justamente por isto que alguns radicais alegam que a solucao do Euro seria a Alemanha (!) deixar o Euro e nao ela suportar a divida equanimamente com os demais no advento do eurobonus. Ja pensou a balburdia dessa saida? Eu nem quero pois a ruptura seria um retrocesso perigossisimo para a Europa e para o mundo.

        Entao diga-me, o que vc acha plausivel levando em consideracao a logica capitalista e o comportamento humano? Que eles simplesmente falem: ok, fiz meu dever de casa, ganhei mercado e competitividade pelos meus meritos e agora vou dar suporte a todos hermanos com meu aval e seguiremos amigos para sempre!!!

        Se o “mercado” nao enxergasse assim, pq eles entao estao rolando sua divida a custo zero enquanto os demais estao se afundando cada vez mais com custos de rolagem aumentando insistentemente? Eu tb sei que eh a logica capitalista chovinista, mas o mundo eh regido desta forma. Nao ha mais outro modelo para substituirmos. Lembra, glasnost e perestroika, ja era e tb se provou horrivel.

        A nao ser uma ruptura total e reinicio do zero, que somente ocorreria pelas maos da Natureza, de forma rapida e infelizmente a custa de milhoes e milhoes de vitimas para nos sensibilizarmos que todo este “universo” economico em que vivemos eh uma falacia total.

        Mas afinal, talvez a ignorancia seja o caminho da felicidade certo? Nada mudara de forma natural e rapida pois a consciencia humana coletiva ainda eh regida por um nivel muito baixo. Ainda somos “jovens” demais pra entender isto. Se nao mudamos pelo amor, talvez pela dor…

        Anamaste a todos.

        • Enviado por: Javier Vidal

          Prezado Qwerty
          Concordo con voçe en casi tudo, pero e que parte dunha premisa que nao e de tudo certa.Alemania NAO cumpliu seus compromisos, nin o fixo melhor que os demais, nin peor.O fixo igual ¿o voçe pensa que os demais paises sao tontos e os alemans sao os unicos que fan ben tudo?.Alemania foi o pais que mais veces imcumpriu o tratado de estabilidade economica, vigente dende o nacemento do euro en 2002.Ningun pais podia superar o 3% de deficit, o 60%de deuda publica e o 3% de inflaçao, entre outras coisas.Alemania entre 2002 e 2009 imcumpliu 14 veces esos limites.Catorce veces, Qwerty,cuatro veces mas que el resto de paises.Sus datos macroeconomicos eran pesimos fai cinco anos.Crecia tres veces menos que a media da UE e tivo que facer axustes durisimos, tanto no mundo laboral (eles levan casi 20 anos con os salarios congelados), como no tema industrial, donde Alemania ha perdido competitividade nos ultimos anos al encontrarse competidores que, por salarios, venden mais e melhor que eles, nos ambitos que eles sao competitivos, que nao sao tudos nin moito menos,e especialmente no sector automovilistico, que e mais da mitade das suas exportaçoes, sobre tudo a europa, donde vende o 60% dos seus produtos.Falo de Corea ou Taiwan o India, por exemplo.Persoalmente admiro moito Alemania, pero sendo realistas e conhocendo moi ben o pais,as diferencias nao son tanto como voçe imagina, nin o seran no futuro.Tudos os europeos adoran os carros alemaes ou certa tecnologia que eles fan moi ben.Pero a eles tamen lhe gostaria ter a maior empresa tecnologica de elctrodomesticos, como a holandesa Philips.Gostarian ter un gigante de telecomunicacions como a finesa Nokia, o un grupo como o frances PSA, o mais grande da europa, o un monstruo como Fiat,o un banco global como Santander o una empresa como Unilever, o el mayor constructor de satelites europeo, como a espanhola Indra, po decir algun exemplo.Pensar que Alemania fica un degrao por encima dos demais e un absurdo e nao e certo.A UE existe porque e complementaria, tudos dependemos de tudos, e ninguen e mais que os demas.Ese e o problema dos alemaes e de Merkel.Eles nao ven que alemania e o que graças a o resto de europa.Ninguen lhes pidiu que se convirtiran en capitanes de europa, porque nin ten capacidade nin foi o acordado por bruselas.Tudos os conflitos venhen de esa arrogancia calvinista de merkel, ela puso os intereses de alemania por delante, algo que ningun pais europeu fixo.Ela foi a que estragou a UE, con a sua ridicula vision de unha mulher que conhoceu o mundo occidental fai menos de 20 anos e que pensa que vive na epoca da guerra fria.

