BC abre o jogo e pisa no freio
16 de março de 2012 | 9h33
José Paulo Kupfer
Há pelo menos duas novidades na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira. A primeira é o anúncio, com todas as letras, da estratégia que o Banco Central pretende adotar, com relação à fixação da taxa básica de juros no curto prazo. A outra, também presente na primeira, pode ser o início de uma auspiciosa substituição, visível no texto do comunicado, do “coponês” – um código para iniciados – pelo vernáculo.
O Copom inovou ao deixar claro que “atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. Com isso, avisou à praça, com inédita transparência, que pretende levar a taxa básica nominal para 9% ao ano (o mínimo histórico foi de 8,75%, em 2009) e mantê-la nesse nível por certo tempo, presumivelmente um pouco mais longo.
Ao lembrar o Federal Reserve, que, em 2011, também surpreendeu com o anúncio de que manteria juros próximos de zero até pelo menos 2013, estendendo depois a decisão para 2014, o BC antecipou um freio no ciclo de afrouxamento monetário, iniciado em agosto do ano passado. Na batida em que pareceu evoluir depois do corte de 0,75 ponto, na reunião da semana passada, muitos passaram a imaginar um intervalo mais fundo e mais longo, coma taxa Selic nominal descendo até 8,25% ao ano, depois de outras duas talagadas iguais e sucessivas, em abril e maio.
A simples observação da inflação mensal registrada em 2011, no entanto, desautorizava esse roteiro mais acelerado de redução dos juros. De olho nos índices de 2011, é fácil verificar que a trajetória do IPCA em 12 meses é francamente descendente até abril – talvez até maio. Depois, é muito improvável que a curva não reverta, elevando o índice em 12 meses pelo menos até agosto. Daí para frente, a tendência é estabilizar.
A maior dúvida, portanto, é se haverá um corte só e mais forte, já em abril, ou se a descida da Selic a 9% ao ano se estenderá até a reunião de fins de maio. A primeira hipótese é, por enquanto, muito mais provável.
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JPK, qual a diferença de 9 ou 8%? Juros reais de 3,5%? É ruim? O arrojo do BC já foi reconhecido pelo mercado. Temos que considerar que os juros internacionais estão excepcionalmente baixos.
Um país não governa-se apenas pelos juros.
Para quem está acompanhando a discussão da lei geral da copa, é um filme de terror.
Agora querem empurrar a Fifa à negociar com cada estado a proibição da venda de bebida alcoolica porque o congresso e o senado não conseguem chegar num acordo, sendo que ambos são ampla maioria do governo.
E vamos perdendo tempo….
Não muda de assunto, Alexandre … Todo mundo sabe dos absurdos da Copa. Mas Copa do Mundo não tem nada a ver com o tema deste post.
Jr., que mal humor, certeza que não tem nada à ver?
No blog passado afirmei que toda hora é uma desculpa, uma hora a poupança, uma hora é inflação, estou apenas antecipando a próxima desculpa.
É para um presidente do Brasil perder tempo com um presidente da Fifa?
Nesse ponto concordo com você Alexandre pois a Presidenta conversando com o sujeito da Fifa praticamente desautorizou o Aldo Rebelo.
Tenho nojo desse máu hábito brasileiro de sempre querer parecer elegante levando porrada, badalar.
Não tinham que perdoar o sujeitinho da Fifa mesmo que ele tivesse razão no plano operacional(não sei).
Também não gosto de futebol(aliás desprezo) mas o chute no traseiro foi na bunda de todos os brasileiros, sujeito grosso e inábil e ele sim deveria ter sido chutado para fora da Fifa se essa instituição se honrasse.
Também repudio esse contato.
Quanto aos juros Selic têm mais é que cair mesmo e 9% a.a. é ridículo, absurdo, tem que cair mais.
Chega de mentiras. Essa taxa é indutora de inflação!
E não controla inflação nenhuma .
Se eu fosse ela aproveitava a bagunça, apelava para a soberania e mandava esta copa para outro lugar chamando a atençao para problemas mais urgentes, uma vez que o sistema de credito não permite recessões e a situação atual é esta:
.não podemos desvalorizar
.não podemos desonerar
.não podemos reformar
.não podemos baixar os juros
Sobra o que?
Diferença entre 9% e 8%? Vejamos… Na última vez que eu ví, a dívida nacional era de 138 Bilhões. A 9% isso dá de juros diários 34 milhões, que dá mais ou menos 1 Bilhão por mês de juros. A 8% os juros diários caem para 30 bilhões, ou 900 milhões por mês de juros.
Para cobrir essa despesa em juros todos os meses, você e eu e todos pagam impostos. Por isso que digo… pra que dar origem ao dinheiro via troca por títulos (promessas de pagamento)? Governo que presta jamais teria caído nessa falácia de 1964.
Por que parar o processo de queda dos juros em 9 % ? Inflação não é desculpa. Está provado por A + B que os aumentos de juros foram ineficazes para combater a inflação dos últimos dois anos, cujos componentes principais estavam relacionados com fatores exógenos e sazonalidades. Reduziu-se a inflação mundial dos alimentos e reduziu-se a inflação interna no Brasil. Sem que qualquer aumento de juros tivesse contribuído para tanto.
Os juros não caem mais por causa da Caderneta de Poupança ? Ora, a solução é simples. Reduzir as alíquotas de Imposto de Renda sobre os ganhos com títulos públicos ou, no final das contas, conceder isenção sobre essas aplicações. Com essa medida, resta espaço para o Banco Central baixar a SELIC até em torno de 7%, sem que as aplicações em Caderneta de Poupança passem a ser mais atrativas que os títulos do Tesouro. Quando os juros chegarem em 6,5 – 7 %, aí realmente tem-se que pensar em outra fórmula para remunerar a Caderneta de Poupança. Até lá, não há motivo algum para interromper a queda dos juros em 9 %.
Se pararem em 9 %, mais uma vez o Brasil vai perder uma oportunidade histórica para levar os juros para o patamar (já explicitado pelo Ministro Mantega) que é praticado na maioria dos países em desenvolvimento, ou seja, em torno de 6 % ao ano.
A Turquia aproveitou a janela de oportunidade para derrubar os juros que se abriu entre 2008 e 2009 e hoje está com juros de 5,75 % ao ano. O Brasil desperdiçou aquela oportunidade de ouro na funesta gestão do ex-presidente do Banco Central e só reduziu os juros para 8,75 %, voltando a jogá-los para 12 % alturas na primeira oportunidade que surgiu, há exatamente dois anos.
Vamos repetir o erro de 2008 e 2009 ?
Tem que parar em 9% por que quem nunca comeu doce se lambuza.
