Cabala econômica
28 de fevereiro de 2012 | 12h22
José Paulo Kupfer
Ao provocar os analistas de mercado a divulgarem suas hipóteses para as chamadas “taxas neutras” macroeconômicas, o Banco Central colheu a indicação de que suas próprias premissas são, no momento, mais benignas do que as do mercado. Ainda que praticamente metade dos analistas considere que essas taxas possam recuar nos próximos anos, a continuidade do processo de redução dos juros básicos, como quer o BC, é desaconselhada pelos economistas consultados.
Há, no entanto, sinais suficientes de que o BC continuará o movimento de corte nos juros básicos na reunião do Comitê de Política Monetária daqui a uma semana e, possivelmente, também na de abril. O próprio Boletim Focus, que divulga as projeções desses mesmos analistas, registra a previsão de que a taxa básica de juros chegará ao fim de 2012 em 9,5% ao ano.
Taxas neutras – ou de equilíbrio ou ainda taxas naturais – são aquelas que, de acordo com as definições dos manuais-padrão de economia, permitem o máximo de crescimento econômico sem produzir pressões inflacionárias. Mas também poderiam ser descritas como aquelas que, a cada período histórico, são surradas pela realidade.
As tentativas de encontrar “taxas naturais” se sustentam na utopia, alimentada por um tipo de pensamento econômico, de que não só a economia consolidou, ao longo da História, status de ciência, mas também pode almejar um lugar entre as ciências naturais. Há, sem dúvida, imensas divergências a respeito .
Juros, emprego, gastos públicos, para quase tudo é possível estabelecer, segundo uma certa crença, o nível máximo (ou, conforme o caso, mínimo) a que se pode esticar a corda sem liberar pressões inflacionárias. Mas o índice de êxito, quando o conceito teórico é aplicado na prática, numa avaliação benevolente, pode ser classificado como baixo.
Da “curva de Philips”, de fins dos anos 50, que visava determinar o nível máximo de emprego que não pressionaria a inflação, ao “impulso fiscal”, da década de 90, cuja pretensão é estabelecer até que ponto os gastos públicos podem crescer sem promover inflação, lá se vão mais de 50 anos de experimentos sucessivamente descredenciados pelos fatos. O problema, até aqui insolúvel, é que nenhum desses índices pode ser diretamente observado ou mensurado. Vivem de hipóteses.
Chama a atenção o denodo com que, a cada revés, tenta-se encontrar uma nova saída convincente paras as taxas naturais. A “curva de Philips”, que relaciona inversamente inflação e emprego, por exemplo, teve seus momentos de glória, mas apanhou feio com a estagflação americana dos anos 70 – quando desemprego e inflação subiram juntos – e implodiu nos anos 80 – quando, nos Estados Unidos, período de altos ganhos de produtividade, o desemprego manteve-se abaixo da taxa neutra sem provocar inflação.
Descobriu-se então que a coisa não funcionava bem no curto prazo. E assim a “curva de Philips” abriu caminho para a “nairu” (taxa de desemprego que não acelera a inflação, na sigla em inglês), que já vinha sendo gestada por Milton Friedman e Edmund Phelps, dois laureados com o Prêmio Nobel, desde fins dos anos 60.
A “nairu” está na base do conceito atual mais amplo de “produto potencial”, que se traduz pelo nível de utilização da capacidade instalada que não produz inflação. Hoje tão em voga também no debate das políticas econômicas no Brasil, esse é outro conceito que vive às turras com a realidade.
Desde pelo menos 2004, a economia brasileira cresce acima do “produto potencial” geralmente aceito, sem descontrole inflacionário. Correndo atrás do prejuízo, os analistas, nesse período, elevaram o “produto potencial”, sucessivamente, de 2,5% para 3,5% e depois para 4,5%. No momento, as hipóteses convergem para 5% e até mesmo 5,5%.
A amplitude dos achados para a taxa real neutra de juros e para a “nairu” (taxa neutra de desemprego), na pesquisa do BC com os analistas, basta para demonstrar a fragilidade da aplicação prática dos conceitos. No caso dos juros, a mediana ficou em 5,5%, mas a taxa variou de 3,8% a 7,4%. No caso do desemprego, com mediana em 6,5%, a variação foi de 4,4% a 8%. Com quem ficar?
A moral dessa história toda é que as taxas naturais são úteis como ferramentas de referência, só que não deveriam ser tomadas como dogmas na definição e na aplicação de políticas. Elas dependem dos movimentos do “produto potencial” e este não é mensurável antes que o “potencial” se concretize. Qualquer um tem o direito de tentar antecipar esses movimentos, mas todos deveriam estar conscientes de que o exercício não passa de uma espécie de cabala econômica.
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Sim JPK, entretanto nem o BC consegue antecipar corretamente todos os movimentos economicos, ainda mais numa economia global. Por este motivo ele saiu consultando o mercado.
A sua postura deveria ser conservadora no caso brasileiro, pelas características de seu sistema político centralizador e pelo histórico inflacionário.
Qdo comparamos nossa selic com o restante do mundo, aquela variável de enriquecimento ilícito generalisado deveria ser incluída, talvez uns 2%, não? Mais 1% considerando a instabilidade jurídica, mais 0,5% Copa e Olimpíada, mais algo de projetos iniciados e inacabados…..
Enfim, falta seriedade para chegarmos onde queremos.
Alexandre,
A SELIC tá caindo. E por incrível que possa parecer para muitos, a inflação também.
O IGP-M acumulado em 12 meses, que no início do ano passado estava na casa dos 11 %, baixou para 3,43 %, segundo a matéria abaixo:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,alimentos-recuam-e-igp-m-registra-deflacao-de-006-,841389,0.htm
Então, como você pode perceber, o BC está tendo sucesso na sua política de redução dos juros baixos e, ao mesmo tempo, controle da inflação – cujo indicador pouco a pouco está regredindo em direção ao centro da meta.
A ressalva que faço é que os cortes na taxa básica poderiam e deveriam ser maiores.
Jr., estão caindo ambos, concordo. O que não vejo é novidade nestes movimentos de juros e inflação, sobe e desce, agora está caindo para subir de novo quando?
Chegando àos 9% ou até 8% ainda é alta pelos padrões internacionais, sendo que estariam estes padrões de juros corretos e ficarão assim indefinidamente?
A turma lá fora estão corrigindo os rumos, desalavancando, e nós?
O governo subindo e descendo a selic ào seu prazer não faz bem ào mercado, propicia uma especulação maior que a desejada.
Este blog e o último, alertam o que estão fazendo com as pequenas e médias empresas, empurrando-os ào endividamento com inflação, desemprego baixo e margens reduzidas.
As grandes, sem comentários….
errata – redução dos juros básicos, ao invés de redução de juros baixos.
puts, que aula cumpadi
PARABÉNS pela clareza e desenvolvimento deste texto
nf – imagine a hora que esta “geração de economistas” descobrir que existem inúmeras mais uma ferramentas que podem ser usadas pra se combater ou se evitar a inflação ..inclusive a arma política, ou a “força do grito ou do blefe” (sempre desmerecida e nunca “precificada”) ..já imaginou? ..vai ser um tal de revisar os manuais que vou te contar
Realmente, este artigo do Kupfer está excelente. Desmistifica as verdades absolutas aprendidas e glorificadas nos bancos de faculdades e traduzidas pela rigidez com que muitos encaram conceitos como “produto potencial”, “nairu”, “curvas de Philips”, etc.