  20. Enviado por: Marcelo

    Caro Kupfer,
    Continuamos com os antolhos no rosto. Parece que o pensamento massificado ou a “massa de manobra” não consegue fugir ao mantra que nos cantaram por anos:
    - Temos muitos funcionários públicos.
    - Só deveríamos investir na educação de base.
    - A economia de mercado é muito mais justa e segura.
    - Deveríamos investir antes de consumir.

    E a verdade:

    - Temos menos funcionários públicos em relação a PEA que UK e EUA.
    - Sem professores de bom nível é impossível ter alunos de bom nível.
    - A economia de mercado só é boa para quem manda no mercado.
    - Ninguém investe sem ter visão futura de lucro.

    - E não vai ser o crédito que fará o país perder a “janela de oportunidades”.

    Sds.

    • Enviado por: Alexandre

      Mario, se estabelecer como prioridade a educação o dinheiro aparece, tem dinheiro…tem para são francisco, para copa, para minha casa minha vida, para subsidiar grandes empresas privadas ou estatais….

      Veja bem, estes são os casos de serviços publicos onde a linha de frente deve ser muito bem remunerada, os professores, policiais e medicos, atraindo bons profissionais. A impressão dada é que todos estão apenas fazendo um bico….

      Outra, na minha região não falta escola e nem vaga, falta qualidade de ensino, exigencia da frequencia das aulas e melhores condições de trabalho.

      O que vem acontecendo com a tolerancia da sociedade brasileira é o que fizeram com a saude e segurança, empurrando a sociedade, que pode pagar, para os serviços privados. Aqueles que não podem, ficarão com os serviços inferiores, gerando assim cada vez mais oportunidades para menos.

    • Enviado por: Paulo R. F.

      Marcelo, perfeito.
      A questão é que “reclamações mais acaloradas” (radicais até) dão muito mais IBOPE do que “reclamações mais ponderadas”, como as do JPK.
      O que da IBOPE é falar que a inadimplência “EXPLODIU”, que o Estado brasileiro é inchado, que a “culpa é do Governo” (lembram do personagem do Jô Soares?)seja quando se “intromete” na economia ou quando deixa o sistema sem regulação.
      A impressão que tenho é que reclamar, e de preferência repetindo o senso comun, da um ar de inteligência ao comentarista.

      • Enviado por: guilherme

        reclamar , ou cobrar do governo não dá ar de inteligencia , é apenas a obrigação de contribuinte…..

        agora credulidade , pode colocar em xeque o nivel de instrução do individuo……

        • Enviado por: Alexandre

          Falou e disse.

          • Enviado por: Paulo R. F.

            Ninguém falou em credulidade.
            Aliás, reclamar e cobrar não se opõe a “credulidade”. Pra ficar mais fácil pra você entender, ninguém falou em acreditar em tudo que o governo fala ou faz.
            A questão é parar de ficar repetindo os mesmos mantras de sempre, ou analisar a situação como se tudo fosse muito simples.

          • Enviado por: Alexandre

            Paulo, discordo, é mais simples que voce pensa se o governo tem foco, longo prazo, somos repetitivos porque os problemas também os são, principalmente no Brasil que já quebramos várias vezes porque ainda nos iludimos que com inflação consegue-se ´´crescer´´…qtas vezes mais para aprendermos a liçao?

  21. Enviado por: Steve Ling

    Só não gostaria de ler daqui a algum tempo “Montadoras fazem remessa de lucros para ajudar suas matrizes”. Realmente o pacote de estimulo é para ajudar a econmia dos EUA, Europa e Japão.

    • Enviado por: speridião

      Boa tarde Steve, olhe para trás e veja os desgovernos dos últimos dois mandatos:

      - Taxa Selic alta atraindo muitos dólares para dentro do Brasil (especulativos que hoje estão indo embora).
      - As remessas calculadas com base em Real comprando muito mais dólares para serem remetidos.
      - Faça as contas> chegou a 1,55 e hoje está em torno de 2,00 logo, grosseiramente, o governo vai gastar dos nossos US$ em reserva em torno de 30% a menos para fazer a mesma emissão. A coisa é tão dantesca que dispensa conta exata pois já nos deixa de cabelos em pé numa análise rápida.
      - Então este seu receio precisa ser trocado por indignação já que estivemos financiando as matrizes durante todo o governo Lulla e sua despolítica deseconômica e seu assecla (excluo aqui o atual Min. da Fazenda que no governo Lulla era o segundinho depois do chefe do BC).

