Ciclistas não irão precisar de habilitação específica para bikes elétricas.
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De acordo com o Denatran, os veículos com velocidade de até 20km/h e motor de até 4 quilowatts de potência serão enquadrados em normas específicas de circulação. Também será discutida a permissão do tráfego das bikes elétricas pelas ciclovias e a isenção da necessidade de licenciamento ou emplacamento.
Apesar de não necessitar da CNH, ciclistas deverão seguir uma série de normas do Denatran. Até o final do mês, elas serão divulgadas.
GUILHERME WALTENBERG
Taipei – Motos elétricas ainda não emplacaram no Brasil e, se depender da vontade do governo para mudar a legislação a favor desse tipo de veículo, a situação não deve mudar tão cedo. Cenário oposto ocorre e Taiwan, país que tem cerca de um scooter para cada dois habitantes. Lá o governo subsidia, desde 2010, cerca de R$ 1 mil do preço de modelos elétricos. Em alguns casos, esse valor corresponde a mais de um quarto do preço total.
Uma das opções à venda no mercado taiwanês é o E-Woo, da SYM, avaliado pelo JC. Segundo o dono de uma concessionária da marca em Taipei, são vendidos de dois a três deles por mês.
Rodar com o pequeno E-Woo é uma experiência agradável. Seu motor elétrico tem potência equivalente ao de uma motoneta de 50 cm3. Entre as vantagens está a ausência de ruídos. Graças à suspensão bem ajustada, não há solavancos nem sensação de estar solto no banco.
Ágil, o scooter vai bem no trânsito. Alcançar sua velocidade máxima, de 50 km/h, é razoavelmente rápido.
Encontrar a posição de pilotagem é tarefa difícil para os mais altos. Segundo o diretor comercial da SYM, Wen-Chieh Huang, os scooters da marca são projetados para pessoas com, em média, de 1,70 a 1,75 metro de altura, padrão em Taiwan.
Com autonomia de 40 km, a bateria do E-Woo precisa de duas horas para receber a recarga completa, que pode ser feita em tomadas convencionais.
Os pedais do garupa são dobráveis e há um pequeno gancho para sacolas abaixo do guidom. O painel é digital e, além das luzes espia, exibe só a velocidade.
Conforme as leis do país, são consideradas motos veículos motorizados de duas rodas que passem dos 25 km/h. Para usar o E-Woo, é preciso ter mais de 18 anos, habilitação e capacete.
A SYM é parceira da Dafra, mas, segundo porta-vozes da empresa brasileira, não há planos de trazer o scooter ao País.
Viagem feita a convite da Dafra
Única marca que oferece apenas motos elétricas no Brasil, a Zero Motorcycle aumentou a autonomia de seus modelos. As motocicletas da linha 2012 da norte-americana agora podem rodar até 183 quilômetros com uma recarga na bateria. Antes, eram 128 quilômetros.
Ainda não está confirmado se as opções com a autonomia maior serão trazidas ao País – a marca chegou ao mercado brasileiro no ano passado. Isso porque aqui as duas motos que a Zero Motorcycles oferece, S (uso misto) e DS (com aptidão off-road), são ainda da linha 2010. É grande a chance de os modelos 2012 chegarem neste ano, mas a possibilidade da vinda dos 2011, com autonomia menor, não está descartada.
Além dessas motos, a Zero tem no mundo as off-road X e MX e a mista XU. No caso desta e da DS, a linha 2012 traz entre as novidades as bolsas laterais para carregar utensílios.
No ano passado foram vendidas aproximadamente 300 motos da marca aqui. Inicialmente os modelos eram oferecidos por R$ 39 mil, mas recentemente seus preços foram reduzidos para até R$ 19,9 mil (S). Segundo informações da importadora, o objetivo é zerar os estoques.
As motos da Zero são produzidas na Califórnia.
As motos elétricas da Zero estão em promoção. Para terminar o lote de motocicletas de 2010, a fabricante norte-americana reduziu o preço dos modelos Zero S e Zero DS.
A Zero S está saindo por R$ 22.900 em 10 vezes sem juros no cartão Amex e a Zero DS sai por R$ 24.900. No caso de compra à vista, os preços caem para 19.900 e 21.900 respectivamente.
O preço anterior à promoção era de R$ R$ 36.900 para o modelo Zero S e R$ 39.900 para o Zero DS, segundo a fabricante. A venda especial vai até o fim de janeiro.
TIÃO OLIVEIRA
Tóquio – No Japão, unir facilidade de mobilidade urbana à redução do nível de emissões de poluentes é uma preocupação também das fabricantes de veículos de duas (ou três) rodas.
No Salão de Tóquio deste ano, mesmo com a diminuição do número de motos e motonetas expostos em relação às feiras anteriores, há vários modelos com soluções “ecológicas”.
De motocicletas já disponíveis para venda às que oferecem sistemas ainda difíceis de serem feitos em série, são várias as atrações na feira. No pavilhão em que estão as donas da casa (Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki), as grandes estrelas são elétricas.
Da Honda, chama a atenção um protótipo que parece um modelo de competição. Há ainda fabricantes desconhecidas da maioria dos brasileiros, como a Kymco, e várias opções de scooters.
Honda RC-E – Inspirada em motos de competição da marca, tem chassi de alumínio, rodas de 17” e freios a disco com pinças Brembo. Não há informação sobre produção em série.
Adiva Cargo 3 – Considerado pela marca taiwanesa um elétrico de carga, esse scooter lembra um carrinho de golfe para apenas uma pessoa. Pesa 180 quilos, tem dois motores elétricos e potência total de 1 kW. Baterias lhe dão autonomia de 50 km.
Yamaha EC-MIU – Triciclo que estreia na feira está posicionado, segundo a fabricante, na categoria dos modelos com motor de 50 cm. Tem comprimento de 1,56 metro, utiliza baterias de íons de lítio e seu motor gera 0,6 kW de potência.
Kymco Sunboy – Fabricante de scooters de Taiwan levou ao salão parte de sua gama elétrica. A marca está presente no Brasil, onde é vendida pela Kawasaki. Com pouco mais de 50 kg, Sunboy tem motor de 0,5 kW e autonomia de 40 km.
Suzuki Burgman Fuel Cell – Com motor elétrico alimentado por célula a combustível, tem pouco mais de 2 m de comprimento. Trata-se, segundo a marca, do único modelo do gênero no mundo. Autonomia é de 350 km a 30 km/h. Suzuki não divulgou dados de desempenho.