Com a palavra, a política fiscal
18 de janeiro de 2012 | 21h30
José Paulo Kupfer
Era consenso que o Copom, na primeira reunião de 2012, manteria o ritmo de corte na taxa básica de juros adotado nas últimas três do ano passado. A redução de 0,5 ponto porcentual, tomada por unanimidade, que trouxe os juros básicos para 10,5% ao ano, confirmou o que todos esperavam.
Falta consenso, porém, sobre o que será decidido pelo Copom, daqui para a frente. Não se prevê que o ciclo de cortes nos juros básicos avance além de maio, mas, até lá, as apostas variam entre taxas básicas anuais de 9%, 9,5% e 10%, mantidas, a partir de então, até o fim do ano.
Essas apostas embutem hipóteses diferentes para o ritmo dos cortes, a cada uma das três reuniões do Copom previstas até maio. A primeira delas abraça a possibilidade de outros três cortes de 0,5 ponto, mas as demais consideram a possibilidade de desaceleração do ritmo de corte dos juros ou o encerramento antecipado do ciclo de cortes.
Tem aumentado o grau de dispersão nas análises sobre os próximos passos do Copom. Sinais menos pessimistas nas economias americana e chinesa, combinados com um tom mais preocupado com as tendências inflacionárias, transmitido no Relatório de Inflação do quatro trimestre de 2011, refrearam as avaliações que apontavam um ciclo mais longo e mais acentuado de redução nos juros.
Incertezas em relação ao tamanho dos cortes e contingenciamentos que serão definidos no Orçamento, em fevereiro, formam o pano de fundo dessa dispersão de hipóteses. Circula que, quanto à política fiscal, duas visões disputam a preferência da presidente Dilma Rousseff.
Uma delas seria favorável a uma maior contração fiscal, assegurando a obtenção da meta cheia de superávit primário, em nome da abertura de espaço para cortes maiores nos juros. A outra, de olho na expansão do investimento público e num crescimento acelerado da atividade econômica, aceitaria um superávit primário descontado de parcelas dos investimentos.
É certo que o nível da contração fiscal que o governo se dispuser a executar terá peso crítico no roteiro da evolução das taxas básicas de juros, de acordo com o novo mix de política econômica adotado em meados de 2011. Mas, além disso, a situação da economia internacional e as medidas macroprudenciais, à frente o manejo do crédito, cumprem também importante papel no desenrolar desse enredo. Um enredo, é bom lembrar, reformado, em que alcançar o centro da meta no ano civil, apesar das promessas, deixou de ser a regra.
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JPK,
Se como voce diz que estamos conseguindo um superavit na taxa cheia (incluindo o custo dos juros) dai concordo com a galera toda os juros podem continuar abaixando ao beneficio de todos.
FinaRmente.
abs
JPK, minha dúvida é sobre o ´´investimento público´´, gostaria de saber no que, para que e qdo vai terminar para colher os resultados do ´´investimento´´.
Portanto, fico com a linha favorável à contração fiscal, reduzindo juros e investimento PRIVADO, sem inflação, estamos sim precisando daquela deflação prometida…
Viram os dados que o brasileiro já gasta mais com a saúde que a verba do Ministério, é mole? Custo Brasil, duplicado, triplicado…
Já ouviram falar de uma estatal chamada Codevasf?
Nem sei o que faz, mas recebe verbas do Minstério da Integração Social e agora investigada, assim como o Ministro.
JPK
Entendi por que voce voce pisou na bola nas estatisticas do post anterior.
A wikipedia esta fora do ar.
Descurpa nao deu pra segurar.
abs
Acho que foi a uns bons 14 meses atrás que, aqui mesmo nesse blog, eu comentei que na medida em que a dívida iria aumentando, os juros iriam caindo.
Nick, grato pelas carinhas.