    • Enviado por: Ferruccio

      Steve,

      Se a redução dos impostos for repassada ao consumidor através de uma redução no preço dos carros (o que parece que está acontecendo), não há razão para acreditar que isso aumente o lucro das montadoras.

      As montadoras estão com os pátios cheios de carros. O interesse delas é desovar o estoque. Do contrário terão que despedir trabalhadores. Na conjuntura atual, a demissão de funcionários iria agravar a situação atual, que é de estagnação da economia.

      A redução dos impostos visa incentivar a venda de carros e a liberação do depósito compulsório visa incentivar o financiamento dos bancos, financiamento esse tornado mais difícil por causa do aumento da inadimplência.

      Muitos criticam as medidas do governo, mas quais seriam as alternativas?.

    • Enviado por: speridião

      Steve, concordo com você que houve parcialidade a economia brasileira não se restringe a virabrequins, para choques , carros montados, etc.

      Além do mais existe algum plano para isentar de pagamento dos impostos das contas de luz, de matéria prima, ect. das micro e pequenas empresas que empregam 70 a 80% dos empregados?

      Foi infeliz, parcial e com ares de eleitoreira a decisão além de gerar empregos no exterior pois também atingiu importados.

      Para piorar a questão não foi firmado acordo de que não haverá demissões após a desova de estoques.

      Foi um presentão “de grego (lembre Tróia)” ao povo brasileiro que está pagando a promoção de venda com propaganda e tudo.

  22. Enviado por: Abstêmio

    Nunca se arrecadou tanto…mas a poupança continua insuficiente para a mudança da política econômica de consumo para investimento…então senhores qual a saída? Além de enxugar a monarquia em muito e muito…e quiçá na próxima geração…meu Deus esqueci da competição urgente…tudo por fazer e parece que não sabem ou pior não querem…

  23. Enviado por: Qwerty

    Pessoal, leiam e assistam o video. Muito bom. Serve para todos, nao so para o Canada.

    Nick, vc criou esta menina, certeza!!! Rsrs

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/menina-de-12-anos-explica-como-bancos-escravizam-as-pessoas

    • Enviado por: Nick

      Quantos brasileiros(as) de 12 anos – e até mesmo adultos – entendem o que ela explicou? É triste a situação…

  24. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

    Kupfer
    Permita-me reproduzir uma parte de teu texto:

    “Antes de todas as considerações sobre as tendências futuras da inadimplência, é interessante observar que não há qualquer sinal de descontrole nesses índices. O endividamento do consumidor brasileiro tem crescido, mas ainda não passa de 20% do PIB – a relação só se torna aguda, segundo padrões internacionais, quando alcança 85% do PIB.”
    Embora concorde com a maior parte de seu texto, quero dizer que, mais de três meses de de crescimento contínuo da taxa de inadimplência, é mais do que preocupante para qualquer pessoa de bom senso. Mas admito que o quesito, “bom senso” parece ter excluído muitos economistas, que tem repetido pelos blogs e artigos na imprensa, o argumento que vem a seguir: “mas ainda não passa de 20% do PIB – a relação só se torna aguda, segundo padrões internacionais, quando alcança 85% do PIB.”
    1 – Estes números não tem a menor confiabilidade, embora seja claro que em termos macro, quanto maior ao volume de crédito com relação ao PIB maior o problema. Mas o nível de problema varia muito com distribuição da renda entre as classes sociais, do tipo de rede de segurança que o estado propicia às atividades bancárias, as condições de saúde do próprio sistema bancário, a forma com que a justiça local trata os problemas de inadimplência, e uma outra enorme quantidade de variáveis. Um travamento do crédito conduzido por bancos que não querem correr riscos, pode causar enormes danos a economia, independentemente do fato do crédito pessoal ser 20% do PIB ou não.
    2 – Os problemas de crédito se tornam agudos para os indivíduos, desorganizam sua vida familiar, atrapalham sua vida profissional. Pesquisas já conseguiram relacionar grandes quedas de produtividade em períodos de crescimento de inadimplência. Mas além de tudo, inadimplência será sempre um drama humano.
    Abs

  25. Enviado por: Jr.

    Conforme eu havia escrito aqui na sexta à noite, o dia hoje nas finanças da Espanha foi caótico. O Primeiro Ministro Rajoy parece estar mais perdido do que cego em tiroteio. Fica achando que “declarações” dos líderes europeus ainda tem o poder de acalmar o mercado. Não há nada que ele possa fazer contra a ação especulativa do mercado, no estágio atual. Tudo esses movimentos violentos e extremos acontecem em questão de dias. Señor Rajoy havia dito, durante o encontro da OTAN em Chicago na semana passada, que o problema dos bancos espanhóis já estava sendo resolvido, pois ele havia (vejam que solução espetacular) “contratado uma consultoria para fazer um diagnóstico sobre a situação dos bancos, consultoria esta que apresentaria os resultados em UM MÊS”. Coitado: totalmente desconectado da realidade. Que bom se ele tivesse um mês. O tempo dele já se esgotou. O bônus da Espanha hoje atingiu o teto e a tendência é continuar subindo. E a Ângela Merkel, seu paradigma econômico, não virá em seu socorro. Vejam a coluna do Ming ao lado sobre esse assunto.

