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José Paulo Kupfer
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José Paulo Kupfer

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Dormindo com a inflação

7 de setembro de 2011 | 22h58

José Paulo Kupfer

Conviver, driblar e sobreviver à inflação é uma característica do cotidiano brasileiro – sabemos bem disso pelo menos desde que índices de preços passaram a ser calculados, há seis décadas e meia, nos idos de 1944. Nesse longo período, eles nunca foram menores do que 4% ao ano, com duas exceções – 1,66%, em 1998, e 3,14%, em 2006.

A convivência com a inflação – e, em boa parte desse período, com a hiperinflação – tumultuou a vida do País e das pessoas. Entre 1980, quando a inflação fechou o ano em 99,27%, e fim de 1993, com a variação de preços galgando as alturas de 2.477,15%, o Brasil foi sacudido por nove planos de estabilização, 15 políticas salariais, 19 modificações das regras cambiais, 22 propostas de negociação da dívida externa e 20 programas de ajuste fiscal.

Não foi por coincidência, portanto, que neste período que antecedeu o Plano Real, era impossível planejar a economia – inclusive a doméstica. Também não por coincidência, o último plano de desenvolvimento, com começo, meio e fim, foi o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), da década de 70. Mas o projeto que permitiu a formação da infraestrutura que sustentou o avanço e diversificação, aos trancos e barrancos, da indústria brasileira, contribuiu para derramar mais gasolina na fogueira inflacionária – como, aliás, já o fizera, em momento anterior de progresso econômico, o Plano de Metas e a construção de Brasília, em fins dos anos 50.

Viver a 200, 300, 900, 2000 por cento ao ano de inflação era para malabaristas em tempo integral. Lidar com uma inflação de 35% ao mês, com um pico de mais de 80% num único intervalo de 30 dias, como em março de 1990, fim do governo Sarney e início da mais ensandecida experiência antiinflacionária – o Plano Collor –, exigia a aplicação de expedientes, embora racionais, fora dos manuais. O imediatismo e a propensão ao curto prazo, que, historicamente, moldou o comportamento social num Brasil que nasceu colônia de exploração de recursos naturais, consolidaram-se no ambiente inflacionário.

Como enfrentar uma inflação de 1% a 2% ao dia sem correrias? Aos que tinham acesso às aplicações financeiras nos bancos, bem poucos, diga-se, se comparados com hoje, a defesa do valor do dinheiro era trabalhosa e incerta. Nos tempos da correção monetária, que ao longo do tempo foi se generalizando e substituindo a expressão vernacular pelo anglicismo indexação, a regra era a de que perdia menos quem corrigia mais rápido seus rendimentos.

Mas e quem não tinha essa possibilidade? A solução, racional, também era correr – no caso correr para as compras, estocar comida, antecipar mudanças no guardarroupa e nos itens duráveis de conforto doméstico. E tome filas quilométricas nos caixas dos supermercados, até o quinto dia útil do mês, quando saía o salário. Uma cena é típica desse tempo não tão distante: carrinhos e mais carrinhos abarrotados, famílias inteiras na azafama de driblar as maquininhas remarcadoras de preços.

No comércio de bens duráveis de valor unitário mais alto, caso, por exemplo, dos automóveis, a hiperinflação ditava até o marketing. Enquanto a indexação não vazou para mensal – e depois diária, com a Unidade Real de Valor (URV), que antecipou o Plano Real –, o terceiro mês do trimestre era de vendas gordas, mais do que o primeiro do trimestre seguinte e muito mais do que no segundo mês do trimestre. Os consumidores aproveitavam as ofertas – talvez fosse melhor dizer as ameaças – dos varejistas, que anunciavam reajustes nos preços, com a virada da correção monetária. Nos meses seguintes, como nos últimos 20 dias do mês nos supermercados, lojas às moscas.

Observado com os olhos de hoje, o tempo da indexação generalizada, que produziu um tipo de inflação verde-e-amarela – a inflação inercial, aquela em que os preços subiam hoje simplesmente porque tinham aumentado ontem – parece meio amalucado. Mas, com a hiperinflação persistente, não há nenhuma lógica na loucura em que a vida se passa. No Brasil das altíssimas inflações, por exemplo, carro usado já custou mais caro do que carro novo.

Foi no Plano Cruzado, de 1986, que congelou e tabelou todos os preços. Os carros novos, com preços tabelados, sumiram das lojas, ao mesmo tempo em que os usados, principalmente os com baixa quilometragem e pouco uso, sofriam fortíssima pressão de demanda, que elevava seus preços acima da tabela dos O Km, na prática inexistentes. Não podia dar certo – e não deu. No ano seguinte ao Plano Cruzado, com o Plano Cruzado II, a inflação fecharia em 367% e, em 1988, escalaria para perto de 1.000%.

Nesse mesmo Brasil da hiperinflação, os brasileiros foram cobaias de um laboratório social inusitado. Acordaram, no dia 16 de março de 1990, uma sexta-feira, com apenas Cr$ 50 (cruzeiros) livres em suas contas bancárias. Era o Plano Brasil Novo, que entrou para a História como Plano Collor, que aprisionou em contas de cruzados novos, a moeda substituída no dia anterior, todos os depósitos e aplicações financeiras. Pressões variadas, contudo, fizeram o governo abrir “torneirinhas” por onde vazou, pouco a pouco, o dinheiro represado. Ao deixar a Presidência, num processo de impeachment, em outubro de 1992, dois anos e meio depois da posse e do Plano que leva seu nome, Fernando Collor também deixou a economia em recessão e a inflação anual em 1.620%.

Controlada a inflação, com o Plano Real, em 1994, o Brasil reencontrou o caminho do crescimento e, com a possibilidade de aplicar políticas sociais mais eficazes, avançou na melhoria da distribuição de renda e da inclusão social. Mesmo uma década e meia depois, porém, ainda falta muito para desfazer e reverter todos os entraves e distorções produzidos pela hiperinflação. E que, por sua natureza altamente regressiva, colocou-a na linha de frente dos elementos que transformaram o País num sombrio campeão de desigualdades.

 

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104 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Jr.

    Kupfer,
    Já são mais de 17 anos desde o Plano Real. Por que continuamos fixados nesse tema ? 17 anos sem hiperinflação já não seriam suficientes para que a atenção coletiva do País estivesse voltada para outros temas mais importantes, tais como crescimento, educação, inovação tecnológica, etc ?

    Em 1994, a China provavelmente tinha um PIB bem menor do que o Brasil. E naquela ocasião, todo mundo se referia à Coréia do Sul como uma atrasada nação asiática. Pois bem, 17 anos depois a China desponta com o 2o. maior PIB do planeta e a Coréia do Sul oferece ao mundo produtos de altíssima qualidade e inovações tecnológicas avançadíssimas.

    Pois bem, enquanto passamos 17 anos discutindo “inflação”, “inflação” e mais “inflação”, os coreanos e os chineses estavam estudando, desenvolvendo tecnologia e implementando políticas industriais que permitiram que eles chegassem até onde chegaram.

    O resultado disse é que 17 anos depois continuamos discutindo “inflação”, “inflação” e mais “inflação” e o nosso sistema educacional, apesar das pequenas melhoras, ainda continua atrasado e deficitário e as inovações tecnológicas que deveriam ser o motor de uma economia moderna praticamente inexistem. Sem falar na inexistência de uma política industrial, cuja debilidade ficou bem visível em vista do câmbio atual.

    Eu sei que há muitos interessados (não é o seu caso) em que o único tema nacional de relevância seja a “inflação”. Senão, como eles justificariam os juros altos ?

    Mas o País é muito maior que esse grupo de pessoas que “ganham com o medo da inflação”. O País precisa avançar e a fixação das preocupações nacionais somente na questão inflacionária é um atraso de vida.

    17 anos já seriam tempo suficiente para nos livrar desse trauma. Se não nos livramos ainda, é porque tem gente interessada em manter o terror inflacionário ativo na mente das pessoas. Precisamos acabar com isso.