Não vou discordar de voce totalmente não, a escravidão vem através das dívidas que assumimos, é verdade. Pior ainda é países endividarem-se para utilização de gastos públicos injustificados, apenas para garantir o corporativismo, enorme aqui, junto com os fisiologismos. O que discordo voce já sabe
Nem lembro no que você discorda mais… Claro, tenho um viés ideológico mais centrado nos direitos individuais, mas fora isso… creio que o artigo acima é importante também, afinal política fiscal é 100% absolutamente influenciada por quem disponibiliza (cria) grana.
Kupfer,
2 posts no mesmo dia, voce esta acelerado não?
Reduzir juros, gerar superavit primário, um must. Investimentos deviam ser o mínimo necessario e bem justificado porque grande parte vai pelo ralo.
Coloquei no outro post, mas vou repetir:
Acho que precisa aguardar mais para ter noção melhor deste soft landing da China.
De todo modo tem boa notícia para o Brasil:
Spot a trend. China’s inflation is down, to 4.1 percent in December from a peak of 6.5 percent in July. India’s inflation to 7.5 percent in December from 9.1 percent in November. Euro zone inflation to 2.7 percent from 3 percent and UK inflation to 4.2 percent from 4.8 percent. Inflationary pressure is coming off around the world. That’s encouraging.
Ou seja aquele repique de inflação no meio deste ano e no ano que vem não vai acontecer, os custos serão contidos…..agora falta segurar a balança comercial e o fluxo de investimentos.
Corrigindo:funding para financiamentos e investimentos.
Já estou sonso, boa noite.
Mario, até na China o PIB cai e a infla também, portanto voce conseguiria explicar a nossa inflação, que nunca cai?
Alex,
é o que Nick já descreveu e aqui no nosso país que sempre precisou de capital externo o esquema é bem robusto. É uma maquina de emissão contínua e retroativa:tesouro para banco e financeiras para governo e vai e volta. Não há mecanismo que interrompa o ciclo, a não ser default. Por que tá acordado ainda ?
Estou tecnicamente de férias…OK, entendi, deviamos dar default no governo, pois boa parte é para finaciar os ´´investimentos públicos´´
Ronaldo,
Começamos o real com 1:1, até menos. Não há cambio valorizado ou desvalorizado, sendo flutuante… quem.
Existem setores que sofrem mais ou menos.
O que menos sofreu foi o exportador, e o ganho com isto foi enorme para o país. Ficamos mais ricos, mais dólares entraram, nossas propriedades valem mais, nossos salários também, as multis, não poucas, remeteram menos ´´reais´´.
A industria nacional, sofre não pelo cambio, ela sofre pelo custo Brasil, não é besteira, existe e é real, maior do que divulgam.
40% de carga é uma economia semi-estatal sem nenhum well-fare state. É ridícula!
Não podemos ter como modelo a China, é retrocesso, é estatização, salários ínfimos, é o Brasil crescendo muito antes do real.
Solução? Protencionismo na cara dura, faz parte do comércio internacional, já que o custo Brasil é intocável com tendencia de aumento.
Alex,
Voce precisa de sair mais de ferias.
Quando volta a mente esta bem nitida.
verdade…
Nem a família foi…´´beautiful mind´´!
Alexandre
A escolha do câmbio de 1:1 não tem nenhum sentido econômico, se fosse para escolher eu poderia optar pelo câmbio 1:3, mas seria a mesma coisa, não teria uma justificativa econômica válida.
O setor que mais sofreu com este câmbio foi o industrial exportador,que é o que mais emprega e possui os vagas de melhor qualidade.É de longe o maior e melhor exportador de mão de obra. O setor exportador menos prejudicado foi o de commodities. É um setor de poucos empregos e com vagas de baixa
qualidade.Se o câmbio estivesse equilibrado teria tido lucro muito maior e teria investido muito mais no país. Você acredita que não precisamos de investimentos?
Este governo não vai combater o custo Brasil, mas o custo Brasil e o custo Brasil já estava aí quando ele assumiu há 9 anos. Quantos anos mais vamos esperar com o Real valorizado (este sim, construção deste governo).
