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Jornal do Carro

Fotos: RMAuctions/Divulgação

Uma Ferrari 625 TRC Spider (uma das legítimas Testa Rossa) de 1957 foi arrematada em um leilão realizado no fim de semana em Mônaco por 5,04 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 13 milhões.

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O carro pertenceu a John von Neumann, famoso representante da Ferrari na costa Oeste dos EUA. Feita a pedida de Neumann, esta Ferrari teve mais tarde o motor quatro-cilindros de 2,5 litros substituído por um V12 de 3 litros e 320 cv (que a equipa atualmente).

Originalmente na cor cinza escura, foi restaurada pelo último dono e pintada na cor vermelha.

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Na quinta e sexta da próxima semana irá a leilão o carro em funcionamento mais antigo do mundo. Trata-se do De Dion Bouton et Trepardoux Dos-a-Dos Steam Runabout. Movido a vapor e fabricado em 1884, ele só teve quatro donos desde então – um deles durante 81 anos.

Os lances serão dados na cidade de Hershey, nos Estados Unidos, em evento realizado pela RM Auctions. A empresa informa que a raridade poderá atingir valor acima de US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,6 milhões). O modelo francês ganhou o apelido de “La Marquise” (A Marquesa), em homenagem à mãe do Conde de Dion, o investidor do projeto. A construção ficou a cargo de Georges Bouton e Charles-Armand Trepardoux.

De acordo com informações da RM, uma das muitas curiosidades é que o carro participou da primeira corrida de automóveis do mundo, em 1887. Durante a prova, ele atingiu a incrível velocidade de 60 km/h. Bem mais lenta e recente, outra competição na que este De Dion Bouton se destacou foi o Concurso de Elegância de Pebble Beach (EUA), 1997, onde ganhou dois prêmios.

Movido a vapor, modelo tinha apelido de 'La Marquise' (Fotos: RM Auctions/Divulgação)

Depois disso, o modelo a vapor completou quatro viagens entre Londres e Brighton, na Inglaterra, em um trecho de 85 km. Para tanto, foram necessários vários abastecimentos, pois a autonomia era de apenas 32 km.

Com 2,74 metros de comprimento (5 cm a mais do que um Smart Fortwo), o La Marquise podia levar quatro pessoas.
Elas iam sentadas acima do eixo traseiro, de bitola estreita, numa posição comum às carruagens do período: em dois bancos de costas um para o outro. O que explica o termo francês “Dos-a-Dos” no nome do carro (“Costa-a-Costa”).

No vídeo abaixo, é possível ver como funciona a relíquia:

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