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Jornal do Carro

RAFAELA BORGES

A Hyundai confirmou que passará a produzir o ix35 no Brasil até o fim deste ano. O JC havia antecipado, em março do ano passado, que o utilitário-esportivo, que atualmente é feito apenas na Coreia do Sul, será fabricado também aqui.

O modelo será produzido na fábrica de Anápolis, em Goiás, onde a sul-coreana faz o Tucson e os caminhões HR e HD 78. No exterior o ix35 substituiu o Tucson em 2010 – em alguns, inclusive, o modelo atual manteve o nomo do antecessor. Aqui, eles deverão continuar convivendo.

Inicialmente, muitas peças serão trazidas da Coreia do Sul. Nessa fase o modelo terá índice de nacionalização baixo. A tendência é que o porcentual vá aumentando com o passar do tempo. Os preços, contudo, não deverão ser reduzidos.
Atualmente, o ix35 tem preço sugerido entre R$ 90 mil, no caso da versão 4×2 com câmbio manual, e R$ 111.250 (4×4 automática). Em todas as versões o motor é o mesmo: 2.0 a gasolina de 166 cv de potência. O Tucson é tabelado a partir de R$ 60.250.

Segmento
A categoria de utilitários-esportivos compactos terá boas estreias nos próximos meses, com a chegada dos renovados EcoSport e CR-V. O Ford é feito na Bahia e o Honda vem do México. Para o próximo ano é aguardada a próxima geração do também mexicano Chevrolet Captiva.

Em 2011, o iX35 ficou na quinta posição nas vendas do segmento, com 13.600 emplacamentos. O líder foi o EcoSport, com 38.500 unidades. Em seguida vieram o Tucson (18 mil), a linha Mitsubishi Pajero (17 mil) e o CR-V (16.300).

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MARCELO FENERICH

A recém-lançada versão cabine-simples da Amarok tem uma missão complicada no País: ajudar a Volkswagen na briga com marcas consagradas no segmento, como Chevrolet e Toyota. Com tabela de R$ 80.990 (4×2) a R$ 87.990 (4×4), traz motor 2.0 16V turbodiesel de 122 cv e 34,7 mkgf a partir de 1.750 rpm. O câmbio é manual de seis marchas. Avaliamos a versão com tração integral.

Dos modelos para trabalho com motor a diesel à venda no Brasil, a novata é a mais cara e menos potente. Isso sem falar que Chevrolet S10 e Ford Ranger terão novas gerações em breve e a Toyota Hilux ganhará motor mais eficiente. Mesmo assim, segundo informações da fabricante, essa Amarok deverá representar de 15% a 20% das vendas da linha.

 

O modelo vem de série com controle de tração e distribuidor da força de frenagem, além de ABS. Entre os itens de conforto estão ar-condicionado, direção assistida. Equipamentos simples, como vidros elétricos, são opcionais.

O trem de força é uma das principais virtudes dessa picape. Mesmo sendo 41 cv mais “mansa” que a topo de linha (cabine-dupla), basta um leve toque no acelerador para a frente da Amarok “empinar”. É preciso atenção para não ultrapassar o limite de velocidade em ruas e rodovias.

A versão “profissional” manteve o ótimo ajuste de suspensão das irmãs mais emperiquitadas. Diferentemente de suas concorrentes, ela é bem confortável e pula pouco.

É na terra que essa VW mostra sua vocação. Por meio de botões no console dá para escolher o tipo de tração, bloquear o diferencial traseiro e desativar o controle de estabilidade.

O recurso é bem eficaz em curvas. Ao ser acionado, a picape quase não sai de traseira em acelerações fortes.

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TEXTO: TIÃO OLIVEIRA
FOTOS: SÉRGIO CASTRO/AE

A próxima geração do Fusion será revelada em janeiro, durante o Salão de Detroit (EUA). Enquanto isso, no Brasil, a principal novidade do Ford mexicano é a opção 4×2 da versão V6, topo de linha, tabelada a R$ 94.360.

A maior diferença em relação à configuração AWD, que continua à venda, é a lista de itens de série. Além da tração apenas na dianteira, não há sistema de auxílio em manobras, que inclui câmera de marcha a ré.

A ausência desses equipamentos representa uma diferença de R$ 9 mil a menos na tabela. Isso o torna bem interessante, pois a opção 4×2 preserva todas as virtudes da mais cara, em especial o motorzão V6 de 243 cv. Com comando variável de admissão, oferece respostas rápidas.