É verdade 40% do PIB é muito mas no caso do Brasil o número varia de 34 a 36 dependendo de quem conta.Por favor, não diga que 4 ou 6 por cento é pouco.
Quanto ao Well-fare State realmente não estamos lá, mas você sabia que entre mais de cem países a previdência brasileira foi considerada a mais benevolente?
Qualquer pobre nos Eua gostaria de ter a assistência médica que famigerado Sus proporciona no Brasil.
Quanto a usar a China como modelo, eu também não aconselharia, até porque a realidade sócio-econômica e política é totalmente diferente. O que eu disse é que se moeda desvalorizada fosse ruim a China não seria o país que mais se desenvolveu nos últimos anos e mais empregos criou na história do mundo. Se moeda desvalorizada fosse ruim os EUA não teriam realizado o QE1, o QE2 …QEn. Fez para voltar a crescer, como já acontece.
Protecionismo destrói o empreendedorismo, e cria cartórios para governos corruptos, chantagearem os empresários para se manter no poder.
Nunca fomos um país exportador, qualquer que fosse a moeda, e sinceramente não acho que o real esta valorizado, relativo ào o que? À China? sempre estará neste caso…
Os números de exportação desmentem este cambio ´´valorizado´´.
Todos os países praticam alguma forma de protencionismo, 100% aberto não conheço nenhum, controlam pelas aliquotas. No caso da China é dumping, subfaturamentos, temos muitos motivos para barrar seus produtos.
É 40% mesmo ou mais, pago imposto para a Saude, Segurança, Educação e Infra, no entanto pago novamente estes serviços particulares.Eu e milhões da classe média, sendo que estes serviços particulares, também contém carga tributária!
É muita moleza para o governo, somente aqui, afirmo novamente, é ridículo!
Agora, concordo que este sistema de dívidas para gerar crescimento está fora do lugar, um baita paradigma foi quebrado com dívidas à 100% do PIB, permitindo que cheguemos a 200%, por que não?
JPK, de uma ajuda neste assunto!
Alexandre e Riccardo,
O Ronaldo tá dando um baile em vocês. Se fosse eu ou o Ferruccio que estivesse falando o que o Ronaldo falou acima, talvez vocês não quissessem ouvir. Mas ouçam o Ronaldo, porque acho que ele é insuspeito em relação aos temas que estão sendo tratados.
Parabéns, Ronaldo.
Alexandre, em relação aos seus cálculos sobre a carga tributária, eu lhe diria que se os seguintes fatores fossem reduzidos, a carga tributária poderia cair bastante, talvez algo em torno de 10% do PIB:
1) Despesas com juros
2) Corrupção
3) Desperdício
4) Má alocação de recursos (investimentos em setores de pouco retorno).
Em relação ao item 1, já discutimos de sobra. O governo tem que peitar os financiadores de campanha para poder reduzir os juros para os patamares internacionalmente compatíveis com a nossa realidade econômica.
Em relação ao item 2, é uma questão cultural e sempre existiu, mesmo em governos anteriores. Apesar de que o PT, quando assumiu o governo, carregava a bandeira da moralidade administrativa, a qual abandonou pouco tempo depois. É uma questão difícil: a corrupção,inclusive, se estende para além da esfera do Poder Executivo.
Em relação aos itens 3 e 4, entram aí fatores como as qualidades administrativas dos governantes, tais como eficiência e discernimento. A título de exemplo, li recentemente sobre a novela da construção de um metrô em Salvador de apenas 6 km de extensão, sem utilidade prática, cujas obras já consumiram quase 1 bilhão de reais e que vem se arrastando há mais de 11 anos. Parece que o prefeito de lá é um tremendo incompetente. Com gestores dessa natureza, o dinheiro público nunca será suficiente para as finalidades a que deveria prioritariamente se destinar, tais como educação e saúde de boa qualidade.
Abs.
Jr., discordo da colocação insuspeito. Já fui acusado aqui de advogar em causa própria. Ora, advoguei em causa, no meu caso, da empresa, e daí?
