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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Entrevista: diretor de Marketing da GM do Brasil

Categoria: Entrevista

LUÃS FELIPE FIGUEIREDO

O engenheiro industrial Gustavo Colossi dirige desde 2008 o departamento de Marketing da General Motors do Brasil. Nesse período ele viu a matriz, nos EUA, ser atingida por intensa crise financeira (o que atrapalhou projetos nacionais) e agora, com a recuperação da GM, acompanha a renovação total no portfólio de produtos da empresa no País. Este ano serão sete veículos: a entrevista abaixo foi concedida na apresentação do segundo (o primeiro foi a S10), o Cruze hatch, semana passada.

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A GM está renovando todo seu portfólio no País. Isso não causa confusão para o consumidor? Quanto tempo leva para que ele se acostume à nova linha de produtos?
Sim, causa alguma confusão. Daí investirmos em campanhas agora. Leva cerca de um ano e meio para que o consumidor tenha em sua cabeça um modelo consolidado.

O Cruze hatch terá versão de duas portas?
A família Cruze foi concebida nas versões sedã, hatch e perua. Mas não para um duas-portas. Seria interessante, inclusive com motor mais forte. Mas a conta não fecha. A demanda no Brasil por um produto assim não é tão grande que o justifique.

E a perua?
Pode ser… Mas o segmento de utilitários-esportivos tem se mostrado mais aquecido e “do gosto†do brasileiro, com o ponto H elevado e o jeito “forteâ€.

O Cruze terá uma versão mais barata, na faixa dos R$ 50 mil?
Não.

Esse papel ficará com o Sonic (hatch compacto que chegará ao País este ano, trazido da Coreia do Sul)?
Sim.

O senhor gostaria que as regras para publicidade no Brasil fossem mais livres, como nos EUA, para que fosse possível fazer uma campanha como a da nova Silverado (que gerou reclamações por parte da Ford)?
As regras devem ser as mesmas para todos. Mais livres ou mais restritivas, que sejam iguais. Mais liberdade e ousadia na publicidade não significa muita coisa. O importante é que o consumidor se lembre do produto, da marca.

Várias marcas de luxo têm entrado no mercado nacional. A Cadillac não seria também viável no País?
Por um lado, sim. Mas há um problema que afeta, em parte, esses planos. O visual dos carros não é o que chamamos “globalizadoâ€. E o consumidor brasileiro pode rejeitar o produto. Além disso, para fazer da forma correta, com estrutura robusta, é complicado. Não é nosso foco agora.

Esse “gosto†não pode ser estimulado pelo marketing?
Não, não temos esse poder. O que fazemos é trabalhar as circunstâncias que já existem, entender o que o consumidor quer.

GM mostra 10ª geração do Impala

Categoria: Chevrolet, GM, INDÚSTRIA, Internacional

A GM mostrou ontem, primeiro dia da prévia à imprensa do Salão de Nova York (EUA), a 10ª geração do Chevrolet Impala, que começará a ser vendida no início do ano que vem. O sedã grande, que utiliza uma versão da plataforma Epsilon II da GM – que também é a base do Cadillac XTS – adianta o que será a nova linguagem visual da Chevrolet. Modelos vendidos aqui, como S10, Captiva e Malibu, são do estilo “atual”, que começará a ser substituído.

Andrew Burton/Reuters

Com 5,11 metros de comprimento e bons 2,84 metros de entre-eixos, o Impala oferecerá gama de motores com opções quatro-cilindros e V6, todos com injeção direta de gasolina e combinados a caixas de câmbio automáticas de seis marchas. A tração é dianteira.

Os menores terão 2,5 litros de cilindrada e 195 cv – a versão híbrida terá um 2,4-litros de 182 cv. A versão de topo trará um V6 3,6-litros de 303 cv.

Sonic será o carro GM na Stock Car

Categoria: Chevrolet

O Chevrolet Sonic está perto de ser lançado no Brasil nas versões hatch e sedã, e a prova disso é que o modelo será usado como molde do carro de corrida da Chevrolet na Stock Car na temporada 2012, em substituição ao Vectra, que já saiu de linha. O Sonic deve chegar ao País em abril, trazido inicialmente da Coreia do Sul, e depois passará a ser importado do México. Nas internas da GM do Brasil este é o carro de maior aposta atualmente, mais até que o Cobalt, mesmo sendo mais caro.

Astra usado vende bem

Categoria: Chevrolet

GUILHERME WALTENBERG

O Astra, que deixou de ser produzido no fim do ano passado, tem boa procura entre os usados. Um dos atrativos do Chevrolet, que pode ser encontrado por preços até R$ 2.500 abaixo da pesquisa semanal do JC de quarta-feira, é a boa lista de série.

De acordo com o consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa, todo modelo que sai de linha tem desvalorização de 20% a 22%. “A depreciação média de qualquer carro que sai da concessionária é de 15% no primeiro anoâ€, compara o especialista.

Em lojas da capital, há boa oferta do médio. Segundo os vendedores, o hatch sai mais fácil que o sedã.

Gerente da Detroit, multimarcas na zona sul, Robson Real destaca o bom acabamento do modelo como seu principal chamariz. No estoque da loja há um sedã 2011 que, segundo ele, tem apenas 3.500 km rodados e é oferecido a R$ 43.900.

Esse preço está R$ 3.500 acima do publicado pelo JC na quarta-feira. “O carro tem cheiro de novo, por isso o valor mais altoâ€, diz Real. “Mas dá para negociar.â€
Na Mambrini (2302-1717), multimarcas da zona leste, um hatch ano 2010, cor prata, quatro-portas, com 30 mil km, está à venda por R$ 32 mil. Esse valor está abaixo do apurado pela pesquisa publicada no jornal, cuja média era de R$ 35.544.

Na Brauls (2308-0400), loja de usados na zona sul, um Astra com a mesma configuração do acima, na cor vermelha, é oferecido a R$ 34 mil, valor cerca de R$ 1.500 abaixo da média da pesquisa.

Na zona norte, a Lara Veículos (3978-8045) também tem um hatch de mesmo modelo e ano, na cor preta, por R$ 33.990.

Não é difícil encontrar unidades mais antigas (e baratas). Em Santo André, por exemplo, há um sedã com motor 2.0, ano 2008, que pode ser adquirido a R$ 28.900 na Union Multimarcas (4475-1481). Como comparação, na pesquisa do jornal o carro estava cotado a R$ 30.595.

 

 

GM e Fiat discutiram fundir operações na Europa

Categoria: Fiat, GM

A General Motors e a Fiat discutiram a possibilidade de fundir suas operações na Europa no começo deste ano, afirmou o jornal The Wall Street Journal.

As discussões envolveram os CEOs das empresas, Dan Akerson, da GM e Sergio Marchione, da Fiat. O diálogo, no entanto, nunca chegou à mesa de acionistas.

A GM estava, ao mesmo tempo, negociando com a PSA/Peugeot-Citroën. Essa aliança foi concretizada. Segundo a reportagem, que cita um familiar dos proprietários da Fiat, a montadora italiana estava tentando convencer a gigante norte-americana que era uma parceira mais interessante que o grupo francês.

A GM e a PSA concordaram em uma aliança global com objetivo de cortar os custos anuais em pelo menos US$ 2 bilhões sem fechar nenhuma planta na Europa.