Embora tais conceitos não deixem de ter o seu valor teórico, na prática eles se mostram muito mais flexíveis.
acho que o grande embate hoje seria JUROS X CAMBIO
A inflação está caindo, mas com uma enorme ajuda dos preços internacionais, industriais ou não. Os preços internos, todavia, seguem subindo, embora em taxas ligeiramente menores.
Portanto, não se pode atribuir a queda da inflação ao BACEN, muito embora se deva reconhecer que ele antecipou corretamente a queda no preço das commodities.
No entanto, mantendo-se em ascenção os preços internos, o que será da competitividade da economia brasileira?
Sobre o texto, só diria que, ainda que imprecisos, os instrumentos acadêmicos analisados no texto não deixam de ter utilidade. As falhas existem, mas não creio que isso justifique o seu abandono.
Rafael,
A queda da inflação não pode ser creditada à ação do BACEN da mesma forma como a subida da inflação, no passado, não podia ser creditada (como erroneamente aconteceu) às “pressões internas de demanda” resultantes do crescimento da economia.
Como você percebe, a inflação está caindo como resultado de ações das mesmas forças exógenas que a impulsionaram para cima em 2010 e 2011, principalmente a especulação internacional com commodities e a influência de sazonalidades.
Naquela época aumentaram os juros e a inflação não cedeu. Então, nada mais lógico que o BACEN reduzir a SELIC, movimento que é absolutamente saudável para reduzir as despesas financeiras do governo, liberando recursos orçamentários para outras aplicações. Além de proporcionar impulso para o crescimento da economia.
Boa matéria. Concordo com o JPK, é uma cabala econômica. No fim das contas a relação entre emprego, juros e inflação sempre existirá enquanto esse modelo de política monetária não mudar. Me refiro a esse modelo que tem como peça central decisória o Banco Central.
Digo isso porque o PIB do país fica a mercê das decisões dessa instituição privada. Enquanto isso continuar, nunca o PIB será o agente que aponta os índices de emprego ou desemprego. PIB é um reflexo da atividade econômica produtiva do país. Enquanto houver flutuações drásticas e propositais na quantidade de dinheiro circulando, o PIB nunca poderá exercer seu papel estabilizador de crescimento, pois este está hoje em dia sendo controlado em seu tamanho por forças independentes do governo.
http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/
Nick, é aí que o credito entra, na classe média, reparem que já falam mundialmente no assunto.
JPK sem querer atacar o pensamento dos comentaristas, acho que o pessoal no Brasil está muito ingenuo: vejam os balancos dos bancos e analisem a selic vs taxas de outros emergentes, para ver que estao ganhando muito dinheiro. Eles nao deixam a selic cair como deveria. E o mini-stro + Tombini preferem olhar para outro lado. Baixem a Selic a 5%, e voces verao como muda o cenario.
Num tem não uma curva que mida quanto o crescimento do credito pode crescer sem que perjudique a infração?
Não tem não uma otra curva que mida quanto o governo pode rodar a maquininha pra por dinheiro na mão do fulado sem perjudicar a infração?
Eu não conheço e desconfio que eles gostam de fazer a gente de tonto com esta montanha russa.
Veja só, esta previsão do copom de queda da selic está sendo considerada caso os combustíveis não aumentem.
Então a Dona Graça diz que não é responsabilidade da Petrobrás controlar a inflação e assim rumamos ào futuro…
Essa curva não existe. É (deveria) ser definida pelo PIB. O ponto de equilíbrio na minha opinião só pode ser atingido quando a quantia de dinheiro circulando for próxima do PIB do país. PORÉM… como eu sempre digo, essa quantia precisa ser criada sem emissão de títulos federais. E isso só é possível quando o banco central e compom forem abolidos e bancos não puderem mais emprestar o que não possuem.
Eu ia pedir sua ajuda mas nem precisou…
Corrija-me se estiver errado, mas a maquininha anda funcionando também para suprir um PIB futuro, indeterminado, uma expectativa, já que o crédito, disponibilização imediata de recursos não está no mesmo timing da produção para a qual ele foi disponibilizado.
Seu Alexandre e seu Nick
é engraçado que bolaram um monte de curva prá saber qui ponto o empregado trabaiando e o investimento do governo pode prejudicar a infração mas esses otros detaies da quantidade de crédito e o monte de dinheiro na praça si isqueceram, né?
Muito cunviniente, num acham não?
Clever, penso que ninguém sabe exatamente qual a qtde de crédito disponível dos bancos, aparentemente é infinita, na verdade nem importa mais este número…..
A única variável que eles tentam controlar é a inflação, não importando-se com um número específico e sim controlando-a de maneira que os endividados paguem suas dívidas mantendo a inadimplencia em níveis que devem variar.
Se um país possui um nível baixo de endividamento, Brasil, a infla pode ser mais alta e vice-versa.
Pensando bem, real, euro, dolar…também perderam o sentido neste sistema que é só nascer que começa a dever para o seguro saúde que não deixa de ser um banco.
Esta foi para voce também Mr.Nick….
É isso mesmo… não sou contra dinheiro nem crédito. O que critico é como o dinheiro e o crédito são colocados em existência, só isso. E isso é de grande importância, por que é a diferença entre viver em um país onde o dinheiro serve a população e é estável, e viver em um país onde o dinheiro é o mestre e todos nós somos escravos (via impostos e inflação).
Quando a forma com a qual dinheiro e crédito são colocados em existência mudar, aí sim haverá prosperidade, e os ciclos econômicos serão menos drásticos, pois serão impulsionados por oferta e demanda de produtos e serviços apenas, e não por oferta e demanda da moeda, cujo controle de sua quantidade hoje reside na mão de um grupo muito pequeno de indivíduos.
pô eu iscrivi investimento do governo mas li lá em cima agora que ta iscrito gasto do governo. num é gasto porque se deram pra ele grana pra isso, que veio do imposto pago por nois, num pode perjudicar a infração.
isso é deturpador
Caro Kupfer, parabens pela análise equilibrada. O Banco Central acertou ao começar o ciclo de redução dos juros em agosto e ainda tem espaço derrubar a Selic até 9% ao ano. A análise do que se passou no Brasil e no mundo desde agosto mostra que o BC estava correto quando inverteu inesperadamente a mão da política monetária. A atividade econômica se desacelerou com força no terceiro trimestre do ano passado, enquanto a situação da Europa piorou significativamente. O BC quando reduziu os juros em agosto, dizendo na época que surpresas podem fazer parte da política monetária. Pelo que se vê de agosto para cá, o BC acertou quando cortou os juros. A economia já vinha mostrando sinais de que iria se desacelerar. Quando eles viram que o cenário externo ia se compor a essa desaceleração, eles resolveram, muito acertadamente, começar o corte dos juros. Foi muito bem feito. Só para ter uma ideia, o nosso cenário básico hoje aponta uma queda de 1% para o PIB da Europa em 2012. Na ocasião em que houve o corte da Selic, esse cenário básico tinha um crescimento na faixa de 0,5%. Houve uma mudança grande na expectativa de crescimento de um grande pedaço da economia do mundo, e a mudança foi exatamente na direção que estava indicada pelo Banco Central.A estratégia gradualista do Banco Central está correta.