    Parece que a Espanha está se tornando mais uma vítima da crise grega, crise esta que, ao invés de ter sido abafada no início quando ainda era possível, tornou-se mais de 30 vezes maior graças à ação dos fundamentalistas incendiários de Berlin liderados pela Sra. Ângela Merkel.

    Speridião, hoje a água passou do umbigo. Já parece estar chegando no tórax. Como você vê, não tem piloto nenhum nesse trem desgovernado. Quando descarrilar, os vagões vão se espatifar em cantos diferentes. E não vai sobre nem trem de alta velocidade da ICE nos trilhos pra contar a estória.

    • Enviado por: Jr.

      Erratas acima:
      TODOS esses movimentos violentos e extremos acontecem em questão de dias.

      E não vai SOBRAR nem trem de alta velocidade da ICE nos trilhos pra contar a estória.

    • Enviado por: Jr.

      E só complementando: sabe por que a água já está chegando no tórax ? Porque corrida bancária é mais contagioso que varíola. Quando começa em um banco, corre o risco altíssimo de se alastrar por todo o sistema bancário. Resultado: quebradeira generalizada do sistema financeiro, cuja tendência é se propagar além fronteiras, especialmente em uma economia integrada e interdependente como a européia.

      Joschka Fischer, segundo postado pelo Ferruccio, está totalmente certo.

    • Enviado por: speridião

      Bom dia Jr., tenho dito e continuo dizendo: vai quebrar? Deixe que quebre.

      Não vou surfar nessa onda de jogar toda a culpa na Grécia, sem inocentá-los é claro.

      Há alguns meses a imprensa noticiou que fora descoberto um rombo de alguns bilhões nas escritas espanholas provenientes de gastos da realeza.

      Eu não entendo a causa de sua estupefação pois as casas bancárias deveriam ser um padrão de moralidade, legalidade, retitude….e o que temos visto? Como você mesmo nos informa: alavancagens de 30 ou mais vezes e mais derivativos sem lastro, contabilidades fajutas, etc….

      Será que não seria mesmo uma boa para todos nós que essa coisa toda fosse destruida para começar de novo em novos padrões e mais controles?

      Os governos precisam ser duros tal qual a madrinha germânica. Se não fossem molengas a coisa toda já tinha terminado pois nos EUA quando o governo soltou a bufunfa(não entenda mal) apareceram casos e mais casos de deficitários só com a boquinha esperando a teta da pátria se encaixar para eles beberem o suquinho verde cheio de zeros.

      Vai quebrar? Deixa quebrar! E você vai ver que não quebra! Tem muito choro de marmanjo aí.

      Por outro lado se estão correndo para sacar, ora essa tiveram muita paciência e bobearam, com alavancagem de 30 não haverá dinheiro para todos.

      Uma coisa é certa os tubarões desses bancos devem estar com o deles bem guardadinhos num paraíso fiscal.

      Vai quebrar? Deixa quebrar! Que sobrevivam os aptos!

      • Enviado por: Javier Vidal

        Speridao
        Eu tamen estaria a favor de deixar quebrar os bancos, como dixen moitas veces.E tamen de xulgar a os responsables e que o “crimen financieiro” fora tan grave como o crimen organizado e que tudos os responsables foran duramente encarcelados por moitos anos.Pero os desexos chocan con a realidade mais ruin.Si Bankia se deixara cair, detras dela irian varias empresas multinacionais que comparten accionariado, como Repsol, Iberdrola ou endesa, gigantes energeticos mundiais ,que perderian bilhoes de euros en poucos dias e arrastraria , primerio a o Ibex espanhol e logo por contagio, o resto das bolsas europeias, moi entrelazadas, e logo o resto das bolsas do mundo.A banca e tan nossenta e malvada, ten ramificaçoes tan perigosas na economia, que hoxe a maldita frase “too big to fail” e mais certa que nunca.
        O que nao se deberia permitir e esta mistura de multinacionais participando no accionariado unhas de outras, compartindo nichos de mercado nunha guerra pra ver que e mais poderosa.Por moito que moitos de aqui (ola Riccardo California) nao gosten de intervenir nos asuntos economicos privados, ten que haber un limite, un freo.E que si nao no futuro sempre nos veremos obrigados a dar dinheiro publico a a banca privada polos seus interminables tentaculos en outras areas economicas.

