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15 de Abril de 2010

 

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Devagar com a louça

29 de novembro de 2011 | 9h39

José Paulo Kupfer

Em menos de três meses, a crítica agressiva ao início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central (BC) deu lugar a argumentos em linha com a ideia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderia até acelerar o ritmo de redução dos juros. Essa hipótese passou a frequentar as análises mais recentes dos departamentos de pesquisa de bancos e consultorias de mercado, embora não como a mais provável.

Como não parece ser esta a disposição da autoridade monetária, seria irônico, mas não descabido imaginar que, dependendo do andar da carruagem, o BC possa agora vir a ser criticado por uma excessiva cautela no afrouxamento monetário. Depois da tempestade de críticas vem a ironia.

O tempo demonstrou que, na volta do parafuso, o BC não errou ao “antecipar” o início do corte nos juros. Mas, por todos os motivos, poderia vir a errar se acelerasse o passo agora. Não só as incertezas na economia internacional ou as possibilidades de contágio da economia doméstica recomendam ação ativa, mas cautelosa. Os desequilíbrios econômicos tipicamente brasileiros exigem sintonia muito fina na política econômica. Tudo sugere que o acertado é ir devagar com a louça.

O ambiente em que a economia brasileira navega, apesar de todas as incertezas, está razoavelmente circunscrito a um intervalo não muito aberto. Crescimento entre 3,5% e 4%, com uma inflação na casa dos 5,5%, eis o que se pode esperar, em cenários sem rupturas, para 2012. Não chega a ser o sonho macroeconômico de um país que almeja e precisa incluir mais gente – e, antes disso, manter incluídos os que ascenderam recentemente –, mas, sobretudo diante das circunstâncias adversas da economia global, dá para o gasto.

Tentar trazer a inflação para os 4,5% do centro da meta, no fim de 2012, como insiste em anunciar o BC, e levar a economia a crescer 5%, como passou a declarar a Fazenda, exigiria esticar a corda provavelmente além dos benefícios que o movimento poderia proporcionar. Com a peculiaridade de que cada ponta da corda teria de puxar para o lado oposto, num caso de inviabilidade física.

Nem sempre as combinações de política macroeconômica com o objetivo duplo de manter a inflação sob controle e estimular o crescimento são fadadas ao fracasso, como alguns podem imaginar. Mas, sem dúvida, os limites para essa ação combinada são estreitos e dependentes do quadro vigente. Na economia brasileira do momento, há espaço para esses movimentos combinados, mas as margens, tanto do lado monetário quanto do lado fiscal, são apertadas.

No lado monetário, esses limites são dados pela perspectiva de que a inflação não desande, mas também não despreocupe. A permanência do emprego e da massa salarial ainda em níveis altos, se bem que em ponto menor, contribui para manter pressão de demanda, principalmente no setor de serviços. Além disso, mesmo com uma tendência à moderação nesse segmento e de alguma redução na contaminação dos preços internos pelo vaivém das commodities negociadas nos mercados internacionais, uma provável, ainda que não agressiva, desvalorização mais permanente do real pode contribuir para neutralizar o ramo baixista da trajetória dos preços.

Diante desses limites e com a certeza de que o risco de que a crise global promova turbulências no mercado interno de crédito já é mais do que uma hipótese, a fórmula da política monetária parece dispor de apenas um roteiro a cumprir: a necessária moderação nos cortes da taxa Selic – até 9% ou 10% ao ano, na metade de 2012 –  obrigará a uma reversão gradual e de acordo com as necessidades, das medidas macroprudenciais vigentes – como, aliás, começou a ser feito em meados de novembro e há espaço para prosseguir.

No lado fiscal, o limite deve vir de uma dupla restrição: uma esperada redução no ritmo da arrecadação, amplificada pela intensificação nas isenções para setores específicos e pelos impactos do aumento do salário mínimo nos gastos correntes do governo. O estreitamento do canal fiscal leva as projeções para 2012 a convergirem para um superávit primário de 2,5%, abaixo da meta de 3,1%, que, diga-se, será alcançada em 2011.

A chave da política econômica em 2012 se chama investimento. Infelizmente, mais do que empurrá-lo ladeira acima, o esforço, compulsório, será o de recuperar o terreno perdido em 2011. Difícil acreditar, contudo, que o governo conseguirá, em ano eleitoral, conter seu consumo corrente, para justamente alargar o espaço do investimento, pelo menos nos níveis requeridos. O resumo da história é que a tentação de nadar na direção de um afrouxamento mais rápido no lado fiscal pode levar a economia a morrer na praia.

 

 

 

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93 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Jr.

    Kupfer,
    Saíram dois posts iguais.

    Com relação ao tema do post, eu tenho um comentário em relação ao seu trecho:

    “a necessária moderação nos cortes da taxa Selic … obrigará a uma reversão gradual e de acordo com as necessidades, das medidas macroprudenciais vigentes”

    Eu acho que aí o governo e o BC estão pisando na bola e deveriam fazer justamente o contrário. Eles deveriam era manter as medidas macroprudenciais e acelerar a queda dos juros. Com isso, manteriam algum freio na pressão de demanda (segurando a inflação) e aproveitariam para derrubar a taxa de juros e, com isso, as despesas financeiras do governo, contribuindo para liberar mais recursos para investimento.

    • Enviado por: Nick

      Jr.,

      Você não entendeu ainda. O BC não tem interesse nenhum em diminuir as despesas do governo. São eles – BC – que mandam no país, capiche? Quanto mais dívida, quando mais obrigações em juros, seja pela alta taxa nominal ou pelo alto nível de endividamento em Reais, ou ambos, melhor. É deles o controle. Não está no interesse do Banco Central o que é melhor para o país. Está no interesse do Banco Central servir aqueles que o criaram, que são os bancos, que por sua vez servem aos interesses dos seis grandes mega-bancos mundiais.

  2. Enviado por: Alexandre

    Então JPK, vamos deixar tudo como está, não muda nada, vamos tratar de economia apenas sob o aspecto dos juros, sem reformas, sem mudanças….Conformar-se com os 3,5%. Por quanto tempo?

    Como o Ronaldo falou em monolítico, ele deveria referir-se ào governo principalmente.

    E Ronaldo, entender economia através do ponto de vista do meu ´´ofício´´, considere que este antes de governo e sistema financeiro já existia.

    As idéias das pessoas que criam ´´ofícios´´ são as que movimentam a civilização e qdo obtem sucesso tem que dividir com os outros setores, uma vez que bancos e governo vendem a ilusão de segurança para a população.

    • Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

      Alexandre
      Tenho a mais profunda admiração pelo esforço que você faz para compreender os aspectos econômicos do mundo em que você está inserido. Você apresenta, sobretudo, a mais profunda sinceridade e modéstia em perguntar aquilo que não conhece. Se você fizer um esforço para lembrar, com certeza recordará que sempre procurei responder suas dúvidas, e assim continuarei a fazer enquanto você quiser. É para mim muito interessante ver como, com as ferramentas de seu trabalho e vida(microeconomia), você cria deduções e inferências em macro-economia. Não quero dizer com isso que você está sempre certo. O caminho dos erros pode ser mais importante que o dos acertos. A maioria de nós que aqui estamos tem alguma instrução formal, adquirida em textos mastigados e pré-digeridos, quase sempre tentando nos levar para as posições ideológicas dos autores.
      Abraços

      • Enviado por: Alexandre

        Ronaldo, a sua ponderação é admirável. Tenho aprendido muito com voce e todos, até com aqueles que não concordo.