Antonio,
Acho bom o seu post. Porém, comenta sobre tecnicalidades adotadas pelo BC apenas. É necessário questionar o âmago da questão, que é justamente o por que de uma instituição privada como essa tem tanto poder sobre a sua vida e a de todos no país, nclusive governo.
Eu pelo menos, já passei do estágio de discutir se essa medida ou aquela medida é correta ou errada. O sistema todo é errado. O sistema todo gira em torno daqueles indivíduos que controlam a quantidade de dinheiro criado, na origem. Mais nada. Dinheiro no Brasil hoje em dia, mais e mais está nascendo só quando há uma dívida atrelada a ele – seja no formato de notas do tesouro que você paga juros (via impostos), seja por empréstimos comerciais feitos por bancos, cujo preço (juros) é estipulado também pelo mesmo grupinho pequeno de indivíduos. É isso que precisa mudar.
O resto, é resto. As tecnicalidades e avaliações sobre o que o BC faz ou não faz, passam a ser irrelevantes, por que o que eu quero é que o BC e COMPOM desapareçam, para que o dinheiro passe a ser criado e usado apenas para sua função principal, que é facilitar a troca de produtos e serviços entre as pessoas.
Só pra simplificar, imagine que a economia é um balde. Eu sendo Banco Central, vou lá e coloco dinheiro dentro da economia (dentro do balde) – mas é como empréstimo. Eu quero esse dinheiro de volta. E quero com juros.
Fica a pergunta: Se eu como Banco Central coloquei uma quantia FINITA de dinheiro dentro do balde, de onde é que virá o excedente necessário para o extra? Em outras palavras, como é que eu posso retirar mais do que existe dentro do balde? Não posso, claro. Qual é a solução? Para que você dentro do balde consiga continuar pagando esse extra (juros) eu, como Banco Central, preciso imprimir mais dinheiro e jogar dentro do balde de novo. Isso cria inflação – e eu, como mestre de todos os mestres, quero que você trouxa se exploda e continue trabalhando ainda mais para me pagar, porque afinal, te roubei com duas balas de canhão – uma chamada juros e outra inflação.
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A charge relacionada com o post
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http://gluoncharges.blogspot.com/2012/02/dilma-mantega-consulente-cabala.html
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Lendo a excelente colocação do JPK e os comentários, em especial do Clever, do Nick e do Alexendre, há o que pensar.
No blog anterior o Romanelli me atiçou sobre comparações de juros básicos e dívidas de outros países. Acho que nem vou me dar ao trabalho de fazer isso. Não há porque.
Quando decidiram derrubar a taxa lá fora, imagino a discussão nos EUA e na Europa sobre qual era o juro, esse juro… qual é mesmo o nome mesmo que inventaram aí no Brasil?
Romanelli, a bola tá na sua quadra…
Pillon, não seria a demanda por credito que estaria determinando a qtde de dinheiro? Não havendo assim mais lastro nem no PIB e nem nos depósitos?
O dinheiro eletronico e a informatização deram ào sistema financeiro todas as ferramentas necessárias.
Lembra de um livro do Alvin Tofler, 25 anos atrás? O poder da informação?
Sabe voce que o paulista fica feliz da vida dando seu CPF informando ào estado o que comprou, qdo e qto?
Tô com insônia. Aqui são 2:25 da madruga.
Alex, acredito que a demanda por crédito causa um efeito na quantidade de dinheiro na praça, sim. Você se refere ao crédito ao consumidor e se isso é um fato hoje no Brasil, uma consequência, o fato causador é a renda do consumidor que não aumentou o suficiente para consumir pagando a vista.
Então tá sobrando mês no fim do salário.
Pode ter melhorado no macro mas na nano economia…
isso ..vcs tocaram o problema central que embora os “entes” estejam entrelaçados, em verdade, para a maioria dos momentos,caminham independente, refiro-me ao JUROS básico e o destinado a empréstimos e financiamentos, de curto e LP, pro consumidor e pro empresario, não só o cobrado do Estado
Verdade é que o ESTADO brasileiro ao não diferenciá-los, abdica na prática de defender os interesses do coletivo ..e3 dá-lhe desperdício, transferência de renda, enxugamento de gêlo
Então vejamos, hipoteticamente, o Estado corta gastos, alinha indexadores, estica os prazos e derruba a divida (tipo o país ultimamente) ..e PIMBA !!! por azar do destino recebe um choque vindo, digamos, de Madagascar (imagine que falte lêmure congelado pra pascoa)
e aí ? o que a turminha do COPÃO, e financista bruxistas, fazem pra evitar a inflação que ameaça se propagar partindo deste item essencial (visto que a banha do lêmure, no meu exemplo, ajuda a acender candeeiro)?
então, o que faz? ..isso mesmo, aumentam o juros básico pra esfriar a economia, que encarece a própria divida e contamina toda a economia (aquela da venda a prazo, passada, feita com juros rotativo) ..isso NÃO FAZ SENTIDO ? ..pergunte a qq turco que ele, mesmo que pela contabilidade do bolso (entra e sai), saberá reconhecer desta insanidade
Hoje ao aumentar o juros básico o ESTADO BRASILEIRO paga muito mais por sua divida do que um Bradesco, ou CSN ..e mais, permite que grandes corporações triangulem, pegando dinheiro farto lá fora a custo baixo pra viro aqui alavancar seus ganhos especulativos, acrescendo com isso mais ainda a multiplicação dos recursos que na outra ponta permitem a ampliação e irrigação do crédito
..e aí ..aí vem pressão inflacionário ..risco de calote, de bolha ..e tome mais juros deliberativo (SELIC) ..e alimenta-se a fogueira ..aumenta-se a divida, os tributos, o custo Brasil ..genteeeeemmmm, que absurdo !!
..e isso pra não falarmos do pior dos efeitos perversos, o que dá no câmbio, este que bate na estrutura, que DANIFICA a economia ..e que de sobra represa e camufla muita distorção de preços relativos que podem explodir mais lá na frente
nota- em tempo, o BRASIL sempre foi um país MUITO caro, caro pela baixa oferta, falta de escala, de Estado inchado e fomentador da atividade (alavancado), pela concentração e fechamento de mercado, falta de reservas pras suas necessidades etc etc etc ..e agora mais essa, por um câmbio que esta, por baixo, uns 30% fora do prumo ..difícil, muito difícil
e sabe o que as “toridadi”, desde Collor fazem pra arrumar isso tudo ? ..isso mesmo, sobe e desce o juros
http://www.youtube.com/watch?v=YtFbHf3KZtE
e gente, sabe o que mais me preocupa ?
.é que hoje, mesmo nos retrocedendo pra virarmos e nos “conformarmos” em sermos um mero exportador de produtos e recursos NATURAIS e básicos, pouco elaborados ..servidores, provedores e satélites das principais economias ..uma economia formada por milhões de prestatários e classe média anestesiada por já estar assistida minimamente, mesmo que pra ficar no andar de baixo ..eu ainda fico imaginando a hora em que a pré-sal bombar
JÁ imaginaram ? ..se hoje, num período aonde estamos IMPORTANDO petróleo e álcool, se hoje nós não sabemos lidar com a FARRA de divisas, já imaginaram o que nos reserva o futuro próximo ?
Valeu Romanelli. “Primarização” da economia, o JK deve ter virado no caixão.