Faz parte, sou eu e outros milhoes de pequenos, mas nunca afirmei que os salários dos brasileiros são execelentes, embora em cargos que exigem profissionalização eles estão ganhando bem, comparado, com este cambio, mais o que custam.
De resto, concordo com voce. Não sou a favor deste modelo exportador enquanto não atendenmos plenamente as necessidades dos brasileiros.
Então, imagine uma queda de 10% na carga, tornando os produtos mais baratos para o próprio consumidor brasileiro, muito melhor do que ficar enfiando dívidas sem garantir a estabilidade economica.
Este governo PT/PMDB, está pondo em risco os poucos ganhos que tivemos. Não tem competencia e nem estudo para assumirem os cargos além de um viés ideológico comparado com o chines misturado com europeu que resulta em crescimentos inferiores.
Agora mesmo o governador da Bahia aprovou o conselho sobre a imprensa, tenham dó, não tem mais o que fazer enquanto os indices de violencia aumentam, dando um exemplo.
É Jr, as composições para esta linha de Salvador se encontram há muito tempo estocadas em garagem esperando pelos trilhos. Ouvi na CBN semana passada que o governo da Bahia anunciou a construção de mais uma linha. (Adivinhe governo de qual partido).É claro que a construção do Coliseu, ou melhor, do estádio para a Copa vai muito bem com dinheiro do BNDES. Quem vai pagar esta conta depois é outra história. Cada povo tem o metrô que merece.
Alexandre,
Quando eu falei “insuspeito”, não estava me referindo a você. O que eu quis dizer é que a minha opinião (ou a do Ferruccio, por exemplo) podem soar “suspeitas” aos ouvidos de vocês, porque nós frequentemente discordamos de você e do Riccardo sobre vários tópicos.
Sellba,
Mas parece que o problema principal de lá é o prefeito, que hoje é do PP, mas já passou pelo PDT e PMDB ao longo do seu mandato. As pessoas que visitam a cidade dizem que Salvador está abandonada. Eu me recordo de que o pai do prefeito atual já foi governador da Bahia indicado pelo ACM e foi um desastre total naquela época. Parece que a incompetência deles é uma questão genética e hereditária.
Abs.
Jr., o problema são os dois, conflitantes, Bahia é Salvador. Desde que o PT assumiu o governo a violencia só aumentou.
Só uma rápida crítica construtiva ao que o Ronaldo escreveu acima: O que define o câmbio entre duas moedas é nada mais do que a quantidade das duas. O FED controla a quantidade dos dólares, e o BC controla a quantidade dos Reais.
E outro pedaço de informação importante em relação a essa frase que o Ronaldo escreveu: “Se moeda desvalorizada fosse ruim os EUA não teriam realizado o QE1, o QE2 …QEn. Fez para voltar a crescer, como já acontece.”
É importante lembrar que os QEs acontecem por que antes deles, o crédito secou. Isso significa que a quantidade de moeda circulando diminuiu drasticamente em curto espaço de tempo. Quem causou isso é quem controla a emissão de crédito, que são os bancos. São eles que agora recebem os QEs e por enquanto ainda não soltaram essa dinheirama economia afora.
E Jr. – Nos EUA, esse dinheiro só vai ser solto economia afora como empréstimos, a juros. Os bancos estão esperando por que juros ainda estão baixos. Os bancos mesmo, através do FED é que decidem qual serão os juros. Estão mantendo-os baixos por que estão tentando limpar seus livros enquanto arrematam as riquezas físicas (imóveis, terras) a preços deprimidos. Não são os bancos pessoas jurídicas que arrematam, mas as pessoas físicas no topo da pirâmide que, invariavelmente, fazem parte dessas instituições.
Aliás, eu digo isso por que comparado com a vasta maioria da população Americana, eu sou meio que ‘topo da pirâmide’ e está sendo exatamente durante essa crise (2011 e 2012) que posso adquirir imóveis a preços ridiculamente baixos, à vista. Imagina então o que os realmente ricos (bilionários) estão fazendo… “America is on sale” como disseram vários deles. (Traduzindo, EUA está em promoção).