        Não pense que qdo alcançamos uma taxa de crescimento de 7% não fiquei também empolgado, sabendo que apenas o crescimento economico é que irá gerar a riqueza necessária para acabar com a miséria e também fazer com que a classe média torne-se mais rica.

        Mas vejo o Brasil novamente patinar no seu crescimento fazendo-me acreditar que em breve, dos BRICS, sobrara apenas o BR, deixaremos de ser o país do futuro para ser o país emergente por mais não sei qtas décadas.

        A inferencia neste sentido é deixando que meu concorrente cresça muito, ele irá engolir-me.

        Não é possível nos estarmos com 80% da MO alocada em serviços e oligopolizando o setor industrial, movimento global.

  3. Enviado por: speridião

    Essa questão da tx Selic requer que voltemos um pouco no tempo, digo ao governo Sarney com a absurda inflação de até 80% ao mes. Naquela época ganhavam absurdamente os detentores de contratos indexados, especialmente os da construção civil, cujos reajustes incidiam sobre os custos e também sobre as margens promovendo o artificial capitalismo sem riscos pois reaver o bem do inadimplente era a maior facilidade pelos meios judiciais, hoje ainda mais com a afetação do patrimônio. Passada a fase da hiperinflação veio a subida exagerada da tx Selic totalmente díspar da economia mundial e continua até hoje favorecendo especialmente os bancos e grandes aplicadores.

    Apenas países em desespero têm seus títulos altamente pagantes, exemplo recente da Itália mas chegando a apenas 7% a.a. e não 12,5% como aqui recentemente.
    Portanto uma maxiredução da tx Selic e aumento substancial de taxação sobre aplicações financeiras tornam-se instrumentos numa mesma direção, ou seja fazer o capital dorminhoco acordar para promover emprego e PIB.

    Os chineses já captaram muito bem a idéia de converter capital em produção tanto que os principais noticiários de hoje já informaram a disposição deles em adquirir empresas na Europa, fato que já vem ocorrendo nos EUA.

    Se o Brasil não tomar as providências necessárias a poupança interna assistirá comodamente a entrada também aqui de capital externo internacionalisando as nacionais, quiçá tirando-as de conconcorrências incômodas a eles lá fora, ou seja comprar para fechar ou simplesmente para controlar. O tempo dirá.

    • Enviado por: Javier Vidal

      PREZADO SPERIDAO:
      Concordo con voçe exceto nuhna coisa: a inversao extrangeira xa leva tempo entrando no Brasil e ocupando postos estrategicos (telecomunicaçoes, energia,comercio,banca,produçao industrial…).Note que o que impulsa o crecemento de Brasil e a inversion estrangeira, venhe por donde venha.E por outro lado os chineses ,que xa levan decadas facendo negocios na Europa e comprando empresas.Nao e un fenomeno novo aqui, pero si que o e en Brasil.Eles compararn tudo o que podan ali.Xa o estan facendo.

  4. Enviado por: Jr.

    Amigos,

    Recomendo a todos que dêem uma olhada neste site:

    http://www.jurometro.com.br

    Trata-se de uma ferramenta on-line que acabou de ser lançada pela FIESP e que informa o total de juros pagos até o presente momento pelo governo e o que daria para fazer com essa montanha de dinheiro.

    Idéia excelente. Está de parabéns quem concebeu e quem implantou essa ferramenta.

    Abs

    • Enviado por: Vicente

      Jr,

      Gostaria de te fazer uma pergunta estapafurdia:
      Segundo a coluna de Fernando Dantas, a dívida governamental é de 12% do PIB, e nossas reservas sao de 14%PIB, em que implicaria quitar a dívida???

      Abrç.

      • Enviado por: Jr.

        Vicente,
        Os dados estão incorretos. A dívida pública bruta brasileira está na casa dos 2,3 trilhões de reais. As reservas estão na casa dos 600 – 700 bilhões de reais. O PIB brasileiro de 2010 ficou em torno de 3,6 trilhões de reais, se não me engano. Então, esses percentuais não batem.
        Abs.

    • Enviado por: Renato

      Excelente!

    • Enviado por: speridião

      É isso Jr., com pessoas bem informadas como você mais internet e mais a democratização da informação vai ficando cada vez mais difícil enganar a população.

      Já se foi o tempo de amarrarem-se cachorros com linguiças e que acabem com os papagaios financeiros senão rua!(apesar de estarmos pagando pela copa dos porcos)

      • Enviado por: Qwerty

        Galera, vamos parar de desinteligências né?

        A matéria do Fernando Dantas está correta e trata de dívida externa. Só que dívida externa não é só de obrigações da esfera pública. Ela é da pública e da privada também.

        Vocês estão loucos? Querem quitar a dívida externa das empresas privadas com dinheiro público das reservas do governo federal?

        Nem a PTezada teve uma idéia tosca dessa gente. Por favor, menos…

        • Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

          QWERTY
          Na verdade o Dantas se refere a dívida pública externa, porém a situação é a mesma, pois esta dívida de refere também aos estados e municípios, e tem para eles um custo muito mais baixo que o dinheiro nacional, incluindo o subvencionado do Governo Federal. Como as reservas são federais não podem ser usadas para liquidar dívidas de entes públicos de outros níveis.

  5. Enviado por: jose caRLOS

    acho curioso que ultimamente virou moda atribuir-se os pecados da inflação sempre aos “serviços” assim como no passado já foram o “xuxu”, a “gasosa”, o SM! mas digam-me: aumentou o preço do barbeiro? da faxineira? do telefome? da energia? do taxi? etc..? em quanto? acho que essa é mais uma daquelas idéias que se reproduzem por ouvir falar!! Gostaria de ver numeros especifícos!!!

    • Enviado por: Qwerty

      José Carlos,

      Vc quer alguns nrs. recentes da composição da inflação? Então leia a matéria abaixo que saiu ontem:
      http://www.corecon-es.org.br/noticias/6409-valor-economico-.html

      A classe média novamente “senta” pois diminuirão a partir de 2012 o peso de Educação e de Empregado Doméstico no índice.

      Mas vai que é verdade né? Minha empregada vai pedir pra diminuir o salário e a escola da minha filha vai me dar um desconto maior por adimplência… Afff!!!

      Argentina aqui não leleco! :-(

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Esta reportagem mostra bem a picaretagem que é o IPCA e outros índices de inflação.

      “A educação estava pressionando muito a inflação em virtude do aumento das mensalidades, acima da média. Emprego doméstico, por causa dos reajustes salariais, também é um componente de peso”

      Ou seja, como estes preços mais altos que basicamente repassam ao consumidor maiores custos provenientes de um preço controlado – salário mínimo – estão acabando com o serviço doméstico no Brasil e forçando as famílias a tirarem filhos de escolas particulares. Em uma revisão posterior estes ítens que aumentaram muito são removidos do índice de preços.

      Outra analogia seria imaginar que uma família gasta 10R$ por mês com manteiga, mas o preço sobe muito e esta família passaria a gastar 20R$ por mês em um par de anos.

      Aí a família para de comprar manteiga e compra margarina.

      Apesar da qualidade ser extremamente inferior isso conta para o economista do governo como ‘substituição’.

