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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Lexus RX350 tem ‘rodar de pluma’, mas é caro

Categoria: Avaliação, Lexus

Fotos: Lexus/Divulgação

Luís Felipe Figueiredo

Divisão de luxo da Toyota, a Lexus volta a operar oficialmente no País a partir de quinta-feira. Um dos modelos disponíveis na única concessionária, na zona sul da capital, é o RX350, crossover tabelado a R$ 298 mil que concorrerá com os alemães BMW X3 e Audi Q5, entre outros.

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A tabela do japonês é maior que a dos rivais. O Q5, com motor de quatro cilindros e 211 cv, parte de R$ 205.840. O X3 sai a R$ 273.050 na versão com o seis-cilindros de 306 cv.

Para justificar o preço extra, o RX350 aposta no bom acabamento e no “rodar de pluma”. Seu motor é o V6 de 3,5 litros e 277 cv e o câmbio, automático de seis marchas. A tração é 4×4 permanente, com opção de bloqueio do diferencial central por meio de botão no console.

Ao volante, só se percebe um pouco de vibração gerada pelos pneus 235/60 R18. O crossover é muito silencioso e macio, sem ser lerdo – o propulsor é vigoroso quando exigido.

Nessa linha 2013 o RX350 traz o novo estilo de desenho da marca na dianteira – a chamada “grade carretel”, em tradução livre do inglês, em referência ao formato da peça, estreita no centro. Outra novidade são as luzes de uso diurno (DRL) com LEDs em formato de “L”.

Para o motorista há detalhes como volante com aro acolchoado e revestido de couro, com regulagem elétrica (distância e altura). O ar-condicionado tem duas zonas de resfriamento. Também há aquecimento para os bancos da frente e ajustes elétricos. O traseiro é dividido em 1/3 e 2/3, tem encosto reclinável e move-se longitudinalmente por trilhos, para ampliar o espaço do porta-malas ou dar mais conforto para as pernas dos ocupantes. Nisso colaboram o assoalho plano e a saída de ar-condicionado.

O RX350 tem navegador GPS instalado, mas inoperante. O recurso só funcionará a partir de outubro, quando os clientes serão avisados para atualizá-lo.

Chineses encaram teste de desvalorização

Categoria: Chinesas

DIEGO ORTIZ
MARCELO FENERICH
COLABORARAM BELISA FRANGIONE E GHILHERME WALTENBERG

Os carros feitos na China ainda causam curiosidade no Brasil. Para conferir se eles são um bom negócio, simulamos o interesse em vender um Chery QQ e um JAC J3, dois dos chineses mais emplacados no País. Levamos a dupla à concessionárias das próprias marcas, além de autorizadas Chevrolet, Fiat, Honda e Volkswagen. Fizemos o mesmo com um Mille e um Fox, seus similares nacionais. A conclusão é que, ao menos por ora, o único que ainda vale a pena é o JAC.

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Logo ao entrar nas autorizadas de marcas chinesas já dá para perceber que o atendimento é pior do que nas de fabricantes “nacionais”. A exceção é a JAC. Em todas as concessionárias da empresa visitadas na capital, o nível de atenção é de dar inveja às lojas de Fiat, Volkswagen, GM e Honda em que estivemos.

Mas, se no momento da compra os vendedores das chinesas prometem mundos e fundos, na hora da revenda quem precisa oferecer tudo é o dono do carro.

Levamos os quatro modelos a todas as concessionária das marcas citadas para saber quanto elas pagariam por esses carros na troca por outros zero-km. O resultado é que a depreciação dos chineses foi maior que a dos carros feitos aqui, em especial no caso do J3.
Veja a tabela abaixo:
JAC J3 1.4
0km – R$ 37.900
Usado- R$ 24.900
Desvalorização – 36,7%

Chery QQ 1.1
0km – R$ 24.900
Usado- R$ 16.000
Desvalorização – 35,8%

Volkswagen Fox 1.6
0km – R$ 37.000
Usado – R$ 26.00
Desvalorização – 29,8%

Fiat Mille 1.0
0km – R$ 25.530
Usado – R$ 18.000
Desvalorização – 29,5%

Quanto à manutenção, as marcas da China pecam pela sistemática falta de peças de reposição (veja na próxima página). Enquanto isso, nas concessionárias das marcas que produzem aqui e Mercosul, a oferta de componentes é, em geral, imediata.

Porém, uma das vantagens dos chineses é a ampla lista de equipamentos. Dos modelos de entrada, por exemplo, o QQ vem com sistemas caros como freios com ABS e airbags, que não são oferecidos pelo rival Mille nem como opcionais. E isso faz diferença na hora da compra.

PANORAMA
No mês que vem, os chineses completam quatro anos de vendas no País – a Changan (ex-Chana) chegou antes, mas com utilitários apenas. Desde então, eles vêm causando uma revolução no País.

O fenômeno ficou evidente com a estreia da JAC. A marca chamou a atenção com seus preços baixos e forte campanha de vendas, obrigando as montadoras tradicionais a baixar seus preços a níveis próximos aos dos novos concorrentes.
A JAC chegou ao Brasil com 50 lojas – agora tem 65 –, e vendeu 1.756 unidades em abril.

Mais antiga, a Chery aportou com 30 concessionárias, atualmente tem 105 e emplacou 1.318 veículos no mês passado.
Ambas terão fábricas no Brasil em breve. Lifan e Effa não informaram seus números de concessionárias e vendas.

