THIAGO LASCO
Com jeitão simpático e inofensivo, as bicicletas elétricas vão pedindo licença e abrindo caminho como uma solução prática e barata de mobilidade urbana. Capitais como Rio de Janeiro e São Paulo já as incorporaram às suas paisagens e começam a regulamentar seu uso, dentro e fora das ciclovias. O filão, promissor, está chamando a atenção de fabricantes de motos.
Mais recente a engrossar o coro, a Dafra lançou ontem uma linha de bikes elétricas com três modelos. A DBX, de entrada, tem tabela de R$ 1.990, a DBL, intermediária, sai a R$ 2.490 e a DB0, de topo, ainda não teve o preço divulgado.
A DBX e a DBL têm ajuste do nível de atuação do motor, permitindo que o usuário dose o esforço ao pedalar. Ambas alcançam 30 km/h, com autonomia de 42 km (DBX) ou 35 km (DBL), conforme dados da fabricante.
Já a DB0 tem painel de LCD e farol de LEDs. Um sensor detecta a força empregada pelo ciclista no pedal e melhora a atuação do motor. Feita de alumínio, ela é dobrável, pesa 27 quilos e tem alça para transporte.
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A Kasinski também criou a Valle, uma marca específica para atender o segmento. São três modelos: 1000, com quadro de aço, por R$ 2.290, 2000, feita de alumínio, a R$ 2.990, e 3000, de estilo mountain bike, com tabela de R$ 3.590.
A carioca Lev oferece os modelos E-Bike (R$ 2.680) e E-Bike S (R$ 2.890). O motor, de 350W, pode acelerá-las a 30 km/h e a autonomia é de 35 km. Em setembro, a marca lançará a E-Bike D, dobrável, e a E-Bike L, de alumínio. Devem custar em torno de R$ 4 mil cada.
MODO DE USAR
As bikes elétricas têm limitações. Com autonomia em torno dos 35 km, elas não podem ser usadas em deslocamentos longos. Nem íngremes, já que o ângulo máximo de subida não passa de 15 graus.
Para recarregar, basta remover a bateria e plugá-la em tomadas convencionais. Isso leva de três a oito horas.
O motor entra em ação com as pedaladas (pode ser desligado) e para quando se acionam os freios ou se atinge a velocidade limite. Para ir mais rápido, o ciclista tem de pedalar.
Os preços dos modelos de topo são próximos ao de motos simples. Mas, além de não poluírem, não é preciso ter CNH.
A Kasinski apresentará na 7ª edição da Eletrolar Show, evento que acontece entre os dias 3 e 6 de julho no Transamérica Expo Center, zona sul, a Bicicleta Elétrica 3000, modelo mountain bike. Com bateria de ion de lithium, atinge velocidade máxima de 25 km/h, segundo sua fabricante, e tem autonomia de 50 quilômetros (dependendo da forma como é utilizado).
Ainda de acordo com a Kasinski, modelo possui câmbio de 21 marchas e freio a disco dianteiro e traseiro. O tempo de recarga da bateria é de cerca de 6 horas. O produto pesa em torno de 23 kg e custa R$ 3.590.
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A montadora também irá mostrar o primeiro scooter elétrico fabricado no Brasil, o Prima Electra 2000, que oferece três opções de pilotagem: econômica, conforto e esportiva. O produto tem tabela de R$ 4.190.
Serviço:
7ª Eletrolar Show 2012
De 3 a 6 de julho, das 13h às 21h
Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, zona sul
CLEIDE SILVA
O segmento de motocicletas enfrenta a mesma dificuldade dos fabricantes de automóveis com a restrição ao crédito para as compras parceladas. “O governo pressionou os bancos a baixarem os juros, mas não adianta só reduzir e não liberar os financiamentos”, reclama Rogério Scialo, diretor comercial e de marketing da Kasinski.
Na Zona Franca de Manaus, de onde saem mais de 90% das motos vendidas no Brasil, os estacionamentos das empresas estão lotados e há ameaças de demissões, informa Valdemir Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Manaus. “Só a Honda tem mais de 50 mil motos paradas no pátio”, diz.
Segundo Santana, a Honda, maior fabricante de motos do País, demitiu 800 pessoas neste ano. “Duas linhas de produção estão paradas”, afirma. Além da falta de crédito, ele diz que as importações prejudicam a produção local.
“O ministro Mantega (Guido Mantega, da Fazenda) prometeu há vários meses que aumentaria o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das motos importadas, assim como fez com os automóveis, mas ficou só na promessa”, reclama o sindicalista.
Em nota, a Honda limita-se a informar que “opera atualmente com um quadro de funcionários superior ao do mesmo período de 2011. Em função do cenário de crédito mais seletivo, eventuais desligamentos voluntários serão repostos em momento oportuno”.
A Kasinski, que detém quase 3% do mercado nacional de motos, demitiu 250 funcionários no primeiro trimestre, o equivalente a 30% do seu pessoal de fábrica e administrativo.