      O peso da manteiga no índice é reduzido porque o produto foi substituído por margarina. No mundo de faz-de-conta das mentiras oficiais isso se traduz em preços sob controle.

      • Enviado por: Alexandre

        Juliano, mais uma decada duvidosa,lerda , não será pior porque a população está parando de crescer.

        A nossa moeda àos poucos esta indo embora, a esperança fica com o cambio caso ele volte a baixar.

        É incrível que ainda continuo a ouvir de analistas de mercado que a Copa e a Olimpíada são os prinicpais destaques da nossa economia para os próximos anos…

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Os BCs mundiais implementaram hoje um afrouxamento coordenado que causou a maior alta diária da bolsa desde 2009.

      O plano oficial é bombar dinheiro. No Brasil isso passa pela redução dos juros ‘na marra’, e nada vai mudar, nenhum entrave vai ser resolvido, nenhum ajuste vai ser feito.

      A única coisa que vai mudar é a inflação, suas fórmulas de cálculo, e provavelmente as explicações esfarrapadas.

      • Enviado por: Nick

        O QE3 que eu pensei que iria acontecer, aconteceu com outro nome, “operação twist”. Esse agora é o QE4, e foi MUITO maior do que eu pensei… QE4 mundial! Não disse que os BCs do mundo inteiro conversam entre sí nas caladas da noite? É máfia.

  6. Enviado por: Antonio Silva

    Desde a crise financeira de 2008, a política de metas de inflação tem estado sob críticas por parte de proeminentes economistas, tais como Joseph Stiglitz, nos Estados Unidos, e Willem Buiter, na Europa. Stiglitz, por exemplo, chama a atenção que países em desenvolvimento frequentemente se deparam com elevadas taxas de inflação, devido não a deficiência na administração dos fundamentos macroeconômicos, mas sim devido à disparada dos preços do petróleo e de alimentos que pesam mais nos seus índices de preços do que nos dos países ricos. Eu adicionaria a isto a influência dos preços regulados, tais como o da eletricidade. Altas da Selic não conseguiriam segurar estes preços, especialmente quando as agências reguladoras persistem em basear-se num elevado patamar proveniente de uma fórmula errada para determinar os reajustes dos preços administrados.

  7. Enviado por: Antonio Silva

    Uma análise empírica dos dados mensais dos últimos dez anos, confirma o que foi dito acima. Como esperado, os resultados mostram uma (cor)relação positiva estatisticamente significante entre inflação e a taxa Selic defasada em relação à inflação. Surpreendentemente, a (cor)relação entre a Selic e a inflação subsequente também é positiva com uma defasagem de 13 meses. Só aparece um breve impacto negativo quando a defasagem é de cinco meses. Isto significa que quando a Selic não antecipa suficientemente a inflação, ela não possui mais o desejável impacto de reduzir a inflação e, no longo prazo, pressiona os preços para cima. Como isto é possível? Devemos lembrar que a taxa de juros básica brasileira é extremamente elevada pelos padrões internacionais, constituindo-se assim em um importante componente de custo do capital em uso e, portanto, dos custos de produção. Isto ocorre para todos os setores produtivos quer agrícolas, industriais ou mesmo de serviços. Quando os custos crescem os produtores tenderão a repassá-los para os consumidores, pressionando o IPCA.

  8. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA

    Kupfer
    Concordo om teu texto, mas acrescentaria na área de problemas que podem complicar, e muito, nossa situação o absurdo nó criado pelo governo na área de preços dos combustíveis. Combater inflação intervindo nos preços é um absurdo, mas é a cara do Mantega. O preço será pago em mais inflação, mais impostos, mais empréstimos subsidiados, falta de álcool ou importação do mesmo à preços escorchantes.
    Abs

    • Enviado por: Alexandre

      Ronaldo, concordo apenas com o título : LERDOS.

      Um país que discute apenas juros como forma de crescimento, critica o mercado financeiro que vive de juros mas abraça-o qdo é para emprestar, vamos esperar o que?

  9. Enviado por: Ademir

    Realmente, quando Dilma, Mantega e Tombini mudaram a política monetária, meses atrás, uma tempestade de críticas tomou a paisagem. Já estavam todos os economistas bancários, analistas financeiros e articulistas jornalísticos acostumados há anos com Meirelles, o monótono banqueiro que em várias ocasiões perdeu a oportunidade de ser mais eficaz ao ser minimamente arrojado. Político pretencioso na direção do BC sempre foi temerário. Não vou me estender, mas qual a rubrica que mais atrapalha as contas nacionais? De longe os juros, dos quais somos campeões há décadas. Qual é então o ponto principal a se atacado que o Brasil quer mudar?

    • Enviado por: Nick

      Ademir,

      Essa não é uma resposta direcionada para você, mas para todos. Todo mundo fica discutindo juros, metas, etc, etc. Porém esquecem que essas discussões são absolutamente inúteis enquanto nós não começarmos a questionar dois pontos vitais:

      1 – Quem cria dinheiro e como;

      2 – Quem controla a quantidade de dinheiro circulando na economia;

      Não falo aqui em COMO se controla essa quantidade. Falo aqui em QUEM o faz, com completo monopólio.

      Quando todos vocês começarem a entender como esse processo funciona, talvez a discussão passe a ser mais produtiva. Por que enquanto esse ponto – que é a raíz da questão – não for colocado em discussão, absolutamente NADA irá mudar.

      • Enviado por: silvio corrêa

        Nick

        E como você entende que funciona?

        No meu modo de ver, que não sou economista,
        Quem cria o dinheiro é quem precisa manter o controle de algo ou alguém (da sociedade ou do comércio) por meio do mercado de dívidas, pois no meu entender, a circulação de dinheiro só se justifica por haver dívidas ou comprometimento de pagamento.

        E deveria haver uma paridade de riqueza quando se emite 1real=1correspondente em riqueza (ou lastro), mas pelo que vejo hoje em dia a criação pode ser feita da maneira que se queira, ou seja conveniente para a manutenção desse controle. (veja o link).

        http://www.cartacapital.com.br/internacional/bancos-dos-eua-receberam-emprestimos-secretos/

        Que pra mim o conteúdo desse link só representa que parte do dinheiro fictício da alavancagem está aparecendo agora em espécie, mas o lastro ficou como responsabilidade da sociedade que pode pagar por meio da inflação por exemplo.

        A chave da casa da moeda não esta mais com os governos/BCs e sim com quem cresceu tanto que passou a financiá-los. No caso do Brasil penso que sejam os Banqueiros nacionais, pois detém ou passam por eles mais de 80% dos títulos emitidos pelo Governo.

        O restante vai para fundos de investimentos que não seja desses bancos e pelo que li da última vez, investidor pessoa física ou empresário nem 1%.

        • Enviado por: Nick

          Seu raciocínio tá no caminho certo. Existem alguns fatos que poucos sabem, mas a informação é pública para todos.

          Em 1964 no Brasil, o poder de emitir moeda passou do governo para o Banco Central. Foi em dezembro de 1964. Antes dessa data, não existia BC no Brasil. Existiam bancos, mas não um BC.

          Por enquanto é só essa a explicação. Tem mais. Tente pensar o que aconteceu depois, ou até mesmo o por que da criação do BC. Depois eu volto.