Agora pro Nick cair da cadeira.
O Obama vai dar o speech de aceita a reeleicao dele no estadio do Bank of America.
Se nao fosse verdade seria piada.
Esta eleicao esta boa demais!!!…
…293 dias para despedilo…na realidade eu prefiro o capitao daquele navio de cruzeiro Italiano para presidente do que ele.
verdade…
HAHA! Se isso acontecer mesmo, tá mais do que provado que ele é o Fantochão (sock puppet) Mor.
Vamos ver todo este otimismo assim que a grécia efetivar seu calote,notas da midia fortalecem esta ocorrencia mais adiante,pelo menos algumas notas que li na midia preveem este acontecimento para não muito longe eu prefiro ficar mesmo com o noriel roubini,para ser mais exato,tô como san tomé,quero ver o otimismo depois para crer
Obvio que os juros vão cair mais um pouco, estamos mudando de patamar de taxa de juros. Finalmente acordamos. Ainda levara tempo até termos juros civilizados, mas mudamos de patamar.
A noticia ruim é que ainda precisamos construir um país inteiro. Vamos produzir mais e menos ideologia.
Acho que a gente não precisa ser otimista nem pessimista, precisamos trabalhar e tomarmos o controle do nosso destino. Que a Grécia nos sirva de lição, só vai pra frente quem trabalha, excesso de benesses um dia chega a conta pra pagar e precisamos ficar alertas nisto.
Basicamente o obama aplicou outro golpe de mestre nos republicanos nesta quarta feira,estes democratas estão cheio de pegadinhas politicas,jogaram a isca com SOPA E PIPA no congresso simularam apoiar mais já tinham pesquisas de opinião publica todo mundo contrário obama e se não bastasse bill gates apressadamente dias antes da votação retiram seu apoio ao projeto e largou a bomba impopular para explodir na comissão de justiça republicana e não é que meus amigos republicanos cairam de pato,isto me deixa furioso com eles,Já vascilaram nos subsidios agricolas tinham que manter isto para impedir concorrencia estrangeira e do grande obstáculo logo o brasil um grande inimigo comercial atualmente acaba de destinar creio 100 bilhões de reais para subsidios agricolas aqui por cinco anos!assim não vai dar para despachar os democratas da casa branca!
Não sei se tem alguma relação entre crescimento do PIB e Política Fiscal.
Quem é que produz o PIB? É o governo? São as empresas instaladas no país?
Quem é o culpado pelo crescimento do PIB?
Qual é a parte da produção que cabe às empresas (%)?
Qual é a parte da produção que cabe ao governo (%)?
O governo chinês subsidia a produção chinesa?
O governo chinês protege a produção chinesa?
Num mundo deste tamanho, com tanto países, quantos países seguem as mesmas regras de um mesmo capitalismo?
Política Fiscal parece ter mais a ver com gastos dos governos do que com crescimento de PIB, o qual em grande parte é produzida pela iniciativa privada.
Já viu alguém devendo para agiotas conseguir poupar? Mesmo que fosse possível poupar e pagar as dívidas, não seria melhor acabar primeiro com as dívidas que tem os juros mais altos? Primeiro tem que se acabar com a SELIC e depois ficar só com a TJLP.
Depois de tudo acabado, não será preciso de reuniões do COPOM e outras pentelhações.
A bomba antieconômica de efeito retardado deixada pela última administração do BC-Copom do governo Lulla vai paulatina e cuidadosamente sendo desmontada.
Inflação se combate com aumento de eficiência e produção de qualidade em produtos e serviços.
A taxa Selic alta é inflacionária e não serve como controle .
Neste sentido concordo que traçada a trajetória de queda da Selic agora precisam-se voltar os olhos e ações ao aprimoramento da administração pública que já começou demitindo os ex ministros envolvidos em corrupção e tráfico de influências, o que não resolve por inteiro mas dá um alerta aos olhos gordos nos cofres públicos.
