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BC começa a trocar de alvo

20 de julho de 2012 | 10h36

José Paulo Kupfer

Toda ata das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) tem uma chave de interpretação. A chave da reunião da semana passada, em que se decidiu, por unanimidade, promover mais um corte de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros, trazendo-a para o nível nominal inédito de 8% ao ano, está no penúltimo parágrafo. Lá está escrito: “(…) mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia.”

Traduzindo do “coponês” – o idioma específico das atas do Copom – para o vernáculo, fica claro que, para o Banco Central, a retomada, ainda que moderada, do crescimento na economia brasileira não é uma questão de “se”, mas de “quando”. A demora numa definição mais nítida dessa retomada, até aqui mais lenta do que o esperado, é o fator que mantém acesa a incerteza em relação ao momento de encerrar o ciclo já longo de corte dos juros. Assim, ainda deve haver uma redução da taxa Selic na reunião do Copom em fins de agosto e, dependendo justamente do ritmo da recuperação, uma outra em outubro. Há consenso de que a taxa recuará para 7,5% antes de estabilizar, restando apostas no sentido de estender para outubro o fim do período de afrouxamento monetário, com os juros básicos estacionando em 7,25% ou 7%.

Em seu conjunto, a ata da última reunião do Copom aponta para o fato de que o fundo do poço, pelo menos nos estreitos limites do curto prazo, teria sido foi alcançado. Essa percepção se refere não só à economia brasileira, mas também à situação da economia internacional, incluindo a própria e mais problemática zona do euro. Do mesmo modo como a retomada no Brasil virá, mas será gradual e moderada, a redução do ritmo nos demais grandes emergentes – China à frente – será lenta e suave. Nos países encalacrados do euro, combinam-se a inexistência de solução rápida e o atualmente baixo potencial de rupturas.

O outro lado dessa moeda em que se localizam sinais de relativo otimismo quanto à trajetória da economia é o tom mais conservador em relação à política monetária. Especificamente quanto à economia brasileira, a ata do Copom de julho pode ser vista como o retrato de um momento de transição, rumo a uma recuperação, representada, de todo modo, por uma curva de inclinação suave. Mas pode também ser interpretada como um momento de transição nas preocupações do BC – da trajetória do nível de atividades para a trajetória dos índices de preços.

 

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93 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Jr.

    Em resumo, quando tinham a oportunidade de cortar a SELIC de forma mais rápida e mais forte, não o fizeram. Agora vão usar a desculpa de um eventual repique pontual na inflação para interromper a trajetória de queda dos juros e todos vão continuar comemorando que a taxa de juros está baixa como “nunca antes na história deste país”, dando-se por satisfeitos com níveis de juros superiores a aqueles que levaram países europeus à quebradeira. Não são sérios …

  2. Enviado por: toldos

    JPK, o Economist acaba de taxar os BRICs de “submergentes”. Parece mais um jogo de palavras (para vender mais jornal ?). O exagero ao usar o termo “submergente” é evidente. Muito mais marketing de venda do que outra coisa. Além disto, veja o rôto falando do esfarrapado… Pergunte à Economist como vai a LIBOR deles…, como está o PIB deles, etc. Usar a lingua e a escrita com moderação é um dom no qual o Economist deve ainda se aperfeiçoar…

  3. Enviado por: toldos

    Se chegarmos aos 7% de juros este ano, com inflação digamos de ~5%, então o juro real seria de ~2%. Razoável ? Não para padrões internacionais.

  4. Enviado por: toldos

    Jr,
    Não me parece que se trata somente de baixar progressivamente os juros, mas de evitar eventual elevação da inflação. Veja agora o repite do indice quinzenal da inflação para 0,33%. Então é tb. os cidadãos lutarem sistematicamente para evitar que isto aconteça, usarem o sistema clássico: economizar, tentar sempre negociar preços, tentar pequenas mas poderosas manobras no dia-a-dia (que a maioria sabe bem quais são, mas as vezes não as pratica). Baixando a inflação, abre-se condições para maiores quedas dos juros. O que voce acha ?

  5. Enviado por: Henrique Zucatelli

    Eu apostaria numa SELIC de 5% a 3%.

    Esses economistas vermelhos foram pegos de calça curta por algo muito óbvio…

    Ciclos econômicos são baseados principalmente em alguns tipos de atividade que impulsionam o emprego, logo crédito e investimento.

    Obviamente que aqui ia dar nisso, pois nosso ciclo foi baseado em crédito descriterioso para compra de itens que não são renovados a todo momento, como carro, casa, geladeira, TV, etc. Some isso aos gastos com viagens, restaurante, produtos de beleza, etc.

    Tudo isso seria lindo e maravilhoso de lidar, não fosse o caso do brasileiro comum ter 100 cartões de crédito. Foi esse excesso de dinheiro virtual que gerou toda essa euforia no mercado nos últimos anos, que fez com que muitos (não me incluo) pensassem que o Brasil ficou rico.

    E sempre me perguntei. Como? Onde? Ou sou o único são, ou o único idiota nesse país que não está ganhando dinheiro.

    Bem, chegamos em 2012 e eu estava certo. Foi tudo uma grande farsa. Metade dessa grana toda bancada pelos bancos provavelmente não vai ser paga pelos tomadores, e a bomba, sendo abafada pelo governo, está levando os senhores do BC a mudar de foco.

    Duvido que a inflação vai ser problema nesse país por pelo menos 2 anos. Essa leva de inadimplentes vai fazer muito dono de banco médio suar a camisa para reverter os prejuízos, e os grandes, já cautelosos, nunca mais vão fazer o que fizeram, dar quantias vultosas a quem não ganha nem 5% disso ao ano.

    • Enviado por: speridião

      Boa tarde Zucatelli, “de médico e de louco todo mundo tem um pouco” diz o popular, mas voc~e não está louco não. Apenas um pouco sentimental demais com a inadimplência porque os bancos abriram as comportas por tomarem dinheiro lá fora a custo quase zero e mantendo um spread aqui dentro de avermelhar a cara do demônio.

      Portanto se algum tiver que quebrar pois que quebre. Mas não quebra não pois o resultado do sanguinário spread deve estar devidamente reservado em algum paraíso inatingível.

      A inadimplência já estava prevista nas taxas e muito superestimada portanto a determinação da atratividade dos títulos públicos via taxa Selic deveria pautar-se em justificativas de equilíbrio de caixa de médio e longo prazos mas jamais para pretensamente combater a inflação o que é uma falácia.

      A taxa Selic deve baixar até para menos do que as taxas de inflação pois se este é “O PAÍS QUE VAI PRA FRENTE” tal que “AME-O OU DEIXE-O” deve então ter tal atratividade que o simples fato de guardar o dinheiro do fulano com resgate líquido e certo então não precisa pagar os tubos para captá-lo.

      Por uma taxa Selic abaixo da inflação!

  6. Enviado por: toldos

    Para tentarmos baixarmos a inflação, vale também fazer valer o “ficha limpa” para os cidadãos, já aprovado mas não implementado; retirar dos contratos as correções que ocorrem automaticamente, tendendo a perpetuar a “correção monetária” (p.ex., usar o IGPM para corrigir automaticamente os aluguéis); não aceitar mais os juros absurdos dos bancos; é comprar somente o necessário; comprar somente frutas/legumes da época; negociar ao máximo o preço de cada coisa a se pagar; evitar uso do automóvel; tentar morar perto do emprego (economiza-se muito em tempo e dinheiro !); estudar Economia Pessoal e familiar; evitar desperdícios (de luz, água, gás, combustíveis em geral, etc). Seria esta uma espécie de “economia de guerra” ? Sim, porque não ? Assim tb. sobraria mais para investirmos…

  7. Enviado por: Alexandre

    Javier, torço por voces, torço que a unificação seja de forma democratica e pacífica.

    Muitos avanços foram conseguidos, nem tudo foi perdido. A Europa, como já disse, deve servir de exemplo institucional para outros países.

    Não concordo apenas em jogar todos os povos numa panela só, perde a graça.

    Pobres existem em todos os países, o mercado tenta atuar para a criação de renda para diminuir estas diferenças. Devemos lembrar que o mercado somente existe se houver demanda, que não pode indefinidamente ser criada em cima de dívidas.

    • Enviado por: Alexandre

      Agora, se os bombeiros continuarem a mostrar suas bundas feias, não ficará um euro na Espanha….aquilo não eh protesto, eh espanta investidor!