Isso é que eu chamo de correr atrás do prejuízo. Já não mudaram “correr perigo de morte” para “correr perigo de vida”?
Tem que mudar essa expressão também, quem que gosta de correr atrás de prejuízo? Eu corro atrás de lucro ou pelo menos zerar o prejuízo, se tive um.
Abs.
Desculpe-me, escrevi a mudança da expressão ao contrário. Escrevia-se “correr perigo de vida”, que queria dizer “correr o perigo de perder a vida”.
O Brasil já “arrumou a casa” em US$,com reservas virtuais de 8,350 bilhões de US$ 9 ( sal + escriturado). Arrumar a casa em Reais é bico, desculpem.
Então o país vai continuar avançando à despeito da monarquia política afogada em arrecadação.
Concordo com voce JPK, mas sempre é válido tentar achar uma fórmula que dê uma idéia aproximada dos fatores em jogo. O pior será ter que aguentar o Serra aceitando a prefeitura de SP, mas com vistas à presidencia.Quem já fez isto uma vez, poderá repetir.
Quanto à inflação, espero que caia abaixo de 5% em 2012; quanto aos juros Selic, ao redor de 9,0% no final do ano. Sem medo de ser feliz !
Nick
Quem controla o dinheiro manda…
Que tal mudar quem manda? Que tal trazer esse poder de volta para quem realmente o merece ter?…
Esta discussão é boa, mas conceitualmente tenho que concordar com o Nick. O dinheiro dos impostos é nosso e dos bancos também.
è o que estou pensando, por onde acharemos uma trinca no sistema para começar
Alexandre
Como vai? Impostos ja é um começo, se é dinheiro nosso como forçar a mudança?
Estou com calor! Mudar…não sei, acho que adequar seria melhor. Nem tanto crédito e nem tanta rigidez.
Desde que aumentaram o preço do alpiste, o dragão da inflação anda meio magro. E se o dragão da inflação anda magro, não tem porquê a poupança render tanto.
Confiscaram o alpiste!
Por mim tudo bem, mas e quanto ao resto?
Eu me pergunto se China, Índia e outros países com crescimento maior do que o Brasil se preocupam com o “produto potencial”. Qual será o produto potencial desses países? Porque o Brasil não pode crescer mais do que 4 ou 5%?
No Brasil, o conceito serve muito bem aos defensores dos juros altos. O crescimento do PIB alcançou 4,0%? É hora de aumentar a taxa SELIC, para conter a inflação (e conter o crescimento do PIB).
Se o produto potencial não era 4% e sim, vamos dizer, 5% o resultado foi que reduzimos o crescimento sem necessidade.
Muitas razões foram avançadas para justificar os juros altos no Brasil. Não poderíamos acrescentar mais esta, a da mistificação do produto potencial?
Ferruccio,
A meu ver, a China, a Índia e a Turquia, entre outros, se preocupam com o “produto real” e não com alguns conceitos tirados dos manuais, como este do “produto potencial”, que se tornam palavras mágicas na boca e na pena de alguns analistas econômicos, professores universitários e agentes do mercado com o propósito de justificar os juros altos, conforme você bem explicou acima.
Felizmente a curva inflacionária está claramente descendente e esse pessoal perdeu a munição para continuar advogando os juros estratosféricos, embora os resultados da pesquisa feita pelo Banco Central junto às instituições financeiras tenha demonstrado claramente que eles não dão o braço a torcer assim tão facilmente.
Abs.
Quando a SELIC sobe a inflação também sobe.
Quando a SELIC desce a inflação também desce.
Quando a SELIC fica parada ninguém precisa ficar trocando título do tesouro em operações compromissadas.
O governo só precisa emitir novos títulos do tesouro porque a arrecadação não é suficiente para pagar as dívidas do condomínio.
As ações sobem de praço porque não se lançam novas ações no mercado. Especulando sobre velhas ações, o valor destas ações sobem, mas quem lançou ações já lançou ações há muito tempo e há muito tempo não se lançam novas ações. O empresário não se financia na bolsa porque a bolsa só negocia ação velha.
Logo, se a bolha pega na bolsa, não pega no governo. E daí?
Daí que o capital veio especular na bolsa, entraram dólares e sairão dólares, mas o banco central compra dólares na baixa e vende na alta. Dólares de estimação, sabe como é…
Nick, o BC do B é nosso, dos brasileiros, não pertence à banca…
Renato…
“o BC do B é nosso, dos brasileiros, não pertence à banca…”
HAHAHA… vai nessa… vai ver quem são os acionistas do Banco Central.
Meu, que estória é essa de Roma? Conta prá nóis?
Essa é novidade.
Os caras da marcenaria até que eu já desconfiava, mas tem os romanos?
Renato… falar sobre isso aqui nesse espaço, em mais detalhes, seria injusto com o JPK – o espaço é dele… já acho que desvio os assuntos dos tópicos dele demais. Faço esforço pra ficar dentro do assunto
Se quiser se aprofundar nisso… estude símbolos. Comece pelos símbolos que estão na parede do Congresso dos EUA, logo atrás do palanque onde o presidente dá os seus discursos inaugurais. Só esses dois símbolos já te darão assunto e história para dias e dias de estudos…
Nick,
Meu amigo conspiracional…
Ja nao te corrijo faz tempo mas hoje nao deu para passar.
A economia nao eh um balde (a zero sum game) nunca foi e nunca vai ser.
Ela cresce ou se contrai se as bobagens que se fala fossem verdade voce agora deveria estar feliz porque o FED ja ha varios anos esta emprestando grana pros bancos com juro 0%.
certo…
Hoje tem primaries…dia gostoso.
abs
Riccardão, você é daqueles marçons que fica arrebanhando nego que entra novo para as falcurdades? Outro dia veio um destes caras me convidar para ir num culto destes e eu senti que ia vender a alma pro capeta. Vixe! Desconjuro.
Hehe… esse é assunto que não cabe aqui no blog do JPK.. até mesmo não seria justo discutir isso aqui no espaço dele. Riccardo meu colega cabeça dura… nunca disse que é um zero-sum game… o PIB é que é a variante no meu mundo “utópico”. Um dia você vai entender. Rrssss
Bem que o JPK poderia fazer um tribuna livre sobre economia mística conspiracional. Só iria rolar abobrinhas. 21/12/2012 seria uma data boa.
Nick,
O exemplo do “balde” e da “pizza” e do “zero Sum”.
Neh…
Romney wins…UFA…
Clever voce realmente esta ficando muito CLEVER
Verdade…
Ô seu Riccardo, obrigadão, vindo du sinhô é um bruta elogio.
Eu discuti com o pai essa questão aí encima.
Ele acha que u melhor remédio prá quem sofre de produto potenciar baixo é supositóriu de investimento. Deve ter uma curva prá isso, num tem não?
O que o pai estranha é que vaza tanto iedê pelas borda e país continua padecendo dessa doença, potenciar sempre mais baixo que o necessário. Onde infiam tantu supositóriu?
Pricisa avisar lá pros pessoar que supositoriu não se toma com melagrião não é prá usar cum vasilina.
O tão inganandu nóis, sô
JPK,
Discordo com voce totalmente a respeito eu comentei nos amigos primeiro porque ainda nao tinha lido o seu post agora que li nao concordei muito nao.
Este teoremas sao basicos na logica agora existem periodos que parecem que eles nao funcionam? Sim.