      • Enviado por: Javier Vidal

        Speridao
        En cuanto a os gastos da realeza, eu acho que xa lhe dixen:8.5 milhoes de €.Unha ridiculez de dinheiro que o gasta calquer pais en protocolo.Nao lhe vou repetir o que costa a presidencia da alemania as arcas publicas, ou a de Brasil sin ir mais longe.Aqui o rey, que eu nin defendo nin critico, e unha institucion publica de representaçao do estado, nada mais, como nas republicas.Nin ten un “aero lula”, nin gasta 220 milhoes de €/ano, como o presidente da republica francesa ou italiana ou alemana.O seu “coste” nao supon nada nas arcas do estado e os seus beneficios son moito mais suculentos que os gastos.O rey, que pode ser tudo o payaso que queira,e o principal reprresentante da Espanha no mundo, a sua agenda e envidiada por moitos presidentes, xa que manten unhas relaçoes internacionais de moi alto nivel e moi beneficiosas pra Espanha, tamto con EEUU, como con os paises arabes,Rusia ou Japon.Lhe aseguro que entre os maiores contratos comerciais da Espanha (tren de alta velocidade na Arabia, na Rusia,inversoes na America latina, nos EEUU, na Europa, etc,etc)sempre aparece o rey como mediador, e casi sempre o fai moi ben.A Monarquia, que sempre e conflitiva como as republicas, no caso da Espanha ata agora ha sido moi positiva.Nao ten nada a ver con a crise da Espanha.

    • Enviado por: Javier Vidal

      JR
      Canta verdade di.Rajoy, que pertence a o mesmo partido politico que Merkel, e que comparte con ela no parlamento europeu tudos os votos a favor de continuar con un axuste brutal dos defictis en tan so dois anos (Alemania tardou casi oito anos en estabilizar o seu deficit publico e nunha epoca,anos 2000-2007,de crecemento en tudo o continente) o que afondou de forma terrible a crise economica, criando mais paro, mais deuda (xa que a o frear o consumo o deficit publico aumenta) e mais inestabilidade.
      Tampouco estaria de mais que o senhor Ming contara as coisas con mas reflexao e sobre tudo, con mais conhocemento da realidade.Ele fala da prima de riesgo como fator decisivo, cando a prima de riesgo e unha medida so europea en relaçao a os bonos alemaes,teria que ver, por exemplo como fica a prima de riesgo Argentina (en relaçao a o dollar) , so por ponher un exemplo, que e casi tres veces maior que a de Espanha.Ou como fica a prima de riesgo na China ou na Rusia.Ese dato que tanto escandaliza a Ming o unico que indica e que Espanha se financia de forma mais barata que Brasil o Mexico, por exemplo, aun a pesar da mosntruosa crise.Con o tempo a gente (Os bancos mais ben) rejeitara de comprar bonos alemaes, xa que apenas producen reditos
      En cuanto a o tema de Bankia, e certo.Pero xa lhe dixen varias veces, tanto Alemania con o rescate do Hippo (que costou a as arcas do teosuro alemao mais de 40 bilhoes de €),como a França-Belgica con o Dexia (que costou rescatalo mais de 70 bilhoes de €) como moitos outros dos mais de 80 bancos rescatados na europa (na Espanha de momento so foron rescatados dois), sobre tudo na Inglaterra, pais que fica tan mal o pior que Espanha.E a o fin nao pasou nada, como no pasou nada nos mais de 140 bancos rescatados nos EEUU.
      Espero que nao fique no certo e isto se converta nun Leman Brothers (como eu xa dixen mais dunha vez), pero ponhendo a realidade encima da mesa, sendo objetivo e realista, a banca espanhola nao fica pior que a alema ou a francesa, e moito menos que a inglesa.Outra coisa e a bolsa, os rumores,as malas practicas da imprensa britanica, que sempre ataca os outros pra desviar a sua terrible situaçao, da imprensa dos EEUU ou das apòstas a corto na bolsa ou dos fundos como blarock, que apsoitan seguido a caida do euro pra roubar e ganahar miles de milhoes.Os fundos especulativos tenhen mais peso que a realidade.Porque a realidade da banca na Espanha nao e pior que a do resto.