      • Enviado por: Javier Vidal

        ALEIXANDRE
        Obrigado polas suas palabras.Voçe, como se di en Espanha e “gente de calidad” aunque pensemos distinto en algunas cosas.
        Ciertamente la situacion, hoy, ayer y la proxima semana es CRITICA a nivel de bombardeo especulativo en la bolsa.La situacion esta muy mal, esa es la verdad.Y en europa, logicamente se tiene miedo, mucho miedo.España no es Grecia y un shock de ese calibre, una quiebra desordenada, afectaria a toda la union europea de forma pesima.Y luego a todo el mundo.Si Grecia afectó a todo el mundo, España e Italia juntas, ni le cuento.
        En cuanto a lo de la taxa selic, estoy muy de acuerdo.Deberia estar en un patamar del 3-5%.Pero en mi opinion eso llegara.Aqui hablan como si Brasil ya estuviera en crisis, cuando al menos en 2012 va a crecer un 2%.Un sueño para EEUU y no diagamos para europa o Japon.Recesion significa no crecer o decrecer, no crecer al 2%.Pero en fin.
        Tambien concordo con Toldos: la incitacionj al consumo enloquecido e insconsciente en Brasil asusta, de verdad.Toda la gente que conozco tien varias tarjetas de credito, con prestamos por cierto escandalosamente caros.La gente esta comprando de forma compulsiva en Brasil y eso nunca es bueno.Deberia imponer ya una politica de austeridad.Hoy mejor que mañana.He leido que Brasil ya tiene una deuda publica del 64% del PIB.A mi juicio muy alta para tratarse de una potencia emergente.¿Como sera despues de los juegos, entonces?.
        Espero equivocarme.
        Me voy a la playa, como di voçe, a chorar y a deixar mágoas pola arena branquinha mentras escoito a toquinho, que por certo vai tocar na minha cidade.Pra mi Toquinho e un Dios da musica.Vou velo direitinho.
        Saudos.

        • Enviado por: Alexandre

          Javier, sim Toquinho, Vinicius…gosto de whisky tambem…… :)

          Reformas tem que ser feitas antecipando crises, no crescimento, na crise sao mais doidas, menos efetivas, demoram. Os paises tem que fazer caixa Javier, poupanca.

          Qto aos juros, sem comentarios, se juros baixos representassem algo o mundo estaria exlodindo de crescimento neste momento. Estes juros sao apenas para salvar o sistema financeiro aumentando o endividamento do estado…Nao eh possivel uma economia saudavel com juros abaixo da inflacao, alguem me prove ao contrario.

          Porque a Espanha esperou ate a ultima hora para economizar 65 bilhoes? Uma merreca pelo tamanho da economia. Que isto? Corte de abono de natal para funcionarios publicos, corte de feriados, porque nao fizeram tudo misto a 10 anos atras?

          O Antonio ali embaixo explicou bem a situacao brasileira, a crise no Brasil sera menos sentida porque a maioria eh pobre ainda, nao tem muito o que perder, quem perde eh a classe media, como sempre.

          • Enviado por: Alexandre

            A conclusao que chego eh que muitos paises so fazem reformas a beira do calote, qdo o FMI bate na porta… assim nao da!

          • Enviado por: Alexandre

            Javier, apesar dos numeros divulgados, meu comercio ja esta em recessao desde o primeiro trimestre deste ano, senao o ultimo de 2011, queda agora em Julho de 28% nas vendas.

            Ontem com um cliente, loja de ferramentas, 30 anos de existencia, 50% de queda no faturamento….

            Os meios de comunicação brasileiros falam em recuperação economica antes mesmo de terem assumido a recessão, sumiram com ela, puff…magica!

  8. Enviado por: Olmir

    Matéria como ótima colocação dos fatos e das estimativava, parabéns. Podemos entender as ocorrências de diversos pontos de vistas, um interessante é de que o copom foi e é considerado muito “consevador”, e isso por diversas razões até mesmo as de entender e ou querer “ajudar” fazer melhorias na econômia brasileira, podemos verinclusive o cenário de periodo queda de arrecadação, mas com quedas continuadas da selic, a torcida que na proxima reunião sejam arrojado e baixem até um ponto e meio, já que se aproxima o periodo que devem dar estabilizada nessa importante referência, isso, o percentual ajudaria fecharem bem as contas do governo, quanto a gastos, equilibrio e mesmo sinalizando que o país quer mais atividade industriais e comerciais, seguramente isso na primeira vista não é das melhores coisas para os poupadores, mas em se tratando de simples estimativa, tudo leva a crer que as pessoas de fato compre e façam melhorias em seus padrões de vida, mas no final de periodo relativamente curto de fato estejam inclusive com suas econômias melhor e com volume de poupança maior, isso pela dimâmica da econômia pode dar. Outro ponto interesante é o da atividade industrial, em especial ao exportador, que pelas estimativas deve continuar tendo dificuldades para colocar seus produtos no exterior, e isso por mais ajuda que o governo possa dar em termos de câmbio, compras e sustênção, não resolveria muita coisa, ou seja la fora estão excassos os consumidores, compradores dos produtos brasileiros, isso eles só poderiam mudar se forem mais eficiênte, ageis, modernos, inovadores, criadores e inventores de novas soluções e produtos, mas se fizerem só a titulo de favorecer por favorecer exportadores, podem simplesmente danar o mercado, e poder aquisitivo dos brasileiros, que já vem de muitas décadas sendo vitíma, sustentando este tipo de favorecimento, são os trabalhadores e consumidores sendo forçados subsidiar tais exportações até em periodo sem justificativas e ou melhorias em desempenho dos exportadores, mas tudo em termos de Brasil é complicado, somos um país de meio milenio e uma dúzia de anos de dominação, doutrinação, colonização, exploração, mas nesse tipo de coisas os de fora e até o daqui de dentro do país são muito hábeis e competentes em dar justificativas, e entre essas até para comprarem as comodities brasileiras a preços exageradamente baixo, tal como esta ocorrendo com a de minério de ferro, que é maior fonte divisas, mas no atual nível gera recurso insuficiêntes para que o país possa ter no futuro outras possíbilidades que não dependamos de tanto desse recurso natural e dessa devastação gigantesca do meio ambiente.

  9. Enviado por: speridião

    Associarem-se as taxas Selic a eventual elevação nos índices de inflação é conveniente a ambas as partes:
    aplicadores e governo.

    Isto porque o governo deveria tomar medidas enérgicas para combater o déficit público que motiva a emissão de títulos e à outra parte também pois aumentando a tx Selic o capital vagabundo tem onde se aconchegar especialmente aquele que cobrando taxas absurdas tem sobras a aplicar, então conta com a retaguarda da mãe pátria que a tudo paga.

    Portanto já estão nas ruas e na mídia os feiticeiros da desgraça pregando a subida da mórbida taxa.

    Essa camuflagem, ou seja, o falso argumento que tx Selic subindo diminui a inflação já não engana mais
    é mero subterfúgio para mascar icompetência administrativa.

    As obras do PAC, gastos com a copa, corrupção, entre outras extravagâncias precisam de pente fino e quiçá ações populares na justiça.

  10. Enviado por: Alexandre
    • Enviado por: Nick

      Eu acho que é normal. Dinheiro só é emitido perante emissão de notas de tesouro (bonds). Essas notas são dívida nas costas do povo. Um país só pode aguentar uma certa quantia, e o Japão já estourou esse limite faz tempo. Por que você acha que os empregados na Toyota e outras trabalham como escravos nas linhas de montagem? No final, é o povo que sempre sofre nas mãos desses banqueiros controladores estelionatários.

  11. Enviado por: Alexandre

    http://blogs.estadao.com.br/celso-ming/2012/07/20/choque-de-alimentos/

    Ai, Ai, meu medo era este, encurta o credito, queda da demanda, menor safra……a maior seca desde 1956! Isto lá era hora?

    Tá tudo ajudando….. Fazendeiro, sarva nois!

  12. Enviado por: Ademir

    Qdo vc trabalha no mercado financeiro logo toma por lição que os tomadores sao uns e os investidores outros….. E o mercado precisa dos dois, ……agora os juros praticados nas operações PF (pessoa física) estão elevadíssimo nos Cartões e Cheques especiais, aceitável nos Fin.veículos e Créditos consignados mas dissociados do custo (funding)…portanto queda das taxas pouco reflexos na ponta, quando não, subiram ( TAC) taxa abert.credito e cadastros etc….as pessoas jurídicas sempre defende se melhor qdo investimentos busca linhas do FINAME etc…no capital giro com recebiveis conseguem boas taxas…..o que não sabemos e quanto a uma SELIC de mesmo com 7,00% deduzindo IR imposto renda na fonte e ainda Taxa Administração dos fundos, os investidores já estarão operando renda Negativa em relacao INFLAÇÃO……agora o que ira acontecer qdo perceberem isso saírem para consumo! Ou outras modalidades e o que veremos!