Nick,
Desta vez eu não entendi nada. Você … defendendo juros altos ?
As taxas de juros reais no Brasil tornaram-se uma aberração diante dos juros atuais nos países desenvolvidos e mesmo nos emergentes, em geral negativos ou ligeiramente positivos. Com dados fracos da atividade econômica, indústria sem crescimento, possível efeito deflacionário das importações e enorme instabilidade externa, tentar reduzir mais rapidamente os juros é uma coisa sensata.
O Brasil pagou R$ 236,67 bilhões em juros e encargos da dívida em 2011. A conta cresceu 21,2% no ano. Equivalentes a 5,72% do Produto Interno Bruto (PIB), as despesas com juros foram as maiores desde 2007, quando atingiram 6,11% do PIB; e dariam para cobrir cinco Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) iguais ao programado para este ano, com R$ 42,5 bilhões em investimentos previstos. As despesas com juros aumentaram por causa da contínua elevação da taxa básica (Selic) imprimida pelo Banco Central nos primeiros sete meses do ano e do aumento da inflação, que chegou a superar os 7% no acumulado em 12 meses, mas fechou o ano no teto da meta, em 6,5%. A expectativa é que a conta de juros deva cair cerca de R$ 30 bilhões neste ano com a queda da taxa Selic desde agosto. Mas a arrecadação também deve diminuir com a desaceleração do nível de atividades e sem as receitas extraordinárias que engordaram o caixa no ano passado.
O viés de combate à inflação pelo aumento da taxa de juros, foi uma ameaça ao crescimento do país por corroer os avanços que acumulamos com o sacrifício de toda a sociedade. Depositar todo o peso desse combate na restrição ao crédito passa longe da sensatez. Ao longo de décadas, o Brasil conviveu com períodos de crescimento, seguidos de anos de depressão, nos quais o aumento dos juros sempre teve um efeito dramático sobre o desempenho da economia. O Brasil teve uma taxa de crescimento econômico abaixo da média dos países emergentes ao longo da última década, e tem uma taxa de juros reais das mais altas neste grupo. A política brasileira de metas de inflação por meio de ajustamentos da taxa de juros é um mito, tanto por razões teóricas quanto empíricas. O princípio básico por trás dessa política é que a elevação da taxa de juros reduzirá a atividade econômica, aumentará o desemprego e estabilizará salários e custos de produção.
A influência dos preços administrados não tem conseguido segurar a inflação, especialmente quando as agências reguladoras insistem num elevado patamar proveniente de uma fórmula errada para determinar os preços administrados. Isto significa que quando a Selic não antecipa suficientemente a inflação, ela não possui mais o desejável impacto de reduzir a inflação e, no longo prazo, pressiona os preços para cima. A taxa de juros básica brasileira é extremamente elevada pelos padrões internacionais, constituindo-se assim em um importante componente de custo do capital em uso e, portanto, dos custos de produção. Isto ocorre para todos os setores produtivos quer agrícolas, industriais ou mesmo de serviços. Quando os custos crescem os produtores tenderão a repassá-los para os consumidores, pressionando o IPCA.
Kupfer,
Ao que me parece nosso BC esta adotando uma decisão paralela ao FED que estabeleceu zero-rate term até 2013 e depois prorrogou até 2014. Teremos selic a 9% até 2013, e quem sabe até 2014 também. Se voce descontar a inflação em torno de 5,5% teremos uma taxa real de 3,5% o que é muito bom na perspetiva de investidor hoje em dia. Caso voce tiver uma inflação na meta de 4,5% a taxa real poderá ser reduzida mais ainda e perspectivas de estendê-la até 2014 aumentam.
A questão é o “se”. É a vontade política, aquela discussão que tive com Renato, da vontade de tomar o sorvete.
De todo modo, pelo andar da carruagem na Eurozone e das projeções de orçamentos nos States, as taxas reais lá serão negativas nestes proximos 8 a 10 anos, o que de certa maneira favorece a nossa economia. Vamos contraindo e espero, cortando os excessos não necessarios.
Empresas e companhias podem usar um mix de seus próprios ativos e/ou patrimonio para operar e crescer, já uma nação só podia crescer através de debito, até que a China nos mostrou que não é bem assim.
Vou colocar dois comentarios para meus caros colegas refletirem:
-do representante do comite orçamentario do congresso americano ,o republicano Paul Ryan, sobre o orçamento do Presidente Obama:
The CBO’s latest analysis shows the plan would pile up $6.39 trillion in cumulative deficits over a 10-year period, but that figure is about $294 billion less than the White House estimated in February for the same 2013-2022 period.
“By contrast, the House Budget Committee will advance a budget next week that restores spending discipline, tackles the drivers of our debt, and makes good on the fundamental American promise: ensuring our children inherit a stronger America and greater opportunities than our parents gave us,” Ryan said in a statement.
- do primeiro ministro Wen Jia Bao a respeito de richas recentes no Politburo:
“Mr Wen also gave an unusual hint of his own doubts about political stability. He said that without political reform a “tragedy like the Cultural Revolution” could happen again. This was remarkable: very few of even the most bearish observers of Chinese politics believe that the bloody internecine strife of the 1960s and 1970s is likely in the foreseeable future. Perhaps Mr Wen intended another swipe at Mr Bo, who is much loved by diehard Maoists. They particularly admire his love of state enterprises and of “red songs”.
Note que o primeiro ministro reconheceu a tragédia da revolução cultural maoista que “nivelou por baixo” toda uma nação e um povo,uma intra-guerra.
A maioria de nós brasileiros não conhecemos bem estas duas culturas acima, a maioria de nós estamos presos culturalmente ainda à “Casa Grande e Senzala”.
Nick, voce tem razão, baixar muito a taxa de juros aqui no Brasil é como dar um ferrari na mão de criança, vai bater no primeiro poste. Imagine o que os politicos vão fazer com os contribuintes, vão nos endividar mais ainda.
Jr.,
O Renato acima respondeu no último parágrafo.
Não é que sou contra juros baixos. Pra mim juros a nível federal não deveria existir, tem que ser zero. Isso só é possível se for o próprio governo que emite moeda (em vez de emitir títulos em troca por moeda).
Na atual situação, onde é o BC que emite e os bancos que expandem, se de repente as taxas no Brasil caírem para 5% ou 6% por exemplo, será uma lambuzeira, por que está provado no história que se for oferecido crédito barato, as pessoas irão se endividar. Bancos é que tem o poder de expandir a moeda nessa atual conjuntura. Se eles resolverem começar a emprestar pra todo mundo, podem destruir a moeda. Portanto… juros altos no Brasil é uma coisa ruim sim, mas é proveniente do fato de que os dirigentes não são capazes de administrar as contas.