    • Enviado por: songamonga

      Caro Jr,
      nossa urgencia é estabelecer uma regulação do mercado financeiro nem que seja como medidas “macroprudenciais” para ele não ser “corrrompido” e “distorcido” mais do que já seja.
      A questão regulamentar nunca sequer foi levantada em 2008 porque se anunciou que o nosso mercado estava imune, e não é bem isto que aconteceu tanto que tivemos e continuamos com a Bolsa-Banqueiro, Bolsa-Industrial além da Bolsa-Familia como Schwartsman já falou.
      Creio que JPK precisa insistir nesta questão da dívida pública que é uma “herança” pesada mais do ponto de vista relacional entre papéis e instituições do que propriamente numeral e economico. É uma questão de approach, ser pragmatico neste “detalhe” para dar um giro de 360º e sair do tunel e inovar.
      Ouvi há cerca de 2 semanas atrás o Claudio Haddad dizer aos seus formandos que por mais assustador que possa ser eles jamais devem ter medo de ousar e inovar.

      • Enviado por: songamonga

        A propósito, se voce já viajou a negócios para China sabe como é difícil a burocracia lá. No entanto se voce viajou a negócios para EUA nestes últimos 5 anos, não deixa de notar aqueles quarteirões de comércio meio vazios onde outrora haviam lojas movimentadas. Não deixa de notar o marasmo.

        Temos de ser eficientes na nossa regulação do mercado financeiro como um todo, porque não o fomos em 2008 ou antes disso.

    • Enviado por: Alexandre

      JR,sobre nossa conversa tem mais uma no comentariao anterior.

    • Enviado por: Jr.

      Prezado Songamonga,
      Concordo com você. É preciso haver regulamentação do mercado financeiro. Um exemplo das consequências de mercados desregulamentados foi a crise imobiliária de 2008 nos Estados Unidos.
      Abs.

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,
      Eu também vivi a época de hiperinflação. Mas todos nós precisamos nos livrar desses traumas. 17 anos já é um bom intervalo de tempo para que isso tenha acontecido. Existe gente que ganha muito dinheiro explorando nossos traumas e medos.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Você não entende que o ‘trauma’ foi causado pela festança da noite anterior, onde inebriado pelo canto da sereia você fez uma verdadeira ODE à sereia e acordou do lado do dragão em alguma pousada de quinta categoria.

      Você precisa assumir os riscos de suas próprias sugestões. Está aqui celebrando medidas emergenciais do BC esquecendo que são emergenciais, e tecendo elogios às improvisadas políticas monetárias turcas e quando esta odalisca começar a tirar os véus quero ver onde é que você vai se esconder.

      JPK felizmente sabe melhor, e ao mesmo tempo que vê a possibilidade da queda dos juros por causa da crise sabe que é preciso moderação para não cair nos mesmos erros de antes. Para uma inflação de 10% ao ano não virar uma de 10% ao mês e uns anos depois 10% ao dia.

    • Enviado por: Jr.

      Juliano,
      O oráculo de Delfos perto de você é fichinha. Acredito que Nostradamus também. Há alguns dias, os chilenos usaram umas videntes para localizar os restos de um avião que caiu no Pacífico. Talvez pudessem chamar você para dar uma ajudinha por lá.

      Agora, além de querer explicar todo o presente e o passado da humanidade (e quiçá do Universo) à luz das teorias da Escola Austríaca, você também se arvora a formular vaticínios sobre o futuro ? Mãe Diná não faria melhor.

      Menos, Juliano …

      A economia turca vai muito bem, obrigado. Então, as medidas lá são improvisadas só porque não seguem o seu manual ? Até agora, estão passando muito bem no “reality check”. Para desgostos das pitonisas agourentas do mercado, como você.

      Esse discurso que busca associar crescimento econômico a uma “farra” e inflação à “ressaca”, busca estabelecer um conceito moral negativo sobre altas taxas de crescimento e é um velho artifício usado pelos manipuladores da opinião pública (econoterroristas, como bem cunhou o Speridião), aos quais você parece aderir. É apenas chiado de quem vislumbra perder alguma coisa com as medidas em curso.

      Se você tem essa prática de beber ao lado de “sereias” e acordar ao lado de “dragões” não significa que todos o tenham. Os chineses, por exemplo – se fôssemos utilizar a sua terminologia – estariam embriagados com altas taxas de crescimento há pelo menos duas décadas. A ressaca nunca chegou. Estão agora tendo uma pequena tontura, depois que alcançaram o posto de segunda economia mundial, tontura esta que já está sendo tratada com um coquetel de medicamentos que não se resumem apenas a aumentos na taxa de juros, como o Brasil tem feito. Ademais, mesmo com o pequeno aumento de inflação por lá, os ganhos que eles obtiveram ao longo das últimas décadas sobrepassam enormemente eventuais custos inflacionários atuais.

      Não brigue com a realidade, Juliano. A Turquia e a China estão aí para provar que o seu discurso vienenses não é a única verdade.

    • Enviado por: Francisco

      A sociedade brasileira ainda está muito insegura quanto a sua capacidade de manter a inflação sob controle. Não deve ser por outra razão que uma grande quantidade de preços, incluindo os de energia elétrica, telefones, gás, aluguéis, mesalidades escolares, etc. e até mesmo algumas taxas municipais e estaduais são indexados ao IPCA ou ao IGP. Qual a razão para que estes preços tenham que ser reajustados todos os anos, e não a periodos mais longos – 3 anos por exemplo – se não o medo da sua corosão pela inflação? Qual a razão para que os salários, sobretudo o mínimo, terem que ser reajustado todos os anos senão a lembrança e os hábitos adquiridos nos tempos da inflação elevada? Por que o centro da meta de inflação é sempre fixado em 4,55 ao ano e não em valor mais baixo, senão a falta de confiança em que a economia brasileira poderá ter índices de inflação mais próximo ao de países do Primeiro Mundo? Por que os juros cobrados pelos bancos – incluindo os estatais – são desproporcionalmente mais elevados do que a já elevada taxa SELIC? Seria somente o efeito dos tributos incidentes,do elevado compulsório imposto pelo BC e o risco de inadimplência, ou seria também mais um dos resquícios dos tempos da inflação elevada? Como explicar que existem muitas pessoas que se dispõe a pagar taxas de 10% ao mês quando a inflação é de 7% ao ano – a meta do governo é de 4,5% – senão como um resíduo da memória inflacionária?

    • Enviado por: Jr.

      Francisco,

      Dezessete anos se passaram desde o plano real e o grande tema brasileiro ainda é exclusivamente este: inflação. Um país como o nosso não tem outros problemas e outros assuntos mais importantes ?

      Cultivar essa plantinha chamada “memória inflacionária ” ou “medo da inflação” e regá-la diuturnamente na mente da classe média é a tarefa rotineira desempenhada com afinco por alguns jornalistas econômicos (excluo o Kupfer dessa classe). Basta você abrir os jornais e revistas semanais. Sabe pra que isto ? Pra dizer para os brasileiros: – precisamos de juros mais altos para conter a ameaça inflacionária.

      Tem gente ganhando muito dinheiro com a manutenção dessa insegurança e dessa memoria inflacionária, Francisco.