Prezado Speridião,
Apareça mais. Feliz Ano Novo.
Abs.
Speridião, as demissões dos ministros não pode ser creditada ao governo. Quem os demitiu na verdade foi a imprensa. Não fosse ela, continuariam a desviar dinheiro público como já vinham fazendo há anos. Não se esqueça que já atuavam no governo anterior sob a administração de uma tal gerentona chamada Dilma.
Já que o Riccardo ainda não entrou….verdade.
Nick, discordo fundamentalmente do motivo, guerras, consequencia talvez, mas a globalização, além das armas nucleares, tornou-se um elemento pacificador.
Mas, os dados informados dos gastos com defesa dos EUA pelo Ricca, ainda altos, sendo que boa parte do mundo possui dívidas em dólares, são preocupantes.
Entretanto, podem significar também apenas uma maneira de justificar os impostos federais de voces e sem dúvida uma maneira de manter a influencia americana no restante do mundo.
Repetindo aquilo que disse para o Ronaldo, se os principais atores globais estão devendo 100% do PIB, inclusive Alemanha e França, como credores em euro dos outros, por que não dever 200% e continuuar crescendo? Estica-se os prazos, já que nunca quitamos as dívidas soberanas seja elas quais forem, evita-se uma recessão prolongada, conflitos sociais.
Recaída Paul Krugman…..
O problema é que muitos países, não sérios, Brasil inclusive, pedem emprestado para aumentar o tamanho do estado e ganhar eleições, não chega na produção da iniciativa privada.
Alexandre
Tenho certeza que alguns países, como a Grécia gostariam de devem 1000% do PIB, o único problema é que para alguém dever precisa haver quem se disponha a emprestar. Você se candidata? Chega num momento que os credores simplesmente não querem colocar dinheiro bom em investimento ruim. Este é o busílis da Europa hoje.
Eu sei que parece que estou sempre discordando, mas não é minha intensão, quero apenas colocar meu modo de ver. Você deve ter percebido que eu raramente respondo mais de uma vez. É que não quero convencer ninguém.
Abraços
Certo Ronaldo, são debates, uns aprendendo com os outros, quem deveríamos convencer, não conseguimos, já que a pressão exercida por nós não é lá aquelas coisas…
Abraços,:)
Alex, respondendo sua pergunta: “por que não dever 200% e continuuar crescendo?” – Simples, por que isso significa escravidão completa da população. Nesses patamares nacionais, dívida não tem nada a ver com o valor monetário. Tem a ver com controle. E isso não é ideologia. É fato. Quando o país tem dívida, seja 100% ou 200% do PIB – quem sofre é a população, que eternamente ficará escravizada pagando juros dessa dívida para um grupo pequeno de banqueiros, e ao mesmo tempo o país é forçado a abrir mão de suas riquezas naturais a preço de banana. (O que eu venho prevendo aqui já a mais de um ano).
Globalização pode ser “pacificadora” no sentido de guerras militares, mas a verdade é que é escravizadora em patamares nunca antes vistos, por que escravidão via capital é a pior que existe, pois as pessoas não apenas não percebem que são escravas, como também aprovam o sistema. E digo que aprovam por que não conhecem o que é REAL liberdade.
Eu aposto na hipótese de ‘flexibilização” fiscal, porquê o governo está de olho nas eleições municipais e não na estabilização econômica.
Enquanto recebemos a boa notícia da redução da Taxa Selic, temos por outro lado situações curiosas: o comentário do Alexandre sobre os gastos com saúde dos brasileiros e o anúncio do déficit da Previdência feito pelo ministro Garibaldi Alves. Tudo isso enquanto nossa presidente inaugurava uma creche no Rio. Voltando ao assunto da Previdência. Pelo que eu li 20 milhões de aposentados da previdência privada causaram um déficit de R$ 36,5 bilhões, enquanto 955 mil de aposentados da união provocaram um déficit de R$ 51,2 bilhões. Previsão para 2012 = 60 bilhões. E que em quatro ou cinco anos 40 % dos atuais servidores estarão em condições de se aposentar. Essa informação está correta?