      • Enviado por: Javier Vidal

        Perdon, falaba da “blackrock” e outros fundos similares que fan apostas pra ver cando caera o euro.Con a absoluta bençao da Fed, porsuposto,que lhe apavoriza ter unha moeda como o euro,de momento a segunda do mundo por depositos de reservas.

        • Enviado por: Alexandre

          O Speridião está certo, além disto não tem a garantia mínima dada pelo governo?

          O Vicente já tinha falado um valor que não lembro, aqueles que tiverem mais que a garantia, bom….compre imoveis!

    • Enviado por: Jr.

      Javier,
      Bom dia. Concordo com você que a situação dos bancos espanhóis deve ser semelhante à dos bancos de outros países europeus. O problema é que o mercado “elegeu” a Espanha como foco do momento e está apostando contra os bancos espanhóis. Por este motivo é que eu acho que a situação aí é mais perigosa, hoje, que nos outros lugares. Mas é certo que se os bancos espanhóis porventura quebrarem (tomara que isto não aconteça), os bancos alemães e franceses vão junto também.
      Abraços.

  26. Enviado por: Pillon

    Bom dia a todos e já que o assunto voltou à Europa eu tenho uma pergunta a todos.
    O artigo do Silvio Crespo destaca que houve vantagem da Alemanha na troca do marco para o euro, deixando a entender que isso teve um peso importante nas exportações alemãs, correto?
    Pergunta: em relação ao câmbio, qual a vantagem tem um país em manipulá-lo para melhorar sua balança comercial e por extensão, até um certo grau, sua balança de pagamento?

    • Enviado por: Pillon

      complementando, de que forma forma os BC´s de cada país podem interferir no câmbio e qual tendência da moeda que possa ajudar seu comércio exterior?

    • Enviado por: Pillon

      Como ninguém me respondeu, eu faço algumas considerações dentro do meu modesto conhecimento de economia.

      O BC de um país pode intervir na moeda vendendo-a em quantidade suficiente para desvaloriza-la de modo que beneficie seu comércio de exportação, tornando seus custos internos mais baratos.

      O Tratado de Maastricht de 1992 previa a unificação da moeda e as conversão das participante. O Conselho da União Europeia, com base numa recomendação da Comissão Europeia e com base nas taxas de mercado em 31 de Dezembro de 1998 as taxas de conversão foram criados de modo que uma unidade monetária europeia (ECU) seria igual a um euro. A Unidade de moeda européia foi a unidade contábil utilizada pela UE, com base nas moedas dos Estados membros, não era uma moeda de direito próprio. As taxas de conversão não podiam ser definidas anteriormente porque a ECU dependia da taxa de câmbio de fechamento das moedas não euro (principalmente a libra esterlina) naquele dia.

      Portanto, o que cada BC dos integrantes do euro deveria fazer até o momento da conversão definitiva?

    • Enviado por: Pillon

      Eu acho que você tocou no ponto crucial, Alexandre pois não havia outra referência importante além da libra inglesa e do próprio marco alemão.

      Continuando e esperando encontrar uma coerência no meu raciocínio (sujeito a chuvas e trovoadas), das principais moedas integrantes da Eurozona, marco alemão, francos francês e belga, lira italiana, peseta espanhola, xelim austríaco, libra irlandesa, a maioria delas eram negociadas livremente no mercado e poderiam receber intervenção dos BC´s (vide o caso do franco suíço hoje).

      Qual a moeda de relevância, de reserva e de referência, então? O dólar americano!

      Todos os países poderiam acelerar as desvalorização de sua moedas em relação ao dólar para que quando a conversão fosse feita ao euro tivessem a melhor vantagem comparativa. Volto a esse ponto mais abaixo.

      No início de janeiro de 1999 o euro foi lançado a EUR/US$ 1,1740. As moedas acima receberam a conversão do último dia de pregão do 1998 em relação ao dólar e todas receberam em torno de 17% de desvalorização determinado pelo ECU, exceto o franco francês que recebeu 24,5%.

      Portanto, a conversão do ECU estendeu o mesmo tratamento a cada país participante EXCETO a França!

      Continua

    • Enviado por: Pillon

      Então para que, como foi dito, a Alemanha se beneficiasse do euro em troca do marco, aceleraria a desvalorização dele ao máximo.

      Mas não ocorreu exatamente isso, nem com o marco nem com outras moedas, exceto a libra irlandesa e o dracma grego (este só entro dois anos depois, não conta neste levantamento).

      Bem antes de proceder com o meu raciocínio gostaria de saber se trilho o caminho certo.

