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Jornal do Carro

19.junho.2013 08:00:01

Vitória do sedã brutal

A nacionalidade alemã e o porte avantajado não são as únicas semelhanças entre o Audi S7 e o BMW M5. Os dois modelos têm motores V8 biturbo, apelo esportivo e, no Brasil, preço na casa dos R$ 500 mil. Por isso, colocamos essas feras lado a lado para um comparativo cheio de velocidade.

Na prática, quem se interessar pelo cupê da Audi gastará menos, pois sua tabela começa em R$ 483.700. Ao acrescentar todos os opcionais disponíveis, o valor sobe para R$ 523.200. O invocado sedã da BMW é oferecido no Brasil em pacote único, por R$ 557.300.

Mesmo custando mais, o M5 derrotou o competente rival da Audi. A força superior foi um dos motivos: seu “vê-oitão” 4.4 entrega 567 cv de potência, ante os 526 cv do 4.0 do S7. Além dessa vantagem, o BMW se destaca por ser mais bem equipado de série e por ter manutenção menos salgada.

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Em termos de acabamento, os dois carros são exemplares. Seja no desenho da cabine, nos materiais empregados e na disposição dos comandos. Ao dar a partida, o urro grave dos motores desses carros impressiona. Mas, ao pisar fundo no acelerador, é o M5 que provoca maior frio na barriga, graças aos seus brutais 69,3 mkgf de torque despejados nas rodas traseiras. No S7, a força máxima é de 56 mkgf e a tração, integral.

Tanto Audi quanto BMW têm câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem. A caixa do M5 é um pouco mais eficiente e faz trocas manuais “de verdade” quando se pressiona a tecla “M” (modo esportivo) no volante. Em curvas, esses alemães permanecem colados ao chão, o que encoraja o motorista a acelerar – desde que todos os recursos de segurança, como controle de tração, estejam acionados. Ao desligar esses sistemas, os carros ficam ariscos (especialmente o BMW) e é preciso perícia para domá-los.

Tecnologias de ponta e caríssimas

Sim, M5 e S7 são carros muito carros, mas justificam cada centavo por terem mecânica competente e vasta oferta de recursos tecnológicos. Há sistema start&stop (que desliga e religa o motor quando se pressiona ou tira o pé do freio), head up display (projeta informações do velocímetro no para-brisa) e assistente de visão noturna (auxilia o motorista a detectar pedestres e animais), entre outros dispositivos.

Alguns, porém, como o head up display e o night vision, são opcionais no Audi. O pacote sai por R$ 34.500 e inclui limitador de velocidade adaptativo, que freia sozinho para impedir que o carro se choque com o veículo da frente. Essa tecnologia não é oferecida no BMW.

Outro trunfo do S7 é o sistema que desliga quatro dos oito cilindros do motor em uma condução mais suave (em estradas, por exemplo), para reduzir o consumo de combustível. No M5, economizar gasolina não é prioridade. Prova disso está no console, onde há vários botões para ajuste fino da esportividade do sedã. Pode-se controlar funções como giro do motor, tempo de abertura das válvulas, respostas do câmbio e intensidade de atuação da direção e suspensão.

Mas, com esses carrões, nem tudo é diversão, principalmente na hora da manutenção. O preço do jogo de velas para o M5 (R$ 1.654) ou do farol do S7 (R$ 29.159 cada) pode aborrecer qualquer um. O custo do seguro também assusta. A apólice para o M5 sai por R$ 24.612. As companhias consultadas não tinham cotações para o S7. Por isso a nota desse item foi descartada.

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Modelos da Lotus preparados para serem pilotados por participantes do iRace, em Paul Ricard, na França

 

RAFAELA BORGES

Pilotar um Fórmula 1 em uma pista na Europa pode parecer impossível para a maioria dos fãs de carros. O que nem todos sabem é que dá, sim, para realizar esse e outros sonhos ligados ao universo do automóvel, como explorar lugares inóspitos a bordo de jipes da Land Rover e viver as emoções dos bastidores da 24 Horas de Le Mans, prova de longa duração na França.

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A maioria dos programas é ligada a montadoras. Mas, por causa dos preços salgados, materializar esses sonhos é um privilégio para poucos. Guiar um monoposto de Fórmula 1 no circuito de Paul Ricard, na França, sai por cerca de 5.500 euros.