    • Enviado por: Ferruccio

      Ademir,

      Concordo com você: não é só abaixar a Selic, é preciso abaixar os juros na ponta, o que implica em reduzir o spread dos bancos.

      Outro ponto importante, que não está sendo muito discutido, é o efeito que a redução do rendimento dos aplicadores irá ter na poupança e no cosumo.

      • Enviado por: Pillon

        Alex, eu só posso avaliar à distância pelos índices publicados e noticiário. Esse recente aumento e esse choque de alimentos pode de fato desequilibrar.
        Mas o ponto importante do Ademir, Speridião, que o Ferruccio cita, talvez a saída para esse marasmo, como disse seu xará, seria o pessoal por a poupança na rua, se chacoalhar, botá prá quebrar :)
        Abs.

    • Enviado por: Pillon

      Muito lúcida sua colocação Ademir. Já mencionaram aqui no blog que houve momentos em que a Selic diminuía e o spread ao consumidor aumentava.

      De fato, nesse segmento em nada resolve essas reduções. O alvo continua lá, nem move mas arma usada tem pouco alcance ainda com a mira fora do foco. E essas medidas do governo que se mostram iguais à taxa Selic no combate à inflação, um placebo…

      Eu lhe pergunto, acrescentando ao que você expôs, se uma taxa Selic mais baixa não ajudaria (veja bem, ajudar, não significa combater) a não por fogo nos custos e diminuiria o serviço da dívida pública vinculado à ela. Pelas minhas contas sobraria um pouco para (teoricamente) o governo investir. Correto?

      O quê acontece? A taxa chegou a níveis “nunca dantes neste país”, a inflação arriou bem (muito da dívida do governo paga juros em cima de índices) e o investimento parou?

      Ao menos então que se permita o crescimento pelo lado do consumo (não da forma como se fez nestes últimos anos) com uma taxa negativa como o Speridião acima oportunamente exige e como você destaca, pois assim a poupança pode ir consumo, sem problema de gerar uma pressão nos preços, pois não é dinheiro criado do nada, foi ganho. Sem precisar desse incendiário crédito!

      E renda, renda, renda, sem isso a economia não se movimenta.

      Não seria esse um caminho sensato?

      • Enviado por: Alexandre

        Pillon, a inflação nao arriou para quem deveria, para a baixa ou nova media endividada… falando de Brasil. Ela foi direto no bolso deste pessoal…

        Renda so vem atraves do controle inflacionario ou opte pelo subprime de carros e eletrodomesticos, o imobiliario também virá, este setor parou também.

        Pillon, custeios x investimentos, perdeu o investimento, para variar.

        • Enviado por: Alexandre

          Pillon….. :) ….. poupanca, qual? Consumo, do que? Importados? Qtas vezes trocamos de carro, alem de nao conseguir pagar o velho? A inadimplencia esta nas alturas!

          Investimento, onde? Com que garantia? Cade a estabilidade economica? Cade as condições? Cade a industria? Cade as margens?

          Esta eu sei responder…está com o governo e os bancos! Salários, renda, não são, garanto.

          E para finalizar….cade a MO? Tenta-se pagar mais e esbarra na produtividade.

          Nada colega, eh 3% mesmo, depois de corrigir a media, nossa media, sobra para a praia, reelege, tá bom demais! Sendo otimista, hein….

          • Enviado por: Alexandre

            Carambolas, lembre do tamanho desta maçaroca, nosso PIB eh 8x menor que o americano (real valorizado), sendo que para eles a coisa anda mal, imagine nois aqui, com estes custos, com esta maquina administrativa, maquina a vapor, nao, a cavalo mesmo…

            Ainda temos que ouvir, ´´PIB nao importa´´, eh, talvez na Suiça.

            Voce pega algum canal brasileiro de TV? Se não, ainda bem…. a parte politica, CPIs, conchavos, melhor nao ver, piorou, e muito.

    • Enviado por: Nick

      A solução é educação financeira. Os bancos praticam spreads absurdos por que há pessoas que aceitam isso e tomam emprestado. Muitas vezes não sabem quais são os juros reais sendo praticados. Não adianta querer implementar controles via governo. O certo é ir atrás de educação financeira. Governo não vai dar essa educação para ninguém. Quando as pessoas começarem a fazer as perguntas certas para os gerentinhos de bancos e para os vendedores de carros, antes de assinar na linha pontilhada, o mercado irá começar a se adaptar, e seguir os desejos do consumidor. Quer juros mais baixos? Não assine na linha pontilhada. Quando um volume grande de pessoas começarem a fazer isso, os bancos não terão escolha. Terão que diminuir seus spreads para serem competitivos. O poder está nas mãos do consumidor. É a sua assinatura que cria dinheiro.

  13. Enviado por: Antonio Silva

    Poupamos pouco (especialmente no setor público), e mesmo arrecadando muito. Por isso o setor público investe pouco, criando gargalos e altos custos na infraestrutura de transportes. Há o fato de que o governo desaprendeu a planejar e a gerir inversões, e também um viés ideológico anti-investimento privado de qualidade na infraestrutura. O custo Brasil é gigantesco, tanto por isso como porque há burocracia excessiva, corrupção e outras mazelas. Com margens apertadas, a indústria sofre mais.

    A indústria brasileira foi montada para atender ao mercado interno, na ideia de que o sistema original de proteção duraria para sempre. Só que o mundo resolveu reduzir as barreiras, e o Brasil não teve escolha: integrou-se mais aos mercados mundiais, desvendando uma pletora de “carroças”.

    Sem preparo para enfrentar essas mudanças, a indústria trava uma guerra contra as forças naturais dos mercados e o modelo de crescimento dos gastos correntes. Nesse sentido, o governo vive uma difícil contradição. Quer ajudar a indústria, para o que lança medidas pontuais, mas gostaria de poder viabilizar maior crescimento global do PIB, o que exige maior volume de poupança de fora, a fim de complementar a reduzida geração de poupança interna que o seu modelo ocasiona. O conflito está em que não há como trazer essa poupança sem ter um déficit de igual valor na conta corrente do balanço de pagamentos, o que requer maior apreciação cambial, maiores importações e, no fim, maiores déficits externos.

    É fundamental criar condições para a indústria se tornar mais competitiva de forma sustentável. Sem uma estratégia, e dada a oferta mundial excedente de produtos industrializados do momento, há que se tentar outros caminhos. Nesse contexto, o principal andaime que dará sustentação à indústria é a concentração de investimentos em infraestrutura, especialmente de transportes, onde a carência é maior.

  14. Enviado por: Alexandre

    E pelo andar da carruagem, poderá até abaixar mais ainda a taxa de juros e mesmo assim a estagnação persistirá por simples inércia.
    Conclusão: Abaixar os juros não vai resolver o problema do marasmo econômico, é provável que isso trará outro tipo de problema semelhante ao que acontece nos EUA.

  15. Enviado por: Pillon

    Alex, eu escrevi algo ontem mas pelo jeito se perdeu no triângulo das Bermudas.
    Testando, testando…

  16. Enviado por: Pillon

    Ah, hoje publicou.

    Eu dizia que, a distância me impossibilita de ter esse feed-back seu, eu lido com o que leio. Se a realidade é outra, você como comerciante pode avaliar bem pois sente diretamente como o consumo se comporta.

    Enquanto escrevia o Celso Ming publicava um artigo sobre um possível choque de alimentos devido à seca. Isso com certeza não entrava na mira do BC. Se resolve inverter o processo de redução da taxa básica com essa deixa na ata que o JPK destaca, então joga mais lenha na fogueira.

    Como berrava o Osmar Santos: “Aguenta coração!!!!”

    • Enviado por: Pillon

      o mercado. O JPK ainda comentou o assunto por outro ângulo, mais brando e até sujeito à algumas considerações.
      O velho Ming não muda de hábito, aproveita a primeira oportunidade para “acalentar” o mercado.
      Talvez o Javier corretamente confunda com “calentar”, que ainda é um termo espanhol “muy leve” para um incendiário de carteirinha.
      Abs

    • Enviado por: Pillon

      “A política artificial de crescimento econômico, baseada em consumo interno turbinado por generosos reajustes de salários e de aposentadorias, provocou a disparada da inflação.”