Se você assiste alguns dos discursos do pessoal que está lá em Brasília, dá pra perceber o tamanho da falta de visão, de esclarecimento financeiro, de pura ignorância econômica. Esse é um terreno fértil para banqueiros, que através do poder de controlar o suprimento de dinheiro, controlam o país. A solução é colocar no poder pessoas que tenham visão e comecem a pensar em recuperar o poder sobre a política monetária do país, e fazer as reformas necessárias.
Não dá para abaixar juros em um país cujo emburrecimento da classe política vem sendo sistematicamente aplicado desde 1964.
Correção: Foi o Mário, não o Renato… me confundi.
Prezados colegas,
O item 1 da ata é contraditório.
“1. A inflação, medida pela variação mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), alcançou 0,56% em janeiro (ante 0,50% em dezembro), quarto recuo consecutivo da inflação acumulada em doze meses, que se deslocou de 6,50% em dezembro para 6,22% em janeiro. Os preços livres registraram alta de 6,42% em doze meses até janeiro (7,17% até janeiro de 2011), e a variação acumulada dos preços administrados foi de 5,71% no mesmo período (3,24% em igual período de 2011). Em relação aos preços livres, cabe destacar que os preços dos bens comercializáveis apresentaram variação de 3,97% no acumulado em doze meses até janeiro, enquanto os preços dos não comercializáveis variaram 8,62%, ante altas de 6,61% e 7,65% em igual período de 2011, respectivamente. Especificamente sobre serviços, a inflação nesse segmento foi de 1,05% em janeiro, após alta de 0,51% em dezembro. Dessa forma, a inflação de serviços acumulada em doze meses atingiu 9,20% (7,89% em janeiro de 2011). Em síntese, o conjunto de informações disponíveis sugere tendência declinante da inflação acumulada em doze meses, apesar de alguma persistência, que, em parte, reflete o fato de a inflação de serviços ainda seguir em níveis elevados”.
Destaco a variação dos preços administrados, que aumentou muito em relação ao ano anterior e a variação dos preços de bens não comercializáveis (8,62%). Fora isso, nada a se comentar referente à variação dos preços dos serviços (+ de 9%).
Estranho reduzir juros, já que esses são os preços mais sensíveis à taxa de juros. E continuam subindo forte.
Disso concluo que o governo está apostando na queda da inflação via média, ou seja, via queda dos preços de bens comercializáveis.
Discordo da ideia, salvo se houvesse intenção de se aplicar política fiscal contracionista, já que acho que a elevação dos preços dos bens não comercializáveis está na essência da perda de competitividade da indústria.
Abraço
Bem colocado. Lembrar também que são aumentos em cima de aumentos. Saia com R$50,00 com sua família e voce vai ver o apuro que voce vai passar.
Bens não comercializáveis?
Essa foi do pirú!
Justo agora que eu estava aqui querendo abrir uma loja de bens não comercializáveis para vender por quilo.
já tô cortando eu mesmo meu cabelo…
era R$12,00, R$16,00, R$18,00
depois R$20,00…
aí fui na loja e comprei uma
máquina elétrica por R$29,90…
e o corte fica legal e sempre que
eu quero…
e vô reativar meu FUSCA…
vai ver só…
Como pode? Pera aí, infla de 6,5% x R$12,00 = 12,78…como? Fale para o barbeiro que ele errou no reajuste!
e FUSCA com kit gás…
quase que vendi ainda bem…
Daí falam em desindexação, provando total desconhecimento do país. Se desindexar a inflação explode, efeito contrário.
Alexandre, a indexação garante ao vendedor com contrato indexado a reposição do valor aquisitivo da moeda equivalente aquele momento, deixando esse agente econômico de preocupar-se como cidadão ou empresário dos destinos da economia, torna-se um ser inatingível e portanto alheio aos interesses nacionais pois cuida do seu e o resto que se exploda.
Portanto a indexação torna segura a vida da pequena fatia de pessoas que têm altíssimo poder financeiro e acesso ao poder e também são formadores de opinião.
Logo, indexando, as pessoas mais bem informadas que poderiam e deveriam opinar e participar da vida pública combatendo as geratrizes da inflação pouco se incomodam pois o deles estará a salvo nesse capitalismo sem risco.
Além disso a indexação possibilitou o aparecimento de diversos tipos de contratos que nem os juízes são capazes de entender(!) ficando os consumidores expostos a mil artimanhas tais como resíduos contratuais, cobranças de correções sem levar em conta pro-rata etc. que especialmente o pessoal negociantes de má fé sabem muito bem como ludibriar o judiciário.
Enfim você, eu e também os outros devemos confiar na moeda, contratar com juros pré fixados e trabalharmos conjuntamente para não deixar a inflação subir e na medida do possível até baixar.
Indexar portanto contratos, tributos ou quaisquer outro compromisso financeiro significa capitalismo sem risco para alguns e escravização da população.
Como no Brasil o Estado resolveu também indexar tributos mais longe ainda se fica de uma moeda estável e segura pois o próprio gestor da moeda prega a desconfiança substituindo o valor de face pelo valor relativo calculado para as inúmeras sub-moedas descaracterizando o Real que daqui a pouco poderia até mudar de nome tal como já aconteceu.
A desindexação ampla geral e irrestrita e reconhecida a sua criminalização como ato de agiotagem e crime contra a ordem econômica seria o
caminho seguro e justo para o nosso progresso econômico e justiça social.
Boa tarde a todos!
Estive fora do ar, às voltas com meu problema de umidade do porão que anda me tirando o sono. Não deu para ler jornal esses dias.
Mas falando em tirar o sono, gostaria de especular um pouco sobre o tema de juros que justificam arbitragem.
Peço ao Nick a gentileza de me ajudar, corrigindo os cálculos.
Vamos supor que um “investidor”, Mr. Ironass Holeman, conhecedor dos meandros do mundo das finanças, obtenha US$ 50 milhões à 1% de juros por um ano. Seu custo financeiro será US$ 50,5 milhões.
Interna a ME como empréstimo (IED já tá muito manjado), em 9 de Setembro de 2011, a vende a 1,6801 (cotação daquele dia) e adquire títulos da dívida pública a 12% (ainda pega a taxa Selic de Agosto).
Mas no meio de Setembro a taxa cai para 11,5%, depois em Novembro para 11%, em Janeiro para 10,5% até chegar hoje a 9,75%, seu rendimento médio cai e o dólar de brake-even se altera.