So porque os juros junto com a inflacao estao abaixando isto faz sentido total.
A inflacao esta abaixando porque a economia parou agora existe um “lag” entre o “slowdown” da economia e o desemprego principalmente em um Pais com as leis trabalhistas dai.
Neste cenario os juros e a inflacao vao seguir para baixo ao mesmo tempo.
Off topic: Se lembra um tempo atras quando eu mencionei o NAIRU o Jr. quase teve um ataque cardiaco, ja que sou amigo dele nao menciono mais.
abs
…e outra nao fala mal do Milton Friedman nao porque eu fico chateado…:(
Riccardo,
Você tava sumido. Achei que tinha ficado com o dedo preso no dique de Nova Orleans. rsrsrs. Se o Rick Santorum ou o Mitt Romeny ganharem as eleições, provavelmente vocês vão precisar fazer isso por lá ou então o dique vai voltar a se romper como no tempo do Bush. rsrsrs
É brincadeira, a música de lá é uma beleza …
Agora, quem falou na Nairu fui eu – explicando ao Alexandre que o desemprego é intrínseco ao capitalismo. Ele insistia em afirmar que os desempregados só existem porque não querem procurar emprego … na verdade, acho que ele continua pensando dessa forma, mesmo depois de termos dito a ele que o conceito de Nairu foi criado por alguém ideologicamente alinhado com a forma de pensar dele – o papa do monetarismo de Chicago, o seu ídolo Milton Friedman.
Abs. Parabéns – parece que o Romney vai levar estas de hoje.
E a semana que vem estou indo para Denver.
Afinal das contas eu nao recebo do “welfare state” eu sou um destes babacas que paga para o “welfare state”
Quando vou la sempre como uma boa steak de buffalo, venison(viado) e carnes exoticas no Buckhorn Exchange (porem nao tenho coragem de comer cascavel)
O restaurante mais antigo de Denver veja o menu.
http://www.buckhorn.com/
E viva Romney vai ganhar do Presidente Obama com certeza.
abs
Eu sempre esqueço de que o efeito de uma mexida na SELIC aparece precisamente daqui a 6 ou 9 meses, levando-se em consideração uma barra de erro no tempo de mais ou menos 50% do diâmetro do chute. Isto quer dizer que a precisão do acerto do efeito da medída é cirúrgico. Ou seja, podemos afirmar com 100% de certeza que se o chute não sair para a frente ele poderá até mesmo sair para trás.
“Taxas naturais”. Bem colocado entre parênteses por JPK. Vale lembrar que a economia é 1% ciência e 99% ideologia e estes 99% estão divididos em fé cega, achismos e interesses! Boa quarta a todos!
Eu sempre achei que tanto o aumento da taxa de juros quanto quanto o aumento da taxa de inflação, reduzem o poder aquisitivo da população. Porém a diminuição de ambos têm o efeito de aumentar o poder aquisitivo da populaçao.
Tanto a taxa de juros produz inflação como taxa de inflação produz taxa de juros. Isto tudo pensando-se no curto prazo, no longo prazo fica valendo aquela precisão de mais ou menos 50%.
Será que esse negócio de que a SELIC faz efeito depois de 6 ou 9 meses é mentira?
Renato, você confundiu. Inflação é uma medida do poder de compra da moeda. Juros é uma arma usada pelo BC para retirar dinheiro de circulação, na tentativa de diminuir inflação.
Excesso de dinheiro circulando = inflação.
Para remediar esse problema, o BC aumenta os juros. Quando faz isso, as o mercado (investidores) retiram o dinheiro de circulação e compram notas do tesouro, afinal o retorno é maior por que os juros foram aumentados. Com o dinheiro estacionado no departamento do tesouro que vendeu essas notas, há menos circulando, e a inflação diminui.
O reverso é válido também. Quando o BC resolve abaixar os juros, os investidores vendem as notas do tesouro, e esse dinheiro vai para outro lugar, geralmente circula na economia. Há então ameaça de inflação subir, pois a quantia de dinheiro circulando aumentou.
Quanto mais dinheiro há, teoricamente menos ele vale, e você precisa mais para comprar a mesma coisa.
O vilão aqui não são os juros por sí só, ou a inflação. O vilão aqui são as notas do tesouro, que são promessas de pagamento (notas promissórias) feitas e assinadas pelo governo, NO SEU NOME.
Para o governo honrar essas notas, ele toma impostos do SEU BOLSO. É um sistema perverso, por que sempre que o governo precisa de dinheiro, vai com a caneca vazia ao banco central implorar, e o BC obriga o governo a emitir essas notas e escravizar a população, senão ele não emite o dinheiro.
“Quanto mais dinheiro há, teoricamente menos ele vale, e você precisa mais para comprar a mesma coisa.”
Nick, pense pelo ponto de vista de quem não tem dinheiro e tem necessidades (alimentação por exemplo). Tanto faz se há inflação alta ou se há taxa de juros alta. A dificuldade para obtenção do bem é a mesma.
Hoje temos inflação baixa e taxa de juros altíssima (caso de quem está atolado no cartão de crédito ou cheque especial). Gente que está escrava de financiamento sofre tanto com inflação quanto com taxa de juros. Digamos que hoje este pessoal não sofra com inflação, que é baixa para padrões brasileiros, mas sofre por ter que ser financiado mês a mês sem interrupção ou trégua. Uma situação de quem passa anos no negativo do cheque especial até para financiar a compra mensal do supermercado.
O efeito para o poder aquisitivo é o mesmo quer seja juros altos ou inflação.
Não é que o cara vai precisar de mais dinheiro para comprar a mesma coisa, não, o caso é que o cara vai cortar até ítens básicos de sobrevivência porque vai pagar mais juros. Vai faltar comida ou a comida será de categoria inferior. Acho que você não vê do ponto de vista de um devedor.
O Brasil reduziu significativamente a emissão de títulos da dívida federal, desde quando começou a reduzir a SELIC. O mercado diminuiu o interesse por renda fixa e foi se refugiar na bolsa. No BC do Brasil eu confio.
In god we trust.
Fui tentar enxergar os símbolos satânicos na parede do congresso americano e desisti. Comecei a ver cabeça de bode em tudo quanto é canto. Arre!
Acho que a gente tem que respeitar a liberdade de associação e religião.
Renato,
O que você disse “Gente que está escrava de financiamento sofre tanto com inflação quanto com taxa de juros”
Foi exatamente o que eu coloquei no meu post de 28/02/2012 as 19:49 – dá uma olhada lá…
Estamos concordando quando se trata sim, se um sistema injusto, onde juros altos e inflação são ruins. Apenas creio que em uma visão mais macro você não tenha entendido o mecanismo desses sistema e o por que é tão perverso. Se você continuar “confiando no BC”, em outras palavras você está dando o controle do futuro do seu país para um punhado de banqueiros que – acredite – não dão a mínima para você e eu.
Mas vai lá, dá uma lida no meu post acima… concordamos!
Vejam o que se pode fazer com juros baixos.
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/02/28/lucro-dos-bancos-dos-eua-sobe-40-e-soma-us-120-bi/
E vejam quanto um banco virtual cobra:
http://www.capitalone.com/creditcards/products/browse-all/competitive-rates/?linkid=WWW_1010_CARD_A705E_CCMAIN_L1_05_T_CCBRWCMP
Pillon,
Esqueceu que o publicador bloqueia quando tem dois links no mesmo comentário?