      Extraí esse texto do Ming sobre a Argentina. Não especifica quais salários, o dos funcionários públicos?
      Havia arrecadação suficiente ou o governo se viu obrigado a financiar seu déficit publico?
      Em nenhum dos casos, houve então expansão da base monetária com emissão que provoca aumento de preços. Portanto, não me refiro a essa renda artificial que também poderia vir do financiamento do déficit público argentino. Quando menciono renda, a que movimenta a economia, me refiro à proveniente de emprego e produtividade da economia real.
      No caso brasileiro, a inflação pode vir a se desestabilizar por fatores estruturais de mercado mundial, não por uma outra rodada de crédito.
      Nesse aspecto, aumentar juros básicos não ajuda a evitar a seca americana nem a quebra de safra, um problema de onde virá a produção para suprir o mercado… (continua aí em cima).

      • Enviado por: Alexandre

        Pillon, nao eh preciso estar aqui para verificar a parada brutal da economia. Saimos de um crescimento de 8% para 2,7% e agora deve dar negativo ou 1,5%.

        Soft landing Herr? Algum pais parecido?

        O Ming esta sendo ameno assim como o JPK.

        Sim, esta havendo aumentos acima da inflacao para todas as categorias do funcionalismo, nem eles acreditam nos 5% de inflacao…..So no salario minimo foi 14%, abrindo espaco para outras categorias psicologicamente o legalmente indexadas.

        • Enviado por: Alexandre

          Estamos mais para a Espanha do que para a Alemanha e nem vou citar os EUA, pois penso que eles deviam estar produzindo uma correcao mais forte dos gastos publicos, a verificar apos a eleicao….

          Pillon, este negocio de economia dos juros selicados….troca-se apenas, o BC ESTIMOU uma economia de 24 bi este ano, depende da infla, titulos atrelados a ela, o que vale eh a divida e sua qualidade, comparativamente com de outros paises.

          • Enviado por: Alexandre

            Internamente, a Selic mais baixa proporciona um spread maior dos bancos, deixando-os mais confortaveis a emprestar $$$$….o Ricca estava certo, estamos vendo isto agora aqui.

            Confortavel tambem eles podem ficar dependendo da atuacao politica de cada pais em apresentar o estado como fiador em caso de problemas, de insolvencia.

          • Enviado por: Alexandre

            Pillon, a caracteristica da inflacao brasileira comeca com os precos administrados e notadamente ela deendencia da industria de comonentes importados, cambio.

            Alem disto, sao varios aumentos de imostos e aliquotas de muitos setores.

          • Enviado por: Alexandre

            O paragrafo acima foi maus, mas laptop, tenha do!

            Agora, nao eh possivel trocar consumo ppor investimento no Brasil.

            Primeiro que investimento gera renda tambem, ou nao?

            Segundo, que nao temos balanca para suportar este consumo a la americanos, eh brincadeira achar que um pais sem poupanca vai ajudar a poupanca dos outros, muito bem observado ppor voce em outros blogs.

  17. Enviado por: Pillon

    As respostas estão entrando meio fora de ordem cronológica. A minha aí acima cortou por falha minha mesmo na colagem.

  18. Enviado por: Pillon

    Alex, lá num dos artigos sobre o recado do BC, o Celso Ming me fez refletir sobre a precisão dos métodos de cálculo da inflação quando afirmou:

    “Essa nova safra de preços mais altos provém de duas fontes: do forte avanço dos preços das commodities agrícolas, em decorrência da estiagem nos Estados Unidos; e da alta de mais de 20% nas cotações da moeda estrangeira (câmbio) e, consequentemente, do encarecimento das importações.”

    Percebe-se claramente que há dois componentes que influenciam as variações de preços, um de origem estrutural e outro de origem monetária.

    Pelo que pude depreender dos artigos do JPK, de nossas discussões aqui do blog, na apuração do IPCA, por exemplo, o resultado da coleta e tabulação de dados recebe um ajuste, uma ponderação a cada grupo de produtos e serviços que compõe um padrão de consumo familiar brasileiro. Mas não adota uma ponderação nos preços para variações estruturais tais como a oferta deprimida em função de uma seca, ou da queda da demanda em função do desemprego, ou seja, um expurgo do varia bruscamente.

    Nos EUA utiliza-se o chamado índice de “core inflation” que elimina aqueles itens por suas variações bruscas de preços e desconsidera o preço de energia e combustíveis.

    Lá, Alex, pelo que me consta, não há medidas pontuais como a do IPI, IOF sobre fluxo de capitais, preços administrados, indexação de títulos públicos…

    Se esse sistema americano admite a necessidade desse expurgo e seleção do que afeta bruscamente o índice de inflação e não faz uma ponderação, ou expurgo, no que diz respeito às variações de expansão ou retração da moeda, ou ainda a sua variação brusca em relação a outras moedas, pelo fato de manter uma moeda fiat, poderíamos concluir que lá nos EUA a inflação é um fenômeno exclusivamente monetário? E na Argentina e no Brasil, por manterem uma moeda administrada e todas essas manipulações, não seria o caso mais crasso?

    Abs.

    • Enviado por: Nick

      O dólar é moeda reserva mundial. Essa que é a diferença. Existe aqui nos EUA duas inflações: Oficial e real. A oficial é core como você disse, e varia em curvas mais suaves, mas sempre para cima. A real é o que realmente afeta as pessoas, e vem dessas variações em safras, etc… essas curvas são bruscas e também sempre para cima. Aliás, toda essa discussão sobre inflação existe só por que dinheiro novo precisa ser criado para pagar juros antigos, senão a festa acaba nesse sistema Keynesiano. Eu não precifico nada em moeda corrente. Sempre precifico usando ‘ativos’. Exemplo: Em 2004 uma casa de $300K vendia por 806 onças de ouro. Hoje 806 onças de ouro compram 3 casas nessa faixa de preço. Pode-se usar combinações petróleo-imóvel, trigo-ouro, etc… O valor em dólares é irrelevante para mim, por que está sempre inflacionando. No meu caso, quando aquelas 806 onças de ouro comprarem 4 casas naquela faixa de preço, é meu sinal que é hora de vender o ouro e comprar os imóveis. Aí é só esperar os imóveis subirem e o ouro despencar, no próximo ciclo. E por aí vai…

    • Enviado por: Pillon

      Mas Nick porque o ouro pode despencar?

      • Enviado por: Nick

        O ouro pode despencar não em preço, mas em valor. Ou seja, no que ele é capaz de adquirir. O mesmo vale para outros ativos. Hoje nos EUA imóveis tem valor baixo, não só preços baixos. Quando os juros subirem, é certeza que o ouro cai de preço e cai de valor também. Mas por exemplo, pode ser que o ouro não perca valor quando comparado com imóveis, depois que os juros subirem. Por que juros altos podem também suprimir ainda mais os preços de imóveis. Ou seja, eu uso o preço em dolar só como um pivô, o que eu comparo mesmo é o preço de um ativo medido em outro ativo. Ambos tem o pivô em comum que é a moeda. Como moeda só perde valor com o passar do tempo, não importa preço em moeda. Sacou?… :D

    • Enviado por: Pillon

      Saquei,nNick.
      Um primo agricultor, plantador de cana, já faz isso há muito tempo, quantas toneladas precisa para o fertilizante, energia, etc.
      Acho que muitos grandes produtores já fazem isso, cada um no seu ramo, soja, milho, feijão e por aí vai.

      Agora veja se estes daqui se preocupam com isso:

      http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120722_ricos_evasao_brasil_rp.shtml

      Abs.

