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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Montadoras apostam em novas frentes

Categoria: apresentação, Honda, INDÚSTRIA, MERCADO, Mitsubishi, Nissan, Toyota

Com o March, Etios e Brio, as japonesas Nissan, Toyota e Honda, nesta ordem, querem chegar a patamares de vendas impossíveis de alcançar apenas com os modelos que oferecem atualmente no Brasil. E a Mitsubishi também prepara um carro menor para o País.

Para essas marcas, a chegada desses modelos representa mais do que entrar em segmentos diferentes. Permitirá que elas passem a disputar uma base mais ampla de clientes. Deve mudar, inclusive, a forma como as fabricantes são vistas pelo consumidor brasileiro. “Essa movimentação é absolutamente normal. A imagem de produzir carros caros, de qualidade, servirá de alicerce para a chegada de modelos mais simples. É uma mudança saudável”, analisa o diretor do Centro de Estudos Automotivos da FEI, Luiz Carlos Mello.

Atualmente, o Nissan mais barato à venda no País é o Livina (R$ 43.990). Quem quiser um Toyota terá de desembolsar R$ 62.110 pelo Corolla básico. Da Honda, o veículo mais acessível aqui é o Fit, tabelado a partir de R$ 54.905. No caso da Mitsubishi, o Pajero TR4, de R$ 68.590, é o mais em conta. Os quatro novatos serão posicionados (bem) abaixo desses modelos. Mas há marcas que estão apostando no caminho inverso.

Ao mesmo tempo que se prepara para lançar um hatch compacto nacional, a Hyundai está tornando seus modelos mais caros por aqui. A guinada começou com o ix35 (abaixo). Lançado aqui em agosto do ano passado, o jipão sul-coreano parte de R$ 88 mil. É R$ 4.100 mais caro que o Kia Sportage, que tem a mesma plataforma e mecânica.

Outro exemplo da mesma marca é o Sonata, que tem motor 2.4 de quatro cilindros e 182 cv e sai por R$ 105 mil. Como comparação, a versão V6 do Ford Fusion (que tem 243 cv) parte de R$ 101.400. “Quando a Hyundai chegou ao Brasil, precisava ganhar mercado, construir uma base quantitativa para crescer e se posicionar. Esse volume permite a atual ousadia de galgar novos preços, mais altos do que antes. E isso de forma alguma assusta o cliente”, diz Mello.

(Foto: Luís Felipe Figueiredo/AE)

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