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Jornal do Carro

General Motors e Ford deverão anunciar em breve o acordo que fizeram para ter um câmbio automático de nove marchas para automóveis e de 10 marchas para caminhões leves em breve. A parceria das empresas com a ZF, que já fabrica em larga escala uma transmissão de oito velocidades, foi feita para que seus próximos veículos atendam e nova e rígida norma de emissão de poluentes que entrará em vigor em 2017. Esses câmbios de nove ou 10 marchas seriam usados em mais de 30 modelos diferentes das duas fabricantes, aponta New York Times.

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BELISA FRANGIONE

A nova geração da Ranger foi apresentada no início desta semana e começa a ser vendida no País em agosto. Mas o policial militar Carlos Alberto Alves Júnior, apaixonado pela picape da Ford, não se entusiasmou. “Li as notícias sobre a novidade, mas prefiro esta aqui”, afirma, apontando para a Ranger XL 1996 que mantém em sua garagem e que recebeu o carinhoso apelido de “Vermelhinha”.

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Alves conheceu sua Ranger por acaso em maio do ano passado, em um site de compra e venda de veículos. Logo que resolveu arrematá-la, começou a pensar em algumas modificações para que a picape passasse a chamar bastante a atenção.

A primeira mudança foi nas rodas. “Queria que fossem rodas e pneus utilizados em caminhões. Um primo que mora em uma cidade vizinha a Paulínia me apresentou um engenheiro e um torneiro mecânico que ajudaram a colocar a ideia em prática.” Por causa disso, Alves tinha de passar bastante tempo na cidade do interior paulista.

As rodas e dois pneus ele conseguiu com amigos que trabalhavam com acessórios para caminhões. Os outros dois, comprou pela internet, no mesmo site em que encontrou a Ranger.

Depois, chegou a hora de adaptar a suspensão da picape para receber as rodas de 22,5’’, bem maiores que as de 15” originais da picape. As peças receberam polimento especial para ficar com um aspecto brilhante.

Durante esse período, o utilitário recebeu os cuidados de um serviço de martelinho de ouro para eliminar pequenos amassados na lateral. Total gasto na “obra”: R$ 10 mil.

“Quando comecei a transformação, a única coisa chata é que tive de ficar bastante em Paulínia e passar um tempo longe da minha esposa, Marina, que estava grávida de dois meses do Bruno.” O trabalho só foi finalizado em dezembro, mês em que o filho de Alves nasceu.

“Ele estava com 15 dias de vida e precisei viajar para auxiliar na conclusão do serviço e finalmente trazer a Ranger para casa”, conta. “Eu já me acostumei. Até aprendi a gostar de carros. O bebê adora entrar nela e mexer no volante”, sorri Marina.

Alves garante que manter a picape é simples. Basta andar com ela pelo menos duas vezes por semana. “E tentar fugir das propostas para vendê-la”, brinca.

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A Volvo anunciou planos de quebrar o recorde de velocidade de caminhões com seu modelo híbrido Green Mean.

Sob a direção de Boijie Ovebrink, o caminhão tentará chegar a 260 km/h no circuito de Wendover nos Estados Unidos.

Para atingir esse feito, o caminhão foi equipado com um motor D16, com transmissão I-Shift e outro motor elétrico que gera 200 cv de potência e 122 mkgf de torque. Os motores somados geram impressionantes 2100 cv de potência e 510 mkgf de torque.

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TEXTO: MARCELO FENERICH
FOTOS: SERGIO CASTRO/AE

Eles têm muito em comum: são imponentes, confortáveis, ágeis e muito bem equipados. Mais que isso, trazem tecnologias inovadoras. As coincidências param por aí, pois nas ruas não é difícil distingui-los. O sedã grande topo de linha Audi A8 fica pequeno ao lado do LoneStar, o caminhão da International apresentado no País no fim de 2011.

Colocamos os modelos lado a lado para mostrar os avanços da indústria automobilística, aplicados a modelos com propostas tão distintas quanto um veículo comercial e um carro de alto luxo. O LoneStar não está à venda no Brasil. A Internacional estima que aqui seu preço seria de R$ 600 mil – nos Estados Unidos são US$ 120 mil. O A8 é um pouco mais “em conta”: R$ 536.700.

DETALHES DO LONESTAR

Imensa cabine do caminhão tem compartimento com sofá que vira uma cama do tipo "viúva". Há até uma cozinha improvisada, com micro-ondas e refrigerador

 

Cheio de mostradores, o painel parece mais o de um avião. Modelo é equipado com motor seis-em-linha a diesel, de 15 litros, que gera absurdos 256 mkgf de torque. Câmbio manual tem 18 marchas

Mas vamos aos destaques desses veículos. O LoneStar traz suspensão a ar no eixo dianteiro, o que evita oscilação vertical, ar-condicionado noturno, que funciona durante nove horas, em média, tanto no quente quanto no frio; e sensor de mudança de faixa, para evitar acidentes se o motorista perder a atenção.

É mais alto que uma casa térrea. A área externa da sua cabine possui 4,10 metros de altura e 5 metros de comprimento. Já o dormitório, espaço fundamental nesse tipo de veículo, tem 2,6 metros de pé direito e contempla uma cama de solteiro, do tipo viúva.

DETALHES DO A8

Luxuoso, sedã traz muito conforto para quem vai atrás. São quase 3 metros de entre-eixos, o que deixa as pernas dos passageiros muito confortáveis. Há ainda entradas para fones de ouvido e ajustes individuais para a temperatura

 

Volante é multifuncional, assim como a tela central de 7 polegadas, que projeta informações sobre os muitos sistemas eletrônicos do A8. Carro traz motor V8 de 420 cv de potência

O sedã traz a segurança em destaque. Em combinação com o controle eletrônico de estabilidade (ESP) há sensores que preparam o carro para uma colisão, se perceberem que esta pode acontecer. Fecha as janelas laterais e o teto solar e tensiona os cintos de segurança.

O Audi Side Assist avisa por meio de um LED amarelo piscante no retrovisor externo se há veículos se aproximando lateralmente.

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DANIELA AMORIM

A fabricação de caminhões, um dos segmentos que vêm sustentando a produção industrial brasileira, cresce em ritmo inferior ao da demanda do setor logístico e abre a possibilidade de o mercado importar mais veículos de carga.

O Instituto Ilos, especializado em consultoria e capacitação em logística, apurou que o tempo de espera por um caminhão novo já é de 6 a 12 meses.

De janeiro a setembro, foram licenciados 129.918 mil caminhões, o que representa aumento de 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Por enquanto, as importações respondem por apenas 2.784 veículos, mas essa quantidade é 59,8% maior que a registrada em igual período de 2010.

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