Abrs
Desculpe JPK, esqueci mesmo. Não quis lhe dar trabalho não.
Esqueci que mais de um link prende o comentário na moderação.
Renato, você me fez lembrar um cartaz atrás do caixa de um pub em New York que dizia assim:
“In God we trust. All the others pay cash!”
Abs.
Hehehe
Essa foi boa.
abrs
Voltando ao tema, imagino:
1. quando a demanda potencial se equilibra com o produto potencial há estabilidade de preços;
2. quando a primeira é maior, então há o perigo da inflação se não houver mais investimento;
3. quando o produto potencial é maior, então deveria haver deflação; solução mais comumente adotada: segurar os preços, diminuir a produção, dispensar funcionários e aguardar o que governo sinaliza.
Pillon, isso que você disse acima é 100% correto. ATÉ O MOMENTO em que o BC entra brincando com a quantidade de moeda circulando. Aí Adeus. A lei normal de mercado da oferta e procura (de bens e serviços) vai para o esgoto, e é influenciada pela alta ou baixa quantidade de moeda circulando.
O produto potencial se confunde com o PIB natural.
Como o PIB virou um emaranhado, computando importação, exportação, serviços, muita coisa que gera volume mas não produz nada, fica difícil de medir o que é produto potencial.
Ao longo da história, a atividade sedentária e produção de produtos secundários se deveu ao excesso de produção agro-pecuária.
Hoje temos jornalistas, advogados, corretores, estilistas, colunistas sociais, atravessadores, todos participando do PIB, mas nenhum gera excedente de produção que possa mantê-los nas suas atividades.
Então, vamos buscar uma definição mais palatável de produto potencial. Não seria a produção em curso acrescida da capacidade ociosa? Ou seja não seria o produto potencial a capacidade instalada?
A meu ver associarem-se crescimento econômico e inflação à taxa paga pelos títulos púlicos é um enraizado e conveniente vício de raciocínio.
O Estado e as Unidades da Federação dispõem de outras fontes de financiamento tais como a elevada carga tributária e também empréstimos internacionais a juros baixos (baixos mesmo!).
A única razão que vejo para a taxa Selic ser tão debatida é que ela é indexadora de contratos e o viciado mercado acostumou-se com esse monstro da indexação criado durante a ditadura, que em última análise foi apoiada moral, politicamente e também materialmente por esses que dela se aproveitam….Além do mais é um paternalismo estatal com as instituições financeiras que lhes garante rendimento mínimo para eventuais sobras.
Portanto quando os economistas não vinculados a instituições financeiras se permitirem olhar verão que o caso brasileiro é diferente dos demais países que não admitem indexação de contratos e os teóricos nessa área são todos estrangeiros e ficariam certamente de “cabelos em pé”, se lhes fosse possível, ao saber que numa economia como a nossa admitimos a indexação, que a meu ver é dar alimento à ineficiência e pregar a descrença no valor de face impresso na própria moeda.
Quando os agentes econômicos não tiverem a segurança da indexação farão de tudo para não haver inflação, estando seguros que se danem os outros….
Teorias macroeconômicas feitas para estrangeiros não valem no Brasil que foge às premissas: é anômalo, defectivo e irregular!
Indexação no Brasil existiu por muito tempo, por que ninguém (mercado) confiava no valor do dinheiro ué… O Banco Central na época usou a máquina de imprimir dinheiro de forma política – para acabar com presidentes e outros.
Não sabia que estados podiam captar dinheiro fora do país a juros menores. Tem certeza que isso é possível? Acho que só o depto do tesouro que pode. (nível federal).
Nick, se a descrença na moeda fosse motivo para promover a indexação nas suas mais absurdas formas legais como foi no Brasil (e tem sido) este não seria o único país no mundo a adotá-la, pois muitos estão em crise.
Imaginem-se vincular o valor de contrato a índices de preços….pensei que o único emissor de moeda fosse a Casa da Moeda no entanto estão até nos contratos de gaveta…e com reconhecimento jurídico e tudo! Para ter valor a moeda precisa ser intocável, se perder o valor o possuidor tem que sofrer a dor senão o este possuidor começa a trabalhar contra torcendo pela desgraça alheia e ganhar no spread.
A indexação nos foi imposta por força da ditadura e pelas forças que a manipulavam.
Quanto a tomar empréstimos externos sim, as Unidades da Federação podem . Prova é o empréstimo que o Amazonas tomou para as áreas de palafitas em Manaus (segundo informou “a voz do Brasil” de ontem), além de outros empréstimos tais como do Japão para o desassoreamento(!) do Tietê(em São Paulo) tomado por governos passados.
Saiu hoje a taxa de desemprego aqui na Alemanha: 7,4%
Devemos nos preocupar porque já se aproxima da mediana?
Vou pesquisar no noticiário se já falam na nairu.
Para quem pode acompanhar uma explicação em inglês:
http://www.youtube.com/watch?v=zajMQzFTCNA
Abs.
Jr., não sou eu que penso como o Miton, é ele que pensa como eu….
Falando de trabalho e lendo algumas comparações, o erro brasileiro está sendo as leis antes de atingirmos um PIB per capita decente. Aqui querem reduzir a jornada, menos salário, mais crédito…
Agora, se a maioria prefere contar com a ´´segurança´´ oferecida pelo governo, sindicatos e bancos, fiquem à vontade, estamos neste exato momento vendo o custo de tudo isso.
Ops…Milton.
Tem outra, os asiáticos trabalham para caramba, Japãp incluso.
America e Alemanha, já trabalharam muito….
Espanha, tem que acabar com a siesta…
Achei interessante a relação entre taxa de desemprego (demanda) e inflação.
Mas, não é levado em consideração:
a) o perfil etário da população?
b como o desemprego é distribuido nos estratos da pirâmide social ?
Riccardo:
Acho que você tem razão a redução da inflação está relacionada com a redução do crescimento. Porém a questões das leis trabalhista e estado de bem estar social não me parecem uma explicação suficiente. Como
você explica por exemplo o caso da Suécia?
abrs
Redução do crescimento? Simples assim? de 7% para 2 e poucos?
Podem se preparar para zero este ano, mesmo com queda da selic. Sendo somente os juros, europa e eua estavam dando gargalhadas.
Caro Alexandre,
Nota-se que o crescimento do Brasil no último ano deve-se ao aumento do crédito, utilizado sobretudo no setor de serviços, razão pela qual houve redução do desemprego.
Hoje, o Brasil importa poupança externa com uma alta taxa de juros, para financiar esse consumo. Esse dinheiro não está sendo utilizado para financiar a indústria ou o setor produtivo. Aliás, o Brasil está sofrendo desindustrialização com esse câmbio supervalorizado.
Esse setor absorve mão-de-obra rapidamente com a oferta de crédito, mas quando a festa a acabar, é o primeiro a demitir, bem como na construção civil.
A grande questão é porque não se investe no setor produtivo???
abrs
Xavier, este investimento em indústria tem que vir acompanhado de boas perspectivas de lucro, não são somente os juros, que para investimento já são bons.
São investimentos de prazo maiores.
O sobe e desce economico do Brasil dificulta o parque industrial, não acho que é o cambio, favorável ào investimento, é o mercado interno.
