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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Entrevista: Alfredo Guedes, da Honda

Categoria: Entrevista, Honda

LUÍS FELIPE FIGUEIREDO

Com atraso de dois meses (o tsunami que atingiu o Japão no início do ano causou o adiamento), a Honda apresentou a nona geração do Civic, que começa a ser vendida no País em janeiro. O sedã vice-líder do segmento no Brasil recebeu várias modificações: mecânicas – entre elas, uma inusitada redução no entre-eixos –, nos equipamentos e no visual. O engenheiro mecânico Alfredo Guedes, supervisor de relações institucionais da fabricante, fala das mudanças.

Por que o entre-eixos do Civic diminuiu?
Para ganhar agilidade em manobras rápidas. Os movimentos em curvas melhoraram. As suspensões também foram trabalhadas para filtrar melhor a aspereza. E Há um novo subchassi.

A redução no entre-eixos não afetou o espaço interno?
Para mantê-lo, avançamos o painel “corta-fogo”, que separa o cofre do motor do habitáculo, em direção à dianteira do carro. Por isso ele ficou inclusive um pouco mais comprido (1,6 centímetro).

Foi essa a razão de ele perder o pedal pivotado no assoalho (uma característica “esportiva” do modelo)?
Não, na verdade foi necessário fazer a troca (e adotar o pedal suspenso) porque o console central é mais largo e não havia espaço para mantê-lo no assoalho.

Nos Estados Unidos essa geração do Civic tem sido criticada por causa do que os americanos consideram “pobreza” de acabamento. Ele deverá mudar já em 2013 por causa disso. Em que o modelo brasileiro é diferente do americano?
Não há muita diferença no projeto, mas a noção e conforto do americano é diferente da nossa. Aqui o Civic é “premium”. Lá, é de entrada, mas o consumidor tem outras exigências. Mesmo assim, o modelo brasileiro tem aspectos específicos, como o desenho dos para-choques, grade dianteira e tampa do porta-malas.

A versão Si vai voltar?
A princípio ela é inviável para o Brasil, porque o motor mudou. Era um 2.0, agora é um 2.4. E como aqui a taxa de imposto é diferenciada por cilindrada e mais alta para os acima de 2 litros, ele ficaria muito caro.

Não seria possível manter o motor 2.0 em produção aqui no País?
Não. Era um propulsor de preparação muito diferente da que equipa o CR-V, por exemplo, com outro tipo de tecnologia. Não poderíamos fazê-lo aqui.

3 Comentários Comente também
  • 29/11/2011 - 20:32
    Enviado por: Eduardo

    Para variar o consumidor é tratado como lixo!!! Se nos EUA o carro é de entrada e aqui é “premium” é por que a montadora assim o trata e assim cobra na NF. O mesmo carro é vendido na Argentina por quase a metade do preço!!! Extinguir um motor só porque é outra tecnologia é querem enganar o consumidor também. Por que não explica que por falta de escala de produção ou por que acham que o consumidor é tão ignorante em carro que não merece um produto de ponta a sua disposição.

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  • 30/11/2011 - 00:27
    Enviado por: LP

    Não dá pra ser mais educado que isso: CAGARAM MUITO nesse projeto. Tá feio pa caraaaaaai!
    Refletores na tampa do porta malas nada mais é do que encheção de linguiça – burrice de projeto – tapinha pra ficar menos feio.
    O volante tá parecendo um joystick de playstation, plano e com duas bolachas, ficou escroto. A única desculpa possível pra isso é que o volante anterior é um projeto perfeito, quase impossível de fazer melhor.
    Enquanto isso o Corolla melhorou muito e não tá mais tanto de tiozão, o Elantra tá lindo… Aposto que ou vai encalhar no páteo ou vão ter que vender barato pra sair. Não duvido de ser um carro bom, mas tá muito feio.

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  • 30/11/2011 - 00:38
    Enviado por: Marcelo Fórmula 1

    Com as vendas em alta nunca os preços irão baixar…

    Ou o brasileiro para de comprar ou para de reclamar…

    Com relação ao novo Civic gostei…CARRÃO!!!

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