  10. Enviado por: Jorge

    Caros, sempre tenho uma perspectiva otimista. Digo isso, porque temos realmente uma grande oportunidade de criar bases de crescimento com a crise. Eis que o grande perigo são os políticos – turbinados pelas eleições em 2012.
    Mas as fatos: o juro no patamar que está é meio como quimioterapia, deprime o organismo para deter o mal maior. Vou dar um exemplo prático. Qualquer empresário dono de pequena ou média empresa sabe. Juro nas alturas significa crédito caro (porque os bancos iriam emprestar dinheiro a taxas menores do que do que podem ganhar em aplicações?). Outra distorção: o BNDES só empresta dinheiro a taxa TJLP (de cerca de 6% ao ano) para grandes empresas. Alé disso, esses conglomerados conseguem empréstimos de bancos lá fora – diretamente ou via parceiros brasileiros – com juro muito baixo, coisa de 2% a 3% ao ano. Então se o BC conseguir manter a trajetória de queda da Selic para taxas semelhantes às de fora, o impulso ao invetimento será enorme. Essas pequenas podem se tornar médias e as médias, grandes.
    Outro ponto perverso da nossa economia: devido à cultura de hiperinflação ainda na memória da maioria dos brasileiros (remonta até o início dos anos 90) e de planos econômicos, o preço por aqui é sempre nivelado pelo alto. Muitos grandes setores funcionam de modo quase cartelizado (vide os automóveis). Ou seja, o consumidor paga caro por tudo. Por isso, tem de financiar. Só que com produtos e serviços que custam o dobro e até o triplo do que custariam em outros países nosso nível de endividamento e consumo é limitadíssimo. O mercado consumidor poderia ser o triplo do atual. O problema é que o governo e os políticos em geral são reativos em relação aos grandes lobbies (afinal são aqueles que financiam as campanhas).
    Há ainda a questão da disciplina fiscal. O poder de investimento do governo é diretamente proporcional ao tamanho dos juros. Mas também ao controle de gastos. Então o financiamento dos gastos depende da capacidade do governo de refinanciar a dívida (o que implica em juros atrativos), mas que pode ser compensado pela economia de gastos. Aqui há, devido a Constituição de 88, um engessamento do orçamento. Por isso, o desespero do governo em aprovar a DRU.
    Isso tudo posto,acredito sim que o BC vem agindo de modo responsável e há um plano de médio e talvez longo prazo para os rumos da eocnomia. O presidente do BC Tombini, a presidente Dilma e o ministro Mantega sabem que, embora os governos europeus estejam flertando com o perigo, nem Alemnaha, nem França e países escandinavos vão deixar o Euro implodir. Para eles, as consequências opderiam ser se transformar em peças irrelevantes no cenário internacional. Isso numa hipótese branda. O cenário terra arrasada implicaria em recessão que duraria uma década.

    • Enviado por: Jr.

      Prezado Jorge,
      Comentários bem sensatos.

      Só faria uma ressalva: eu também achava que a Alemanha, França e outros países nunca deixariam o Euro implodir. Hoje, tenho minhas dúvidas. Pelo simples fato de que as reações dos mercados são muito mais rápidas do que as decisões dos políticos, especialmente da líder alemã, Sra. Ângela Merkel, que teoricamente deveria ser a líder da Zona do Euro. Pelo que tenho observado nas decisões que ela toma (ou deixa de tomar ou demora a tomar), acredito que a esta altura tudo é possível, inclusive a implosão generalizada do Euro. Se olharmos para a novela dos subprimes americanos, perceberemos que a quebra do Lehman foi só a gota d’água de um processo de procrastinação e negação que já vinha se desenrolando deste 2007.

      No caso da crise européia, algum evento inesperado que venha a ocorrer nos próximos meses poderá disparar o gatilho de uma reação em cadeia nos mercados globais que tornará a situação do Euro “ingerenciável”. Vamos torcer para que isto não aconteça, mas a probabilidade de que aconteça está ficando cada vez maior.

      Abs.

      • Enviado por: Jorge

        Prezado Jr,

        Sua análise foi perfeita. Infelizmente, concordo com tudo o que você disse. Eu só espero (bem lá no fundo) que o espírito de liderança e o bom senso da entidade Merkozy prevaleçam sobre a “lavagem de mãos” generalizada lá na Europa. Essa história de passar a batata quente adiante e ver o qeu acontece já gerou inúmeras guerras por lá.

  11. Enviado por: Jorge

    A propósito, a questão dos preços cartelizados é uma das mais perversas. Ouço sempre economistas dizerem em palestras que o país precisa aumentar o nível de poupança interna para poder investir mais. Mas como aumentar o nível de poupança se nossa renda é menor que dos países de economia avançada, nosso crédito ultracaro e o spread que pagamos sobre produtos e serviços e o triplo dessas econoias avançadas?

  12. Enviado por: Jorge

    A dinâmica de preços numa economia globalizada e digitalizada, aliás, renderia um paper. O Brasil é uma economia mais para fechada do que aberta. Temos arroubos protecionistas que se atenuam porque temos as distorções que mencionei anteriormente. Mas uma variável frequentemente desprezadas por análises fundamentalistas é o impacto a internet no processo de inflar bolhas. Vejam a internet nivela preços. Em geral para cima. O mercado imobiliário paulistano é um exemplo. Hoje é fácil, quase instantâneo, verificar com qual patamar de preços, suopstamente, o mercado localizado está trabalhando. E reajustá-lo.

  13. Enviado por: Renato
    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Renatao,

      A American Airlines ja faz um tempo que eh a pior compania Americana de aviacao eles ainda usam os avioes MD-80 com cinquenta anos de idade eu ja nao vouo naquela compania faz tempo a Continental e a Copa tem as frotas mais novas indo para a Europa a Air Lingus (da Irlanda) e muito boa tambem.

      abs

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …tambem eu prefiro andar de onibus do que entrar num aviao da Gol ou da Tam com uns pilotos super inexperientes os da Air France vao dormindo do Brazil a Franca o que explica o acidente que aconteceu.

      Ridiculo…a maioria dos pilotos Americanos tem treino Militar grande diferenca…

    • Enviado por: speridião

      Ô Riccardo (C&A) fanatismo tem limites. Depois do cheque mate nas duas torres você ainda afirma que o treinamento militar faz diferença? Tenha paciência!

      Quanto à idade dos aviões fui ao Rio algumas vezes voando nos velhos Electra. Vibravam, faziam barulho, mas tinham 4 turbos e nunca caíram….. Até poderiam ter ficado anti econômicos mas com certeza 100% ninguém morreu nessa rota por queda .

    • Enviado por: Renato

      Sobrou até para piloto de avião.
      Riccardo Monolítico deve estar de mau humor.

      A sua maledicência volta-se agora para a Espanha.

      ô boca de siri!

  14. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Jah que eu sou “monolitico”,

    Deixa eu ser “monolitico” mais uma vez vai.

    Estou pedindo muito para o governo cortar os gastos.

    Dai os juros abaixariam naturalmente.

    Mas a turma nao entende.

    abs.

    Alexandre a realidade eh que voce entende mais da economia do que os que tem Educacoes Formais (excluindo eu) que tambem tenho que pagar funcionarios comprar produtos e vender num mundo competitivo nao existe faculdade melhor.

    abs

  15. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Javier Vidal,

    Tanto faz se a “deuda” da Alemanha eh mais alta do que a da Espanha.

    A Alemanha eh um Pais MUITO mais produtivo assim como os EUA.

    Entendeu…

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      …por causa de pessoas que pensam como voce a Espanha estah FERRADA.

