THIAGO LASCO
FOTOS: WERTHER SANTANA e MÁRCIO FERNANDES
Bichos de estimação fazem parte da família e, com o início das férias escolares, não ficam de fora dos passeios. Mas é preciso tomar cuidados ao transportá-los no veículo. Muita gente leva os mascotes soltos ou no colo, algumas vezes até com o focinho para fora da janela.
Animais soltos podem se empolgar ou se assustar, atrapalhando o motorista e até saltando para fora do carro. Em freadas bruscas, há o risco de eles serem arremessados, machucando-se e ferindo os passageiros.
O Código Nacional de Trânsito proíbe o motorista de levar animais à sua esquerda, no colo ou em partes externas do carro, como teto e caçamba. E viajar com a cabeça para fora pode causar problemas de saúde. “O vento na cara predispõe o bicho a otites, conjuntivites e infecções respiratórias”, alerta o médico veterinário Marcio Waldman.
No mercado há acessórios apropriados para levar os animais com segurança. Os mais conhecidos são as caixas de contenção, que devem ser acomodadas no banco traseiro.
Embora pareçam jaulas, os bichos se acostumam e não sentem desconforto – a maioria até dorme. Mas é importante escolher um modelo adequado. “Deve haver espaço para o ‘pet’ poder ficar de pé e girar 360 graus”, explica Elaine Ramos, da loja Espaço Pet. “Se for menor, limita os movimentos e se torna incômoda. Se for muito grande, não protege o animal em freadas.”
Conforme o porte do bicho e o tamanho do veículo, existem opções mais adequadas (veja abaixo). O professor Rodney Nascimento, por exemplo, leva suas Schnauzers, Layla e Lyla, em cintas próprias para cães.
NA ESTRADA
Viagens exigem outras providências. Se os bichos estiverem com o estômago cheio, ficarão mais propensos a enjoos. “Jejum de duas a três horas antes da partida resolve em 80% dos casos”, explica Waldman, que também recomenda restringir o consumo de água. “Durante a viagem, o cão deve beber pouco. Ele pode lamber gelo para se hidratar”, sugere o veterinário.
O representante comercial Fabrício Ternes costuma viajar de São Paulo a Florianópolis com seu cão da raça Beagle, Eugênio. Ele dá algumas gotas de Dramin ao mascote. Para Waldman, esse tipo de solução deve ser prescrita por um médico. “Não recomendo a automedicação. O animal pode ter até problema cardiorrespiratório”.
É importante fazer paradas a cada duas horas, para que o “pet” possa sair do carro e se recuperar do desgaste da viagem.
CONFIRA AS OPÇÕES
Caixa de contenção - Como ocupa muito espaço, não é adequada para animais grandes. Deve ter trava de segurança, alça para transporte e grades internas para separar o bicho do assoalho, evitando que ele se molhe ao urinar.
Bolsa de tecido - Cabe em espaços menores. Tem dupla função: basta abrir o zíper e dobrar a aba para dentro que ela vira uma casinha. Por ser difícil de limpar, é pouco indicada para levar os que enjoam. Ideal para gatos.
Cadeirinha - Espécie de cercadinho de lona, prende-se a um suporte parecido com os das cadeiras de bebês, instalado no banco traseiro. Boa para cães de pequeno e médio portes, que pesem até 12 quilos.
Cinta - Guia que prende o bicho pelo peito, com uma fivela acoplada ao cinto de segurança do carro. Além de ocupar pouco espaço, o pet não fica confinado. Barata, pode ser usada até por cães de grande porte.