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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Jornal do Carro
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Hyundai mostra versões hatch e cupê do Elantra

Categoria: Hyundai

Elantra Coupé (Foto: Hyundai/Divulgação)

 

 

 

No primeiro dia de prévia do Salão de Chicago (EUA), nesta quarta-feira, a Hyundai apresentou duas configurações para a linha Elantra: hatch e cupê. Atualmente, o modelo tem a versão sedã, que é vendida no Brasil.

Batizados de Elantra GT (hatch) e Elantra Coupé, os modelos trazem o mesmo motor do sedã, o 1.8 16V com 148 cv (potência divulgada pela própria Hyundai-Motor). Os câmbios, manual e automático, têm seis velocidades.

No caso do Elantra GT, trata-se de uma versão do novo i30 destinada ao mercado norte-americano. O i30, em segunda geração, é vendido na Europa e chega ao mercado brasileiro neste ano.

O Elantra Coupé, por sua vez, brigará com o Kia Cerato Koup e o Honda Civic Si – que a montadora parou de fazer no Brasil nesta nova geração.

 

Elantra GT

 

Hyundai ix35 passará a ser feito em Goiás

Categoria: Sem categoria

RAFAELA BORGES

A Hyundai confirmou que passará a produzir o ix35 no Brasil até o fim deste ano. O JC havia antecipado, em março do ano passado, que o utilitário-esportivo, que atualmente é feito apenas na Coreia do Sul, será fabricado também aqui.

O modelo será produzido na fábrica de Anápolis, em Goiás, onde a sul-coreana faz o Tucson e os caminhões HR e HD 78. No exterior o ix35 substituiu o Tucson em 2010 – em alguns, inclusive, o modelo atual manteve o nomo do antecessor. Aqui, eles deverão continuar convivendo.

Inicialmente, muitas peças serão trazidas da Coreia do Sul. Nessa fase o modelo terá índice de nacionalização baixo. A tendência é que o porcentual vá aumentando com o passar do tempo. Os preços, contudo, não deverão ser reduzidos.
Atualmente, o ix35 tem preço sugerido entre R$ 90 mil, no caso da versão 4×2 com câmbio manual, e R$ 111.250 (4×4 automática). Em todas as versões o motor é o mesmo: 2.0 a gasolina de 166 cv de potência. O Tucson é tabelado a partir de R$ 60.250.

Segmento
A categoria de utilitários-esportivos compactos terá boas estreias nos próximos meses, com a chegada dos renovados EcoSport e CR-V. O Ford é feito na Bahia e o Honda vem do México. Para o próximo ano é aguardada a próxima geração do também mexicano Chevrolet Captiva.

Em 2011, o iX35 ficou na quinta posição nas vendas do segmento, com 13.600 emplacamentos. O líder foi o EcoSport, com 38.500 unidades. Em seguida vieram o Tucson (18 mil), a linha Mitsubishi Pajero (17 mil) e o CR-V (16.300).

Kia mostrará em Chicago novo conceito

Categoria: Kia, Salões

A Kia vai mostrar no Salão de Chicago, na próxima semana, um carro-conceito baseado no hatch Soul. Chamado “Track’ster”, mostra como seria uma versão duas-portas do Soul – possibilidade que foi prontamente negada pela Kia.

Foto: Kia/Divulgação

O Track’ster tem, conforme a Kia, potência de 250 cv, obtida de motor a gasolina. Não há informação, no entanto, do motor: se de quatro ou seis cilindros e sua cilindrada.

Comparativo: Elantra, Civic e Cruze se enfrentam

Categoria: Chevrolet, Comparativo, Honda, Hyundai

RAFAELA BORGES

Os sedãs médios vendido no Brasil estão ficando mais asiáticos. O Hyundai Elantra, que chegou em agosto, é sul-coreano. O Chevrolet Cruze, que veio em outubro, é feito aqui, mas foi criado na Coreia do Sul. E a nova geração do Civic produzido em Sumaré (SP), que acaba de chegar às lojas, tem origem japonesa. E foi o Honda que levou a melhor na briga entre as versões de topo (automáticas) desse trio.

O Civic, que já era bom, ganhou o que faltava, a começar pelo porta-malas maior. A tabela da configuração EXS não subiu. São R$ 85.900 com a pintura metálica incluída. Ele é o mais equilibrado e gostoso de guiar.

A apertada batalha pelo segundo lugar terminou em empate. Além da “alma” sul-coreana, Cruze e Elantra têm preços, espaço e desempenho parecidos.

O nacional sai por R$ 79.900, mas chega a R$ 80.890 com pintura metálica, que o rival traz de série. O Hyundai de topo tem tabela de R$ 81.660. Com o teto solar, que o Chevrolet não oferece, o preço sobe para R$ 84.900. Em ambos faltam itens importantes para o segmento. Nesse quesito, o Honda também se sobressai.

Todos têm motores 1.8 16V. O do Elantra, de 160 cv, é o único só a gasolina. Flexíveis, os de Cruze e Civic rendem 144 cv e 140 cv (com etanol), respectivamente.

Apesar de o câmbio automático do Honda ter cinco marchas, ante as seis dos rivais, é o mais versátil e não deixa o sedã ficar para trás em desempenho. Todos são espertos em acelerações e retomadas. O Cruze, com mais torque em rotação menor, se sobressai levemente nesse quesito. O Civic tem pegada mais apimentada com a transmissão na posição “S” (Sport). Ultrapassar os outros veículos fica fácil.

Apesar de as três caixas terem função sequencial, só no Honda dá para trocar marchas por meio de hastes no volante. Nos outros, as mudanças são na alavanca. A posição “D” (Drive) do Civic é para economizar combustível e boa para cidades. Nesse modo o carro fica “amarrado”.

