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Jornal do Carro

THIAGO LASCO

A JAC apresentou hoje a linha 2014 do hatch J3 e do sedã J3 Turin. Os modelos ganharam frente totalmente re-estilizada – no sedã, a traseira também mudou – e novo painel de instrumentos, além de melhorias no acabamento. A parte mecânica é a mesma, salvo por ajustes no câmbio e na suspensão, assim como os preços: R$ 35.990 pelo hatch e R$ 37.990 pela versão três-volumes.

A marca chinesa tem outras cartas na manga para 2013. O utilitário J6 também passará por facelift, que será revelado nos próximos dois meses. Em seguida, a versão esportiva do JAC J3, batizada de J3S, receberá a mesma re-estilização do resto da família e seu motor 1.5 flexível terá nova tecnologia, desenvolvida pela Delphi, que dispensa o tanquinho para partida a frio.

Ainda em 2013, será lançada a van T8, com motor 2.0 turbo, e o subcompacto J2 terá opção com o mesmo propulsor do novo J3S. Já no primeiro semestre de 2014, será a vez do sedã J5 passar por re-estilização.

No final do ano que vem, entra em operação a fábrica da JAC em Camaçari, na região metropolitana de Salvador (Bahia). A planta fabricará um modelo inédito, que usará a plataforma do sedã compacto A20, mostrado no último Salão de Xangai (China). O carro será desenhado pelo centro de design da marca em Turim (Itália) e terá três opções de motor: 1.0 tricilíndrico, 1.4 e 1.5. As vendas só devem começar em maio de 2015.

Não se sabe se o novo modelo aposentará o J3 ou conviverá com ele. Mas o presidente da montadora no Brasil, Sérgio Habib, disse que a tendência é que os modelos da marca passem a ter vida mais curta.

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Diego Ortiz

O crescimento do mercado brasileiro de automóveis aliado à crise financeira na Europa está contribuindo para que marcas que já produziram veículos aqui, mas abandonaram a fabricação local por falta de competitividade ou números de vendas limitados, considerem retomar a condição de fabricantes. No grupo das empresas que estão realizando avaliações com este fim há Audi, Mercedes-Benz e Land Rover.

Outra europeia, a alemã BMW já confirmou que terá, pela primeira vez, fábrica no Brasil. Além da crise no Velho Continente, essas empresas são incentivadas pelo Inovar-Auto, regime implementado no ano passado para dar benefícios às marcas que optem por ser fabricantes. Além disso, essas regras dificultam as importações.

Assim, até não-europeias já têm fábricas confirmadas no País. É o caso das chinesas JAC Motors e Chery.

ESTUDOS
A Audi ainda está analisando as regras do Inovar-Auto para decidir se irá levar adiante o projeto de fábrica no País para até 35 mil carros por ano. Em março, o vice-presidente mundial de compras da empresa, Bernd Martens, disse que falta a aprovação de um estudo de viabilidade para que o A3 (foto) passe a ser feito no Brasil, como já ocorreu de 1999 a 2006.

Desta vez, o plano prevê também a produção do novo sedã da linha A3, além do hatch. Como no primeiro período, os carros devem ser feitos em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Volkswagen, proprietária da Audi.

Já a Mercedes não deve usar sua unidade de Juiz de Fora (MG) para produzir seus novos carros no Brasil. A planta, que era responsável pelo antigo Classe A e recentemente foi reformulada para fabricar caminhões, poderá ser deixada de lado, já que a empresa alemã está negociando com outros Estados a instalação de um uma nova unidade industrial.

Os modelos previstos para serem feitos aqui, caso a fábrica seja aprovada, são o sedã CLA e a versão final do jipinho GLA.
O estudo da Land Rover está em fase ainda mais embrionária que os das duas alemãs. O produto a ser feito aqui, caso a fábrica seja aprovada, não foi definido, mas será um modelo de entrada. Um dos cotados é o Freelander, mas o mais provável é que a inglesa opte por um veículo mais básico e ainda inédito.

Um dos fatores que podem pesar positivamente na decisão é o crescimento de 23,3% que a Land Rover obteve no primeiro trimestre deste ano. O martelo será batido nos próximos meses, segundo o presidente da Jaguar Land Rover América Latina, Flavio Padovan. Na primeira metade da última década, foi montado no País o Defender.

CONFIRMADAS
A planta da BMW será em Araquari (SC) e consumirá cerca de R$ 50 milhões em investimentos apenas na fase de implementação. A unidade será a primeira da marca na América Latina.

O primeiro carro deve ser lançado até fevereiro de 2015 (a produção se inicia no fim de 2014) e a capacidade máxima chegará a 35 mil unidades ao ano – dos modelos Série 1 e X1.

A Chery será a primeira entre as chinesas a ter produção local. Vai montar o Celer em Jacareí (SP) a partir deste ano. Já a conterrânea JAC escolheu Camaçari (BA) para ter sua fábrica. A unidade, que entrará em funcionamento no segundo semestre de 2014, fará a nova geração da família J3 (hatch e sedã).

Também da China, a Geely, que tem como importador o Grupo Gandini, o mesmo da Kia, começa a vender seus carros no País em agosto e já considera uma fábrica. Negocia com o governo de Santa Catarina.