Se tivesse permanecido a 12%, depois de um ano (em Setembro de 2012), descontando IOF sobre o rendimento, o dólar brake-even ficaria em torno de R$ 1,85, ou seja, o dólar poderia bater nesse valor (para o desespero de nosso fictício “investidor” Mr. Holeman)e ele sair ileso, trocar 6 por meia dúzia, prometer prá esposa que nunca mais faz isso.
Mas se a cotação atual se mantiver, dá um retorno bruto de 2,6% (tem IR ainda, não esqueçamos). Hoje o dólar em real anda vantajoso mas até Setembro… Vamos também lembrar que rendimento médio caiu e o dólar brake-even deve andar em torno de R$ 1,83 nessa situação, reduzindo o rendimento bruto para 1,3%.
Se minhas hipóteses e cálculos satisfizerem os amigos comentaristas, pergunto:
1. Vale mesmo a pena essa tal de arbitragem num curto prazo? Se a taxa Selic cair mais, para os 9%, será que ainda justifica essa entrada de dólares no pais, valorizando o real?
2. Realmente, dá para dormir um ano inteiro sossegado, arbitrando com juros no Brasil?
3. Quem se arriscaria a internar dólares para esse fim sabendo das perspectivas futuras da taxa básica e possível desvalorização do real, com uma queda na entrada de ME?
4. Se no curto prazo a coisa anda pegando, quem se arriscaria em alongar o prazo para evitar IOF?
Se meus pressupostos estiverem corretos, acho que deverá haver uma queda abrupta na entrada de ME, como empréstimo externo, já em Março.
Ou haverá aumento de “fake” IED para evitar IOF. Aí a coisa pega…
Agradeço a paciência de todos em ler esse comentário longo e enfadonho numa sexta-feira à tarde…
Abs.
Então Jr, complementando o seu comentário, o BC vai parar mesmo nos 9,5% para justificar o real valorizado, senão, com taxas mais baixas e real desvalorizando, haverá aumento repentino nos preços dos importados, ajudado pelo despreparo da indústria em suprir o MI (mercado interno), pressionando os índices.
Não quero ser pessimista, mas infelizmente o Mantega anda só fazendo média e não vai atingir essa meta de 6% em curto prazo. Talvez em 2014, quem sabe.
Não faz sentido?
Abs.
Herr Pillon, pela ausencia, voce mesmo resolveu na pá e na picareta….
O Mr. Ironass Holeman que comprou títulos a 12% vai continuar recebendo 12% até a data da maturidade do papel, mesmo que os juros abaixem depois que ele comprou. Claro, se ele se desfez dos papéis antes da maturidade e aí comprou de novo, ele está sujeito ao “yield” prometido na época da nova compra. E fora também que ele provavelmente foi submetido aos IOFs que mudaram no meio do caminho, bem como variações de câmbio, mas mesmo assim acho que o Mr. Mr. Ironass Holeman sai ganhando, por que em lugar nenhum do mundo (exceto Grécia e Portugal) o “yield” está tão alto como no Brasil.
O artigo e os comentários me passam a atmosfera da “seriedade do momento”. Mesmo assim, penso que com US$ 8 tri de petróleo no sal o país avançará no cenário internacional à despeito da monarquia ocupante. Picunhas quanto às expectativas de inflação não deterão o crescimento que está para ocorrer já no curto prazo.
Oxalá não esteja delirando!
Abstêmio,
Veja os nossos luminares, o Riccardo, o Alexandre e o Pillon, Em cada 5 palavras uma é Sagatiba, vinho ou qualquer outra palavra espirituosa (duplo sentido).
Veja o Lula, enquanto a economia foi bem, a turma dizia que ele bebia todo o dia um cachacinha, perto do fim do segundo mandato parou de beber e veja no que deu!
Falando sério agora, a História prova que você está errado em ter esperanças. E os exemplos históricos são extremamente consistentes. Não leve a mal minhas brincadeiras.
Está sim. Parar de beber de repente, provoca delírios, comportamento paranoico, e perigosas ilusões. Para poder discutir economia é preciso beber pelo menos um pouquinho cada dia.
Abraços
Gostei! Será a história fiel para suas projeções?
Penso ao contrário, e o futuro o surpreenderá!
Abstêmio
Como já deixei para trás a quadra dos 70, posso te dizer o seguinte: De forma geral, os fatos de nossa história aconteceram como eu previ, e mesmo assim sempre me surpreenderam. Quem presta a atenção na história e nas circunstâncias consegue antever o rumo dos acontecimentos mas nunca sua força e intensidade. Torço para que você esteja certo.
Abraços.
Tomara, me pergunto onde estaria a pista histórica que mostra o Brasil “sem querer querendo” sair de $30Bi de fundo de caixa + uma bela dívida em divisas para um destacado saldo de 360Bi em +-15 anos ? Isto não surpreende pelo fato de não existirem indícios na história?UUU!
Acho que o Abstêmio não leu um artigo postado aqui de Thomas L. Friedman que mostra que poucos países com grandes reservas naturais se saíram bem. A maioria ficou “deitada eternamente em berço explêndido”, se acomodou; Imagine a hora em que essa grana cair em mãos dos nossos políticos. As poucas formigas não conseguirão fazer frente a um verdadeiro enxame de cigarras. Hoje, com toda a arrecadação de impostos, não sobra dinheiro para transporte de massa nas grandes cidades, hospitais, segurança, etc…etc.. Só para estádios de futebol e meios de transporte para eles, que serão pouco utilizados, a não ser que sejam transformados em fábricas ou áreas comerciais. Vão estar reluzentes nas eleições presidenciais de 2014, e o povo vai continuar acreditando que moram num grande país. Na verdade um país grande.
Sellba, é a cultura, crescer com inflação faz parte e demonstra toda a ´´capacidade´´ do governo.
“Hoje, com toda a arrecadação de impostos, não sobra dinheiro para transporte de massa nas grandes cidades, hospitais, segurança, etc…etc.. ”
Selba,
Há um engano geral da população, quando pensam que impostos arrecadados são utilizados para essas coisas citadas acima. O que na realidade acontece é que o dinheiro arrecadado vai para pagar juros sobre a dívida que foi criada anteriormente, dívida essa cujos recursos deveriam supostamente ter sido empregados para essas coisas que você citou. Há dois problemas então: O primeiro é que o governo não imprime o próprio dinheiro, e para obtê-lo precisa pedir emprestado via emissão de títulos. Depois de criada essa dívida, a corrupção e desperdício tomam conta de desviar os recursos. Depois disso vem a arrecadação de impostos, mas… ooops!! Tudo que arrecadamos já está comprometido no pagamento dos juros da leva anterior de dinheiro que foi usada. Aí é que tá… por isso que digo, governo que presta para de pedir emprestado e emite a própria moeda. Com cautela, claro – cautela essa policiada por regras específicas colocadas em lei.