O câmbio do Cruze dá trancos chatos em acelerações fortes. Na mesma condição, o motor do Elantra é muito barulhento.

Honda é melhor em quase tudo – Mais caro do trio, o Civic vale o que cobra: é o melhor em quase tudo. Sua cabine é a que tem materiais de melhor qualidade no acabamento. Só o Honda traz console removível no banco de trás, com porta-copos. O aumento da capacidade do porta-malas, de 275 para 449 litros, não prejudicou o espaço para as pernas de quem viaja atrás.

Apenas um detalhe destoa do interior: o retrovisor tem moldura muito simples. Parece ser de um carro popular. Já seu painel de instrumentos de dois “andares”, com o velocímetro digital acima, é um show à parte. Além de bonito, é fácil de ler.

O controle eletrônico de estabilidade, que o Cruze também tem, pode ser desligado. Com ou sem o recurso o Honda é muito equilibrado em curvas. A direção eletroidráulica comunicativa e rápida, aliada à suspensão com ajuste firme, passam muita sensação de segurança.

O visual mudou mais do que pode parecer. O carro, que impressionou pelas linhas futuristas na geração anterior, ficou “caretão”, com cara de Accord.

Ao contrário de Cruze e Elantra, não faltam itens importantes no Civic. De série há ar-condicionado digital, teto solar e sistema multimídia com a tela mais bem posicionada e fácil de visualizar dos três. Nela, são projetadas imagens do navegador GPS e da câmera de estacionamento.

O estepe de uso temporário, necessário para aumentar o volume do porta-malas, é um dos pontos negativos do Honda.

Cruze traz o que faltava no Vectra – O substituto do Vectra entrou no segmento arrasando. É o segundo sedã médio mais vendido do País, atrás do Toyota Corolla. Qualidades para justificar o sucesso ele tem. Nos pontos em que seu antecessor era eficiente, o novato se sobressai.

Conjunto mecânico e dirigibilidade são seus pontos fortes. O câmbio poderia ser menos incômodo, mas se a ideia é acelerar, a caixa cumpre bem o seu papel, com trocas rápidas e sem limitar as respostas do ótimo motor.

O propulsor, apesar de não ter potência muito superior ao do Vectra, é bem mais silencioso e econômico que o ultrapassado 2.0 que equipava o sedã veterano. As vibrações que aquele motor transmitia à cabine não existem no novo Chevrolet.

A direção rápida interage bem com o motorista e torna divertida a missão de conduzir o sedã em curvas. Ele é bem à mão.

Os controles eletrônicos de estabilidade e tração, equipamentos de série, ajudam bastante. O resultado é um rodar bem mais emocionante que o oferecido pelo sem graça do Vectra.

A versão LTZ sai de fábrica muito bem equipada, mas estranhamente seu ar-condicionado é analógico. O teto solar não está disponível nem como opcional.

O acabamento interno, por sua vez, é o pior desse trio. Há algumas rebarbas e os plásticos trazem qualidade inferior aos das cabines de Civic e Elantra.

Quanto ao conforto, o espaço para pernas e ombros no banco de trás agradam.

Desenho inovador é destaque no Hyundai – O Elantra hoje é o Civic de ontem. Todo o impacto do desenho inovador que a antiga geração do Honda trouxe pode ser visto agora no Hyundai. E o sul- coreano traz itens que nem o vencedor do comparativo tem. Entre eles está o ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura e os ajustes elétricos para o banco do motorista.

Desse trio, só o Elantra tem estepe comum. Civic e Cruze trazem o de uso temporário. Com este, recomenda-se rodar 80 km a, no máximo, 80 km/h.

Mas nem tudo é festa. A ausência de GPS é quase inaceitável nesse segmento. Todos os sedãs médios da safra “moderna” trazem o navegador no painel.

Além disso, o controle eletrônico de estabilidade faz mais falta no Hyundai do que faria no Civic e no Cruze. Sua direção, eletroidráulica progressiva como as dos demais, é bem menos precisa. A sensação de segurança é menor no modelo sul-coreano.

A suspensão também é menos eficiente: oscila demais para cima e para baixo. No interior, o desenho do painel, com LEDs, é bonito. E o acabamento é mais cuidadoso que o do Cruze.

Apesar de os seguros terem preços equivalentes, a franquia é mais cara para o Elantra, com média de R$ 5.156, ante R$ 3.647 do Civic e R$ 2.639 do Cruze.

Seu motor 1.8 é classificado nos EUA, quanto às emissões, como PZEV, índice geralmente atribuído apenas a carros híbridos.

18 montadoras estão livres do IPI mais alto

Categoria: Consumo, Impostos, INDÚSTRIA, Legislação, MERCADO

EDUARDO CUCOLO

Brasília - O governo federal divulgou hoje (31) a lista definitiva das 18 montadoras que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano, por cumprirem regras de produção nacional e investimento. A lista anterior era provisória e garantia o benefício fiscal até amanhã, 1º de fevereiro. As montadoras isentas da alta são Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International.

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, essas empresas cumprem os requisitos mínimos de produção nacional e investimento em inovação, exigidos pelo governo para conceder o benefício de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos fabricados em suas plantas locais ou importados de países do Mercosul e México.

As empresas não enquadradas, o que inclui fabricantes chinesas e de carros de luxo, pagam imposto de 30 pontos porcentuais maior desde dezembro do ano passado.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.

Para pagar imposto menor, essas companhias empresas devem ter conteúdo nacional acima de 65%, realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos no País e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Para elas, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo do modelo e potência do motor. As que não cumprem as exigências pagam imposto entre 37% e 55%, dependendo da cilindrada do motor do veículo.