      • Enviado por: Francisco

        Prezado jr.
        Entendo a sua preocupação, tendo-se em conta que existem muitos problemas no Brasil, vários deles que se arrastam há séculos, e que demandam a atenção de toda a sociedade. Porém, é bom ter em mente que na Alemanha, já se passaram mais de 70 anos da época em que o país viveu uma hiperinflação, e o povo alemão ainda segue preocupado com qualquer coisa que possa significar uma elevação substancial da inflação. Deve ser por isso que eles conseguem mantê-la num patamar bastante baixo. É claro que um país não pode viver pensando em um único tema, mas as preocupações são normalmente múltiplas, por exemplo: qualidade do sistema educacional – começando pelo ensino básico – e sua abrangência, grau de desenvolvimento científico e tecnológico – uma boa medida é o número de patentes registradas por ano,número de engenheiros – médicos, biólogos, físicos, matemáticos – por 100 mil habitantes, e também o de cientistas que receberam o Premio Nobel – nível de emprego, crescimento do PIB, crescimento das exportações,qualidade do sistema de saúde, preservação do meio-ambiente,ética e transparencia na administração pública e nas empresas do setor privado, etc. Como estará o Brasil se saindo em cada um destes temas? Em termos de controle da inflação, mesmo após 17 anos do Plano Real, o país não conseguiu reduzi-la, e mantê-la, em níveis inferiores a 3% ao ano. Quanto as taxas de juros praticadas no país, tema que parece ser uma de suas grandes preocupações, acho que é necessário uma análise bastante cuidadosa para identificar as reais causas que fazem com que, não somente a SELIC, mas as taxas praticadas pelos bancos, inclusive os estatais, seja tão elevadas. Seria isto uma consequencia do “Custo Brasil”? Acho que a sociedade brasileira, como um todo, e não somente o governo, deveria buscar enfrentar esses grandes desafios que o país tem pela frente, de forma a não perder mais uma vez a grande oportunidade de vir a ser uma nação próspera e justa.

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,jogar a inflação para um segundo plano é fatal,para todos.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      A China tem uma estória de crescimento real por trás dos passos da odalisca. A Turquia tem uma estória real por trás, embora não justifique todo esse crescimento. Liberalização do mercado de energia, locação estratégica entre as fontes de energia da Rússia e a Europa.

      Até a Argentina tem uma estória por trás: a riqueza do setor agrícola, a valorização no preço das commodities. Porque se fosse só malabarismo do governo deles já tinham se estrepado faz tempo.

      Nós também temos uma estória real aqui no Brasil, o minério de ferro, entre outras commodities. É possível que o volume reduza com a desaceleração da construção na China. Mas o setor agrícola do Brasil deve continuar em alta.

      Agora, não dá pra postergar ajustes por muito mais tempo, nem esperar esta odalisca ganhe mais uns quilinhos, e achar que se embriagando com mais uma rodada de estímulos monetários todos nossos problemas se resolvam.

      Depois vamos ter que lidar com a ressaca da inflação e com os mesmos problemas de hoje, só que muitos quilinhos a mais.

    • Enviado por: Jr.

      Juliano,
      A história real por trás do crescimento da Turquia foi a corajosa derrubada dos juros empreendida pelo governo. Baixou os juros de 16,75 % em agosto de 2008 para 6,5 % em dezembro de 2009. E os derrubou mais ainda neste ano para um patamar de 6 %.

      É essa a história real empreendida não pelas odaliscas dos haréns dos sultões otomanos, mas sim pelo corajoso governo do primeiro ministro Erdogan.

      Derrubou os juros e permitiu que a economia crescesse a taxas de dois dígitos, para realizar todo o seu potencial, sem gerar inflação e protegendo a sua moeda da especulação causada pela arbitragem cambial.

      Quiçá tivéssemos um Erdogan aqui no Brasil.

  2. Enviado por: speridião

    A grande inflação foi-se embora mas não os ganhos financeiros exagerados.

    Quando se fala em spread ainda hoje o ganho real é tão grande e em alguns casos até maior que na época da inflação alta.

    Tão logo os agentes financeiros ficaram sem a felicidade da alta inflação mobilizaram-se para que não houvesse a desindexação total da economia.

    Hoje o melhor tema para melhorarmos nossa economia seria tratarmos de desindexação pois ainda que muito falem os econoterroristas no nível em que está é plenamente administrável especialmente agora com Selic mais baixa que reduzirá por tabela a oferta de crédito.

    Mas o monstro das indexações está aí ainda premiando a improdutividade nos contratos de “preços administrados” e de contratos privados.

    Ainda no tocante ao spread, estava prevista na Constituição de 1988 a fixação de juro máximo de 12% a.a. mas quando a lei complementar tramitou no Congresso, lembro-me foi um deputado do próprio PT que a inviabilizou, não sei qual interesse defendia! Sabemos que o expresidente FHC também não apoiava a aprovação da lei e posteriomente promoveu o PROER…

    Assim, com o fim da possibilidade de fixação dos juros, indexação e ultimamente com a enxurrada(alguns preferem o termo tsunami) de dólares o trabalho de segurar os preços fica mais difícil especialmente lidando com povo escaldado por tantos planos econômicos.

    Ainda assim é possível vislumbrar alguma esperança pois a presidencia mantem um grupo de estudo planejando a desindexação que esperamos entre em cena, adicionalmente baixaram a taxa Selic mas o que vai ser mesmo difícil vai ser voltar o projeto dos juros a 12%a.a. já que os lobbies são muito influentes.

    Duas ações podem portanto melhorar imediatamente o quadro:
    1) Promover a desindexação total da economia no âmbito público e privado

    2) Continuar a escalada de baixa da tx Selic que a meu ver é uma das grandes causas da inflação atual por atrair demais os capitais estrangeiros numa época de excesso de liquidez.

    Dessa forma o tempo inteiro famos de direitos, capital, leis……mas de criação e desenvolvimento de novos produtos quase nada, ou seja parece que pretendemos comer a salsicha antes de criar o porco.

    De fato, Jr. , precisamos mudar a agenda e dar um basta nessa jogatina e na cultura de aceitação desses fatos como se fossem normais. Você tem visto a atitude dos reacionários quando baixou a tx Selic, é a turma que não produz…..parasita, e estão com receio de perder a boquinha.

  3. Enviado por: Leme

    Olah, JPK, em relacao a este poste concordo francamente com o Jr e tenho mais a adicionar.

    Vc narrou de uma forma muito clara a historia inflacionaria do Brasil desde 1944 mas parou em 1994 com a introducao do plano real, mas parou ali.

    De la para ca temos mais 17 anos dos quais pateticamente vc nao fez mencao alguma, como se os problemas inflacionarios tivessem todos resolvidos e a historia parou de rolar.

    Seria isso soh para lembrar as pessoas do que eh uma hyperinflacao? Serah que a maioria ainda nao se lembra?

    Acredito que tem muito mais a contar e muitas licoes a serem tiradas dai:

    Primeiro que a consequencia da inflacao eh o descredito da moeda e que acaba que em ultima instancia levando as pessoas a usarem uma outra moeda, como muitos usavam o dolar na epoca que, apesar de ser ilegal para muitas operacoes, depois foi institucionalizada na forma da URV.

    Pois bem isso era dolarizacao camuflada, mas a dolarizacao (ou ancora no dolar) era a recomendacao do FMI na epoca nao soh para o Brasil mas para todos os demais com inflacoes demaziadas na regiao.

    Paises como Argentina, Colombia, Chile, Bolivia … estavam entre os

    que implementaram controle inflacionario da epoca com a ancora cambial.

    Bom mas e dai? Tudo resolvido?

    Pareceia que sim, mas a historia mostrou que nao, estava posta a condicao necessaria (mas nao suficiente) para que o pais comecasse a funcionar corretamente e comecassem a se preocupar em consertar as outras coisas.

    Mas nada foi feito (enquanto os tigres asiaticos corriam para se desenvolverem o Brasil ficava comemorando que controlou a inflacao), com justa excesao a lei de responsabilidade fiscal (tb recomendacao do FMI na epoca), ateh que com muita pressao e conivencia do mercado que temia o PT na epoca (e hoje jah percebeu que eh a mesma coisa) o PSDB ganhou mais um mandato presidencial.

    Dai entao o mercado respondeu com uma correcao dessa fantasia e impos a nova realidade com uma crise cambial muito envolta em especulacao, o Dolar subiu a picos de 100% em menos de 2 meses e todo mundo ficou parvo de ver como a estbilidade era uma mera fantasia.

    Depois os juros foram para a extratosfera para que o dola recuasse a patamares de 1.6 e todo mundo vem desde entao achando que juro eh a unica e melhor coisa do mundo para controlar a inflacao.

