A Renault Scénic RX4, feita entre 2000 e 2003, voltará a ser produzida em nova geração. Pelo menos é isso que mostram as fotos da agência Carparazzi. O modelo é uma versão off-road do monovolume, com opção de tração 4×4 por demanda, e será apresentado no Salão de Genebra (Suíça), em março.
Comparado com a RX4 dos anos 2000, que tinha o estepe montado na tampa do porta-malas, o novo modelo tem um visual menos agressivo. Os destaques ficam por conta dos para-choques e caixas de rodas reforçadas. A suspensão também é elevada em relação à da versão comum da Scénic.
O modelo flagrado em teste, segundo a Carparazzi, era de tração dianteira, o que indica que a integral será opcional. No visual, além dos enfeites “lameiros”, o Scénic RX4 terá nova grade e interior com tecidos especiais, de neoprene.
A Renault também está tralhando na versão final do Captur, conceito que esteve no Salão do Automóvel, em outubro (foi mostrado pela primeira vez em Genebra, em 2011). O veículo não será tão radical quanto o protótipo.
O carro é uma aposta global da marca para disputar o concorrido segmento de crossovers pequenos na Europa – e em países emergentes como o Brasil.
Diego Ortiz
As concessionárias da Citroën já estão se preparando para receber em junho o C4 Aircross, modelo que compartilha plataforma com o utilitários-esportivos Peugeot 4008 e Mitsubishi ASX. As versões vindas para o Brasil terão apenas opção 4X4, não terão configuração com tração dianteira, e o preço deverá ficar em torno de R$ 80 mil. Só depois, no fim do ano, é que chega a versão 4X2. O motor será o 2.0 de 160 cv, o mesmo do ASX, acoplado a um câmbio automático de seis marchas.
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Marcelo Fenerich
De olho no crescente mercado off-road, a Polaris, fabricante norte-americana de veículos fora de estrada, chega ao País com 29 versões de quadriciclos (ATVs) e side-by-sides (UTVs), para uso recreativo e trabalho. “Em 2011 foram comercializados 7 mil unidades. Em 2015, pretendemos aumentar esse número para 13 mil”, afirma o diretor geral da empresa no Brasil, Rodrigo Lorenço.

“O aumento da capacidade de consumo da população e os reflexos no setor de turismo de aventura fizeram com que viéssemos para o Brasil”, explica o executivo. “Além disso, o País é essencialmente agrícola, mais de 80% das estradas não são pavimentadas e os índices de exportação são altos.”
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As tabelas vão de R$ 9.790 até R$ 83.490, de acordo com o modelo e motorização – a fabricante oferece veículos de 50 cm³ a 900 cm³, para dois, quatro ou seis ocupantes e com tração 4×4 ou 6×6. Avaliamos todas as opções. Os modelos têm desempenho próximo ao de alguns jipes, mas não podem ser emplacados. São apenas para uso em vias não pavimentadas.
NA PISTA
Torque é o destaque desses veículos. Assim como os Sportsman 500 H.O. e Ranger RZR S 800, o “carrinho”elétrico Ranger EV também tem bastante força. De acordo com a Polaris, o propulsor de 48 volts gera cerca de 30 cv e sua capacidade de carga útil é de 454 quilos, com mais 567 quilos no reboque. No entanto, o mais “valente” deles é o side-by-side Ranger 6×6 800. Nele é possível levar 907 quilos. Só em sua caçamba cabem 567 quilos. Já no quadriciclo 6×6 cabem 408 kg.

Para quem gosta de velocidade, além do quadriciclo Sportsman Touring 850 EPS, que atinge a marca dos 120 km/h, a empresa oferece o Ranger RZR XP 4 900. Pesando apenas 631,8 quilos, a “gaiola” tem motor dois-cilindros a gasolina de 875 cm3 e 89 cv.
Em avaliação realizada com quatro pessoas a bordo, alcançou os 140 km/h sem mostrar “cansaço”. Com suspensão independente nas quatro rodas, irregularidades do piso são pouco sentidas pelos ocupantes – mesmo rodando a velocidades baixas.
Outro ponto positivo do RZR 900 são os freios a disco. Basta afundar o pedal para que ele pare na hora. Como opcional, há direção elétrica.
A Ford iniciará as vendas do EcoSport 4WD em janeiro. O preço da versão 4×4 do jipinho partirá de R$ 66.090.
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Disponível com acabamento Freestyle e apenas com câmbio manual de seis marchas, o novo Eco tem motor 2.0 Duratec flexível que gera até 146 cv e 19,7 mkgf.
Os opcionais disponíveis são bancos de couro e airbags laterais do tipo cortina. Se a opção for acrescentar outros itens ar condicionado, trio elétrico e freios ABS com EBD, o preço pode beirar os R$ 70 mil.
MARCELO FENERICH
A escolha do pneu apropriado para cada tipo de terreno é determinante para o bom desempenho do veículo no fora de estrada. Segundo especialistas, a instalação de componentes inadequados pode impedir o 4×4 de transpor obstáculos.
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“Normalmente, as montadoras instalam pneus radiais ‘todo terreno’ em seus utilitários. Esses produtos têm mais gomos do que os convencionais, mas não são os mais indicados para percorrer com frequência terrenos puramente off-road”, diz o instrutor de pilotagem João Roberto de Camargo Gaiotto. “Eles são bem eficientes em pisos com pouca areia ou neve.”
Para trilhas arenosas, como em praias e dunas, os mais indicados são os com pequenos gomos. Esse tipo de desenho evita que o pneu cave o solo. “Recomendo aqueles que apresentem grande capacidade de flutuação, permitindo que o veículo tenha mais área de contato.”
O professor de pilotagem Ilídio Guerra diz que veículos que trafegam na lama devem usar pneus com “garras afiadas”, para tirar o barro do caminho e permitir que a borracha alcance o terreno firme. “Os gomos salientes, com espaçamento entre si, facilitam a aderência com o solo e são autolimpantes”, explica.
Ele afirma que esses pneus são desenhados para expelir o barro acumulado entre os sulcos por meio do movimento que a borracha faz quando é comprimida e expandida de acordo com o movimento do veículo.
Baixar a pressão
“Tirar o ar dos pneus é uma alternativa muito utilizada em situações em que é preciso haver maior área de contato com piso pouco aderente”, ensina Gaiotto. Guerra afirma que a pressão não deve ser inferior a 15 libras. “Se isso acontecer, as laterais, que são frágeis, podem rasgar.”