Só depois disso é que o pessoal poderá reclamar sobre onde vai o dinheiro dos impostos. Enquanto isso não mudar, a verdade é que vai para pagar juros e mais nada. Pra investir em infra, etc… para o benefício da população, só pedindo emprestado ao BC e bancos comerciais. Sistema perverso esse não? Como diz o personagem do filme “V” de Vendeta, se há alguém que deve ser culpado por isso, é só nós todos darmos uma boa olhada no espelho.
Não podia deixar por menos…..:), além de escrachar com meus ´´meros´´ 1%!
quis dizer mora num grande país.
Quase Alexandre, quase…
Pelos preços que pedem para impermeabilização…
Pá e picareta na mão (rs)…
Nick, tem certeza? Mesmo assim, um título tem prazo médio a longo de 5 a 15 anos. Se o Mr. Ironass Holeman optar em receber 12% ao ano tem que aceitar o prazo, certo? Aí o risco aumenta!
E se quiser se desfazer dele num certo momento antes desse prazo vai ter que aceitar um deságio.
Vou apelar para o Renato, que bateu na tecla dos leilões marcados para logo após o AUMENTO da taxa Selic.
Renato, alô, na escuta? Roger.
Há também leilão quando a taxa cai para balizar o mercado? Ou o BC passa batido e deixa o mercado sem baliza?
Abs.
Pillon, eu li o negócio todo, mas o governo está perdendo a briga pelo limite inferior da banda, ou seja, olhando do ponto A para o ponto B, a variação foi de menos de um centavo, mas a manchete é a de que o governo perdeu. De qualquer forma, se entrou forte em 180, na hora de sair vai ter que sair a 200.
Desculpe o raciocínio preguiçoso, mas tem leilãozinho por merrecas de centavos inferiores no limite inferior. No superior eu não sei. Que bom que hoje é sexta. Chau.
Pillon, na verdade, o que eu queria dizer, mas não disse, é que o governo ganhou o jogo. A manchete diz que o governo perdeu, mas o que o mercado ganhou foram décimos de centavos.
Pillon, estou construindo aqui, não estão fáceis os custos também, compensam pela expectativa do valor de venda…ainda. Ideologicamente falando, não faz mal também pagar mais para quem fica naquele sol, valorizaram a profissão, dá gosto de ver uma obra agora comparada com uns 15 anos atrás.
Qto à sua previsão, penso estar correta, a entrada de capitais estava sendo menor este mes, mas esta era a intenção do governo.
Qual o país com grande reserva de petrosal e com ao mesmo tempo imensa reserva dos demais recursos naturais? Não tem? Tinha os EUA na década de 1945/1955, e agora nós!
Podem aguardar surpresa no crescimento empurrando o já 6º lugar sem o petrosal.
Claro, claro, de novo a conversa do petróleo é nosso, ooops…..da petrobras/governo. È por isto quem mora na fronteira vai encher o tanque no Paraguai, com o nosso petróleo.
Este governo é diferente….
Abstemio,
Pisou na bola hoje em, a pre-sal eque nem a Copa nao vai trazer riquezas nenhuma para o Brasil pelo contrario.
Triste mas verdade.
E outra quando o Real se desvalorizar o Brasil volta a ser a 15 (decima quinta) maior economia do mundo.
Outra verdade
Quando?
Quando que o real vai se desvalorizar de novo?
Quem apostar nisso, digo a desvalorização do Real contra o $, vai apostar contra um cacife enorme que não precisa sair do sal pra ganhar, basta a expectativa.
É do que falo, expectativa do cacife incomparável nos próximos 10 15 anos. Então se errarmos pouco, ainda assim seremos significativos!
Sei, ainda bem que o mercado não tem medo de perder dinheiro.
Que cacife, que nada.
Aqui não entra mais especulação não.
Eu quero ver nego perdendo dinheiro apostando contra o Real.
Trabalhei na Bacia de Campos por 8 anos
em completação de poços.
Posso dizer o seguinte(só pela
especialidade em que trabalhei):
o custo do pre-sal vai ser bastante salgado(sem trocadilhos).
Perfilagem,arame,estimulação,etc.tudo isso
tem um custo que só vendo pra entender…
Os equipamentos são importados…
tecnologia made EUA…
quando veio um téc. dos EUA riu do nosso estado
de atraso…
e não tem mão-de-obra para isso tudo…
só mais uma…
Tem que estimular muuuiiittto a garotada
para estudar, fazer curso técnico de
mecânica,eletrotécnica,instrumentação,etc.
As empresas contratam venezuelanos,peruanos,
argentinos,pois falta gente com formação
e estômago pra ficar 20 dias/mês(empresa privada)
em uma plataforma e dividir um camarote com 8PESSOAS
Poxa…
eu já estive no inferno…
Boa esta André, pois é, outro dia li as dificuldades das siderúgicas nacionais de produzirem aço aqui por conta do preço dos chineses, custo Brasil, vice-versa, nem sei mais…. e a decisão delas de investir na exportação de minério, assim como a Vale.
Nem com o Mexico que possui um cambio parecido somos competitivos.
Parabéns pelos 8 anos, tenho um cliente de plataforma que fala a mesma coisa, é um forno.
Alexandre,
Antes de concluir que os mexicanos são mais competitivos nos carros, com câmbio também desfavorável, dá uma olhada na quantidade de autopeças americanas, vindas pelo canal da Alca e dos incentivos dos EUA, no momento, para exportação.
Nossa competitividade é de lascar, mas comprar gatos por lebres nesse tipo de debate também é.
Abrs
Nao entendi,
Quais sao os incentivos de exportacao dos EUA ?
Que se refere, fiquei boiando.
abs
JPK, mesmo que tenha incentivos, o fato do carro ter autopeças americanas só piora a situação para nós, supondo que o custo de produzir é mais caro nos EUA que no México.
Eles não são totalmente insentos de impostos qdo chegam aqui, além de uma viajem e tanto.
Ops…viagem.
amigo meu foi pra Coréia
SONATA lá esta US$ 25 mil pro consumidor
aqui, sem frete nem IPVA, RS$ 115 mil
haja …
Andre,
Voce esta mais que certo quem esta se beneficiando da pre-sal sao os Americanos e nao os Brasileiros.
Ja comentei neste blog que alguns anos atras numa viagem ao Brasil eu sentei do lado de um imediato de um navio sonda Americana as historias que ele me disse da bagunca que a Petrobras era inacreditavel.
Eh mas o petroleo e nosso.
Tenho varios alunos da petrobras. Pelas historias que escuto e pelo exemplo de grande parte deles, o mais sensato mesmo eh privatizar aquele monstrengo.Caso contrario nao vai sair petroleo suficiente para encher o tanque do fusca do amigo andre acima.