    Segundo mandato foi de pouca evolucao economica e ainda forte pressao da midia na inflacao com pouca discussao de outros aspectos da economia, e por incrivel que pareca nao se falava em aumento da renda do brasileiro porque isso gera inflacao e ineficiencia.

    O foco tb esta em esportar comodities e pouco se cogitava sobre desencolvimento tecnologico com justa excessao para Petrobras e Embraer.

    Fim do segundo mandato e dai uma outra bomba (ainda apregoando o fantasma da inflacao) o cambio disparou e foi deixado a merce do mercado mais especulador do mundo na epoca atingindo 4 reais por dolar na tentativa de colocar a populaca como refem do mercado para nao votar no PT, enquanto O Arminio Fraga chegou publicamente dizer que o BC nao tinha mais nada a fazer, incendiando assim ao extremo o clima de inseguranca e crise cambial.

    Mas nao deu certo (e a populacao nunca se esquecera disso) e o PT entrou para acender a esperanca de muitos com o fome zero (apesar que a fome e miseria nunca acabou) e nada de muito claro quanto ao plano economico em si a nao ser manter a estabilidade.

    Aqui nos paises desenvolvido eh de rir dizer que isso era estabilidade, o IGPM batia em 26% ao ano o dolara a mais de 100% e para mostrar que ainda nao tinhamos imaginacao para nada diferente de aumentar juros(como liberalizacao da economia aumento do comercio exterior, reducao da indexacao implementacao de estimulos fiscais ou macroprudenciais condicoes de creditos controladas) como prescrevia o FMI, nossos juros foram para as alturas de novo. O dolar voltou a inflacao baixou mas os juros sempre lah, no podium mundial.

    Dois anos de PT se passaram da mesma forma que os do PSDB, diferenca unica que a renda aumentou e o Brasil vive uma euforia de como se tudo isso fosse real (muito semelhante ao plano real) enquanto isso o pais vai exportando empregos importando produtos de alto valor tecnologico e vendendo comodities.

    Esse eh meu complemento em relacao a esse 17 anos de historia nao narrados deixo tb meu ceticismo em relacao a essa euforia e essa postura de ficar comemorando o plano real a vida toda sem agilizar as mudancas que sao tao urgentes para o Brasil.
    Dentre as quais destaque para a reducao da divida publica para possivel reducao da carga tribultaria e consequente melhoria da educacao, infra estrutura, seguranca e saude.

    • Enviado por: songamonga

      Leme,muito obrigado.

      • Enviado por: songamonga

        Só para complementar, quando se é mais jovem a gente pode lembrar da convivencia com a situação, mas não compreendia as razões por detrás dos fatos. Aos mais “velhos”, muito respeitosamente dou-lhes as minhas reverências, e para que eles possam desfrutar de seus “golden shares” temos que continuar trabalhando com afinco e seguir inovando.

  4. Enviado por: Alexandre

    Excelente artigo Kupfer!Sempre é bom lembrar!

    Faltou voce destacar que este ParTido que esta ai votou contra as REFORMAS nos 8 anos do FHC,nao produziu nenhuma quando assumiu o governo,quase 9 anos,alem de atropelar a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL.

    Tivessem sido feitas,olhe que ja somamos agora 17 anos com a mesma moeda,não estariamos aqui nesta discussão ridicula sobre a SELIC como sendo a UNICA solução para os nossos problemas.

    O artigo do Kupfer neste momento é para alertar os navegantes quando a INFLAÇAO escapa,ela sobe exponencialmente.Facil,facil….

    Marchemos contra a CORRUPÇAO!Hurraaaaaaaaa!

    • Enviado por: ui

      Apoio o colega!

      engraçado é que toda esses que participaram de toda essa história de desgoverno ainda estão em Brasilia!

      e os que trouxeram o pais para os trilhos não estão!!!

      sou a favor de arrancar esse povo de lá!

  5. Enviado por: Alexandre

    BC preve inflação de 4,5% em 2012.

    Não fala do crescimento não?Provavelmente sera de 3%….ou dos antigos 2% da era FHC.Nada de novo no front.

    Se taxas de juros somente fossem a solução,Europa e EUA não estariam com um problemão.

    Deficits,deficts+deficits….

    • Enviado por: ui

      Crescimento baseado em dívidas não é crescimento!

      a conta do “crescimento” do PT está chegando …

  6. Enviado por: Alexandre

    Calculo da FIESP sobre a corrupção:

    R$ 51 bilhoes anuais = 1 milhao de casas populares,dadas,nem precisava financiar…

    Fora a corrupção oficial,ou regulamentada.Dando como exemplo:

    R$ 7,7% bilhoes de aumento para o Judiciario,em cima de salarios bem maiores que os da população.

    Alguem votou para este aumento?

    Juntos novamente:

    Hurraaaaaaaaaaaaa!

    • Enviado por: Alexandre

      Peço gentilemente ao JPK,para lembrar como a constituição brasileira foi feita em cima do voto indireto mantendo todo o corporativismo estatal,principal motivo deste crescimento muito aquém da capacidade brasileira.

  7. Enviado por: Renato

    Passei o feriado na periferia de São Paulo.

    Gostei de ver o ânimo da rapaziada. Muitos instalando “set top boxes” para reaproveitar a velha tv de tubo, muitas casas sendo reformadas, praticamente todos com seus carros, muito já cursando ensino superior e aqueles que ainda não estão na faculdade, sabem da importância do estudo e do curso superior.

    Muito bom está o ânimo da nova geração.

    “A ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas.”

    A periferia é o nosso mangue.

  8. Enviado por: Renato
    • Enviado por: Renato

      acho que não entendi.

      continuam a vender mesmo a 12%?

      http://www.valor.com.br/financas/997734/operacoes-do-bc-inibem-mudanca-nas-carteiras

    • Enviado por: Renato

      Não houve QE1-br, foram vendidos mais papéis, aquele medo de que o mercado fique com dinheiro na mão e gaste em consumo não se concretiza. O mercado continua a comprar papéis do governo.

      Taxa SELIC não serve para estimular ou desestimular consumo. É tudo falácia.

      Tudo mentira.

      Continuam a comprar os papéis do governo.

      O negócio é só arbitragem e mais nada. Não tem a ver com consumo e inflação.

      Putz!

  9. Enviado por: Ferruccio

    Concordo com Jr. quanto ao terrorismo inflacionário na grande imprensa, promovido por grupos interessados em impedir a queda da taxa de juros.

    Entretanto, não podemos ignorar o problema da inflação. Enquanto esse problema não for resolvido, dificilmente iremos conseguir índices de crescimento iguais aos dos chineses ou sulcoreanos.

    E o problema básico é o seguinte: porque nós precisamos de uma taxa de juros tão alta para controlar a inflação, quando outros países controlam a inflação com juros muito mais baixos?

    Já discutimos aqui muitas vezes as razões de precisarmos de juros mais altos para combater a inflação, sendo as principais razões a indexação de 30% ou mais da economia e o sistema de metas de inflação, que precisa ser aperfeiçoado.

    Outro grande problema é a ligação entre o mercado financeiro e o mercado da dívida pública, através das Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Essa ligação faz com que, se precisamos aumentar a taxa de juros para combater um surto de inflação, automaticamente estamos aumentando também o custo da dívida pública. Esse é um arranjo único no mundo, e é uma das razões de pagarmos juros tão altos para rolar nossa dívida pública. Outra razão é que uma boa parte da dívida (16,9% do PIB) tem vencimento de curto prazo.

    O governo está prevendo que a inflação vai ficar dentro da meta de 4,5% em 2013, contando com a redução da demanda devido à crise. Isso permitirá reduzir a taxa básica de juros. Entretanto, para uma redução permanete dessa taxa, sem aumento da inflação, precisaremos fazer as reformas tão faladas: eliminação da indexação da economia, aperfeiçoamento do sistema de metas de inflação, eliminação das LFTs e estabelecer novo método de remuneração da caderneta de poupança.