      Um Pais lindo que nao funciona.

      abs

    • Enviado por: Javier Vidal

      CARO RICARDO:
      Xa que voçe ten a “deferencia” de lembrarse de min e de Espanha cada vez que fica chateado,e melanza unha das suas aterradoras frases “lapidarias”, lhe dire que SIM, importa e moito que Alemania fique endeudadisima, por mais produtiva que sexa.Nao me sexa vo´çe tao simple,Alemania nao e a primeira vez que cae nun laberinto de impotencia e vota a culpa os outros.No seculo XX xa pasou algunha vez, seguro que lembra.
      O problema nao e que voçe finiquite unha conversa con “Alemania e mais produtiva”.E evidente, tamen e mais produtiva que EEUU.¿Y de ahi?¿que pensa, que sao indestrutibles?.Pois nao, meu caro, nin Alemania pode deixar o euro (o criaron eles ¿lembra?) nin pode prescindir dos demais paises.Alemania supon o 21% do PIB da area euro, Ricardo.Eso e a quinta parte.

  16. Enviado por: Empresário

    Não sou economista, portanto, gostaria que alguma boa alma me explicasse quais os fundamentos da previsão de crescimento entre 3,5% e 4,0% em 2012.

    Neste ano vamos crescer 3,0%. Ano que vem a crise europeia vai ser pior e o endividamento do povo brasileiro bateu no teto. Construção civil dá sinais de estagnação. Venda de carros também.

    Talvez seja um crescimento com dívida. Afinal, é ano de eleição.

    • Enviado por: Riccardo(California,USA)

      Empresario,

      Isto eh um papo furado total.

      Em dezembro do ano passado o JPK falou que o Brasil iria crescer 5% este ano eu disse 3% adivinha quem estava certo.

      Mas na realidade nem eu estava certo este ano o Brasil cresceu 0%, no ano que vem pior ainda.

      A agricultura caiu a industria tambem caiu e o comercio cresceu com produtos importados.

      abs

      “Produção da Petrobrás não cresce e fica abaixo da meta pelo 2º ano seguido

      Após fracassar em 2010 e adiar o objetivo para este ano, a estatal enfrenta dificuldades com a demora na entrega de equipamentos utilizados nas atividades de exploração e produção”

      E voces acreditam que uma empresa desta tem capacidade de desenvolver a pre-sal?

      Sonhar e gostoso…

      • Enviado por: José Paulo Kupfer

        Riccardo,

        Será que você pegou minha “previsão” de crescimento de 5% na “Retrospectiva 2011″, de primeiro de janeiro? Aquilo é um exercício engraçado de futurologia sem base, usando os chavões do mercado, que publico há vários anos. No fundo, é uma forma um pouco diferente de desejar um Ano Novo bom para todos.

        Falando a sério, eu sempre achei que não só 2011 ficaria em torno de 3%, como acho que será assim em todo o governo Dilma. Tanto acho isso que nunca me descabelei com a trajetória da inflação. Pode pesquisar que eu aposto ter sido sempre essa minha percepção.

        Abrs

    • Enviado por: Jorge

      Caro Empresário, concordo com o Riccardo. 5% é sonho. Qualquer analista de mercado sabe que, mesmo com o melhor cenário, a vida vai ser difícl no Brasil (menos crédito para empresas e mais caro). Diria que a maior chance é de o Brasil repetir 2011. Entretanto, em 2013 o crescimento tende a ser maior porque há chances de se concretizarem investimentos de grande porte. Além disso, o governo tende a acelerar gastos no período de 2012/2013 devido a eleições Copa, o que deve se refletir nos índices do PIB principalmente a partir do fim de 2012.
      Mas, de repente, os Maias estão certos e tudo acaba antes do Natal. A profecia tem tantas chances de ocorrer quanto uma estimativa de PIB antes de o ano acabar. Vai saber…

  17. Enviado por: guilherme

    fico um tempo sem ler , mas o jpk não muda , torce pelo governo mais que pelo flu……adesão pouca é bobagem….

  18. Enviado por: guilherme

    Riccardo , a petrobras está muito ocupada desenvolvendo projetos importantissimos em prefeituras petistas……de propaganda…..

  19. Enviado por: guilherme

    alias , uma pergunta muito simples , porque uma empresa que detem um monopolio faz propaganda????…….. alem de financiar as empresas de marketing do lulinha ???

  20. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Hoje o Brasil importa nao soh alcool mas tambem petroleo dos EUA.

    Vergonha total

    “In 2006, the U.S. was a net importer of petroleum products from Brazil, but last year it sent a net 106,000 barrels a day” WSJ

    beleza….

    • Enviado por: Renato

      O seu assunto principal, é falar mal da vida alheia.

      E o BofA?

      http://quotes.wsj.com/BAC/interactive-chart

      • Enviado por: Nick

        HAHA… boa! Mas o fato é que a implosão é generalizada… e como sempre, a distração será uma guerra. Israel já bombardeou ontem duas bases militares do Irã, matou uns guardas lá, e nivelou no chão todos os prédios da redondeza. Enquanto isso, a Inglaterra corta relações com o BC do Irã e a população Iraniana invade a embaixada da Inglaterra. No meio dessa bagunça, o Corzine da MF Global ainda anda solto depois de roubar 3 Bilhões, e três patetas de uns Hedge Funds ganham a loteria Powerball de Connecticut na maior operação de lavagem de dinheiro da história da loteca. EUA virou uma bagunça total, tá pior que o Brasil nas maracutaias. A diferença é que a mídia aqui é pior, pois é 100% comprada pelos banqueiros. Começo/meio do ano que vem pode esperar “feriado bancário” nos EUA. Quero só ver!

        • Enviado por: Alexandre

          Tá bom, nem EUA servem, vou me aposentar na Nova Zelandia, chegou a globalização lá?

  21. Enviado por: Alexandre

    Tenho uma dúvida em relação às dívidas de países como Itália, Espanha, Portugal e outros que podem estar passando longe das manchetes.

    De repente estes números das dívidas surgiram do nada?

    Antes de chegarem neste ponto tratando-se de uma Uniao Européia a luz amarela não acendeu? Não poderiam ter começado o programa de austeridade bem antes?

    O Brasil corre este risco também?

    • Enviado por: Jorge

      Oi Alexandre, as dívidas existiam e pioraram no período pós-2008. O problema é que o paradigma era outro. Os países mais poderosos semrpe conseguiram refinanciar a dívida em bases ótimas (mercado comprava títulos de dívida a taxas de menos de 2% ao ano, no caso da Alemanha e dos EUA, por exemplo). Isso coemçou a ruir em 2008,qquando se descobriu que muitos bancos internacionais, muitos europeus, eram excessivamente expostos a títulos e derivativos podres com lastro imobiliário nos EUA. Governos tiveram de ajudar a recapitalizar o sistema bancário. Centenas de instituições menores fecharam (só nos EUA foram 582 até 2010).
      Quando a Grécia deu mostras de que não etria capacidade para honrar seus compromissos (por causa do déficit em conta crecente, da perspectiva de estagnação econômica – lembre-se que menos crescimento = menos dinheiro para o governo usar e dos juros/prêmio que o mercado começou a pedir mais), descobriu-se que bancos franceses, alemães e espanhóis tinham estoque muito alto desses títulos (na época que compraram era um bom negócio, porque pagavam juros mais altos que os de outros países, a Grécia fazia parte do Euro e, teoricamente, os fundamentos não eram tão ruins e o risco menor). Mas, de uma hora apra outra, a Grécia começou a ter problema para rolar a dívida, que, com juros em escalada no emrcado, passou a crescer em relação ao PIB. Hoje a perspectiva é complicada, porque a economia grega está em retração e deve cair 5,5% neste ano.