Serviços são de curto prazo, como voce mesmo explicitou.
Alexandre,
O Brasil tem um enorme mercado interno com uma enorme demanda reprimida.Há uma grande parcela da população que sai da pobreza, e um aumento da classe média, mais consumidora. E não estou nem falando da indústria necessária para a área de petróleo.
Esse espaço pode ser preenchido por fabricantes nacionais, ou precisará ser importado.
Pena que o capital nacional não parece muito entusiasmado. Preferem esperar por encomendas, licitações e concessões do governo.
Paulo, você não acha estranho entrar tanto dinheiro (moeda estrangeira) no Brasil e não saber ao certo para onde ele vai?
1. se vai direto para a produção, seu problema tá resolvido.
2. se não vai para lá, pode ir para expandir o crédito
3. se não vai para nenhumas das anteriores, booollhaaa!
Parado esse capital é que não vai ficar!
Pillon, voce já sabe como é que o banqueiro pensa….hehehe.
Quando vai montar o seu ?
Pillon,
Eu percebo, especialmente, no mercado imobiliário uma tendência de formação de bolha. Houve, e ainda há, uma migração para ativos especialmente devido a desvalorização do dolar (e agora tem a do euro também). Veja, nas grandes capitais, em especial no RJ os preços exorbitantes em imóveis que não compatíveis. Porém, há uma demanda reprimida tão grande que ajuda a segurar a situação.
É interessante notar que a dinâmica parece depender mais da desvalorização do dolar que propriamente do poder de compra do real.
Porém, o meios de produção parecem não ser tão atrativos para esse dinheiro quantos terras e imóveis.
abrs
Ferruccio,
Tá ficando cada vez mais difícil para os defensores de juros altos arranjarem argumentos plausíveis para continuar advogando a manutenção das taxas estratosféricas.
Além da inflação em queda, as contas do governo apresentam sinais contínuos de melhora. Veja matéria abaixo:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,setor-publico-tem-superavit-primario-recorde-de-r-26-bi-em-janeiro,104435,0.htm
Estão ficando sem argumentos, apesar de que continuam esperneando. Melhor para o Brasil.
Abs.
Jr,
Boas notícias, especialmente o superávit nominalem janeiro. Sobra espaço para mais reduções dos juros.
Será que a Dilma vai conseguir realmente zerar o déficit fiscal até o fim do seu mandato, conforme prometido?
Abr
Pillon, muito bem! Renda, claro, clever…
Os governos sabem disto, óbvio, mas deixam a infla rolar, para ganharem eleição, já que a tx desemprego é determinante.
Lembro agora qdo iniciei minha empresa, 20 anos, uma pessoa já de idade informou-me que funcionário com dívidas trabalhava melhor, era mais estável.
Não induzo nenhum dos meus à isto, sou contra, são jovens e poderiam poupar, mas gastam com besteiras, financiadas, insisto para pelo menos pagarem o carne de um terreno.
Que agora custa um absurdo, o terreno, nem minha renda acompanhou…é, o sisteminha aqui está à todo vapor.
Verdade, um cara responsável com família, filhos na escola e com dívida é ainda mais…
Parece coisa de velhaco mas se o patrão for justo também não deixa o cara na mão.
Já houve uma situação invertida no Brasil em que as empresas ofereciam bônus para o profissional se demitir e ir trabalhar para elas. Isso foi um paraíso.
Aqui adquirem muita coisa à vista. Automóveis ainda saem financiados porém com taxas de juros bem baixas.
Alex, uma coisa curiosa nos EUA sobre crédito que o Nick pode confirmar: há três empresas que fazem o cadastro lá, uma dela se associou ao Serasa aí. Para atingir uma pontuação aceitável e ter crédito para poder comprar fiado, não basta o cadastro ser bom, tem que ter histórico de bom pagador, ou seja, tem que ter começado a vida já comprando fiado com o endosso de alguém da família.
O sistema já vicia o indivíduo desde o início da vida.
Alexandre
O que voce disse , sobre o sujeito endividado trabalhar com mais afinco é uma triste realidade e provavelmente já vista por muitos.
O fato interessante é que, sanada a dívida, com tão pouco dinheiro e uma boa conexão de internet ,um indivíduo consegue efetuar praticamente qualquer tipo de aplicação financeira , de baixo à alto risco, além de haver farto material de orientação, mas geralmente o sujeito não o faz.
Essa nossa cultura, de não poupar (para investir) ou mesmo a falta ganância para investir, acho que também é uma das travas à inovação.
O governo tem sua parte nos problemas, mas o indivíduo também.
abç
Sobre o histórico de crédito, é verdade. Em uma sociedade onde há uma enorme quantia de dinheiro circulando, os preços de imóveis por exemplo são tão altos que é praticamente impossível comprar a vista. Então, desde pequenos, os cidadãos começam a criar um histórico de crédito (com bens de consumo) que vão gerar um “score” chamado FICO que é um número entre 500 e 850 se não me falha a memória.
No começo da minha vida capitalista aqui, eu tive que usar esse número FICO para poder me qualificar na compra de meu primeiro imóvel. Depois disso, os imóveis seguintes foram adquiridos apenas baseado no fluxo de caixa que produziam, o banco nem quis saber do meu FICO.
Para a maioria da população, que não são investidores em imóveis, o FICO é importante, pois em um mundo onde dinheiro é criado por bancos como crédito, é esse FICO que irá ajudar a determinar quais são os juros que você terá que pagar no que está financiando. Maior FICO, menor juros que você como consumidor pagará.
Touche! pelo menos nos comentários… na prática, para mudar isto, sei não, aparentemente a deflação virá este ano, vamos ver quem aguenta.
De acordo.agora os meus ja me devem 1/12 nunca vi coisa igual.
O que mais recebo aqui é ligação de cobrança, maioria bens de consumo…Comprei um GPS do meu funcionário, para ajudar, vou usar aonde?
Já sei! vou comprar o veleiro sonhado, ficou até mais barato, pelo cambio, desculpe Fazendeiro, instalar o GPS e visitar o Ricca….
Continuo teimando Juros x Cambio
Juros, já estão caindo, teóricamente o cambio deve subir.
Cambio, torça para eua e europa se recuperarem, Brasil afundar, China parar ou o cambio fixo.
Ninguém sabe precisamente qual é taxa natural de desemprego ou Nairu do Brasil. De toda forma, a insuficiência de mão de obra em vários setores da economia e o forte crescimento dos salários nos últimos anos indicam que o país pode estar nesse perímetro ou muito próximo dele. Quando se somam esgotamento do excesso de oferta de trabalho; uso mais intensivo da infraestrutura, sem que seu crescimento acompanhe a expansão da economia; e deslocamento dos recursos para um setor da economia (serviços), cuja produtividade cresce menos que a do setor industrial, explica-se por que provavelmente o Brasil não consegue mais crescer 4%, 4,5%, sem gerar inflação acima da meta
Fazendeiro,
Sua explicação para o Brasil não crescer acima de 4,5 % até que poderia fazer sentido. Mas, na prática, não são esses os empecilhos reais. O País não cresce acima de 5 % porque tem gente interessada em juros altos que usa a desculpa de que o País está superaquecido todas as vezes que o crescimento do PIB bate nessa marca de 5%. E pede para o BC aumentar os juros, a fim de “cortar pela raiz” as asas do “dragão da inflação”, mesmo que esse dragão seja apenas um espectro, um fantasma inexistente no mundo real. Desta forma, nós temos vivido nessa longa sequência de ciclos de vôos de galinha, cuja última fase de esfriamento da economia começou justamente em maio de 2010, na funesta gestão que foi defenestrada do BC pela Dilma. É essa a realidade. O resto são desculpas veiculadas por aqueles que tem interesse no assunto.