    O Leme, em comentário acima muito bem destaca a urgência de reduzir a dívida pública. Mas, realisticamente, essa dívida pública não poderá ser significativamente reduzida pela redução dos gastos do governo. Principalmente porque a maioria dos gastos do governo são estabelecidos por lei, de acordo com a constituição de 88. A parte do orçamento que o governo tem possibilidade de alterar é pequena. Por outro lado, não há condições de reduzir ainda mais os investimentos públicos.

    De acordo com um estudo, o investimento público, incluído governo federal, estados e municípios, encolheu na última década, ficando em 2% do PIB. . Num grupo de 25 países similares ao Brasil – que inclui China, Índia, Colômbia, México, Peru, Rússia e África do Sul – a média de investimentos em relação ao PIB foi de 6,2% no período entre 2000 e 2010, mais que o triplo da média brasileira: 2%.

    Concluindo, a redução da dívida pública terá que ser feita via redução da taxa básica de juros, e para que esta redução seja permanente, sem que a inflação saia do controle, teremos que fazer as reformas acima mencionadas.

    Parece que a Dilma está disposta a fazer essas reformas, aprovaitando a crise atual.

    • Enviado por: Jr.

      Ferruccio,
      Concordo 90 % com o que você escreveu. O que eu discordo (ou melhor, complemento, porque acho que no final nós pensamos de forma igual) é em relação ao seu penúltimo parágrafo onde você diz:

      “… para que esta redução (da taxa de juros) seja permanente, sem que a inflação saia do controle, teremos que fazer as reformas acima mencionadas.”

      Eu concordo que é preciso eliminar a indexação da economia, como você falou. Por outro lado, mesmo com indexação é possível derrubar os juros usando-se outros instrumentos “macroprudenciais” para controlar eventuais pressões inflacionárias de demanda, tais como o uso do aumento do compulsório bancário e redução de prazos de financiamento.

      Abs.

    • Enviado por: Alexandre

      Excelente Ferruccio!Eles somente seguem a constituição quando do interesse deles.Sabia que lá também estava definida a taxa de juros?Absurdo,mas não lembro qual…

      Discordo apenas do terrorismo,e se existe algum é porque estes indices inflacionarios são fajutos,muito para baixo.

      Não há nada que subiu ´´apenas´´ 7% nos ultimos 12 meses.

    • Enviado por: Ferruccio

      Jr,

      Eu também acho que a taxa de juros pode, e deve, ser reduzida independentemente das reformas mencionadas, usando os instrumentos que você mencionou, se necessário.

      Se fossemos esperar pelas reformas…

      O receio é que, uma vez atingidas taxas mais “normais”, o ciclo de altas possa reiniciar, se mantermos as atuais regras. E agora acho que é a hora de fazer alguns ajustes.

      Abrs

    • Enviado por: Jr.

      Ferruccio,
      E parece que já há alguma movimentação no governo no sentido de fazer esses ajustes que você falou. Se de fato vai ser feito, aí resta-nos aguardar.
      Abs.

  10. Enviado por: Renato

    A chantagem é a seguinte:

    “Se o governo não der para o mercado aumento da taxa de remuneração de arbitragem, o mercado faz terrorismo inflacionário na orelha do povo e ainda deita a boca a falar mau do governo pelos cotovelos.”

    Meu, que mundo é este?

    Que piada.

    • Enviado por: Alexandre

      Concordo plenamente com voce.Governo HONESTO,Selic zero.

      Nem 2,3,4,…Zero!

    • Enviado por: Renato

      Tenho a impressão de que a nova bandeira é a da honestidade.

      É essa a bandeira do mercado?

    • Enviado por: Alexandre

      Não sei.Diga-me voce.Corruptos e corruptores,como ficamos?

    • Enviado por: Renato

      Quem são os corruptores?

      Corruptos existem em qualquer lado e em qualquer lugar.

    • Enviado por: Alexandre

      Voce esta chamando o governo inteiro de corrupto?

    • Enviado por: Renato

      Não. Mas as falhas de caráter são exploradas pelos corruptores a seu favor.

    • Enviado por: Alexandre

      Deixa eu ver se entendi.Corrupto do governo = falha de carater,corruptor = mercado.É isto?Todos,generalizado?Eu,voce…Todos?

    • Enviado por: Alexandre

      Até o tiozinho que colocou seu dinheirinho na poupança ou renda fixa = titulos do governo,para tentar defender-se da inflação.Este também é corruptor?Ele não é mercado?

    • Enviado por: Renato

      É para isto que existe a lei, para limitar as liberdades e as falhas de caráter do indivíduo.

      Potencialmente, qualquer cidadão é capaz de infringir as leis ou até mesmo cometer um crime. Digo até que só existem criminosos porque existem leis. Caso contrário, seríamos selvagens.

      Mas o legislativo e o judiciário não punem, até perdoam. O executivo até que afasta o elemento. Mas de quem é a responsabilidade de fazer as leis, julgar e punir?

      Quando você joga a culpa no governo, tem que lebrar que são três os poderes. Depois tem que começar a aprofundar até chegar nos mínimos detalhes, ir remexendo até chegar nos culpados.

    • Enviado por: Renato

      Eu sabia que ia sobrar para o tiozinho.

      Tubarão é grande, mas a rede não pega.

      Se você fizer um movimento contra os corruptores, eu até vou pensar em participar.

      Eu hein?

    • Enviado por: Alexandre

      Dai o tiozinho percebe que a inflação voltou e o dinheirinho dele esta desvalorizando no banco,nem a renda fixa e nem a poupança corrigem mais.

      O tiozinho que não é tão burro assim,mais esperto até que muitos no governo,sabe que ele faz?

      Sai gastando!Claro que os juros não tem nada a ver com isto e a poupança tão nescessaria foi para o espaço!

      Abrir mão da inflação também….deixa para lá!

    • Enviado por: Renato

      Eu aconselho ao tiozinho comprar produtos nacionais, porque gera empregos por aqui.

      Tiozinho, me desculpe se pareceu-lhe que o chamei de corruptor, não foi nada disso.

      Bença tio!

    • Enviado por: Alexandre

      Não,não…o tiozinho tem pouco dinheiro,ele quer mais barato da china,não também,ele quer falsificado do camelo….lá se foi a poupança do tiozinho…triste inflação…pena.

  11. Enviado por: Alexandre

    Renato,fica dificil argumentar se for para apelar.

    Apelando:

    Tire os gastos do governo da equação economica e sobra dinheiro para todos,um exemplo.

    • Enviado por: Alexandre

      Apelnado de novo:

      Se o Judiciario punir ambos,sobra muito mercado e nenhum governo.

    • Enviado por: Alexandre

      Calma,corrigindo: muito mercado e pouco governo.Vamos ser justos!

    • Enviado por: Alexandre

      Outra Renato:

      SAO MILHOES DE TIOZINHOS NO BRASIL! e agora SAO BILHOES ESPALHADOS PELO MUNDO!

    • Enviado por: Renato

      Com a desregulamentação promovida pelo neoliberalismo, acabam com as leis que regulavam o mercado e aí o mercado pode zoar com a poupança dos milhões de tiozinhos que se espalharam pelo mundo.

      Ninguém foi punido e fica por isto mesmo.

    • Enviado por: Alexandre

      E já que voce gosta do tiozinho,ou preocupa-se com ele,informe-se que a inflação maior incidiu sobre quem?

      Lógico,o tiozinho!

    • Enviado por: Alexandre

      Puxa Renato,qual foi o governo que mais lambeu-se e mais aproveitou-se disto?Pau no governo!ou 300 chibatadas no mercado,composto de tiozinhos.

      Agora,se voce estiver falando de mercado financeiro,concordo.Infelizmente.Já defendi muito a globalização e ainda defendo quando trata-se de produtos.

    • Enviado por: Renato

      Certo Alexandre, tudo vai se acertar quando, empunhando a bandeira da honestidade, os honestos reasumirão o controle da situação.

    • Enviado por: Alexandre

      A regulamentação financeira neste periodo global já está sendo tratada por todos os governos,pelo que tenho lido.

