Leandro Alvares
Um dos assuntos que prometem agitar os bastidores da Fórmula 1 neste fim de semana, durante o GP de Mônaco, é a volta da Honda como fornecedora de motores da McLaren em 2015. Trata-se da reedição de um casamento que rendeu oito títulos à equipe inglesa (nos campeonatos de pilotos e construtores), entre 1988 e 1992, e o rompimento de uma relação iniciada em 1995 entre o time de Woking e a Mercedes-Benz.
Desde sua estreia na categoria, em 1966, justamente nas ruas do principado, a McLaren usou motores de 11 fabricantes diferentes. Sete são montadoras renomadas até hoje.
Os carros britânicos já foram impulsionados por Ford Cosworth, TAG Porsche, Peugeot e até Alfa Romeo.
Nomes bastante conhecidos no universo do automobilismo, como BRM e Climax, e outros nem tão difundidos assim – como é o caso da italiana Serenissima –, também forneceram propulsores à equipe.
A sessão de testes realizada durante um namoro com a Lamborghini foi realizado por um brasileiro famoso.
A italiana foi candidata à vaga de fornecedora de motores da McLaren para a temporada 1994. No dia 28 de setembro de 1993, no circuito português de Estoril, o encarregado de pilotar o modelo MP4-8 com propulsor Lamborghini foi Ayrton Senna. O flerte não avançou e a equipe acabou fechando contrato com a francesa Peugeot.
INVESTIMENTO MENOR E MAIS TÍTULOS
Os momentos de maior sucesso da Honda na Fórmula 1 vieram como fornecedora de motores da McLaren, entre 1988 e 1992. Foram quatro títulos de pilotos e quatro de construtores (confira no quadro à direita). A montadora japonesa já teve equipe própria na F-1 em duas ocasiões.
A primeira foi nos anos 60. Em 2006, a marca voltou a ter escuderia mas, sem obter sucesso nas três temporadas que disputou, vendeu o time a Ross Brawn, que em 2008 fundou a Brawn GP – atual Mercedes.
Agora a Honda volta capitaneando a atividade em que se deu melhor. E, embora não tenha divulgado detalhes, a tendência é que o investimento seja menor que o destinado à então equipe própria.
A Renault, por exemplo, reduziu seus gastos de A 300 milhões ao ano, no período em que atuava com time próprio, para A 80 milhões como fornecedora de motores. Desde 2010, a francesa faturou três títulos de pilotos e três de construtores, com Sebastian Vettel e a Red Bull. O último da época da escuderia Renault foi em 2006, com Fernando Alonso.
LEANDRO ALVARES
Após pouco mais de dois meses do GP do Brasil, os carros da Fórmula 1 voltaram a acelerar forte. As equipes foram à Espanha dar início aos preparativos para a temporada 2013, que começa no dia 17 de março, na Austrália. Embora não haja alterações no regulamento em relação ao do ano passado, o Mundial será emblemático por ser o último a ter carros com motores V8.
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A partir de 2014, para reduzir custos e níveis de emissões de poluentes, a categoria passará a utilizar os 1.6 V6 turbo com potência similar aos 735 cv dos atuais oito-cilindros.
A “era” dos V8 na F1 começou em 2006, quando substituíram os V10. O objetivo da mudança era aumentar a competitividade e reduzir os custos de produção.
Os V6, entretanto, não serão novidade na Fórmula 1. Estiveram presentes nos primórdios da competição, nos anos 50, e, mais recentemente, na primeira “era” turbo, entre 1977 e 1988. Nesse período, a potência desses propulsores chegava a impressionantes 1.200 cv.
TEMPORADA 2013
O fato de as regras deste ano serem as mesmas de 2012 não quer dizer que a F1 passa por algum tipo de estagnação técnica. A Ferrari, por exemplo, abandonou o esquisito degrau de suas asas dianteiras.