Exigências. Segundo Scialo, a lista de exigência dos bancos e financeiras para avaliar os pedidos de financiamento subiu de sete a oito itens para mais de 30. “Antes, checavam dados de documentos, comprovante de residência e renda.” Agora, diz ele, se o consumidor mudou de emprego ou de casa há menos de um ano, a ficha é recusada.
“E se o cliente atrasou a parcela de um terno comprado na Ducal, na Mesbla ou no Mappin também não liberam”, brinca o executivo da Kasinski, ao reforçar que até dívidas muito antigas são contabilizadas como pontos negativos no “filtro” feito pelas instituições financeiras.
De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), cerca de 80% das vendas de motos são financiadas. A maior parte dos compradores (85%) é das classes C e D, que adquire veículos na faixa de preços de R$ 4 mil a R$ 6 mil. “É justamente o consumidor que compra o primeiro veículo para escapar do ônibus”, afirma Scialo.
Em abril, foram vendidas 132,2 mil motocicletas no País, queda de 20,2% em relação a março e 9,5% menor que o volume registrado em igual mês do ano passado. No quadrimestre, a queda é de 1,7%, com um total de 574,7 mil motos comercializadas.
“O mercado brasileiro de motos não está saturado; as pessoas querem comprar, há crédito no mercado, mas falta flexibilização na oferta desse crédito”, diz José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo.
Impacto na produção. Segundo Scialo, as fabricantes já não esperam mais atingir a meta prevista para este ano, de vender 2,15 milhões de motos, 100 mil a mais do que em 2011. A produção, consequentemente, será menor.
“Certamente haverá impacto na produção da Zona Franca de Manaus e haverá mais demissões”, avalia o executivo.
A Kasinski iniciou este mês campanha de venda com 30% de entrada e 18 prestações sem juros, que são bancados pela própria empresa. “Os bancos afirmaram que se ampliássemos o valor da entrada (que era de 10% a 20%) seria mais fácil aprovar o crédito. Ampliamos, bancamos os juros, mas nada mudou.”
MARCELO FENERICH
Apresentada no Salão Duas Rodas, em outubro, a Comet GT 650 chega às concessionárias Kasinski com tabela de R$ 20.990. No visual, o modelo é bem parecido com sua “irmã menor”, de 250 cm³, mas, em uso urbano, a novidade se destaca pelo bom comportamento e agilidade.
Estreita, ela passa facilmente pelos corredores formados entre os carros. O ronco do escapamento, com pegada bem esportiva, instiga a acelerar.
Um ponto negativo é que, mesmo se tratando de uma naked (sem carenagem), é preciso pilotá-la deitado sobre o tanque, inclusive na cidade. Caso contrário os braços começam a doer.
O desenho do tanque agrada. As pernas se encaixam nele, garantindo conforto. O banco, por outro lado, poderia ter assento mais macio, já que a suspensão, com balança monochoque na traseira e “bengalas” invertidas na dianteira, é firme. Com isso as irregularidades do asfalto são transmitidas ao piloto e garupa.
O motor biciclindrico com cabeçote de 8 válvulas e 647 cm³ tem bastante força em baixa rotação. Basta girar o acelerador para a GT 650 ganhar velocidade e retomar com agilidade.
A moto pode chegar a 85 km/h em primeira marcha. Em circuito fechado, chega a 180 km/h, com a sexta marcha engatada e o motor trabalhando na rotação máxima, 10.500 rpm. Esses números demoram um pouco para serem alcançados. O câmbio tem engates precisos.
Os freios, com dois discos na roda da frente e um na traseira, é outro destaque dessa Kasinski. Basta pressionar o manete e o pedal para que a moto estanque.
Nas curvas a GT 650 não deita muito. Seu ângulo de esterço também é pequeno, o que dificulta a tarefa de estacioná-la em vagas apertadas.
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GUILHERME WALTENBERG
De olho no mercado das mini esportivas, a Drafra trouxe para o Brasil a Roadwin 250R por R$ 12.490.
O segmento foi inaugurado no País em 2008, com o lançamento da Kasinski Comet 250 GTR.
Em 2009 foi a vez de a Kawasaki trazer a Ninja 250R.
Apesar de representar menos de 0,5% no total das vendas, em 2011 foram emplacadas 8.504 mini esportivas, ante as 7.536 de 2010.
De olho nesse nicho, a Dafra trouxe a Roadwin e a Honda apresentou no Salão Duas Rodas de 2011 a CBR 250R. O modelo deve chegar às lojas ainda no primeiro semestre.
Líder do segmento, a Ninja tem preço sugerido de R$ 15.540 e vendeu 4.488 unidades em 2011. A Comet 250 GTR, tabelada a R$ 15.100, somou 4.016 emplacamentos no mesmo período.
A Roadwin 250R chega com preço abaixo da concorrência, mas a potência do seu motor também é menor. O da Kasinski gera 31 cv e da Kawasaki tem 33 cv.