      Se não fosse pelo atraso na educação = tecnologia,o Brasil seria um dos poucos países no mundo que não precisariam nem de globalização.Seriamos um EUA melhorados se aprendessemos com seus erros e seus acertos.Sem neve e sem furacao.

      Corrupção = falta de educação.

      É muito atraso!Muiiiiiiitooooo!

  12. Enviado por: Alexandre

    O que falta no Brasil são lideres suprapartidarios.Como um Presidente deve ser.

    Olha a Dilma aproximando-se do PSDB e dando as costas para o Lula e o PT.O problema que não sabemos se é jogo de cena ou um projeto maior para o Brasil e assim o tempo passa.

    As coisas aqui não são claras,exageradamente escondidas o que gera uma desconfiança generalizada que impacta ate na taxa de juros.

  13. Enviado por: Marcelo Aguiar

    Acho que há aqui algum problema. Meu comentário não entra. Já tentei outra vez e nada. Essa tb nao deve entrar. O que se passa JPK?

    • Enviado por: Alexandre

      Marcelo,voce tem que clicar no 1o comentario.

    • Enviado por: Alexandre

      Digo,primeiro comentario se for uma resposta.

  14. Enviado por: Ferruccio

    Alexandre,

    “…fica dificil argumentar se for para apelar”.

    Concordo totalmente. Exemplos:

    “Corrupção = falta de educação”.

    “Governo HONESTO,Selic zero”.

    Etc. etc.

    Fala sério…

    • Enviado por: Alexandre

      Discordas por que?Se voce ate concorda com o JR que inflação é uma variavel secundaria?Leio estas apelações e não posso também?

    • Enviado por: Alexandre

      Não é possivel voce e o JR considerar uma inflação anual de 7% como uma coisa qualquer.Eu não abro mão de 1% de inflação para nenhum governo,pois todos sabemos que trata-se de mais um imposto,que incide sobre a maioria,maioria esta que forma um grande mercado,mercado este que voces desprezam em seus argumentos e chamam-no de terrorista.

      Tenha dó!

    • Enviado por: Ferruccio

      Alexandre,

      Se por variável secundária você quis dizer que não consideramos a inflação um problema sério, você está enganado.

      Eu vivi no tempo da hiperinflação, e como aposentado, mais do que ninguém conheço os males da inflação.

      A minha opinião sobre o assunto é a seguinte. Não sei se o Jr. concorda.

      Eu sou a favor de uma redução da taxa de juros porque acredito que o impacto na inflação, considerando a situação atual, seria mínimo, enquanto que os benefícios seriam muitos. Entre eles, a redução do custo da dívida, impacto positivo na redução da valorização do real, custos menores para a indústria, a redução do incentivo à especulação e, no meu ponto de vista, uma de demonstração de independência do BC em relação ao mercado financeiro.

      Como todo remédio, há danos colaterais. Neste caso, o dano colateral seria o perigo da inflação aumentar. Mas é preciso escolher entre alternativas, sabendo que qualquer decisão tomada terá um custo.

      De qualquer forma, você não acha que está na hora de reduzir os juros brasileiros a níveis mais compatíveis com os de outros países?

      Falar que quem é a favor da redução da taxa de juros é a favor da inflação é empobrecer demais a discussão.

      Abrs

    • Enviado por: Alexandre

      Muito bom Ferruccio,

      Primeiramente agradece-lo por já ter prestado sua contribuição para este país.Sério.E ainda continua,obviamente.

      O desejo de juros menores são de todos,meus também,mas considero um erro comparar os juros brasileiros com de outros países,a demanda reprimida aqui é grande,maior do que a indutria e os serviços conseguem produzir,praticamente obrigando o país a importar em detrimento de nossa balança e de empregos.

      Sim,concordo que a selic também é usada para atrair capital,talvez seja esta a arbitragem que voce esta se referindo,mas é um capital ainda nescessario pela falta de capacidade do estado investir e para equilibrar as contas externas.

      Veja o que aconteceu no mercado imobiliario quando os juros chegaram nos 8%.Pergunte-se por que os juros não permaneceram.Pela inflação.Como?Se eu empreguei milhoes neste mercado,eles sairam as compras.

      Este mercado terrorista sem nome,sem cara,etereo levantado nos argumentos é complicadissimo.

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,

      O Ferruccio tem razão. Eu até gostaria de discutir em detalhes com você, mas percebo que há uma instabilidade nos seus pontos de vistas e que você em um momento parece se abrir para os argumentos apresentados e depois você retorna ao seu ponto de vista anterior, apresentando argumentos para justificá-lo que não se coadunam com o tema que está sendo discutido.

      Por exemplo, já falamos aqui sucessivas vezes que os juros podem ser reduzidos e, se houver uma pressão de demanda muito alta que venha a pressionar a inflação (você diz que a demanda reprimida é alta), outros instrumentos macroprudenciais podem ser usados para conter essa demanda. Não somente juros altos. O importante é derrubar os juros por causa das altas despesas que eles representam para o erário público.

      A assunção de que o capital especulativo é necessário para o país é outro mito que você cita de forma recorrente. Este capital especulativo tem sido danoso para vários países, não somente para o Brasil. Tanto é que outros países também tem tomado medidas para se precaver. Você que gosta tanto do Ming deveria ler em um post recente dele a respeito do fluxo de capital especulativo que tem inundado não só o Brasil, mas também a Suíça e o Japão. Esses dois países tem tomado providências para conter esse fluxo de capital especulativo. Por que não o Brasil ?

      Se o capital vem para cá para abrir empresas ou para realizar novos investimentos, por que não recebê-lo ? Agora apenas para operações financeiras de curto prazo, isto é altamente prejudicial para a indústria brasileira e para os empregos brasileiros, pois valoriza desnecessariamente o real.

      Reflita um pouco. Você verá que ninguém aqui acha que a inflação é um tema que não deve ser encarado com seriedade. O que criticamos é o fato do assunto “inflação” ser usado por vários setores para amedrontar a população e justificar a alta de juros. Estão ganhando com o medo da população.

      Como eu já lhe falei, veja o exemplo da Turquia e o que foi feito por lá. Gaste um pouco de tempo para ler sobre o assunto. Você perceberá que ninguém está falando sobre isto por capricho ou para defender pontos de vista. O que queremos é o melhor para o Brasil. E esse caminho poderia ter sido tomado por nós em 2009. Agora, aparentemente há uma outra janela de oportunidade nesse sentido. A presidenta aparentemente está querendo aproveitar essa janela de oportunidade.

    • Enviado por: Alexandre

      Outra coisa Ferruccio,o risco assumido por este impacto minimo pode nos custar muito mais para reduzi-lo,lá na frente.Também,a inflação já está alta,nenhum indice apresentou deflação,o que eu defendo neste momento.

      Mas é logico que o governo não se preocupa muito,se der errado é só aumentar impostos para a população ou segurar o crescimento ou subir a selic de novo.

      Tudo isto para igualar a selic com o primeiro mundo.Se for isto,não é uma analise tecnica,passa a ser ideologica.

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,o governo já vem atuando no compulsório.O Renato acabou de colocar um site que ele enxugou e se precisar vai enxugar mais apos a reuniao do copom.

      Eu apenas não concordo,não me provaram ainda que mantemos a selic por corrupção do governo de um lado e do mercado de outro.

      Se isto esta ocorrendo,quando a Dilma tiver que aumentar voce falara que ela se vendeu?

      Tudo isto para chegarmos em quais juros?Os juros serao fixos o resto da vida?

      Como é que um politico vai restringir o numero de prestações do eleitor dele?Do tiozinho?Tinha que ter dado escola antes!Entendeu?

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,

      Tem um equívoco no seu comentário. O que se está fazendo não é para igualar os juros brasileiros com os do primeiro mundo. Preste atenção. Este detalhe é muito importante. Os juros do primeiro mundo (América do Norte, Europa e Japão) estão próximos de ZERO por cento.