    • Enviado por: Jorge

      Só para continuar no tema, o Brasil nos anos 70 passou pelo chamado Milagre Econômico. É um perído que nos ensina muito até hoje. O crescimento a taxas chineses, que em alguns anos chegou próximo a dois dígitos, foi financiado pelos empréstimos baratos. O govero pegou muito dinheiro lá fora com juros relativamente baixos para financiar investimento em infraestrutura e para alavancar a indústrialização.

      E praticamente de uma hora para outra tudo veio abaixo devido ao choque do petróleo e à desvalorização da moeda brasileira (lembre-se, dívidas eram em dólar). O resultado dessa aventura foi uma década perdida (os anos 80, com crescimento tímido) e uma espiral inflacionária (entre janeiro de 1980 e junho de 1994, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, foi de 10,5 trilhões por cento. A maior inflação anual foi registrada em 1993, quando o índice chegou a 2.477%)

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Com certeza! É só olhar o que acontece nesse espaço.

      Apesar de terem sido forçados pela realidade a enxergar a crise que achavam que jamais ia chegar aqui, a cabeça da maioria aqui continua no mundo de mitos e bodes-expiatórios, e ao invés de empurrar o botão vermelho continuam com todas as esperanças em mundos de juros baixos e sem inflação, sem reformas, sem disciplina. Cenários impossíveis, existentes apenas no faz-de-conta do governo e FIESP.

      A verdade é que nosso superavit primário é mínimo, essa conta de jurômetro uma falácia, quase nenhum real de imposto é gasto para pagar juros, e fazer isso sim que exigiria uma disciplina tremenda incompatível com o Lulo-petismo. Faz o que o Jorge sugere e coloca uns números simulando o que se passa agora com a Itália e vê o que acontece com a macroeconomia brasileira em uma simulação.

      Todo santo ano o governo rola quase 1 trilhão de dívida sem problemas, e usa parte disso para pagar esses 200 bi de juros. Não só os estatistas assumem que isso sempre vai ser assim, como ainda tem a arrogância de achar que há um complô contra eles por não termos taxas de juros reais negativas.

      Imagina quando a inflação criada pela expansão monetária de emergência não puder mais ser contida, e o BC precisar elevar juros, e o mesmo chegar novamente aos familiares 15%, 20%. Quem vai avisar ao povão e aos funças que a grana acabou. Eles vão pagar o que for necessário para empurrar uns meses a mais.

      Se o país não quisesse seguir no caminho do endividamento e comprometimento com pagamento de juros bastaria após nosso último colapso nada longínquo ter mantido a dívida pública baixa, ao invés de multiplicar as promessas e a sede de poder.

      • Enviado por: Alexandre

        Jorge, grato pela explicação.O duro é entender este ´´de uma hora para outra´´ citado em seus 2 comentários.

        • Enviado por: Jorge

          OI Alexandre, esses “de uma hora para outra” significam que as dívidas são de alto risco, embora os órgãos do governo sempre digam que os fudnamentos macroeconômicos estão sólidos…
          No caso dos europeus,o risco foi apostar no mito dos governos infalíveis. No Brasil, foi confiar no cartel do petróleo…

    • Enviado por: Jr.

      “A verdade é que nosso superavit primário é mínimo, essa conta de jurômetro uma falácia, quase nenhum real de imposto é gasto para pagar juros”.

      Eu sabia que o defensor dos bancos e do sistema financeiro iria se insurgir contra o jurômetro criado pela FIESP. Ele é inimigo mortal da indústria nacional e quer, no final das contas, que toda a indústria brasileira quebre e desempregue os seus funcionários, como já ficou demonstrado em posts anteriores.

      E ainda vem com essa mentira deslavada dizendo que “quase nenhum real de imposto é gasto para pagar juros”. Quer brigar com a realidade e tentar mais uma vez enganar. Aliás, ele tenta fazer istoo tempo todo: enganar, enganar e enganar.

      É só pegar o orçamento público ou o resultado das contas da União para demonstrar a grande mentira escrita acima pelo defensor do sistema financeiro. O superávit primário previsto para este ano (algo em torno de 100 bilhões de reais) se transformará em déficit nominal por causa dos 240 bilhões de reais previstos para as despesas financeiras deste ano. Então, no mínimo, o governo pagará juros em dinheiro em um valor equivalente ao superávit primário (em torno de 100 bilhões de reais), sendo que o montante restante, referente ao déficit nominal, será incorporado à dívida e rolado. 100 bilhões de reais para essa gente é “quase nada”. “Quase nenhum real de impostos”. De onde o governo extrai esses 100 bilhões de reais ? Se não vem dos impostos, vem de onde ?

    • Enviado por: Juliano Camargo

      Quem é o defensor do sistema financeiro.

      Hoje ações das financeiras deram um pulo enorme. Itaú lá fora subindo 8%, graças àquelas políticas monetárias expansionistas que você tanto adora.

      Está bem fraca a argumentação da pedra, está apelando para a retórica barata. Informação quase nula.

      E o pedacinho no final é o seguinte, mais um daqueles exemplos micro da vida prática que os adeptos da economia macro odeiam porque jamais se explicam pelas suas teorias falsas.

      Imagina um cara que ganha bem, 10000 R$ por mês, mas gasta além da possibilidade e vive endividado no cheque-especial.

      Esse cara precisa pagar 1000 R$ de juros todo mês, e, pior ainda, precisa pagar todas as dívidas que vencem, o que não seria possível. Mas aí ele pega novos 6000 R$ emprestados, para ‘rolar’ a sua dívida.

      Na cabeça dele ele tem ‘superávit primário’, ou seja, no mundo de faz-de-conta onde sua dívida fosse com juros zero, ele não ficaria no negativo. Mas é claro que isso assume que ele poderia em seu mundo fantástico rolar sua própria dívida de 6000 a juros zero, porque evidentemente ele não tem esses 6000 e conta com o mercado de crédito para conseguir essa quantia.

      Na cabeça confusa dele os 1.000 R$ de juros são tirados do salário dele, enquanto na verdade ele aproveita e pega logo 7000 emprestados, 1000 para cobrir juros e 6000 para ‘rolar’.

      Aí basta ver o estoque da dívida, sempre crescente. E sujeito aos caprichos do curto-prazo, é claro, como descobriu a Itália.

      O dia que o estoque de dívida estiver decrescendo é que finalmente poderemos dizer que a administração do país vai estar usando sua receita para reduzir a dívida.

      A pergunta que devemos fazer é a seguinte, teria o país a capacidade de dar serviço nessa dívida em uma situação de problemas no mercado de crédito chegando ao Brasil?

      Claro que não. Estamos na mesma situação que a Espanha uns anos atrás, fora do ponto de retorno caso isso ocorra.

      Teria o país a capacidade de tocar suas contas mesmo se fosse dado um calote geral na divida publica – ja que nao poderia ser rolada?

      Claro que não. Quebraria toda a economia brasileira, cairia a arrecadação e contribuições da previdência.