Kupfer
Quem tem formação em economia deve em algum momento de sua vida ter repassado algum texto da
professora Alice Amsden do MIT, que publicou Asia’s the Next Giant e The Rise of the Rest. Recebi a notícia de que ela faleceu na quarta feira passada. Sem dúvida ela renovou os conceitos de Política Industrial. Seus trabalhos, contra-corrente majoritária, sobre o tema nos novos países industriais do oriente, ofereceram novas bases para
o conhecimento do fenômeno.
Lamentavelmente, o assunto de seus trabalhos não tem a menor atenção em nosso país.
Abraços
Ronaldo, voce me colocou junto com o Pillon e o Ricca, primeiro mundo? Eu estou no terceiro, não dá não, tem que ralar, o que poupei desvalorizou, os imóveis que investi para aluguéis, também desvalorizaram. Lembro de um cálculo que fiz com a patroa que iria diminuir o ritmo de trabalho qdo chegasse numa renda x, cheguei, ralando muito, de domingo a domingo, isto foi à 10 anos atrás.
Àos jovens sempre digo, lutem pelo valor do dinheiro, este é o mais importante, o poder de compra. O Brasil ´´cresceu´´, o estado cresceu e tornou-se um dos países mais caros do mundo, mesmo com real à 3,00 e exportando mais.
Abstemio,
Que nem o Marcelao disse se a pre-sal fosse privatizada de verdade e o Brasil so cobrace uma royalty ou uma parceria sem assumir risco dai eu estaria totalmente a favor.
Porem da forma que o Brasil decidiu fazer o patrimonio Brasileiro esta assumindo um risco enorme, e na realidade o Brasil nao tem poupanca suficiente para desenvolver a pre=sal deste jeito.
Burraldice total…
Penso que o petrosal já foi privatizado…sutil mas foi. Conhece o Porto de Açú previsto pra ser 4x o de Santos só pra o petrosal? Não é do povo não.
Renato,
Se eu soubesse quando o Real vai despencar eu ficaria billionario certo.
Mas que vai vai.
Porque que voce acha que o BC nao pode abaixar mais os juros? Hummm…
Pelo contrário, você perderia dinheiro.
Todos os dias o governo avisa que não permitirá valorização do Real e só não faz desvalorização maior por não querer prejudicar o sistema todo.
Cada um que escolha seu próprio caminho…
Renato,
Eu lembro quando a turma aqui (nos EUA) falavam que precos das residencias nunca abaixariam.
Lembra o que aconteceu?…
A unica coisa que hoje esta segurando o Real elevado sao os juros altos vis-a-vis os juros de outros Paises.
E soh isto e tambem e por isto que disse isto ja ah um tempo atras…
Ricca, de acordo, sobre o pre-sal também e a Petrobras que custa mais do que produz. Importando gasolina ainda, ve se pode. Está é atrasando o desenvolvimento do Brasil.
Ja que eh o fim de semana e amanha eh Saint Patty’s Day.
E como eu sendo o proprietario de um Irish Bar dentro da UCSB (uma otima monopolia).
Outro dia achei um video do meu bar na youtube.
Deem uma olhada e happy St Patty’s Day everyone.
http://www.youtube.com/watch?v=XYpgKUPxovg
abs
Um dia vou ai conhecer seu pub. Frequentava um muito bom em Sampa, Finnegan´s, nos Jardins, tinha um ótimo hamburguer e vários tipos de cervejas.
Esses bundas destes americanos não tem câmera com estabilizador de imagem? Fiquei com o pescoço duendo só de tentar focar o filme.
Renato,
É que o Riccardo estava segurando a câmera depois de ter tomado umas Sagatibas … eheheh. Ou então ele filmou isso aí em 20 de abril, depois das 4:20 da tarde …ehehe.
Parabéns, Riccardo, pelo bar. Muito bonito.
Abs.
Deve ser o “delirium tremins”. O bar do do Riccardo deve valer a pena pela companhia e pela animação. Go seiláquem too!
re re re ..eu me divirto (claro, depois de enxugar as lágrimas)
Evidente que este governo, como outros, piscou
piscou e pisca, escorrega nas próprias cascas de banana deixadas pelo caminho
Hoje o câmbio, consequentemente a inflação estão REPRESADOS
HOJE, NINGUÉM sabe efetivamente a força da tal “confiança” na economia brasileira ..muito menos de quanto de nossas reservas (US$ 360 bi) são “nossas” mesmo, ou transitórias ?
aqui eu reflito, se houvesse perspectiva de queda mesmo dos juros a níveis internacionais ..não seria difícil vermos o dólar repicar ..e “investidor” externo puxar o carro rapidinho antes da corda estourar ou de seus ganhos minguarem (aliás, eu no lugar deles faria o mesmo)
Esta é a questão, como DESARMAR a bomba ..ainda mais hoje, com uma BALANÇA COMERCIAL e de serviços arrombada e descalibrada
e por enquanto, ao que se vê, o COPÃO preferiu não criar mais marola, não estressar o mercado ..e de quebra diminuir os riscos nas apostas
Enquanto isso, continuamos assim, pobres, desviando pro mercado muito mais do que destinamos pra saúde, infra e educação JUNTOS, mas em compensação honrando o pagamento das maiores taxas de juros do mundo
BRASIL, nosso “Estado” esta refém, de 4 ..se não foi com LULA, agora só com os ETs
Qwerty,
Você que parece ter contatos imediatos de terceiro grau, será que temos perspectiva de melhora ? O Romanelli disse que agora só com os ET´s. Será que o pessoal dos discos voadores que pousa aí perto de você no Planalto Central se prédispõe a dar um jeito nessa bagunça ? Ou será que preferem ficar também à margem, com medo de se corromper também ?
E não dá nem pra torcer para a Dilma ser abduzida, porque senão quem fica no poder é o PMDBão. Aí o bicho iria pegar …
Tá difícil.
Abs.
Sei não Jr., nunca ouvi tanta conversa de ´´fogo amigo´´ com o PT no poder.
De pessoa do próprio partido:
´´É plenamente justo que os partidos que apoiaram a eleição da Dilma peçam mais espaço dentro do governo´´
Tive uns anos atrás uma pequena experiencia com vereadores na minha cidade, qdo estava pleiteando a mudança de uma rua de residencial para comercial.
Conversa do vereador:
´´Muito bem, o que temos que fazer agora é esperar que o Prefeito precise da aprovação de algo do seu interesse, para em contra-partida aprovarmos a sua solicitação´´
È assim que funciona.
