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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Renault demite diretor por falso caso de espionagem

Categoria: INDÚSTRIA, Internacional, Renault

TEXTO: ANDREI NETTO

Seis altos executivos da direção mundial da Renault foram demitidos ou afastados de suas funções ontem, como punição pelo falso escândalo de espionagem “revelado” em 2010. Entre os demitidos está Patrick Pélata, diretor-geral delegado, número 2 da companhia e braço direito do diretor-presidente, o franco-brasileiro Carlos Ghosn.

três outros executivos, acusados injustamente, serão indenizados. Sob pressão, Ghosn expressou “profundo lamento pelas disfunções” no grupo.
As punições foram anunciadas em Boulogne-Billancourt, após a reunião do conselho de administração da Renault. “Este conselho de administração extraordinário vira uma página dolorosa da história da Renault. Além dos executivos envolvidos, todos os funcionários do grupo sofreram por essa crise”, dizia o comunicado.

O caso da suposta espionagem teve início em 3 de janeiro de 2010, quando os três executivos acusados foram informados da abertura de uma investigação. No dia seguinte, todos foram afastados de suas funções. Segundo a falsa denúncia, Tenenbaum, Rochette e Clogenson, todos envolvidos na Diretoria de Projetos de Veículos Elétricos da Renault, em Paris, estariam agindo como espiões.
Eles teriam sigo pagos para agregar dados de engenharia de quatro veículos a propulsão elétrica que a montadora pretende lançar até 2012 – Twizy, ZOE, Kangoo Express e Fluence. A corrupção aconteceria por meio de uma companhia sistemista, que os repassaria a uma fabricante chinesa, a China Power Grid Corporation.

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