      Abs.

    • Enviado por: Pillon

      A conversão com desvalorização daquele momento determinou a paridade do euro em relação ao dólar, em torno de 17% no primeiro pregão que depois variou até valorizar desvalorizar o euro nos meses seguintes.

      A ação uniforme dos BC´s dos países participantes acima (exceto o da Irlanda) nos 2 anos antecedentes à conversão final, ou seja, de fixar seu câmbio ao dólar e varia-lo como num balé concatenado, tornou essas moedas “pegged” ao dólar que funcionou como um indexador.

      Quando ocorreu a mudança nenhum país possuía vantagem cambial comparativa, exceto a França e Irlanda que desvalorizaram suas moedas acima dos 17%.

      A anunciação do euro em 1992 igualou todas os câmbios e o que prevaleceu a partir da entrada da nova moeda em cena foi competência, competitividade, produtividade, baixos custos, inovação tecnológica, logística.

      E isso a Alemanha tinha de sobra desde muito antes do surgimento do euro.

      Obtive todos os dados de meu levantamento no Banco Central de NY, Wikipedia em inglês (muito completa), FMI e Banco Mundial.

      • Enviado por: Alexandre

        E as dívidas destes países em dolares? Seria correto afirmar que foram desvalorizadas também ou não?

    • Enviado por: Pillon

      Teoricamente sim Alexandre, mas difícil de saber quais as cláusulas de salvaguarda nos contratos, em especial aqueles empréstimos contratados depois do Tratado de Maastricht, sabendo que haveria uma conversão futura.

    • Enviado por: Pillon

      Escrevi esse texto e publiquei sem uma revisão. Vou preparar uma e publica-la em seguida.
      Eu fiz os gráficos das moedas que mencionei em relação ao dólar para os 2 últimos anos que antecederam a conversão e é incrível a semelhança, quase dizendo a coincidência, na variação delas nesse período.
      Abs.

  27. Enviado por: Alexandre

    Esta é para o Nick, trecho de uma revista de grande circulação:

    ´´Os bancos, assim como o renascimnto, floresceram nas ricas cidades estados no norte da Italia. Até a Idade Media, no entanto, os emprestimos com a cobrança de juros eram proibidos pela igreja catolica. A usura era não apenas pecado, mas crime. O sétimo círculo do Inferno, na Divina Comédia, do florentino D.Aligheri, era reservado àos usuários. Cristãos não podiam cobrar juros de cristãos. Mas judeus sim. Em Florença e Veneza, judeus viviam em guetos e emprestavam dinheiro a quem necessitasse. As transações eram feitas sobre bancos de madeira, … daí o nome de banca…..banco em italiano…..

    Nos anos correntes o sentimento contrário àos banqueiros foi insuflado por eles amealharem ganhos polpudos, (os que não quebraram pelo menos), até mesmo em meio a crises financeiras. Pouco importa que os bancos façam um trabalho essencial às economias modernas…..que é inttermediar a alocação de recursos entre os poupadores e aqueles que precisam de financiamento para alavancar seus empreendimentos……..´´