Disto voce deduz a questão da Copa. O governo não precisa da popularidade do envento?
Enquanto isto outros projetos vão ficando para trás e perde-se assim um mandato, nós perdemos.
Ô Alexandre,
Seja razoável. Quem trouxe essa injustificável Copa do Mundo para o Brasil foi o Lula. É evidente que ele queria popularidade fácil montando o circo aqui no Brasil. Mas vamos ser honestos: a Dilma só tá descascando o pepino deixado pra ela pelo padrinho. Não acho que ela morra de amores por essa Copa por aqui.
Além do que, se o mundo acabar em 2012, essa Copa do Mundo nem vai acontecer na realidade. Pergunte ao Qwerty. As ejeções de massa coronal do sol e as atividades vulcânicas e sismológicas estão muito intensas. Só falta aparecer o segundo sol …
Jr., a justificativa para não mexerem na poupança agora são as eleições municipais, depois vem as presidenciais e assim vai…. Elas ou eles, pensam neles mesmos.
´´Pão e Circo´´, Nick, filósofo e historiador.
Alexandre,
Não precisa mexer na poupança agora, como falei acima. É só diminuir tirar o IR das aplicações em títulos públicos. Simples.
Jr e demais, não quero ser o cavaleiro, mas não seria nada bom um evento Black Swan neste momento.
Pelos rumores terrenos que temos observado nos últimos anos, algo muito importante está pra ocorrer em nossa geofísica. Portanto, do lado econômico, teremos provavelmente uma forte guinada negativa em decorrência disto.
Nossos governos estão brincando com o doce, se lambuzando e depois não vai ter OMO/VANISH que deixe a as coisas brancas como num passe de mágica.
Nick, ontem assiti o filme Thrive, vc já viu? Tenho certeza que sim…
Errata acima: “diminuir ou tirar o IR”
Concordaria com voce se não precisassem tanto do IR e não precisassem também da poupança para financiar os imóveis.
A análise é a seguinte, com selic de 9% a poupança da maneira que está já passa a ser vantajosa. Talvez queiram estimular a poupança, não sei.
Se é consenso que mexer na poupança é impolular, é óbvio que a intenção é diminuir seus rendimentos, com a mesma meta de inflação.
Para mim tem que vir tudo junto, meta de inflação, o IR como voce sugeriu e mexer na poupança.
Alexandre,
A economia orçamentária resultante da queda dos juros de 9% para 7% supera a perda do Imposto de Renda sobre as aplicações. Então, não vai haver prejuízo para o governo. Não é justificativa.
Se fizerem isso, não é necessário nem discutir poupança no momento. Poupança fica como está por enquanto. O calendário eleitoral não precisa ser levado em conta para tomar uma decisão dessa.
Jr., voce sabe melhor que eu que a selic está atrelada á outras variáveis também.
Importante é que ela chegou num ponto onde questionamentos estruturais passaram à ser feitos.
Mais importante ainda é que a selic mantenha-se a mesma no longo prazo, se puder diminuir melhor, mas de maneira nenhuma tenha que subir novamente.
Neste sentido é que acho que o BC foi sensato em já anunciar até onde ele chegará, diminuindo a especulação.
Alexandre,
Eu não sei de outras variaveis às quais a SELIC está atrelada. E só o COPOM querer baixá-la. Isso é tudo.
Jr., só concordo que a selic não gera inflação se ela ficar estável…..
Pensando em arbritagem, talvez, depende do qto o governo necessita desta arbitragem para fechar suas contas.
Speridião, somente agora li seu comentário sobre a indexação da economia.
Pelo que me lembro a indexação foi feita para segurar a inflação, se estiver errado favor corrigir-me. Assim tem funcionado uma vez que os indices são inferiores da inflação real.
A indexação foi feita justamente por que não há confiança na moeda. Se há receio de que a moeda será desvalorizada (inflação) então as pessoas indexam tudo que é precificado nessa moeda.
Inflação ocorre quando há aumento no suprimento de moeda. Quanto mais moeda existe, menos ela vale. Por isso que o suprimento de moeda só pode ser aumentado devagar, para poder sustentar o aumento da atividade econômica que vem de produção (crescimento).
Atualmente inflação no Brasil é fruto de movimentos especulativos sobre títulos e também sobre criação de dinheiro fantasma por parte dos bancos, aquilo que chamamos de crédito.
Não sei nos EUA, mas a sensação aqui é que indexaram e depois manipularam os indices de acordo com a ocasião, uma vez que os desindexados sobem mais que os indices assim como os administrados.
Alexandre, 1964 foi um golpe que sob argumentos estúpidos de que uma ideologia também estúpida ameaçava a estabilidade e segurança do país.
Na verdade foi uma forma de uma parte economicamente poderosa do país instalar uma forma de servidão tanto ou mais cruel que aquela que alegavam combater.
O próprio Roberto Campos(em memória), um de seus idealizadores a serviço do regime reconheceu, após a ditadura, que a indexação foi um erro prejudicial ao país.
O Nick falou muito bem sobre a moeda e sua emissão. As emissões de moeda num país sério são feitas cuidadosa e tecnicamente para não gerar inflação. Parabéns Nick!
Já no Brasil,……., o valor da moeda submisso aos índices calculados por diversos meios e formas e cálculos estatísticos por amostragens, etc…suscetíveis aos mais diversos erros e submoedas disfarçadas são emitidas sem passar pelo crivo técnico e absolutamente fora de controle.
Mas o ponto mais importante é o descolamento que vivem os indexados do dia a dia da economia quando todos os agentes deveriam ter direitos e deveres iguais, mas criaram uma casta de privilegiados (sabe quem criou? sabe porque acabou a ditadura? Modernizaram a dominação infectando o Congresso Nacional e os partidos políticos com seus representantes aprovando leis que lhes dão suporte) e partes do judiciário que não entende de economia acaba dando ganho de causa a litigantes injustiçados.
Limpar a área com a desindexação total e irrestrita é recuperar os direitos e deveres iguais a todo cidadão e todos devem estar envolvidos com o combate à inflação, cortando propinas, bônus, gorgetas e toda variedade de meios de corrupção.
Errata: onde se Lê “acaba dando ganho de causa a litigantes injustiçados.”, leiam-se: “acaba dando ganho perda de causa a litigantes injustiçados”
JPK, voltando aquele assunto dos carros importados do Mexico. Sabemos que estes carros são importados por montadoras que estão aqui à décadas.
A pergunta que temos que responder é porque estes autos não são produzidos aqui pelas fábricas já instaladas.
Veja bem, estas fábricas estão no Mexico para exportarem para os EUA, uma vez que os volumes para o Brasil não justificariam. Estão sendo exportados para nós pelo cambio e preços altos da linha nacional que não tem nada à ver com eles.