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Great Wall H6 deverá ser feito no Brasil

 

TEXTO E FOTOS: LEANDRO ALVARES
Xangai, China – Diversos modelos exibidos no Salão de Xangai, que termina na segunda-feira, já têm vendas confirmadas no mercado brasileiro. Um dos destaques é o novo QQ, que será trazido em breve e, a partir de 2015, produzido na fábrica que a Chery está construindo em Jacareí (SP). O modelo ficou com frente semelhante à do “irmão” S18.

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Também da Chery, estão confirmados o sedã Alfa 7 e o utilitário-esportivo Beta 5 – as datas de lançamento não foram reveladas. Bonitos e com pinta de luxuosos, são frutos do trabalho da equipe do designer James Hope, que tem passagens por Ford, Daimler e Opel.

Reestilizado, Chery QQ também será nacional

 

“Estreamos um conceito de desenho nesses dois produtos e vamos explorar isso em toda a linha”, afirmou Hope.

A versão reestilizada do jipinho Tiggo também está em Xangai. “Seu lançamento no Brasil ocorrerá em junho”, contou o presidente da montadora no País, Luis Curi.

Representante da JAC no Brasil, Sergio Habib, disse que o utilitário-esportivo S5 (nome de uma versão da Audi) e o sedã J4 estão com passaporte carimbado. “O S5 terá outro nome no País e será nosso primeiro produto com câmbio automático de seis marchas. O lançamento ocorrerá em 2014.” Na China, o modelo terá motor 1.5 turbo de 163 cv.

O J4 virá só no fim de 2014. Antes disso, possivelmente ainda neste ano, a JAC lançará as reestilizações de J3 Turin e J6.

A Great Wall, que promete construir fábrica no País em 2014, exibiu a nova geração do utilitário-esportivo H6. “Será o nosso primeiro veículo feito no Brasil”, disse o dirigente de exportações da marca, Wang Shihui. “Ainda planejamos vender a picape Wingle 6.”

Também estará no mercado brasileiro o novo VW Santana, que será feito em São Bernardo do Campo (SP). Trará motor 1.6 flexível de até 120 cv e deve chegar no segundo semestre.

O A3 Sedan poderá ser nacional – a Audi retomará a produção local em breve. E o Crider Concept dará origem ao novo Honda City.

VIAGEM FEITA A CONVITE DA CHERY

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Para comemorar dois anos de presença no Brasil, a JAC Motors vai sortear dois J2.

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Na promoção “2 Anos de JAC com 2 J2″, o interessado terá de responder a três perguntas a respeito do vídeo do J2, que será exibido na própria página da promoção – www.jacmotorsbrasil.com.br .

As inscrições vão até o dia 9 de abril. O sorteio será no dia seguinte.

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Diego Ortiz

A chegada dos hatches moderninhos Chevrolet Onix e Hyundai HB20 no fim de 2012 atrapalhou a já difícil vida do JAC J3 no País. A estratégia da marca chinesa para reaquecer as vendas foi apelar para o lado emocional, principal fator de decisão de compra dos brasileiros. O carro foi enfeitado por fora e por dentro e ganhou motor mais forte em uma versão batizada de Jet Flex, que chega às lojas tabelada a R$ 37.490.

Seu quatro-cilindros flexível de 1,5 litro que gera até 127 cv e 15,7 mkgf (o mesmo do sedã J5) é o grande trunfo do carro. Com ele o J3 mostra ótimo desempenho em qualquer faixa de rotação e se torna até divertido quando a pista está livre, algo bastante raro hoje em dia.

O baixo peso, de 1.070 quilos, também ajuda. O câmbio manual de cinco marchas tem relações boas, mas peca nos engates – nada muito grave, é verdade.

Outro destaque do J3 Jet Flex é a ausência do tanquinho de gasolina para as partidas a frio. Segundo informações da fabricante, o motor liga perfeitamente em qualquer temperatura.

O hatch seria melhor de dirigir se a direção hidráulica não fosse boba. Imprecisa, tira um pouco da intenção esportiva do compacto, o que é uma pena, pois a suspensão independente simples na dianteira e com dois pontos independentes na traseira trabalha muito bem – há uma leve tendência a sair de frente, mas ela é fácil de controlar.

A rolagem da carroceria não é excessiva, mas o conjunto poderia ser um pouco mais firme para diminuir o retorno em buracos. Depois que passa por obstáculos como lombadas, por exemplo, o J3 Jet Flex fica mais tempo no sobe e desce do que o ideal.

Os freios, com sistema ABS e EBD, são bons, mas o pedal tem curso livre grande. Isso não combina com a proposta esportiva desse JAC.

Por fora, para se diferenciar dos outros J3, o Jet Flex traz máscara negra nos faróis, rodas de alumínio de 15 polegadas com desenho exclusivo e faixas laterais, pretas ou brancas, dependendo da cor da carroceria. Atrás, as únicas diferenças são as inscrições “J3 S” e “Jet Flex” coladas na tampa do porta-malas.

No interior, o acabamento continua do mesmo nível mediano das outras versões. Assim como nos “irmãos”, a lista de itens de série é ampla, com direito a air bag duplo, sensor de auxilio em manobras e som de ótima qualidade com tocador de MP3.

 

Há ainda boas surpresas, como o novo revestimento mais aderente dos assentos (com costuras vermelhas) e pedaleiras de alumínio. Também há soleiras com o nome da versão e o painel tem nova iluminação vermelha, ante a azul do J3 “comum”.

Tudo para tentar atiçar o instinto esportivo que há em muitos consumidores. Mesmo que o carro tenha motor de 1.499 cm³.

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