O programa, batizado de iRace, é oferecido pela Lotus, tem aulas teóricas e práticas, além de dez voltas no circuito ao volante de um F-1. Inclui jantar com integrantes da equipe de competição e hospedagem.

Ainda no mundo do automobilismo, a filial brasileira da Audi tem um belo pacote para os interessados em vivenciar os bastidores da mais tradicional corrida de longa duração do mundo, a 24 Horas de Le Mans – a edição deste ano ocorrerá no próximo fim de semana. “Os participantes podem ingressar em todas as áreas VIPs (são seis) do espaço da montadora no autódromo (de La Sarthe)”, explica o gerente de marketing da Audi Brasil, Jonas Calson.

Hotel montado pela Audi dentro do Autódromo de La Sarthe para a 24 Horas de Le Mans

 

 

Há opções de entretenimento durante as 24 horas de prova. Entre as opções há corridas de kart, aulas de pilotagem com carros da marca em uma pista ao lado de La Sarthe e até passeio de helicóptero. Visitas aos boxes da equipe Audi e ao grid de largada estão incluídas.

A hospedagem é em alojamento montado pela empresa na área do autódromo. Todos os lugares disponíveis este ano, com preços entre 7 mil euros e 9 mil euros, incluindo trecho aéreo, já foram vendidos.

 

PILOTAGEM

Quem quer acelerar esportivo na pista encontra várias opções de pacotes à venda. Em muitos casos nem é preciso sair do Brasil.

O curso da Mitsubishi, em Mogi Guaçu (SP), no Autódromo Velo Città, sai por R$ 2.200. Após assistir a aulas teóricas, os participantes podem guiar um Lancer Evolution.

Curso de direção da MItsubishi, no interior de São Paulo, custa R$ 2.200

 

 

A Mercedes-Benz pretende oferecer, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, um curso de direção ministrado por instrutores vindos da matriz, na Alemanha. Os participantes poderão guiar o superesportivo SLS e as versões AMG de SLK e Classe E. O preço estimado para quem não é cliente da marca será de R$ 2.500 e as datas ainda não foram definidas.

Da Audi, há um módulo para quem quer se tornar piloto de competição e outro focado em direção defensiva. Com preços de R$ 10.925 e R$ 5.750, respectivamente, inclui itens como macacão e capacete.

PASSEIOS

Explorar lugares inóspitos sobre rodas. Essa é a proposta da expedição do Land Rover Experience, curso de direção off-road da marca inglesa, que ocorre no interior do Estado de São Paulo e tem preços de R$ 500 a R$ 1.200. Uma vez por ano a fabricante organiza um evento mundial, que sai a US$ 10.960 (sem passagem aérea). O próximo será de 6 a 12 de outubro na Namíbia (África).

Land Rover promoverá em outubro expedição na Namíbia

 

A ideia, segundo o coordenador do Land Rover Experience, Augusto Carvalho, é proporcionar aos participantes a oportunidade de desbravar, ao volante de um Discovery, trilhas em locais de difícil acesso. “A hospedagem diária é em hotéis cinco-estrelas”, explica. “Há instrutores especializados em práticas off-road e suporte técnico. Se um carro quebrar, será consertado por nossa equipe.” Para este ano há 14 vagas – as duplas dividirão o volante de sete unidades do utilitário-esportivo.

Oferecer aventuras para quem gosta de dirigir é também o foco do Ice Experience, da Audi. Como o nome sugere, os participantes podem guiar carros da marca alemã no gelo. O programa ocorre entre os meses de janeiro e março nas cidades de Arvidsjaur, na Suécia, e Muonio, na Finlândia. As inscrições para a temporada 2014 ainda não estão abertas – os preços não foram divulgados.

Para os que preferem passeios menos radicais, a Audi tem o Tour Experience, que consiste em viagens por regiões famosas da Europa ao volante do conversível R8 Spyder. Os programa de um dia custa 520 euros. Para os de quatro dias, os preços vão de 2.050 euros a 3.150 euros e incluem hotéis (sem aéreo). O próximo, com destino aos alpes alemães, sairá em julho.

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Belisa Frangione

Uma das maiores preocupações do consumidor na hora de comprar um seminovo é o que fazer em caso de defeito. Para agregar valor ao usado, atrair clientes e aumentar o giro de estoque das concessionárias, algumas montadoras mantêm programas que cobrem reparos em carros de segunda mão, inclusive de outras marcas.