Alguém aqui acredita que o nosso governo tem coragem de corrigir essa enorme distorção? Enquanto o emprego está em alta e a economia anda bem vão empurrando com a barriga. Depois que os países quebram vão dizer que a culpa é só dos bancos.
Não morro de amores pelos bancos, vamos deixar isso bem claro.
Sellba, estão contratando mais ainda e depois culpam o sistema financeiro pelos juros….
Infelizmente a tese do menor superávit parece que vai ganhar. As curvas de juro futuro já embutem aumento da Selic para 2013. Rigor fiscal nesse momento seria interessante para mudar um ou dois paradigmas com a possibilidade de derrubada e estabilização do juro em um patamar mais próximo do internacional. Nesse momento de inundação de dólares e euros, juro alto traz o risco de importar inflação. Além disso, juro alto cria uma camisa de força ao BNDES que tem de direcionar recursos a juro subsidiado para financiar infraestrutura e a indústria. Sem essa amarra, o BNDES poderia, sem desprezar o componente político, dividir o bolo com pequenas e médias empresas. Outro problema: juro subsidiado do BNDES segura também o financiamento privado a esses mesmos grandes que jogam os menores à escanteio, via mercado de capitais (IPOs e crédito privado).
Caro Jorge,
Acho que o governo quer obter dois objetivos ao mesmo tempo: manter o investimento e reduzir os juros.
Para isso vai reduzir o custeio. Numa recente entrevista do Valor Econômico, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que os investimentos serão mantidos. Ele afirmou que:
“De todas as conquistas de 2011, talvez uma das mais relevantes tenha sido que o Congresso compreendeu que não era o caso de abrir uma nova rodada de reajuste salarial dos servidores. Isso não é algo fácil. É difícil”.
Não disse que o prometido reajuste da aposentadoria dos que recebem acima de um salário mínimo também foi vetado.
Assim, de conquista em conquista, isto é, reduzindo salários e aposentadorias, iremos abrir espaço para a redução dos juros.
Abr
Caro Ferruccio, desculpe-me o pessimismo, mas o esforço para se atingir 3,1% do PIB (quase 140 bi) será muito mais complicado em 2012. O reajuste dos servidores, que o governo tem conseguido segurar, já não constava do Orçamento aprovado no fim do ano. NEste ano já houve reajusto do mínio e desoneração fiscal de algumas áreas. O contingenciamento orçamentário teria de ser elevado para 60 bi, segundo cálculos do mercado, para se chegar aos 3,1%. É possível haver receita extra de impostos, mas dificilmente iriam compensar um corte menor.
O corte de R$ 50 bi (na verdade de 37 bi, porque 13 bi vêm de gastos menores que o orçado) já impactou a economia: foi um dos responsáveis pelo crescimento nanico do PIB. Daí, dificilmente o governo vai deixar 2012 nessa pindaíba. Foi o que aconteceu em 2009, quando o governo relaxou o superavit. Veja que não defendo uma austeridade insana, obsessiva contrativa. Só acho que existe uma janela (nem porta não é).
Nick,
Rick Perry jogou a toalha. Nem sempre o candidato do Bilderberg emplaca.
Abs.
É eu ví isso, e adorei. É uma das melhores notícias que eu já lí desde o início dessa corrida. Agora é só o Gingrich sair fora (é só questão de tempo) que aí é entre o Mitt (comprado por interesses) e Paul (suportado pela maioria da população e todos os soldados militares – não os generais).
Ronaldo, vou provocar voce e consequentemente o Jr.
Tem certeza que 3:1 seria razoável de acordo com nossas características macro atuais?
Voce acha que todo este esforço do governo em acumular reservas foi em vão?
Pense então em todos os endividados em dólares, inclusive o governo.