BOM ATENDIMENTO DEFINE COMPRA
Das marcas chinesas que mais vendem no País, a JAC tem os clientes mais satisfeitos. O motivo mais citado é o bom atendimento, aspecto comprovado pela reportagem (leia mais na página ao lado).

“Gostei tanto da JAC que, quando for vender meu J3 Turin pretendo comprar um J6”, diz a vendedora Eliane Leite da Silva. De acordo com ela, todas as revisões foram feitas em, no máximo, 24 horas. “Nunca tive problemas. Aliás, quando bateram no meu sedã, como eu havia adquirido o seguro de dois anos, mandaram um guincho e carro reserva. São muito atenciosos.”

A administradora de empresas Helen Silva Cerqueira concorda. “O pessoal da JAC sempre me tratou a ‘pão de ló’.” Ela afirma que faz todas as revisões na concessionária. “Nunca trocaram nada além do necessário no meu hatch J3.”
Helen conta que, desde que comprou o carro, há oito meses, o único problema foi com a luz de advertência da injeção eletrônica no painel, que não apagava. Mas o defeito foi sanado. “Não sei o que fizeram. Mas ela nunca mais acendeu, o que me deixou bastante contente.”

Para o contador Douglas Garcia de Araújo, não existe, no mercado nacional, melhor custo-benefício que o Chery QQ. “O carro custou pouco e veio com os mesmos itens do meu Voyage. Não é tão robusto quanto o Volkswagen, mas resolve na cidade.”

Ele afirma que não usa o carro para viajar. “Acho que é fraquinho para isso, mas confio nele.” O maior receio de Cerqueira é o de perder muito dinheiro na hora da revenda. “Paguei R$ 24 mil e, quando o comprei, o vendedor disse que eu o venderia por uns R$ 21 mil, dois anos depois. Vamos ver se me enganaram.”

Já o consultor Kleber Augusto Runge Barreiros diz que comprou um Lifan 320 há um ano e meio e teve várias decepções com o pós-venda. “É difícil encontrar oficinas e peças.”

Ele conta que teve de trocar a caixa de direção duas vezes e o maquinário do vidro elétrico, entre outras peças. “Em cada uma das visitas a oficina o carro ficava, em média, três dias parado esperando por reparos. “Isso não pode acontecer”, desabafa.

PÓS-VENDA PREOCUPA
Visitamos dez concessionárias – duas JAC, duas Chery, duas Lifan, duas Volkswagen e duas GM – para conferir a quantas anda a oferta de peças de reposição. Resultado: apenas as das nacionais possuíam todos os itens para pronta entrega. Nem nos depósitos da Chery, que ficam separados dos showrooms, havia os componentes. Todos os atendentes disseram que, após fechar o pedido, os componentes levam cerca de três dias para ser entregues. De acordo com o gerente de uma revenda Lifan, a forma de trabalhar da marca é malfeita. “Tudo é importado e eles não mandam só a peça pedida, mas o sistema completo, o que atrasa todo o processo.”

Programe-se: os eventos deste fim de semana

Categoria: Programe-se

Corrida de Porsche com vista especial – O Autódromo de Interlagos recebe hoje a terceira etapa do Porsche GT3 Brasil. O público poderá ver as provas das categorias Cup (às 11h20) e Challenge (às 13h15) gratuitamente no paddock, setor normalmente reservado a convidados, com vista privilegiada. O endereço é Av. Senador Teotônio Vilela, 261, zona sul.

Boraceia terá encontro de jipes amanhã – Boraceia, próxima a Bauru, irá promover o 1° Encontro de Jipeiros amanhã. Os participantes enfrentarão uma trilha de 30 km. A concentração será no Recinto de Festas, conhecido ponto da cidade, onde é realizada a Festa do Peão. O evento, a partir das 11h, é gratuito. Informações pelo telefone (0xx14) 3203-4637.

Fãs de antigos se reúnem em São Roque – O 9° Encontro de Automóveis Antigos de São Roque, cidade a cerca de 60 km de São Paulo, ocorrerá hoje e amanhã a partir das 9h no Recanto da Cascata (km 60 da Rodovia Raposo Tavares). Haverá palestras sobre a história do Mustang hoje, às 16h, e amanhã, às 10h30, além de mercado de pulgas. Grátis.

Gemballa cria pintura de diamante

Categoria: Curiosidades

Nada é tão exclusivo que não possa ficar ainda mais. A Gemballa, que já customiza esportivos de grife como os da Porsche, criou uma pintura de diamantes. Os diamantes são moídos juntos de outros materiais, como pigmentos não metálicos, fragmentos de vidro e cristais. Depois disso é criada uma base aderente, que é aplicada sobre a carroceria. A Gemballa só não divulgou ainda por quanto será vendida essa pintura brilhante, em todos os sentidos.

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Ferrari mostra esportivo de Eric Clapton

Categoria: Ferrari

(Foto: Ferrari/Divulgação)

 

 

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Há cerca de dois meses, circulou na internet o vídeo de um modelo preparado pela Ferrari especialmente para o guitarrista britânico Eric Clapton. Agora, a montadora italiana divulgou fotos do superesportivo, que foi batizado de SP12 EC.

 

Trata-se de uma 458 Italia preparada. SP é a sigla para Special Project (projeto especial, em português); 12 é por causa do modelo que inspirou o visual desse exemplar especial, a 512BB; EC é de Eric Clapton.

 

De acordo com a Ferrari, a inspiração visual surgiu a partir de um pedido de Clapton, que foi proprietário de três unidades da 512BB. A montadora não divulgou dados técnicos sobre o superesportivo.