    ´´

  28. Enviado por: Pillon

    O artigo do Silvio Crespo destaca que houve vantagem da Alemanha na troca do marco para o euro, deixando claro que isso teve um peso importante nas exportações alemãs.
    Pergunto, em relação ao câmbio, de que forma um país pode manipulá-lo para melhorar sua balança comercial e por extensão, até um certo grau, sua balança de pagamento? Qual precisa ser a tendência da sua moeda que possa ajudar seu comércio exterior?
    Faço algumas considerações dentro do meu modesto conhecimento de economia.
    O BC de um país pode intervir na moeda vendendo-a em quantidade suficiente para desvaloriza-la de modo que beneficie seu comércio de exportação, tornando seus custos internos mais baratos em relação ao preços externos.
    O Tratado de Maastricht de 1992 previa a unificação da moeda na EU e a conversão das participantes do tratado num dado momento. O Conselho da União Europeia, com base numa recomendação da Comissão Europeia e com base nas taxas de mercado em 31 de Dezembro de 1998 estabeleceu as taxas de conversão de modo que uma unidade monetária europeia (ECU) seria igual a um euro. A unidade de moeda européia foi a unidade contábil utilizada pela UE, com base nas moedas dos Estados membros e não era uma moeda de direito próprio (algo semelhante a URV brasileira). As taxas de conversão não podiam ser definidas anteriormente porque a ECU dependia da taxa de câmbio de fechamento das moedas não euro (principalmente a libra esterlina) naquele dia.
    Das principais moedas que integraram a Eurozona, marco alemão, francos francês e belga, lira italiana, peseta espanhola, xelim austríaco, libra irlandesa, a maioria delas era negociadas livremente no mercado e poderiam receber intervenção dos BC´s respectivos (vide o caso do franco suíço hoje).
    Portanto, o que cada BC dos países integrantes do futuro euro deveria fazer até o momento da conversão definitiva e em relação a qual a moeda que não participaria da eurozona, além da libra esterlina, de relevância, de reserva e de referência, na época?
    Todos os países poderiam acelerar as desvalorização de sua moedas em relação ao dólar americano para que quando a conversão fosse feita ao euro tivessem a melhor vantagem comparativa, se isso lhes fosse conveniente. A Alemanha, dependente do comércio exterior e tendo seu maior cliente a própria UE providenciaria a desvalorização do marco para que obtivesse essa vantagem.
    Mas não ocorreu exatamente isso, nem com o marco nem com outras moedas, exceto a libra irlandesa (cujo BC providenciou a tal desvalorização) e o dracma grego (o qual só entrou dois anos depois e não conta neste levantamento).
    No início de janeiro de 1999 o euro foi lançado e passou a ser cotado a EUR/US$ 1,1740. As moedas acima receberam a conversão do último dia de pregão do 1998 em relação ao dólar e todas receberam em torno de 17% de desvalorização determinado pelo ECU, exceto o franco francês que recebeu 24,5%. Portanto, a conversão do ECU ao euro estendeu o mesmo tratamento a cada país participante EXCETO a França!
    A conversão com desvalorização daquele momento determinou a paridade do euro em relação ao dólar – apesar de que inicialmente ele deveria valer ao par com o dólar – em torno de 17% no primeiro pregão de 1999, que depois variou e até desvaloriza-lo nos meses seguintes.
    A ação uniforme dos BC´s dos países participantes acima (exceto o da Irlanda) nos 2 anos antecedentes à conversão final, ou seja, de fixar seu câmbio ao dólar e varia-lo concatenadamente, tornou essas moedas “pegged” ao dólar, o qual funcionou como um indexador e balizou o ECU.
    Quando ocorreu a mudança nenhum país possuía vantagem cambial comparativa, exceto a França e Irlanda que tiveram desvalorização de suas moedas acima dos 17%.
    A anunciação do euro em 1992 provocou um movimento de igualdade todas os câmbios balizado pelo ECU e o que prevaleceu a partir da entrada da nova moeda em 1999 foi competência, competitividade, produtividade, baixos custos, inovação tecnológica, logística.
    E isso a Alemanha tinha de sobra desde muito antes do surgimento da Eurozona.

    Espero que este texto tenha ficado melhor.

    • Enviado por: Pillon

      Esse levantamento explica porque a Irlanda correu por fora nos gráficos do Silvio Crespo e porque a França conseguiu tolerar o imenso déficit comercial com a Alemanha.
      Tanto uma como outra nação mantive-se competitiva FORA da Eurozona, com custos em DÓLAR mais atraentes.

      • Enviado por: Alexandre

        Portanto, ào desvalorizar o euro……..inflação? Vai falar disto para alemão!

        • Enviado por: Alexandre

          Outro dia li uma reportagem que os Brics deveriam ter inveja dos problemas alemães e franceses, principalmente o B, comparando a qualidade de vida alcançada neste dois países, segurança, educação e saúde….

    • Enviado por: Pillon

      Pois é Alexandre, o ministro das finanças daqui não quer nada acima do que tem sido até agora, em termos de inflação.
      Desvalorizar o euro ajudaria muito quem poderia exportar para fora da zona do euro e amenizaria o peso das dívidas em dólares. Ajudaria muito turismo também.

      • Enviado por: Alexandre

        Está certo ele, esta geração que está no comando ainda tem influencia da 2a guerra, já passaram por coisas piores que esta ´´crise´´, eles sabem apertar o cinto se quiserem, não vão sair dando dinheiro para um sistema instável e como uma peneira. Os EUA injetaram um monte e a economia não sai do lugar.

        Pô, sou a favor de avanços, mas tenho que reconhecer que os BCs comeram uma bola feia, perderam o controle do sistema que ficou muito complexo.

  29. Enviado por: teste

    Inadimplência no teto?

  30. Enviado por: Luiz Felipe Beneton

    O problema reside na renda do cidadão!

  31. Enviado por: teste

    Os atrasos acima de 90 dias no pagamento das prestações têm, de fato, aumentado desde 2010

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