      Então é a pedra que como sempre briga com a realidade. A pedra repete o discurso oficial e acha que o argumento voa. Pode ser argumento bom o suficiente para adestrar os mais novos atras de um diploma de economista. Mas no fundo não decola.

    • Enviado por: Jr.

      A pedra trinca o telhado de vidro do enganador e o deixa exposto.

      O enganador disse que quase nenhum real de impostos é usado para pagar juros. Quando confrontado com a realidade dos fatos – que foram expostos com números -, o enganador (que é também manipulador), vê que não tem condições de sustentar a falácia já escrita e aí tergiversa e apela para fábulas. Esopo faria melhor.

      • Enviado por: Nick

        Esse processo ocorre em algumas fases.

        1 – O país aumenta sua dívida;

        2 – Inicialmente, paga-as com R$ vindos de produção;

        3 – Quando não dá mais, se endivida mais para pagar a dívida já existente.

        4 – A bola de neve aumenta, mesmo com aumento de PIB.

        5 – Quando a dívida estiver grande o suficiente e não for mais possível pedir emprestado para continuar pagando juros…

        6 – Acontece o que já foi dito: Recursos Naturais vendidos a preço de banana.

        E claro, notem que esses recursos só poderão ser extraídos e canalizados com dinheiro emprestado. Vamos acordar.

    • Enviado por: Jr.

      Pois é, Nick. No Brasil, estamos no estágio 2 a que você se referiu. Se baixassem os juros reais para o patamar que é hoje pago pela Turquia, Indonésia, África do Sul e outros países em desenvolvimento (em torno de 6 %), o déficit nominal do orçamento brasileiro poderia ser praticamente zerado, a dívida pública pararia de crescer e aí então se poderia pensar em começar a amortizar o principal. Continuaríamos no estágio 2, sem necessidade de passar para o estágio 3 que você mencionou. Por enquanto não dá nem para começar a pensar na amortização, pois ainda estamos pagando um bocado de juros.

      Note que não estou falando de nenhuma ficção. Durante o governo Clinton, houve três anos seguidos em que a administração americana teve superávit. Por que não no Brasil ? O caminho é a queda da taxa nominal de juros.

  22. Enviado por: Paulo Xavier

    Riccardo,

    Respondendo a seus dois comentátios acima:

    1) Produção da Petrobras abaixo da meta:
    Isso por si só não quer dizer nada. É necesário avaliar um tempo maior, pois a entrada grandes projetos muda muito essa fotografia. Você sabe quantos projetos estão para entrar em produção? Pesquise.
    2) Pre-Sal:
    As melhores estimativas giram em torno de 80 bilhoes de boe, o que equivale a uma Venezuela, se adicionarmos o
    que já é conhecido.
    Note Riccardo que muitos insumos necessários não seriam
    disponíveis mesmo se toda a indústria do mundo, inclusive
    dos EUA, fornecesse exclusivamente para o Brasil.
    3) O Brasil sempre importou petróleo e continua importando não por causa da demanda, mas devido as
    características tecnologicas das refinarias, que foram
    construidas para o tipo de óleo importado e não
    oleo produzido no Brasil, até hoje pelo menos.

    Por que essa implicância com a Petrobras?

    abrs

  23. Enviado por: Renato

    Qual será o resultado de jurômetro dividido por impostômetro?

    impostômetro = 1,329477 trilhão
    jurômetro = 0,217524 trilhão

    ((jurômetro/impostômetro))*100 = 16,36%

    conclusão:

    16,36% da arrecadação de impostos da carga tributária do país é usada para pagamento de juros.

    para uma carga tributária de 35,1% do PIB, isto significa que 16,36% de 35,1% vale 5,74% do PIB.

    5,74% do PIB destina-se ao pagamento de juros (rendimento da renda fixa).

    Quanto vale o PIB em reais (R$) ?

    • Enviado por: Jorge

      Puxa Renato, desculpe-me d antemão a resposta, mas seu cálculo poderia ser feito de maneira mais simples. R$ 218 bilhões de reais de juros equivalem a 5,8% do PIB de 2010 de R$ 3,7 trilhões. Nem precisava calcular a relação juros/imposto.
      Abs

    • Enviado por: Renato

      É verdade! Fiz um cálculo às avessas.

      E deu certo! Acho que temos ferramentas medidoras confiáveis.

      Preocupa agora a DPMFi, já que o governo só paga parte dos juros ao ano e o principal da dívida todo ano tem que ser rolado.

      http://portalinvestsantander.clientes.ananke.com.br/aqui_voce_pode/noticias_do_mercado/tpl_noticia.asp?CDUID=2266575

      • Enviado por: Jorge

        Oi Renato, você levantou uma tema superimportante. Se houver uma piora da crise nossa dívida de títulos federais (DPMFi) começa a escalar. Mais ou menos como acontece com Grécia e Itália nesse momento.

    • Enviado por: Renato

      Oi Jorge,

      Naquele tripé de meta de inflação, câmbio flutuante e superavit primário, teria um quarto pé que é a dívida crescente e firme como rocha.

      O mercado torce que o PIB caia para que também caia a arrecadação e haja cada vez menos recurso para se pagar a dívida.

      Se o PIB cai, estaremos fritos.

    • Enviado por: Nick

      Fica a pergunta: Quem é que paga os impostos que o governo arrecada? Povo. Esses juros que o governo paga, são pagos pra quem?

      Uma forma de acabar com essa despesa nas costas da população é exigir uma moeda que seja criada livre de dívidas. Só isso. Juros 0% acontecem imediatamente.

      Isso é mais fácil do que parece. Falta só o povo entender como funciona a origem do dinheiro e quem é que tá com a mão no botão da impressora/computador.

      Com juros 0% e sem dívida atrelada na moeda, inflação não existe. O dinheiro só circula, sem aumentar ou diminuir de volume. Só se aumenta ou diminui a quantidade de moeda de acordo com o PIB. Aumentou o PIB, pode pôr mais moeda em circulação. Quando e se por acaso diminuir o PIB, retira-se moeda de circulação. É simples. Como diz o Riccardo, “tô certo”.

      • Enviado por: Jorge

        Oi Nick, você está certo sim. Mas o mercado de capitais sempre dá um jeitinho de contornar qualquer restrição nesse sentido. Há um interminável cardápio de captação de recursos que vão desde ações até instrumentos de crédito privado, como debêntures e Fdics. Esses títulos, na prática, funcionariam como “impressão de dinheiro”. É parecido com títulos federais. Quer dizer, não bastaria restringir o papel moeda. Seria preciso uma regulação quase orwelliana – ou soviética – do mercado. Mesmo assim, como a história mostra, o capital especlativo dá um jeito de se infiltrar.

        • Enviado por: Nick

          Sim, concordo. Mas todos esses produtos do mercado financeiro podem continuar existindo, se uma simples lei for aprovada pelo congresso: Fim de empréstimos fracionados.

          Essa simples lei em política monetária mataria dois coelhos com uma paulada só. Acabaria com o BC como um instrumento político (BC só serviria como casa de compensação de cheques) e acabaria imediatamente com a necessidade de depósito compulsório e juros.

          Finalmente, a população seria livre. As implicações de uma lei como essa são absurdamente enormes. É a simples diferença entre escravidão e liberdade.

          • Enviado por: Alexandre

            Nick, voce vai judiar do Silvio como judiou de mim?…risos.