Acho que poderíamos acrescentar que o Brasil não cresce mais porque pagamos 5,7% do PIB em juros, dinheiro esse que poderia ser investido em infraestrutura, educação e saúde, e assim reduzir o tal “custo Brasil”.
De 2008 a 2011, cerca de 70% da geração de empregos no País ocorreu no segmento de Serviços
Os salários nominais subiram, alimentação, energia e imóveis subiram mais.
A questão da MO é um problema regional, à meu ver.
Produtividade nem se fala, fica por conta da empresa ensinar o abcd, somar e subtrair para gente do colegial. Este foi o maior crime, irrecuperável, já estamos na 2a geração de semi-anarfas.
Tripé
- metas para inflação
- câmbio flutuante
- política fiscal
- dívida
- juros
- gps?
Caminho para o sucesso:
1) Câmbio administrado e negociado conforme as conveniências macroeconômicas do País, desconsiderado o “mercado” improdutivo.
2) Aumento de produção para evitar a inflação de demanda
3) Extinção do Copom e decisão de taxa Selic diretamente pela Presidência
4) Aumento de penas aos condenados corruptos
5) Aumento no rigor da Lei de Responsabilidade Fiscal
6) Desindexação ampla geral e irrestrita de qualquer contrato com implicações penais.
Se me permite acrescentar Speridião, as reformas, mais urgentes:
1. no sistema financeiro
2. tributária
E se me permite mais um adendo, câmbio administrado com MOEDA CONVERSÍVEL.
Abs.
teste>
Pillon, como funciona a justiça do trabalho na Alemanha?
Boa pergunta, Alex!
Hoje mesmo vi na TV uma discussão sobre a greve no aeroporto de Frankfurt, na qual a justiça proibiu a paralisação dos controladores de voo de lá.
O sindicato GdF havia determinado que eles cruzassem os braços em apoio aos de terra que já estavam paralisados.
Vocês talvez não saibam mas esse aeroporto é o maior da Alemanha e talvez um dos 5 maiores da Europa.
estudos academicos cabem em qualquer lugar e hora, mas nao tem sentido como ferramenta gerencial.
o assunto eh complexo e nao ha unanimidade. portanto, sugiro aplicarmos nosso tempo em coisas de real interesse a naçao.
Xavier, o industrial olha o longo prazo, que mostra um crescimento medio brasileiro nos ultimos 20 anos de 2,5%.
Outras variáveis neste período foram jogando cada vez mais contra os investimentos em indústria. Quase todas, sobrando apenas o crescimento vegetativo.
Uma delas foi ideológica, deste governo atual, que importa da China, que não paga nada para os companheiros de lá, que subfaturam, sonegam, via mercosul.
Não é por conta de um crescimento dos ultimos 3 anos, comprovadamente insustentáveis, que ele vai montar uma fábrica num país que entre aprovar uma planta residencial e terminar de construir levam 1,5 anos, sem impacto ambiental.
Corrigindo, 2011 já voltamos à média.
Alexandre,
ok. Eu entendo o que está dizendo. Mas, eu estou dizendo que há muito espaço para o Brasil crescer.
Perspectivas futuras dependem também de uma percepção coletiva que vai dar certo, o que definitivamente não acontece no país.
Se não houver crescimento, não há investimento, mas se não há investimento não há crescimento. É o cachorro correndo atrás do próprio rabo. Esse mesmo
argumento que você utilizou pode ser utilizado em relação ao investimento em infra-estrutura: Para que aumentar o investimento em infraestrutura se o páis não vai crescer? Mas sem infraestrutura há aumento dos custos de produção, ou mesmo inviabiliza a produção, e portanto torna o país menos competitivo e o investimento em produção menos atrativo.
Em relação a China você tem toda a razão. É a guerra cambial, mas se prepare que estamos apenas no começo. A eurolândia está desvalorizando o euro assim como os EUA fazem com o dolar. E China continua mantendo uma relação de câmbio fixa com o dolar. No Brasil o câmbio supervalorizado só piora a situação reduzindo artificialmente a competitividade da indústria nacional.
abrs.
Excelente post Kupfer,
Vejo uma certa graça: estas consultas do BC com analistas do mercado foram inconcebíveis em 2008 onde é claro o mercado se impôs. Quando o BC fez o primeiro corte houve a reação irada.
Eu acho que os nossos agentes do mercado ou talvez todos nós esquecemos que no Brasil projeções e modelagens funcionam a bel prazer do interesse de um particular.Agora nossa economia tem muita distorção por causa do mercado informal, e ainda tem a maior distorção de todas para que estas modelagens funcionem :a ingerência do próprio governo que entorta tudo….hehehe!!!!
Eu continuo é de orelha em pé com o que vamos sofrer com as nossas bolhas tupiniquins imensas: BNDES,PETROBRAS e nossos “fundões estatais”.
Por sinal Ronaldo, muito bom o link do post passado, acho que agora compartilhamos bem o tal de Bolsa Empresario ,Bolsa Banqueiro,o artigo cobriu bem o que foi feito. Talvez você entenda agora porque eu sou contra o governo alavancar em cima de tributos. Tem que extrair este item da Constituição, minimizar os riscos não só dos contribuintes como da soberania da moeda.
Lá nos USA, Freddie Mac e Fannie Mae que são GSE, empresas patrocinadas pelo governo é o centro da bolha imobiliaria não equacionadas ainda. Enquanto as instituições privadas se desalavancam mais rápido estes mamutes não e arrastam a economia ladeira abaixo.
Kupfer,
quando estava tentando colocar meu comentario, apareceu nome e email de um outro colega blogueiro na tela….OOOPSSS…deveria ser confidencial.
Acho que precisa verificar este problema.
Obrigado.
teste
Nossa que que aconteceu? Tá tudo trocado. Eu escrevo como o Vicente, quem escreve como eu?
JPK,
Fechei meu browser e o abri novamente. Continuo como Vicente, inclusive tenho o email dele.
Vicente, tá copiando? Qual é o nome que tá na tua tela?
Já que o Mario Pw também sofreu o mesmo problema…
Mário, você refez seu cadastro para entrar com seu nome?
Vamos deixar isto para amanhã.
Voces estão vendo em negrito também?
Teste
Aqui é o Vicente(que esta na Espanha)
As mensagens anteriores nao sao minhas.
Caros,
estou lendo os posts em negrito também.
E também tenho o email do Pillon…
Será que é um software de controle ou a censura????hehehe
Negocie um bom vinho alemão em troca do sigilo
Bom dia daqui.
Tive também que me recadastrar e retirar o nome anterior.
Se não me engano, esses são cookies que o publicador do Estadão manda e deve ter dado um curto-circuito lá (eheheh)
Vamos ver como retorna.
Mario, por gentileza, mande-me um email teste.
O negrito deve ter sido causado pelo primeiro post a sair assim.
Abs
Será que depois desses 500Bi já chamados de tsunami haverá alguém a se opor a uma queda brusca da taxa Selic?