  19. Enviado por: Pillon

    Teste

    Série A: Euro-16 (em milhões de euros)
    ———————————————–
    Ano – Exportações alemãs – variação
    2001 – 282.937
    2002 – 283,996 – 0.37%
    2003 – 297,719 – 4.83%
    2004 – 327,553 – 10.02%
    2005 – 347,129 – 5.98%
    2006 – 382,834 – 10.29%
    2007 – 422,016 – 10.23%
    2008 – 420,311 – (0.40)%
    2009 – 342,509 – (18.5)%
    2010 – 388,105 – 13.3%
    2011 – 420,890 – 8.45%

  20. Enviado por: Pillon

    Teste

    Série B: Euro-16 (em milhões de euros)
    —————————————
    Ano – PIB – Exportações alemãs – participação
    2002 – 5,198,560.1 – 283,996 – 5.5%
    2003 – 5,399,394.3 – 297,719 – 5.5%
    2004 – 5,664,681.4 – 327,553 – 5.8%
    2005 – 5,921,111.6 – 347,129 – 5.9%
    2006 – 6,251,185.0 – 382,834 – 6.1%
    2007 – 6,601,891.4 – 422,016 – 6.4%
    2008 – 6,770,697.4 – 420,311 – 6.2%
    2009 – 6,545,319.0 – 342,509 – 5.2%
    2010 – 6,685,988.3 – 388,105 – 5.8%
    2011 – 6,842,541.4 – 420,890 – 6.2%
    ——————————————
    100% 61,881,369.9 3,633,062 – 5.9%

  21. Enviado por: Pillon

    Série C: Série C: Euro-9 (em milhões de euros)
    ———————————————-
    Ano PIB Exportações alemãs
    2002 4,969,250.2 269,256 5.4%
    2003 5,152,365.5 281,792 5.5%
    2004 5,398,616.8 309,694 5.7%
    2005 5,630,457.5 327,484 5.8%
    2006 5,930,286.6 359,313 6.1%
    2007 6,247,679.1 395,692 6.3%
    2008 6,414,271.5 393,803 6.1%
    2009 6,213,836.7 323,034 5.2%
    2010 6,350,052.1 363,825 5.7%
    —————————————————-
    100% 52,306,816.0 3,023,893 5.8%

  22. Enviado por: Pillon

    Teste – cópia do teste

    Série A: Euro-16 (em milhões de euros)
    ———————————————–
    Ano – Exportações alemãs – variação
    2001 – 282.937
    2002 – 283,996 – 0.37%
    2003 – 297,719 – 4.83%
    2004 – 327,553 – 10.02%
    2005 – 347,129 – 5.98%
    2006 – 382,834 – 10.29%
    2007 – 422,016 – 10.23%
    2008 – 420,311 – (0.40)%
    2009 – 342,509 – (18.5)%
    2010 – 388,105 – 13.3%
    2011 – 420,890 – 8.45%

  23. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    O ouro despenca com deflacao.

    Lembrem tambem que um pouco de inflacao e o ideal, inflacao zero nao e bom…

    • Enviado por: Alexandre

      Ricca, esta inflaçãozinha com um monte de gente com 30% ou mais de sua renda comprometida com dívidas….. :(

  24. Enviado por: Alexandre

    Pillon, qto aos indices de inflação diria que os expurgos do indice americano se devem a caracteristica de uma economia mais aberta, com mais opções. Dificilmente teremos um indice que reflita a inflação real, a do consumidor, uma vez que esta eh percebida de acordo com as opções de cada individuo.

    Acredito, sem poder provar, que os indices hoje são aferidos em função do mercado financeiro, titulos, dividas.

    Um exemplo, talvez o Ricca e o Nick possam ajudar, onde ficou a inflação do mercado imobiliario, qual indice refletiu a valorização da MO e materiais que obviamente ocorreram?

  25. Enviado por: Alexandre

    Pillon, o site do supertrilionarios….. colega…. eh de lascar, tambem sem poder provar, estes caras sao produto da expansão monetária, minha opinião.

    Sabemos o quanto estes trilhoes estao fazendo falta no sistema, mas o Javier reclama ate para cortar uns feriadinhos……. :)

  26. Enviado por: Alexandre

    Nick, muito bom atrelar valores com algo de utilidade dependendo da atividade de cada um…. já que encheram o dolar de dívidas também.

  27. Enviado por: guilherme

    Nick , um amigo confinador , visando enxergar a eficiencia do seu negocio , encomendou a um economista a criação de sua propria moeda , um misto de dolar , arroba , ouro e algum indice oficial , ele acabou dando o nome da sua fazenda a essa moeda , assim tudo que era comprado ou vendido pela fazenda era convertido…..

    vc poderia nos dar uma ideia de como seria uma moeda caseira , com quantos % de ouro e dolar ou fundos imobiliários , ou outra coisa qualquer ????

    vc não acha que só ouro é um pouco fragil???

    • Enviado por: Nick

      Hehe pra mim pouco importa a moeda. Eu uso a moeda ‘dolar’ no Brasil usam o ‘Real’ por que é o que todos usam. Mas como o valor da moeda é controlado apenas pela sua quantidade flutuando – papel + crédito – eu realmente não me importo. Eu defino o valor de algo que estou analisando nunca em moeda corrente, mas em qualquer outro ativo que existe historicamente. Ouro é apenas um exemplo. Pode ser qualquer coisa. Qual o preço da fazenda em barris de petróleo no passado e hoje? Qual é o preço da fazenda em sacos de açúcar no passado e hoje? E assim por diante. Com esses dados, é mais fácil decidir onde colocar o dinheiro de forma a protegê-lo contra a erosão inevitável chamada inflação. São ciclos um pouco mais longos, mas é assim que as pessoas enriquecem e garantem a sobrevivência dos filhos e netos. A beleza desse sistema é que a moeda corrente é só um denominador comum que ajuda nos cálculos, e como esse denominador comum é falho e é controlado por um bando de criminosos, não uso o valor face definido por eles.

  28. Enviado por: Ferruccio

    Para o Brasil sair desse marasmo que é a economia atual e para aumentar o “Pibinho” dos esperados 2% para este ano, para um PIB sustentável em volta de 4% todos concordam que é necessário aumentar a taxa de investimento dos atuais 18% do PIB para algo em torno de 25% do PIB.

    A questão então é como aumentar o investimento. O setor público investe uma pequena parte; o grande volume de investimento depende basicamente do setor privado, das empresas. E as empresas investem quando veem perspectivas de demanda futura e lucros. Como atualmente o futuro é incerto, as empresas não investem.

    Mas Celso Pastore, antigo presidente do Banco Central e atual e atual consultor de empresas privadas, tem uma visão um pouco diferente, conforme matéria publicada hoje no Estadão.
    Pastore afirmou que o governo precisa mudar a política fiscal. Perguntado como a política fiscal seria diferente, disse:

    “Completamente diferente da atual. Preserva o que temos, cuida das crianças, faz o Bolsa-Família, investe em educação, mas para de reajustar o salário mínimo de forma violenta. Dá muito voto para o governo, mas só aumenta consumo e reduz a poupança. O Brasil precisa da poupança doméstica para poder crescer”.

    Quando fala de reajuste violento do salário mínimo, deve estar se referindo ao aumento de 14% no início do ano, sendo parte desse aumento simplesmente devido à inflação.

    De sua afirmação devemos concluir o seguinte: o aumento do salário provoca aumento do consumo, que provoca redução da poupança, que provoca redução do investimento, que impede o país de crescer.

    Conclusão (exagerada, mas só um pouco) são os altos salários que impedem o país de investir e crescer.

    A propósito, brasileiros possuem cerca de um trilhão de reais em paraísos fiscais.

    • Enviado por: Alexandre

      Ferruccio, qualquer aumento do minimo gera um custo adicional para o estado que tem pouca capacidade de investir. Com este custo adicional o mercado ve nossas contas com uma certa desconfiança, os trilhoes continuarão nos paraísos.

      O problema brasileiro tambem não eh mais somente $$$, eh de descontrole das obras e de recursos para os ministérios. Desconfio também que fazem seu volume nestes mesmos paraísos.

      O outro lado da moeda, eh que somos vistos com um potencial enorme, basta queimar as gorduras, aquelas que o Mantega gosta de dizer, troca-las por uma manteiga light, menos impostos, menos encargos, menos pedagios, energia mais barata……

      Fico feliz de ouvir de vários economistas a questão da educação, vamos ver COMO irão solucionar, pois não eh somente enfiar bilhoes num ministério, o país eh grande, tem que municipalizar esta questão.

      • Enviado por: Alexandre

        O que não dá eh o seguinte exemplo de crescimento insustentável :

        . Faturamento de 2011 da loja Alex = 100,00
        . Faturamento de 2012 = 70,00

        Sem descontar a inflação, reajustes dos preços, seria algo em torno de 40% de queda no faturamento.

        Agora, considerando um crescimento de 4% (sustentaveis) descontando a infla, faça a conta de qtos anos para chegar aos mesmos 100,00.

        Solução tupiniquim, deixa a infla rolar que chega rapidinho…. porque nao querem atacar as causas estruturais.

        • Enviado por: Alexandre

          Desculpe….. descontando a inflação…….