No caso da McLaren, basta um olhar mais atento para se notar a nova suspensão dianteira, que traz os amortecedores embaixo e não em cima da porção frontal.
Atual tricampeã, a Red Bull manteve, no RB9, as qualidades do RB8. Por fora, o que mais chama a atenção é a identificação da marca Infiniti (divisão de luxo da Renault), presente nas laterais do carro, e a pintura roxa em vez da tradicional azul.
A McLaren divulgou novas imagens do P1, um dos superesportivos mais aguardados para o Salão de Genebra (Suíça).
As fotos agora são do interior do modelo que, de acordo com a marca, abusa do uso de fibra de carbono. Os bancos, segundo a fabricante, pesam apenas 10,5 kg.
O painel, como se pode notar, é totalmente digital, e o console, onde encontram-se comandos como o botão de controle de largada, é do tipo flutuante.
Embora ainda não seja oficial, fala-se que o P1 será equipado com motor V8 de aproximados 750 cv.
A McLaren confirmou nesta semana que a versão de produção do superesportivo P1 será revelada no Salão de Genebra, agendado para o mês que vem.
O modelo ainda não teve suas especificações técnicas reveladas, mas acredita-se que seu motor será V8 de aproximados 750 cv.
A fabricante inglesa divulgou também um teaser do P1. No vídeo, surgem algumas imagens do quadro de instrumentos e o carro de lateral. Clique acima para conferir.
Leandro Alvares
A McLaren inicia amanhã, durante a apresentação do projeto MP4-28 para a temporada 2013 da Fórmula 1, na Inglaterra, as comemorações de seu 50º aniversário. A equipe foi fundada no dia 2 de setembro de 1963.
Segundo colocado no ranking de vitórias da principal categoria do automobilismo – atrás da Ferrari –, o time britânico foi criado pelo neozelandês Bruce McLaren. O impetuoso piloto e engenheiro disputava tradicionais provas de turismo na Europa e nos EUA.
O expressivo desempenho da McLaren Motor Racing nas pistas motivou Bruce a seguir para a Fórmula 1, em 1966. O sucesso a transformou em uma das marcas mais cobiçadas mundialmente por pilotos e fãs do esporte.
A primeira vitória veio cedo, apenas dois anos após a estreia. Foi obtida justamente pelo fundador do time, ao cruzar em primeiro a linha de chegada do GP da Bélgica de 1968.
O título também não demorou a ser alcançado. Com o brasileiro Emerson Fittipaldi, a McLaren faturou o mundial de pilotos e construtores de 1974. A festa, porém, não contou com a presença de Bruce, que morreu quatro anos antes, durante uma sessão de treinos em Goodwood, na Inglaterra.
Sob o comando do inglês Ron Dennis, a McLaren se consolidou como uma das maiores equipes da história da Fórmula 1. Conquistou oito títulos de construtores e 12 de pilotos, associou-se a grandes montadoras, como Porsche, Ford (Cosworth), Honda e Mercedes-Benz, entre outras. Seus monopostos foram pilotados por gênios como Ayrton Senna, Alain Prost, Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, Fernando Alonso e Lewis Hamilton.
Nos principais tópicos das estatísticas, como vitórias, poles e pódios, a equipe sediada em Woking só aparece atrás da escuderia italiana, fundada 16 anos antes. Mas a McLaren teve seus dias de líder. Em 1993, a conquista de Senna no GP da Austrália levou o time momentaneamente ao topo do ranking de GPs vencidos.
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ESPORTIVOS DE RUA
O sucesso não se restringe à F1. A marca fez história ao se aventurar no universo dos superesportivos com o McLaren F1, um dos carros feitos em série mais velozes do mundo. Produzido de 1992 a 1998, o modelo tem motor V12 de 627 cv e alcança 390 km/h.
Em 2011 surgiu o MP4-12C, com seu V8 de 600 cv. No Salão de Genebra, em março, será lançado o McLaren P1, cujo vê-oito terá cerca de 750 cv.