No mais há todos os itens comuns a sedãs do segmento. Como seis air bags, controle eletrônico de estabilidade e tração, ar condicionado digital de duas zonas e direção elétrica. Complementam o pacote o ótimo sistema de som com 12 alto-falantes.

Outra virtude do Fusion é o amplo espaço. Há conforto para cinco e o porta-malas é mais do que suficiente para acomodar a bagagem de toda essa gente.

Bom também é o funcionamento da suspensão, independente nas quatro rodas. Precisa, para o Brasil ela tem ajuste mais firme que o acerto molengão dos carros vendidos nos EUA, o principal mercado desse Ford.

O comportamento do sedã lembra o de médios, apesar dos 4,84 metros e 1605 quilos – o 4×2 é 87 quilos mais leve que o 4×4.

Agrada também a central multimídia. Além de ser fácil de usar, conta, entre outros recursos, com disco com 10 Gb de capacidade de armazenamento.

Mas é nela que também está o maior “pênalti” do Fusion. Embora o carro tenha navegador por GPS, o sistema não tem o mapa do Brasil e fica o tempo todo mostrando que o carro está no meio do Golfo do México.

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MARCELO FENERICH

Algumas semanas após lançar a campanha publicitária “Pôneis malditos”, que mostra que o motor da Frontier gera cavalos, e não pôneis de potência, a Nissan volta a oferecer no País a versão “esportiva” Attack. A série foi vendida no Brasil de 2005 a 2008.

Com tabela entre R$ 93.990 e R$ 127.490, a principal novidade do utilitário são os pneus mais voltados para uso no off-road (50% asfalto e 50% terra). Eles são 3 centímetros mais largos que os das demais versões.

Por fora há protetor de ferro para o radiador, rodas de liga leve na cor cinza escura e máscara negra nos faróis. No interior, são novos o tecido que reveste os bancos e o sistema de som com entradas auxiliares. E só.

Nas opções SE (4×2 e 4×4), o motor turbodiesel gera 144 cv de potência e 36,3 mkgf de torque – o câmbio é manual de seis marchas. Já na configuração LE (4×4), são, respectivamente, 172 cv e 41,1 mkgf. Esta conta com caixa automática de cinco velocidades.

Na pratica
Em uma trilha montada pela fabricante, unidades com tração nas quatro rodas se mostraram prontas para enfrentar o barro e a lama, sem “nojinho”.

Graças ao chassi, com oito travessas transversais, cabine e caçamba têm boa rigidez. A suspensão aguenta bem as exigências de trechos fora de estrada.

Na dianteira o conjunto é independente, com braços triangulares duplos, mola helicoidal e barra estabilizadora. Atrás há eixo rígido com feixes de mola. No asfalto, a picape pula bastante.

Os pneus merecem destaque. Oferecem bom nível de conforto sem muito ruído.

Segundo a Nissan, o público-alvo são homens de 35 a 45 anos que usam o veículo principalmente na cidade. Será que algum deles colocaria a Frontier em uma trilha?

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Marcelo Fenerich

A nova geração do Kia Sportage foi apresentada aos brasileiros durante o Salão do Automóvel e começa a chegar às lojas a partir de R$ 83.900, tabela da versão 4×2 com câmbio manual de cinco marchas.

O utilitário-esportivo sul-coreano traz o novo motor 2.0 16V com duplo comando no cabeçote e sistema de variação do tempo de abertura das válvulas de admissão. Ele gera 166 cv de potência (ante os 142 cv do antecessor), e 20,1 mkgf de torque, o mesmo do Hyundai ix35.

Espaço interno, eficiência na absorção de impactos com o solo e boa frenagem são os seus principais destaques. As dimensões também aumentaram. A suspensão, independente nas quatro rodas, com amortecedores a gás, faz com que não se sinta na cabine quando o modelo roda em pisos irregulares. O novo Sportage vem com freios a disco nas quatro rodas, acompanhados por sistema antitravamento e distribuição eletrônica das forças de frenagem.

Durante a avaliação, o modelo se mostrou ágil tanto nas arrancadas quanto nas retomadas de velocidade. O acionamento do câmbio é preciso e as marchas são engatadas com movimentos curtos.

Mesmo tendo ficado mais longo, largo e baixo (são, respectivamente, 9 cm, 1,5 cm e 6 cm), o utilitário merece atenção ao contornar curvas mais rápidas, situação em que sua traseira tende a escapar.

O acabamento é bem feito, mas simples. De série há direção hidráulica progressiva e ar-condicionado. As rodas são de 16”.

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