          • Enviado por: Alexandre

            Desta simples conta, voce pode extrapolar qtos anos para o mundo chegar nos mesmos valores pre crise…

            Incrivel eh observar, apesar da situação, que somente a Grecia apresenta PIB negativo….

            Parece que inventaram outra medição, PIB de expectativa.

        • Enviado por: Ferruccio

          Alex,

          Você está certo, aumento do salário mínimo aumenta o custo do governo com aposentadorias, mas você tem que considerar outros aspectos, como aumento das vendas (inclusive da loja do Alex), aumento da arrecadação do governo e, talvez, incentivos para os empresários investirem, que é o que nós queremos: mais investimento.

          No governo Lula o salário mínimo duplicou, em termos reais, e essa foi uma das principais causas (junto com o salário família) da inclusão no mercado consumidor de uns 20 milhões de novos consumidores. Isso foi conseguido sem descontrole da inflação e das contas públicas.

          Isso não quer dizer que devemos sair por ai aumentando o salário mínimo. Mas também não devemos aceitar a afirmativa (ou o mito) de que, aumentando o salário mínimo, aumentamos o cosumo e reduzimos a poupança e o investimento. Se fosse tão simples assim, seria suficiente reduzir o salário mínimo para aumentar a poupança do trabalhador e o investimento. O problema é explicar como, reduzindo salários, podemos aumentar a poupança.

          Abr

    • Enviado por: Nick

      Ferrucio,

      Bom post viu… mas olha que no fim o povo tem o governo que merece mesmo né? Quanto mais dependente do governo, menos o povo pode reclamar. Eu diria que hoje em dia, com internet crescendo, etc… não tem mais desculpa ser ignorante. E não digo ignorante no sentido ofensivo, é apenas no sentido de não ter a informação.

      Eu sou mais defensor de individuo INdependente de governo. Governo é uma coisa ridícula, mal planejada, corrupta e tudo que dá com uma mão, retira com a outra em maior quantia. É o tal papo da responsabilidade. Um povo que age como criança precisa de ‘austeridade’ por parte dos ‘adultos’. Tá na hora de crescer não é?

      Aqui nos EUA é a mesma coisa, em diferentes proporções, claro. Há uma ENORME parcela da população que depende do governo. Vivem uma existência acomodada, sem conquistas, sem motivações. Pra que “salário mínimo”? Quem é que precisa dessa ‘defesa’ dada por um patriarca? Só pode ser o pessoal criança/dependente. Aposentadoria sim, concordo. Quem trabalhou a vida inteira pagando impostos para governo deve sim ser reconhecido e respeitado pelo esforço de tantos anos produtivos e ter um fim de vida digno e decente.

      Mas pelo amor de Deus… depender de governo para Educação é pedir para continuar ignorante para sempre. Governo não tem, e nunca terá, intenção nenhuma em ensinar a pescar. Prefere dar o peixe pronto, gera muito mais dependência. Desculpe pelo desabafo, é que eu já estou de **** cheio dessa palavra “governo”.

      • Enviado por: Javier Vidal

        Nick
        Que yo sepa el millon de personas que viven del gobierno en EEUU son los militares, que forman parte de la mayor empresa publica del mundo: el ejercito de EEUU, que consume 500 billones/año de dinero publico, mucho mas que ningun pais del mundo, mucho mas que el dinero que toda la UE gasta en el estado de bienestar, que tanta alergia parece producirle (por eso la longevidad y la calidad de vida en europa es muy superior a la de EEUU).
        Por lo que veo voçe prefiere que no haya educacion publica, ni nada publico.Esta bien, de ese modo:¿Como espera que BraSIL llegue a tener algun dia una poblacion uniforme, con una clase media asentada, con gente escolarizada, con calidad de vida, sin emfermedades sitemicas, sin violencia.Donde se pueda caminar libre por las calles sin temor a ser asesinado, liberalizandolo todo?¿Creando un estado sin estado?¿dejando en manos de multinacionales el control del pais?
        Como quiera, las multiancionales de EEUU y de Europa fican felices de ocupar el puesto de l gobierno,pero los brasileños no creo que ficaran felices de ser manejados por empresas privadas.
        Meu caro, con todo mi respeto:asi Brasil nunca saldra de sus problemas.

        • Enviado por: Nick

          Javier,

          Estoy de acuerdo con usted en que los mayores dependientes en los ESTADOS UNIDOS son funcionarios militares!

      • Enviado por: Ferruccio

        Nick,

        Acho tuas teorias sobre governo e mercado muito estimulantes. Gostaria de discutir mais, mas às vezes me abstenho, para não fugir muito do assunto do blog.

        Acredito que você esteja de saco cheio dos governantes, não do governo como instituição. Um governo é necessário para permitir a vida em sociedade e garantir os interesses comuns e também os interesses individuais (principalmente o direito de propriedade).

        Você quer que todos adquiram conhecimento de economia e fiquem sabidos como você em fazer negócios (como, por exemplo, comprar ou vender ouro ou imóveis na hora certa). Mas, pensa bem, se todo mundo ficar sabido ao mesmo tempo…

        Falando sério, os acontecimentos recentes, como a nomeação do ex-funcionário da GS, Mario Monti, para primeiro ministro da Itália parecem confirmar as “teorias conspiratórias” sobre a concentração de poder em uns poucos indivíduos.

        Abraços

        • Enviado por: Nick

          Olha, eu nem espero que todos sejam experts em investimentos, etc. Mas é preciso divulgar a idéia de que quanto mais dependente do governo o sujeito é, menos ele pode reclamar!… É só isso. Se o indivíduo assumir responsabilidade – e olha que essa palavra envolve muita coisa – aí sim ele se colocará em uma posição de exigir certas coisas daqueles que estão no governo. Agora, se quiser continuar exigindo bolsa disso, bolsa daquilo, e virar um dependente do sistema, não adianta reclamar que o governo não funciona direito. Só isso… mas vamos indo, é sempre agradável e construtivo discutir essas coisas.

          • Enviado por: Ferruccio

            Nick,
            Acho que, pouco a pouco,vou entendendo tuas ideias. Isso não quer dizer que ainda concorde, mas a discussão é interessante.
            Entendo que a ideia central é o indivíduo se sustentar independente da ajuda do governo. E que, na medida de que o governo ajuda o indivíduo, este tende a se acomodar e a não lutar pela sua sustentação.
            Avançando no raciocínio, o indivíduo que não depende da ajuda do governo, poderia então questionar a necessidade dele pagar certos impostos, especialmente o imposto de renda (algum imposto teria que pagar de qualquer jeito, para sustentar serviços exclusivos do estado , como administração da justiça, segurança etc.).
            É isso?
            Abr

    • Enviado por: Nick

      Eu acho que há também uma confusão em relação a para onde vai o dinheiro dos impostos federais. Esse imposto sobre “renda” não é utilizado para absolutamente nada mais do que pagar juros sobre a dívida criada com a emissão de títulos. Impostos estaduais e municipais teoricamente sim, são coletados para manter o local onde o imposto é coletado, funcionando. No Brasil SP ainda sustenta muitos outros estados, é errado. Mas o imposto de renda federal não é usado para pagar uma conta sequer. Vai tudo para juros.

  29. Enviado por: Alexandre
  30. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Po Javier para de escachar!!!…

  31. Enviado por: Riccardo(California,USA)

    JPK,

    Quando que voce vai escrever o post:

    Brasil ao caminho da Espanha.

    Incompetitivo e agora espandendo o credito imobiliario para criar empregos com mais expansao da divida.

    Espera ai nao foi exatamente isto que a Espanha fez???…olha aonde ela esta…

    • Enviado por: Javier Vidal

      RICCARDO
      ¿Fica enfadado?.Suponho que nao.A crise do ladrillo nasceu no seu pais,que tampouco e que lhe vaia moi ben: 500 bancos nacionalidos, General motors empresa nacional,miles de millones perdidos en bolsa,….Esta seguro que o modelo que fracasou no foi o seu?
      Saudos

      • Enviado por: Javier Vidal

        Hipoteca subprime ¿lembra?.Quiebra sistemica de 500 bancos,deuda publica de 100 % de PIB, deficit publico do 9% (maior que el de Espanha),casi 20 “Estados” rescatados con dinheiro publico, empezando polo seu, California, sete milhoes (y eu dicia tres…, nO, SETE ) de presos que nao contabilizan no sistema de desemprego,casi 50 milhoes de pobres¿quere que continue lembrandolle quen provocou esta cirse, meu caro?
        Era por si habia esquecido….
        Kupfer,nao consigo enviar un mensaxe a voçe: as minhas disculpas por os links.Nao voltarei facelo.
        Saudos.