Então faço outra pergunta:
O fato do real estar valorizado, a nossa linha luxo nacional não deveria estar mais barata já que ela também possui vários itens importados?
Pessoal
Leiam com calma o artigo abaixo e depois vamos falar a respeito.
http://oglobo.globo.com/economia/trabalho-no-brasil-esta-na-lanterna-4341713
Abraços a todos
Realmente as unicas pessoas que pensam que o Brasil vai bem sao oss Brasileiros o seu artigo e tambem este provam isto.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,produzir-no-pais-custa-mais-que-nos-eua,106403,0.htm
verdade
“Made in Mexico”
JPK, bom comentario que voce fez agora entendi o que voces estavam falando sobre o Mexico.
Por incrivel que pareca o custo de producao nos EUA sempre foi mais barato do que no Brasil.
Como os amigos daqui sabem o meu Pai era um industrial da industria automobilistica no Brasil.
ate nos anos 80 e 90 o custo de producao era mais baixo aqui.
Pra sez terem uma ideia nos EUA os custos sociais de um funcionario e aproximadadmente um pouco mais do que 20% do salario. no Brasil e o que? 110% sem incluir 13 e ferias ridiculas.
Eu ate que gosto da iniciativa da Dilma ah reduzir o INSS.
Muito importante.
…e eh um bom comeco em abaixar custos de producao…custinho Brasil…
Eu escrevi um comentário em resposta ao Ronaldo (18:33) acima mas não foi publicado. Tentei duas vezes e nada. (Mas creio que digitei meu email com um typo, talvez tenha sido isso).
Acabo de assistir uma notícia impressionante na TV: O governo Italiano, como não pode imprimir o próprio dinheiro (Euros) começou a oferecer Títulos diretamente ao público… olha só a que ponto chegamos… A máquina governamental indo de caneca vazia, esmolando ao público, tentando colocar o canudo de milk-shake nas poupanças privadas do cidadão. O governo de lá, como todos no mundo exceto UM, só pode imprimir títulos… Armadilha total! Como é que o governo vai pagar de volta quem compra esses títulos, se não imprime o próprio dinheiro?…. Acabou, quem manda no Euro é a Goldman Sachs.
Comentário em resposta ao Ronaldo Gomes Ferreira.
Pessoal
Leiam com calma o artigo abaixo e depois vamos falar a respeito.
http://oglobo.globo.com/economia/trabalho-no-brasil-esta-na-lanterna-4341713
Abraços a todos
O artigo em questão cita um fato que eu mesmo vivenciei. Engenheiro elétrico, mecânico tec. tem um aprendizado genérico, sem enfocar algum segmento, então as empresas tem que dar treinamento específico.
Realmente isto traz um custo embutido que na minha vivência posso ilustrar o seguinte: para se ter um técnico pleno em ANM(Árvore de Natal Molhada) gasta-se pelo menos uns 5 anos de embarques consecutivos, isso se o técnico tiver sorte de errar muito…isso mesmo, no petróleo quanto mais se erra mais se aprende…
Por outro lado, a indústria é muito vasta…impossível preparar mão-de-obra específica nas escolas…
Exploração de petróleo em alto mar então…
É muito diversificado…pelo menos tem que massificar o ensino técnico, que é aquele cara que não é engenheiro mas quase faz o trabalho de engenheiro em alguns casos…
Concordo em genero numero e grau. O SENAI é mais importante para a economia brasileira que as universidades.
O problema é convencer garotos a seguir o ensino técnico. Uns anos atrás o senai vila mariana tinha turmas vazias, e precisava colocar outdoors para atrair futuros alunos. Nas turmas haviam engenheiros, donos de empresas, garotos ricos que tinham interesse por algo mas nao meninos pobres buscando uma profissão.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,mas-parece-uma-vaca,106451,0.htm
Mais uma explicação do freio do BC.
Prezados amigos
Sem surpresa verifiquei, após ler com cuidado as respostas recebidas sobre o artigo que postei sobre a produtividade do trabalhador brasileiro, que todo mundo pegou os dados que lhes interessava pra comprovar suas posições previamente assumidas, e ninguém, ninguém mesmo, avaliou a qualidade do conteúdo do artigo. Gente o artigo é de uma imbecilidade atroz. Não se avalia a produtividade do trabalho dividindo o PIB pelo número médio de participante da força de trabalho no período. Produtividade é uma medida de produção física. Imagine aquele maravilhoso país colocado em primeiro lugar na pesquisa, exemplo de progresso, tecnologia, e distribuição de renda. Vamos pensar se por acaso aquele país tivesse um único produto que fosse, digamos, óleo crú e que por acaso estivesse sendo vendido a US 128,00. Se viesse uma crise e seu preço caísse em 45% ele ficaria, veja que injustiça, abaixo de Trinidad e Tobago, que está hoje em 30º lugar. O artigo é uma rematada tolice e não tem nenhum sentido econômico.
Avaliar minimamente o valor das fontes de informação, é obrigação de quem se interessa por economia.
Juro que não quero tripudiar ninguém, mas apenas repassar para vocês uma lição, que aprendi, em termos muito mais duros, quarenta anos atrás.
Abraços
Que tal mandar o jornalista se Catar?
Ronaldo,
Ja que voce me misturou com os amigos mais “burraldos” deixa eu te corrigir em principios economicos esta CORRETO em verificar a produtividade de uma nacao em “ouput dividido pela labor force”, mesmo que algumas vezes isto dah uma distorcao.
Voce deveria de ter ficado indignado que Trinidad Tobago esta em 30th lugar e o Brasil em 75th os EUA em 3rd isto que deveria de te deixar chateado e nao a logica da equacao.
certo
Mesmo no caso da Quatar e inegavel que os cidadoes daquela nacao sao mais produtivos mesmo que eles deram sorte de estarem sentados em cima de um montao de oleo e mesmo que eles nem tenham que trabalhar.
Tanto faz…verdade
Será que o Copom vai abaixar a Selic de uma só vez? Isso não poderia ser um pouco precipitado e arriscado? Acredito que a Selic deva e vá baixar, mas não sei se o Banco Central vai ser tão objetivo em sua decisão. Acho que o jeito é esperar a reunião de abril e as especulações anteriores.
Rafaela, FinaRmente uma mulher neste blog nao desapareca nao.
Mesmo se o Selic abaixar tem que ir devagarsinho depois de um aviso antes para as companias com comercio no exterior se prepararem…
abs
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,acordo-automotivo-com-mexico-tem-nova-polemica-,106583,0.htm
JPK, pensando bem, não é proteção da industria, balela, é proteção da carga tributária.