      O que falamos é que os juros brasileiros devem estar próximos dos juros praticados em países emergentes com situação macroeconômica próxima à nossa, tais como Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China. Os juros nesse países giram em torno de 5 a 7 %.

      Se o governo já está fazendo isto (aumentando o compulsório ao mesmo tempo que reduz os juros), ótimo. É esse mesmo o caminho. Eu só não tomei conhecimento disto.

    • Enviado por: Alexandre

      JR,este capital especulativo ele vem e sai todo o dia,correto?Pois é,ele ajuda a pagar nossa balança todo o dia tambem.

      Mas entenda,pelo amor de deus,eu não estou aqui defendendo movimentos bruscos do cambio para cima e nem para baixo.Para isto que o governo é pago,para manter um equilibrio,inclusive inflacionario.O que não dá é o governo ficar aumentando a meta de inflação,para cima,nunca para baixo.Aonde chegaremos assim?

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,acho que mais produtivo para nos seria procurar,ao invés de comparar,quanto da renda fixa ou da poupança destinam-se ao consumo no Brasil para cada queda da selic,por exemplo.

      Para comparar um com o outro as condiçoes macroeconomicas teriam que ser identicas.

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,
      Parece que você não quer mesmo é entender: se para cada 1 % de redução na SELIC um determinado valor X vai para o consumo, o que é que o Banco Central deve fazer ? Aumentar o compulsório proporcionalmente para evitar que esse X vá para o consumo.

      No final, fica tudo igual. Você reduz os juros e aumenta o compulsório de forma proporcional. E nada adicional vai para o consumo. Simples.

      Deu para entender ? Ou você não quer entender ?

    • Enviado por: Alexandre

      Entendi,mas caso a inflação permaneça não me venha dizer que o governo cedeu as pressoes do mercado e teve que aumentar a selic ou que por conta do enxugamento os juros ao consumidor subiram muito mais que os 12% de outrora,ou que a inadimplencia aumentou por escassez.

      Não há nada que voce goste,nem um pouquinho nos argumentos do Juliano?Tipo,em economia tudo esta relacionado.

    • Enviado por: Jr.

      É Alexandre. Agora eu já vi porque a sua mulher ficou contente quando você achou esta diversão aqui no blog do Kupfer (eheheh). Fica difícil ter uma discussão lógica com você. Tal qual o Ferruccio escreveu no primeiro comentário acima.

    • Enviado por: Alexandre

      Dá também para voce entender o que é escassez de dinheiro?

      Escassez que já existe se o governo toma a maior parte dos nossos depositos?

      Da para voce entender tambem que muitos especuladores,como eu e voce,vamos tirar o dinheiro dos bancos se estes não oferecerem rendimentos decentes,que talvez iremos procurar o dolar,como exemplo ou titulos da china?

      Da para voce entender que não é tão simples,mesmo considerando um concluio entre bancos e governo?

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,sem apelar.A referencia a minha esposa,como sempre,é uma analogia.

      Voce fala que aqui não é concurso de egos e se não houver debate qual a graça.Todos concordando com seus argumentos?

      Houve um outro periodo na historia onde todos tinham que concordar,preciso dizer o nome do regime?

    • Enviado por: Alexandre

      Já chegamos no 100?Não?

      Jr,voce tanto quanto eu sabemos que que a fonte dos problemas estão no governo.Não é para isto que ele serve?

      Mas voce acha que a economia com a queda da selic,vai salvar o brasil.

      Percebi tambem a sua sensibilidade quando trata-se de cortes nos gastos governamentais,que fazem com que voce não evolua nos seus argumentos.

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,
      É óbvio que não precisa concordar. Mas precisa ter lógica e seriedade na discussão. Você falou há pouco sobre o Juliano Camargo. Discordo frontalmente dos argumentos dele, mas pelo menos ele tem lógica no que defende. Agora, com você é complicado. Eu até tento discutir com você, mas é inútil pois uma hora você fala uma coisa, outra hora fala outra. Mistura alhos com bugalhos e termina juntando tudo numa mesma panela. Aí fica difícil.

      A referência à sua mulher foi apenas uma brincadeira, em função de um comentário que você havia feito sobre ela em um post anterior. Não tive a intenção de lhe ofender.

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,eu não citei o Juliano para te incomodar,ou provocar.

      Quero dizer que dos frequentes frequentadores daqui,não aprendemos alguma coisa um com o outro?Eu pelo menos aprendi muito com todos e inclusive com voce.

      Vou tentar ser menos ironico ou provocativo,talvez ai voce comece a entender,alguns comentarios meus.

      Mas não dá para melhorar consideravelmente o Brasil sem uma profunda reforma no estado,e neste ponto voce é sensivel,entao temos que ficar jogando a culpa no mercado,eua,china e etc.

    • Enviado por: Jr.

      Alexandre,
      Você não me irrita falando do Juliano. Eu já disse aqui várias vezes que acho ele uma pessoa inteligente. Agora, ele está do outro lado, assim como você. Fazer o que ?

      Do lado de cá, estamos eu, o Ferruccio, o Speridião, o Renato, o Leme e outros de que não me recordo agora.

      Estamos só discutindo idéias. Não tem problema de vez quando ser sarcástico. Agora, tem que ser racional e coerente.

      Abs.

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,racional tem que ser voce tambem e enquanto voce não colocar o corte dos gastos publicos na sua agenda de soluçoes e ficar culpando o mundo inteiro….fica no grupinho de lá,hein!Senão acabam os debates,esta vendo como tudo esta relacionado?

      Esta queda da selic foi apenas para atender interesses do setor imobiliario.Nada a ver com inflação ou preocupação com a divida.Por outro lado não emprega muitos?

      Se houvesse esta preocupação com dívida o Lula tinha pago uma parte da divida interna e não o FMI que cobravam juros muito menores.

      Tá vendo como voce me tira do serio?Voltei a atacar o governo!(tom ironico)

    • Enviado por: Jr.

      Desisto, Alexandre. Jogo a toalha.

  15. Enviado por: Ferruccio

    Renato,

    Como de costume, muito interessantes seus links. Gostei do link sobre as operações compromissadas.

    Gostaria de entender como funcionam essas operações. Acho que essas operações têm muito a ver com nossos juros e custo da dívida.

    Bem que o Kupfer podia fazer um post sobre isso.

    Abrs

    • Enviado por: Renato

      Tem muitas coisas que eu queria entender.

      Parece que o tamanho do estado brasileiro é muito maior do que a gente pensa.

      Como podem negociar em um mês no Brasil, um PIB maior do que o Brasil produz em um ano?

      http://www.infomoney.com.br/renda-fixa/noticia/2205928-volume+negociado+segmento+agosto+sobe+para+trilhoes

      • Enviado por: Juliano Camargo

        Caro Renato, organize um jogo de poker na sua casa e faça uma experiência: distribua aos seus amigos umas 100 fichas de poker e ao invés de jogar, fique várias rodadas contando quantas fichas vão de um lado para o outro, passando pela mesa.

        Certamente a conta vai chegar aos milhares. Esse é o volume. O cara compra, vende, depois compra de novo, vende de novo, e assim vai, conta várias vezes.

        Aí conte também a alavancagem de cada ficha. Tem ficha de 5x, 10x, 100x. Vai chegar aos milhões o valor das fichas que passaram pela mesa.

        Assim também, os contratos da BM&F são alavancados, ou seja, depositando uma margem o operador pode movimentar uma quantia muito maior. E o operador especulativo vai vender assim que lucrar 1%-2% ou menos em sua posição, para depois comprar na queda no outro dia e por aí vai, com o preço de um carro você movimenta milhões ao final do mês.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Caro Renato, organize um jogo de poker na sua casa e faça uma experiência: distribua aos seus amigos umas 100 fichas de poker e ao invés de jogar, fique várias rodadas contando quantas fichas vão de um lado para o outro, passando pela mesa.

      Certamente a conta vai chegar aos milhares. Esse é o volume. O cara compra, vende, depois compra de novo, vende de novo, e assim vai, conta várias vezes.