  32. Enviado por: Javier Vidal

    Por cierto, parece que Moodys no esta tan de acuerdo de que Alemania le vaya tan bien, y este haciendo lo correcto.Parece que se estan hartando de la pesima y erratica politica de Merkel.Ahora alguien me dira que no, que alemania va bien.Asi empezo España, siendo duramente avisada de sus problemas.Alemania y Holanda, como es natural acabaran perdiendo la triple A.
    Entonces ¿Quien estaba equivocado?.Que Merkel haya hecho tanta “burraldice” en europa nos ha llevado a la situacion actual.No creo que JR y yo, que defendemos algunas posturas parecidas, estuvieramos equivocados ¿o alemania va a perder la triple A por hacerlo bien?
    Saudos.

  33. Enviado por: Alexandre

    Ferruccio, voce diz que a infla estava sob controle, discordo, se estivesse nao haveria inadimplencia e nem paradeira geral, ja que tenho que acreditar que o desemprego esta em 5%, nao acha?

    Outra, o crescimento brasileiro deveu-se a ampliação mais do credito do que do poder de compra.

    Veja bem, credito, aumento de minimo tem que ser equilibrados, nao foi o que ocorreu.

    Alem disto, se ha controle inflacionario garantindo o poder de compra, para que reajustes salariais sem ganhos de produtividade?

    • Enviado por: Ferruccio

      Alex,

      Quando você fala de inadimplência e paradeira geral você deve estar se referindo à situação atual. Quando citei que o salário mínimo dobrou, eu me referia ao tempo do governo Lula. Nesse período não houve a esperada disparada da inflação que, embora ainda alta, estava se reduzindo progressivamente. Além disso, e talvez mais importante, os empresários tinham confiança no futuro e investiam.

      O ponto que eu quis fazer é que o aumento do salário mínimo não impediu o aumento do investimento, ponto central da nossa discussão.

      A situação atual é diferente, tanto externamente como internamente. A economia desacelerou mais do que o esperado. Para crescer precisamos agora aumentar o investimento. Acontece que os empresários têm medo de investir, pois não sabem como a crise atual vai se resolver.

      O que impede o investimento não é o aumento do salário mínimo, por causar excesso de consumo e consequente falta de poupança, como querem nos fazer crer, nem o excesso de crédito e a inadimplência, e sim a desconfiança do empresariado em relação ao futuro da economia.

      Abr

  34. Enviado por: Pillon

    Série A: Euro-16 (em milhões de euros)
    ——————————————————————————————–
    Ano – Exportações alemãs – variação
    2001 – 282.937
    2002 – 283,996 – 0.37%
    2003 – 297,719 – 4.83%
    2004 – 327,553 – 10.02%
    2005 – 347,129 – 5.98%
    2006 – 382,834 – 10.29%
    2007 – 422,016 – 10.23%
    2008 – 420,311 – (0.40)%
    2009 – 342,509 – (18.5)%
    2010 – 388,105 – 13.3%
    2011 – 420,890 – 8.45%

  35. Enviado por: Pillon

    Série B: Euro-16 (em milhões de euros)
    —————————————
    Ano – PIB – Exportações alemãs – participação
    2002 – 5,198,560.1 – 283,996 – 5.5%
    2003 – 5,399,394.3 – 297,719 – 5.5%
    2004 – 5,664,681.4 – 327,553 – 5.8%
    2005 – 5,921,111.6 – 347,129 – 5.9%
    2006 – 6,251,185.0 – 382,834 – 6.1%
    2007 – 6,601,891.4 – 422,016 – 6.4%
    2008 – 6,770,697.4 – 420,311 – 6.2%
    2009 – 6,545,319.0 – 342,509 – 5.2%
    2010 – 6,685,988.3 – 388,105 – 5.8%
    2011 – 6,842,541.4 – 420,890 – 6.2%
    ——————————————
    100% 61,881,369.9 – 3,633,062 – 5.9%

  36. Enviado por: Pillon

    Série C: Euro-9 (em milhões de euros)
    ————————————————————————-
    Ano PIB – Exportações alemãs – Participação
    2002 4,969,250.2 – 269,256 – 5.4%
    2003 5,152,365.5 – 281,792 – 5.5%
    2004 5,398,616.8 – 309,694 – 5.7%
    2005 5,630,457.5 – 327,484 – 5.8%
    2006 5,930,286.6 – 359,313 – 6.1%
    2007 6,247,679.1 – 395,692 – 6.3%
    2008 6,414,271.5 – 393,803 – 6.1%
    2009 6,213,836.7 – 323,034 – 5.2%
    2010 6,350,052.1 – 363,825 – 5.7%
    2011 6.500.414.3 – 390.748 – 6.0%
    ———————————————————————–
    100% 58.807.230,3 3.414.748 5.8%

  37. Enviado por: Pillon

    Série D: Variação trimestral do PIB

    País 1o/11 2o/11 3o/11 4o/11 1o/12
    ————————————————-
    França 0.9% -0.1% 0.3% 0.2% 0.0%
    Itália 0.1% 0.3% -0.2% -0.7% -0.8%
    Espanha 0.3% 0.2% 0.0% -0.3% -0.3%
    Holanda 2.8% 1.6% 1.1% -0.6% -1.1%
    Bélgica 3.0% 0.3% 0.0% -0.1% 0.3%
    Austria 0.8% 0.5% 0.2% -0.1% 0.2%

  38. Enviado por: Pillon

    Série E: Euro-16 Exportação alemã 2012
    _____________________________________________
    Mes – bilhões de euros – Variação

    Janeiro – 34.2
    Fevereiro – 35.4 – 3.5%
    Março – 38.1 – 7.6%
    Abril – 33.1 – (13.1)%
    Maio – 35.8 – 8.2%

  39. Enviado por: Pillon

    Nota inicial sobre a coleta de dados estatísticos:

    1. Eurostat publicados no “External and intra-EU trade – A statistical yearbook – Data 1958 – 2010″. Não consta da publicação os dados do comércio de 2001 nem os PIB´s de 2011. Os PIB Euro-9 de 2011 foi estimado com base nos dados do World Bank.

    2. Dados das exportações alemãs de 2011 publicados pela BBC News Business de 08/02/2012 e o departamento oficial de estatísticas alemão “Destatis”.

  40. Enviado por: Pillon

    Noticiou-se recentemente que Alemanha vem se recuperando no comércio exterior e chamando atenção no crescimento de suas exportações, com perspectivas de estabelecer um novo recorde em 2012.

    Segundo uma notícia postada aqui no blog do JPK, cuja conclusão se baseia implicitamente no fato do maior mercado alemão de exportação ter sempre sido a UE e Eurozona e em especial os países que vem sofrendo com a chamada crise da dívida soberana, a nota finaliza ressaltando que a Alemanha em 2012 vem compensando suas perdas de vendas para este seu maior cliente exportando para fora da da EU. Ressalvo que notícias como essa derivam da crença de que o comércio exterior da Alemanha se beneficiou tanto da introdução do euro (o que já demonstrei em um blog anterior não corresponder com essa concepção) como ainda mais pela “gastança” e endividamento de seus principais parceiros comerciais. A notícia ainda destaca que a crise instalada abalou a economia dos principais países compradores de produtos e serviços alemães e deduz disso que ela provocou uma alteração no modelo exportador alemão.

    Sem pretender aqui escrever um “paper”, nem discutir a política externa do governo alemão nem discorrer sobre a economia alemã, não há novidade alguma que o modelo alemão baseia-se numa forte operação comercial e logística voltada ao comércio exterior, em particular com parceiros europeus, mas também baseia-se no desenvolvimento de tecnologia de ponta, num desenvolvido parque industrial variado de pequenas, médias, grandes empresas nacionais e transnacionais, num mercado interno robusto, tudo isso moldado numa parceria entre governo, empresários e sindicatos. Vale também ressaltar que não se pretende aqui discutir a exposição financeira de bancos alemães com o bloco Euro-16.

    Sim, recentemente as exportações alemãs vem crescendo com outros clientes fora da EU, em ritmo maior do que com os Euro-16, o que faz a paticipação deste bloco decrescer percentualmente em relação ao volume total exportado, como mostram os seguintes percentuais obtidos de dados do Destatis: em 2009 – 42.9%, em 2010 – 40.8% e em 2011 – 39.7%.