    • Enviado por: Nick

      HAHA Eu não judio… só tem a ver se ele escolheu a pílula vermelha ou azul… :)

      • Enviado por: silvio corrêa

        Alexandre

        Acho que é uma questão de ponto de vista, acho incorreto o modo de uso do conceito de servidão e liberdade que o Nick usa em seus comentários, embora ele seja um excelente debatedor e de ponto de vista respeitável e que agrega.

        Para o conceito do Nick funcionar, Um Mercado livre de alienados ou de donos, que desde a pré-história nunca foi, penso ser absolutamente imprescindível que o ser humano individualmente disponha de sabedoria, mas não dispõe.

        O ser humano só dispõe da necessidade imediata (leia-se instintos), e isso meu caro é a variável desconsiderada pelo Nick e que naturalmente cria , criou e criará quantas vezes forem necessárias o ambiente de dominador (os mais dispostos ou ambiciosos ou rápidos) e dominados (pensamento de parcimônia ou mesmo incapaz) e que justamente faz equilibrar o que entendemos de Economia, pois para existir necessariamente há vencedores e vencidos sempre ao ponto de não comprometer a existência mútua.

        Observe que pelo nossos comentários em outros posts, é fácil identificar simpatizantes e linhas de pensamento que vão a lógica do Nick da uniformidade humana (que ele parece considerar uma constante, pela linha de pensamento), a qual você parece concordar, e outros que preferem o pragmatismo (como eu) pois observamos em primeiro lugar que o mundo é feito de diferentes com pensamentos diferentes e vontades diferentes.

        Independente do mérito, este blog é um excelente exemplo de respeito à diversidade.

        abç

        • Enviado por: Nick

          Os seus comentários tem grande mérito, e são válidos. Eu acredito que o que você disse acima se aplica totalmente a nossa realidade atual.

          Meu ponto é que a realidade atual não é muito boa, e o futuro está comprometido se não houver mudança. Uma das formas que vejo essa mudança, é na verdade benéfica tanto para os mais rápidos como para os mais lentos que você caracterizou acima.

          Explico: Quanto há uniformidade na política monetária – aquela que proponho que proíbe empréstimos fracionados – automaticamente tanto o lento como o rápido jogam em um tabuleiro econômico onde as regras são exatamente as mesmas para todos.

          Quando falo e defendo o tal Mercado Livre, me refiro a essas regras, e também à ausência de forças políticas nos assuntos econômicos. Essas duas características do mercado livre ocorrem automaticamente, se a moeda nascer livre de dívida, ou seja, se a moeda for utilizada apenas como um instrumento cuja única função é de facilitar trocas (bens e produtos) entre os seres humanos.

          Essa é uma guerra de titãs, pois implica em uma enorme mudança de poder, dos que o detém, para os que atualmente não o detém, e são escravos do sistema.

          Quanto aos instintos que você comentou, não creio que estes irão desaparecer, seja qual for o sistema. Porém, a decisão de utilizá-los ou não será muito mais fácil em um ambiente econômico onde – por design – não há motivação para a destruição do próximo, pois todos sabem que todos possuem uma chance de vencer; as regras são iguais para todos.

          Os que atingem sucesso, terão atingido por mérito e não por terem sido favorecidos por regras estranhas ou subsídios especiais. Você ficaria surpreso como em um ambiente desses, as pessoas se tornariam muito mais filantrópicas do que já são hoje. Não se pode contar com filantropia, e muito menos exigí-la. O que se deve fazer é criar um ambiente para que ela aconteça naturalmente.

          Em um ambiente onde sabemos e somos ensinados desde crianças que a regra é não seguir regras, coloco aqui essa sugestão, que em minha opinião provocaria uma fundamental mudança na forma como os seres humanos interagem entre sí: Exigir que o congresso crie e aprove uma lei muito clara que não permita, em hipótese alguma, que dinheiro seja criado a partir de dívidas, e multiplicado através de empréstimos fracionários.

          Isso é uma mudança tão enorme, geraria crescimento econômico sem precedentes.

          • Enviado por: Nick

            leia-se (bens e serviços) acima.

  24. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Nick,

    Este presentinho vai para voce.

    Comentario do Ron Paul no que o FED fez hoje.

    http://video.cnbc.com/gallery/?video=3000059877

    abs

    • Enviado por: Alexandre

      Riccardo, fiquei lisonjeado em voce dizer que entendo de economia.

      Mas um pouco de macro economia não faz mal. Na micro trabalha-se muito e na macro especula-se muito, sendo que criaram um sistema que muitas vezes dá-se melhor apenas especulando, com quem trabalha….

    • Enviado por: Nick

      Esse cara entende do assunto. Só não concordo com o gold standard, mas tudo o que ele fala faz total sentido.

  25. Enviado por: RONALDO GOMES FERREIRA
    • Enviado por: Nick

      A matéria é interessante. Tem um pouco de desinformação também quando diz “A “crise” só existe porque toda a gente acredita na sua existência” – não concordo, por que ela existe de fato de acordo com os números. Agora, quem gerou os números é que é a questão. Esse pessoal usa esses número negativos como ferramenta para criar essa percepção de ‘medo’ e de que se a população não começar a pagar mais impostos e der trilhões para os bancos, o mundo vai acabar. Ora, tenho umas notícias para vocês bancos: O mundo não vai acabar, e vamos implantar leis que irão cortar suas asas. Mesmo que vocês, em conjunto com o corrupto complexo industrial-militar comecem guerras ao redor do mundo. Podem contar com isso. A festa das ratazanas acabou!

    • Enviado por: Javier Vidal

      RONALDO: Moi interessante o artigo do panico.E ficçao ata certo punto.Nos aqui o vivimos mais ou menos asim.E engrasado que coincida coin tudo o que Daniel Stulin no seu libro “O club Bilderberg” di acerca de manter a populaçao sempre con medo (tamen George Orwell, porsuposto).E que Europa sempre fica fascinada con conspiranoias que acaban sendo….certas.

  26. Enviado por: Nick

    Essa é pro Vicente que me chamou de “predicador”… hehe

    Como sempre, eu detesto ser pessimista, mas anota aí num pedaço de papel do lado do seu micro: Hoje (11/2011) o Dow Jones tá por volta de 12.050 pontos. Se os bancos continuarem com o seu reinado, no final do ano que vem vai estar em 5.000 pontos. É isso aí.

    • Enviado por: Vicente

      Nick,

      Vc sabe que foi um elogio, pela sua persistencia e tenacidade, neste tema o qual vc considera a raiz dos problemas.

      Abrç.

  27. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    JPK,

    Voce tem razao “Devagar com a louça”.

    A verdade e que eu estou vento pratos quebrados por tudo quanto e lado.

    tou certo…

  28. Enviado por: Jr.

    O BC está indo devagar demais. A louça já tá quebrada. A economia já parou de crescer. O BC faria muito melhor se derrubasse os juros mais rapidamente e tivesse cortado hoje em pelo menos 1%. Essa “parcimônia” não se justifica, já que com a outra mão retiram uma série de medidas macroprudenciais para estimular o crédito. Fariam muito melhor se mantivessem as limitações ao crédito e ao endividamento popular e cortassem os juros com mais rapidez.

  29. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Jr,

    Eu pensei que voce estaria mais contente ja que o Ming esta de ferias!!!…

    Mais ate que voce esta certo hoje estah.

    Abaixa os juros sobe o SM em 14% e deixa a inflacao voltar…

    abs

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