      Aí conte também a alavancagem de cada ficha. Tem ficha de 5x, 10x, 100x. Vai chegar aos milhões o valor das fichas que passaram pela mesa.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Assim também, os contratos da BM&F são alavancados, ou seja, depositando uma margem o operador pode movimentar uma quantia muito maior. E o operador especulativo vai comprar e vender assim que lucrar ou perder um percentual bem pequeno de sua posição, para depois fazer o oposto no outro dia e por aí vai. Com o preço de um carro você movimenta milhões ao final do mês.

  16. Enviado por: Empresário

    O Estado brasileiro é sócio da inflação. Quanto maior a inflação, mais impostos o Estado arrecada.

    Se um cidadão que adquiriu um imóvel em 1995 por R$ 30 mil for vendê-lo hoje por R$ 250 mil, pagará imposto de renda sobre a simples diferença aritmética entre os valores de compra e venda? 250 – 30 = R$ 220 mil.

    O detalhe óbvio é que 30 mil em 1995 é diferente de 30 mil em 2011. Só que o malandro Estado brasileiro não considera a inflação durante esses 16 anos.

    A mesma coisa ocorre sobre o imposto de renda sobre aplicações financeiras. Leva em conta apenas o rendimento nominal.

    No fim das contas, a inflação ajuda a engordar um pouco mais o caixa do governo.

    • Enviado por: Alexandre

      Grato pela ajuda.

    • Enviado por: Juliano Camargo

      No comentário em vídeo do Ming ele lembra bem que a inflação, em última análise, era simplesmente um esquema usado pelo estado para se financiar. O lado negativo muitos ainda lembram. Mas e o lado positivo, toda a gastança que nos enfiou neste buraco? O governo gastava no que queria, investia no que queria, os juros eram qualquer coisa que eles estivessem dispostos. Quem financiava o gasto era a casa da moeda. O BC cobria automaticamente todos os rombos criados pelo Banco do Brasil.

      Os sucessivos planos econômicos não falhavam apenas por incompetência de muitos dos ocupantes do cargo de ministro da fazenda. Falhavam especialmente porque os mesmos estavam de mãos atadas.

      Tem até uma anedota que não me recordo qual ministro diz ao presidente da época, que só havia uma solução para a inflação : cortar o gasto público, equilibrar as contas do governo, fechar a conta-movimento.

      Ao que o presidente responde, que isso todo mundo sabe, mas é impossível, e que se é para dar um conselho destes não precisaríamos de um gênio em economia no ministério da fazenda.

      Todo mundo lembra do terror do dragão, quando acordaram de ressaca no outro dia. Mas não lembram que no dia anterior estavam chamando o dragão de ‘meu amor’ e ‘minha querida’.

    • Enviado por: Alexandre

      Juliano,alguma semelhança com Grecia,Italia,Espanha ….As vantagens do euro tudo bem,os deveres nem tanto.

  17. Enviado por: joao flavio

    Oh que saudade desse tempo bom .
    Onde ganhar dinheiro era tão facil .
    Enormes fortunas foram feitas nessa epoca de ouro .
    Seria bom que voltasse .

  18. Enviado por: Alexandremk

    Relembrando a arrogância do Collor que disse que iria derrubar o dragão da inflação com um único golpe de Karatê.
    Derrubou o povo brasileiro com um tapa na cabeça com o confisco de todo o dinheiro. Foi um verdadeiro pesadelo quando fomos obrigado se virar com 50 contos.
    Foi um verdadeiro Deus nos acuda.
    Quem tem menos de 30 anos, não imagina o que é viver com um dinheiro, que em questão de meio-dia não valia mais nada.
    É preocupante viver novamente com um quadro de inflação crônica, pior além de viver com altas taxas de juros.
    A sensação de desconfiança parecida na época da hiperinflação( a sensação é minha, alguns pode considerar histeria, mas só a sombra da inflação já me assombra).

    • Enviado por: Gueigue

      É QUE HOJE, O COPOM NÃO USA MAIS TERNOS E GRAVATAS MAS, APENAS AS CAMISETAS DA CUT E, PT.
      OS ARGUMENTOS TÉCNICOS SÃO: O MEDO DO DESEMPREGO E, RECESSÃO.
      O PT É UMA GRANDE MENTIRA.

  19. Enviado por: Renato

    Caro Juliano,

    Acabo de me sentir um brasileirinho comedor de banana e sélebro de tubarão, como disse um outro sujeito certa vez.

    A gente discutindo por causa de míseros bilhões enquanto que o seguimento BM&F gira 42 trilhões por ano. Realmente não dá para acompanhar tantas fichas girando nas mesas de jogo.

    Esse mundo é mais maior do que eu pensava.

    boa noite.

    http://www.cmegroup-bmfbovespa.com.br/%5Cpages%5Cport%5Cnews%5C2011%5Cjaneiro%5CBMFBOVESPA-divulga-balanco-de-operacoes-de-2010-06-01-2011.asp

  20. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Depois de ouvir o debate dos Republicanos.

    E hoje a palestra do Sr.Obama.

    Com suas ideias pifias e recladas de um tempo passado.

    Vou ser o primeiro a falar.

    A Hillary Clinton vai desafiar ele pela esquerda tchau tchau Obama.

    abs

    • Enviado por: Jr.

      Riccardo,
      Post número 100 (com a ajuda do Alexandre :) ))))

      Se possível, escolham o Ron Paul ou o Mitt Romney ou até o ex-embaixador na China.

      Agora, se vocês escolherem o Rick Perry ou a Michelle Bachmann para candidato da chapa Republicana, eu ficarei seriamente preocupado. Se isto acontecer, as perspectivas para o mundo são assustadoras.
      Abs.

    • Enviado por: Alexandre

      Jr,

      Acho que entendo quando voce fala turma de la e de ca.

      Mas este bonde o Brasil perdeu,varias vezes.

      Atrasado na industrialização,na informatização,outras tecnologias,na democracia,na constituição,nas leis,no mercado interno e finalmente na globalização.

      Esta ultima,atrasados que somos,colhemos muitos poucos frutos deste processo,que a meu ver é irreversível mesmo com a crise nos países lideres.Quando entramos firmemente a globalização estava prestes a entrar em crise.

      O Brasil apesar de seu tamanho e potencial não é lider de nada,nem na America Latina e nem para sua propria população.

  21. Enviado por: Alexandre

    Ate um governo comunista como o Chines,percebeu a abertura do mercado americano e do resto do mundo para seus produtos,mas há quanto tempo?15 ou 20 anos?

    Japao,lá atras tambem fez o mesmo,Alemanha,Inglaterra.Estou aqui apenas falando das maiores economias.O que o americano pediu em troca?

    Abertura do mercado para suas empresas ou compra de seus titulos,financiamento de sua divida.

    Onde estava o Brasil neste periodo?Combatendo a inflaçao?Discutindo,como dizia o Delfim,qual a fatia maior do bolo iria ficar comigo?Richas partidarias e pessoais,quando os milicos ´´entregaram´´ o poder?

    Enquanto isto o unico setor produtivo foi sendo penalizado.Com aumento de impostos,leis trabalhistas e instabilidade financeira.

  22. Enviado por: Alexandre

    Nem golpe militar fazemos direito.Existe no mundo o termo como Governador Bionico?Que raios era isto isto?A roubalheira começou ali.Como um governo federal centralizador pode controlar uma país desta dimensão?

    Democratizamos e continuamos centralizadores e a roubalheira continua.

    Em 2011 apos 20 anos de mesmo plano economico,o Presidente gera uma discussão nacional e mundial em torno de BC independente?Fique com ele,mas para os proximos 150 anos….e o bonde passando.

    • Enviado por: Alexandre

      Portanto,fico sim com a turma do Juliano,não sei bem o que é isto,mas ´´liberal´´ que ele é nunca exigiu-me nada em troca,muito menos juros selicados.

      E já que a discussão chegou em escolhas,se fosse para escolher entre o governo do Estado do Mississipi e o Governo do Brasil,não teria duvida qual eu ficaria.

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