    Esse decréssimo provoca uma falsa impressão, sugere uma conclusão errônea, de que a Alemanha passou a vender menos ao seu mercado principal e argumenta-se que isso se deve as circunstâncias da crise nesses países. A Série A acima, em números absolutos e variação percentual, mostra a evolução das exportações alemãs para a Euro-16, crescentes desde 2010. Pela série, pode-se constatar que somente houve uma queda brusca em 2009 nesse setor, por motivos muito bem conhecidos, a crise financeira dos EUA. Vale lembrar que como a crise de 2008 teve repercussão mundial, obviamente afetou também a Alemanha internamente e suas importações da Euro-16 diminuíram nesse ano. Assim, esses números confirmam que o setor exportador não diminuiu suas atividades com seu principal mercado, que continua vigoroso, em ritmo crescente porém não no mesmo ritmo que cresce o dos países fora da EU. A Alemanha apenas melhorou sua performance nesses outros mercados.

    No entanto, questiona-se se o comércio exterior alemão obteve sucesso pela versatilidade de sua indústria, de sua competitividade, de sua logística, de sua inovação, ou se beneficiou somente quando houve um crescimento na atividade econômica do Euro-16, expresso pelo PIB, como também questiona-se se não cresceu devido à “gastança” e endividamento desses países.

    Ao buscarmos uma relação entre as exportações alemãs e sua participação no PIB do Euro-16, pode-se constatar na Série B acima que sempre houve estabilidade na sua participação e desde 2010 ela vem aumentando. Se ainda observarmos alguns dados dos maiores clientes alemães, pela ordem de grandeza, França, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Grécia, Finlândia e Portugal (que chamei de Euro-9), alguns deles sofrendo diretamente as consequências da crise, na Série C acima constata-se o mesmo comportamento. Ou seja as exportações alemãs crescem também em participação no PIB desses países.

    Para completar, contamos ainda com a recente divulgação do Destatis, no qual as exportações totais alemãs cresceram 5.8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2011 e as importações 4.8%. Com a Euro-16, o comércio alemão fechou com crescimento, respectivamente de 1.1% e 4.7% em comparação com 2011. Somente a partir Abril deste ano o comércio com a Euro-16 as exportações alemãs apresentaram um leve declínio em relação ao mesmo período Jan-Abr/2011, de 0.1%. No período Jan-Mai/2011, outro declínio mais acentuado de 0.6%.

    Portanto, mesmo por uma única queda em Abril passado, de 13,1%, que provocou um declínio quase insignificante nos primeiros 5 meses de 2012, afirmar que há diminuição nas atividades de comércio exterior alemão com o bloco Euro-16 ou com o Euro-9, vinculando-a a crise da dívida soberana, da “gastança” sob controle por parte desses países e da retração de crédito, não passa de um exercício prematuro de adivinhação, pois não se trata ainda de uma tendência. Apesar de não ter atingido o mesmo número de 2011, de Abril para Maio o setor retomou o crescimento para o bloco com expressivos 8.2% (ver Série E), enquanto seus principais parceiros comerciais enfrentavam dificuldade em seus PIB´s no primeiro trimestre de 2012 (ver Série D), os quais já vinham apresentando resultados fracos desde meados de 2011.

    A título de curiosidade a Alemanha passou de 10a (2011) para 9a posição em 2012 no ranking de competitividade pelo World Competitiveness Yearbook, líder na EU. Em relação aos países europeus, somente perde para a Suíça (3a), Suécia (5a) e Noruega (8a). A França ocupa a 29a , a Espanha a 39a e a Itália a 40a. O Brasil em 46a posição. Os primeiros são Hong Kong e EUA.

    E para quem quer fugir do tema que propus e discutir a classificação da Moody´s, no link abaixo podem ler o último relatório do FMI exaltando as qualidades e fragilidades da economia e finanças da Alemanha.

    http://www.imf.org/external/np/sec/pn/2012/pn1269.htm

    • Enviado por: Javier Vidal

      PILLON
      Se lo digo con todo mi respeto y cariño.Voçe no entiende, por mucho que lance discursos larguisimos de alemania, que alemanai NO ES un pais independiente del area euro, que las exportaciones no son de alemania sino del area euro, que la politica no es alemania, solo un estado mienbro sin soberania, sino de la UE.
      Vocé fica obsesionado por SEPARAR alemania de el area euro, o de presentar alemania como una entidad independiente que no tiene nada que ver con el resto.
      Es ridiculo, Pillon, pero completamente, de verdad.Yo es que creo que voçe ni conoce la realidad de la UE, a donde pretenece alemania, ni la realidad que hay MAS ALLA de alemania, queya le de dijimos un Millon de veces que es solo el 25% del area euro.
      ¿Es que no entiende que no puede hablar de alemania como un pais, porque no lo es?¿de verdad que voçe acredita en lo que dice, soltando aqui listados y mas listados de exportaciones de una pequeña area de la UE?¿DE verdad voçe se cree lo que dice?
      ¿No ve que alemania como eatdo mienbro es totalmente dependiente de brueselas, y que en muchisimos ambitos necesita desesperadamente el area euro?
      Voçe usa un patritismo que ya no existe, voçe fala en termoinos de nacion de hace 100 años.
      No se ofenda, ya se que lo va a hacer, pero esta completamente equivocado en susu planteaminetos.Ya son erroneos de base.Alemania es un estado mienbro de la UE, no un pais soberano.Diga lo que diga y ponga como se ponga, eso es asi, no como voçe plantea aqui.
      Saudos.

      • Enviado por: Javier Vidal

        LAS exportaciones del resto de mienbros de la eurozona aumentaron MAS, como ya le expuse, y si quiere se lo vuelvo a exponer, en españa, en francia y en italia.Alemania, como ya le dije y demostre NO ES MAS COMPETITIVA QUE OTROs ESTADOS DE LA UNION.Eso es mentira y voçe lo sabe: sus salarios /hora son mucho mayores, su gasto bruto, mucho mas.Lo sabe porque se lo he mostrado, con datos iguales a los suyos, de eurostat.Alemania solo gana ventaja competitiva financiandose mas barato y hundiendo al resto, jugando con esa porcaria de la prima de riesgo, en un bloque comun,una verguenza que toda europa y todo el mundo CRITICA, incluyendo a Moodys, MENOS VOÇE, que nos habla de una alemania que no EXISTE en la realidad,como hace ahora mismo, porque de mas productiva nada, eso, Pillon es mentira.Y no me venga con datos de empresas privadas que se dedican a hacer estudios de competitividade, hableme de datos reales, yo le puedo mostar muchos datos que hablan justamente lo contrario de lo que dice.La competitividad alemana es mas cara ,se trabajan muchas menos horas, el coste bruto es enorme, mas del doble que un trabajador de la UE.
        Y por si se le habia olvidado, alemania exporta mas de un 60% al area euro, no lo olvide.
        ¿Nos quiere convencer del poderio aleman y reconoce que sus mayores clientes son francia, españa, italia?¿pero no se contradice en lo que dice?¿y si españa decide dejar de comprar tanto a alemania, y si francia hace lo mismo e italia, pero es que no lo ve?.Alemania DEPENDE de tres paises a los que esta atacando, insultando y tratando de arruinar constantemente.¿No ve que alemania no es NADA sin sus vecinos?¿y aun viene aqui a irritar con su nacionalsimo germano, siendo brasileiro, meu caro?
        Con todo mi respeto, sin animo de herir, voçe alucina, dice cosas absurdas por completo.Conoce muy, muy poco europa meu caro.

        • Enviado por: Javier Vidal

          ¿Quiere que lemande yo datos reales, no de empresas privadas, de la competitividad aleman, como ha caido desde 1990?¿quiere que le mande articulos del FMI alabando el sistema financiero español?¿o v´çe tambien piensa que el FMI solo alab a alemania?¿se olvida que españA y francia tuvieron tambien la triple A?¿SE OLVIDA DE LO QUE FUE ALEMANIA EN LOS ULTIMOS 20 AÑOS (PÒRQUE NO LA CONOCIO, SEGURO, Y YO SI).
          ¿Quiere que le envie datos de PIB de alemania de los ultimos 25 años y vemos quien crecio mas, quien tuvo mas superavit publico, quien imcumplio mas los tratados de Maaschtrich?

          • Enviado por: Javier Vidal

            “De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel “criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos”, refere o economista principal deste diário económico. “Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar.”
            pRESSEUROPE,2011.

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