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“Em geral, quem compra um usado está mais interessado no preço que em benefícios”, diz o consultor da ADK, Paulo Garbossa. Para tentar seduzir esses clientes, os programas incluem serviços e benefícios normalmente associados a novos.

É o caso do Citroën Confiance, que existe desde os anos 90 e acaba de ser reformulado. Entre os destaques há assistência 24 horas (até 300 km de guincho) em parceria com a seguradora Mapfre, garantia de 12 meses para motor e câmbio e verificação de 93 itens do veículo. Em caso de reparo o cliente pode procurar uma concessionária ou oficinas credenciadas.

Só entram no programa veículos com até 120 mil quilômetros rodados e que não tenham sido sinistrados. Os usados para fins profissionais ficam de fora.

“O carro deve estar com todas as revisões em dia”, diz o gerente sênior de venda de automóveis da Mercedes-Benz do Brasil, Dirlei Dias. Desde 2011 a marca mantém no País o Star Selection – Mercedes-Benz Seminovos Certificados.

Outra vantagem para o consumidor é o certificado de procedência. No caso do Siga – Seminovos Inspecionados e Garantidos, da Chevrolet, são checados aspectos como documentação e até se o desgaste dos pneus condiz com a quilometragem.

Os carros certificados contam com opções diferenciadas de financiamento. Como os participantes do BMW Premium Selection, que podem ser adquiridos com entrada de 20%.

A estratégia tem feito sucesso. Diretor comercial da Mitsubishi, Fernando Matarazzo afirma que as vendas de usados dispararam após a implantação do Mitsim – Seminovos Inspecionados Mitsubishi. “No ano passado foram mais de 103 mil.”

Regresso. A Audi, que deixou de oferecer um pacote de benefícios para seus seminovos no País, está voltando a investir no segmento. O programa piloto do Audi Approved Plus terá início em agosto em três concessionárias do País: Belo Horizonte, Curitiba e Blumenau (SC). “Estamos finalizando aspectos como prazos de coberturas, itens incluídos, etc…”, diz Guilherme Rezetti, gerente de Desenvolvimento de rede e veículos usados da marca. Segundo informações do executivo, diferentemente do anterior, o novo programa é mundial.

Primeira investida desse tipo feita pela marca alemã no mercado brasileiro, o Audi Qualified durou quase dez anos. Os carros participantes do programa passavam por uma inspeção de 120 itens. A garantia para os Audi aprovados era de dois anos, enquanto modelos de outras marcas certificados pela fabricante tinham um ano.

Segundo o diretor do Centro de Estudos Automotivos, Luiz Carlos Mello, esses programas não são uma tendência, mas movimentos esporádicos para esvaziar estoques das concessionárias. “Vale a pena aproveitar as vantagens e as garantias adicionais”, afirma o especialista.

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A nova geração do A3 Sportback chega ao Brasil nos próximos dias a partir de R$ 94.700, valor da versão de entrada, equipada com motor 1.4 turbo com injeção direta de 122 cv, o mesmo utilizado no Audi A1 de entrada.

Na versão mais completa, também com motor de injeção direta, mas de 1.8 l que desenvolve 180 cv, o A3 custa R$ 124.300. Nos dois casos, o câmbio é o automatizado S-tronic de sete velocidades e dupla embreagem.

Postulante à produção no Brasil junto com o restante da família A3, o hatch médio chega para disputar mercado com o BMW Série 1, Mercedes-Benz Classe A e o recém chegado Volvo V40. Sua plataforma é a MQB, mesma da sétima geração do Golf, previsto para chegar ao Brasil em 2013.

 

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A Porsche divulgou nesta quarta-feira as primeiras imagens do protótipo com que disputará, a partir de 2014, a principal categoria (LMP1) do Campeonato Mundial de Endurance e da 24 Horas de Le Mans. O modelo completou sua primeira sessão de testes na pista da montadora em Weissach, na Alemanha.

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Alguns integrantes da diretoria da Porsche estavam presentes para acompanhar a sessão, que foi conduzida pelo piloto alemão Timo Bernhard – vencedor da edição de 2010 da 24 Horas de Le Mans, pela equipe Audi, ao lado do compatriota Mike Rockenfeller e do francês Romain Dumas.

A Porsche se reunirá às outras duas grandes montadoras que disputam a categoria LMP1, a Audi e a Toyota. E rumores apontam que, a partir de 2015, a Bentley também estará na competição.

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