Os EUA fazendo os QEs, salvaram a Europa e promoveram este crescimento que tanto este governo vangloria-se. Acabaram os QEs, acabou o desenvolvimento, uma vez que as causas estruturais continuam aí.
Alexandre
Como hoje estou na boa vida, sem nada urgente para fazer posso te responder:
1 O câmbio 3:1 foi um número aleatório pinçado de memória do período que se sucedeu ao 1:1 eu imagino que nas condições “deste momento” um câmbio entre 2,6:1 e 2,3:1. Mas, isto é apenas um palpite e por variações macro-econômicas pode não ser válido no futuro próximo.
2 O País já não precisa de mais reservas. As reservas que tem já são muito superiores das que precisaria ter. Mas vai continuando mas comprar dólares porque não tem outra opção ou o câmbio para sua alegre e tristeza dos demais brasileiros vai mesmo para 1:1. O grande problema é o mix de política econômica implementado pela presidente e seu ministério.
A dívida do governo,em dólar, é insignificante. O mesmo ocorre com as empresas privadas não financeiras, embora possa vir desestabilizar alguma se a desvalorização for muito rápida. O problema podem ser os bancos que estão captando muito no exterior. Se estiverem corrigindo seus financiamento ao clientes em dólar, os cliente e os bancos terão problema de solvência. Se estiverem fornecendo em taxa fixa, o problema será dos bancos. Por isso que o governo não poderia deixar aumentar a valorização do Real, como neste momento, para sinalizar aos tomadores em dólares que vão deixar de ganhar na arbitragem.Deste modo eles procurariam financiamento em outras fontes.
3 Sem dúvida a liquidez propiciada pelos EUA foi muito importante para Azeitar as engrenagens da recuperação, dos próprios EUA e seus bancos, bem outros que que estejam na crise da dívida.
Abraços
E eu de férias….agora voltou o Ronaldo que conheço, ponderado….
Meu comentário sobre isso tá lá em cima…
19 de janeiro de 2012 – 16:22
Ronaldo,
Você fala que o grande problema é o mix de política econômica implementado pelo governo.
O que você recomendaria, mais aperto fiscal?
Abr
O mercado está convergindo para o cenário mais negativo lá fora e que afeta a economia brasileira. A inflação que nos atinge tem uma forte componente externa, com aumentos de preços de muitos produtos que importamos e pela influência da variação das taxas de câmbio que não é passível de ser modificado por medidas de política monetária. A inflação produzida pelos preços externos, a tendência é de queda, pois a demanda mundial está encolhendo e a recessão não vai embora rapidamente. O viés de combate à inflação pelo aumento da taxa de juros, foi uma ameaça ao crescimento do país por corroer os avanços que acumulamos com o sacrifício de toda a sociedade. Depositar todo o peso desse combate na restrição ao crédito passa longe da sensatez. A política brasileira de metas de inflação por meio de ajustamentos da taxa de juros é um mito, tanto por razões teóricas quanto empíricas.. A influência dos preços administrados não consegue segurar a inflação, especialmente quando as agências reguladoras insistem num elevado patamar proveniente de uma fórmula errada para determinar os preços administrados. E no longo prazo, pressiona os preços para cima. A taxa de juros básica brasileira é extremamente elevada pelos padrões internacionais, constituindo-se assim em um importante componente de custo do capital em uso e, portanto, dos custos de produção. Isto ocorre para todos os setores produtivos quer agrícolas, industriais ou mesmo de serviços.
JPK e demais. No Brasil, a taxa de juros do BC tem um problema estrutural, a Lei da poupança, que remunera no mínimo os 6% aa. Alguém vai ter que ter a coragem de quebrar esse patamar, sob pena de mantermos via dívida pública o maior programa mundial de transferência de renda, de baixo para cima. Com a atual Lei, jamais teremos taxas SELIC menores que 8,5% o que atualmente gera um encargo de juros que produz um endividamento similar ao da Itália e Espanha.